domingo, 21 de outubro de 2007

De tirar o fôlego

Contra todos os prognósticos, Kimi Raikkonen, o azarão, ficou com o título mundial nesta tarde de domingo em Interlagos, para desespero de Lewis Hamilton e principalmente da McLaren, que viu um título praticamente certo ir embora por causa de um problema mecânico (as informações diziam que se tratou de um problema de câmbio) no carro de Hamilton, que já tinha errado feio na primeira volta ao sair da pista e cair para oitavo.

Numa decisão de campeonato bastante tensa e cheia de alternativas, Raikkonen finalmente fez jus seu apelido de Homem de Gelo e se tornou o terceiro piloto finlandês a ser campeão mundial de F1, quando conseguiu uma virada histórica sobre os pilotos da McLaren e manteve a calma e as esperanças quando tudo estava contra ele um mês atrás. Quando Raikkonen dizia que tinha chances de vencer o campeonato a alguns meses atrás, muitas fizeram troça, eu inclusive, mas o finlandês mostrou que a esperança é a última que morre e que ter perspectivas podem levar a uma pessoa a concretizar coisas impossíveis.

Porém, não resta dúvidas que a vitória de hoje tinha nome e sobrenome: Felipe Massa. O brasileiro fez uma boa largada, segurou Raikkonen na primeira curva e controlou a corrida a seu bel-prazer. Só não disparou na frente por que a Ferrari deve ter pedido para Felipe se acalmar e esperar as circunstâncias da corrida para ceder sua posição e vitória para Raikkonen, o que acabou acontecendo após a segunda parada de boxes dos pilotos da Ferrari, numa manobra orquestrada com maestria por Jean Todt dos boxes. A cara amarrada de Massa nos boxes mostrou que ele não esperava que Raikkonen se tornasse campeão hoje e que venceria em casa pela segunda corrida consecutiva.

Alonso deve estar se perguntando se realmente a McLaren lhe deu um carro com todo o potencial hoje em Interlagos, pois nem nos piores momentos um carro da McLaren levou 57s de desvantagem para sua maior rival Ferrari neste ano. Alonso não parecia muito triste em perder o campeonato deste ano no pódio e na entrevista coletiva e seu futuro é uma incógnita que só ele mesmo sabe. Já Hamilton perdeu o título mais no erro da China do que no erro de hoje à tarde em Interlagos, pois o problema que quase o fez abandonar a corrida foi muito mais decisivo. Da mesma forma que Hamilton será bastante criticado por ter errado duas vezes nas últimas duas corridas, a McLaren também não deverá ser perdoada por ter falhado, pela primeira e única vez no ano, na última corrida e com seu piloto favorito. Ao contrário de Alonso, Hamilton tinha ritmo o suficiente para conseguir várias ultrapassagens, mas uma troca precipitada de estratégia pôs fim as ínfimas chances de Hamilton chegar ao seu primeiro título.

Mais atrás, Rosberg fez a melhor corrida de sua carreira na F1 e se por acaso for o substituto de Alonso na McLaren, Hamilton terá em grande piloto ao seu lado. O piloto da Williams admitiu ter chegado à Q3 com sorte, mas fez uma bela corrida hoje, principalmente no seu final, quando conseguiu ultrapassar as duas BMWs e chegou próximo a McLaren de Alonso! Um quarto lugar para garantir Rosberg como um dos grandes pilotos desta temporada e também colocar a Williams como quarta colocada no Mundial de Construtores. Contudo nem tudo foram flores no dia da Williams, quando Nakajima se inspirou no seu pai e cometeu a primeira grande trapalhada de sua carreira ao atropelar dois mecânicos de sua equipe no seu primeiro pit-stop na F1. A Red Bull falhou feio na sua tentativa de ser a "quarta" força deste ano quando Mark Webber abandonou ainda no início da corrida. Por sinal, uma constante na temporada da equipe austríaca. A Honda terminou o ano de uma forma "digna" da péssima temporada que fez em 2007: duas quebras de motor e dois abandonos dos seus pilotos.

Mesmo sendo campeão mundial pela primeira vez, numa forma sensacional e após uma virada sem precedentes, Kimi ainda assim pareceu não estar muito aí pelo feito conseguido. Apenas alguns sorrisos a mais, mas nada demais. Porém, assim é Raikkonen, o mais novo Campeão Mundial de F1. Até 2008!

sábado, 20 de outubro de 2007

Massa desequilibra a briga


Correndo em casa, Massa não quis saber da briga pelo título ainda em aberto e tratou de acelerar na frente dos seus compatriotas e conquistou sua segunda pole seguida em Interlagos, partindo rumo a uma vitória que, teoricamente, é bastante improvável graças a política ferrarista pró-Raikkonen neste momento do campeonato, mas Hamilton deu uma boa ajuda ao brasileiro ficando na primeira fila, deslocando Kimi para a segunda fila ao lado de Alonso, que parece sofrer com o motor de segunda corrida nas várias subidas e descidas de Interlagos.

Desde os treinos livres deste sábado, Massa provou estar bem assentado no Autódromo José Carlos Pace e simplesmente ignorou a concorrência, só sendo superado na Q2 por Hamilton e Raikkonen. Sua alegria durante a volta de desaceleração mostrou que nem a estratégia pode atrapalha-lo nessa sua tentativa de se igualar a Fittipaldi, Piquet e Senna e vencer o GP do Brasil pela segunda vez. Hamilton parece mesmo ter aprendido a lição e foi muito inteligente até agora. Sem precisar vencer amanhã, tudo que o inglês queria era ficar na primeira fila e conseguir. Com seus principais adversários correndo atrás dele, tudo o que Hamilton precisa fazer é deixar o único que pode vencer amanhã sem incomodá-lo no campeonato, no caso Massa, e tentar segurar Kimi e, principalmente, Alonso. Sem dúvida, Hamilton foi o maior vencedor de hoje.

Raikkonen e Alonso ficaram numa situação para lá de incômoda para a corrida amanhã, pois terão que derrotar um motivadíssimo Felipe Massa correndo na frente do seu povo e ainda superar Hamilton, líder do campeonato e tranqüilo na briga. Alonso, que pode mais incomodar Hamilton no campeonato, é o que estar numa situação menos confortável com relação ao título. Enquanto Massa, Raikkonen e o próprio Alonso correm com um motor especialmente preparado para essa corrida, Alonso terá que cuidar do seu, que teve que atravessar o mundo para chegar aqui no Brasil. Na tentativa de diminuir essa diferença, Alonso tirou toda a asa do seu carro, mas seu carro está claramente nervoso na parte mista da pista e provavelmente estará largando mais pesado amanhã. O melhor cenário para Raikkonen é ultrapassar Hamilton ainda na largada, esperar que a Ferrari mande Massa diminuir e esperar por um milagre. Quem sabe esse milagre seja um acidente entre os dois McLarens.

No resto, Mark Webber mostrou a evolução da equipe Red Bull e se colocou na frente das duas BMWs, mas se a lógica acontecer amanhã, Kubica e Heidfeld deixarão o australiano para trás, porém Kubica está bem superior a Heidfeld neste final de semana. Barrichello ficou muito próximo de ficar entre os dez primeiros na Q2 e partir para a Q3. Na verdade, sua última volta na Q2 ele chegou a ficar em décimo, mas Trulli superou o brasileiro em sua volta final. Em compensação, Barrichello superou Button com incrível facilidade neste final de semana.

Nunca nos últimos tempos uma decisão de campeonato teve tantas variáveis como a corrida de amanhã, mas com certeza Massa será um diferencial amanhã e seu desempenho irá desequibilibar a favor de alguém. Para Raikkonen? Para Hamilton? Para Alonso? Só amanhã saberemos.

Aquecimento final

Graças ao grandepremio e o Bruno Vicaria, pude acompanhar o terceiro treino livre neste sábado pela manhã ao vivo e com imagens da Eurosport com narração em francês! (Uhlala!!) Inclusive com as propagandas em... francês! (Mon dieu!)

Voltando o que aconteceu na pista, as Ferraris dominaram inteiramente esse primeiro treino debaixo de sol forte com Felipe Massa à frente. Por sinal, bem à frente das demais equipes, inclusive a McLaren, que só apareceu bem no finalzinho do treino quando Hamilton colocou os pneus macios e tirou o segundo lugar de Raikkonen. Pelo andar da carruagem, a Ferrari irá mostrar o domínio exercido ano passado, quando Massa venceu com o pé nas costas e Schumacher quase chegou ao pódio após cair para último. Porém, a oitava posição de Alonso foi para lá de estranho e talvez o espanhol esteja escondendo o jogo. Principalmente de Hamilton!

O grande destaque desse treino matutino foi o grande desempenho dos carros da Red Bull, com Webber ficando numa ótima quarta posição e os demais carros, até mesmo da Toro Rosso, foram também muito bem, com o cada vez mais impressionante Vettel liderando as surpresas. Dentro das suas limitadas condições, Barrichello fez um treino sensacional ao colocar seu Honda na sexta posição. O único incidente de hoje foi Kubica parando seu carro com problemas mecânicos no bico de pato. E saindo correndo!

Agora, só nos resta esperar pelo que vai acontecer a partir da uma da tarde, horário de Fortaleza, mas Massa deu mostras de que é o grande favorito para conquistar a pole e, dependendo de como transcorrer a corrida, vencer em casa novamente.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Math race rumo ao título

Na terra da garoa (literalmente!), a McLaren dominou esse primeiro dia de treinos para o decisivo Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, que definirá o campeão do tulmutuado ano de 2007. Após uma primeira sessão sem sal causada pela chuva fina que castigava o autódromo José Carlos Pace em São Paulo, Alonso e Hamilton deram um show na pista secante de Interlagos e ficaram com as duas primeiras posições do dia, com vantagem para o novato inglês, que nesse caso segue firme rumo a conquista do seu primeiro título. Para desespero de Alonso, a Ferrari, por enquanto, só andou forte nas condições escorregadias demonstradas hoje de manhã. Se as Ferraris não melhorarem logo, a tarefa de Alonso ficará complicadíssima, pois o segundo lugar garante o trófeu para Hamilton.

A decisão de um campeonato de F1, principalmente na última corrida, também é um jogo psicológico. E como as chances de Kimi Raikkonen são mais matemáticas do que lógicas, Alonso e Hamilton começaram, cada um do seu jeito, a incomodar seu rival dentro da pista. E isso significou uma briga encardida para ver quem era o mais veloz hoje. Por muitas vezes os pilotos da McLaren pontearam os treinos livres de hoje, seja com pneu mole ou duro. No final, Hamilton levou vantagem e superou Alonso por pouco mais de um décimo de segundo. Já a Ferrari só andou bem (e muito bem, diga-se de passagem!) na primeira sessão, quando a pista ainda estava úmida. Nem Raikkonen, muito menos Massa foram capazes de brigar pela ponta no dia de hoje, mas garantiram as posições subseqüentes no dia de hoje, com tempos relativamente próximos da McLaren, dando a entender que há boas chances da equipe italiana melhorar de produção nos demais dias de Grande Prêmio.

Com o final da temporada batendo a porta, as demais equipes pouco podem apresentar na última etapa do ano, mas a grande surpresa de hoje foi o bom rendimento do novato Kazuki Nakajima. O jovem japonês estreou muito bem na Williams no lugar de Alex Wurz e ao contrário do austríaco, ficou bastante próximo de Nico Rosberg, numa boa oitava posição. Fisichella foi o melhor do resto, mas dificilmente a terceira fila não ficará com a BMW, que mostrou bastante velocidade com Kubica na segunda sessão, já que a equipe bávara foi a única a não entrar na pista de manhã. Rubens Barrichello foi o mais rápido na maior parte da primeira sessão, quando a pista úmida escondeu um pouco a ruindade do carro da Honda, mas quando a pista secou, Rubinho voltou para as posições intermediárias, mas pelo menos ficou à frente de Button.

Como toda sexta-feira de Grande Prêmio, hoje não foi um dia muito conclusivo e pouca coisa pode ser dita sobre o resultado de domingo, mas a disputa entre Alonso e Hamilton hoje foi a prova de que a disputa entre eles será para lá de empolgante!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

História: 20 anos do Grande Prêmio do México de 1987

Terminada a temporada européia, a F1 partia para as três corridas finais com apenas dois pilotos podendo ser campeão mundial em 1987. Os companheiros de equipe Nelson Piquet e Nigel Mansell eram os únicos em condições matemáticas de serem campeões, mas o brasileiro tinha 18 pontos de vantagem sobre Mansell e o inglês precisava desesperadamente de um bom resultado se quisesse se manter na briga pelo título. Porém, a atmosfera dentro da Williams era insuportável com Piquet e Mansell dividindo claramente a equipe. A Williams gostaria muito que Mansell fosse o campeão, mas Piquet precisou até mesmo comprar alguns mecânicos para que ficassem ao lado dele. Contudo, Piquet tinha que enfrentar a preferência da Williams e numa demonstração clara disso, a equipe resolveu não usar a suspensão ativa desenvolvida por Piquet no ondulado circuito Hermano Rodriguez, na cidade do México.

Talvez como castigo, as ondulações fizeram como vítima o próprio Mansell, que sofreu um sério acidente na sexta-feira. No sábado pela manhã, Senna sofreu um fortíssimo acidente na temida Peraltada quando nem a suspensão ativa da Lotus foi capaz de filtrar uma ondulação no meio dessa curva rapidíssima. Senna, já de saída para a Lotus, estava tendo problemas com o seu carro, que era o mais rápido na longa reta dos boxes, mas era muito lento nas várias curvas de média velocidade e assim, Senna, conhecido como o ás das Classificações, foi apenas o sétimo colocado. Mesmo com seu acidente no dia anterior, Mansell ficou com a pole seguido pela cada vez melhor Ferrari de Berger. Piquet abria a segunda fila, seguido por Thierry Boutsen, que esperava repetir o feito de Berger no ano anterior, quando o austríaco deu para a Benetton sua primeira vitória na F1.

Grid:
1) Mansell(Williams) - 1:18.383
2) Berger(Ferrari) - 1:18.426
3) Piquet(Williams) - 1:18.463
4) Boutsen(Benetton) - 1:18.691
5) Prost(McLaren) - 1:18.742
6) Fabi(Benetton) - 1:18.992
7) Senna(Lotus) - 1:19.089
8) Patrese(Brabham) - 1:19.889
9) Alboreto(Ferrari) - 1:19.967
10) De Cesaris(Brabham) - 1:20.141

Em 1986 Mansell tinha tudo para levar seu primeiro título na cor
rida mexicana, mas uma péssima largada pôs tudo a perder e o resto é história. Em 87 foi a mesma coisa. Mansell fez outra largada ruim e foi engolido por Berger, Boutsen, Piquet e Prost. Numa curva dupla à direita, Prost tentou fazer uma ultrapassagem para lá de otimista sobre Piquet e o resultado foi um choque entre os dois bicampeões. Prost quebrou a suspensão e ficou por ali mesmo, enquanto Piquet rodava e caía para último. Nelson e Alain eram amigos e são até hoje, mas Piquet ficou uma fera com Prost com essa manobra, que resultou em mais uma frase ácida do brasileiro: Estava indo tudo bem, até vir aquele francês de merda e botar tudo a perder!


Porém, esses não foram os únicos incidentes ao longo da primeira volta. Stefan Johansson rodou e foi atingido pela Zakspeed de Christian Danner, acabando com a corrida dos dois. Contudo, outro acidente ainda na primeira volta mudaria a história da corrida mais tarde. Satoru Nakajima vinha tentando melhorar sua décima sexta posição na largada quando se esqueceu de frear e atingiu com muita força a traseira da Arrows de Derek Warwick. Satoru ficou por ali mesmo com a suspensão dianteira toda arrebentada, enquanto Warwick voltava lentamente para os boxes sem a asa traseira.

Com o acidente envolvendo Piquet e Prost, os carros ficaram bem espaçados e quando Berger completou a primeira volta, tinha apenas Boutsen no seu retrovisor, com Mansell num distante terceiro lugar. Se aproveitando do ótimo acerto que a Benetton tinha no México, Boutsen ultrapassa Berger ainda na segunda volta, mas logo depois o seu motor Ford começou a ter problemas. O belga foi perdendo rendimento até ser ultrapassado por Berger e abandonar ainda na décima sexta volta, mas com problemas eletrônicos. Enquanto isso, Senna se recuperava e fazia uma bela ultrapassagem sobre Alboreto no final da reta dos boxes para assumir a quarta posição. Quando a Ferrari já se arrumava para celebrar sua primeira vitória desde 1985, o motor de Berger quebrou na volta 20 e como Alboreto já tinha quebrado pouco tempo antes, o final de semana mexicano foi de mais decepção para a Ferrari.

Isso abriu espaço para que Mansell assumisse a liderança, com Senna já em segundo, mas muito pressionado pela Brabham de Andrea de Cesaris. A Brabham estava andando muito bem no circuito Hermano Rodriguez e De Ce
saris não fazia uma boa corrida a anos. Isso pode ter afetado o italiano, que rodou sozinho quando colocou seu carro por dentro da Lotus de Senna, abandonando ali mesmo. Mais atrás, Nelson Piquet fazia uma tremenda corrida de recuperação e na volta 23 já aparecia em quarto quando a corrida tomou um rumo totalmente diferente. Após ser atropelado por Nakajima ainda na primeira volta, Warwick voltou à corrida muitas voltas atrasado e na volta 30, praticamente metade da prova, sua suspensão traseira, avariada pela porrada que levou de Nakajima, se partiu justamente quando o inglês contornava a velocíssima curva Peraltada. Warwick foi jogado com violência para cima das barreiras de pneus. Derek ficou por alguns instantes dentro do carro, completamente zonzo pela pancada, mas não estava ferido, porém a barreira de pneus estava danificada e a corrida foi parada para que pudessem ser feitos consertos.


Um novo grid foi formado pela Classificação da volta 27 que era:
1) Mansell
2) Senna
3) Patrese
4) Piquet
5) Cheever
6) Fabi
7) Ghinzani
8) Alliot
9) Cafi
10) Palmer
11) Dalmas
12) Streiff
13) Capelli
14) Campos

De forma pouco usual, Piquet fez uma largada sensacional e pulou de quarto para primeiro do grid, ultrapassando Mansell e Senna por fora, passando a centímetros deles. Porém, a corrida seria decidida pela soma dos tempos das duas partes da corrida e Piquet tinha 43s de desvantagem para Mansell quando a bandeira vermelha foi mostrada. Piq
uet começou a imprimir um ritmo fortíssimo para tentar tirar a vantagem de Mansell nas 33 voltas que faltavam. A corrida seguia sem muitas modificações, até que Senna ficou sem embreagem faltando nove voltas para o fim. O brasileiro ainda estava em segundo na soma das duas partes da corrida e tentou ir até a bandeirada, mas acabou rodando e deixou o carro morrer. Após tanto esforço para se manter na corrida, Senna pediu desesperadamente para que dois comissários o empurrassem de volta à pista, mas isso era claramente irregular (O Senna nunca aprendeu isso...) e foi totalmente ignorado. Completamente transtornado, Senna sentou uma tapa no pé do ouvido num dos comissários e depois foi multado em 15.000 dólares pela cena pastelão.


Com o abandono de Senna, Piquet conseguia a segunda posição e diminuía o prejuízo. Mansell vence pela sexta vez no ano e adiava a decisão do campeonato para as corridas no oriente. "Ainda posso ser campeão," respirava aliviado Mansell, mas o próprio inglês sabia que seria praticamente impossível tirar os doze pontos de desvantagem que tinha sobre Piquet nas duas corridas que restavam.

Chegada:
1) Mansell
2) Piquet
3) Patrese
4) Cheever
5) Fabi
6) Alliot

domingo, 14 de outubro de 2007

Parece que foi ontem...

Passados cinco anos da última corrida da temporada 2002, parece que se passou uma eternidade desde que Michael Schumacher garantiu a vitória no Grande Prêmio do Japão, última etapa daquela temporada. Muitos pilotos não correm mais, outros ainda brilham e alguns já estão de saída. Olhando o grid para a corrida em Suzuka, vamos analisar o que cada um dos protagonistas da F1 na época fizeram e que estão fazendo agora:

Michael Schumacher: Após igualar o recorde de cinco títulos mundiais de Juan Manuel Fangio, todos diziam que Schummy iria se aposentar no final de 2002, porém o alemão ainda conquistou dois títulos mundias de lambuja, mas cada um de forma diferente. Em 2003 o alemão teve que suar a camisa com um carro inferior e derrotar Raikkonen e Montoya. Já em 2004 Schumacher conquistou seu último título com uma facilidade similar ao campeonato de 2002. A Ferrari errou a mão em 2005 e com a chegada do furacão Fernando Alonso, Schumacher decidiu pendurar o capacete no final do ano passado. Hoje Micheal curte a família, viaja pelo mundo e de vez em quando faz umas visitas a Ferrari para ajudar seu pupilo Felipe Massa. E azarar Raikkonen!

Rubens Barrichello: 2002 foi um ano marcante para Rubinho. Barrichello conquistou seu primeiro vice campeonato, conquistou o maior número de vitórias num único ano (quatro) e andou próximo de Michael Schumacher em várias oportunidades. Porém, ficou claro para Rubinho e para o mundo que seu lugar era mesmo de segundo piloto de Schumacher na famosa chegada do Grande Prêmio da Áustria de 2002. O pior não foi nem ceder a posição para o alemão, mas a forma como a vitória foi cedida, na bandeirada. O relacionamento entre Rubinho e a Ferrari nunca mais foi o mesmo e nem outro vice campeonato em 2004 ajudou e quando a Ferrari se afundou em 2005, Barrichello se aproveitou para se transferir para a Honda na tentativa de ser o primeiro piloto numa equipe grande, mas a equipe nipônica nunca deu chances reais de vitória a Barrichello e 2007 vem sendo o pior ano da carreira de Barrichello na F1. Dificilmente Rubinho continuará após 2008.

David Coulthard: Após seu melhor campeonato na F1 em 2001, Coulthard começou seu longo declínio ainda em 2002. Mesmo sendo um dos poucos a conseguirem derrotar a Ferrari em 2002 (em Monte Carlo), Coulthard foi sendo ofuscado por Raikkonen até abandonar a McLaren em 2005 após dez anos na equipe. Hoje Coulthard corre na equipe Red Bull, onde ora faz corridas surpreendentes, ora faz apresentações medíocres. Nada de muito diferente do que fez ao longo de sua longa carreira e como piloto mais velho da F1 atual, seu tempo na categoria está se esgotando. Porém, David nunca deixou de exalar simpatia por onde passa e sua experiência ainda é bastante apreciada.

Kimi Raikkonen: A estréia de Kimi Raikkonen numa equipe grande foi boa, mas a superioridade da Ferrari não deixou isso muito claro. Kimi conquistou seus primeiros pódios na categoria ao longo do ano e quase venceu sua primeira corrida na França, dando o triunfo de bandeja para Schumacher definir o penta em Magny-Cours. Essa primeira vitória viria em 2003, ano em que Raikkonen se consolidou como piloto de ponta na F1. Seu jeito calado lhe rendeu o apelido de Homem de Gelo. E suas quebras constantes lhe valeram também o apelido de Rei do Azar. Raikkonen saiu da McLaren no final de 2006 rumo à Ferrari e hoje disputa o título mundial de 2007 com Alonso e Hamilton. É o mais experiente dos dois.

Ralf Schumacher: Ralf ainda conquistou uma vitória em 2002, mas sua irregularidade não o deixou brigar nem pela vice liderança. O melhor ano do irmão mais novo da família Schumacher seria em 2003, quando conquistou três vitórias, mas um acidente em Monza acabou com suas chances. Sempre às turras com Juan Pablo Montoya, Ralf deixou a Williams no final de 2004 rumo à Toyota na tentativa de melhorar a equipe, mas suas péssimas atuações nos últimos tempos, principalmente nesse ano, poderá causar sua aposentadoria, já que anunciou que não correrá mais pela Toyota. E nenhum equipe o quer!

Juan Pablo Montoya: Ah, Juan Pablo... Campeão por onde passou, Montoya tinha tudo para ser campeão na F1, mas seu ego e arrogância botou tudo a perder. O colombiano conquistou várias poles em 2002, mas nenhuma vitória. Em 2003 brigou pelo título e mesmo tendo o melhor carro, terminou em terceiro no campeonato. Brigado com a Williams, apenas enrolou em 2004 antes de partir para a McLaren, onde machucou o ombro no início de 2005 e não foi mais o mesmo. A briga com a balança e a falta de motivação afetou seu desempenho e Montoya foi demitido da McLaren no meio de 2006. Hoje o colombiano está se arrastando nas últimas posições da Nascar(barrigudo como nunca!), mas se diz feliz. Mas com a mulher que ele tem em casa, quem não seria feliz?

Nick Heidfeld: Nick esperou por anos uma chance numa equipe grande e foi ficando na Sauber, mas seu talento não era reconhecido dentro da F1. Quando estava para sair da F1 pela porta dos fundos na Jordan, Heidfeld foi salvo por um "teste" na Williams em 2005 e acabou conseguindo a vaga. Conquistando alguns pódio e sua primeira pole, Nick preferiu ficar com a BMW e abandonou a Williams ainda antes de 2005. Hoje, numa equipe forte e com dinheiro como a BMW-Sauber, Heidfeld vive sua melhor fase na carreira.

Felipe Massa: Quando 2002 acabou, o futuro de Felipe era sombrio. Porém, o que ninguém sabia era seu contrato com a Ferrari, assinado ainda em 2001. Demitido da Sauber, Massa passou um ano como piloto de testes da Ferrari e voltou para a equipe de Peter Sauber em 2004. Mesmo com duas temporadas apenas razoáveis, a coinscidência do anúncio da saída de Barrichello da Ferrari e a compra da Sauber pela BMW o colocou na equipe italiana a partir de 2006 com a benção de Jean Todt e Michael Schumacher. Mesmo com algumas vitórias e muita velocidade, Massa ainda erra bastante e está longe da briga pelo título desse ano. Mas seu companheiro de equipe Raikkonen está!

Giancarlo Fisichella: O italiano de Roma teve um ano razoável com a Jordan, mas a equipe amarela já estava mal das pernas. Nem mesmo sua primeira vitória em 2003 melhorou as coisas na Jordan e Fisico foi para a Sauber em 2004, onde se destacou e conseguiu um lugar na Renault para 2005. Correndo ao lado de Alonso, Fisichella foi uma grande desilusão e nem a saída do espanhol o ajudou muito dentro da equipe francesa. Faz uma temporada apagada e dificilmente correrá em 2008.

Takuma Sato: O japonês iniciou seu ano de estréia na F1 sofrendo com as dificuldades da Jordan e mesmo já sabendo que seria demitido, fez sua melhor corrida em Suzuka, marcando seus primeiros pontos e recendo tratamente de herói. Por causa da Honda, conseguiu um lugar como piloto de testes da BAR e tomou o lugar de Villeneuve a partir de 2004, onde conquistou seus melhores resultados, se tornando o melhor piloto japonês na história da F1. Após uma péssima temporada em 2005, Sato foi demitido da Honda, causando uma comoção no Japão, que clamava a volta do ídolo. Assim, uma equipe foi construída unicamente para que Sato continuasse na F1 e esse ano Taku conseguiu os melhores resultados da Super Aguri-Honda.

Jacques Villeneuve: O canadense fez uma mais temporada péssima em 2002 e em 2003 foi demitido da BAR, equipe que ajudou a fundar. Após um ano sabático, Villeneuve voltou em 2005 pela Sauber, mas nem de longe lembrava o piloto que chegou a vencer Schumacher na pista. Fora das pistas, Villeneuve falava mal de tudo (principalmente de Schumacher) e gravou um cd. Demitido da BMW no ano passado, Villeneuve tenta seguir os passos de Montoya e semana passada conseguiu um sexto lugar no grid na sua estréia na NASCAR. Villeneuve também correu pela Peugeot nas 24 Horas de Le Mans desse ano, terminando a prova em segundo.

Olivier Panis: O francês abandonaria a BAR e se transferiria para a Toyota a partir de 2003, mas sem conquistar grandes resultados. No final de 2004 o francês abandonou a F1 e deixou a França órfã de pilotos na categoria máxima do automobilismo mundial. Parado, Panis recentemente foi chamado para auxiliar a equipe francesa na A1GP.




Jarno Trulli: Trulli pode se considerar um sortudo. Mesmo sem fazer nada demais na F1, o italiano teima em permanecer na F1 em equipes grandes. Seu melhor momento foi em 2004 quando, ainda pela Renault, conquistou sua única vitória na carreira em Mônaco, mas logo depois brigou com Flavio Briatore e se transferiu para a Toyota, onde está até agora, tentando tirar alguma competitividade do carro japonês. E não está conseguindo...


Jenson Button: Demitido da Renault, Button se transferiu para a BAR e em 2004 fez sua melhor temporada na F1. Mesmo sem vitórias, Button foi pivô de uma disputa entre a BAR-Honda e Williams pela seu passe e o inglês acabou permanecendo na equipe, onde está até hoje. Após mudar de nome para Honda, Button conseguiu sua única vitória (com muita sorte) na Hungria, mas com a chegada de Lewis Hamilton nesse ano, deixou de ser o queridinho da mídia inglesa e ainda amarga o péssimo carro da Honda.

Eddie Irvine: Sem lugar na Jaguar, Irvine se viu sem equipe e após tentar um lugar na Jordan (e não conseguir), o irlandês resolveu se aposentar na F1 após quase dez anos. Empresário de sucesso e um dos homens mais ricos da Irlanda, Irvine teve seu nome envolvido como um dos possíveis compradores da Jordan em 2005 e recentemente namorou o monumento Pamela Anderson (tá bem ele, hein?), mas Eddie faz hoje o que sempre fez na vida : curte a vida da forma mais intensa possível.

Pedro de la Rosa: Após dois anos ruins na Jaguar, o espanhol foi demitido da equipe, mas de algum jeito conseguiu o emprego de piloto de testes da McLaren e deve estar agradando, pois permanece na função até hoje. Esse ano esteve envolvido no escandâlo de espionagem, ao trocar e-mails com Fernando Alonso sobre os acertos dos "carros vermelhos". Mesmo com 37 anos, De la Rosa deve correr em 2008 pela nova equipe Prodrive. Se ela existir!

Alex Yoong: Pior piloto que já tive a oportunidade de acompanhar na F1, Yoong foi demitido por justa causa da Minardi mesmo levando bastante dinheiro para a humilde equipe italiana. Para ver como ele era ruim! O malaio ficou zanzando por várias categorias como a CART e a Le Mans Series até se estabelecer como piloto da Malásia na A1GP. Como sempre, fazendo nada.


Mark Webber: O australiano chegou impressionando ao conquistar um quinto lugar na sua estréia em casa. E na Minardi! Mesmo sem conseguir muito destaque ao longo do ano, Webber conseguiu uma vaga na Jaguar, onde estabeleceu sua marca: seu grande desempenho nas Classificações. Webber acabou com a carreira de Antonio Pizzônia (trazendo para si grande antipatia do público brasileiro) e se transferiu para a Williams em 2005, mas o que parecia ser sua grande chance se transformou num pesadelo com a decadência da tradicional equipe. Mais maduro, Webber está hoje na Red Bull e vem mostrando mais consistência nas corridas. Pena que o australiano quer roubar o título de Rei do Azar de Raikkonen...

Mika Salo: Sempre falando que era melhor do que o outro Mika, Salo resolveu abandonar a F1 no final de 2002 e graças a sua boa relação com a Ferrari, foi contratado pela casa de Maranello para disputar corridas de GT pelo mundo, cuja função faz até hoje. Nesse ano, Salo corre ao lado do brasileiro Jaime Melo Jr. na American Le Mans Series e os dois lideram o campeonato.

Allan McNish: McNish entrou na F1 muito tarde, pois sua melhor fase tinha sido no início dos anos 90. O escocês foi por muitos anos piloto da Porsche nas 24 horas de Le Mans e foi contratado pela Toyota como piloto de testes no final dos anos 90. Sem ter ninguém melhor para colocar em seu cockpit, a Toyota promoveu a estréia de McNish em 2002 e como era de ser esperar, McNish não fez nada demais e acabou demitido no final do ano. Com grande experiência em corridas de longa distância, McNish foi contratado pela Audi e venceu várias corridas de Endurance pelo mundo. Hoje, McNish luta pelo título da American Le Mans Series com a Audi e seu motor diesel.

MotoGP, Stock, DTM...

O domínio exercido por Casey Stoner chega a ser surpreendente. Quando 2007 se iniciou, ninguém em são consciência apostaria um único centavo no australiano, que era conhecido até então por Casey "Rolling Stoner" por suas quedas. Dez meses depois, Stoner consegue sua nona vitória no ano com os pés nas costas e ainda correndo am casa! Para completar a festa, a Ducati conquitou o Mundial de Construtores e de equipes, pois Loris Capirossi completou a dobradinha da marca italiana. Valentino Rossi teve que se contentar com a terceira posição e a constatação de que em em 2008 ele terá que desdobrar se quiser recuperar o título. Corroborando a boa fase da Ducati, Alex Barros conseguiu a quinta posição com a equipe satélite da Ducati, marcando seu melhor resultado desde o pódio em Mugello, no meio do ano. Barros, que caminhava para a aposentadoria no final deste ano, recebeu um convite para atuar novamente no Mundial de Superbike em 2008 e deverá aceitar.

Lorenzo ruma para o bicampeonato das 250 com uma vitória esmagadora hoje em Philip Island. Vendo a corrida nesta madrugada, fiquei com a certeza de que Lorenzo tem o equipamento muito superior aos demais, pois 20s é muita coisa para ser creditada unicamente para o talento do piloto. O espanhol só precisa de cinco pontos na semana que vem na Malásia para levar o título deste ano e subir para a MotoGP com muita moral para enfrentar Valentino Rossi dentro da equipe Yamaha. Na melhor corrida do fim de semana, Lukas Pesek levou a corrida das 125 numa disputa com outros oito(!) pilotos durante toda a corrida. A briga entre os companheiro de equipe (e desafetos) Gabor Talmacsi e Hector Faubel ficou ainda mais empolgante, pois com os resultados de hoje estão separados por apenas um ponto com duas corridas a serem realizadas.

Numa corrida chata, com arquibancadas vazias e um fiscal atravessando a pista na frente dos carros após uma relargada, a Stock realizou sua primeira etapa do famigerado play-off neste domingo em Buenos Aires e Cacá Bueno conquistou sua terceira vitória do ano e parte para um merecido bicampeonato. Largando em terceiro, Bueno não precisou ultrapassar ninguém para conseguir sua tranqüila vitória, já que o pole Ricardo Sperafico ficou de fora ainda antes da largada com problemas no motor e Ricardo Maurício saiu da prova ainda no começo. Tiago Camilo perseguiu de perto Cacá até ter problemas na bomba de combustível na penúltima volta, mas Camilo ainda conseguiu cruzar a linha de chegada em segundo, poucos segundos à frente do terceiro colocado Popó Bueno. Galvão Bueno deve estar orgulhoso de ter seus dois rebentos no pódio.

A etapa argentina da Stock Car brasileira provou duas coisas hoje. A primeira é que sem a promoção de um Rede Globo no local da corrida e o público virtual comprado pelos patrocinadores, a Stock é apenas mais uma corrida categoria do decadente automobilismo brasileiro, com seu pouco público e divulgação. Essa semana mesmo fiquei boquiaberto com o monte de besteira que o promotor da Stock, Carlos Col, falou no programa Linha de Chegada. Para ele automobilismo é somente negócio e nada mais. A parte técnica da categoria que vá para aquele lugar! Por que a Stock vai para a Argentina? Pela promoção. A TC2000 argentina está com problemas? Semana passada durante os "200km de Buenos Aires" mais de 70.000 espectadores viram uma corrida sensacional. Dizer que a Stock é multimarca é fazer as pessoas de idiota e se um belo dia a Globo deixar de apoiar a Stock, a categoria irá cair na vala comum das demais categorias nacionais.

A outra coisa que percebi foi que esse tal de play-off além de não ser justo, deixa as corridas muito chatas. A etapa de Buenos Aires foi de dar sono e a resposta para isso estava na entrevista dada por Mauro Vogel, quando seu piloto Tiago Camilo pressionava Cacá pela liderança. "Ele tem que pressionar, mas não pode perder os pontos do segundo lugar." A matemática é simples. É melhor 20 pontos na mão do que 25 voando. Por isso, ninguém passava ninguém, num imenso trenzinho no Autódromo Oscas Galvéz. A corrida foi tão enfadonha que a Globo botou um solo de guitarra para tentar animar a transmissão (no meu caso não conseguiu) e colocou o ridículo Dr. Stock para falar besteira na TV. Como falado anteriormente, se a Stock continuar mostrando "espetáculos" dessa magnitude, corre o risco da Globo cortar a bricandeira e o resto é melhor nem pensar.

Agora falando em categoria de turismo de verdade, numa briga (literalmente) entre marcas e pilotos, a DTM decidiu seu campeoanto a favor do sueco Mattias Ekström. O piloto da Audi só precisava chegar à frente do seu companheiro de equipe Martin Tomczyk e do piloto da Mercedes Bruno Spengler, com o super dinossauro Bernd Schneider correndo por fora. Numa etapa muito tranqüila em comparação com a última em Barcelona, Ekström correu com a cabeça e terminou a corrida vencida por Jamie Green em terceiro, conquistando o bicampeonato na DTM. Spengler foi quarto colado em Ekström, enquanto Tomczyk foi jogado para fora da pista ainda na primeira volta pela... Audi do companheiro (?) de equipe Timo Scheider! Com o fim da temporada, tomara que os ânimos se acalmem entre os dirigentes de Audi e Mercedes e não deixem que o campeonato termine, pois quanto mais categorias como a DTM existirem, melhor para o automobilismo e para nós, amantes da velocidade.