terça-feira, 7 de julho de 2026
Movimento histórico. E duvidoso.
Figura(ING): Charles Leclerc
Após um período menos bom, onde Charles Leclerc marcou meros quatro pontos em três corridas, tendo visto Hamilton vencer e começar a tomar as rédeas da Ferrari. Em Silverstone, o monegasco deu uma volta por cima surpreendente. Na classificação, conseguiu superar Hamilton, verdadeiro especialista em Silverstone e favorita da torcida. Ao contrário do que foi visto na Sprint Race, Leclerc imprimiu um ritmo muito forte no domingo, quando rapidamente superou o pole Andrea Kimi Antonelli para assumir a ponta e dominar a corrida por inteiro. O fato de ter sorte pela quebra de Antonelli, que vinha bem mais rápido nas voltas finais, não diminui a ótima exibição de Leclerc.
Figurão(ING): FIA
Decisão da temporada 2021 da F1, Abu Dhabi. Numa das temporadas mais emocionantes desse século, Nicholas Latifi bate seu Williams no muro, o Safety-Car é mandado à pista e o tira-teima entre Lewis Hamilton e Max Verstappen seria decidido nas voltas finais. Lá na direção de prova, Michael Masi era um homem pressionado e numa decisão polêmica e que para sempre será discutida, o australiano deu ordem para relargar, mesmo com alguns retardatários ainda na pista para retomar uma volta, o que na ocasião era proibido. Voltamos para Silverstone/2026. Nessas coincidências da vida, Max e Lewis são protagonistas, mas em papéis diferentes. Verstappen bateu seu carro no final da corrida, Hamilton foi aos boxes colocar pneus moles para atacar Russell (esse, nada influenciou quatro anos e meio atrás) e, quem sabe, fustigar seu companheiro de equipe. Contudo, mesmo a FIA tendo ajustado as regras para permitir relargadas mesmo com os retardatários ainda para retomar suas respectivas voltas e Masi estar escondido em algum recanto australiano, a direção de prova resolveu aparecer novamente, dessa vez não permitindo a relargada. Foi um anticlímax gigantesco, frustrando a todos que viam a corrida, seja nas arquibancadas lotadas de Silverstone, seja pela TV. As críticas se avolumaram com a FIA estragando um final com potencial bastante emocionante em Silverstone no último domingo.
domingo, 5 de julho de 2026
Merecido, apesar dos pesares
Assim que ultrapassou Hamilton, Antonelli tratou de ir para cima de Leclerc, mas o monegasco respondia aos bons tempos de Antonelli, mantendo uma confortável vantagem de 4s. Quando a corrida se aproximava de sua metade, a maioria dos pilotos foram aos pits realizar suas únicas paradas. Antonelli esticou ao máximo sua parada, esperando um SC salvador, mas mesmo um guarda-chuva tendo trazido um rapidíssimo VSC, o italiano entrou nos boxes em bandeira verde quando faltavam dezessete voltas e voltou à pista em segundo, exatos 7s atrás de Leclerc. Com pneus duros novos e poucas voltas pela frente, Antonelli ia destruindo sua desvantagem para Leclerc, fazendo que sua ultrapassagem rumo à vitória fosse questão de tempo. Então, Kimi ficou lento na entrada da reta Hangar. Não era um problema de bateria, que tanto assombrou a Mercedes, mas fez Antonelli ir aos pits duas vezes, destruindo a corrida do italiano, que mal conseguia fazer curvas e tantas saídas de pista o fizeram ser punido em 5s por causa dos limites de pista.
sábado, 4 de julho de 2026
Fora de casa
Mesmo após suas recentes reformas, Silverstone se manteve como uma pista de alta velocidade e com curvas rápidas. O que antes era um grande atrativo, com as famigeradas novas regras de motores híbridos 50/50 se tornou uma bela dor de cabeça. Após as mudanças em Miami a F1 viu o super clipping ser amenizado, porém, muitas das pistas a seguir eram caracterizadas por ter muitas freadas fortes, diminuindo o fenômeno. Havia uma expectativa em Barcelona e sua longa reta dos boxes antecedida por curvas rápidas, mas a F1 havia passado no teste. Já em Silverstone a situação mudou de figura. Os pilotos haviam mostrado preocupação quando andaram nos simuladores das equipes e o que vimos na sexta-feira foi uma triste volta das cenas de Suzuka, com carros perdendo bastante velocidade nas retas, principalmente a Hangar. Do nada, as câmeras on-board foram esquecidas pela transmissão e o pouco que aparecia, não mostrava as velocidades dos carros e os momentos de recarga.
As primeiras voltas da Sprint foi um show de horrores, com os carros ficando sem bateria e sendo ultrapassados quase que sem querer. Isso ajudou Hamilton e Antonelli se destacarem nas duas primeiras posições e os dois duelarem pela ponta. Com nove vitórias em Silverstone e uma sinergia incrível com a pista, Hamilton foi pole na classificação da Sprint e liderou boa parte da minicorrida, mas Antonelli se manteve por perto e nas voltas finais bateu o veterano, para desgosto da torcida, que viu Norris e Russell chegaram atrás de Hamilton.
Na classificação George Russell deu um susto quando saiu sozinho da pista no Q1 e bateu de leve no muro. O inglês da Mercedes ainda teve condições de tirar o carro da brita e continuar sua classificação, o mesmo não acontecendo com Cadillac e Aston Martin, que ficaram no Q1 e a Aston tomando 1,4s da equipe americana. Gabriel Bortoleto teve uma classificação atribulada, com problemas de câmbio no Q1, mas quase foi ao Q3. Mais impressionante foi o brasileiro colocar seis décimos em cima de Hulkenberg, seu veterano companheiro de equipe.
Antonelli manteve-se sempre na luta pelas primeiras posições, junto com a dupla da Ferrari. Russell não mostrava muita coisa, mas cresceu um pouco no Q3 e na primeira tentativa ficou muito perto de Kimi, enquanto uma situação curiosa mostrava Mercedes, Ferrari, Red Bull, McLaren e Racing Bulls, nessa ordem, com seus pilotos muito próximos. Na segunda tentativa houve uma certa mistura e algumas situações interessantes. Na Red Bull Hadjar superou Verstappen, numa cena rara de ser vista numa equipe dominada pelo neerlandês a tantos anos. Após o terceiro lugar na Sprint, Norris sofreu um choque de realidade ao ficar sete décimos atrás da pole, mas ao menos superou a dupla da Red Bull, com Piastri fazendo outro final de semana burocrático. Na Ferrari, Leclerc mostrou força em sua maior característica, derrotando Hamilton na tentativa final na classificação, mas não à Antonelli.
Mesmo reclamando por ter sido o primeiro a fazer sua segunda volta no Q3, Antonelli baixou muito o próprio tempo e garantiu mais uma pole. Russell decepcionava e além de não melhorar seu tempo, se viu ultrapassado pela dupla da Ferrari, dificultando sua vida no domingo com o P4 no grid, enquanto Antonelli fica cada vez mais forte com essa vitória fora de casa.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Figura(AUT): Max Verstappen
A Red Bull chegou à sua corrida caseira correndo atrás de fazer Max Verstappen cumprir seu contrato, trazendo vários updates ao seu carro e sair da incômoda posição de quarta força da F1 atual. Max e seu empresário já declararam que preferem ficar na Red Bull, mas Max precisa estar pelo menos na luta pela vitória. Após treinos livres até mesmo discretos, a força de Max Verstappen, particularmente no Red Bull Ring, que tem uma arquibancada reservada para a torcida de Max, se fez presente a partir da classificação. No Q3 Verstappen conseguiu uma volta incrível em sua primeira tentativa e se não fosse seu acidente na segunda volta rápida, o neerlandês estaria na luta pela pole. Na corrida Max Verstappen fez uma corrida muito forte e como visto nos últimos anos, levando seu carro nas costas para lutar com as fortíssimas Mercedes pela vitória com um carro nitidamente inferior, imprimindo um ritmo acima do potencial do carro. No final, Max chegou apenas 1,6s atrás do vencedor George Russell para conseguir seu melhor resultado em 2026, além de demonstrar que além da Red Bull, o chefe da Mercedes Toto Wolff corre atrás de contar com seus serviços. Max Verstappen faz muita diferença!
Figurão(AUT): Aston Martin
Quando Lawrence Stroll comprou a estrutura da então Force India e logo depois adquiriu a tradicional marca Aston Martin, o magnata canadense iniciou um grande investimento na equipe, transformando a agora equipe Aston Martin em um dos times mais estruturados do paddock da F1. E o potencial da equipe fica claro com a chegada do gênio Adrian Newey e a parceria com a Honda. O genial Fernando Alonso esperava 2026 com a mesma expectativa de muita gente sobre a equipe Aston Martin, mas o que estamos vendo é uma das maiores decepções da história recente da F1. Como normalmente ocorre em sua história com a F1, a Honda nunca escolhe o caminho mais fácil para se desenvolver, mas com o tempo se percebe que o carro concebido por Newey está longe de ser os melhores projetos do engenheiro. Na Áustria, a Aston Martin ficou na última fila do grid, tomando um segundo da equipe Cadillac, que não tem dez corridas de F1 e tem sérios problemas de estrutura, como carros se desfazendo no meio das corridas. Enquanto Stroll abandonou a corrida com problemas de carro, um cada vez mais impaciente Fernando Alonso foi último colocado, três voltas atrás do vencedor e um minuto atrás do penúltimo. Para quem esperava que os novos regulamentos pudesse colocar a Aston Martin nos líderes, usando sua estrutura e recursos, 2026 vem sendo uma verdadeira desilusão e Red Bull Ring mostrou de forma clara.
domingo, 28 de junho de 2026
Na malandragem
Um pouco mais atrás o pobre ritmo de Leclerc o fez ser atacado por Antonelli, mas corroborando com o início de corrida atabalhoado do italiano, Kimi ultrapassou Leclerc saindo da pista, o obrigado a devolver a posição. Max Verstappen enxergou nessa manobra uma chance de ouro e enquanto Antonelli cedia sua posição de volta para Leclerc, Max ultrapassou a ambos, assumindo o terceiro lugar. Hamilton estava num ritmo de espera, mas tinha Russell nas suas vistas. Já Max Verstappen, impelido pela sua torcida que lotou uma arquibancada em Red Bull Ring, alcançava o inglês da Ferrari. Desde 2021 os encontros entre Lewis e Max são garantia de entretenimento e Red Bull Ring não foi exceção. Max tentou um ataque na curva 3, mas recebeu o troco logo em seguida. Foi irônico ouvir Max pedir punição por um comportamento em que muitas vezes ele o faz. Tudo isso deixava Russell ainda mais tranquilo, pois se antes da briga o inglês tinha 2s de vantagem sobre Lewis, a disputa fez essa vantagem subir para 5s. Hamilton rapidamente foi aos pits e pela volta (11º), Lewis novamente iria para uma estratégia de três paradas.
Algumas voltas depois George e Max fizeram suas paradas, enquanto Antonelli, que reclamava dos freios e de si mesmo via rádio, ficava mais tempo na pista. E o italiano teria mais do que reclamar quando entrou no pit-lane no exato momento em que Carlos Sainz abandonava seu Williams na reta dos boxes, trazendo o Safety-Car Virtual. Mais uma volta e Kimi ganharia um terreno enorme...
A vez de Ogura
A Aprilia dominou o final de semana inteiro, conseguindo as quatro primeiras posições no grid, mesmo que com o piloto errado. Durante a semana os primeiros dominós começaram a cair na dança de cadeiras para 2027 e a Ducati anunciou a contratação de Pedro Acosta, enquanto Bagnaia anunciou sua ida para a Aprilia, correr ao lado de Bezzecchi. De saída da equipe, Jorge Martín ficou com a pole em Assen, seguido pela dupla da Trackhouse, que se destacou na Sprint Race e completou uma dobradinha, com Raul Fernández na frente de Ogura.
O dia prometia tão bom quanto no domingo para a Aprilia, porém Marco Bezzecchi sofreu uma violenta queda ainda no começo da prova, levando o italiano ao hospital e perder a liderança do campeonato após três corridas consecutivas zerado. Lá na frente, Martín se manteve na ponta, seguido de perto pela dupla da Trackhouse. Numa corrida cheio de abandonos, Bagnaia liderava o segundo pelotão como a melhor Ducati, mas teve um problema mecânico, enquanto Acosta saiu da corrida com um problema no pulso direito que o levará a uma cirurgia nos próximos dias. Marc Márquez era um distante quarto colocado, mas foi atacado por Fabio DiGiannantonio na chicane e os dois saíram da pista. Pior para o italiano, que foi punido, mas Fabio se recuperou, ultrapassou os irmãos Márquez para ser quarto colocado e o melhor do resto.
Lá na frente o pódio e a luta pelo pódio era todinho da Aprilia. Martín liderou a maior parte da corrida, mas Ogura escrevia o mesmo script visto em outros momentos da temporada. O nipônico estudava os rivais e ficava à espreita, enquanto cuidava de sua moto e dos pneus no forte calor em Assen. Quando a corrida se aproximou do seu final, Ogura cresceu como fizera antes, mas estando mais perto da ponta, uma vitória estava ao seu alcance, mesmo dando um susto quando acionou acidentalmente o rebaixamento de suspensão de sua Aprilia. Sem perder muito tempo, Ogura viu Fernández atacar Martín e vulnerável, o piloto da equipe oficial foi superado por Ogura poucos metros depois. O japonês não demorou muito para superar Fernández rumo a uma vitória consagradora.
Depois de 22 anos, um japonês voltava a vencer na MotoGP, mas se o atrapalhado Makoto Tamada não parecia ter condições de lutar pelo título, Ai Ogura, com seu estilo cerebral, está em quarto lugar no campeonato 25 pontos atrás de Martín, o novo líder do campeonato e pode fazer o torcedor japonês sonhar em 2026. O certame da MotoGP permanece muito aberto e a fase de Ogura, agora mais confiante com a primeira vitória na MotoGP, permite apontar o japonês como um dos pilotos a serem observados.
sábado, 27 de junho de 2026
Pole polêmica
A classificação na escaldante Spielberg não mostrava muitas surpresas. No Q1, as três piores equipes do momento ficaram pelo caminho: Williams, Cadillac e Aston Martin. Nessa ordem. A novata Cadillac já começa a alcançar a veterana Williams, mesmo com a equipe americana vendo seus carros se desmancharem ao longo do ano. Pior é a Aston Martin. Num circuito de 70s, a equipe altamente financiada por Lawrence Stroll perde mais de 1s para um time novato e provavelmente com um dos menores orçamentos da F1. Alonso claramente está mais e mais impaciente.
A Mercedes havia dominado os treinos livres, na tentativa de dar uma resposta à vitória da Ferrari em Barcelona. Mesmo usando uma melhoria no motor, a Ferrari fazia um final de semana até mesmo discreto, com a McLaren aparentando estar mais próxima da Mercedes. Mais discreta estava a Red Bull. Com Max Verstappen estando na mesma vibe de Alonso, a equipe caseira não fizera muito para sair do lugar de quarta força da F1 em 2026. Contudo, Max Verstappen mostrou mais uma vez porque a Red Bull faz tanta força para ficar com ele. O neerlandês conseguiu uma volta espetacular no Q3, surpreendendo a todos e superado apenas por poucos centésimos de segundo pela dupla da Mercedes.
Então a dupla da Ferrari apareceu com força e se Hamilton fora mais rápido no geral, Leclerc veio com tudo no momento decisivo e superou seu companheiro de equipe quando importava. Então Max vinha voando com seu carro, pronto para tirar a pole de Leclerc quando perdeu o controle do seu carro e bateu. Logo atrás vinha a dupla da Mercedes. Antonelli dominava Russell no final de semana e tirou o pé. George não. O inglês completou sua volta e garantiu o tempo mais rápido. A sensação era de que Russell perderia a pole, mas de forma surpreendente, a FIA rapidamente declarou que não haveria investigação e na entrevista pós-treino, Russell declarou que tirara o pé e chegou a perder 0,25s. Se tivesse completado a volta sem tirar o pé, como dissera, Russell e até mesmo Antonelli meteria meio segundo nas Ferrari. Basta saber se a Ferrari engolirá isso...
domingo, 21 de junho de 2026
Estão deixando Marc chegar
Ainda mais com a asneira cometida por Marco Bezzecchi, atual líder do campeonato e já aparecendo algumas manchas em amarelo em seu macacão. Pois somente isso poderia explicar, mesmo sendo inexplicável, o seu comportamento após a sua queda na Sprint Race. Considerado um piloto cerebral, Bezzecchi deu dois tapas num comissário de pista, que levantava sua moto caída na caixa de brita em Brno. Uma cena lamentável para qualquer piloto, ainda mais para alguém que lidera o campeonato da principal categoria da motovelocidade. A punição veio rápida e sem maiores contestações. Bezzecchi foi desclassificado do resto do final de semana, ficando de fora da corrida do domingo. Apesar do pedido de desculpas aparentemente sincero ao comissário tcheco e o choro, essa atitude de Marco Bezzecchi pode ser um sinal de que o italiano da Aprilia está sentindo a pressão crescer.
Para sorte de Bezzecchi, Jorge Martín pagou uma punição pela pane mental em Balaton Park e assim só garantiu um décimo lugar. Contudo, a Aprilia vê com preocupação o crescimento de Marc Márquez. O espanhol fez uma corrida de manual em Brno. Uma boa largada frente ao pole Ai Ogura colocou Márquez em segundo, logo atrás de Pecco Bagnaia, que vencera a Sprint no dia anterior. Marc estudou as linhas de Pecco e quando Ogura aumentou seu ritmo, Márquez partiu para a ultrapassagem sobre o companheiro de equipe. O crescimento de ritmo de Ogura já está ficando conhecido dentro do paddock da MotoGP e o nipônico da Trackhouse ultrapassou Bagnaia e tentou um ataque à Márquez, que rechaçou qualquer briga ao igualar o ritmo fortíssimo de Ogura.
Na bandeirada Márquez venceu pela segunda corrida consecutiva. E isso, ainda se recuperando de sua cirurgia no pé e ombro direito. Ogura mostra cada vez que mesmo Bezzecchi e Martin estejam liderando o campeonato, o japonês é um dos destaques da Aprilia. Sem surpresa, Ogura deverá ir para a equipe oficial da Yamaha em 2027, correr ao lado de Martín. No inaceitável vacilo de Bezzecchi, Márquez tirou mais 25 pontos de desvantagem na liderança do Mundial. A cabeça de Bezzecchi, sem surpresas, começa a falhar e agora não apenas Martín, mas Marc Márquez começa a crescer na hora certa.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Figura(CAT): Lewis Hamilton
Não poderia ser outro! O veterano inglês obteve sua primeira vitória pela Ferrari com uma pilotagem que lembrou os bons e velhos tempos do sir Lewis Hamilton. Os treinos livres em Barcelona não pareciam promissores para Lewis. Pista onde tradicionalmente a melhor equipe se destaca, a Mercedes parecia bem mais rápida na figura de George Russell, enquanto Hamilton era superado por Leclerc na luta interna da Ferrari, contudo, o protagonista da parte debaixo da coluna aprontou no Q3 e Hamilton, ao contrário, brilhou. Lewis conseguiu entrar na luta pela pole e foi superado por menos de um décimo por Russell. O domingo em Barcelona surgiu com forte calor e a corrida poderia ser decidida na estratégia. Com a Ferrari se caracterizando nos últimos tempos pelos erros estratégicos, a situação do Lewis não era das mais animadoras, mas o inglês estava sempre na luta pela vitória, mesmo não capitalizando o fato de ter largado com pneus macios, enquanto Russell saiu com os compostos médios. Com praticamente todas as equipes partindo para uma estratégia de duas paradas, a Ferrari pensou diferente e claramente colocou Hamilton numa tática de três paradas, fazendo com que Lewis sempre andasse num ritmo muito forte. Hamilton respondeu ao desafio com um racecraft avassalador e como bom multicampeão que é, o inglês contou com a sorte quando Alonso parou seu carro na pista e o Virtual Safety Car veio no momento em que a terceira e última parada de Hamilton se aproximava. A Ferrari foi perfeita e Hamilton permaneceu em primeiro após seu derradeiro pit-stop, com pneus em melhor estado do que Russell. O ritmo que Lewis Hamilton impôs na relargada indicou que, mesmo que o VSC não tivesse aparecido, o inglês da Ferrari poderia ter deixado a dupla da Mercedes na pista. Invencível até o momento em 2026, a Mercedes sofreu sua primeira derrota para seu antigo piloto, que se emocionou com essa primeira vitória com a Ferrari e também da maneira como aconteceu. Hamilton andou como a muito não se via e se estabelecendo na segunda posição no campeonato, dá esperanças de estar na luta pelo título.
Figurão(CAT): Charles Leclerc
Uma semana depois do seu polêmico abandono em Mônaco, Charles Leclerc não teve um final de semana muito melhor em Barcelona. Após criar um desconforto institucional com a Brembo, tradicional parceira da Ferrari, ao indicar que a causa do seu abandono em sua corrida de casa foi por causa dos freios, Charles Leclerc passou a usar o mesmo fornecedor de freios de Hamilton e rapidamente o monegasco ganhou confiança, andando na frente do companheiro de equipe. Tudo parecia bem para Leclerc até o Q3, quando em sua primeira tentativa Charles errou na curva 4 e bateu sua Ferrari, destruindo o sonho de lutar pela pole, algo que Hamilton demonstrou ser possível. Largando apenas em décimo, Leclerc rapidamente ganhou algumas posições, mas sua corrida parecia limitada ao sexto lugar quando a Ferrari apresentou um problema hidráulico, causando o segundo abandono seguido para Leclerc. Enquanto isso, Lewis Hamilton fez uma baita corrida e venceu pela primeira vez com a Ferrari, se estabelecendo como vice-líder do campeonato e com boas chances de entrar na briga pelo título com os pilotos da Mercedes. Leclerc vê tudo isso cada vez mais distante e pela primeira vez em muitos anos Charles pode ficar numa posição de inferioridade dentro da Ferrari. Isso, poucos dias depois de renovar seu contrato com a Ferrari.
domingo, 14 de junho de 2026
A primeira de Lewis
sábado, 13 de junho de 2026
Será que vai?
O final de semana em Barcelona começou com a polêmica decisão da FIA em reverter a punição à Gasly em Monte Carlo, fazendo com que o francês da Alpine 'voltasse' ao pódio conquistado na pista. O grande ponto foi que a Alpine, liderada pela raposa felpuda Flavio Briatore, achou um fato novo para a grande quantidade de punições por excesso de velocidade em Monte Carlo, o que eliminou os 10s de punição à Gasly. Porém, Mercedes e McLaren reclamaram que se havia um problema na medição de velocidade no pit-lane em Mônaco, as punições impostas à Piastri e Russell teriam que ser revertidas também, sendo que o inglês ainda foi punido novamente com um drive-through por não ter cumprido a punição original, fazendo Russell sair da zona de pontos. Como restituir isso? Com a palavra, a FIA, que criou mais um problema para si.
Os treinos livres mostraram um George Russell extremamente forte e a Mercedes, sem surpresas, liderando em Barcelona, pista que todas as equipes conhecem e que valoriza os melhores carros. Antonelli não se destacou em nenhum momento, enquanto a McLaren mostrou força no segundo treino livre. Leclerc anunciara que utilizaria os mesmos freios de Hamilton, após polêmica com a histórica fornecedora da Ferrari, a Brembo. Leclerc se mostrou mais à vontade e andando mais do que Lewis, mas Charles jogou tudo pelos ares ao errar no Q3, tendo que largar em décimo. Depois da corrida Leclerc chegou a declarar que 'deve ser difícil alguém torcer por mim...'
Outro destaque negativo para a Aston Martin, que tomou 1s da novata Cadillac e Alonso perdeu uma classificação para Stroll depois de quase dois anos, significando que Fernando, piloto da casa, ficou com a última posição. Para quem fala que essa pode ser sua última corrida em Barcelona, esse resultado não lhe ajuda em nada. Contudo, a Cadillac ainda sofre com problemas sérios de estrutura dos carros. Se no Canadá a suspensão dianteira de Pérez se desmontou praticamente sozinha, no treino livre de sábado Bottas ficou sem freio, numa situação bastante perigosa.
No momento decisivo da classificação Russell confirmou seu favoritismo com uma pole bem forte e para ajudar sua causa, além de Antonelli tenha permanecido três décimos atrás dele, Hamilton ainda colocou sua Ferrari entre a dupla da Mercedes. Após ficar atrás de Leclerc o tempo todo, Lewis foi muito forte onde importava e ficou bem próximo de Russell. Lando Norris ficou meros três milésimos atrás de Kimi, seguido pela dupla da Red Bull e só então Piastri. A primeira curva de Barcelona é a mais afastada da largada, o que pode ocasionar vácuo e surpresas na freada da primeira curva. Russell terá que arriscar, enquanto Hamilton irá com tudo para cima. Se conseguir sair bem, Antonelli poderá pegar as sobras.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Figura(MON): Pierre Gasly
'Estou com coração partido'. Essa frase de Pierre Gasly exprime bem o que foi o Grande Prêmio de Mônaco para o francês da Alpine. Após uma fase menos boa de Gasly nessa temporada 2026, que viu Colapinto ser mais rápido e marcar os pontos da Alpine, Gasly respondeu ao argentino com um final de semana esplêndido em Monte Carlo para a realidade da Alpine. Gasly sempre esteve entre os dez primeiros colocados em praticamente todas as sessões e na classificação foi o melhor do resto, alcançando a nona posição do grid. Na largada Gasly saiu muito bem e conseguiu ultrapassar Lando Norris, iniciando uma corrida de gato e rato em Mônaco com o atual campeão mundial. Por mais que Norris tivesse um carro mais rápido, bastava Gasly não errar para não ser ultrapassado. E Pierre não errou. Manteve Norris atrás e se mantinha a uma distância razoável de Piastri, que vinha a sua frente. Porém, Gasly acabou sendo uma das vítimas do fotossensor da FIA e excedeu o limite de velocidade nos boxes. Gasly não teve tempo de cumprir a punição por causa da bandeira vermelha, onde na relargada Gasly conseguiu sair melhor do que Hadjar e com a punição de Russell, o representante da Alpine recebeu a bandeirada em terceiro lugar, mas tendo que acrescentar 5s em seu tempo, Gasly perdeu um pódio a ser bastante comemorado por um amargo sétimo lugar. Muito pouco para o que Pierre Gasly fez nesse final de semana em Mônaco.
Figurão(MON): George Russell
Está ficando repetitivo, mas não há escapatória possível. Dito e havido como líder da Mercedes em 2026, George Russell era esperado estar liderando o campeonato nessa altura dos acontecimentos e vislumbrando seu primeiro título mundial de F1. O que vemos no momento é um George Russell cada vez mais desorientado por estar sendo suplantado por um adolescente que vai quebrando recordes e não mais apenas de precocidade, usando o mesmo carro que ele, sendo que Russell dizia que esperava o tempo de ter um carro vencedor para mostrar que pode ser um campeão mundial. Esse carro chegou, mas Russell não contava ter um talento geracional ao seu lado, crescendo de forma exponencial. E isso está afetando a cabeça de George Russell. Em Mônaco o inglês esteve irreconhecível, sempre atrás de Antonelli em todos os treinos. Enquanto Kimi fazia um algo a mais e enfrentava as Ferraris, Russell encolhia mais e mais. Enquanto Kimi fez a pole e dominou a corrida em Monte Carlo, Russell penou no tráfego e ponto de... tomar uma volta de Antonelli. Para piorar a situação, George foi punido, saindo da zona de pontuação e perdendo a vice-liderança do campeonato, enquanto Antonelli tem uma porcentagem recorde para esse momento do campeonato. Russell precisa pensar bem nos próximos passos nem pensando no campeonato, mas na sua própria carreira.
domingo, 7 de junho de 2026
Mostrando a que veio
História sendo feita
Mesmo tendo vencido na Sprint Race no sábado com um ritmo avassalador, Marc Márquez contou com a ajuda da falta de inteligência de Jorge Martín na primeira curva em Balaton Park. O espanhol da Aprilia tentou uma manobra banzai na apertada primeira curva, mas acabou perdendo o controle de sua moto. Martin promoveu um verdadeiro strike, derrubando quatro motos, incluindo a do seu companheiro de equipe e líder do campeonato Marco Bezzecchi, além do terceiro colocado no campeonato, Fabio di Giannantonio. Felizmente ninguém se machucou seriamente, mesmo que Martín fosse para o hospital para maiores avaliações. Depois da corrida Massimo Rivola criticou publicamente Martín, principalmente por Bezzecchi ter perdido pontos importantes no campeonato.
Isso deixou que Marc Márquez e Pedro Acosta decidissem entre si a vitória. Largando com pneus macios na traseira, Acosta tinha um melhor ritmo no início e rapidamente tomou a ponta de Márquez, liderando os primeiros dois terços de prova. Porém, de forma esperada, o pneu traseiro de Acosta foi se desgastando e Márquez, com pneus médios, encostou, iniciando uma disputa forte pela primeira posição. Desesperado em finalmente conseguir sua primeira vitória, Acosta lutou o quanto pôde, mas não foi capaz de segurar um Marc Márquez inspirado, que partiu para a vitória. E não seria uma vitória qualquer! Contando as três categorias do Mundial de Motovelocidade, Marc chegou a sua centésima vitória, se tornando o terceiro piloto a conseguir essa proeza. O nível desse feito é medido pelos os outros dois pilotos a conseguir esse feito: Giacomo Agostini e Valentino Rossi. Queiram ou não, Marc Márquez está nesse nível entre os grandes da história da motovelocidade.

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