quarta-feira, 11 de abril de 2007

Figura: Lewis Hamilton

Precisou de apenas duas corridas para o novato Lewis Hamilton entrar para a história da F1. O novato da McLaren vem impressionando a todos que acompanham a F1 e até mesmo as pessoas que acompanham esse inglês desde as categorias de base, com suporte de Ron Dennis. Com dois pódios em duas corridas, Hamilton superou Peter Arundell como o melhor novato da história da F1. Contudo, os números são frios e o que Hamilton fez e vem fazendo é com certeza bem mais interessante do que Arundell fez no início de 1964.

Assim como Arundell, Hamilton tem como companheiro de equipe um campeão mundial. Enquanto Arundell ficava a léguas de distância de Jim Clark, Hamilton vem andando no mesmo nível de Fernando Alonso desde o primeiro treino livre da Austrália e mesmo com 22 anos, vem demonstrando uma frieza digna dos veteranos pilotos da F1. Na Malásia, Hamilton segurou com maestria toda ferocidade de Felipe Massa nas primeiras voltas em Sepang. Se Massa estava esperando o erro de Hamilton, foi o brasileiro quem errou. Depois Hamilton despchou Kimi Raikkonen e marcou a melhor volta da corrida, não se importando com a aproximação perigosa de Kimi no final do Grande Prêmio. Hamilton ajudou não apenas Alonso como também a McLaren, que agora tem nove pontos de vantagem em cima da Ferrari no Mundial de Construtores. Enquanto isso, Hamilton está em terceiro no mundial, só esperando uma brecha para ser vencer uma corrida e alçar vôos maiores.

Figurão: Honda

Talvez a Honda esteja mesmo muito preocupada com os problemas ambientais que nos aflingem e que influencie bastante o nosso modo de vida em alguns anos. Talvez Nicky Fry, Gil de Ferran e a japonesada toda tenham ficado tão preocupados que se esqueceram de fazer um carro minimamente decente para essa temporada 2007 e assim Jenson Button e Rubens Barrichello literalmente carregam um mundo inteiro em suas costas. Após fazer uma excelente segunda metade de temporada 2006, a Honda tinha tudo para fazer um excelente 2007, principalmente por que foi a única das equipes grandes que mantiveram todo seu pessoal, pilotos inclusive. Contudo, o aquecimento global deve ter queimado os miolos dos técnicos e engenheiros de Brackley e o carro ecológico da Honda já virou a grande decepção da temporada deste ano, sem nenhuma pespectiva de melhora a curto prazo. O treino que foi feito em Sepang na semana passada não serviu de nada, pois as modificações aerodinâmicas propostas não serviram de nada.

Na Malásia, nem Button nem Barrichello conseguiram ficar entre os 15(!) primeiros nos treinos livres e na Classificação, Barrichello ficou de fora logo na primeira parte do treino, enquanto Button não fez algo não muito melhor. Na corrida, Rubens ainda salvou um pouco a honra da Honda ao fazer uma corrida até razoável levando-se em consideração o péssimo equipamente que tem em mãos. Button, coitado, de única esperança inglesa de ser campeão, vê o fenômeno Lewis Hamilton passar por cima dele e o futuro é bastante obscuro para a equipe anglo-japonesa. Cabeças irão rolar, principalmente do pessoal da pintura. Oh carro feio!

domingo, 8 de abril de 2007

Aconteceu o que eu temia










Alonso chegou à Malásia de mansinho. Disse que a Ferrari era o melhor carro e na sexta-feira isso realmente aconteceu. Já no sábado, a McLaren reagiu um pouco e o espanhol disse que a McLaren estava próxima da Ferrari. Próxima? Fernando Alonso liderou um verdadeiro banho da McLaren em cima da Ferrari em Sepang e para colocar um sorriso na cara carrancuda de Ron Dennis, Hamilton deu mais um show e a equipe de Woking marcou uma dobradinha que não acontecei desde o GP Brasil de 2005. Já a Ferrari esteve bem longe do domínio exercido na Austrália e Massa teve um domingo para esquecer e os pontos que ele perdeu podem ser fatais tanto nesse campeonato como para sua carreira dentro da Ferrari.

Massa largou na parte limpa da pista, mas no lado de fora. Felipe deve ter esquecido que Alonso é um dos melhores largadores da F1 atual independentemente do carro e quando as luzes se apagaram deu para perceber que Alonso iria ficar na liderança na primeira curva. Nessa hora, Massa cometeu um erro de avaliação e em vez de deixar Alonso passar e persegui-lo, o brasileiro preferiu ficar lado a lado com o espanhol e o resultado foi ver Hamilton, que largou muito bem novamente, ficar ao seu lado na segunda perna da primeira chicane e tomar a segunda posição.

Então começou a melhor parte da corrida na Malásia. Massa partiu com tudo para cima de Hamilton de uma forma até desesperada, enquanto o inglês segurava a Ferrari com a categoria de que tem duzentas e não duas corridas de F1 nas costas. Massa pode ter ser criticado pelo escesso de arrojo, mas hoje a F1 carece de pilotos suicidas e que animem uma corrida e Massa é o antídodo para esse mal. Enquanto Felipe tentava, Alonso disparava e quando finalmente Massa errou numa curva e saiu da pista, o espanhol da McLaren já tinha quase 8s em cima de seu companheiro de equipe. Raikkonen passou a pressionar Hamilton, mas o finlandês parecia estar administrando uma vantagem de 30 pontos no campeonato e não se mostrou muito disposto a ir para cima da McLaren, apesar de Hamilton estar sendo 1s mais lento que Alonso no começo da corrida.

Na verdade, Raikkonen nunca esteve muito a vontade em Sepang e então esperou que os famosos pit-stops da Ferrari resolvessem a parada a favor dele. Porém, a primeira rodada de paradas chegou e a McLaren não apenas permaneceu na frente, como aumentou o ritmo e desapareceu da frente de Raikkonen. Enquanto isso, um pouco mais atrás, Massa ficava encaixotado atrás da BMW de Heidfeld. Ao invés de repetir as manobras que fez em cima de Hamilton no começo da corrida, o brasileiro contou com os boxes da Ferrari, mas Felipe não fez sua parte na pista, sendo mais lento que Heidfeld nos momentos cruciais da corrida e o resultado foi um desastroso quinto lugar no final da corrida. Ao contrário de Raikkonen, Massa parece ter se abalado psicologicamente com o erro e não foi mais o mesmo. E o próprio Massa disse que tinha aprendido com Schumacher ler a corrida...

Com uma tranqüilidade surpreendente, Alonso cruzou a linha de chegada com uma boa vantagem em cima de seu companheiro de equipe Hamilton e os dois vibraram muito. No terço final da corrida, quando praticamente todos os pilotos colocaram pneus duros, Hamilton parece ter sentido um pouco o carro desequilibrado e permitiu um perigosa aproximação de Raikkonen, mas o finlandês pouco pode fazer para tomar a segunda posição da nova sensação da F1 e tentar manter a liderança no campeonato. Pois com essas posições, Alonso tomou a liderança com 18 pontos, ante 16 de Raikkonen e 14 de Hamilton.

Em quarto, Heidfeld mostrou que a BMW é mesmo a terceira força do campeonato, mas ainda um pouco longe de Ferrari e McLaren. O alemão soube se defender com maestria do seu ex-companheiro de equipe Massa e até melhor do que Hamilton, não precisou fechar a porta em nenhuma oportunidade (pelo menos o que a TV mostrou), mantendo as coisas sobre controle. Mas o problema da BMW é o azar de Kubica. O velocíssimo polonês esteve irreconhecível em Sepang, não utilizando todo o potencial do seu carro e acabou dando uma rodada sozinho, quando brigava por posições intermediárias e como resultado acabou em último dos que terminaram. Todos sabem do potencial de Kubica, mas já está na hora de vermos resultados práticos na pista.

Depois da trágica Classificação, a Renault fez uma corrida até que decente na Malásia e Fisichella foi sexto, apenas uma posição atrás do que conseguiu em Melbourne, quando largou em quinto e chegou em quinto. Desta vez saindo em décimo-segundo, Fisichella deu largada sensacional, pulando para oitavo, e manteve um bom ritmo para chegar nos pontos, atualmente, o máximo que pode pedir da atual equipe campeã do mundo. Kovalainen fez uma corrida mais sólida desta vez e marcou seu primeiro ponto na carreira, mas ele acabou colocando duas rodas na grama, contudo esses são erros de principiantes e até esperados de um novato rápido que ele é, pena que a Renault está do jeito que está.

Trulli marcou seus primeiros pontos no Mundial ao ficar entre as duas Renaults. A Toyota vem fazendo um campeonato consistente até aqui, mas para uma equipe com o orçamento que os japoneses tem, isso pode até ser bom, pois quando os carros serem desenvolvidos, a possibilidade da Toyota crescer é muito maior do que Renault, Red Bull e principalmente Williams. Ao contrário do seu companheiro de equipe, Ralf Schumacher fez uma corrida inacreditavelmente ruim, perdendo quatro posições na largada e ficando placidamente no pelotão intermediário brigando com Honda e Toro Rosso. É por essas e outras que o seu contrato ainda não foi renovado.

A Williams mostrou mais uma vez que construiu um bom carro, mas que quebra como lâmpada de 100W. Nico Rosberg vinha fazendo uma corrida excelente, andando não apenas em sexto, mas no mesmo ritmo que a Ferrari de Massa, mas um problema mecânico fez com que o jovem alemão encostasse já no final da corrida. Deu dó, mas a Williams só precisa melhorar sua confiabilidade para alçar vôos maiores. Pelo menos até que as equipes grandes coloquem na pista as suas novidades graças aos orçamentos grandiosos que elas tem. Para provar como o carro estava bom, Wurz largou lá atrás graças a um problema de câmbio na Classificação e começou a corrida ultrapassando quem vinha pela frente, inclusive numa bela passada por fora em cima de David Coulthard - será vingança da presepada do escocês na Austrália? O nono lugar para a segunda Williams acabou sendo pouco para o que o austríaco mostrou na corrida.

Webber mostrou por que além de "Marketing" Webber, o seu novo apelido é "Leão de treino". Com muita velocidade, o australiano conseguiu colocar seu Red Bull na superpole, ficou em décimo, tudo isso para terminar a corrida em... décimo! Está passando da hora de Webber aumentar seu ritmo de corrida sob a pena de ver sua carreira, tão promissora no começo, ficar reconhecida pela grande velocidade e pela pouca constância. As duas Toro Rossos apareceram muito pouco, basicamente sendo ultrapassadas ou levando voltas do líderes e foi aí a grande gafe do Galvão. Liuzzi segurou por algumas voltas Alonso, que logicamente reclamou. Galvão, na vã esperança de ver Massa mais à frente soltou um "Boa Liuzzi!". Gostaria de saber se no lugar de Alonso, fosse Massa o prejudicado. Com certeza, Liuzzi seria um "irresponsável", "se veste melhor do que corre" e "não sei o que esse italiano está fazendo na F1".

Rubinho fez mais uma corrida decente na péssima Honda e ficou na frente de Button. Como Barrichello estava em décimo-primeiro, ficar à frente de Button é a única coisa a se comemorar no momento e assim será até o final do ano, pois nem se a temperatura terrestre baixasse dois graus esse ano e o aquecimento global arrefecer, a Honda irá brigar por alguma coisa de valor esse ano. Pelo menos a Honda ficou à frente da Super Aguri, por sinal, Sato chegou a ficar à frente de Button em um momento da corrida, mas no final a hieraquia dentro de casa de fez presente com a Honda-pai ficando na frente da Honda-filho. Contudo, até agora Davidson vem mostrando porque ficou tanto tempo como piloto de testes, pois dificilmente fica na frente de Sato. A Spyker ficou na última fila, tomando 1s do carro mais próximo e teve que arrumar as malas com oivo voltas, pois seus dois pilotos já tinham caído fora. A única esperança da equipe holandesa é ver que Adrian Sutil é um bom piloto, mas enquanto Christijan Albers estiver bem na cama com sua esposa e filha de um dos sócios da Spyker, o holandês não sai da equipe.

Para Massa, a corrida em Sepang foi desastrosa em vários aspectos. Primeiro, a Ferrari demorará a ter confiança no brasileiro, pois na Austrália, Raikkonen mostrou que pode conficar nele numa disputa na pista contra Alonso. Na Malásia, o homem da Ferrari contra o asturiano foi Massa e ele decepcionou totalmente, não apenas perdendo para Alonso como para Hamilton. A impetuosidade de Massa não será criticada pela cúpula da Ferrari, pois eles sabem que os tifosi adoram essa garra que Felipe tem, mas os pontos que o brasileiro perdeu prejudicou bastante a Ferrari no Mundial de Construtores e agora Alonso já é líder, posição em que o espanhol fica mais perigoso. Para piorar, Massa chegou atrás de Raikkonen e no seio da equipe, uma hora dessa já deve ser comentado em Raikkonen ser definitivamente o primeiro piloto da equipe até o final do ano. E amigo, quando um piloto Ferrari é primeiro piloto um ano, dificilmente perde esse status. Contudo, essa é uma visão pessimista das coisas. Se Massa começar a ganhar, essa situação muda radicalmente e tudo que falei acima pode ser jogada no lixo. Mas Massa precisa vencer logo. Na próxima semana, Felipe tem que deixar tudo que passou para trás e não se abater psicologicamente para tentar bater não apenas Raikkonen como também a renascida McLaren liderada por Alonso. Essa é a nossa torcida, sob a pena de vermos o filme "Rubinho 2, a Missão".

sábado, 7 de abril de 2007

Que a A1GP é uma categoria de araque, nem precisa dizer, mas não precisava a equipe brasileira entrar na medicriocidade da categoria. Já no final do campeonato, o Brasil vem fazendo um papel totalmente menor dentro da disputa, ficando atrás de "ilustres" pilotos como Alex Yoog e Narain Karthikeyan. O maior problema da equipe capitaneada por Emerson Fittipaldi é a escolha de pilotos medíocres para andar com o carro pintado com a bandeira brasileira.

Com a chegada de Bruno Junqueira o nível melhorou e o Brasil já andou mais à frente, mas como o mineiro vai estrear na Champ Car, Emerson chamou outro piloto experiente, Vítor Meira, para ser o representante brasileiro na A1, mas a contratação de Bia Figueiredo é apenas uma coisa: chamar atenção! Por mais gata que ela seja, ela não é nada demais nas pistas, mas por ser mulher, ela chama a mídia. Muito parecido com o caso Danica Patrick. E o resultado todo mundo sabe qual é.

Massa na frente!

Entre outros motivos, nunca na minha vida irei deixar de assistir uma corrida ao vivo para deixar gravando. Essa madrugada, programei o video-cassete para gravar os treinos de madrugada e acordei de manhã todo animado pra assistir a gravação, mas um pouco antes de voltar a fita, meu pai dise que o Massa tinha ficado na pole. Bom, pelo menos ia ver como tinha sido. Até que quase tenho um troço de raiva quando o vídeo não gravou. Durante uma faxina aqui em casa, um plug do vídeo foi desconectado...

Bom, não posso dizer muito como foi os treinos, mas pelos resultados deu para perceber que a McLaren deu uma boa aproximada da Ferrari, mas resta saber se essa aproximada foi devido as melhorias do carro ou o tanque da McLaren estar mais vazio que o da Ferrari. Essa possibilidade é muito forte e acho que foi o caso. Com as quatro primeiras posições ficando para os carros da Ferari e da McLaren, dá para perceber que serão essas as equipes que brigarão pelo campeonato daqui para frente.

A BMW ficou com o título de melhor do resto ao colocar Heidfeld em quinto e Kubica em sétimo, separados pela ótima Williams com o ótimo Nico Rosberg ao volante. Particularmente torço bastante para a Williams pela admiração que tenho pelo Frank Williams e sua história, mas acho que eles devem aproveitar ao máximo essa fase, pois quando novos desenvolvimentos serem pedidos, a pouca grana da equipe de Grove será sentida.

A Renault vem caindo pelas tabelas e agora Briatore não pode culpar Kovalainen pelo fiasco, pois o nórdico ficou na frente de Fisichella. A Toyota vem colocando constantemente seus carros entre os dez primeiros e isso é um bom sinal, pois a equipe tem dinheiro para desenvolver seus carros e um pódio num futuro próximo é algo palpável. A Honda vem sendo aquela coisa horrível que todo mundo tá vendo e nem adianta comentar muito, os resultados falam por si.

Massa terá a sua grande chance de reconquistar a confiança total de sua equipe, pois Raikkonen parece um pouco perdido no calor de Sepang e se o brasileiro vencer amanhã, derrotando Alonso, ele ficará com muita moral para o restante do Mundial. Porém não quero nem pensar se ele não vencer, principalmente se Massa ficar atrás de Alonso. Na Austrália, a Ferrari viu que pode contar com Raikkonen numa briga direto com Alonso, se Massa perder para Alonso amanhã... não quero nem pensar!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Muito cuidado nessa hora

O brasileiro Felipe Massa ficou com a primeira posição nos treinos livres realizados nesta madrugada de quinta para sexta-feira em Sepang na Malásia. Com sua melhor volta conseguida ainda na primeira sessão, Massa foi o único piloto a andar de 1:34. Alonso e Hamilton, andando com pneus moles (agora visíveis), ficaram logo atrás do brasileiro, enquando Raikkonen ficou em quarto. E aí onde mora o perigo.

Na Austrália, Massa superou com facilidade seu companheiro de equipe e era franco favorito para ficar com a pole e conseqüentemente ficar com a vitória, mas já no primeiro treino livre de sábado, o finlandês passou a dominar e continuou assim até receber a bandeirada em primeiro no domingo. Apesar da diferença de quase 1s ser significativa, Massa tem que abrir o olho com Raikkonen, que pode ter escondido o curinga na sexta para colocá-lo na mesa no sábado.

Mesmo com Alonso dizendo que a McLaren está mais próxima da Ferrari, as imagens mostraram algo diferente. Os carros prateados estavam bem difíceis de se controlar e para encostar na Ferrari, Alonso e Hamilton tiveram que colocar pneus moles, pois com os duros, ou seja, em igualdade de condições com a Ferrari, a diferença foi superior a 1s.

A Renault deu uma pequena recuperada na segunda sessão e pôs seus dois carros logo atrás da Ferrari de Raikkonen com Fisichella em quinto e Kovalainen em sexto. O finlandês, por sinal, respira aliviado com um fim de semana bem mais tranqüilo que na Austrália, donde teve problemas nos treinos livres e o resto todo mundo viu.

Até agora, a grande decepção vem sendo a BMW, que colocou Kubica apenas em décimo-primeiro e Heidfeld em décimo-terceiro. A equipe tedesca disse que os problemas no assoalho do carro não iria afeta-los, mas o que se viu foi o carro virar da água para o vinho durante a semana santa. A Williams continua sendo a grata surpresa do ano, com Rosberg em sétimo e Wurz em décimo, contudo ano passado a Williams começou desse jeito e o final todo mundo conhece, mas é bom ver que Rosberg voltou a andar bem e se destacar na primeira metade do pelotão.

Para quem estava muito pessimista na pré-temporada, a Toyota está até relativamente bem, com Trulli em nono e Ralf em décimo-segundo. Mas relativamente bem, pois para quem gasta o que a Toyota gasta, o nono lugar é muito pouco. Mark Webber continua mostrando velocidade no carro da Red Bull, pena que o australiano não mostre a mesma constância. Rubens Barrichello, pelo andar da carruagem, vai andar de Stock Car em 2008. O brasileiro vem tendo uma temporada de pesadelo no Eco-Honda, um carro que foi feito para alertar o mundo para cuidar da natureza, mas pelo jeito a equipe está mais preocupada em cuidar de tartarugas, lesmas...

A vigésima-primeira posição de Rubinho, apenas quatro atrás de Button, é alarmante e mostra que o carro da Honda é ruim e nem todo o desenvolvimento do mundo pode colocar esse carro na ponta da tabela, onde terminou no ano passado. Além de prejudicar Barrichello, que deve ficar sem equipe ano que vem, isso prejudica demais Jenson Button. O inglês é jovem, mas é essa já é a sua oitava temporada completa na F1 e a torcida inglesa vê o título mais próximo de Hamilton, enquanto a carreira de Button vai chegando ao declínio quando todos pensavam que vinha chegando no apogeu.

No primeiro dia do GP da Malásia, deu para perceber que a ordem na F1 continua a mesma, com Ferrari lá na frente, enquanto Alonso carrega a McLaren nas costas numa desesperada e ingrata perseguição aos carros vermelhos. Atrás dos quatro principais carros, Renault, BMW, Williams e Toyota brigam quem será a terceira força. Até agora, nada demais e a Ferrari ainda não decidiu se troca ou não o motor de Raikkonen, mas a scuderia de Maranello já mostrou toda sua força em Sepang.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A separação que não deu certo

Muitos casamentos já nascem com a pecha do "não vai dar certo" e no final acaba acontecendo isso mesmo. Acaba em separação e as partes envolvidas seguem suas vidas muitas vezes mais felizes que quando estavam juntas. No caso do automobilismo americano de monoposto aconteceu ao contrário. Um casamento feliz acabou em separação e hoje as duas partes estão mais infelizes do que nunca.

No final dos anos 80, a IndyCar chegou a causar uma coceirinha na cabeça de Bernie Ecclestone graças ao campeonato mais disputado que a F1 àquela altura e a novidade para muita gente das corridas em oval. O campeonato era realmente forte e as corridas eram mais disputadas que a F1 de então. A transferência de Mansell para os Estados Unidos e um teste de Senna pela Penske foi muito ruim para a imagem da F1, pois ambos elogiaram bastante a categoria americana.

Dizem que foi Ecclestone que encheu a cabeça de Tony George para provocar a cisão da categoria. Em 1996 havia a CART de um lado e a IRL do outro. No começo a CART, com a maior parte das equipes, ficou em vantagem e a IRL era uma piada. O tempo passou, a CART tomou decisões estranhas, e a IRL ainda tinha seu maior trunfo: as 500 Milhas de Indianápolis.

Esse era o ponto. A CART tinha as equipes e os pilotos, mas não tinha o palco principal, enquanto a IRL tinha o palco e estava ganhando equipes e pilotos por causa disso. Na virada do milênio, a situação se modificou e a IRL virou a categoria séria e a CART, que nem é mais CART, virou piada. Mas o tempo passou e hoje as duas categorias agonizam.

A Champ Car hoje vive de duas grandes equipes e uma grande estrela, que nem americano é: Sebastien Bourdais. Nesse ano a categoria irá estrear um chassi novo e mais moderno, mas a expectativa é de que 16 carros larguem para a primeira corrida. Na IRL, a preocupação é ainda maior. Quando Tony George lançou a categoria em 1996, o objetivo era uma corrida de americanos para americanos. O que vimos eram ex-pilotos americanos voltando a ativa correndo em ovais. Hoje, são poucos os americanos que são destaques na IRL e agora temos cinco circuitos mistos. Mas o pior é a notícia de hoje, último dia de inscrição para as 500 Milhas de Indianápolis.

Apenas 27 carros foram inscritos, um pouco longe dos 33 originais. Esse mico Tony George vinha evitando com muito esforço faz tempo, arrumando carros e pilotos de última hora e completando o grid, mas esse ano, as coisas parecem masi difíceis. Atualmente largam de forma regular apenas 18 carros. Faltando então 15 carros para completar o tradicional grid.

Com essa presepada, vem a pergunta: Por que eles não se juntam novamente? Uma explicação muito simples me vem a cabeça. Por que todo americano gosta de ficar por cima, não aceita seus erros e preferem prejudicar várias pessoas (inclusive nós, fãs) do que dar o braço a torcer. Um divórcio muito triste, mas até mesmo esperado.