sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carnaval gelado

 


Em pleno sábado de carnaval, o Brasil conquistou seu primeiro ouro nas Olímpiadas de inverno, com Lucas Pinheiro Braaten vencendo no Slalom Gigante. O sobrenome Braaten e o fato de ter nascido em Oslo já indica que Lucas, filho de mãe brasileira e pai norueguês, não fez sua carreira por aqui, como não poderia deixar de ser, mas Lucas fala português muito bem e representou muito bem o Brasil numa das competições mais importantes dos Jogos, realizados em Milão. Um feito histórico para o esporte olímpico brasileiro.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

AMR26

 


Poucas equipes esperaram tanto por 2026 como a Aston Martin. A fase mágica de 2023 tinha ficado para trás e a contratação de Adrian Newey pelo time esmeraldino, primeiro como projetista e depois como chefe de equipe, além da chegada do motor Honda transformou 2025 numa longa transição para a Aston Martin, esperado que Newey faça magia novamente com os novos regulamentos.

O início para a Aston Martin não foi dos mais auspiciosos, porém. Um atraso de cronograma fez com que a Aston Martin andasse muito pouco na semana de shakedown em Barcelona, mas o que apareceu chamou a atenção de todos. O carro projetado de Newey tinha linhas mais agressivas que os dos demais carros, com várias ideias que fizeram com que muitos projetistas arregalassem os olhos. Os tempos não foram lá muito convincentes, muito pelo pouco tempo de pista de um carro que além de totalmente novo, ainda recebia o motor Honda. A equipe manterá a dupla Alonso e Stroll, com o primeiro levando a equipe nas costas, enquanto o segundo... bom, o segundo só está ali por ser filho do dono.

Em tese, a Aston Martin é uma das equipes com mais potencial no grid. Um projetista genial em suas fileiras, status de equipe de fábrica de uma gigante como a Honda e uma estrutura de fazer inveja, porém, a Aston Martin ainda tem um piloto veteraníssimo e que mesmo entregando, não terá um futuro muito longo na F1 e um peso morto dentro dos boxes. Vamos ver até onde a genialidade de Newey e Alonso poderá fazer contra Lance Stroll e uma equipe que foi feita para o canadense brilhar, mas Lance já mostrou reiteradas vezes não ter condições para tal. 

MCL40


 Mais de quinze anos depois do título de Lewis Hamilton, novamente a McLaren apresentou um carro seu com o número um estampado em seu novo bólido. Após um ano e meio onde a equipe papaia tinha claramente o melhor carro da F1, conquistando dois títulos de construtores e um de piloto, a McLaren enfrentará um desafio com o novo regulamento, significando que a sua vantagem poderá ter ido embora. Ou não.

A McLaren mostrou seu novo carro sem maiores mudanças em seu lay-out, mas por baixo do novo carro, tudo está praticamente novo e isso deve assustar Zak Brown e seus papaia caps. O bicampeonato de construtores, sendo o último conquistado com ampla antecedência, mostra que a McLaren estava com a mão do carro do antigo regulamento, mas com praticamente tudo mudando, o time irá para uma nova era. No entanto, os sinais são positivos para os lados de Woking. O motor Mercedes se mostrou forte como esperado e o novo carro não quebrou. Lando Norris e Oscar Piastri se mostrou uma dupla forte, mas insegura, principalmente quando a forte pressão de Max Verstappen fez com que o jovem duo da McLaren sofresse. Com o seu primeiro título, a tendência é que Norris corra mais relaxado e os erros demonstrados nas duas últimas temporadas diminuam, o que não é o caso de Piastri, que sofreu um derretimento no meio da temporada 2025 que faz com que o australiano tenha que mostrar bastante serviço em 2026. A chamada 'Papaya Rules' deixou o relacionamento entre Norris e Piastri dentro do controle, pelo menos externamente, mas já indo para a quarta temporada juntos, o equilíbrio dentro da McLaren acabar com o menor dos problemas.

Depois de muitos anos, a McLaren partirá para uma temporada como atual campeã, mesmo que poucas pessoas apostem na equipe como favorita, graças ao motor Mercedes e a equipe de fábrica. Mesmo campeão, Norris terá que 'confirmar o serviço' e mostrar que não será um campeão eventual, enquanto Piastri, como falado anteriormente, terá que jogar seu derretimento no campeonato para trás. Muita coisas a se provar para os atuais campeões.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Apresentação da MotoGP 2026

 


Nessa sábado a MotoGP fez uma apresentação conjunta de todas as suas equipes, após cada uma mostrar sua moto para 2026. Todas as equipes se reuniram em Kuala Lumpur para um evento, onde todas as novidades foram mostradas ao público, aumentando a expectativa para a temporada vindoura. 2026 será o último ano do atual regulamento e mais importante, será o ano final de muitos contratos e por isso, as equipes já enxergam 2027 mais próximo do que o normal. Os primeiros testes mostraram uma Ducati novamente muito forte, com Aprilia e Honda logo atrás. Ponto positivo para Diogo Moreira, que estreará com a LCR ao lado do experiente Johan Zarco, considerado o melhor piloto da Honda, mesmo não estando na equipe oficial.

Marc Márquez voltou às pistas após sua cirurgia na clavícula e viu seu irmão mais novo continuar sua boa fase, liderando a trupe da Ducati, com Bagnaia mostrando alguma evolução após um 2025 medonho do italiano. A Ducati oficial luta para renovar com Márquez para 2027 e além. Algo que pode ser anunciado nas próximas semanas, pois Márquez sabe que está na melhor equipe e com a melhor moto, porém, o espanhol poderá ter ao seu lado Pedro Acosta, talentoso e promissor espanhol, que parece meio a pé com uma KTM ainda sofrendo com a quase falência da empresa. A ida de Acosta para a Ducati seria o início da queda de vários dominós no mercado de MotoGP. Se isso for confirmado, Bagnaia estaria de mudança para a Aprilia (ou até mesmo voltar à VR46, permanecendo debaixo da asa da Ducati), correndo ao lado do amigo Marco Bezzecchi na Aprilia. Isso implicaria no fim do turbulento casamento de Jorge Martin e Aprilia, fazendo o espanhol ir para a Yamaha, que daria uma resposta para a bombástica saída da Fabio Quartararo para a Honda. E para o lugar de Acosta, a KTM iria atrás de Alex Márquez.

Tudo isso é mera especulação para 2027, sendo que 2026 sequer começou. O mercado está mais animado do que os testes, mas 2026 claramente se forma como um campeonato de transição para o que vem 27 e seu novo regulamento.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

FW48

 


Única equipe a não se apresentar no shakedown em Barcelona, a Williams mostrou a pintura do seu novo carro para a nova temporada de F1. Um carro que falhou nos crash-tests e por isso, não foi à Espanha, representando um prejuízo enorme para a tradicional equipe inglesa.

Vindo de um campeonato bem interessante, a Williams tentará manter o viés de alta para 2026 e um dos trunfos do time comandado por James Vowles será a mesma receita da última grande mudança de regulamento na F1. Doze anos atrás a Mercedes construiu o melhor motor da nova era híbrida e suas clientes logicamente se beneficiaram, sendo a Williams a esquadra que mais cresceu na época, conseguindo um ótimo terceiro lugar no Mundial de Construtores, além de vários pódios com Massa e Bottas. Os primeiros testes confirmaram que a unidade de potência da Mercedes tem um enorme potencial para 2026, animando Carlos Sainz e Alex Albon. Os dois levaram a Williams para um bom quinto lugar no Mundial de Construtores, mesmo que Sainz e Albon não tivessem desempenhos constantes ao mesmo tempo, com Albon mais forte no início do campeonato, enquanto Sainz, mais acostumado à nova equipe, cresceu no final, conseguindo dois pódios. Porém, isso significou a queda do companheiro de equipe, fazendo com que a Williams não marcasse ainda mais pontos.

O carro manteve o azul como principal característica, além do novo patrocinador da Barclays. Confirmado todo o potencial do motor Mercedes, a Williams poderá sentir falta do tempo de pista perdido em Barcelona e não repetir 2014.

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Que pena...


 Lenda do motocross brasileiro e multi-campeão nacional, Milton 'Chumbinho' Becker faleceu nesse sábado, num acidente de trânsito, deixando a comunidade de duas rodas triste.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A526


 Se há uma equipe a beira do naufrágio é a Alpine. Só que ao contrário de outros tempos na F1, o problema da equipe gaulesa não passa por problemas estritamente financeiro, mas pela gestão que beira a calamitosa feita pela Renault. Para tentar salvar a pátria de uma equipe que, contanto os tempos de Toleman, Benetton, Renault, Lotus e novamente Renault já conta com 45 anos de F1, a Renault ressuscitou Flavio Briatore que logo de cara convenceu a Renault que precisaria trocar... de motor! A Alpine, marca da Renault, correrá com motor Mercedes em 2026. E essa é a esperança de Briatore.

Dito e havido como o melhor motor dessa nova Era, a Mercedes equipará a Alpine e se confirmar essa possibilidade, a Alpine tem uma boa chance de não repetir o ano horroroso de 2025, quando foi última colocada no Mundial de Construtores e foi costumaz ocupante das últimas filas. O time sobreviveu de lampejos de Pierre Gasly, que marcou todos os poucos pontos da Alpine, e de consertar o segundo carro, seja de Jack Doohan ou de Franco Colapinto. Se Doohan foi definitivamente dispensado da Alpine, Colapinto pela primeira vez começará uma temporada como titular, graças aos patrocinadores portenhos, fazendo a alegria dos funileiros franceses. 

A equipe manteve o esquema azul e rosa, mas Briatore sabe que precisa fazer com que a Alpine reaja após a equipe abandonar a temporada 2025 pensando nos novos regulamentos de 2026. O problema é que muitas equipes fizeram isso também... 

SF-26

 


Na década de 1990 a Ferrari parecia uma panela de pressão por causa do longo jejum de títulos, onde cada contratação era uma esperança dos tifosi voltar a comemorar um campeonato. Foi somente depois de 21 anos que a Ferrari voltou aos títulos com Michael Schumacher e os ferraristas voltaram a sorrir. Passados mais de vinte anos, a Ferrari vive um período semelhante de jejum e a pressão pelos lados de Maranello aumentam na medida que as recentes contratações de estrelas acabam virando enormes decepções. A chegada de Lewis Hamilton em 2025 foi mais uma tentativa da Ferrari em voltar aos bons tempos, mas ao final de um ano para lá de decepcionante, a pressão apenas aumentou.

O novo carro da Ferrari foi lançado nessa sexta-feira e a tensão era evidente mesmo com todos os sorrisos de Hamilton e Leclerc. A rádio-paddock indica um ligeiro favoritismo da Mercedes e suas clientes graças ao motor tedesco, o que deixaria a Ferrari novamente para trás, como ocorrera em 2014. O novo carro tem mais branco do que o normal, lembrando a vitoriosa Ferrari de 1975, capitaneada por Lauda. Contudo, lembra também a Ferrari de 1993, de lembranças nada agradáveis para os tifosi. Fred Vasseur sabe que seu emprego dependerá muito do desempenho da Ferrari nesse ano e após ter praticamente abdicado da temporada 2025 e a Ferrari ter tido um ano para esquecer para desenvolver o novo carro para os complexos regulamentos de 2026, outro ano ruim será imperdoável. Vasseur sabe disso e precisa mostrar que sua arriscada aposta no ano passado se pagará em algum momento. 

Hamilton não se mostrou um líder que a Ferrari precisa, muitas vezes esse papel cabendo ao jovem, mas experiente Leclerc. Pontos para o monegasco, mas Leclerc parece já sem paciência com os anos de ingerência da Ferrari, enquanto Lewis precisará se provar nessa sua aventura com a Ferrari. O ano de 2026 tende a ser bastante tenso para a Ferrari e todos precisam se provar em alguma coisa. Os resultados terão que vir. E logo! 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

W17

 


Na última grande mudança de regulamento na F1, a Mercedes se sobressaiu com seu novo motor híbrido, garantindo um longo domínio dos alemães na F1, capitaneada por Toto Wolff e Lewis Hamilton. A Era do Carro Asa não foi muito empolgante para os prateados, mas a chegada de um novo motor doze anos depois faz com que todos apontem para a Mercedes novamente ter o melhor motor da F1 e isso poder influenciar o campeonato nos anos vindouros.

O novo modelo da Mercedes foi apresentado nessa quinta-feira com poucas mudanças visuais, mas a curiosidade maior trata dentro do novo W17. Todos falam de uma suposta vantagem da Mercedes na questão do novo motor, como acontecera em 2014 e essa é a esperança de Wolff após alguns anos desapontadores para a Mercedes. George Russell liderará a equipe nesse primeiro momento, pois muitos apostam que Andrea Kimi Antonelli em algum momento tomará a dianteira dentro da Mercedes. Russell mostrou a solidez de sempre em 2025, enquanto Kimi se mostrou talentoso, mesmo que falhando em alguns momentos, algo normal para um novato. Além do mais, há a sombra de Max Verstappen sobre a dupla da Mercedes.

Com o prata ficando cada vez mais para trás, o carro negro da Mercedes carrega as esperanças de dias melhores (e vitoriosos) em Brackley  

R26

 


Muita gente imaginou esse momento vinte anos atrás, quando a Audi dominava o cenário do Endurance mundial, empilhando vitórias em Le Mans, enquanto a Ferrari fazia o mesmo na F1. E se os alemães entrassem na F1? Após muitas negativas, finalmente a Audi entrou de cabeça na F1 e como sempre, pensando em vencer da sua maneira, algo que a montadora de Ingolstadt sempre fez.

A Audi comprou a estrutura da Sauber e após um longo período de transição, começará 2026 como dona da tradicional equipe suíça, mas o que chama atenção é que ao contrário de Ford, que construirá o motor em parceria com a Red Bull, ou a Cadillac, que começará sua jornada na F1 usando motores Ferrari num primeiro momento, a Audi construíra seu primeiro motor de F1 do zero, mostrando o comprometimento dos alemães no projeto. Alguns nomes na cúpula da equipe garantem uma certa experiência, como Jonathan Wheatley e Mattia Binotto, mas o desafio será enorme para a montadora.

O período de transição teve resultados interessantes, tirando a Sauber da última posição do campeonato para brigar dentro do competitivo pelotão intermediário em 2025. Nico Hulkenberg trará a experiência e a certeza de bons resultados, enquanto Gabriel Bortoleto trará a juventude e o talento para representar o futuro da Audi na F1. O belo carro prata terá como grande prova continuar a evolução do que foi a Sauber em 2025, mas usando um motor totalmente novo, algo que poderá fazer bastante diferente nesse 2026 de novos regulamentos. Mesmo com todas as dificuldades, devermos nos lembrar o histórico da Audi no WRC, IMSA, Super Turismo e Endurance. Os alemães nunca entram num projeto para perder.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

VF-26


 O que mais chamou atenção no novo carro da Haas foi o que estava desenhado na tampa do motor. Não se tratava de um novo patrocinador, mas a confirmação que a entrada da Toyota na equipe de Gene Haas é uma questão de tempo. E isso pode ser um fator para transformar a insossa equipe americana num time de ponta no futuro.

A parceria com a Toyota nem é nova, mas a Haas anunciou novidades como a utilização do túnel de vento da montadora japonesa e o aumento do espaço da Toyota no carro da Haas indica uma volta da à F1 dos japoneses, mas ao contrário do que ocorreu no início dos anos 2000, a montadora japonesa vai entrando aos poucos na principal categoria do automobilismo, sem maiores investimentos e tateando no terreno sempre pedregoso da F1. Se injetou bilhões na sua equipe entre 2002 e 2009, a Toyota vai aumentando sua influência na Haas paulatinamente, como a chegada do piloto reserva Ryo Hirakawa, vindo da equipe Toyota do WEC. Só lembrando que a Haas chegou à F1 com uma ligação estreita com a Ferrari, tanto que um dos seus pilotos faz parte da academia italiana e é visto como futuro da Ferrari. Oliver Bearman confirmou seu talento e superou o já experiente Esteban Ocon em 2025, fazendo corridas muito sólidas no terço final do campeonato. Com mais cancha, Bearman tende a crescer ainda mais em 2026, enquanto Ocon precisa fazer uma temporada mais acesa se quiser se manter na F1.

Para 2026, a Haas tentará se manter no competitivo pelotão intermediário, conseguindo resultados fortes aqui e ali, como ocorreu em 2025, mas Gene Haas e Ayao Komatsu enxergam essa parceria cada vez mais forte com a Toyota como um possível pulo do gato num futuro nem tão distante.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Mais do mesmo

 


Numa das edições mais equilibradas dos últimos tempos, Nasser Al-Attiyah venceu pela sexta vez o Dakar, se colocando cada vez mais como uma das lendas do Off Road. O príncipe catari não dominou o rali, que teve cinco marcas diferente vencendo pelo menos uma especial, mas Al-Attiyah usou sua vasta experiência para se manter próximo dos primeiros colocados o tempo inteiro antes de dar o bote nas etapas derradeiras, assumindo a ponta com seu Dacia nos últimos dias e comemorar mais uma vitória no Rally Dakar, cuja chegada fica a aproximadamente 8.000 km de... Dacar! Foi a primeira vitória da Dacia, onde atua o atual campeão mundial Lucas Moraes, mas o brasileiro foi bem discreto, terminando o Rally em sétimo. Nas motos, a emoção foi até o final e Luciano Benavides superou Ricky Brabec por míseros 2s, após o americano perder sua tranquila vantagem de três minutos por um erro de navegação no curto último dia. Um dia duro para a Honda e Brabec, enquanto a KTM volta a vencer no Rally Dakar.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

VCARB03

 


Juntamente com sua equipe irmã, a Racing Bulls mostrou seu novo carro na grande festa da Ford. De forma bem mais discreta, a Racing Bulls apresentou seu novo carro sem maiores ineditismos, mantendo o branco como principal cor, mas com uma das novidades para essa temporada. O jovem inglês Arvid Lindblad será o único novato da F1 em 2026, chegando à principal categoria do automobilismo mostrando muita força nas categorias de base, mesmo que decepcionando um pouco na F2. Continuando a tradição da Red Bull em promover jovens de suas canteras sem perder muito tempo, Lindblad terá ao seu lado Liam Lawson, que parecia ter se perdido com a rápida demissão na Red Bull, mas o neozelandês mostrou resiliência em sua volta à Racing Bulls e garantiu mais um ano na F1, numa rara segunda chance dada pela Red Bull. Com um carro menos arisco que o da matriz, a Racing Bulls espera ser uma protagonista no pelotão intermediário, além de revelar jovens pilotos para a Red Bull. Todos esperam isso de Lindblad. 

RB22

 


Quando a Ford comprou a Stewart no final de 1999, fazendo surgir a Jaguar, a montadora americana retornava à F1 de uma forma tão atabalhoada, que nem parecia que a Ford queria realmente estar lá, tanto que saiu da F1 apenas cinco anos depois, contabilizando fracassos em profusão. Para demonstrar que esse retorno da Ford ao lado da Red Bull tem um significado bem diferente do século passado, a montadora de Detroit fez questão de apresentar todo o seu programa de motorsports e o novo carro da Red Bull era a principal atração.

O carro em si apresenta pouca variação no layout de outros anos, mas o azul da Red Bull lembra os primórdios da equipe, quando Dietrich Mateschitz comprou... a Jaguar da Ford! Por coincidência (ou não), o azul mais metálico da Red Bull em 2026 lembra também o azul da Ford e a chegada da montadora americana pela enésima vez na F1 é um dos destaques da F1 em 2026, afinal de contas, a Ford investe no novo motor que foi construído pela Red Bull, o primeiro motor da companhia. E como toda estreia, o início tende a ser difícil e a Red Bull poderá ter problemas em manter seu maior trunfo para o novo regulamento: Max Verstappen.

Inegavelmente o melhor piloto dessa geração, o neerlandês tem contrato com a Red Bull até 2028, mas não é segredo para ninguém que Max tem várias cláusulas de desempenho e um ano ruim da Red Bull pode significar o fim da longa parceria entre Verstappen e a equipe austríaca, para alegria de Toto Wolff. Como Sérgio Pérez revelou nas últimas semanas (para surpresa de ninguém), a Red Bull trabalhará em torno de Max Verstappen e rezará para que o novo regulamento técnico seja uma oportunidade, mesmo sem Adrian Newey projetando o novo carro e construindo seu primeiro motor na F1. Isack Hadjar, que teve um ótimo ano como novato na Racing Bulls, tentará não entrar nas estatísticas da Red Bull de moer novos pilotos, que corram ao lado de Max Verstappen. 

Que Max Verstappen poderá fazer coisas fora da caixinha, 2025 é um claro exemplo disso, mas até que ponto a paciência de Max irá ter com a Red Bull é que será a grande questão de 2026.