terça-feira, 26 de agosto de 2025

Aposta coerente no duvidoso

 


Nessa terça-feira a Cadillac anunciou sua dupla da pilotos para o começo da empreitada da legendária marca americana na F1. Foram inúmeras especulações e novamente o nome de Felipe Drugovich apareceu pela ligação que o brasileiro tem com a Cadillac no WEC, mas no final uma vez mais Felipe foi preterido. Começando uma equipe praticamente do zero, a escolha por uma dupla experiente chega a ser lógica, mas optar por Valtteri Bottas e Sérgio Pérez fez com que a Cadillac garantisse bastante experiência no seu primeiro ano na F1, como também falta de carisma em dois nomes que tiveram seus bons momentos na F1, mas saíram de suas equipes pelas portas dos fundos. Apesar de lógica, a escolha da Cadillac foi bastante duvidosa.

domingo, 24 de agosto de 2025

Chatice húngara

 


Parece que os húngaros não são exatamente especialistas em desenhar bons traçados para os seus autódromos. Apesar de Hungaroring estar se tornando um clássico na F1, a pista localizada próximo à Budapeste demorou a entrar no gosto do fã de automobilismo e com a enorme quantidade de circuitos projetados por Hermann Tilke, ou seja, com a mesma característica, um autódromo fora desse formato fez da pista magiar ter sua imagem bem melhorada ao longo do tempo, mesmo Hungaroring sendo um circuito travado e de ultrapassagens escassas. Porém, quase quarenta anos depois da chegada de Hungaroring, a MotoGP aportou em Balaton Park, descrito por Fabio Quartararo como 'um super kartódromo'. Um conceito certeiro do francês, em mais um final de semana perfeito de Marc Márquez.

O horroroso circuito de Balanton Park, curto, cheio de chicanes e onde as motos mal conseguem engatar a sexta marcha, viu mais um passeio no parque de Marc Márquez. Mesmo se atrapalhando na primeira curva com Marco Bezzecchi, Márquez respirou fundo e se vendo em terceiro, precisou de menos da metade da corrida para ultrapassar Franco Morbidelli e Bezzecchi para reassumir a ponta e vencer com enorme tranquilidade nesse enfadonho campeonato 2025 da MotoGP. Márquez prova corrida a corrida que está alguns patamares na frente dos demais pilotos, que se conformam em brigar pela segunda posição. Alex Márquez voltou ao normal e se tornou o piloto errático de antes, caindo durante a prova após uma classificação ruim e marcando poucos pontos. Francesco Bagnaia está com sua confiança destruída e seguiu seu calvário após uma classificação decepcionante e uma corrida medíocre, terminando em nono, após cometer vários erros em disputa com o semiaposentado Pol Espargaró. 

Bezzecchi arriscou numa estratégia com pneus macios e acabou alcançado por Pedro Acosta, que caiu várias vezes no final de semana, sendo que uma delas quase jogou sua moto em cima de um cinegrafista, mas o jovem espanhol se segurou no domingo e com o segundo lugar deu um alento à cambaleante KTM. Destaque para Jorge Martin, terminando em quarto lugar na corrida, apenas uma posição atrás de Bezzecchi, mostrando que poderá dar bons resultados à Aprilia até o final da temporada. Luca Marini conseguiu seu melhor resultado com a Honda com um quinto lugar, enquanto Joan Mir segue caindo mais que caju nessa época do ano no Ceará.

Márquez nem ligou muito para a ruindade do traçado de Balanton Park. Na verdade, o espanhol da Ducati não liga para nada rumo ao seu mais tranquilo título em sua já longa carreira. Sem adversários de verdade, Márquez humilha a concorrência.

domingo, 10 de agosto de 2025

Fazendo história


 Quando surgiu na Indy no começo de 2020, pouco se sabia de Alex Palou. De carreira discreta na Europa, o espanhol se mudou para o Japão e com seus bons resultados, se tornou piloto Honda, que o indicou para correr na Indy naquele ano, junto à parceira Dale Coyne. Logo em seu ano de estreia, Palou se mostrou um talento bruto e Chip Ganassi, sempre farejando estrelas emergentes, contratou o espanhol no final daquela temporada, iniciando uma parceria incrivelmente vitoriosa. Praticamente cinco anos depois de aportar na Ganassi, Palou conseguiu números impressionantes. Nesse domingo Alex garantiu seu quarto título, com o terceiro lugar em Portland, prova vencida por Will Power. 

A temporada 2025 da Indy foi amplamente dominada por Alex Palou, algo raro numa categoria conhecida pela competitividade. Até o momento são oito vitórias nesse ano, deixando os demais pilotos no chinelo. Em menos de cem corridas na Indy, Palou já conta com dezenove vitórias, ultrapassando vários campeões no processo. Se já venceu o campeonato por antecipação, Palou fez ainda mais em 2025, pois venceu com duas provas de antecedência, garantindo também o tricampeonato consecutivo, algo não visto desde 2011 com Dario Franchitti. E falando no escocês, desde que Dario venceu o campeonato e as 500 Milhas de Indianápolis em 2010, não se via uma dobradinha na Indy, mas Palou o fez em 2025. 

Uma campanha memorável do espanhol, que não tem nada a ver com os vários problemas que a Indy enfrenta. Alex Palou tem o seu nome entre os grandes da história do automobilismo e ainda pode fazer bem mais.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Figura(HUN): Gabriel Bortoleto

 As primeiras corridas de Gabriel Bortoleto na F1 mostram como o brasileiro encara suas temporadas. Após um início exploratório, Gabriel vai aumentando o ritmo, crescendo ao longo do ano e por consequência, melhorando suas apresentações. Bortoleto já vai se reputando por ser ótimo em ritmo de classificação, mas ainda pecava em ritmo de corrida, principalmente na gestão de pneus, algo muito importante na F1 atual. Gabriel foi aprendendo, principalmente com seu experiente companheiro de equipe Hulkenberg e juntamente com o crescimento da Sauber, o brasileiro vai crescendo mais e mais. Após pontuar na Áustria e na Bélgica, novamente Bortoleto conseguiu uma ótima classificação, indo mais uma vez ao Q3, mas foi na corrida que Gabi se sobressaiu. Lutando contra lendas como Alonso e Verstappen, Bortoleto controlou sua corrida com maestria e fazendo funcionar a estratégia de uma única parada, conseguindo se colocar no meio da dupla da Aston Martin e conquistar a sexta posição, sua melhor posição até agora. Em franca ascensão, Gabriel Bortoleto vai se consolidando como um dos grandes destaques entre os vários novatos da F1 em 2025. 

Figurão(HUN): Lewis Hamilton

 Mais do que (não) fez dentro das pistas, esse lugar da coluna irá para Lewis Hamilton muito pelo o que o inglês falou no final de semana magiar. A esperada união de Hamilton e a Ferrari, anunciado ainda no começo de 2024, passada meia temporada já pode ser classificada como abaixo do esperado. Afora boas exibições bem pontuais e a vitória da Sprint Race da China, a temporada 2025 de Lewis Hamilton está longe de empolgar o mais otimista tifosi, normalmente perdendo para o seu companheiro de equipe Leclerc e tendo várias discussões com o seu engenheiro, o experiente Riccardo Adami durante as corridas. Eliminações nas primeiras fases da classificação começam a ser frequentes e na Hungria, enquanto Leclerc comemorou uma ótima pole, Hamilton amargara a 12º posição no grid. Entrevistado depois dos treinos, Hamilton se adjetivou como 'inútil' e que a Ferrari talvez 'tivesse que trocar de piloto'. A corrida não seria melhor. Largando com pneus duros, Lewis perdeu duas posições logo de cara e preso no 'trem de DRS', o inglês pouco evoluiu e terminou na mesma posição em que largou, ou seja, fora dos pontos. Depois das bombas soltadas no sábado, era esperado o que Lewis falaria após outra corrida ruim. E o inglês não decepcionou. Hamilton falou em 'sentimentos ruins nos bastidores da Ferrari e que estava incomodado'. Multicampeão do mundo, era esperado que Hamilton abaixasse a cabeça e trabalhasse intensamente para reverter a situação atual, mas a realidade vemos um Hamilton depressivo e soltando declarações enigmáticas. Os bastidores da Ferrari tem problemas? Declarações como essas apenas pioram a situação de um relacionamento cheio de expectativas, mas que pode terminar de forma decepcionante para ambos os lados. 

domingo, 3 de agosto de 2025

A réplica de Lando

 


O clima em Hungaroring não estava parecido com as clássicas corridas no verão da F1, com forte calor e sol à pino, no entanto, a histórica pista magiar viu uma bela prova protagonizada pela dupla da McLaren antes das férias de verão da F1 e com Lando Norris dando uma réplica em cima de Oscar Piastri, uma semana depois do australiano ter freado a reação de Lando na Bélgica. Após superarem um frustrado Charles Leclerc, a dupla da McLaren foi por caminhos diferentes e mesmo executando uma pobre primeira volta, Norris deu a volta por cima e superou seu companheiro de equipe por menos de sete décimos de segundo na bandeirada, após últimas voltas bem tensas com os dois carros da McLaren bem próximos.


A expectativa de chuva que havia na cidade de Mogyoród, sede do reformado circuito de Hungaroring, não se confirmou, mas o clima ameno e o tempo nublado poderia favorecer quem escolhesse uma tática onde cuidar dos pneus fosse essencial. Numa prova longa e com o asfalto escorregadio, a tática de duas paradas era praticamente unânime entre os primeiros colocados, mas tudo começou a mudar com a primeira volta ruim de Lando Norris. Enquanto o pole Charles Leclerc manteve sua posição sem maiores problemas, Piastri não largou tão bem e Lando tentou capitalizar o vacilo do companheiro de equipe, mas Oscar trancou o caminho de Norris por dentro. Para piorar a situação de Lando, ele deixou a porta aberta por fora e Russell conseguiu a fácil ultrapassagem sobre o compatriota e até mesmo George ficando lado a lado com Piastri na primeira curva. Sem espaço, Norris se viu ultrapassado também por Alonso, perdendo duas posições na primeira volta, complicando mais uma vez sua corrida logo de cara. Era o 'Dando Mollis' reaparecendo com força na Hungria, mas como dito mais cedo, clima ameno ajudaria bastante o jovem inglês da McLaren.

O primeiro stint de corrida foi tranquilo, com Leclerc surpreendendo novamente ao abrir uma boa diferença para Piastri, que manteve uma vantagem segura para Russell. Não demorou muito para Lando ultrapassar Alonso e encostar em Russell, mas o duo inglês se manteve nas mesmas posições, enquanto mais atrás uma briga pela quinta posição começava com Alonso segurando todo o pelotão, mas com raríssimas chances de ultrapassagem. Verstappen ultrapassou Lawson e Stroll, mas nada fez contra um inspirado Bortoleto, que já havia deixado Stroll para trás na primeira volta. As notórias dificuldades de ultrapassagem em Hungaroring se sobressaíram e a corrida passou a ser bem tática. Dos quatro primeiros colocados, Russell foi o primeiro a parar, seguido por Piastri e Leclerc, dando um claro sinal que visitariam os boxes duas vezes. Sem muito o que perder, pois Alonso e sua trupe estava longe demais, sem contar que o asfalto não estava tão quente a ponto de maltratar os pneus, Lando postergou sua parada e passado pouco mais de metade da corrida, o inglês foi aos boxes fazer sua primeiro e único pit-stop. As cartas estavam na mesa e a situação havia virado dramaticamente. Lando era o piloto mais rápido da pista e tirando a diferença dos pilotos da frente, mesmo que economizando borracha. Engenheiros perguntaram a Charles, Oscar e George se podiam ficar na pista até o fim e o ritmo dava uma resposta bem clara: seriam ultrapassados por Lando Norris como se estivessem parados. Não restava outra alternativa se não parar novamente, como planejado, jogando Norris novamente para a ponta. Não antes que o ritmo de Leclerc caísse assustadoramente e ele fosse ultrapassado por Piastri, deixando a briga pela vitória dentro do feudo da McLaren.


Quando retornou do seu segundo pit-stop, Piastri estava apenas 9s atrás de Norris, mas naquele momento era Oscar que tinha a vantagem dos pneus. Inicialmente Piastri foi tirando a diferença aos poucos, mas faltando dez voltas a vantagem de Lando foi caindo dramaticamente e o final de prova seria dos mais tensos de 2025 até agora. Circuito 'old school', Hungaroring tem a reputação de difícil ultrapassagem e mais uma vez vimos essa fama se estabelecer. Mesmo quando Piastri diminuiu a vantagem de 4s para menos de 1s em pouco tempo, o australiano não teve uma chance real de efetuar a ultrapassagem. Afora um mergulho banzai na penúltima volta, Piastri não teve chances de ataque real frente a um Lando Norris impecável na defesa de posição e der feito uma estratégia que parecia impensável funcionar muito bem. Depois de uma primeira volta ruim, Lando deu a volta por cima e conseguiu a terceira vitória nas últimas quatro corridas, deixando o campeonato ainda aberto, pois a F1 vai para as férias de verão com os dois pilotos separados por meros nove pontos e dez corridas para fazer. 


Na luta pelo pódio, ouvimos Charles Leclerc lamuriar via rádio e o monegasco tinha razão quando foi ultrapassado por Russell nas últimas voltas, após muita resistência do piloto da Ferrari, que até foi punido pela sua defesa de posição agressiva ao extremo. Depois da corrida a Ferrari revelou que um problema de chassi, não de estratégia, minou a corrida de Leclerc e o tirou do pódio. Após várias corridas ruins da Mercedes, Russell voltou ao pódio com uma prova correta, se mantendo próximo da Ferrari, que é a rival direta dos alemães. Contudo, os segundos pilotos de Ferrari e Mercedes decepcionaram. Sim, segundos pilotos. Após se autodeclarar como 'inútil' e que 'talvez precise-se trocar de piloto' após mais uma classificação decepcionante, Hamilton fez uma prova medíocre no domingo. Optando por uma estratégia de uma parada, Lewis largou com pneus duros, perdeu duas posições e ficou a corrida inteira preso no chamado 'trem de DRS'. No final, Hamilton chegou na mesma posição em que largou e não se duvide de outra entrevista dramática do inglês. Antonelli ficou preso no meio do pelotão, mas pelo menos ganhou algumas posições e beliscou um pontinho, porém, bem longe do seu companheiro de equipe. 


Como falado em outra oportunidade, a Red Bull só não vai perder a quarta posição no Mundial de Construtores por falta de quórum. Na Hungria nem o talento sobrenatural de Verstappen pode fazer algo a mais frente a um carro desequilibrado e com uma janela de desempenho estreita ao extremo. Max até iniciou a corrida com duas ultrapassagens na apertada da chicane na parte alta da pista, mas parou de evoluir. Escolhendo fazer duas paradas, enquanto os pilotos ao seu redor optaram por parar uma vez, a corrida de Verstappen estava condenada e o neerlandês foi apenas nono colocado, enquanto Tsunoda fez outra corrida tenebrosa, terminando na antepenúltima posição dos que receberam a bandeirada. Um final de semana que deve fazer Max Verstappen pensar se valeu a pena ficar na Red Bull pelo menos em 2026.


No pelotão intermediário, a situação foi mais aberta com a má fase da Red Bull e os problemas de Hamilton e Antonelli. A Aston Martin foi um dos destaques positivos, com uma classificação excelente, com seus dois pilotos na terceira fila, mas se Alonso brilhou como sempre, Stroll... patinou como sempre. Enquanto Alonso liderou o pelotão atrás dos quatro primeiros o tempo inteiro, escolhendo parar uma vez e controlando sua corrida rumo a um ótimo quinto lugar, Stroll foi ultrapassado por Bortoleto na primeira volta e ainda levou uma ultrapassagem de Verstappen num ponto que dificilmente se ultrapassa. Sorte do canadense foi que a Red Bull não estava inspirada na estratégia e Lance ainda salvou o sétimo lugar, que junto aos pontos de Alonso, fez a Aston Martin angariar ótimos pontos na Hungria. E falando em inspiração, Gabriel Bortoleto vai mantendo sua sistemática de sempre crescer durante a temporada, algo visto em seus anos de F3 e F2, que lhe deram os respectivos títulos. Bortoleto vai se reputando como um ótimo piloto em volta lançada e na medida em que vai ganhando confiança na administração dos pneus, as corridas do brasileiro vão melhorando. Na Hungria, Bortoleto fez uma ótima corrida do começo ao fim. Largou bem e deixou Stroll para trás rapidamente. Gabriel não se intimidou em ficar no meio de um sanduíche de lendas, atrás de Alonso e na frente de Verstappen, se comportando muito bem. Inicialmente a tática de Sauber parecia errada, mas Bortoleto a fez funcionar muito bem e o brasileiro se manteve entre os dois carros da Aston Martin rumo a um sexto lugar, a melhor posição de chegada de Gabriel. As atuações de Bortoleto já chamam a atenção e mesmo numa corrida cheia de destaques, ele foi escolhido como o 'Piloto do dia'. E de forma merecida.


Hulkenberg deu a pinta de que daria o pulo do gato ao fazer a primeira parada logo nas primeiras voltas e como estava com pista livre, ganhou bastante terreno. O problema foi que o alemão deu um pulo fora de hora e acabou punido em 5s por queima de largada, acabando com suas chances de pontuar. Liam Lawson fez mais uma prova correta, parando apenas uma vez e segurando Max Verstappen nas últimas voltas para se manter na nona posição, marcando mais alguns pontinhos para a Racing Bulls. Hadjar mais uma vez ficou atrás do companheiro de equipe e só foi visto reclamando de levar uma pedrada na mão no começo da prova. Numa corrida onde apenas Bearman abandonou, Williams, Haas e Alpine pouco fizeram a não ser brigar pelas últimas posições entre si.


Sete dias depois de Piastri responder com uma vitória a reação de Lando Norris, o inglês deu uma réplica na Hungria, vencendo pela quinta vez em 2025 e pela terceira vez nas últimas quatro corridas, ficando a apenas uma vitória de empatar com o companheiro de equipe e, mais importante, estando somente nove pontos atrás de Piastri no campeonato, deixando tudo em aberto. Com a McLaren dominando a arte de conservar pneus e marcando a sétima dobradinha do ano, além de Verstappen ficar cada vez mais para trás no campeonato, a luta entre Norris e Piastri poderá se estender até o final do ano, numa briga apertada e com os dois correndo soltos, sem 'papayas rules', e nos trazendo corridas interessantes como as desse domingo.    

Oxente, temos campeão

 


Continuando a boa fase brasileira no automobilismo de base europeu, nesse domingo tivemos mais um brasileiro campeão. O pernambucano Rafael Câmara fez o dever de casa direitinho na pista molhada de Hungaroring e ao derrotar o espanhol Mari Boya confirmou o título da F3 com uma rodada de antecedência. Na mesma equipe de Gabriel Bortoleto na F3, Câmara fez um campeonato diferente do compatriota, vencendo logo em sua estreia na F3 e conseguindo uma gordura nas primeiras etapas, administrando a vantagem sobre seus rivais, ainda mais numa categoria tão competitiva e cheia de incidentes como na F3. Piloto da Academia Ferrari desde 2022, Câmara vem fazendo um carreira irretocável nas categorias de base europeias, após vencer também o campeonato da FRECA em 2024, Rafael parte para a F2 com muita gente de olho em seu desenvolvimento. Além de toda a torcida de mais um piloto brasileiro chegar forte na F1 num futuro breve.