A classificação em Mônaco é mais acirrada do que o normal justamente pela gigantesca dificuldade de se conseguir uma corrida de recuperação e por isso os pilotos fazem um esforço sobrenatural para conseguir o melhor lugar possível. As diferenças entre os pilotos no Q1 foram minúsculas e com os vinte pilotos na pista, o tráfego foi algo que fez muita diferença, inclusive com alguns sustos com carros até mesmo parando. Todos esses obstáculos acabaram por golpear os experientes Fernando Alonso e Sergio Pérez, ambos com vitórias em Mônaco e no caso do mexicano, tendo o melhor carro da F1. Ou não?
Após um início estonteante de temporada, a Red Bull começa a ver as demais equipes encostarem e a vitória na semana passada em Ímola foi muito mais por mérito de Verstappen do que pelo carro. Numa pista totalmente diferente, mais uma vez a Red Bull se vê numa situação incômoda, com McLaren e Ferrari claramente superiores, além de uma subida da Mercedes. Toda essa perda de vantagem acabou estourando nas mãos do pobre do Pérez, mas o mexicano vê a Red Bull praticamente sem ter quem colocar no lugar, pois Ricciardo faz uma temporada patética até aqui e Tsunoda, um dos nomes de 2024, é um piloto Honda e brevemente estará junto à Aston Martin. Enquanto isso, Liam Lawson observa nos boxes...
O Q3 foi bem apertado, numa briga apertada entre Leclerc e Piastri, que na classificação novamente desbancou Norris. Leclerc fez as vezes da casa para ser pole, com Piastri logo a seguir, com a segunda fila tendo a mesma formação Ferrari-McLaren, com Sainz e Norris. Verstappen estava nitidamente no limite, mas o neerlandês errou em sua volta final e acabou relegado ao sexto lugar, com Russell em quinto, novamente superando Hamilton. Albon e Gasly fizeram trabalhos soberbos ao colocarem Williams e Alpine no Q3. Para amanhã é esperado uma corrida morna, como foi na F2, onde simplesmente não se ultrapassa, mas muita coisa pode acontecer nas 78 voltas de Monte Carlo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário