Novamente o jovem italiano está nessa parte da coluna e mesmo tendo tido sorte com o Safety-Car entrando no momento correto, Kimi Antonelli estava com o melhor ritmo do final de semana e mereceu vencer na sempre seletiva pista de Suzuka. O piloto da Mercedes conseguiu uma bela pole no sábado, mas como está sendo comum nesse novo regulamento, Antonelli se atrapalhou na largada e caiu para sexto. O italiano foi escalando o pelotão e estava mais rápido que seu companheiro de equipe George Russell quando o SC deu às caras e Kimi assumiu a ponta da prova. De cara pro vento, Antonelli não deu chances à ninguém e liderou a corrida até a bandeirada, assumindo a ponta do campeonato, sendo o mais novo a fazê-lo. Mais importante do que isso, Kimi Antonelli superou nitidamente George Russell nesse final de semana e lembrando que o campeonato pode ser decidido dentro do seio da Mercedes. E nesse momento, Kimi Antonelli está em viés de alta.
terça-feira, 31 de março de 2026
Figurão(JAP): Novos regulamentos
É normal esperarmos um pouco para dar um veredicto sobre um regulamento que estreia, porém, não precisou três corridas para vermos que o novo regulamento técnico da F1, com um motor com potência 50/50 de combustão interna e elétrico não está funcionando a contento. Pior do que isso. É um regulamento perigoso, algo mais alarmante que as corridas 'fake' com os pilotos ultrapassando os outros 'sem querer', além de uma pilotagem completamente contraintuitiva. O forte acidente de Oliver Bearman claramente causado pelo novo regulamento foi um sério alerta de que algo precisa ser feito de forma urgente.
domingo, 29 de março de 2026
De cogumelo para abacaxi
A Audi largou com seus dois carros e viu seus dois piloto receberem a bandeirada, mas dessa vez sem pontos para Bortoleto e Hulkenberg, mas precisando melhorar as largadas, assim como a Mercedes, o calcanhar-de-Aquiles da Audi. Lindblad chegou a andar na zona de pontuação, mas acabou fora dos pontos. Williams e Cadillac fizeram corridas anônimas, enquanto Fernando Alonso chegou ao fim da corrida, mesmo ainda sofrendo com vibrações. E sem gritar 'F2 engine' na casa da Honda...
sábado, 28 de março de 2026
Sem Tadalafila
Assim como as equipes, a Liberty está usando os treinos livres para indicar onde haverá câmeras on-board ou não no resto do final de semana. E como esperado, o que se viu no primeiro dia de treinos foi um motor 'brocha' no aproche da Chicane. Pilotos perdendo até 50 km/h, mesmo com o acelerador a pleno, pois o motor elétrico simplesmente não chegava até o final dessa parte 'cheio' o suficiente. Mais um vexame que a F1 está com sérias dificuldades de esconder e os fãs mais hardcore fazem questão de apontar e lamentar. A F1 está com um dos maiores abacaxis nas mãos em sua história. Regras que não deram certo já aconteceram e muitas vezes foram mudadas rapidamente. Alguém lembra da classificação por tempo, onde os pilotos eram eliminados depois de um determinado tempo? Foi um tiro n'água tão grande, que rapidamente a invencionice caiu na lata de lixo da história. Mas como mudar um motor que falta, a grosso modo, de Tadalafila?
Enquanto isso, os pilotos não estão tendo pena em sentar a pua no novo regulamento, claro, com mais acidez dependendo de sua posição no grid. O recém papai Alonso repetiu que qualquer um dentro da Aston Martin pode fazer as famosas curvas rápidas de Suzuka. Albon, na decadente Williams, falou que hoje em dia todas as curvas de Suzuka são de média velocidade, pois não se consegue chegar ao limite do carro por causa do motor. No sábado os vídeos on-board antes da curva 130R desapareceram como com um milagre. E amigos, não foi coincidência. Porém, vídeos do rápido primeiro setor de Suzuka, com os carros com o motor em baixa rotação ainda estão por aí nas redes. Por mais que a F1 não esteja acabando, como alguns arautos da tragédia estão bradando por aí, não se pode negar uma crise que só aumenta com a continuidade das corridas. Por mais que Stefano Domenicali, CEO da Liberty, rebata as críticas cada vez mais presentes, muito provavelmente o italiano esteja perdendo os seus parcos cabelos com as estrelas do espetáculo que ele gere destruindo o novo regulamento. Não queria estar na pele dos diretores de monopostos da FIA nesse momento...
Por ironia da situação presente, um jovem de 19 anos, onde em teoria não precisa usar Tadafila, que foi a estrela desse sábado. Andrea Kimi Antonelli continua sua boa fase e marcou a segunda pole consecutiva, mostrando que o jovem italiano poderá tornar o trabalho de George Russell nesse primeiro momento de domínio da Mercedes em 2026. O inglês reclamou bastante durante a classificação, mas ainda conseguiu completar a primeira fila da Mercedes. A McLaren finalmente deu o ar da graça em 2026 e Piastri conseguiu se colocar à frente da Ferrari na luta pelo melhor do resto, enquanto Norris sofreu com problemas na sua unidade de potência o final de semana inteiro e quase ficou de fora da classificação. Pior foi Verstappen. Para aumentar seu mau humor, que o fez expulsar um jornalista num evento da Red Bull, o neerlandês ficou de fora do Q3, superado inclusive por Hadjar, algo que Max não estava acostumado. Para colocar sal na ferida, Verstappen foi 'bumpado' por Lindblad, jovem talento da Red Bull, ainda com a Racing Bulls.
domingo, 22 de março de 2026
Apesar dos pesares
Se antes havia receio pela chuva, que tantos transtornos causou antes do final de semana, o forte calor no Planalto Central fez com que o asfalto não resistisse e como Fabio Di Giannantonio falou no pré-pódio, estava esfarelando. Situação esse que fez a organização reduzir oito voltas em comparação às trinta e uma originais, para alegria da Michelin e aumentando a sensação que os organizadores pecaram em alguns aspectos na preparação do circuito. A festa estava bonita e o Autódromo Internacional Ayrton Senna estava lotado para ver o domínio de Marco Bezzecchi. O italiano não parecia muito confortável durante o final de semana, sendo uma das vítimas da curva 4 durante os treinos, mas ainda conquistara uma segunda posição no grid, ficando atrás do compatriota Di Giannantonio.
No domingo Bezzecchi largou bem, deixou Di Giannantonio para trás e dominou a prova com bastante tranquilidade. A animada briga pela segunda posição logo na primeira volta tornou a vida de Bezzecchi ainda mais fácil, abrindo quase 2s quando Jorge Martín se assentou na segunda posição. Pedro Acosta se segurou o quanto pôde, mas foi sendo ultrapassado até terminar na sétima posição, cedendo a liderança do campeonato para Bezzecchi. A KTM vive de lampejos de Acosta, com as outras motos longe do top-10 e Maverick Viñales em último. Pior foi ainda foi a Yamaha. Após conseguir colocar três pilotos no Q2 pelas condições traiçoeiras de sexta-feira, os representantes da Yamaha caíram pelotão abaixo e apenas Rins marcou pontos. Quartararo não vê a hora de assinar com a Honda. Isso, se já não tiver assinado...
A briga pela terceira posição entre Di Giannantonio e Marc Márquez foi a diversão do final da corrida, com o italiano tomando uma ultrapassagem agressiva de Márquez, mas retomando a posição quando o espanhol errou. Se na Sprint Marc Márquez conseguiu se sobressair frente à Di Giannantonio, o piloto da VR46 deu o troco no domingo. Apesar da vitória no sábado, Márquez não subiu ao pódio ainda em corridas principais e vê a Aprilia crescendo à olhos vistos. Ogura ainda tirou uma casquinha de Acosta e Alex Márquez para ser quinto, ou seja, assim como ocorreu na Tailândia, a Aprilia dominou e colocou três motos entre os cinco primeiros. Marc Márquez ainda sofre com a última cirurgia e nem foi a melhor Ducati do dia, mas se quiser o oitavo título, precisará escalar uma montanha já grande.
Diogo Moreira fez outra corrida decente. O brasileiro da LCR Honda largou mal, caindo para 19º e foi recuperando posições na medida em que seu equipamento era superior à KTM's e Yamaha's, bisando o 13º lugar conquistado três semanas atrás em Buriram.
Entre mortos e feridos, o Grande Prêmio Brasil de 2026 da MotoGP sirva de muita lição para os organizadores. A festa foi bonita e é importante ter eventos assim no nosso país, mas a edição desse ano não foi um sucesso.
terça-feira, 17 de março de 2026
Figura(CHN): Andrea Kimi Antonelli
Não poderia ser outro! Antonelli entrou para a história da F1 no sábado ao marcar a pole position, se tornando o mais jovem a fazê-lo, mas a vida do italiano foi facilitada pelo problema no carro de Russell no Q3 e na corrida a história seria bem diferente. Kimi havia largado mal em todas as oportunidades em 2026, muito pelo foguete que a Ferrari desenvolveu e em Xangai, Antonelli só perdeu uma posição para Hamilton, logo recuperando a ponta. Russell rapidamente escalou o pelotão, mas em nenhum momento o inglês ameaçou o companheiro de equipe, muito por méritos de Andrea Kimi Antonelli. Afora um ligeiro erro no final da corrida, Antonelli se comportou muitíssimo bem durante a corrida e pôde terminar um jejum de vinte anos sem um italiano vencendo na F1. A emoção do jovem de 19 anos antes de subir ao pódio tocou a toda a comunidade da F1, que se pergunta sobre a possibilidade de que a primeira vitória de Andrea Kimi Antonelli, jovem promessa e aposta de Toto Wolff, poderá entrar na luta pelo título.
Figurão(CHN): Esteban Ocon
Para quem precisa renovar seu contrato se quiser continuar na F1, a apresentação de Esteban Ocon na China não foram nada abonadoras. O francês precisa mostrar serviço para ter ou seu contrato renovado com a Haas ou que alguma equipe o note, mas em Xangai Ocon não fez muito para que isso acontecesse, um ano depois de uma bela exibição do francês. Após ter ficado atrás de Bearman na Austrália, Ocon precisava dar uma resposta, mas o piloto da Haas continuou atrás do jovem companheiro de equipe durante os treinos e na corrida principal Esteban continuou suas estrepolias. Após fazer sua única parada no boxes, Ocon vinha na reta principal quando Franco Colapinto voltava à pista. O argentino da Alpine acabou acertado por Ocon, estragando a corrida de ambos, mas se Colapinto pelo menos marcou seu primeiro ponto com a Alpine, Ocon foi acertadamente punido pelos comissários e terminou a corrida em último, numa prova onde Bearman termino num ótimo quinto lugar. A fama de provocador de acidentes já faz de Ocon um piloto não muito quisto dentro do paddock e a comparação com Bearman na luta interna da Haas começa a se tornar embaraçosa para Ocon. Seus anos na F1 podem estar contados.
domingo, 15 de março de 2026
A emoção de Kimi
sábado, 14 de março de 2026
Histórico pelo motivo correto
O sábado em Xangai foi animado, com a primeira corrida Sprint e a certeza que a Ferrari acertou a mão nas largadas nesse início de regulamento, enquanto a Mercedes sofre e Antonelli perdeu inúmeras posições após sair da primeira fila. George Russell teve trabalho com a dupla da Ferrari para se consolidar na ponta e vencer a mini-corrida, enquanto Leclerc e Hamilton se estranharam para se garantirem no pódio. Mesmo punido em 10s por um toque com Hadjar, Antonelli ainda foi quinto, não alcançando a McLaren de Norris. Verstappen largou pessimamente, chegou a bater rodas com a dupla da Aston Martin e só conseguiu um nono lugar, ficando fora dos pontos.
Russell parecia que repetiria a pole da Sprint na corrida principal, mas um problema no início do Q3 quase pôs tudo a perder para o inglês, que só teve chance de uma volta nos segundos finais. Com os pneus não aquecidos devidamente e a bateria não carregada apropriadamente, Russell não manteve o 100% e foi nesse momento onde Andrea Kimi Antonelli conseguiu ter tranquilidade para se sobressair e mesmo pressionado pela dupla da Ferrari, fez o melhor tempo e Russell teve que se contentar com a segunda posição, com a Mercedes claramente mais rápida em ritmo de classificação, usufruindo a potência absurda de sua unidade de potência. A Ferrari vem logo a seguir e depois a McLaren. A Red Bull deveria vir a seguir, mas Pierre Gasly está usando muito bem o motor Mercedes e colocou a Alpine em sétimo, com a dupla da Red Bull logo a seguir, com Max Verstappen reclamando bastante, mas pelo menos Hadjar está andando no ritmo do colega de box.
Antonelli se tornou o primeiro italiano a marcar a pole desde 2009, mas pelo visto na Sprint, a Ferrari irá com tudo na largada.
domingo, 8 de março de 2026
Figura(AUS): Mercedes
Quando 2026 se aproximava e com ele os novos regulamentos técnicos, muitos já apontavam a Mercedes como a grande favorita a sair na frente, lembrando a última grande mudança de motor ocorrida em 2014, com a chegada da era híbrida. A pré-temporada se revelou uma verdadeira corrida de empurra, com as quatro grandes jogando o favoritismo para as outras, mas ninguém tinha dúvida de que a Mercedes viria muito forte e quando George Russell conseguiu a pole com sete décimos de vantagem para o próximo carro não-Mercedes parecia que as expectativas se realizariam. Contudo, a corrida se mostrou uma outra história e a Mercedes demorou a se livrar da dupla da Ferrari antes de conseguirem a esperada dobradinha, com Russell na frente de Antonelli. Outra diferença de doze anos atrás é que se as clientes da Mercedes apareceram muito forte, principalmente com a Williams, mas em 2026 McLaren, Williams e Alpine não vieram com tanta força, inclusive com a bicampeã mundial McLaren chegando 50s depois da Mercedes de fábrica, indicando que não apenas o motor Mercedes é muito forte, como também o novo carro já veio bem nascido para uma temporada que tende a ser bastante agradável para Toto Wollf e seus silver caps.
Figurão(AUS): Aston Martin
Já era esperado, mas ainda assim não deixa de impressionar o que aconteceu com a Aston Martin em Melbourne, sede da estreia da temporada 2026 da F1. O combo dinheiro aparentemente infinito da família Stroll, genialidade de Adrian Newey e potência da Honda parecia infalível, ainda contando com a força e experiência de Fernando Alonso, que preferiu atravessar 2025 na esperança de que 2026 seria o grande ano da Aston Martin. Porém, toda a expectativa veio abaixo com vários erros de procedimentos tanto da Aston Martin como da Honda, que parecem participar de algum reality show onde os noivos se conhecem apenas no dia do casamento. Os últimos dias revelaram notícias absolutamente chocantes da nova parceria, que parece muito com o início promissor entre McLaren e Honda dez anos atrás. A Aston Martin falou que não sabia que a Honda havia dispensado boa parte de sua equipe técnica quando assinou contrato de parceria. Quando o carro ficou pronto, um problema de vibração extrema fez que com o novo carro da Aston Martin sofresse de sérios problemas de confiabilidade, além de afetar a saúde dos próprios pilotos, que poderiam ter problemas nas mãos, tamanha a vibração vindo do motor Honda para o volante do carro. A falta de integração entre Aston Martin e Honda criou um problema potencial para se tornar um vexame histórico. Assim como dez anos atrás, Fernando Alonso se vê no meio disso tudo. Em Melbourne a situação periclitante permaneceu, com Lance Stroll passando o sábado sem ir à pista e Alonso mal andando na sexta-feira. Ambos largaram no domingo, mas usaram a corrida para ser uma espécie de um grande teste, chegando a ficar parados várias voltas. Perguntado sobre a corrida, Lance Stroll resumiu bem a situação atual da Aston Martin: Correndo? Estávamos apenas circulando...
Só George curtiu
sábado, 7 de março de 2026
Repetição de 2014?
Os testes de pré-temporada não foram nada esclarecedores em termos de desempenho, com as equipes fazendo o chamado sandbagging, o que em bom português é o 'esconder o leite'. Apesar de ter ficado muito claro que as quatro equipes grandes dos anos anteriores (McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull) permaneceriam no topo, a ordem ainda não era clara, mas Melbourne mostrou que a Mercedes iniciou 2026 um degrau acima, ainda com a polêmica da taxa de compressão do seu motor. Nos momentos mais decisivos, George Russell meteu mais de meio segundo na concorrência e mesmo a Mercedes ainda tendo muito trabalho com o forte acidente de Andrea Kimi Antonelli no terceiro treino livre, a equipe capitaneada por Toto Wolff conseguiu a dobradinha em Albert Park. Com sobras.
Porém, antes dos carros irem para a pista em Melbourne, todos os olhos estavam na Aston Martin. O que parecia um sonho de juntar o poderio financeiro da família Stroll, a genialidade de Adrian Newey e a capacidade da Honda se tornou rapidamente um pesadelo de proporções históricas, com notícias constrangedoras chegando à medida em que os carros andaram muito pouco na pré-temporada. A Honda mudou todo o seu staff técnico e pareceu 'esquecer' de avisar à Aston Martin sobre esse detalhe, demonstrando uma falta de integração da parceria que se resultaria num motor que falta confiabilidade junto a um carro onde Newey pensou mais na parte aerodinâmica e menos na parte mecânica. Isso tudo resultou em um quase W.O. da Aston Martin na Austrália e notícias de que a vibração no carro era tamanha, que os pilotos poderiam ter problemas em suas mãos. Por sinal, mais uma vez Fernando Alonso se vê numa situação onde o motor Honda destrói mais um ano seu...
Como não poderia deixar de ser, problemas ocorreram aos montes em várias equipes nesses primeiros momentos de novo regulamento. Stroll passou o sábado contemplando o desastre que se tornou a equipe do seu pai, Sainz teve problemas no seu Williams e sequer se classificou. A Williams foi outra equipe que não iniciou o ano de forma auspiciosa. Como esperado, a Cadillac teve problemas de noviciado e ficaram com as últimas posições. E finalmente Max Verstappen, um dos mais vocais nas críticas ao novo regulamento, terá mais motivos de ter mal humor ao bater em sua primeira tentativa no Q1, tendo que largar das últimas posições.
O terceiro treino livre já tinha dado a letra de que a Mercedes não estava para brincadeira, com Russell matando a concorrência com um tempo muito superior, mesmo Toto Wolff lamentando o acidente de Antonelli. A equipe Mercedes mostrou sua eficiência ao consertar o carro do italiano, se aproveitando da bandeira vermelha causada por Max, mas Kimi não andou no mesmo nível de Russell. O inglês marcou uma pole enfática, com as demais equipes mais atrás e já com pulgas atrás da orelha. Hadjar mostrou que poderá ser um segundo piloto digno na Red Bull e com Max no lado de fora, o francês colocou a Red Bull em terceiro, superando McLaren e Ferrari, que chegou a assustar ao marcar bons tempos no Q1 com pneus médios, mas a Ferrari ficou longe dos rivais tedescos. Arvid Linblad executou um ótimo treino em sua estreia, indo ao Q3 sempre à frente de Liam Lawson, enquanto Gabriel Bortoleto teve problemas no final do Q2, não podendo participar do Q3, contudo, o brasileiro claramente andou na frente de Hulkenberg.
Para amanhã, se fala bastante que a largada tende a ser caótica pela parte elétrica da nova unidade de potência, mas teremos que esperar para ver como os carros de comportarão nesse novo procedimento, numa F1 nova demais, talvez tendo dando um passo maior do que a perna. Contudo, a Mercedes, como doze anos atrás, não tem muito do que reclamar até o momento.
domingo, 1 de março de 2026
E começamos de novo
A abertura do campeonato 2026 em St Petersburg foi mais uma corrida padrão de Alex Palou. O espanhol não largou na pole, cuja honra coube à Scott McLaughlin. Marcus Ericsson pulou para segundo, com Palou atrás. A primeira bandeira amarela surgiu logo na primeira volta, envolvendo o horroroso Sting Ray Robb, Santino Ferrucci e o estreante Mick Schumacher, que pode se consolar que seu pai também andou poucos metros em sua estreia na F1. Com as equipes tendo que colocar pelo menos dois sets de pneus macios na corrida, Palou fez sua corrida de espera baseada nisso. No primeiro stint, McLaughlin segurou o ritmo e os três primeiros andaram bem próximos, mas havia a situação em que o 'Undercut', ou seja, ficar mais tempo na pista, faria mais diferença. Um doce para adivinhar quem foi o último a parar. Sim, Alex Palou.
Com alguns carros tendo parado na primeira volta e esticando um pouco mais suas paradas, Palou esperou algumas voltas para disparar na ponta. Ericsson se manteve na frente de McLaughlin, mas com pneus macios, o sueco da Andretti sofreu bastante no final do segundo stint, segurando bastante McLaughlin, ajudando ainda mais a causa de Palou. O neozelandês perdeu tanto tempo que acabou 'ultrapassado' por Kyle Kirkwood durante as paradas, mas o americano da Andretti precisou economizar combustível nas voltas finais e foi ultrapassado na pista por McLaughlin e Christian Lundgaard, que superou o badalado Pato O'Ward na pista e pressionou McLaughlin até o fim, mas acabou mesmo na terceira posição, sendo o melhor McLaren.
Enquanto isso Palou passeava na pista de St Petersburg, chegando incríveis 12s na frente de McLaughlin. Após fazer os dois primeiros stints com pneus macios, Palou colocou os duros no stint final, tendo borracha de sobra para administrar qualquer ataque. Uma 'luneta' em termos de Indy, mas essa é a realidade atual da categoria. Por mais que tenha um bom nível no grid atual, a Indy vê em Alex Palou um piloto muito mais completo que os demais e capaz de sobrepujar todos os outros pilotos com uma facilidade desconcertante. E 2026 começa com um gostinho parecido com os quatro anos anteriores.
Cadê a Ducati?
Bezzecchi só não teve um final de semana perfeito pela queda precoce na Sprint Race, mas de resto o italiano da Aprilia teve uma atuação dominante. Na corrida de domingo, 'Bez' largou bem e simplesmente sumiu na frente, não dando qualquer chance aos rivais. Ainda na primeira volta Raul Fernández ultrapassou Márquez e ficou em segundo, enquanto Jorge Martin daria o bote em Marc, marcando um top-3 inteiro da Aprilia. No entanto, a corrida teria alguns protagonistas fora Bezzecchi. Pedro Acosta finalmente venceu uma corrida, mesmo que sendo uma Sprint e com direito polêmica, com Márquez tendo que ceder a ponta na última volta. Porém, isso deu ainda mais motivação à Acosta, que levou sua KTM nas costas para brigar pelas primeiras posições. Numa animada disputa contra os compatriotas Martin e Marc Márquez, Acosta se sobressaiu e nas últimas voltas se aproximou de Fernández, totalmente sem pneus no fortíssimo calor tailandês.
Foi quando o dia da Ducati piorou de vez. Marc Márquez vinha logo atrás de Acosta quando seu pneu traseiro se esvaziou, aparentemente após uma batida mais forte numa zebra, algo bastante incomum na MotoGP. Uma volta depois, seu irmão Alex caiu sozinho quando vinha apenas em sexto. Com Bagnaia continuando seu sofrimento e Morbidelli tendo que fazer uma corrida de recuperação após largar mal, Di Giannantonio era a melhor Ducati do dia, porém longe do pódio. Para acender de vez a luz vermelha na Ducati, Ai Ogura fez uma ótima corrida de recuperação e nas últimas voltas mostrou que a Aprilia cuida bem dos pneus, com o japonês ultrapassando quem via pela frente, por fim ultrapassou Di Giannantonio para subir ao quinto lugar. Ou seja, afora um Pedro Acosta inspirado, o top-5 foi dominado pela Aprilia, com seus quatro pilotos por lá. Será o sinal de uma troca de bastão no domínio na MotoGP?
Binder foi a segunda KTM, colado em Di Giannantonio, mas muito longe de Acosta, que com esses resultados, lidera o campeonato da MotoGP pela primeira vez, muito pelo talento do espanhol. A Honda fazia uma corrida interessante com Joan Mir e com a queda dos irmão Márquez, ele chegou a figurar em quinto, mas um problema técnico fez Mir abandonar. Pelo menos não caiu. Marini terminou em décimo, com Zarco logo atrás. Diogo Moreira chegou a andar no mesmo ritmo de Zarco, mas acabou perdendo rendimento por falta de experiência com os pneus, contudo, com os abandonos, Diogo terminou nos pontos em sua estreia na MotoGP. Já a Yamaha confirmou as expectativas como a pior moto do grid, com seus pilotos andando próximos, 30s atrás dos líderes.
Após anos de domínio absoluto da Ducati, a Aprilia se mostrou a grande força na Tailândia, mas ainda faltam muitas corridas para podermos cravar que Bezzecchi, piloto principal da Aprilia, será o principal candidato ao título em 2026.
.jpg)
.jpg)
.png)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


