domingo, 16 de agosto de 2026

Pista nova, problema antigo

 


Muitas pessoas gostam de falar em 'automobilismo-raiz' e que muitas vezes a F1 não corre em certo tipo de pista. Por mais que a F1 exagere em suas exigências, a  categoria dificilmente passaria o vexame que a Indy passou nesse final de semana em Markham, pista que substitui a lendária pista de rua no centro de Toronto. Na quinta-feira já haviam notícias de que a pista de rua estava longe de estar pronta e a vergonha se estabeleceu no dia seguinte com o cancelamento de todas as atividades, pois as proteções de pneus não haviam chegado ainda. No sábado o inglês Louis Foster surpreendeu ao ficar com a pole com seu carro da Rahal. A pista de rua localizada numa cidade na grande Toronto tinha como característica um grampo apertado e que estava na cara que traria inúmeros problemas para a corrida. E sem surpresas, uma sequência enorme de bandeiras amarelas ocorreu por incidentes no local. Foster tinha um bom acerto no seu carro, mas bateu forte no muro, mesmo local que vitimou Kyle Kirkwood, vice-líder do campeonato. Marcus Ericsson, vindo de um jejum de três anos, optou por uma estratégia ousada, onde teria andar num ritmo forte por praticamente um terço da prova. Para sorte do sueco, bem nesse momento as bandeiras amarelas rarearam, Ericsson fez sua estratégia funcionar e o piloto da Andretti venceu, ultrapassando Grosjean nas voltas finais. Executando uma estratégia de economia de combustível, Grosjean liderou as voltas finais, mas não foi páreo para o ritmo superior de Ericsson. Power, que vinha numa estratégia intermediária, completou o pódio, segurando nas voltas finais Alex Palou. O quarto lugar do espanhol o deixou com o pentacampeonato sendo uma questão de onde Palou estourará o champanhe. O que pode acontecer já na próxima semana, na nova corrida em Washington. Novamente uma pista estreante e tomara que a Indy saiba valorizar o ótimo produto que tem em mãos e faça a tarefa de casa de forma decente. 

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