Muitos pilotos se deram muito mal quando receberam a acunha acima. O novo Senna! Isso pesa muito, mas Bruno Senna não tem como negar. Além de ser a cara do tio, usa o sobrenome famoso e anda pacas! De forma surpreendente, Bruno venceu a primeira etapa de Barcelona na GP2, apenas em sua terceira corrida na competitiva categoria!
Bruno se aproveitou muito bem das confusões da primeira curva. Por sinal, antes da largada já teve confusão. O segundo colocado no grid Andreas Zuber ficou parado no grid de largada e abandonou ali mesmo e começou a ajudar os brasileiros. Lucas di Grassi ficou no segundo posto e Senna pulou para quarto. Na largada para valer, Timo Glock assumiu a liderança seguido por Di Grassi e Senna, que largou muito bem. Lá atrás, foi um Deus nos acuda danado! Primeiro, o desastrado indiano Karun Chandhok tentou colocar seu carro por dentro da primeira curva, ainda na reta, mas se esqueceu da grama ao lado da pista e rodou perigosamente (e bizonhamente) na frente do pelotão, acabando sua corrida. Na primeira curva, mais confusão, quando os dois carros da Super Nova se tocaram e com isso o então líder do campeonato Luca Filippi ficou pelo caminho e causou o abandono de Giorgio Pantano. O companheiro de equipe de Filippi, Mike Conway estava escapando lentamente do acidente até ser atingido violentamente por Xandinho Negrão, levando o brasileiro para a proteção dos pneus e para o hospital. Antonio Pizzonia acabou batendo em Conway também e furou um pneu e danificou bastante sua carenagem, abandonando logo depois.
Logicamente isso causou uma demorada intervenção do safety-car e as equipes aproveitaram para fazerem suas trocas obrigatórias de pneus. A equipe Arden de Senna foi mais rápida e saiu na frente de Di Grassi, enquanto Glock permaneceu na pista em primeiro, seguido por Adrian Zaugg(companheiro de Senna), Andy Soucek, Adrian Valles e Sérgio Jimenez. Jimenez estava inspirado na sua problemática equipe Racing Engineering e ultrapassou os dois espanhóis à frente dele e encostou em Zaugg, que ofereceu mais resistência. Senna acompanhou Jimenez e se estabeleceu em quarto. Mais atrás, Di Grassi estava tendo problemas em ultrapassar Soucek e Nicolas Lapierre, que também tinha parado e estava à frente do brasileiro. Valles fez sua parada logo e Soucek endureceu muito para Lapierre e o francês acabou fora da pista, beneficiando Di Grassi. O brasileiro partiu para cima de Soucek e efetuou a ultrapassagem. Enquanto isso, Glock abria em média 1s por volta em cima de Zaugg, que não tinha um bom rendimento e segurava Jimenez e principalmente Senna, que já tinha feito sua parada. Com isso, Di Grassi se aproximou rapidamente de Senna. Na metade da corrida, Glock tinha uma reta de vantagem, mas como ele ainda iria parar, ele teria que continuar andando muito forte.
Nessa altura, o grande destaque da corrida vinha sendo Roldan Rodriguez, companheiro de Xandinho na Piquet/Minardi. Largando em décimo segundo, o mexicano ultrapassou vários carros por fora no final da reta dos boxes e vinha se aproximando de Lapierre, já que Soucek já tinha feito sua parada. Então, na volta 21 Zaugg roda na entrada dos boxes e abandona ali mesmo. Logo atrás, Lapierre estoura o motor de foram espetacular e também deixa a corrida. Com a parada de Jimenez, Senna e Di Grassi esperavam pela parada de Glock, que aconteceu no finalzinho. O alemão tinha quase 30s de vantagem, mas de nada adiantou pois ele voltou atrás de Di Grassi e isso configuraria na primeira dobradinha brasileira na GP2. Contudo, como a maioria dos pilotos pararam no comecinho da prova, o desgaste dos pneus estavam fora do normal e Di Grassi perdeu muito rendimento e foi uma presa fácil para Glock. Senna liderava com muita vantagem, mas Glock usava o bom acerto da sua equipe e os pneus traseiros novos para tirar mais de 1s por volta, porém, a corrida já estava no final e Senna pôde comemorar com muito entusiasmo sua primeira vitória na GP2. Glock veio logo a seguir, demonstrando como seu carro estava superior aos demais. Di Grassi fechou o pódio, com Rodriguez logo a seguir. Isso deve causar um sério problema na Piquet/Minardi: o pai de Xandinho coloca a marca Medley bem grande na carenagem do carro, mas descobriu-se que o companheiro de equipe é muito melhor do que o queridinho da equipe...
Mais atrás, Jimenez deu um verdadeira show e ultrapassou cinco carros no final para ser sétimo. Sem dúvida, um ótimo resultado para um piloto que foi chamado para correr em cima da hora e não sabe se continua a partir da metade do campeonato. Com esses resultado, Glock assumiu a liderança do campeonato, mas a sua cara no pódio demonstrava um pouco de frustração após perder uma corrida que estava nas suas mãos. Senna era só alegria e comentou que seus pneus estavam a ponto de explodir! Ele assumiu a terceira posição do campeonato, ainda trás de Luca Fillipi e logo à frente de Lucas di Grassi, que vê a ART não repetir as atuações das duas temporadas anteriores. Como o grid vai ser invertido entre os oito primeiros, Jimenez vai largar na primeira fila e os brasileiros terão que se preocupar muito com Glock, que é muito bom, tem um excelente carro e largará à frente de Senna e atrás de Di Grassi. Como vemos, os que menos deram desculpas se destacaram, os que tinham condição "ser terceiro", ficaram bem pra trás...
Agora, não deixa de ser legal ver um Senna vencer novamente numa corrida preliminar de F1. Tomara que Bruno vá para a corrida de fundo e consiga os mesmos desempenhos!
domingo, 13 de maio de 2007
sábado, 12 de maio de 2007
Felipe Massa cala a massa espanhola
Felipe Massa é rápido e ninguém tem dúvida disso. Quem ele tem o controle total de sua Ferrari, é totalmente inegável. Porém, sua frieza em volta rápida vem surpreendendo. Massa desbancou o domínio da McLaren em todos os treinos livres e marcou sua terceira pole consecutiva, derrubando o queridinho da torcida Fernando Alonso por apenas trinta milésimos de segundo. Na melhor Classificação do ano, Massa já tinha dado mostras a que veio ao bater o recorde da pista de Barcelona na Q2, mas a McLaren vinha forte, principalmente Alonso juntamente com a massa espanhola que gritava tão alto quanto os motores V8. Na sua última volta, Massa tirou um coelho da cartola e não foi superado por Alonso que vinha logo atrás. Com as três primeiras corridas sendo decididas na primeira curva, chegar lá na frente é essencial e Massa tem todas as chances do mundo para fazer isso, mas o páreo vai ser duro, pois Alonso é conhecido justamente por ser um ótimo largador.
Como aconteceu em todos Grandes Prêmios deste ano, McLaren e Ferrari dominaram as duas primeiras filas com grande tranquilidade, colocando meio segundo no carro mais próximo, e como vem sempre acontecendo, foi uma BMW, mas não Heidfeld, e sim Kubica. Massa marcou sua terceira pole e parece subjugar Raikkonen até com facilidade, já que o finlandês ficou longe da primeira fila e dá mostras de que está sentindo o baque das seguintes surras que vem levando de Felipe. Isso poderá ser bom no futuro do campeonato, pois desde a vitória de Kimi na Austrália, o finlandês não andou mais nada. Na Espanha, a McLaren trouxe uma asa dianteira nova e já vem fazendo polêmica com as outras equipes, pois a asa supostamente seria flexível (será o Benedito que toda asa nova de F1 é flexível?) e isso beneficiou decisivamente seus pilotos. Enquanto Alonso brigou lá na fremte, Hamilton ficou um pouco para trás. O inglês sabe que sua hora vai chegar e que 2007 é só alegria e aprendizado.
Na briga do resto, a BMW novamente superou as demais, mas desta vez Kubica fez por onde toda sua fama de rápido e superou Heidfeld. Por sinal, a BMW teve a surpreendente presença da Toyota entre seus carros, com Trulli ficando sem sexto, a melhor posição dele e da equipe no ano, porém a Toyota gosta muito de treinar mais leve e por isso essa posição é mais do que suspeita, mas a posição de Ralf não é nada suspeita. Ou o alemão melhora, ou 2008 ele irá se juntar ao irmão na lareira da família Schumacher. Kovalainen foi outro que superou seu companheiro de equipe mais experiente e bateu Fisichella com certa tranqüilidade. Coulthard mostrou todo o desenvolvimento da Red Bull ao ficar em nono e para alegria do escocês, muito à frente de Webber, que teve problemas durante a primeira parte da Classificação e ficou por ali mesmo. A Williams já dá mostras de queda e Rosberg não teve condições de passar à super pole, mas nem a queda da Williams justifica o pífio desempenho de Alex Wurz, mais uma vez ficando na primeira Classificação. Pobre Wurz! O austríaco pelejou durante anos que merecia um lugar de piloto titular e quando consegue...
A Honda está um pouco melhorzinha do que normalmente faz e colocou Barrichello em décimo segundo, a melhor posição da Honda, que agora já briga com a Super Aguri. Que evolução! Outra equipe que teve muitos problemas foi a Toro Rosso, com Liuzzi e Speed tendo problemas mecânicos em pleno treino, prejudicando ambos no que parecia ser a melhor Classificação da equipe de Gerhard Berger. A Spyker ficou, como sempre, em último e como sempre, com Sutil à frente de Albers.
Lagando em primeiro, Massa terá que lutar para chegar em primeiro na primeira curva a fim de evitar os problemas que ele teve na Malásia, quando foi ultrapassado por Alonso e Hamilton e acabou errando feio. Ter Alonso ao seu lado na primeira fila, correndo em casa aos olhos de 145.000 espectadores, não é nada agradável, mas Massa terá que superar tudo isso para vencer e partir com tudo para o mundial.
Como aconteceu em todos Grandes Prêmios deste ano, McLaren e Ferrari dominaram as duas primeiras filas com grande tranquilidade, colocando meio segundo no carro mais próximo, e como vem sempre acontecendo, foi uma BMW, mas não Heidfeld, e sim Kubica. Massa marcou sua terceira pole e parece subjugar Raikkonen até com facilidade, já que o finlandês ficou longe da primeira fila e dá mostras de que está sentindo o baque das seguintes surras que vem levando de Felipe. Isso poderá ser bom no futuro do campeonato, pois desde a vitória de Kimi na Austrália, o finlandês não andou mais nada. Na Espanha, a McLaren trouxe uma asa dianteira nova e já vem fazendo polêmica com as outras equipes, pois a asa supostamente seria flexível (será o Benedito que toda asa nova de F1 é flexível?) e isso beneficiou decisivamente seus pilotos. Enquanto Alonso brigou lá na fremte, Hamilton ficou um pouco para trás. O inglês sabe que sua hora vai chegar e que 2007 é só alegria e aprendizado.
Na briga do resto, a BMW novamente superou as demais, mas desta vez Kubica fez por onde toda sua fama de rápido e superou Heidfeld. Por sinal, a BMW teve a surpreendente presença da Toyota entre seus carros, com Trulli ficando sem sexto, a melhor posição dele e da equipe no ano, porém a Toyota gosta muito de treinar mais leve e por isso essa posição é mais do que suspeita, mas a posição de Ralf não é nada suspeita. Ou o alemão melhora, ou 2008 ele irá se juntar ao irmão na lareira da família Schumacher. Kovalainen foi outro que superou seu companheiro de equipe mais experiente e bateu Fisichella com certa tranqüilidade. Coulthard mostrou todo o desenvolvimento da Red Bull ao ficar em nono e para alegria do escocês, muito à frente de Webber, que teve problemas durante a primeira parte da Classificação e ficou por ali mesmo. A Williams já dá mostras de queda e Rosberg não teve condições de passar à super pole, mas nem a queda da Williams justifica o pífio desempenho de Alex Wurz, mais uma vez ficando na primeira Classificação. Pobre Wurz! O austríaco pelejou durante anos que merecia um lugar de piloto titular e quando consegue...
A Honda está um pouco melhorzinha do que normalmente faz e colocou Barrichello em décimo segundo, a melhor posição da Honda, que agora já briga com a Super Aguri. Que evolução! Outra equipe que teve muitos problemas foi a Toro Rosso, com Liuzzi e Speed tendo problemas mecânicos em pleno treino, prejudicando ambos no que parecia ser a melhor Classificação da equipe de Gerhard Berger. A Spyker ficou, como sempre, em último e como sempre, com Sutil à frente de Albers.
Lagando em primeiro, Massa terá que lutar para chegar em primeiro na primeira curva a fim de evitar os problemas que ele teve na Malásia, quando foi ultrapassado por Alonso e Hamilton e acabou errando feio. Ter Alonso ao seu lado na primeira fila, correndo em casa aos olhos de 145.000 espectadores, não é nada agradável, mas Massa terá que superar tudo isso para vencer e partir com tudo para o mundial.
Um guloso

Antigamente, os pilotos ganhavam pouco e por isso, corriam muito mais para poderem se sustentar. No automobilismo pós-guerra, as corridas aconteciam aos montes em várias categorias e é nessa época que surge Roy Salvadori. O piloto inglês de família italiana correu de F1, F2, Carros esportes, GT e carros de turismo em todas as marcas e equipes possíveis: Aston Martin, (onde durante oito anos foi o piloto oficial), Cooper, Lotus, Ferrari, Lola, Connaught, Maserati, Vanwall, Tommy Atkins, John Coombs, Ecurie Ecosse, Border Reivers, Briggs Cunningham, Gilby Engineering e Maranello Concessionaires. Ou seja, onde havia uma corrida, Salvadori estava lá, seja em Le Mans, seja em Goodwood. Uma das características de Salvadori foi de fazer mais de uma corrida com vários carros diferentes. No encontro Pascual de Goodwood em 1955, Salvadori venceu a corrida de F1 em uma Maserati 250F, a corrida de F2 à bordo de um Connaught e a corrida de Esportes-protótipos num Aston Martin. Além disso ele foi segundo nas outras duas corridas das quais ele participou naquele dia.
Nascido em Dovercourt, Essex, na Inglaterra, em 12 de maio de 1922, de pais italianos, Roy Francesco Salvadori começou sua longa carreira em 1947 com um Alfa Romeo B - P3 na Fórmula Libre, no perigoso circuito de Chimay na Bélgica. E logo de cara chegou em quinto! Logo ele passou a disputar corridas de Grande Prêmio pela equipe de Sidney Greene com carros Maserati, mas Salvadori não conseguiu resultados muito animadores, já que Alfa Romeo e a récem-criada Ferrari estava dominando nos anos anteriores a criação da F1. Porém, Salvadori conseguia boas posições em corridas menores e estabeleceu seu nome como um dos principais pilotos ingleses a se destacar nos GPs pós-guerra. Em 1951 Salvadori sofreu seu pior acidente em Silverstone à bordo de um Frazer-Nash num esporte-protótipo, na curva Stowe, e isso causou sérios trumatismos, principalmente na cabeça. Curiosamente, quatro anos depois Salvadori sofreria um grave acidente na mesma curva Stowe, desta vez no GP Daily Express de F1, num Maserati 250F.
Recuperado de seu acidente, Salvadori conseguiu quatro vitórias no mesmo Frazer-Nash que quase o matou em corridas de esportes-protótipo na Inglaterra. O inglês estreou no Mundial de F1 em 1952 no GP da Inglaterra numa Ferrari 500 da obscura equipe G Caprara. Ele largou em décimo-nono e terminou num bom oitavo lugar. Por causa do regulamento daquela época, a F1 estava correndo com a carros de F2 e com esse carro, Salvadori venceu a corrida de F2 do Joe Fry Memorial Trophy, em Castle Combe. Em 1953 Salvadori se juntou à equipe oficial da Connaught e disputou cinco corridas pela equipe. E foram cinco abandonos. A equipe, que tinha participação de um tal de Bernie Ecclestone, era muito ruim e normalmente ocupava as últimas posições e raramente completava as corridas, como Salvadori sentiu na própria pele. Porém, o ano de 53 não foi perdido para Salvadori. Ele venceu a Madgwick Cup, em Goodwood, e chegou em segundo lugar na Lavant Cup, em Goodwood, no International Trophy, em Silverstone, no Crystal Palace Trophy e no Newcastle Journal Trophy, com o Connaught A. No Mundial de Marcas foi o segundo colocado nos 1000 Km de Nurburgring, com um Jaguar C.
Em 1954 Roy voltou a andar num carro GP da Maserati da equipe de Sydney Greene. A Gilby Engineering tinha
no seu box o mítico Maserati 250F, mas o carro funcionava muito melhor nas mãos da equipe de fábrica e Salvadori não pode fazer muito, a não ser abandonar as três corridas que disputou. Novamente, Salvadori fez seu nome em outras categorias vencendo o Curtiss Trophy, em Snetterton, e chegou em segundo lugar na Lavant Cup, em Goodwood, na BARC Race, em Goodwood e no August Trophy, em Crystal Palace, com a Maserati 250 F. Participou de quatro corridas no Mundial de Marcas, com um Aston Martin DB-3 S, sem conseguir terminá-las. Na categoria esporte venceu quatro corridas com uma Maserati A6 GCS, três com um Jaguar C e uma com um Aston Martin DB-2, na Inglaterra. Venceu ainda duas corridas de Fórmula Livre em Snetterton, com a Maserati 250 F. Até 1956, Salvadori disputou somente mais quatro corridas na F1, sempre com a Gilby Engineering, sempre com a Maserati 250F, e só conseguiu completar o GP da Itália de 56, numa modesta décima primeira posição. Porém, seu desempenho fora da F1 era espetacular. Venceu quatro corridas da categoria esporte na Inglaterra em 1955, com um Aston Martin DB-3 S e uma com um Cooper T-39. Em provas de Fórmula Libre, venceu, com a Maserati 250 F, duas corridas em Snetterton, e com o Connaught A, três corridas, em Goodwood, Charterhall e Ibsley. No ano seguinte, venceu quatro corridas de Fórmula 2, com um Cooper T-41 de fábrica, em Silverstone, Brands Hatch, Goodwood e Oulton Park. Foi o quarto colocado nas 12 Horas de Sebring, com um Aston Martin DB-3 S. Venceu quatro corridas para carros esporte com o Aston Martin e três com um Cooper T-39, na Inglaterra.
Apesar de todas essas vitórias, Salvadori ainda não tinha se destacado na F1. O inglês tinha muita influência dentro das equipes inglesas e muitas vezes foi convidado para fazer algumas corridas, onde as equipes usavam a experiência de Roy para desenvolver os carros. A BRM colocou Salvadori para correr no GP de Mônaco de 1957 e a Vanwall pôs Roy no cockpit do seu carro no GP da França de 1957. Salvadori marcou seus primeiros pontos no GP da Inglaterra daquele mesmo ano num Cooper (o terceiro carro de Salvadori em menos de um ano!) e Roy começa um longo relacionamento com a equipe de John Cooper. Pela primeira vez na carreira, Salvadori estava numa equipe de fábrica minimamente competitiva e em 1958 ele fez sua melhor temporada na F1. Com 15 pontos, Salvadori ficou em quarto lugar no campeonato conseguindo um terceiro lugar no GP da Inglaterra e um segundo lugar no GP da Alemanha. Ele ainda foi o segundo colocado no International Trophy, em Silverstone. Chegou em segundo lugar no Tourist Trophy, com um Aston Martin DBR-1.
Já nessa época Salvadori mantinha relações muito próximas com a Aston Martin, onde disputava o Mundial de Esporte-Protótipos. A montadora dirigida por David Brown resolveu investir num carro de F1 junto com o lendário chefe de equipe John Wyer. Salvadori foi o escolhido, junto com Carroll Shelby, para serem os pilotos da nova equipe Aston Martin. Infelizmente, a Aston Martin não pôde conciliar com muita eficiência a convivência de duas categorias tão fortes como a F1 e o Mundial de Esporte-Protótipos e Salvadori sacrificou dois anos tentando desenvolver o carro de F1, porém, houve momento felizes, quando Salvadori ficou em segundo lugar no grid do GP da Inglaterra de 1959, com o mesmo tempo do pole Jack Brabham. Ele terminou em sexto lugar, mesma posição do GP de Portugal. Em 1960, ele chegou em terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans, com um Aston Martin DBR-1 da Equipe Border Reivers. Venceu cinco corridas da categoria esporte na Inglaterra, quatro com um Cooper T-61 e uma com um Jaguar - E Type.
Já próximo das 400 largadas na carreira, Salvadori mostrava sinais de cansaço. Com o abandono da Aston Martin da F1, ele partiu para a equipe Yeoman Credit Racing Team, onde novamente andou com um Cooper. Ele conseguiu dois sextos lugares (Inglaterra e Itália) e quase venceu o Grande Prêmio dos Estados Unidos, onde abandonou com o motor quebrado quando estava em segundo, logo atrás do vencedor Innes Ireland. Em 1962, a Yeoman Credit Racing Team trocou a Cooper pela Lola e Salvadori abandonou a sua carreira de piloto na F1 na África do Sul com mais um abandono. Por sinal, Salvadori não completou uma única corrida em 1962. Em provas extra-campeonato ele foi o segundo colocado em Goodwood, Crystal Palace e Karlskoga. Foi o quarto colocado nas 24 Horas de Le Mans, com um Jaguar - E Type. A partir de 1963 Salvadori passou a se dedicar unicamente nos carros esportes chegando em terceiro lugar no Tourist Trophy, com um Jaguar - E da equipe C.T.Atkins. Venceu seis corridas na Inglaterra, com um Cooper T-61. Venceu as 3 Horas de Monza, com um Aston Martin DBR-2. Foi segundo colocado nas 6 Horas de Brands Hatch, com um Jaguar Mk-2.
Em 1964 ele disputou as 24 Horas de Le Mans com um Ford GT-40, abandonando com problemas no câmbio. Foi segundo colocado em Silverstone, com um Cooper T-61 e na Coppa Intereuropa, em Monza, com uma Ferrari 250 LM. Disputou suas últimas corridas em 1965, com um Cooper T-61 esporte, passando, no ano seguinte, a exercer a função de Diretor Esportivo da Equipe Cooper até o final de 1967, retirando-se então das atividades ligadas ao automobilismo. Após a mau-sucedida empreitada com a Cooper-Maserati, Salvadori se mudou para Mônaco e hoje curte seu aniversário de número 85 curtindo sua aposentadoria, contando histórias para os meros mortais que não tiveram a oportunidade de vê-lo correr na F1, F2, GT, Carros Esportes...
Parabéns, Roy Salvadori!
Fontes: www.statsf1.com
www.f1gp.com.br
www.grandprix.com
www.f1db.com
Nascido em Dovercourt, Essex, na Inglaterra, em 12 de maio de 1922, de pais italianos, Roy Francesco Salvadori começou sua longa carreira em 1947 com um Alfa Romeo B - P3 na Fórmula Libre, no perigoso circuito de Chimay na Bélgica. E logo de cara chegou em quinto! Logo ele passou a disputar corridas de Grande Prêmio pela equipe de Sidney Greene com carros Maserati, mas Salvadori não conseguiu resultados muito animadores, já que Alfa Romeo e a récem-criada Ferrari estava dominando nos anos anteriores a criação da F1. Porém, Salvadori conseguia boas posições em corridas menores e estabeleceu seu nome como um dos principais pilotos ingleses a se destacar nos GPs pós-guerra. Em 1951 Salvadori sofreu seu pior acidente em Silverstone à bordo de um Frazer-Nash num esporte-protótipo, na curva Stowe, e isso causou sérios trumatismos, principalmente na cabeça. Curiosamente, quatro anos depois Salvadori sofreria um grave acidente na mesma curva Stowe, desta vez no GP Daily Express de F1, num Maserati 250F.
Recuperado de seu acidente, Salvadori conseguiu quatro vitórias no mesmo Frazer-Nash que quase o matou em corridas de esportes-protótipo na Inglaterra. O inglês estreou no Mundial de F1 em 1952 no GP da Inglaterra numa Ferrari 500 da obscura equipe G Caprara. Ele largou em décimo-nono e terminou num bom oitavo lugar. Por causa do regulamento daquela época, a F1 estava correndo com a carros de F2 e com esse carro, Salvadori venceu a corrida de F2 do Joe Fry Memorial Trophy, em Castle Combe. Em 1953 Salvadori se juntou à equipe oficial da Connaught e disputou cinco corridas pela equipe. E foram cinco abandonos. A equipe, que tinha participação de um tal de Bernie Ecclestone, era muito ruim e normalmente ocupava as últimas posições e raramente completava as corridas, como Salvadori sentiu na própria pele. Porém, o ano de 53 não foi perdido para Salvadori. Ele venceu a Madgwick Cup, em Goodwood, e chegou em segundo lugar na Lavant Cup, em Goodwood, no International Trophy, em Silverstone, no Crystal Palace Trophy e no Newcastle Journal Trophy, com o Connaught A. No Mundial de Marcas foi o segundo colocado nos 1000 Km de Nurburgring, com um Jaguar C.
Em 1954 Roy voltou a andar num carro GP da Maserati da equipe de Sydney Greene. A Gilby Engineering tinha
no seu box o mítico Maserati 250F, mas o carro funcionava muito melhor nas mãos da equipe de fábrica e Salvadori não pode fazer muito, a não ser abandonar as três corridas que disputou. Novamente, Salvadori fez seu nome em outras categorias vencendo o Curtiss Trophy, em Snetterton, e chegou em segundo lugar na Lavant Cup, em Goodwood, na BARC Race, em Goodwood e no August Trophy, em Crystal Palace, com a Maserati 250 F. Participou de quatro corridas no Mundial de Marcas, com um Aston Martin DB-3 S, sem conseguir terminá-las. Na categoria esporte venceu quatro corridas com uma Maserati A6 GCS, três com um Jaguar C e uma com um Aston Martin DB-2, na Inglaterra. Venceu ainda duas corridas de Fórmula Livre em Snetterton, com a Maserati 250 F. Até 1956, Salvadori disputou somente mais quatro corridas na F1, sempre com a Gilby Engineering, sempre com a Maserati 250F, e só conseguiu completar o GP da Itália de 56, numa modesta décima primeira posição. Porém, seu desempenho fora da F1 era espetacular. Venceu quatro corridas da categoria esporte na Inglaterra em 1955, com um Aston Martin DB-3 S e uma com um Cooper T-39. Em provas de Fórmula Libre, venceu, com a Maserati 250 F, duas corridas em Snetterton, e com o Connaught A, três corridas, em Goodwood, Charterhall e Ibsley. No ano seguinte, venceu quatro corridas de Fórmula 2, com um Cooper T-41 de fábrica, em Silverstone, Brands Hatch, Goodwood e Oulton Park. Foi o quarto colocado nas 12 Horas de Sebring, com um Aston Martin DB-3 S. Venceu quatro corridas para carros esporte com o Aston Martin e três com um Cooper T-39, na Inglaterra.Apesar de todas essas vitórias, Salvadori ainda não tinha se destacado na F1. O inglês tinha muita influência dentro das equipes inglesas e muitas vezes foi convidado para fazer algumas corridas, onde as equipes usavam a experiência de Roy para desenvolver os carros. A BRM colocou Salvadori para correr no GP de Mônaco de 1957 e a Vanwall pôs Roy no cockpit do seu carro no GP da França de 1957. Salvadori marcou seus primeiros pontos no GP da Inglaterra daquele mesmo ano num Cooper (o terceiro carro de Salvadori em menos de um ano!) e Roy começa um longo relacionamento com a equipe de John Cooper. Pela primeira vez na carreira, Salvadori estava numa equipe de fábrica minimamente competitiva e em 1958 ele fez sua melhor temporada na F1. Com 15 pontos, Salvadori ficou em quarto lugar no campeonato conseguindo um terceiro lugar no GP da Inglaterra e um segundo lugar no GP da Alemanha. Ele ainda foi o segundo colocado no International Trophy, em Silverstone. Chegou em segundo lugar no Tourist Trophy, com um Aston Martin DBR-1.
Já nessa época Salvadori mantinha relações muito próximas com a Aston Martin, onde disputava o Mundial de Esporte-Protótipos. A montadora dirigida por David Brown resolveu investir num carro de F1 junto com o lendário chefe de equipe John Wyer. Salvadori foi o escolhido, junto com Carroll Shelby, para serem os pilotos da nova equipe Aston Martin. Infelizmente, a Aston Martin não pôde conciliar com muita eficiência a convivência de duas categorias tão fortes como a F1 e o Mundial de Esporte-Protótipos e Salvadori sacrificou dois anos tentando desenvolver o carro de F1, porém, houve momento felizes, quando Salvadori ficou em segundo lugar no grid do GP da Inglaterra de 1959, com o mesmo tempo do pole Jack Brabham. Ele terminou em sexto lugar, mesma posição do GP de Portugal. Em 1960, ele chegou em terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans, com um Aston Martin DBR-1 da Equipe Border Reivers. Venceu cinco corridas da categoria esporte na Inglaterra, quatro com um Cooper T-61 e uma com um Jaguar - E Type.
Já próximo das 400 largadas na carreira, Salvadori mostrava sinais de cansaço. Com o abandono da Aston Martin da F1, ele partiu para a equipe Yeoman Credit Racing Team, onde novamente andou com um Cooper. Ele conseguiu dois sextos lugares (Inglaterra e Itália) e quase venceu o Grande Prêmio dos Estados Unidos, onde abandonou com o motor quebrado quando estava em segundo, logo atrás do vencedor Innes Ireland. Em 1962, a Yeoman Credit Racing Team trocou a Cooper pela Lola e Salvadori abandonou a sua carreira de piloto na F1 na África do Sul com mais um abandono. Por sinal, Salvadori não completou uma única corrida em 1962. Em provas extra-campeonato ele foi o segundo colocado em Goodwood, Crystal Palace e Karlskoga. Foi o quarto colocado nas 24 Horas de Le Mans, com um Jaguar - E Type. A partir de 1963 Salvadori passou a se dedicar unicamente nos carros esportes chegando em terceiro lugar no Tourist Trophy, com um Jaguar - E da equipe C.T.Atkins. Venceu seis corridas na Inglaterra, com um Cooper T-61. Venceu as 3 Horas de Monza, com um Aston Martin DBR-2. Foi segundo colocado nas 6 Horas de Brands Hatch, com um Jaguar Mk-2.
Em 1964 ele disputou as 24 Horas de Le Mans com um Ford GT-40, abandonando com problemas no câmbio. Foi segundo colocado em Silverstone, com um Cooper T-61 e na Coppa Intereuropa, em Monza, com uma Ferrari 250 LM. Disputou suas últimas corridas em 1965, com um Cooper T-61 esporte, passando, no ano seguinte, a exercer a função de Diretor Esportivo da Equipe Cooper até o final de 1967, retirando-se então das atividades ligadas ao automobilismo. Após a mau-sucedida empreitada com a Cooper-Maserati, Salvadori se mudou para Mônaco e hoje curte seu aniversário de número 85 curtindo sua aposentadoria, contando histórias para os meros mortais que não tiveram a oportunidade de vê-lo correr na F1, F2, GT, Carros Esportes...
Parabéns, Roy Salvadori!
Fontes: www.statsf1.com
www.f1gp.com.br
www.grandprix.com
www.f1db.com
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Geração das desculpas esfarrapadas
A crise no automobilismo brasileiro está feia e a Stock é a maquiagem de um futuro nebuloso. Enquanto os novos pilotos se vêem sem alternativas e vão correr na Stock, poucos abnegados se aventuram na Europa atrás dos sonhos de chegar à F1. Apesar de ser a favor da frase "Qualidade é melhor do que quantidade", quanto menor o universo de pilotos vão para a europa, menor é a chance de chegar um à F1 com destaque. A GP2 é a categoria com o maior número de pilotos brasileiros, pois as outras simplesmente não tem ninguém tupiniquim.
Pois bem, os poucos pilotos que se aventuraram e chegaram lá estão demonstrando que não estão preparados ou são bem ruinzinhos mesmo. Para tentar apagar essa imagem de mediocricidade, esses pilotos vão inventando desculpa para seus péssimos resultados. Vamos analisar caso a caso, retirando essas afirmações do site www.grandepremio.com.br :
Xandinho Negrão(14o no grid): "Foi uma classificação confusa, principalmente na minha segunda saída. Tive de tirar o pé e dar um tempo até encontrar a pista limpa. Fiz uma boa volta, mas estamos perdendo muito em relação aos carros da iSport no último trecho. Aquele setor foi reformulado, está cheio de curvas de baixa, e só ali tomei oito décimos do Glock." Será que só houve tráfego pesado para o Negrão? Os outros pilotos também o tiveram, mas o problema é que Xandinho está longe de ser um piloto de ponta e o problema de levar oito décimos do Glock é a famosa pecinha entre o banco e o volante, mas agora o complemento é demais: "Estou seguro que o potencial do meu carro era para ficar entre os seis primeiros no treino. Agora, vou me concentrar em fazer uma boa largada e manter um ritmo forte desde o início. Se conseguir, ainda terminarei bem." Ou seja, o próprio Xandinho deu a prova de sua imcompetência, pois ficar oitavo ou décimo tudo bem, mas ter carro para ser sexto e ficar em décimo quarto?
O Rei das desculpas esfarrapadas, Antonio Pizzonia(11o no grid): "Eu tinha carro para largar entre os três primeiros. Peguei trânsito em todas as minhas voltas rápidas e perdi nove décimos de segundo na minha melhor volta, fazendo ultrapassagem sobre outro piloto no último setor da pista." Será que os brasileiros estão sendo sabotados pelos gringos na GP2? Olha a continuação: "Não dava para largar na pole, mas entre os três primeiros, era uma certeza. Não conseguir dar uma volta sozinho, sem pegar trânsito, é frustrante. Apesar disso, estamos confiantes em reverter esta colocação com uma boa recuperação na primeira corrida." Mesma explicação do Xandinho. Se tem carro para ficar em terceiro e perdeu tempo, ficar em quinto ou sexto tudo bem, mas ficar em décimo primeiro? Aí é demais e querer fazer nós de idiotas.
Agora o novato Bruno Senna (sexto no grid): "Perdi pelo menos dois décimos de segundo e a chance de sair mais à frente." Meu Deus, temos que informar imediatamente ao Itamaraty que o Brasil está sendo sacaneado em terras estrangeiras e por isso temos que entrar com uma representação junto a FIA para resolver esse sério problema. Mesmo assim, Senna foi mais sincero que seus pares: "E ainda temos o que melhorar no carro. A iSport sempre se dá bem nas curvas de alta de Barcelona. Vamos esperar até amanhã. Mas, se eles estiverem tão bem quanto hoje, seus carros vão sumir."
Por último, o melhor colocado no grid em Barcelona, Lucas di Grassi, em terceiro: "Os carros da iSport estavam muito rápidos. Nosso acerto para a classificação deixou um pouco a desejar, mas acredito que durante a corrida essa diferença não será tão grande", declarou Di Grassi. "As bandeiras amarelas e o tráfego atrapalharam todo mundo durante o treino, mas não foi o que definiu a minha posição no grid." Precisa dizer porque Di Grassi é considerado o melhor piloto dos que estão na GP2? Sem desculpas, muita sinceridade e um bom lugar no grid. O tráfego atrapalhou? Todo mundo teve esse problema, não apenas os "coitadinhos" dos brasileiros. Os carros da iSport são melhores? Vamos melhorar!
Enquanto Di Grassi foi o único sincero e por isso é o melhor brasileiro dos que estão próximos da F1, é deprimente como os demais apenas choram, despejando a própria imcompetência em outros fatores, nunca neles mesmos. Com esses pilotos que tempos por aí, o futuro do automobilismo brasileiro é obscuro.
Pois bem, os poucos pilotos que se aventuraram e chegaram lá estão demonstrando que não estão preparados ou são bem ruinzinhos mesmo. Para tentar apagar essa imagem de mediocricidade, esses pilotos vão inventando desculpa para seus péssimos resultados. Vamos analisar caso a caso, retirando essas afirmações do site www.grandepremio.com.br :
Xandinho Negrão(14o no grid): "Foi uma classificação confusa, principalmente na minha segunda saída. Tive de tirar o pé e dar um tempo até encontrar a pista limpa. Fiz uma boa volta, mas estamos perdendo muito em relação aos carros da iSport no último trecho. Aquele setor foi reformulado, está cheio de curvas de baixa, e só ali tomei oito décimos do Glock." Será que só houve tráfego pesado para o Negrão? Os outros pilotos também o tiveram, mas o problema é que Xandinho está longe de ser um piloto de ponta e o problema de levar oito décimos do Glock é a famosa pecinha entre o banco e o volante, mas agora o complemento é demais: "Estou seguro que o potencial do meu carro era para ficar entre os seis primeiros no treino. Agora, vou me concentrar em fazer uma boa largada e manter um ritmo forte desde o início. Se conseguir, ainda terminarei bem." Ou seja, o próprio Xandinho deu a prova de sua imcompetência, pois ficar oitavo ou décimo tudo bem, mas ter carro para ser sexto e ficar em décimo quarto?
O Rei das desculpas esfarrapadas, Antonio Pizzonia(11o no grid): "Eu tinha carro para largar entre os três primeiros. Peguei trânsito em todas as minhas voltas rápidas e perdi nove décimos de segundo na minha melhor volta, fazendo ultrapassagem sobre outro piloto no último setor da pista." Será que os brasileiros estão sendo sabotados pelos gringos na GP2? Olha a continuação: "Não dava para largar na pole, mas entre os três primeiros, era uma certeza. Não conseguir dar uma volta sozinho, sem pegar trânsito, é frustrante. Apesar disso, estamos confiantes em reverter esta colocação com uma boa recuperação na primeira corrida." Mesma explicação do Xandinho. Se tem carro para ficar em terceiro e perdeu tempo, ficar em quinto ou sexto tudo bem, mas ficar em décimo primeiro? Aí é demais e querer fazer nós de idiotas.
Agora o novato Bruno Senna (sexto no grid): "Perdi pelo menos dois décimos de segundo e a chance de sair mais à frente." Meu Deus, temos que informar imediatamente ao Itamaraty que o Brasil está sendo sacaneado em terras estrangeiras e por isso temos que entrar com uma representação junto a FIA para resolver esse sério problema. Mesmo assim, Senna foi mais sincero que seus pares: "E ainda temos o que melhorar no carro. A iSport sempre se dá bem nas curvas de alta de Barcelona. Vamos esperar até amanhã. Mas, se eles estiverem tão bem quanto hoje, seus carros vão sumir."
Por último, o melhor colocado no grid em Barcelona, Lucas di Grassi, em terceiro: "Os carros da iSport estavam muito rápidos. Nosso acerto para a classificação deixou um pouco a desejar, mas acredito que durante a corrida essa diferença não será tão grande", declarou Di Grassi. "As bandeiras amarelas e o tráfego atrapalharam todo mundo durante o treino, mas não foi o que definiu a minha posição no grid." Precisa dizer porque Di Grassi é considerado o melhor piloto dos que estão na GP2? Sem desculpas, muita sinceridade e um bom lugar no grid. O tráfego atrapalhou? Todo mundo teve esse problema, não apenas os "coitadinhos" dos brasileiros. Os carros da iSport são melhores? Vamos melhorar!
Enquanto Di Grassi foi o único sincero e por isso é o melhor brasileiro dos que estão próximos da F1, é deprimente como os demais apenas choram, despejando a própria imcompetência em outros fatores, nunca neles mesmos. Com esses pilotos que tempos por aí, o futuro do automobilismo brasileiro é obscuro.
Alonso em dia de Ferrari
Antes de Schumacher embarcar em Maranello, a Ferrari tinha mais nome do que resultado. Por isso, quando a scuderia aportava em Monza, reduto dos seus fanáticos tifosi, a Ferrari sempre dava um jeito de andar bem, principalmente na sexta-feira. Monza era sempre onde um motor especial era estreado e no final da sexta-feira, era Ferrari em primeiro e segundo e a Itália toda se enchia de esperança para uma ressurreição vermelha, mas no sábado tudo voltava ao normal e a equipe que dominava (Williams ou McLaren) subia para o topo da tabela e os italiano quebravam a cara. Em Barcelona, algo parecido está acontecendo. A Ferrari chegou como franca favorita para vencer em terreno catalão e estragar a festa dos 145.000 espectadores que já compraram ingresso para ver Alonso, porém, como por encanto, McLaren e Alonso resolveram andar e a equipe prateada dominou a sexta-feira, capitaneada por Alonso. A McLaren está usando a sexta como forma de motivar a torcida espanhola a apoiar ainda mais Alonso no resto do fim de semana? Não duvido muito, pois a McLaren não andou muito nos testes da semana passada e nem mesmo o forte calor que se abateu em Barcelona hoje modificaria de forma tão drástica a ordem das coisas na F1.
Em segundo lugar ficou a Renault de Fisichella. Em dia de canonização do Frei Galvão, será que a equipe do Briatore fez milagre? As declarações de Fisichella indicam que não. Muito provavelmente a Renault treinou com os carros acertados para Classificação e isso fez com que Fisico e Kova fossem lá para frente, superando Hamilton e as Ferraris. Mais uma vez Massa colocou tempo no Raikkonen, mas a diferença está caindo cada vez mais, pois o finlandês ficou a menos de três décimos atrás do Massa, sendo que no começo do ano essa diferença chegou a meio segundo. A BMW decepcionou um pouco ao ficar apenas em oitavo(Kubica) e nono(Heidfeld), atrás da Williams do ótimo Nico Rosberg. Parece que a tão alardeada asa dianteira nova da BMW não serviu para muita coisa.
Webber superou mais uma vez Coulthard na Red Bull e essa briga promete esquentar daqui para frente. O próprio diretor da Red Bull Helmut Mark admitiu que Webber e Coulthard não se dão bem e o próprio Coulthard falou em alto e bom som nesta semana que é mais rápido do que o australiano em ritmo de corrida. Como o carro da Red Bull tem muito potencial e deve crescer muito daqui para frente, será interessante ver como se sairá a dupla de pilotos mais velha do campeonato. Enquanto isso, as montadoras japonesas brigam por posições intermediárias, com Trulli ficando com a honrosa 14o posição! A Honda deu uma melhorada e ficou mais longe da Spyker, mas o problema é que a Toro Rosso tem o mesmo carro da Red Bull e demonstrou estar crescendo com Scott Speed ficando em 11o. Falando em equipes B, Takuma Sato levou tempo do Anthony Davidson de novo, Liuzzi ficou a léguas de distância do Speed e Wurz deve estar arrependido em voltar a correr nos Grandes Prêmios apenas para levar meio segundo do Rosberguinho. Enquanto isso, a Spyker é a substituta da Minardi, mas nem por isso herdou a pouca pressão da pequena equipe italiana. Mesmo sendo casado com a filha do sócio da equipe, Albers está na marca do pênalti e não será surpresa se for substituído por Markus Winkelhock, principalmente se o holandês continuar sendo superado por Adrian Sutil.
Amanhã, com a Classificação, veremos quem é quem no GP da Espanha, com traçado novo e os torcedores agora de prata, torcendo desesperadamente por Alonso.
Em segundo lugar ficou a Renault de Fisichella. Em dia de canonização do Frei Galvão, será que a equipe do Briatore fez milagre? As declarações de Fisichella indicam que não. Muito provavelmente a Renault treinou com os carros acertados para Classificação e isso fez com que Fisico e Kova fossem lá para frente, superando Hamilton e as Ferraris. Mais uma vez Massa colocou tempo no Raikkonen, mas a diferença está caindo cada vez mais, pois o finlandês ficou a menos de três décimos atrás do Massa, sendo que no começo do ano essa diferença chegou a meio segundo. A BMW decepcionou um pouco ao ficar apenas em oitavo(Kubica) e nono(Heidfeld), atrás da Williams do ótimo Nico Rosberg. Parece que a tão alardeada asa dianteira nova da BMW não serviu para muita coisa.
Webber superou mais uma vez Coulthard na Red Bull e essa briga promete esquentar daqui para frente. O próprio diretor da Red Bull Helmut Mark admitiu que Webber e Coulthard não se dão bem e o próprio Coulthard falou em alto e bom som nesta semana que é mais rápido do que o australiano em ritmo de corrida. Como o carro da Red Bull tem muito potencial e deve crescer muito daqui para frente, será interessante ver como se sairá a dupla de pilotos mais velha do campeonato. Enquanto isso, as montadoras japonesas brigam por posições intermediárias, com Trulli ficando com a honrosa 14o posição! A Honda deu uma melhorada e ficou mais longe da Spyker, mas o problema é que a Toro Rosso tem o mesmo carro da Red Bull e demonstrou estar crescendo com Scott Speed ficando em 11o. Falando em equipes B, Takuma Sato levou tempo do Anthony Davidson de novo, Liuzzi ficou a léguas de distância do Speed e Wurz deve estar arrependido em voltar a correr nos Grandes Prêmios apenas para levar meio segundo do Rosberguinho. Enquanto isso, a Spyker é a substituta da Minardi, mas nem por isso herdou a pouca pressão da pequena equipe italiana. Mesmo sendo casado com a filha do sócio da equipe, Albers está na marca do pênalti e não será surpresa se for substituído por Markus Winkelhock, principalmente se o holandês continuar sendo superado por Adrian Sutil.
Amanhã, com a Classificação, veremos quem é quem no GP da Espanha, com traçado novo e os torcedores agora de prata, torcendo desesperadamente por Alonso.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Adiós Argetina!
Neste última final de semana ocorreu mais uma etapa do WRC. Com a saída do WRC do canal AXN para a ESPN, além da transmissão cair muito, caiu também a divulgação, pois se não existisse o grandepremio.com.br, sinceramente não saberia que teve etapa do Mundial de Rally. Bom, mas o que importa foram os fatos lamentáveis que ocorreram na etapa portenha. Primeiro, inventaram de levar um Superespecial para o estádio do River Plate. Até aí, nada demais, pois desde a primeira experiência de um superespecial dentro do estádio na etapa da Grécia em 2004 no Estádio Olímpico, essas investidas mostraram ser um sucesso absoluto de público. Porém, os organizadores argentinos esqueceram de um pequeno detalhe: os estágios da etapa argentina fica em Córdoba, distante 700 km do estádio do River Plane. O resultado disso? As equipes não tiveram tempo de chegar a Córdoba e as etapas de sexta-feira foram canceladas. Ah! A superespecial no Monumental de Nuñez foi um fracasso de público...
Para completar, no sábado alguns estágios foram cancelados e durante o deslocamento, um piloto argentino perdeu o controle do carro e acabou atropelando três pessoas, matando uma. Mesmo que a etapa da Argentina leve milhares de pessoas as estradas para verem o WRC, a única etapa do Mundial de Rally na América do Sul corre sérios riscos de ter um inglório fim graças a essas presepadas. Isso pode ser até bom para o Brasil, que poderia substituir a etapa da Argentina. Agora, só basta querer! Ah! Sebastien Loeb venceu e encostou em Marcus Gronholm na briga pelo título.
Para completar, no sábado alguns estágios foram cancelados e durante o deslocamento, um piloto argentino perdeu o controle do carro e acabou atropelando três pessoas, matando uma. Mesmo que a etapa da Argentina leve milhares de pessoas as estradas para verem o WRC, a única etapa do Mundial de Rally na América do Sul corre sérios riscos de ter um inglório fim graças a essas presepadas. Isso pode ser até bom para o Brasil, que poderia substituir a etapa da Argentina. Agora, só basta querer! Ah! Sebastien Loeb venceu e encostou em Marcus Gronholm na briga pelo título.
terça-feira, 8 de maio de 2007
25 anos sem Gilles
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Falar sobre Gilles Villeneuve sempre é especial para mim, afinal, ele morreu exatamente 20 dias depois deu nascer. Logicamente, não me lembro dele, mas já ouvi inúmeras histórias sobre esse canadense meio louco que fazia suas estrepulias em sua Ferrari. Gilles é um mito e digo sem medo que ele é o maior ídolo da Ferrari em todos os tempos, superando Schumacher, Lauda e Ascari. Uns dez anos atrás li uma reportagem sobre a Ferrari na Quatro Rodas e fiquei abismado o quanto Villeneuve era adorado pelos tifosi. Logo na entrada de Maranello, há um busto do canadense onde velas são acesas todos os dias, uma pintura em óleo tentava mostrar a primeira freada que Villeneuve deixou no circuito de Fiorano e até mesmo o avião que Villeneuve derrotou com sua Ferrari em 1981 está exposta em Maranello.
Porém, uma coisa me intriga. Villeneuve fez 67 GPs na F1, sendo que 66 pela Ferrari (ele estreou na McLaren no GP da Inglaterra de 1977), conseguiu apenas seis vitórias, sete poles e oito melhores voltas. Claro que sua prematura morte não dá a indicação do seu potencial, mas não deixa de ser interessante ver o quanto Villeneuve é adorado, não apenas no Canadá e na Italia, mas em todo mundo apesar de números tão modestos e apenas um vice-campeonato como melhor resultado. Desde quando eu era uma criança, ouço as mais loucas história envolvendo ele, desde o famoso GP da Holanda de 1979 quando teve um pneu furado e voltou aos boxes de pé embaixo, seu famoso acidente no mesmo GP da Holanda de 1981, quando quase capotou e até mesmo seu acidente fatal em Zolder, no dia oito de Maio de 1982.
Já assisti vários e vários vídeos sobre Villeneuve, mas não senti nada demais e então veio o estalo. Eu vi, mas não senti. Não é a mesma coisa ver em vídeo uma escapada de Villeneuve ou então a sua última vitória em Jarama, na Espanha, quando segurou quatro carros mais velozes do que o dele até a bandeirada. Assistir uma corrida ao vivo, seja pela TV ou na arquibancada, é sentir o que os pilotos fazem dentro da pista e nenhum piloto fez isso com tanta agressividade e coragem como Gilles Villeneuve. Seus mecânicos o adoravam e até hoje milhares de pessoas o reverenciam. Muita gente diz que Jacques Villeneuve, seu filho e campeão em 1997, é melhor do que o pai, mas o carisma de Gilles é tão imenso, que cega as pessoas, principalmente os italianos.
Eu realmente entendi o que o mito Gilles faz nos torcedores da F1 em 1997. Naquele ano, Jacques Villeneuve e Michael Schumacher chegaram à Monza, reduto da Ferrari, brigando cabeça a cabeça pelo campeonato e um repórter foi entrevistar um velho tifosi que estava na arquibancada, próximo a pista:
- Fora a Ferrari, qual piloto o senhor gostaria que vencesse em Monza?
- Villeneuve!
- Mas como? Isso vai prejudicar Schumacher!
- Eu sei, mas ele é filho de Gilles...
O homem realmente podia e a F1 até hoje lamenta a perda da agressividade, das derrapagens controladas e do arrojo de Gilles Villeneuve.
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