Como um piloto que terminou em sétimo lugar pode ser aclamado como o destaque da corrida e ter sido o mais aplaudido tanto pelo público (seus compatriotas), como pela crítica após a corrida em Suzuka? Kamui Kobayashi provou que pode! O japonês da Sauber é o tipo piloto 'kamikaze', mas com um quê de consciência capaz de fazer loucuras nas pistas sem prejudicar a si mesmo e os demais pilotos. Desde o ano passado Kobayashi mostrou uma velocidade exuberante misturado com a agressividade típica dos pilotos japoneses, que são até mesmo empurrados pela torcida para que não façam corridas burocráticas, que o fez ser a revelação de 2009 mesmo tendo disputado apenas duas corridas pela Toyota. Contratado pela Sauber este ano, Kobayashi vem fazendo corridas sem medo e não pensa muito em ultrapassar, reescrevendo a história de que é quase impossível ultrapassar numa F1 dominada pela aerodinâmica. Correndo em casa, Kobayashi deu um verdadeiro show de ultrapassagens e astúcia, com manobras agressivas, mas muito bem calculadas, em um setor da pista de Suzuka (onde não corria desde 2003) onde não era muito claro ser um ponto de ultrapassagem: o hairpin. Ele ultrapassou ali Jaime Alguersuari (2x), Sebastien Buemi, Rubens Barrichello e Nick Heidfeld. Mesmo chegando em sétimo, Koba foi o piloto mais aplaudido no dia e foi o destaque da prova.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Figurão(JAP): Felipe Massa
Mais de um ano após seu sério acidente e dois depois de quase ser campeão em casa, Felipe Massa está definitivamente na pior fase de sua carreira na F1. Em Suzuka, o brasileiro da Ferrari teve uma síntese de quão vai mal suas atuações em 2010. Primeiro, não foi surpresa nenhuma ver Massa ser bem mais lento do que Fernando Alonso em todos os treinos e na Classificação culminou com Felipe ficando de fora do Q3, enquanto seu companheiro de equipe conseguia uma ótima 3º colocação no grid, o melhor do que podia fazer perante a dominação da Red Bull. Enquanto Alonso fez uma corrida sólida, imprimindo um ritmo forte em todas as voltas da prova japonesa, Massa se retirava após alguns metros, depois de uma manobra atabalhoada em consequência de uma má largada. Massa tentou ultrapassar um lento Nico Rosberg na primeira curva e para isso usou a grama e o resultado não poderia ser outro. Sem controle de sua Ferrari, Felipe acertou em cheio a Force India de Vitantonio Liuzzi e destruiu sua corrida e do italiano, que nada tinha a ver com as frustrações de Massa. Na mesma semana em que Luca di Montezemolo cobrava um Felipe Massa forte para ajudar Fernando Alonso conquistar o título deste ano, o que se viu em Suzuka foi um piloto afetado pela velocidade do seu companheiro de equipe e até mesmo o abandono de seu time. Em resposta a afirmação do chefe, Massa teria dito que não correria como segundo piloto (até causando um mal entendido com Rubens Barrichello), mas na pista, onde poderia dar a resposta que queria, Massa mostrou que nem para segundo piloto, onde poderia tirar pontos dos adversários de Alonso, ele serviu!
domingo, 10 de outubro de 2010
Dois em um

Pelo temporal visto no sábado, este domingo em Suzuka foi igual ao de 2004, com Classificação e corrida separados em poucas horas. Outra coinscidência com aquele final de semana foi a dominação, sendo que desta vez de uma equipe. Se Michael Schumacher venceu aquela prova seis anos atrás com o pé nas costas, a Red Bull o fez com extrema facilidade neste domingo, fazendo uma dobradinha exuberante com Sebastian Vettel e Mark Webber se consolidando cada vez mais na disputa pelo título, com Fernando Alonso apenas na estreita, esperando algum erro da dupla rubro-tauriana.
A corrida não teve muita emoção e a narração arrastada, quase que com sono, de Galvão Bueno ajudou a aumentar essa impress
ão. A verdade foi que a emoção na frente do pelotão acabou quando o excelente Robert Kubica teve problemas ainda no começo da corrida, durante o safety-car. O polonês tinha se aproveitado de outra má largada de Mark Webber e estava em segundo, podendo ser um imponderável entre os pilotos que brigavam pelo título. Com Kubica fora, a corrida ficou com a interessante imagem dos cinco contendores pelo título entre os cinco primeiros da corrida, mas a verdade foi que as posições em que relargaram na sétima volta foram as mesmas em que receberam a bandeirada 46 passagens mais tarde: Vettel, Webber, Alonso, Button e Hamilton. Na verdade, a única mudança foi a troca de lugares entre a dupla da McLaren, já que Hamilton continua sua via-crucis neste final de temporada, agora com problemas de câmbio que fizeram com que Button, numa estratégia diferente, ultrapassasse seu compatriota já nas voltas finais.
ão. A verdade foi que a emoção na frente do pelotão acabou quando o excelente Robert Kubica teve problemas ainda no começo da corrida, durante o safety-car. O polonês tinha se aproveitado de outra má largada de Mark Webber e estava em segundo, podendo ser um imponderável entre os pilotos que brigavam pelo título. Com Kubica fora, a corrida ficou com a interessante imagem dos cinco contendores pelo título entre os cinco primeiros da corrida, mas a verdade foi que as posições em que relargaram na sétima volta foram as mesmas em que receberam a bandeirada 46 passagens mais tarde: Vettel, Webber, Alonso, Button e Hamilton. Na verdade, a única mudança foi a troca de lugares entre a dupla da McLaren, já que Hamilton continua sua via-crucis neste final de temporada, agora com problemas de câmbio que fizeram com que Button, numa estratégia diferente, ultrapassasse seu compatriota já nas voltas finais.O duo Vettel-Webber não deu chances a ninguém, com o alemão liderando, na prática, de ponta a ponta. Sebastian só não liderou todas as voltas porque Button retardou sua parada. A terceira vitória de Vettel mostra que o alemão tem muita velocidade e talento, mas também provou que o piloto da Red Bull só funciona quando está sozinho na frente e nada errado lhe acontece durante a prova. Em todas as suas vitórias, Vettel largou da pole e não foi mais visto em disputas com senhor ninguém. Ainda falta ao jovem alemão uma vitó
ria enfrentando dificuldades, tendo que vir de trás ou tendo que ultrapassar alguém. Hoje, foi uma vitória de velocidade e administração. Igual as outras. Desde Spa, há pouco mais de dois meses, que Webber não faz uma largada decente, mas o australiano vem demonstrando muita sorte (sorte de campeão?) nessa fase da temporada. Ultrapassado por Kubica, Webber viu seu adversário sair da corrida sem ter que se esforçar muito e Mark se esforçou menos ainda para ficar em 2º. Mais lento que Vettel em todos os treinos e muitos mais rápido do que os demais, Webber apenas se certificou em permanecer aonde estava e por lá ficou calmamente. No campeonato, o australiano ficou com uma sensação misturada de tristeza e alegria. Alegria porque agora tem uma vantagem um pouco maior sobre o vice-líder (de 11 para 14 pontos), mas agora tem a certeza de que não terá mais nenhuma regalia por parte da Red Bull, pois um dos vice-líderes é justamente Sebastian Vettel, que está, sem sombra de dúvidas, numa melhor fase do que o australiano. Se quiser ser campeão esse ano, Webber tem que chegar à frente de Vettel nas três corridas que restam. Mas pelo o que fez hoje, Mark terá que lutar muito para fazê-lo!
ria enfrentando dificuldades, tendo que vir de trás ou tendo que ultrapassar alguém. Hoje, foi uma vitória de velocidade e administração. Igual as outras. Desde Spa, há pouco mais de dois meses, que Webber não faz uma largada decente, mas o australiano vem demonstrando muita sorte (sorte de campeão?) nessa fase da temporada. Ultrapassado por Kubica, Webber viu seu adversário sair da corrida sem ter que se esforçar muito e Mark se esforçou menos ainda para ficar em 2º. Mais lento que Vettel em todos os treinos e muitos mais rápido do que os demais, Webber apenas se certificou em permanecer aonde estava e por lá ficou calmamente. No campeonato, o australiano ficou com uma sensação misturada de tristeza e alegria. Alegria porque agora tem uma vantagem um pouco maior sobre o vice-líder (de 11 para 14 pontos), mas agora tem a certeza de que não terá mais nenhuma regalia por parte da Red Bull, pois um dos vice-líderes é justamente Sebastian Vettel, que está, sem sombra de dúvidas, numa melhor fase do que o australiano. Se quiser ser campeão esse ano, Webber tem que chegar à frente de Vettel nas três corridas que restam. Mas pelo o que fez hoje, Mark terá que lutar muito para fazê-lo!Fernando Alonso fez uma corrida solitária em Suzuka, pois se não podia atacar as Red Bulls, não era atacado pelas McLarens. O espanhol fez seu papel no Japão, ficando na posição de aproveitar algum erro da Red Bull (algo longe de ser raro em 2010) com um ritmo de corrida assombroso para um carro longe do ideal na difícil pista de Suzuka. Alonso ficou um pouco mais longe do líder Webber, agora tem Vettel empatado na tábua de classificação e não tem um companheiro de equipe do mesmo nível. A verdade, infeliz para muitos 'pachecos' é que Massa não está no mesmo nível de Alonso, mesmo com todas as desculpas globais. O brasileiro teve um final de semana medonho em Suzuka, onde levou mais de meio segundo de Alonso durante os treinos, pagou o mico de ficar de fora do Q3 (assisti os treinos e não enxerguei Kubica atrapalhar Massa durante o Q2), largou mal e acabou se afobando na primeira curva, ao ir pela grama e atingir o pobre do Vitantonio Liuzzi, que nada tinha a ver com a história. Se semana passada Luca di Montezemolo exigiu um Massa 'forte' para ajudar Alonso na luta pelo título, terá que lhe dar com um piloto desmotivado desde o episódio em Hockenheim e que está levando um verdadeiro banho de Fernando Alonso em toda a temporada. Nunca devemos nos esquecer que os sete pontos que Alonso ganhou com a troca de posição na Alemanha está fazendo cada vez mais sentido. E um dos culpados para aumentar essa impressão é justamente Massa, que está fazendo uma temporada digna... de segundo piloto!
Se a McLaren achar uma poção mágica até a Coréia do Sul e algo de muito extraordinário não acontecer, dificilmente a equipe inglesa brigará pelo título este ano. Sem ritmo para enfrentar Red Bull e Ferrari, a equipe capitaneada por Martin Whitmarsh terá que se conformar mesmo com a terceira força deste ano, após
ter liderado boa parte do mundial com cada um dos seus pilotos. A Classificação foi até boa para o time, com uma estratégia diferente dos seus pilotos, principalmente Button, que só deu uma volta rápida no Q3 com pneus duros que o pôs numa boa posição. Já Hamilton previa uma corrida com problemas de câmbio quando trocou o seu antes da Classificação e perdeu cinco posições no grid. Na largada, Hamilton ficou colado em Button, ganhando posições, mas não recebeu a ordem de equipe desejada e esperou Button, numa tentativa infeliz de extender sua permanência na pista com pneus inadequados, fazer sua parada para ganhar a posição do companheiro de equipe e tentar um ataque banzai em cima de Alonso, mas quando estava se aproximando do espanhol, um problema de câmbio o fez perder rendimento e a posição para Button, que ainda marcou voltas rápidas no final, mas estava demasiadamente longe de Alonso para tentar uma maior aproximação. Com Hamilton e Button agora distantes mais do que uma vitória do líder Webber, dificilmente um piloto McLaren será campeão em 2010. A verdade também foi que Hamilton perdeu duas pontuações importantes em Monza e Cingapura, enquanto Button só teve como destaque suas duas vitórias (improváveis, por sinal) no começo do ano e pensou que podia fazer igual a 2009, ou seja, administrar o resultado. Isso só teria efeito com um carro nitidamente melhor do que os demais, como seu Brawn ano passado, mas Button tinha em mãos um carro longe do ser o melhor.
ter liderado boa parte do mundial com cada um dos seus pilotos. A Classificação foi até boa para o time, com uma estratégia diferente dos seus pilotos, principalmente Button, que só deu uma volta rápida no Q3 com pneus duros que o pôs numa boa posição. Já Hamilton previa uma corrida com problemas de câmbio quando trocou o seu antes da Classificação e perdeu cinco posições no grid. Na largada, Hamilton ficou colado em Button, ganhando posições, mas não recebeu a ordem de equipe desejada e esperou Button, numa tentativa infeliz de extender sua permanência na pista com pneus inadequados, fazer sua parada para ganhar a posição do companheiro de equipe e tentar um ataque banzai em cima de Alonso, mas quando estava se aproximando do espanhol, um problema de câmbio o fez perder rendimento e a posição para Button, que ainda marcou voltas rápidas no final, mas estava demasiadamente longe de Alonso para tentar uma maior aproximação. Com Hamilton e Button agora distantes mais do que uma vitória do líder Webber, dificilmente um piloto McLaren será campeão em 2010. A verdade também foi que Hamilton perdeu duas pontuações importantes em Monza e Cingapura, enquanto Button só teve como destaque suas duas vitórias (improváveis, por sinal) no começo do ano e pensou que podia fazer igual a 2009, ou seja, administrar o resultado. Isso só teria efeito com um carro nitidamente melhor do que os demais, como seu Brawn ano passado, mas Button tinha em mãos um carro longe do ser o melhor.Do sexto lugar para trás, o único destaque foram as ultrapassagens de Kamui Kobayashi no hairpin, usando sua agressividade para superar os rivais em
manobras audaciosas, coisa que os japoneses adoram e por isso Koba foi um dos mais aplaudidos, mesmo chegando em 7º. Michael Schumacher fez uma corrida discreta, onde ultrapassou Rubens Barrichello no começo e partia para uma corrida solitária, quando Nico Rosberg, que colocou os pneus duros ainda na primeira volta, se colocou à frente deo heptacampeão. Os dois alemães andaram colados o resto da corrida, mas Nico teve um incidente esquisito, quando uma roda traseira saiu voando na perigosa região dos esses e o filho de Keke Rosberg teve sorte em não bater muito forte. A partir de então, Schumacher fez sua corrida solitária rumo ao 6º lugar, sua melhor corrida em muito tempo. Rubens Barrichello não teve uma corrida muito interessante, após treinos muito fortes e o brasileiro teve sorte em marcar pontos, enquanto Nico Hülkenberg foi vítima, ainda nos primeiros metros de corrida, da maior barbeiragem do dia. Mesmo com toda a grana vinda da Rússia, não é sem razão que a Renault procura um substituto para Vitaly Petrov. Se não bastasse levar couros homéricos de Kubica, Petrov parece cada vez mais nervoso e seus erros se multiplicam, quando deveriam diminuir. O russo até largou bem, mas ignorou Hulkenberg e bateu forte, terminando sua corrida após poucos metros, com seu carro destruído. Para piorar, o dia da Renault terminou poucos minutos depois com Robert Kubica perdendo a roda durante o safety-car provocado por Petrov. Foi um final de semana para esquecer para os franceses.
manobras audaciosas, coisa que os japoneses adoram e por isso Koba foi um dos mais aplaudidos, mesmo chegando em 7º. Michael Schumacher fez uma corrida discreta, onde ultrapassou Rubens Barrichello no começo e partia para uma corrida solitária, quando Nico Rosberg, que colocou os pneus duros ainda na primeira volta, se colocou à frente deo heptacampeão. Os dois alemães andaram colados o resto da corrida, mas Nico teve um incidente esquisito, quando uma roda traseira saiu voando na perigosa região dos esses e o filho de Keke Rosberg teve sorte em não bater muito forte. A partir de então, Schumacher fez sua corrida solitária rumo ao 6º lugar, sua melhor corrida em muito tempo. Rubens Barrichello não teve uma corrida muito interessante, após treinos muito fortes e o brasileiro teve sorte em marcar pontos, enquanto Nico Hülkenberg foi vítima, ainda nos primeiros metros de corrida, da maior barbeiragem do dia. Mesmo com toda a grana vinda da Rússia, não é sem razão que a Renault procura um substituto para Vitaly Petrov. Se não bastasse levar couros homéricos de Kubica, Petrov parece cada vez mais nervoso e seus erros se multiplicam, quando deveriam diminuir. O russo até largou bem, mas ignorou Hulkenberg e bateu forte, terminando sua corrida após poucos metros, com seu carro destruído. Para piorar, o dia da Renault terminou poucos minutos depois com Robert Kubica perdendo a roda durante o safety-car provocado por Petrov. Foi um final de semana para esquecer para os franceses.Nick Heidfeld provou ter sido
certo a troca por Pedro de la Rosa na Sauber e o alemão já marcou pontos em sua segunda corrida pelo time helvético, mesmo tendo que segurar Barrichello nas voltas finais. Outra equipe a ter um dia para esquecer foi a Force India, pois Liuzzi foi tirado da corrida por um destrambelhado Felipe Massa na primeira curva e Adrian Sutil, a ponto de marcar pontos surpreendentes, teve seu motor quebrado já no final da prova, 'lubrificando' a pista inteira. A Force India está em clara decadência e as notícias de bastidores não são bada boas para o time hindu. Os vários abandonos fizeram com que pilotos de equipes pequenas ganhassem muitas posições, como foi o caso de Buemi, marcando ponto depois de muito tempo e Heikki Kovalainen, primeiro das nanicas, em 12º lugar, apenas duas posições atrás da zona de pontuação. Por sinal, todos os carros das equipes pequenas completaram a corrida, já que Lucas di Grassi nem largou.
certo a troca por Pedro de la Rosa na Sauber e o alemão já marcou pontos em sua segunda corrida pelo time helvético, mesmo tendo que segurar Barrichello nas voltas finais. Outra equipe a ter um dia para esquecer foi a Force India, pois Liuzzi foi tirado da corrida por um destrambelhado Felipe Massa na primeira curva e Adrian Sutil, a ponto de marcar pontos surpreendentes, teve seu motor quebrado já no final da prova, 'lubrificando' a pista inteira. A Force India está em clara decadência e as notícias de bastidores não são bada boas para o time hindu. Os vários abandonos fizeram com que pilotos de equipes pequenas ganhassem muitas posições, como foi o caso de Buemi, marcando ponto depois de muito tempo e Heikki Kovalainen, primeiro das nanicas, em 12º lugar, apenas duas posições atrás da zona de pontuação. Por sinal, todos os carros das equipes pequenas completaram a corrida, já que Lucas di Grassi nem largou.A corrida em Suzuka não foi nada emocionante e nem o fi
nal de semana diferente, com a Classificação no dia da corrida, mas Red Bull dominou inteiramente o final de semana, com o time não se deixando levar por erros próprios ou dos seus pilotos. Webber lidera o campeonato com um pouco mais de folga, mas Vettel vem num melhor momento. Enquanto isso, Fernando Alonso fica apenas na espreita, esperando uma oportunidade para se aproveitar de algum erro dos seus rivais pelo título em 2010. E se errarem, o espanhol não perderá a oportunidade. Com as McLarens em má fase, o campeonato deverá se resumir a apenas três pilotos (Webber, Alonso e Vettel). Campeonato mais do que aberto!
nal de semana diferente, com a Classificação no dia da corrida, mas Red Bull dominou inteiramente o final de semana, com o time não se deixando levar por erros próprios ou dos seus pilotos. Webber lidera o campeonato com um pouco mais de folga, mas Vettel vem num melhor momento. Enquanto isso, Fernando Alonso fica apenas na espreita, esperando uma oportunidade para se aproveitar de algum erro dos seus rivais pelo título em 2010. E se errarem, o espanhol não perderá a oportunidade. Com as McLarens em má fase, o campeonato deverá se resumir a apenas três pilotos (Webber, Alonso e Vettel). Campeonato mais do que aberto!sexta-feira, 8 de outubro de 2010
História: 10 anos do Grande Prêmio do Japão de 2000
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O belíssimo circuito de Suzuka poderia ser mais uma vez o palco de uma decisão de campeonato na F1. Se Michael Schumacher vencesse no Japão, o ferrarista conquistaria seu 3º título, não importando a posição do seu rival Mika Hakkinen. A Ferrari estava em uma ótima fase, com Schumacher vencendo as duas corridas anteriores, mas Hakkinen tinha recordações mais felizes do circuito japonês, quando conquistou seus dois títulos em Suzuka.
Como não poderia deixar de ser, Schumacher e Hakkinen dominaram todos os treinos e isso se repetiu na Classificação. O duelo pela pole foi muito emocionante com Hakkinen e Schumacher tomando a pole um do outro durante toda a sessão, mas o alemão acabou ficando com a posição de honra, mesmo tendo feito uma tentativa a menos do que Hakkinen. Em sua última tentativa, o finlandês ficou apenas nove décimos atrás do seu rival, mas isso significaria oito menos de desvantagem com relação a Schumacher no grid. Com a disputa tão polarizada entre os dois contendores ao título, o resto era apenas isso. O resto.
Grid:
1) M.Schumacher (Ferrari) – 1:35.825
2) Hakkinen (McLaren) – 1:35.834
3) Coulthard (McLaren) – 1:36.236
4) Barrichello (Ferrari) – 1:36.330
5) Button (Williams) – 1:36.628
6) R.Schumacher (Williams) – 1:36.788
7) Irvine (Jaguar) – 1:36.899
8) Frentzen (Jordan) – 1:37.243
9) Villeneuve (BAR) – 1:37.267
10) Herbert (Jaguar) – 1:37.329
O dia 8 de outubro de 2000 estava nublado em
Suzuka e a previsão de chuva a qualquer momento. Porém, a pista estava seca quando os pilotos completaram a volta de apresentação. Mesmo Suzuka sendo um circuito de ultrapassagens possíveis, quem conseguisse uma melhor posição na largada levaria uma ótima vantagem durante a prova e Hakkinen vinha se especializando em largadas relâmpagos. Confirmando as últimas corridas, o finlandês consegue uma ótima saída, contornando a Ferrari de Schumacher e lhe fechando a porta antes da primeira curva. Houve quem reclamasse da manobra de Hakkinen, mas o fato era que o finlandês conseguia uma vantagem decisiva sobre Schumacher. Coulthard permanecia na 3º posição e ficaria ali o restante da prova, enquanto Barrichello largava mal e caía para 6º, mas recuperaria duas posições durante as paradas, completando a corrida onde largou.
O que importava, naquele momento, era cada metro percorrido por Hakkinen e Schumacher no que poderia ser a decisão do campeonato ou o adiament
o da luta pelo título entre os dois bicampeões. Mesmo com carros diferentes, Hakkinen e Schumacher andavam como relógios na rápida pista de Suzuka, com a diferença nunca diminuindo de 1s. Havia rumores que, conquistando 3º título consecutivo, Hakkinen se aposentaria da F1, enquanto Schumacher lutava para tirar a Ferrari do longo jejum de 21 anos sem comemorar um título de pilotos. Havia muito em jogo! Na décima volta, as primeiras gotas de chuva começam a cair, mas não a ponto de molhar a pista. Na volta 21, Hakkinen faz sua primeira visita aos boxes, completando seu pit em 6.8s. Era a primeira chance de Schumacher de tirar a liderança de Hakkinen, mas a Ferrari é um pouco mais lenta que a McLaren e as posições permanecem as mesmas.
A chuva fina intermitente e as ultrapassagens em cima dos retardatários permitiam Schumacher se aproximar ainda mais de Ha
kkinen. A corrida era ao mesmo tempo estática e tensa, pois McLaren e Ferrari não se desgrudavam e ainda havia uma parada a ser feita. Quando Hakkinen fez sua parada na volta 37, o finlandês tinha perdido 1s atrás de Pedro de la Rosa e Schumacher quase foi tirado da corrida por Zonta, com um toque acidental entre os dois enquanto o alemão colocava uma volta no piloto da BAR na chicane. Ao contrário da parada anterior, Schumacher permaneceu mais de uma volta na pista após o pit-stop de Hakkinen. O gênio Ross Brawn tinha colocado mais combustível para Schumacher ficar mais tempo na pista e o alemão andava o máximo que podia. Na volta 39, quando Schumacher se aproximava da entrada dos boxes, dá de cara com a Benetton de Alexander Wurz parada. O austríaco tinha acabado de rodar, mas Schumacher passa impávido por Wurz. A Ferrari trabalha de forma perfeita e Schumacher volta à pista com uma diferença de quase uma reta sobre Hakkinen.
A tabela de tempos revelou que Schumacher e Hakkinen registraram
o mesmo tempo de entrada dos boxes e de permanência do pit-lane, mas Schumacher tinha sido 4.5s mais rápido que Hakkinen na volta de saída dos boxes. Hakkinen diria que teve problemas com seus pneus novos e a chuva havia aumentado um pouco naquelas três voltas cruciais. Porém, o que importava era que Schumacher estava na posição que queria. Faltando dez voltas para o final, Schummy tinha 5s de vantagem sobre Hakkinen, que ainda lutava para reverter um caso praticamente terminal. Tudo o que Schumacher fez foi levar sua Ferrari ‘para casa’ e receber a bandeirada que lhe confirmava como Campeão Mundial de 2000. O alemão vibrou como nunca e ao chega aos boxes foi abraçado por Jean Todt, Rubens Barrichello e Mika Hakkinen, magnânimo no momento da derrota. Apesar da alegria, Schumacher também dava sopros de alívio, pois o alemão sabia que havia tirado um peso enorme em cima dos seus ombros. Quando chegou a Ferrari no final de 1995, havia prometido que devolveria o títulos aos italianos em três anos, mas muita coisa aconteceu e Schummy chegou a quebrar uma perna tentando dar o título à Ferrari. Com dois anos de atraso, Michael Schumacher pagava sua aposta. Em Maranello, milhares de tifosi vibravam com o triunfo da Ferrari e esperavam por mais. Quando perguntado se agora podia relaxar, Schumacher disse que não e lançou um desafio. “Essa vitória pode ser o início de uma dinastia da Ferrari na F1.” Os anos seguintes provariam que essa frase era premonitória.
Chegada:
1) M.Schumacher
2) Hakkinen
3) Coulthard
4) Barrichello
5) Button
6) Villeneuve
Como não poderia deixar de ser, Schumacher e Hakkinen dominaram todos os treinos e isso se repetiu na Classificação. O duelo pela pole foi muito emocionante com Hakkinen e Schumacher tomando a pole um do outro durante toda a sessão, mas o alemão acabou ficando com a posição de honra, mesmo tendo feito uma tentativa a menos do que Hakkinen. Em sua última tentativa, o finlandês ficou apenas nove décimos atrás do seu rival, mas isso significaria oito menos de desvantagem com relação a Schumacher no grid. Com a disputa tão polarizada entre os dois contendores ao título, o resto era apenas isso. O resto.
Grid:
1) M.Schumacher (Ferrari) – 1:35.825
2) Hakkinen (McLaren) – 1:35.834
3) Coulthard (McLaren) – 1:36.236
4) Barrichello (Ferrari) – 1:36.330
5) Button (Williams) – 1:36.628
6) R.Schumacher (Williams) – 1:36.788
7) Irvine (Jaguar) – 1:36.899
8) Frentzen (Jordan) – 1:37.243
9) Villeneuve (BAR) – 1:37.267
10) Herbert (Jaguar) – 1:37.329
O dia 8 de outubro de 2000 estava nublado em
Suzuka e a previsão de chuva a qualquer momento. Porém, a pista estava seca quando os pilotos completaram a volta de apresentação. Mesmo Suzuka sendo um circuito de ultrapassagens possíveis, quem conseguisse uma melhor posição na largada levaria uma ótima vantagem durante a prova e Hakkinen vinha se especializando em largadas relâmpagos. Confirmando as últimas corridas, o finlandês consegue uma ótima saída, contornando a Ferrari de Schumacher e lhe fechando a porta antes da primeira curva. Houve quem reclamasse da manobra de Hakkinen, mas o fato era que o finlandês conseguia uma vantagem decisiva sobre Schumacher. Coulthard permanecia na 3º posição e ficaria ali o restante da prova, enquanto Barrichello largava mal e caía para 6º, mas recuperaria duas posições durante as paradas, completando a corrida onde largou.O que importava, naquele momento, era cada metro percorrido por Hakkinen e Schumacher no que poderia ser a decisão do campeonato ou o adiament
o da luta pelo título entre os dois bicampeões. Mesmo com carros diferentes, Hakkinen e Schumacher andavam como relógios na rápida pista de Suzuka, com a diferença nunca diminuindo de 1s. Havia rumores que, conquistando 3º título consecutivo, Hakkinen se aposentaria da F1, enquanto Schumacher lutava para tirar a Ferrari do longo jejum de 21 anos sem comemorar um título de pilotos. Havia muito em jogo! Na décima volta, as primeiras gotas de chuva começam a cair, mas não a ponto de molhar a pista. Na volta 21, Hakkinen faz sua primeira visita aos boxes, completando seu pit em 6.8s. Era a primeira chance de Schumacher de tirar a liderança de Hakkinen, mas a Ferrari é um pouco mais lenta que a McLaren e as posições permanecem as mesmas.A chuva fina intermitente e as ultrapassagens em cima dos retardatários permitiam Schumacher se aproximar ainda mais de Ha
kkinen. A corrida era ao mesmo tempo estática e tensa, pois McLaren e Ferrari não se desgrudavam e ainda havia uma parada a ser feita. Quando Hakkinen fez sua parada na volta 37, o finlandês tinha perdido 1s atrás de Pedro de la Rosa e Schumacher quase foi tirado da corrida por Zonta, com um toque acidental entre os dois enquanto o alemão colocava uma volta no piloto da BAR na chicane. Ao contrário da parada anterior, Schumacher permaneceu mais de uma volta na pista após o pit-stop de Hakkinen. O gênio Ross Brawn tinha colocado mais combustível para Schumacher ficar mais tempo na pista e o alemão andava o máximo que podia. Na volta 39, quando Schumacher se aproximava da entrada dos boxes, dá de cara com a Benetton de Alexander Wurz parada. O austríaco tinha acabado de rodar, mas Schumacher passa impávido por Wurz. A Ferrari trabalha de forma perfeita e Schumacher volta à pista com uma diferença de quase uma reta sobre Hakkinen.A tabela de tempos revelou que Schumacher e Hakkinen registraram
o mesmo tempo de entrada dos boxes e de permanência do pit-lane, mas Schumacher tinha sido 4.5s mais rápido que Hakkinen na volta de saída dos boxes. Hakkinen diria que teve problemas com seus pneus novos e a chuva havia aumentado um pouco naquelas três voltas cruciais. Porém, o que importava era que Schumacher estava na posição que queria. Faltando dez voltas para o final, Schummy tinha 5s de vantagem sobre Hakkinen, que ainda lutava para reverter um caso praticamente terminal. Tudo o que Schumacher fez foi levar sua Ferrari ‘para casa’ e receber a bandeirada que lhe confirmava como Campeão Mundial de 2000. O alemão vibrou como nunca e ao chega aos boxes foi abraçado por Jean Todt, Rubens Barrichello e Mika Hakkinen, magnânimo no momento da derrota. Apesar da alegria, Schumacher também dava sopros de alívio, pois o alemão sabia que havia tirado um peso enorme em cima dos seus ombros. Quando chegou a Ferrari no final de 1995, havia prometido que devolveria o títulos aos italianos em três anos, mas muita coisa aconteceu e Schummy chegou a quebrar uma perna tentando dar o título à Ferrari. Com dois anos de atraso, Michael Schumacher pagava sua aposta. Em Maranello, milhares de tifosi vibravam com o triunfo da Ferrari e esperavam por mais. Quando perguntado se agora podia relaxar, Schumacher disse que não e lançou um desafio. “Essa vitória pode ser o início de uma dinastia da Ferrari na F1.” Os anos seguintes provariam que essa frase era premonitória.Chegada:
1) M.Schumacher
2) Hakkinen
3) Coulthard
4) Barrichello
5) Button
6) Villeneuve
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
História: 25 anos do Grande Prêmio da Europa de 1985
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Após mais um pódio em Spa, a pergunta era quando e onde Alain Prost finalmente conquistaria seu primeiro título mundial, sendo o primeiro francês a fazê-lo. Graças aos descartes, Prost precisava de apenas dois pontos para liquidar a fatura e apenas Michele Alboreto, na decadente Ferrari, ainda tinha remotas chances de impedir o triunfo de Prost.
Com tão pouco a fazer, Prost não iria se esforçar por uma pole-position. Ele foi apenas o quinto mais rápido na sexta-feira. Após um domínio de Keke Rosberg e Nelson Piquet, Ayrton Senna foi o mais rápido na primeira sessão de Classificação, com 1s de vantagem sobre Piquet. Todos ficaram abismados com tamanho desempenho, mas logo se descobriu o motivo. Mesmo com Nelson Piquet mostrando a todos desde os tempos da F3 que o pré-aquecimento dos pneus é algo crucial para conseguir um bom desempenho da borracha nas primeiras voltas, apenas a Lotus estava fazendo isso na sexta-feira. Até mesmo a McLaren, que fez isso pela primeira vez no Grande Prêmio do Canadá de 1974, estava comendo mosca. Todas as equipes passaram a esquentar os pneus no sábado.
Rosberg e Mansell melhoraram seus tempos, mas não a ponto de bater o fantástico tempo de Senna. A surpresa era ver Mansell à frente de Rosberg. Nelson Piquet, mesmo de saída da equipe Brabham rumo à Williams, ainda tentava melhorar seu carro, com o potente motor BMW. O brasileiro conseguiu melhorar o tempo do seu compatriota, mas Senna, já no final da sessão, voltou a superar seu compatriota e o Brasil faria dobradinha em Brands Hatch. Outra surpresa era o ótimo desempenho do francês Philippe Streiff, que colocou seu Ligier à frente do virtual campeão Prost. Sofrendo com sua Ferrari, Alboreto era um triste 15º colocado no grid.
Grid:
1) Senna (Lotus) - 1:07.169
2) Piquet (Brabham) - 1:07.482
3) Mansell (Williams) - 1:08.059
4) Rosberg (Williams) - 1:08.197
5) Streiff (Ligier) - 1:09.080
6) Prost (McLaren) - 1:09.429
7) Surer (Brabham) - 1:09.762
8) Warwick (Renault) - 1:09.904
9) De Angelis (Lotus) - 1:10.014
10) Laffite (Ligier) - 1:10.081
O dia 6 de outubro de 1985 estava com pouco sol em Brands Hatch, mas o tempo estava firme. Não haveria chuva, apesar do te
mpo carrancudo. O tradicional circuito inglês tem uma das largadas mais perigosas do calendário da F1 e ultrapassar não era algo muito fácil em Brands Hatch. Por isso, a largada seria tensa. E realmente foi! Quem largou no lado ímpar, como foi o caso de Senna e Mansell, saíram sem problemas na luz verde e ambos ficaram lado a lado na primeira curva. Já para quem largou no lado par, houve dificuldades, com Piquet e Rosberg derrapando bastante na largada. Prost, que estava logo atrás de Rosberg, tenta ultrapassar o lento finlandês e vai para a grama, o atrasando ainda mais. Apesar de todos os problemas, Rosberg ainda ficou em 3º, com Piquet logo atrás. Mansell tentava ultrapassar logo Senna, mas o inglês acabou se atrapalhando na freada da Druids e quase saiu da pista. Nigel controlou seu Williams, mas acabou perdendo duas posições, caindo para 4º. Na briga pelo título, Alboreto se aproveitou da largada confusa para pular para 8º, bem à frente de Prost, que cruzou a primeira volta apenas em 12º. Era um sopro de esperança para o italiano...
mpo carrancudo. O tradicional circuito inglês tem uma das largadas mais perigosas do calendário da F1 e ultrapassar não era algo muito fácil em Brands Hatch. Por isso, a largada seria tensa. E realmente foi! Quem largou no lado ímpar, como foi o caso de Senna e Mansell, saíram sem problemas na luz verde e ambos ficaram lado a lado na primeira curva. Já para quem largou no lado par, houve dificuldades, com Piquet e Rosberg derrapando bastante na largada. Prost, que estava logo atrás de Rosberg, tenta ultrapassar o lento finlandês e vai para a grama, o atrasando ainda mais. Apesar de todos os problemas, Rosberg ainda ficou em 3º, com Piquet logo atrás. Mansell tentava ultrapassar logo Senna, mas o inglês acabou se atrapalhando na freada da Druids e quase saiu da pista. Nigel controlou seu Williams, mas acabou perdendo duas posições, caindo para 4º. Na briga pelo título, Alboreto se aproveitou da largada confusa para pular para 8º, bem à frente de Prost, que cruzou a primeira volta apenas em 12º. Era um sopro de esperança para o italiano...
Lá na frente, Senna, Rosberg, Piquet e Mansell batalhavam pela primeira posição, com Senna claramente segurando seus adversários. Senna já estava ficando conhecido pela sua agressividade em fechar portas e isso deixava muitos pilotos, como Rosberg, bastante irritados com o brasileiro. Na sexta volta, após várias portas fechadas na cara, Rosberg tentou a ultrapassagem na curva Surtees e o finlandês chegou à ficar ao lado da Lotus, mas Senna brecou no limite e Rosberg acabou tocando na roda traseira de Senna. Rosberg acabou levando a pior e rodou, ficando bem à frente de Piquet. Por mais que tenha tentado, o brasileiro da Brabham não foi capaz de segurar seu carro e bateu na roda dianteira da Williams de Rosberg. Mesmo tendo quebrado apenas o bico do seu carro, Piquet deixou o seu carro morrer e abandonou naquele mesmo local. Rosberg voltou à pista, mas com o pneu traseiro furado, atingido por Piquet. O finlandês foi aos boxes trocar seus pneus e avaliar os danos. Com o carro em perfeito estado, Rosberg vo
ltou à corrida bem à frente de Senna. Se já estava insatisfeito com o brasileiro, Rosberg estava furioso com Senna e pretendia vingança!
ltou à corrida bem à frente de Senna. Se já estava insatisfeito com o brasileiro, Rosberg estava furioso com Senna e pretendia vingança!
Mansell passou a pressionar Senna, mas obteve um involuntário ajudante. Rosberg esperou Senna apenas para fechar a porta do brasileiro! Atrapalhado por Rosberg, Senna acabou ultrapassado por Mansell na curva Bottom Bend. Para ajudar seu companheiro de equipe (e atazanar Senna), Rosberg permaneceu próximo de Mansell, evitando um contra-ataque de Senna. O brasileiro perdia contato com as duas Williams e mais tarde, Mansell deixaria Rosberg o passar e iniciar uma belíssima corrida de recuperação. Mais atrás, Prost ultrapassa Alboreto e subia para o 6º lugar, preparando o campo para conquistar o título na Inglaterra. Mas as coisas só piorariam para a Ferrari. Na volta 13, Alboreto entrou nos boxes com seu carro em chamas, com o italiano chegando a ficar de pé para evitar o fogo. A fatura estava praticamente ganha para Prost.
Mansell abria uma boa vantagem sobre Senna, que começava a ser pressionado pelo companheiro de quipe Elio de Angelis. Tentando manter Prost ainda em 6º, Johansson deixou Surer passar e ficou logo à frente
do francês, tentando intimida-lo. Experiente, Prost diminuiu seu ritmo para evitar riscos desnecessários, mas isso permitiu que Laffite encostasse na sua traseira. O veterano piloto da Ligier ultrapassou Prost e Johansson, subindo para 5º, com o sueco marcando Prost de perto. O desempenho da Brabham de Marc Surer era surpreendentemente forte e o suíço ultrapassou Elio de Angelis na 20º volta, começando logo depois a pressionar Senna. O brasileiro usava retardatários para manter Surer longe dele, mas o suíço conseguiu a ultrapassagem na volta 35, subindo para 2º. Com Senna perdendo cada vez mais rendimento, o brasileiro acabaria alcançado por Laffite, que acabara de ultrapassar De Angelis, e o veterano subiria para 3º ainda na volta 37, na freada da curva Hawthorn. Mesmo não sendo um dia quente, o desgaste dos pneus era um problemas para alguns carros e Prost, que não queria correr riscos naquele dia, foi aos boxes na volta 38, mas seu pit-stop demorou mais do que o previsto e o francês caiu para 8º. Nessa altura Laffite também começava a sofrer com os pneus e era ultrapassado por Senna, enquanto Prost marcava a volta mais rápida na tentativa de alcançar Johansson, que deixava para trás De Angelis, na tentativa de fugir de Prost. Porém, o francês se aproveitou de John Watson, que era seu companheiro de equipe em substituição ao contundido Niki Lauda, para ultrapassar Elio de Angelis na Paddock Bend e subir para 5º. A posição que precisava para ser campeão.
do francês, tentando intimida-lo. Experiente, Prost diminuiu seu ritmo para evitar riscos desnecessários, mas isso permitiu que Laffite encostasse na sua traseira. O veterano piloto da Ligier ultrapassou Prost e Johansson, subindo para 5º, com o sueco marcando Prost de perto. O desempenho da Brabham de Marc Surer era surpreendentemente forte e o suíço ultrapassou Elio de Angelis na 20º volta, começando logo depois a pressionar Senna. O brasileiro usava retardatários para manter Surer longe dele, mas o suíço conseguiu a ultrapassagem na volta 35, subindo para 2º. Com Senna perdendo cada vez mais rendimento, o brasileiro acabaria alcançado por Laffite, que acabara de ultrapassar De Angelis, e o veterano subiria para 3º ainda na volta 37, na freada da curva Hawthorn. Mesmo não sendo um dia quente, o desgaste dos pneus era um problemas para alguns carros e Prost, que não queria correr riscos naquele dia, foi aos boxes na volta 38, mas seu pit-stop demorou mais do que o previsto e o francês caiu para 8º. Nessa altura Laffite também começava a sofrer com os pneus e era ultrapassado por Senna, enquanto Prost marcava a volta mais rápida na tentativa de alcançar Johansson, que deixava para trás De Angelis, na tentativa de fugir de Prost. Porém, o francês se aproveitou de John Watson, que era seu companheiro de equipe em substituição ao contundido Niki Lauda, para ultrapassar Elio de Angelis na Paddock Bend e subir para 5º. A posição que precisava para ser campeão.
Porém, as coisas ficariam ainda melhores para Prost. Johansson, com a outra Ferrari, tem problemas de motor e abandona na volta 55. Marc Surer vinha fazendo a corrida de sua vida, mas o suíço acabaria sendo traído pelo seu motor BMW e abandon
aria tristemente na volta 62. Isso deixava Senna em 2º, seguido de Prost e... Rosberg! O finlandês estava fazendo uma corrida espetacular e sabendo que Prost não estava afim de briga naquele dia, ultrapassou o francês na volta 65. Nessa altura, Mansell tinha uma vantagem de 19s sobre Senna, que corria sozinho, com 40s de vantagem sobre Rosberg. A corrida ficou estática e Mansell vencia pela primeira vez na F1, com Senna e Rosberg dividindo um pódio tenso, onde eles não se olharam em nenhum momento. Apesar da alegria da torcida inglesa, vibrando com a vitória de Mansell, o homem mais feliz naquele dia era Alain Prost. Após dois vice-campeonatos seguidos, sendo apelidado de 'Stirling' Prost pela imprensa, Alain conquistava seu sonhado primeiro título na F1 e dava a França também o seu primeiro título mundial. Muita gente dizia que Prost só havia conquistado aquele título graças a força da McLaren, mas o futuro diria que o talento desse francês era maior do que o imaginado.
aria tristemente na volta 62. Isso deixava Senna em 2º, seguido de Prost e... Rosberg! O finlandês estava fazendo uma corrida espetacular e sabendo que Prost não estava afim de briga naquele dia, ultrapassou o francês na volta 65. Nessa altura, Mansell tinha uma vantagem de 19s sobre Senna, que corria sozinho, com 40s de vantagem sobre Rosberg. A corrida ficou estática e Mansell vencia pela primeira vez na F1, com Senna e Rosberg dividindo um pódio tenso, onde eles não se olharam em nenhum momento. Apesar da alegria da torcida inglesa, vibrando com a vitória de Mansell, o homem mais feliz naquele dia era Alain Prost. Após dois vice-campeonatos seguidos, sendo apelidado de 'Stirling' Prost pela imprensa, Alain conquistava seu sonhado primeiro título na F1 e dava a França também o seu primeiro título mundial. Muita gente dizia que Prost só havia conquistado aquele título graças a força da McLaren, mas o futuro diria que o talento desse francês era maior do que o imaginado.
Chegada:
1) Mansell
2) Senna
3) Rosberg
4) Prost
5) De Angelis
6) Boutsen
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Que pena!

Certos homens foram tão discretos, que poucos percebem sua importância. Peter Warr dirigiu a Lotus nos anos 70 ao lado de Chapman, saiu do time por um tempo e voltou no início dos anos 80, bem no momento de substituir Chapman, que morreria em 1982. Warr ficaria na Lotus (e na F1) até 1989, onde se aposentou. Peter Warr foi um dos mais importantes dirigentes da história da Lotus e da F1, vencendo dois títulos e sendo o braço direito de Colin Chapman nos anos 70. Ele teve o privilégio de dirigir Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet. Da mesma forma discreta em que dirigiu, e muito bem, a Lotus, Warr nos deixou ontem, se tornando mais uma lenda e com certeza se sentará ao lado de Enzo Ferrari, Colin Chapman e Ken Tyrrell nas arquibancadas dos autódromos do céu, vendo lá no alto Fangio, Ascari, Clark, Rindt, Peterson e Senna atingindo seus limites na pista eternamente.
Batendo no vento?

Normalmente não gosto de diminuir feitos de grandes pilotos, como é o caso de Sebastien Loeb. O francês acabou de conquistar seu sétimo título seguido do Mundial de Rally numa festa inesquecível para ele, pois garantiu a taça com mais uma vitória na França, passando inclusive por sua cidade natal. Tudo muito bonito, mas vejo muitos poréns nesse título de Loeb.
O domínio do francês da Citröen foi brutal nesses últimos anos, a ponto de hoje Loeb ter o dobro de vitórias no ranking histórico do WRC, com 60 triunfos, ante as 30 vitórias de Marcus Grönholm, seu último grande rival e hoje está aposentado. E é aí aonde quero chegar. Sebastien Loeb deixou de ser um piloto especialista em asfalto no início da carreira para se tornar um piloto completo a ponto de vencer qualquer tipo de rally, mas o francês também se aproveitou de uma entressafra de talento no Mundial de Rally. Grönholm correu junto com Loeb até 2008, quando anunciou sua aposentadoria. O outro campeão em atividade em 2010, Petter Solberg, corre em uma equipe particular e claramente só anda bem no cascalho.
Nesse ano, os maiores adversários de Loeb foram pilotos muito jovens ou simplesmente de qualidade duvidosa. O vice-campeão Sebastien Ogier é tido como o substituto de Loeb dentro da Citröen e fez esse ano sua primeira temporada completa. O outro piloto da Citröen, Dani Sordo, vem se tornando um enorme cheque sem fundos, pois de piloto extremamente promissor, o espanhol só mostra algo a mais no asfalto, pisto de terreno que hoje é minoria no WRC. Os pilotos da Ford também tem seus problemas. Jari-Matti Latvala se tornou o piloto mais jovem a vencer uma etapa do Mundial em 2008, mas o finlandês sofre acidentes a uma taxa alarmante, principalmente para um piloto com alguma experiência como ele. Mikko Hirvonen, que fez uma ótima temporada em 2009, foi dispensado da Subaru em 2005 no meio da temporada por deficiência técnica...
E outro problema é justamente a falta de equipes de fábrica. Com apenas Citröen e Ford na disputa, ainda com a obrigação de alinhar apenas dois carros, a briga pela vitória muito restrita, bem ao contrário do que acontecia até pouco tempo atrás. No começo da década, além das duas montadoras citadas, também havia a Peugeot, Subaru, Hyundai e Mitsubishi. Cada uma alinhando, em média, três carros por rally. Isso indicava que havia pelo menos dez pilotos com chances reais de vitória, com diferentes carros. Por isso que em 2004 a briga pelo ranking de maior vitorioso da história da WRC entre as lendas Carlos Sainz, Colin McRae e Tommi Makkinen, não chegava a 27 vitórias. A briga na época era árdua e não havia a dominação que vemos com Loeb hoje em dia.
O francês tem seus méritos e hoje é uma lenda. Em 2003, de terceiro piloto da Citröen, derrotou os companheiros de equipe Sainz e McRae e brigou pelo título com Solberg. Em seu primeiro título, em 2004, Loeb derrotou Solberg e toda a força da Subaru, a equipe mais popular da história do WRC. Uma espécie de Ferrari off-road. Entre 2006 e 2008, enfrentou um Marcus Grönholm forte no seu Ford. E bateu o finlandes em todas as disputas. Ou seja, Sebastien Loeb é uma lenda do esporte a motor. Mas ultimamente sua parada está cada vez mais fácil.
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