No início da temporada 2026 a Aston Martin tinha um carro tão complexo, que seus pilotos não conseguiam pilotar voltas seguidas por causa da excessiva vibração vindo do motor Honda. O time comandado por Adrian Newey arregaçou as mangas, da mesma forma que a Honda preparava um motor praticamente novo e o resultado é uma evolução que, colocado em porcentagem, é a maior da F1 nos últimos tempos, com o time esmeralda saindo das últimas posições, quando Alonso chegou a tomar mais de 4s do carro mais rápido do grid, com a Aston Martin chegando de vez no pelotão intermediário, culminando com Fernando Alonso chegando ao nono lugar numa mistura de talento e destreza tática do espanhol, que levou seu evoluído carro a zona de pontuação e pode vislumbrar melhoras para o futuro próximo.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Figurão(HOL): Oscar Piastri
Um ano atrás Oscar Piastri vencia em Zandvoort e pavimentava o que parecia ser seu primeiro título mundial de F1, talvez iniciando uma nova era liderada pelo jovem australiano. Porém, na mesma pista neerlandesa, Piastri completou mais uma corrida de forma opaca e burocrática em 2026, recebendo a bandeirada em sexto, bem longe do seu companheiro de equipe e vencedor da corrida Lando Norris. O que passa com Oscar Piastri? Desde a derrota dolorida para Norris no ano passado, quando Piastri sucumbiu frente às 'Papayas rules', o australiano nunca mais performou como antes e em 2026 vem sendo sistematicamente derrotado por Norris, quando até meados do ano passado a disputa interna da McLaren era uma das mais equilibradas do grid da F1. A não adaptação ao carro com o novo regulamento técnico ou a dor da derrota com informações dos bastidores que não conhecemos (quem sabe as duas coisas) podem explicar atuações tão pobres de Piastri, ficando a certeza de que não estamos vendo a melhor versão de Oscar Piastri.
domingo, 23 de agosto de 2026
Uma festa americana
Que despedida!
Ao contrário do esperado, a McLaren não respondeu de imediato à manobra da Mercedes e deixou Norris mais algumas voltas na pista. Quando Lando fez sua segunda parada, ele estava 3,5s atrás de Antonelli, mas num ritmo muito mais rápido do que o de Andrea, chegando a tirar 1,5s numa única volta. O queixume de Hamilton se mostraria nas últimas voltas quando ficou claro que Lewis tentaria completar a corrida com uma única parada. Não demorou para Antonelli encostar em Hamilton e Lando colar nos dois. Numa manobra belíssima, Hamilton se defendeu de Antonelli, enquanto Norris colocou por fora do italiano assumindo a segunda posição. Com pneus em melhores condições, Lando Norris tomou a liderança ainda na mesma volta para não mais perdê-la. Contudo a corrida ainda teria mais lances de emoção e polêmica.
sábado, 22 de agosto de 2026
O troco de Lando
As três semanas sem F1 foi de algumas definições. Mesmo com Carlos Sainz bastante insatisfeito em seu segundo ano na Williams, o espanhol acabou renovando com a equipe, muito provavelmente por falta de oportunidades em outras equipes, o mesmo acontecendo com Alex Albon. Com seus dois pilotos na casa dos 30 anos, a Williams tentará não ser o cemitério das carreiras de Sainz e Albon. Na véspera das primeiras atividades de pista, Max Verstappen anunciou que renovou por mais dois anos com a Red Bull, ficando nas glebas austríacas pelo menos até 2030. O declínio técnico da Red Bull somado ao péssimo regulamento deixou a permanência de Max na Red Bull e na própria F1 em dúvida. Novamente Verstappen foi visto em companhia de Toto Wolff nas férias, alimentando rumores de uma ida para a Mercedes. E como Andrea Kimi Antonelli estava junto de Toto, a 'vítima' seria bem clara...
No entanto Wolff foi pragmático. O austríaco nunca escondeu seu descontentamento em lidar com a rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg e provavelmente Toto farejou que ter Max e Kimi juntos poderia ser bastante explosivo. Russell ainda pode ser útil na equipe, mesmo como um segundo piloto à Barrichello, ou seja, não muito satisfeito com a situação. Já para Verstappen ficar na Red Bull significará um compasso de espera para observar o que acontece ao seu redor. A Mercedes não parece uma porta atraente no momento, então olhar para outras equipes e ver o que acontece é uma opção mais segura, enquanto a Red Bull, que segue perdendo pessoas importantes no lado técnico, tenta um ressurgimento.
E falando em perdas na Red Bull, a equipe sofreu mais uma para o final de semana em Zandvoort, mesmo que de forma pontual. É de conhecimento de todos que Isack Hadjar gosta de praticar esportes de luta e enquanto treinava boxe num saco de areia, Hadjar sofreu uma fissura no punho direito, fazendo com que o francês, que conseguiu seu único pódio até agora nos Países Baixos ano passado, ficasse de fora da prova neerlandesa, substituído por Liam Lawson, que por sua vez cedeu seu carro na Racing Bulls para Yuki Tsunoda, que disse que recebeu a notícia que voltaria a F1 enquanto curtia uma praia na Grécia.
A morna corrida da Sprint, com vitória de Russell, alertou ainda mais as equipes para a importância da classificação, realizada poucas horas depois. O posicionamento em Zandvoort, que faz sua despedida da F1, poderia ser crucial no domingo. Desde seu acidente em Suzuka que Oliver Bearman não teve o mesmo bom desempenho de antes e ele foi a surpresa negativa ao ficar pelo caminho no Q1, perdendo para o cada vez mais ameaçado Ocon. No pelotão intermediário, a Alpine trouxe um grande pacote de updates para o carro de Gasly, mas o francês acabou ficando por muito pouco no Q2, superando Colapinto com boa margem. A briga pela quinta força ficou novamente entre Audi e Racing Bulls. Com Tsunoda fazendo um bom final de semana, mas eliminado no Q2, a Racing Bulls apostou tudo em Lindblad, que não decepcionou e novamente foi ao Q3, tendo a companhia de Bortoleto, que mais uma vez superou Hulkenberg com certa margem. E Gabriel superou Arvid no Q3.
A briga pela ponta tinha Mercedes e McLaren, com a Ferrari correndo por fora. A Red Bull se conformou rapidamente em ser a quarta força e nem mesmo a genialidade de Max Verstappen, correndo em casa, pôde mudar essa situação. Leclerc fez uma ótima Sprint, sendo o único a largar com pneus macios, mas o monegasco não repetiu o mesmo desempenho na classificação e com Hamilton errando várias vezes na famosa Curva Tarzan, a primeira de Zandvoort, ambos ficaram fora da briga pela pole. Piastri andava próximo de Norris, mas com o inglês sempre à frente, enquanto Antonelli parecia em clara desvantagem frente à Russell. Para completar a chuva deu as caras no final do Q3, fazendo todo mundo antecipar os trabalhos na pista e Norris conseguiu uma bela pole, superando a dupla da Mercedes por pouco. No fim, Antonelli mostrou seu talento e quase superou Russell quando mais importava, enquanto Piastri continua sua má fase e ficou apenas em quarto. Se Norris manter o bom posicionamento conquistado com a pole, ele poderá manter sua boa fase. O problema é Lando confirmar a pole, sem contar que o clima em Zandvoort não está dos mais firmes.
domingo, 16 de agosto de 2026
Pista nova, problema antigo
domingo, 9 de agosto de 2026
Vitória de Martin, o segundo colocado
Marco Bezzecchi retornou à MotoGP após sua cirurgia na clavícula, só que o italiano também estava com problemas no seu joelho. Numa pista fluída e favorável à Aprilia, a marca de Noale dominou Silverstone, com pódio completo na Sprint e no Grande Prêmio. Se no sábado Martin conseguiu uma vitória tranquila na Sprint, na corrida o campeão de 2024 errou na largada e viu Raul Fernández pular para a ponta e disparar rumo a uma vitória esmagadora. Normalmente eclipsado pelo companheiro de equipe Ai Ogura, Fernández mostrou que pode vencer, enquanto Ogura caiu quando era apenas quinto. Martin também perdeu a terceira posição para Bezzecchi, mas o espanhol não se preocupou muito, pois Marco reclamara de cansaço na Sprint. Martin esperou metade da corrida para ultrapassar facilmente seu companheiro de equipe e mesmo mais rápido do que Fernández, se consolou com a segunda colocação.
O motivo era bem simples. Raul não está diretamente na luta pelo título, portanto, as maiores preocupações de Martin ficaram bem para trás. Ogura caiu, Bezzecchi sofreu claramente durante a segunda metade da prova e terminou em terceiro, mas cedeu mais pontos à Martin. Marc Márquez teve um final de semana estranho de tão apagado que foi. O espanhol da Ducati sequer pensou em subir ao pódio, se conformando com uma opaca sétima posição, sendo a terceira Ducati do dia, atrás de Alex Márquez e Fabio Di Giannantonio, outro postulante ao título que se recupera de problemas físicos e executou um final de semana abaixo.
Com tudo isso, Martin vai aumentando sua vantagem no campeonato mesmo de saída da Aprilia marcada para o final desse ano.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Finalmente o futuro
domingo, 26 de julho de 2026
Figura(HUN): Lando Norris
Desde o título conquistado na última etapa de 2025, Lando Norris não teve muito o que comemorar, porém, o inglês da McLaren teve um final de semana quase perfeito na Hungria. Sempre rápido nos treinos livres, Norris conseguiu o melhor tempo da classificação, superando Hamilton por um centésimo de segundo. Lando perdeu a primeira posição para Piastri ainda na primeira volta, mas não baixou os braços, continuou pressionando o seu companheiro de equipe e mostrou que tinha um ritmo muito superior quando teve ar limpo. Mesmo com pneus desgastados, Norris foi capaz de neutralizar a vantagem de ter pneus novos de Piastri e emergiu em primeiro quando fez sua segunda parada. Numa pilotagem dominante, Norris venceu de forma convincente. O campeonato está praticamente fora de questão para Norris, mas a corrida de hoje mostra que a McLaren tem carro para conseguir algumas vitórias até o final do ano, enquanto Norris se mostra cada vez mais com as rédeas da McLaren. Essa primeira vitória pode marcar uma nova fase para Lando Norris na F1 em 2026.
Figurão(HUN): Lewis Hamilton
Numa competição de alto nível como a F1, todos sabem que um campeonato pode ser definido nos mínimos detalhes e sendo o segundo piloto mais experiente do grid, além do mais laureado, Lewis Hamilton deveria saber isso mais do que ninguém. Ser punido com tempo ou perca de posições no grid atrapalham demais e mesmo que algumas de suas punições não tenham sido sua culpa e até mesmo discutíveis, é inaceitável a sequência que Hamilton mantém de punições consecutivas. Na Hungria Lewis foi punido duas vezes, uma no sábado, que o fez perder três posições no grid por atrapalhar a volta rápida de Oscar Piastri, e outra no domingo, quando excedeu o limite de velocidade nos boxes ao apertar o botão ligeiramente antes do tempo no final do pit-lane, Lewis Hamilton perdeu qualquer chance de lutar pela vitória num final de semana que vinha se mostrando forte ao inglês da Ferrari, mas que acabou com Hamilton fora do pódio e perdendo pontos para Andrea Kimi Antonelli. Está passando da hora de Hamilton parar de se meter em tantas confusões.
A primeira de Lando
A manobra mudou o panorama da corrida, só não mudando Lando Norris destacado na frente. Após se livrar de Piastri na base da estratégia e do ritmo, Norris venceu de forma convincente, completando um final de semana próximo da perfeição do atual campeão da F1. O campeonato está praticamente fora de questão para Norris, mas a corrida de hoje mostra que a McLaren tem carro para conseguir algumas vitórias até o final do ano, enquanto Norris se mostra cada vez mais com as rédeas da McLaren. Piastri andou sempre atrás de Norris o final de semana inteiro e mesmo conseguindo um melhor posicionamento nos dois primeiros stints, o australiano foi claramente derrotado pelo seu companheiro de equipe. Se ano passado a McLaren tinha uma dupla de pilotos homogênea, a confiança conquistada pelo título fez a balança pender cada vez mais para Norris, enquanto Piastri parece perdido e com o título perdido de 2025 ainda lhe afetando.
Destaque para a Aston Martin, que também em ritmo de corrida deu um enorme pulo com seu pacote de updates, deixando Haas e Williams para trás no processo. Alonso chegou a correr na zona de pontuação, mas perdeu tempo como Bortoleto no momento do VSC. Já a Cadillac se isola como a pior equipe da F1 atual, com direito a carros que se desmancham e se incendeiam sozinhos.
sábado, 25 de julho de 2026
Lando aparece
Uma semana depois do vexame em Spa, a F1 respirou aliviada com a chegada em Hungaroring, com suas retas curtas e muitas freadas proporcionando que as baterias recarregassem rapidamente, evitando o cenário visto em Silverstone e Spa. Até mesmo a velocidade dos carros voltaram à transmissão da TV, assim como as câmeras on-board no final das retas. Uma das atrações do final de semana húngaro era o novo pacote de melhorias da Aston Martin. Vindo de inúmeros constrangimentos nas últimas etapas, a Aston Martin aportou em Hungaroring com um carro praticamente novo e a melhoria foi instantânea. Se antes os carros verdes tomavam até 2s para a Cadillac, na Hungria Alonso conseguiu até mesmo passar ao Q2, superando no processo também a Williams, que vive uma fase daquelas, além de deixar a Cadillac sozinha no 'rabo da vaca'.
Bortoleto teve uma classificação agitada, com um volta anulada no Q1 e uma rodada de Hadjar na sua frente arruinando sua volta no Q2. Após infringir várias derrotas ao companheiro de equipe, na Hungria Gabriel acabou superado por Hulkenberg, que foi ao Q3. Em nenhum momento do final de semana a Mercedes mostrou a mesma força de outros finais de semana, mesmo com Antonelli novamente muito na frente de Russell. Uma melhora no TL3 deu esperanças ao italiano, mas a Ferrari demonstrou muita força, além de Lando Norris, sempre entre os primeiros. E colocando muito tempo em Piastri.
Especialista em Hungaroring, Hamilton conseguiu o melhor tempo no Q3 na primeira tentativa de todos, com Norris logo atrás. No entanto, a segunda tentativa de todos foi bastante complicada e rendeu muitas reclamações. Assim como ocorreu na Áustria, Verstappen saiu da pista e reclamou horrores da aerodinâmica do carro. Aparentemente a asa traseira não teve problemas. Antonelli vinha logo atrás e mesmo com bandeira amarela, melhorou seu tempo, mas não ganhou posição, permanecendo em quarto. Russell estava em sétimo, péssimo resultado, mas o inglês parou seu carro no final da reta. Pior foi Hamilton, que viu Norris lhe tirar a pole por doze milésimos e ainda atrapalhou a volta de Piastri. Hungaroring sempre foi um circuito de difíceis ultrapassagens e o posicionamento é fundamental. Ponto para Norris e quem não será punido.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Uma Copa que surpreendeu
Para 2026 vimos uma Copa cheia de novidades. Para começar, depois de vinte e oito anos tivemos um acréscimo, para mim desnecessário, de dezesseis seleções e pela primeira vez tivemos 48 times. Não estava otimista. Hoje é praticamente impossível haver um 'grupo da morte' e a tabela indicava jogos nada atraentes (Nova Zelândia x Irã, Cabo Verde x Arábia Saudita, Catar x Bósnia...) para nós vermos. E veio a outra novidade.
Num erro crasso de estratégia, a TV Globo perdeu não apenas a exclusividade na transmissão dos jogos, como simplesmente passou apenas metade dos jogos, com a CazéTV ficando com a transmissão de todos os 104 jogos da Copa. Temos que bater palmas para o trabalho do canal de YouTube, mas não há como negar que houve vários problemas. Respeito o gosto de todos, mas não me peçam para gostar da transmissão 'leve' da CazéTV. Foi um show de gritaria, babação e até mesmo uma certa empáfia de Casemiro Miguel, influenciador que deu seu nome ao canal e hoje é praticamente um empregado. Por mais que a CazéTV exagerasse na propaganda das Bet's, Globo e SporTV também faziam propaganda dos mesmos, portanto, essa polêmica foi bem injusta com a CazéTV, no entanto, mesmo contando com narradores como Fernando Nardini e comentaristas como Rafael Oliveira, a qualidade da transmissão, com pouca narração, muita gritaria e muita gente falando e se atropelando me fez assistir alguns jogos exclusivos no mute.
Dentro de campo vi uma Copa que surpreendeu. Com a globalização do futebol, os clubes europeus tem cada vez mais jogadores de todo o mundo e isso enriqueceu o futebol de seleções, pois mesmo seleções como Tunísia ou Haiti tem jogadores que atuam numa Premier League. Isso fez com que a maioria dos jogos, mesmo o de menor apelo, tivesse um nível técnico muito bom e o resultado foi a melhor média de gols desde 1970.
Não faltaram decepções e começo com o Uruguai, que tinha um plantel interessante, mas que tinha sérios problemas de relacionamento com o irascível Marcelo Bielsa, resultando em mais uma eliminação na primeira fase e um elenco totalmente desconectado com seu treinador, enquanto Bielsa fracassava em mais uma Copa, aumentando minha sensação de achar que o argentino é um dos treinadores mais superestimados da história do futebol. Portugal tinha uma seleção interessante e ainda contava com Cristiano Ronaldo. Talvez esse tivesse sido o problema. Com 41 anos de idade o lendário atacante não fez uma boa Copa (mais uma) e ficou a sensação de que Portugal ficou abaixo do que podia. E o Brasil...
O fim da 'Era Neymar', levando consigo Casemiro, Marquinhos, Alisson, Danilo e seus blue caps pode ser benéfica para o Brasil, mas olhando para Vini Jr, que se preocupa mais com seu namoro com a influencer Virgínia (se ela passar na minha frente é fácil eu nem saber quem é...) nos mostra um futuro nada interessante...
Outras novidades foi a pausa para hidratação em todos os jogos, mesmo não precisando, enchendo os bolsos da FIFA e seu execrável presidente Gianni Infantino, que foi submisso de forma vergonhosa ao não menos execrável presidente americano Donald Trump, que fez com que a FIFA perdoasse um cartão vermelho do atacante ianque Balogun. No final a seleção americana acabou goleada pela Bélgica, que contou com a torcida do resto do mundo.
A Copa afunilava e os jogos melhoravam cada vez mais mais. A França eliminou o Marrocos, mesma seleção que colocara o Brasil na roda com muita facilidade. Portugal derrotou a Croácia nos últimos momentos, definindo a aposentadoria de Modric em Copas, mas na fase seguinte os portugueses acabaram eliminados pela Espanha de forma bem parecida, com um gol no finalzinho. Agora era a vez de CR7 se despedir das Copas. A Inglaterra superava o México num estádio Azteca lotado com um jogador a menos, enquanto o eterno goleiro Ochoa dava se aposentava logo em seguida. A Argentina fazia jogos cardíacos, mostrando um coração enorme de sua seleção ao reverter um 2x0 em cima do Egito e derrotar a Suíça no final da prorrogação.
As semifinais tinham quatro seleções campeãs do mundo. A entusiasmante França encarava a Espanha. Muitos apostavam nos gauleses, mas os últimos resultados mostravam a Espanha superando os franceses em momentos decisivos. E não foi diferente nessa Copa. Num jogo taticamente perfeito, a Espanha escondeu a bola dos franceses e derrotou Mbappe e companhia com uma facilidade embasbacante. Na outra semifinal um clássico dentro e fora dos campos. Ingleses e argentinos se encaravam 44 anos após estarem em guerra e 40 anos depois do mítico jogo no México em exibição de gala de Maradona. E 40 anos depois Messi teve uma exibição de gala no melhor jogo da Argentina, que virou um jogo no final da partida em duas assistências de Messi, ajudado pela atitude covarde de Tuchel, treinador alemão da Inglaterra, que recuou o time de forma desavergonhada.
Antigamente considerada uma seleção de segundo escalão, capaz de produzir bons jogadores, mas sem resultados de relevo, a Espanha apostou num estilo de jogo de muito toque de bola e volume de jogo, algo visto na final dessa Copa, mesmo que sendo incapaz de dar o golpe de misericórdia no adversário. Em menos de vinte anos, a Espanha conquistou três Eurocopas e duas Copas do Mundo, tem uma seleção jovem e com muito potencial.
A Argentina dificilmente terá Messi e boa parte dos campeões de 2022. Uma renovação não é necessária, mas obrigatória. A França demonstrou sua decepção com a derrota para a Inglaterra na decisão do terceiro lugar, mas tem jogadores talentosos para se manter entre as grandes. Bélgica, Portugal, Holanda e Croácia precisam de renovação, a Inglaterra precisa dar o passo que a Espanha deu e o Brasil precisa mudar tanta coisa, que fica difícil encontrar por onde começar.
Foi uma Copa surpreendente. Vimos seleções que cativaram, como Cabo Verde, Congo e Marrocos. Mesmo com algumas surpresas no caminho, as grandes chegaram às finais. Foi uma Copa do Mundo bastante legal e com saldo positivo. Que venha 2030!
terça-feira, 21 de julho de 2026
Figura(BEL): Gabriel Bortoleto
Mesmo ainda sofrendo com um motor totalmente vindo do zero e uma equipe que pretende ser grande, mas não nesse momento, Gabriel Bortoleto começa a se destacar dentro da Audi. Mais uma vez o jovem piloto brasileiro conseguiu um resultado de destaque no pelotão intermediário e, mais importante, superou com alguma folga o seu veterano companheiro de equipe Nico Hulkenberg. Se caracterizando pela velocidade em classificação, Bortoleto colocou mais de meio segundo de vantagem sobre Hulk e conseguiu uma vaga no Q3, largando no top10 e com boas chances de marcar pontos. Na corrida Bortoleto ficou no meio de Racing Bulls e Alpine, equipes que estão bem na frente da Audi no Mundial de Construtores e a Gabriel teve sorte com um VSC na hora certa. Tendo feito sua única parada bem no período de VSC, Bortoleto pulou para oitavo, sendo o primeiro fora das quatro equipes grandes e mesmo tendo a presença incômoda de Arvid Lindblad por perto nas voltas finais, Gabriel controlou a vantagem e recebeu a bandeirada como o melhor do resto, conseguindo mais alguns pontos no campeonato. Por sinal, apenas Bortoleto marcou pontos pela Audi em 2026 e seus resultados já o colocam como um dos destaques do ano.
Figurão(BEL): FIA
Antigamente quando o calendário apontava Spa-Francorchamps como a próxima etapa, o fã da F1 ficava animado para encontrar a pista favorita da maioria dos pilotos, além de um palco histórico e tradicional. Porém, 2026 foi uma exceção por motivos já conhecidos: o novo regulamento técnico. Com o Super Clipping atuando forte em Spa, vimos cenas vexatórias na pista belga, com carros literalmente murchando no final das longa zonas de aceleração, com as velocidades decaindo 50 km/h, algo visto em Suzuka e Silverstone, outros palco lendários da F1, que viram a principal categoria do automobilismo tendo que percorrer retas onde anteriormente os pilotos atingiam altas velocidades com o pé no fundo, agora mal superam os carros de...F2.
domingo, 19 de julho de 2026
Colocando ordem no campeonato
O clima em Spa é dos mais conhecidos por nos trazer surpresas e animar corridas com pancadas de chuva. Havia uma previsão de chuva para sábado e domingo no início da semana, mas em ambos os casos isso não se confirmou. O sábado foi limpo em termos de chuva e se alguns pingos apareceram nas câmeras de TV aqui e ali no começo da corrida, não foi o bastante para fazer equipes e pilotos pensarem em mudar suas estratégias. Com o sol brilhando em alguns momentos, as equipes passaram a observar qual a melhor estratégia para seus pilotos, assim como seria o melhor gerenciamento da bateria, algo essencial para a crítica primeira volta em Spa, onde a longa zona de aceleração entre a Surcis e a Les Combes ocasiona algumas mudanças de posições. A largada ocorreu sem interferências e os vinte e dois pilotos percorreram a primeira curva sem problemas, porém, logo depois Verstappen usou um pouco mais de bateria, ultrapassando Antonelli. Longe de ser um problema para o italiano da Mercedes, pois ao contornar a Eau Rouge e a Radillon, Antonelli teria o vácuo de Verstappen e, mais importante, teria mais bateria disponível na reta Kemmel. E Kimi retomou a liderança com facilidade, sendo seguido por Leclerc, que acabara de ultrapassar Russell, que estava bem lento na reta Kemmel a ponto de ser atacado por Hamilton. Ao chegar na Les Combes, os dois pilotos ingleses se tocaram num claro incidente de corrida, algo que a FIA não concordou, e Russell acabou atolado na brita, enquanto Hamilton carregou um ligeiro dano na asa dianteira até a bandeirada. Com Russell parado na brita, o único Safety Car real do dia apareceu, enquanto Russell amargava um final de semana horroroso em Spa, lugar onde George vencera de forma categórica em 2024, mas acabou desclassificado por um problema técnico em seu carro.
O toque entre Russell e Hamilton fez com que Piastri subisse para quarto, enquanto Norris iniciava sua escalada no pelotão intermediário após sua punição e já ganhava três posições, relargando em décimo. Logo após a relargada Verstappen ultrapassou Leclerc, pulando para segundo, enquanto Piastri começava a atacar o monegasco. O piloto da McLaren tentou um ataque na reta Kemmel e Leclerc claramente imprensava o australiano na grama, numa luta dura e que acabou resultando num ligeiro toque entre eles, onde Piastri teve parte da asa dianteira quebrada. Isso permitiu a Hamilton, já sabendo que teria que cumprir 5s de pênalti pelo toque com Russell na volta um, encostasse em Piastri e efetuasse a ultrapassagem. Enquanto isso, Norris passava por cima dos pilotos de Alpine e Racing Bulls, subindo para sétimo, mas com uma distância maior para Piastri, que resmungava via rádio pelo toque com Leclerc, mas após longa deliberação, a FIA deixou a corrida como estava e ninguém foi punido. Afora Norris, todos os pilotos da ponta largaram com pneus médios e esperavam completar apenas um pit-stop. Ao contrário do esperado, Antonelli não disparou na ponta, seguido relativamente de perto por Verstappen, a dupla da Ferrari e Piastri. Hamilton tentou um ataque em cima de Leclerc e mesmo disputando contra o seu companheiro de equipe, Charles emulou a manobra de Piastri em cima de Lewis, mas sem toques dessa vez. Claramente irritado, Hamilton sugeriu uma troca de posições, em que Leclerc reagiu e passou a perseguir Verstappen mais de perto. A corrida estava estática, sem grandes brigas. Apenas algo excepcional poderia mudar o rumo da corrida. E ela veio quando um SC Virtual apareceu duas vezes consecutivas bem no momento em que as equipes começavam a chamar seus pilotos para trocar pneus.
Quando o primeiro VSC apareceu na volta 18, a Mercedes chamou Antonelli, reagindo a manobra da Red Bull, que chamara Verstappen na volta anterior, além da Mercedes tentar aproveitar o VSC. Contudo, o período de VSC foi tão curto que quando Kimi entrou nos boxes, a bandeira verde já tinha sido mostrada e a dupla da Ferrari e da McLaren permaneceram na pista. Duas voltas depois o VSC retornou e dessa vez permitiu que a Ferrari fizesse as paradas dos seus dois pilotos (com Hamilton atropelando um dos seus mecânicos) e Leclerc fosse capaz de voltar à pista na frente de Antonelli. Lando Norris assumiu a liderança da corrida de forma circunstancial, ao ser o último a fazer seu pit-stop, mas quando Leclerc e Antonelli deixaram o atual campeão mundial para trás, a briga esperada acontecer em Silverstone, mas foi interrompida por um problema mecânico no carro de Antonelli, veio à tona em Spa. Com um melhor ritmo, Kimi fatiou a vantagem de Leclerc e com uma manobra ajudada pelo gerenciamento de bateria, Antonelli reassumiu a liderança quando faltavam dez voltas para o fim. Mesmo com Leclerc se mantendo por perto, não houve ataques e Antonelli controlou a vantagem rumo a sua sexta vitória em 2026 e aumentando sua vantagem no campeonato para o novo vice-líder Lewis Hamilton, que mesmo punido, ainda terminou em quarto lugar.
A vitória de Andrea Kimi Antonelli coloca uma certa verdade no campeonato. O italiano ainda tem muito a evoluir em sua carreira, mas com o carro dominante do ano Antonelli tem em George Russell seu maior rival no campeonato e comparando o desempenho dos dois, a diferença de 25 pontos que os separavam antes da corrida em Spa não mostrava o gap exato entre eles. Mais do que abrir mais 25 pontos frente ao seu companheiro de equipe, Antonelli mostra a Mercedes que ele merece a primazia e atualmente está bem à frente de Russell. O melancólico abandono na primeira volta coroou um final de semana macambuzio do inglês, que reclamou bastante do desempenho do seu carro nas longas retas em Spa, levando Russell a tomar mais de meio segundo de Antonelli em praticamente todas as sessões. Russell agora perdeu a vice-liderança do campeonato e vê um Kimi Antonelli vencer de forma natural, extremamente adaptado ao carro do horroroso novo regulamento. Após tanto elogiar o regulamento atual da F1, Russell vê seu companheiro de equipe 'casar' seu estilo de pilotagem a um carro que vergonhosamente murcha bem antes dos finais de reta por causa das baterias.
Leclerc fez uma ótima corrida, se mostrando um adversário mais duro do que o imaginado a Antonelli, mesmo que a Mercedes claramente tem o melhor ritmo do pelotão atual da F1. O monegasco se posicionou muito bem no começo da prova, não se curvou a Hamilton, mesmo sabendo que ele tomaria 5s de punição, e se aproveitou muito bem da tática de Ferrari, que o chamou aos pits no melhor momento possível, garantindo que Leclerc voltasse à pista na frente de Antonelli. Se Charles teve sorte com o abandono de Kimi em Silverstone, em Spa não foi o caso, mas o que importa foi que Leclerc parece ter deixado sua má fase para trás. Hamilton se envolveu em dois incidentes durante a corrida e isso acabou sendo definitivo para que o veterano inglês não conseguisse um lugar no pódio. Se Max Verstappen manteve um ritmo decente com pneus médios, quando o neerlandês foi 'calçado' com os compostos duros, o grip da Red Bull foi embora e Max fez uma corrida discreta, mas que lhe garantiu mais um pódio no ano, mesmo com a Red Bull nitidamente brigando com a McLaren para ser a terceira força. Após o toque com Leclerc, a corrida de Piastri caiu a ponto de ser alcançado e ultrapassado por Norris, que largara algumas filas depois. O australiano ainda perdeu a quarta posição para Hamilton nas voltas finais, somando mais uma corrida sonolenta para Piastri em 2026. Norris executava uma estratégia diferente, mas tudo foi por água abaixo quando a McLaren errou em sua parada, mais especificamente na roda traseira esquerda presa, fazendo Lando perder mais de 7s na operação, fazendo-o terminar atrás de Hadjar. O francês largou dos boxes, aproveitou o período de SC nas primeiras voltas para cumprir o regulamento e fazer uma boa corrida de recuperação, terminando em sexto. Hadjar não se importa em tomar tempo de Verstappen. Isso já estava no script. Porém, Hadjar vai amealhando bons pontos que fazem toda a diferença no Mundial de Construtores para a Red Bull.
Continuando sua boa fase, Gabriel Bortoleto foi o melhor do resto ao se aproveitar bem do período de VSC e fazer sua única parada na hora certa e assim superar a dupla da Racing Bulls. Gabriel teve a presença incômoda da Lindblad lhe pressionando nas últimas voltas, mas o piloto da Audi segurou a oitava posição e marcou mais pontos, lembrando que Hulkenberg, que largou mais para trás e ficou no meio de uma briga com Alpine e Liam Lawson, ainda não marcou pontos. Na expectativa para a final da Copa do Mundo, Franco Colapinto efetuou uma bela manobra para ultrapassar Lawson e Gasly na reta Kemmel e com isso, se estabelecer em décimo e marcar o último ponto do dia, mesmo pressionado pelos dois até a última volta. Após um começo de campeonato animador, a Haas perdeu rendimento e hoje briga com a Williams, que tem um Carlos Sainz cada vez mais incomodado com a situação atual da Williams e querendo achar um outro cockpit em 2027. Cadillac e Aston Martin perderam um piloto cada na corrida, mas estão cada vez mais longe do pelotão intermediário. Bottas terminou um minuto atrás da Williams, enquanto Alonso terminou um minuto atrás da Cadillac. Uma situação inimaginável quando foi anunciado a chegada de Newey à Aston Martin.
Com o campeonato se aproximando da parada de férias de verão na Europa, Antonelli vai se portando como um campeão digno, mesmo a F1 se autossabotando com seu regulamento horrível, com motores que podem debitar potência menor do que um carro de F3. Antonelli está na equipe dominante e com seu companheiro de equipe fazendo um ano abaixo da crítica, basta ao italiano usar o potencial do carro que tem em mãos para dominar os finais de semana de forma consecutiva. A vitória em Spa só demonstra que Andrea Kimi Antonelli tornou uma vitória num Grande Prêmio de F1 em algo simples e corriqueiro.
sábado, 18 de julho de 2026
Passando por cima
Com as grandes retas em Spa, algumas equipes aproveitaram para trocar os motores de seus pilotos e com isso eles seriam punidos com posições no grid. Lando Norris e Isack Hadjar das equipes grandes foram alguns dos escolhidos, enquanto Fernando Alonso permanecerá na última fila com o retumbante fracasso que se tornou a Aston Martin em 2026. As longas áreas de aceleração em Spa também trouxe de volta o famigerado Super Clipping e o vexame da F1 com seu atual regulamento. Basta observar que as câmeras onboard, assim como em Silverstone, foram raras em Spa, para não flagrar os carros literalmente murchando no aproche das freadas. No primeiro treino livre, o motor Honda, o pior da F1 atual, perdia tanto desempenho por falta de bateria que Lance Stroll chegou ao final da reta Kemmel mais lento que um carro... da F3! Um verdadeiro escárnio!
Na pista Andrea Kimi Antonelli mostrava que veio à Spa para acabar com sua má fase, enquanto Russell coçava a cabeça num ritmo muito abaixo de um piloto Mercedes. Ferrari e Red Bull vinham claramente abaixo, enquanto Norris andava muito bem em Spa, ao contrário de Piastri, algo que vai se tornando corriqueiro em 2026. O nível do fracasso da Aston Martin se exemplifica não apenas pelo motor quase impotente ao final das retas, mas com a equipe esmeraldina tomando 2s na classificação da Cadillac, time que estreia nesse ano na F1. Newey e Alonso não mereciam um final de carreira como esse...
No meio do pelotão destaque mais uma vez para Gabriel Bortoleto, que superou com ampla vantagem Nico Hulkenberg e mais uma vez entrou no Q3, superando a Racing Bulls de Liam Lawson. Antonelli fazia uma classificação até mesmo protocolar, sendo sempre mais rápido que os rivais aparentemente sem fazer muita força, ficando com a pole sem maiores sustos. Com Hadjar tendo que largar no final do pelotão, a Red Bull colocou o francês para ajudar Verstappen, lhe dando o vácuo necessário para o neerlandês conseguir um lugar na primeira fila, se colocando entre os dois carros da Mercedes. Russell amargou um terceiro lugar, com Leclerc, que foi atrapalhado por uma bandeira amarela, no complemento da segundo fila. Isso porque Lando Norris, que ficou com o terceiro tempo, largará em 13º por causa da troca de bateria. Até o momento a chuva não apareceu em Spa, não impedindo dela surgir no domingo.
domingo, 12 de julho de 2026
O Rei da Saxônia
Para melhorar ainda mais o final de semana de Márquez, a situação do campeonato ficou embolada com mais uma queda grave de Bezzecchi e um final de semana chinfrim do líder do campeonato Jorge Martín. No sábado Bezzecchi caiu mais uma vez em 2026, só que dessa vez lhe rendeu uma clavícula quebrada o fazendo perder a corrida, além de uma cirurgia de emergência. Bezzecchi, que começou o ano tão dominante, vê as chances de título irem embora. No entanto Marco viu seu companheiro de equipe Jorge Martin não performar em nenhum momento. De malas prontas para a Yamaha, Martín não brigou pela vitória em nenhum momento, o que numa pista de Marc Márquez, chega a ser um paradoxo.
Márquez varreu o final de semana, com pole, vitória na Sprint e vitória no domingo. Em ambas as vitórias, Marc liderou 100% das voltas. Se na Sprint ele teve a incômoda presença do seu irmão mais novo, no domingo Alex caiu antes da metade da corrida quando estava na mesma situação do sábado. Terceiro colocado na Sprint e melhor Ducati no campeonato até então, Di Giannantonio caiu no warm-up e com a motor reserva caiu novamente na corrida, perdendo uma chance de ouro para assumir a vice-liderança e ficar bem próximo de Martín, que com as quedas ainda assegurou uma quinta posição. Porém, Martin novamente não foi a melhor Aprilia do domingo, status que ficou com o ótimo Ai Ogura, que após perder a segunda posição para o companheiro de equipe Raul Fernández na primeira volta, seguiu sua filosofia de cuidar do equipamento antes de atacar na metade final, ultrapassando Fernández e entrando de vez na briga pelo título.
Ogura está apenas um ponto atrás de Marc Márquez, porém, Jorge Martin, a Aprilia e até a brita de Sachsenring sabem que mesmo Ogura em ótima fase, o rival mais perigoso é um Marc Márquez recuperado, em forma e com a confiança em alta, igualando outro recorde histórico da MotoGP, tornando-se de vez o Rei da Saxônia.

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