domingo, 13 de julho de 2014

Nona

O início do Grande Prêmio da Alemanha de MotoGP foi um dos mais caóticos dos últimos tempos. Uma chuva minutos antes da largada embaralhou a cabeça de engenheiros e pilotos: com qual pneu largar? Até porque a chuva não tinha sido tão forte assim e foi bastante rápida. Conhecedor do clima local, Stefan Bradl colocou pneus slicks. Sem muito o que perder, a maioria dos pilotos da classe Aberta fez o mesmo. Os líderes da MotoGP foram conservadores e saíram para a volta de apresentação com pneus para piso molhado. Para no final dela voltar aos boxes e trocar de moto, calçados com pneus slicks. A largada da corrida em Sachsenring foi surreal, com poucas motos no grid, sendo que Bradl estava na primeira fila sozinho e então um enorme buraco até os últimos colocados, que seguiram sua estratégia, enquanto os principais pilotos do pelotão da MotoGP estavam na saída dos boxes, esperando o sinal verde aparecer para eles partirem para a corrida.

Tudo levava a crer que a invencibilidade de Márquez em 2014 estava em perigo, principalmente por Bradl, terceiro no grid, estar em primeiro e disparado. Porém, não há como subestimar a genialidade de Marc Márquez. Como quem saía na frente do pit-lane dependia a velocidade da troca das motos, não na classificação, o pole Márquez se sobressaiu também nesse item e foi o primeiro a deixar os pits. Mesmo bastante atrasado com relação ao pelotão que saiu no grid, ao final da primeira volta o espanhol da Honda já encontrava os primeiros adversários e com a ferocidade do ataque da Alemanha no Mineirão, foi passando por cima de todos. A Honda de Bradl, teoricamente parecida com a de Márquez, estava mais 1.5s mais lenta do que o espanhol. Foi necessário apenas cinco voltas para que Marc Márquez retornasse ao seu habitat natural e de lá não saísse mais, mesmo com Daniel Pedrosa o perseguindo de perto, mas em nenhum momento ameaçando a vitória de Márquez, que com nove vitórias seguidas em 2014, bateu um recorde de Mike Hailwood, que conseguiu esse feito em 1964 com 24 anos, enquanto Marc tem incríveis 21 anos.

A Honda dominou a prova alemã, mesmo com Bradl tendo uma corrida medonha, onde apenas problemas mecânicos ou de acerto explicam o alemão terminar a prova apenas em 16º. A Yamaha demorou um pouco mais a se subir o pelotão, mas os 8s de desvantagem que Lorenzo teve com relação a Pedrosa mostra que a Yamaha não teve ritmo o suficiente para acompanhar as imbatíveis Hondas. Rossi terminou num longínquo quarto lugar, lembrando momentos que o italiano não gosta de lembrar de 2013, quando era superado com enorme facilidade pelo trio espanhol, mas Valentino agora já aparece em terceiro lugar no campeonato, perdendo a vice-liderança e muito provavelmente o vice-campeonato para Pedrosa.

A MotoGP parará algumas semanas para um merecido descanso com Marc Márquez só esperando o momento de celebrar o bicampeonato e com todos que acompanham a MotoGP com a pergunta: será capaz de Márquez vencer todas as corridas de 2014? 

sábado, 12 de julho de 2014

Golpe mais suave

Por um problema de alinhamento no grid, o Grande Prêmio da Inglaterra de 1999, realizado quinze anos atrás, já estava paralisado. Os dois carros da Ferrari, com Irvine à frente, estavam na reta Hangar, mas de forma estranha a segunda Ferrari, mas do piloto numero um Michael Schumacher, parece estar tentando ultrapassar seu companheiro de equipe no final da reta e acionou o freio com força. A fumaça subiu pelo atrito dos pneus com o asfalto de Silverstone, enquanto a Ferrari do alemão deslizava velozmente rumo a barreira de pneus.

O impacto foi violento. A corrida tinha um segundo motivo para ser paralisada. Viu-se um movimento dentro da Ferrari, mas logo as câmeras de TV passaram a mostrar o carro de Michael Schumacher de longe, enquanto um resgate era organizado ao redor da Ferrari enfiada na barreira de pneus. Suspense em Silverstone e para quem assistia tudo pela TV. Ralf Schumacher saiu do seu carro atrás de notícias do seu irmão juntamente com Jean Alesi, que além de amigo de Michael, tentava acalmar o jovem alemão. Quando as câmeras mostraram mais detalhes, viu-se vários lençóis para não mostrar todo o resgate, mas um sinal de 'ok', acima das cabeças dos médicos, por parte de Michael Schumacher, acalmava os que pensaram no pior, mas pela comitiva de ambulâncias que se dirigiu ao centro médico, o alemão não estava ileso.

Como a Internet não tão popular assim em 1999 (particularmente eu não tinha...) e Redes Sociais era um sonho de ficção científica, as informações chegavam à conta-gotas e na base de intervenções da Globo por parte do João Pedro Paes Leme durante a prova, vencida por David Coulthard. Logo chegou a notícia que Schumacher estava com a perna quebrada direita em dois locais e seria operado ainda naquele 11 de julho. 

Esse acidente acontecido quinze anos atrás mudou a história do Campeonato Mundial de Pilotos de 1999. Schumacher era o principal favorito à vencer aquele campeonato e tirar a Ferrari de um jejum que completava exatos vinte anos, mas com o alemão fora de combate por tempo indeterminado, todas as fichas estariam jogadas na Ferrari de número 4 de Eddie Irvine. Considerado um piloto de segunda linha, pensar no irlandês como principal esperança de título da Ferrari era quase uma piada e Mika Hakkinen parecia ter o caminho rumo ao bicampeonato livre. Porém, ainda em Silverstone, Hakkinen abandonou e com um segundo lugar, Irvine empatava com Schumacher no campeonato em segundo lugar, oito pontos atrás de Mika. O tempo provaria que Hakkinen teria um trabalho redobrado que ninguém poderia imaginar para conquistar seu segundo título.

Já Michael Schumacher passou vários meses de molho. Houve até quem duvidasse que o alemão voltasse à F1. Mas o alemão voltaria em grande estilo no final dessa temporada para ajudar Irvine em sua luta pelo título com Hakkinen, mas, mais importante, Schumacher se prepararia para dominar a F1 nos anos seguintes de uma forma poucas vezes vista. Visto hoje, pela situação que Michael Schumacher vive após seu sério acidente no final do ano passado, o acidente em Silverstone e sua posterior recuperação é fichinha pelo o que o alemão passa hoje.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Foi hepta

Desde a Copa do Mundo de 1998, no dia seguinte aos jogos, faço o meu Tabelão, inspirado na antiga revista Placar (digo antiga, por que a atual, mensal, está anos-luz atrás da época semanal). Digito todos os jogos, com local, juiz, quem levou cartão amarelo, quem fez os gols e a escalação com toda a numeração. Acabei de finalizar a ficha de Brasil 1 x 7 Alemanha.

Minha relação com a seleção brasileira, desde o tetra de 1994, é distante e até mesmo fria. Vibro muito mais e fico bem mais nervoso nos jogos do Ceará. Antes que me chamem de anti-patriota, pode perguntar a qualquer torcedor se eles preferem a glória do seu clube ou o título na Copa do Mundo. Porém, nunca torci contra o Brasil e nesta Copa, onde inclusive assisti quatro jogos no Castelão, torci um pouquinho acima do normal para esta seleção brasileira. Por isso, ainda estou atônito e chocado sobre o jogo de ontem. Procurar explicações sobre o que houve ontem é procurar uma agulha num palheiro. Foi simplesmente inacreditável o que foi visto ontem.

Pelo o que eu tinha visto da Alemanha contra a Gana no Castelão, sabia que os europeus eram favoritos. Mesmo com Neymar e Thiago Silva, a Alemanha era favorita. Sem eles, era ainda mais favorita, mas para quem me perguntava, falava que futebol é um esporte onde o mais fraco pode ganhar do mais forte, além da Alemanha ser freguesa de carteirinha do Brasil. Porém, perder da Alemanha, ainda mais sem suas maiores referência, era um resultado amplamente normal para o Brasil. Mas de sete? Não, isso é totalmente inacreditável e inexplicável.

Jogadores foram mal? Vários! Tô vendo esse endeusamento todo ao David Luiz, mas o erro que ele cometeu no primeiro gol da Alemanha foi inaceitável até num jogo da segunda divisão do Campeonato Cearense no estádio do Gogó da Ema em Quixadá. Imagine numa semifinal da Copa do Mundo! Fred foi péssimo? Foi. Mas eu vi o mesmo Fred jogar muita bola em outras oportunidades. Não adianta bradar que nenhum jogador desta seleção presta. Todos são bons jogadores, outros mais, outros menos. Sou fã do Felipão, mas a arrogância dele e de toda a comissão técnica, encobrindo o péssimo futebol do time nos cinco jogos anteriores, me fez perceber que vencer essa Copa do Mundo poderia ser até mesmo prejudicial, pois ganharíamos feio.

Muitos estão acusando a CBF de culpada de tudo isso. Concordo que seus arcaicos dirigentes merecem ser expurgados do esporte nacional, mas eles deram todas as condições para essa seleção. Reformaram a Granja Comary e deu carta branca para a sua comissão técnica. Mas Felipão, que mais uma vez digo ser fã, se iludiu pela Copa das Confederações, manteve jogadores no elenco mesmo em má fase em prol da propalada 'Família Scolari', não criou alternativas ao 'joga a bola no Neymar, que ele resolve' e manteve uma postura de auto-suficiência, pois jogamos em casa, de uma hora para outra venceríamos uma seleção como o da Alemanha, que jogou o fino da bola do goleiro ao ponta esquerda.

Enfim, vimos ontem um dia histórico numa Copa do Mundo histórica. 7x1 será um placar que marcará para sempre a seleção brasileira e a todos que presenciaram isso, ainda mais pelas circunstâncias (jogando em casa e numa semifinal). O futuro a médio prazo nos mostrará como esses jogadores irão ficar marcados por ontem, assim como aconteceu com a geração de 1950. O Mineirão, belo estádio que passei em frente enquanto era reformado, ficará para sempre marcado como o palco de um vexame histórico. Por fim, agora vejo que Pinilla deveria ter acertado o gol na prorrogação contra o Chile para não termos que ver o Brasil passar esse vexame histórico.

História: 40 anos do Grande Prêmio da França de 1974

O itinerante Grande Prêmio da França mudava de local mais uma vez, após passar por vários circuitos diferentes desde o começo da F1, agora aportando no pequeno circuito de Dijon-Prenois. O problema é que ao contrário dos tempos atuais, Dijon não tinha infra-estrutura o suficiente para abrigar o circo da F1 e até mesmo o diminuto circuito teve que ser improvisado para aumentar o tempo de volta, mas ainda assim, Dijon entrou para a história como o primeiro e único circuito em que um F1 completou uma volta em menos de um minuto. A FOCA, liderada por Ecclestone, Mosley e Chapman convenceram os organizadores a limitarem o grid para 22 carros, deixando oito carros de fora no domingo.

Após o domínio da Ferrari em Zandvoort, era esperado que as equipes concorrentes (McLaren, Tyrrell e Lotus) dessem a volta por cima, mas confirmando a ótima fase dos italianos, Niki Lauda ficou com a pole, a quinta dele na temporada. Correndo com o já antiquado Lotus 72, mas se adaptando perfeitamente à Dijon, Ronnie Peterson completou a primeira fila, com Tom Pryce sendo a grande surpresa do dia ao colocar seu Shadow na terceira posição no terceiro Grande Prêmio do galês. March, Williams e Surtees viram seus pilotos fora dos 22 que largariam no domingo e tentaram um recurso para estarem no grid à fórceps, mas desistiram após uma forte pressão da FOCA, que mesmo sendo uma entidade nova, já se mostrava muito forte. 

Grid:
1) Lauda (Ferrari) - 58.79
2) Peterson (Lotus) - 59.08
3) Pryce (Shadow) - 59.11
4) Regazzoni (Ferrari) - 59.13
5) E.Fittipaldi (McLaren) - 59.20
6) Hailwood (McLaren) - 59.22
7) Scheckter (Tyrrell) - 59.32
8) Reutemann (Brabham) - 59.36
9) Depailler (Tyrrell) - 59.43
10) Hunt (Hesketh) - 59.51

O dia 7 de julho de 1974 estava ensolarado e era um dia perfeito para uma corrida de F1, com a torcida francesa lotando o acanhado circuito de Dijon. Porém, o dia não começou muito bem para um piloto francês. Enquanto testava o novo Tyrrell 007, Patrick Depailler acabou saindo da pista e como não tinha carro reserva, teria que largar com o antigo 006. Apesar de todo o talento de Pryce, era a primeira vez que o jovem piloto galês largaria numa boa posição na F1 e havia desconfiança do que o piloto da Shadow pudesse fazer na largada. A primeira fila largou normalmente, com Lauda permanecendo na ponta e Peterson logo atrás. Porém, Pryce tem problemas em seu carro e fica praticamente parado. Reutemann largou muito bem, mas deu de cara com o carro parado de Pryce e bateu no galês, que foi empurrado para cima do carro de Hunt, que passava naquele momento, arrancando a suspensão dianteira de James. Apesar de toda essa confusão, nenhum outro piloto foi atingido e a corrida continuou sem problemas, com os três pilotos envolvidos abandonando.

A confusão na largada causou algumas modificações, como a queda de Emerson Fittipaldi para a nona posição, enquanto Jacky Ickx, numa temporada decepcionante na Lotus, pulava de 13º para 6º. Lá na frente, Lauda se mantinha na frente de Peterson, Regazzoni, Hailwood e Scheckter. Brigando pelo título, Emerson inicia uma série de ultrapassagens nas primeiras voltas e rapidamente encosta no primeiro pelotão quando ultrapassa Ickx, assumindo o sexto lugar. Peterson começa os ataques à Lauda, mas o austríaco tem pouco mais de 1s de vantagem sobre o antigo companheiro de equipe na F2. Regazzoni acompanhava tudo de perto, enquanto Scheckter já era pressionado por Fittipaldi, que acabara de ultrapassar o companheiro de equipe Hailwood. Na volta 15 Emerson ultrapassa Scheckter sem problemas, ao contrário do polêmico incidente entre eles um ano antes em Paul Ricard, e começa a tirar  a vantagem sobre Regazzoni. Porém, mais importante, Peterson já pressionava Lauda pela ponta da corrida e numa bonita manobra, o sueco assumia a ponta da corrida na volta 17.

Mesmo ultrapassado, Lauda permanece próximo de Peterson, mas sem ameaçar a Lotus. Regazzoni ficava um pouco para trás, mas não era ameaçado por Fittipaldi, que não tinha mais Hailwood como escudeiro após o inglês perder rendimento e ser ultrapassado por Ickx e Hulme. Contudo, a corrida de Emerson acabaria na volta 28 com sua McLaren sofrendo um vazamento de óleo, ocasionando o primeiro abandono de Fittipaldi em 1974. Paulatinamente Peterson abria uma pequena vantagem sobre Lauda, estabilizando nos 5s na volta 32. Em troca, o austríaco abria 20s sobre Regazzoni, que começava a ser ameaçado por Scheckter pelo terceiro lugar. Porém, a corrida fica estável, com Regazzoni mantendo Scheckter sob controle e Peterson administrando sua vantagem, mas por volta da volta 65, Lauda diminui se ritmo quando começa a sofrer com problemas nos freios de sua Ferrari. A partir de então, Lauda pensa unicamente em terminar a corrida. Mais atrás, sabendo da folha corrida de Regazzoni e Scheckter, um incidente entre eles era esperado e segurava a atenção do público presente à Dijon e a todos que assistiam a corrida pela TV, mas o sul-africano sempre tentava a ultrapassagem no final da reta dos boxes e Regazzoni se defendia muito bem. 

Scheckter tenta a manobra em outras curvas, mas Regazzoni mostrava maturidade e mesmo a diferença entre eles nunca sendo superior a 1s, o suíço seguraria sua posição e amealharia importante pontos no campeonato. Com pouco mais de 20s de vantagem sobre Lauda, Peterson fazia uma corrida tranquila e vence a sua sexta prova na F1, a segunda em 1974, para delírio de Colin Chapman, que repetia sua famosa comemoração à beira da pista. Ickx diminuía a inquietude de sua temporada medíocre na Lotus com um quinto lugar, com Dennis Hulme salvando a honra da McLaren marcando um pontinho. Se a corrida não foi das mais emocionantes, o campeonato ficava cada vez mais acirrado com a subida dos carros da Ferrari, particularmente de Niki Lauda, que assumia a primeira posição do campeonato, à frente de Emerson e Rega. Este seria um campeonato decidido nos destalhes e cheio de surpresas, como a vitória enfática de Ronnie Peterson.

Chegada:
1) Peterson
2) Lauda
3) Regazzoni
4) Scheckter
5) Ickx
6) Hulme   

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Figura(ING): Lewis Hamilton

Nada melhor do que vencer em casa, mas para Lewis Hamilton, essa vitória em Silverstone teve vários significados. A Mercedes tinha um carro ainda mais superior do que os rivais e Hamilton teria que, novamente, lutar pela ponta com seu companheiro de equipe Nico Rosberg. No caótico sábado em Silverstone, num típico dia inglês de chove-pára-chove, Hamilton parecia estar à frente de Rosberg. Lewis necessitava derrotar Rosberg após sucessivas derrotas para o alemão nas últimas corridas e a pole no seu GP caseiro era primordial. Primeiro colocado em sua primeira tentativa no Q3, Hamilton achou que a pista não teria condições de melhora e por isso não fez uma tentativa final, acabando por resultar numa espetacular pole de Nico Rosberg, enquanto o inglês caía para um dramático sexto lugar na frente dos seus torcedores. Hamilton saiu do circuito arrasado com esse golpe, mas se o domingo tivesse tempo firme, Lewis sabia que tinha chances de rapidamente se livrar dos pilotos entre ele e Rosberg, iniciando outro jogo de gato-e-rato com o seu companheiro de equipe. Com pista seca, Hamilton não demorou mais do que poucas voltas para assumir o segundo lugar, mas a sua desvantagem era de 5s para Nico, que controlava a corrida. Porém, Lewis jamais desistiu e diminuía a diferença para o seu companheiro de equipe paulatinamente, enquanto Rosberg começava a sofrer com problemas de câmbio. Quando Hamilton já estava menos de 2s atrás de Nico, o alemão resolveu trocar seus pneus, indicando que pararia duas vezes. Lewis resolveu fazer diferente, mostrando o quanto queria essa vitória, e esticou ao máximo sua parada para ter que fazer apenas um pit-stop. Nem precisou de tanto esforço. O câmbio de Rosberg quebrou com um pouco mais da metade da prova e Hamilton tinha uma enorme diferença para o segundo colocado Bottas, tanto que o inglês achou prudente, lembrando do seu pneu dechapado no ano passado em Silverstone, fazer uma segunda parada apenas por precaução. A vitória de Hamilton pode significar a sua redenção que parecia escapar de suas habilidosas mãos, pois o primeiro 'DNF' de Rosberg significou que a desvantagem de 29 pontos que Lewis tinha caiu para ameaçadores quatro, com Hamilton motivado ao máximo com sua segunda vitória em Silverstone, seis anos após seu primeiro triunfo na antiga base aérea inglesa. Com certeza, Lewis Hamilton teve um domingo inesquecível e que pode ter desdobramentos no campeonato. 

Figurão(ING): Felipe Massa

Felipe Massa deve ter lembrado de uma tradição no futebol brasileiro, em que os clubes que completam cem anos não tem muito o que comemorar na sua temporada festiva. Com algumas exceções, como é o caso do meu Vozão! Porém, o Grande Prêmio de número 200 de Felipe Massa não irá para as melhores recordações do brasileiro, que teve uma final de semana verdadeiramente infernal, onde nada deu certo e tudo aconteceu com Felipe. Na sexta-feira, Massa saiu da pista sozinho no começo da reta Hangar e bateu muito forte seu Williams, atrapalhando a vida de Felipe na sexta-feira, dia em que os ajustes são feitos nos carros para o final de semana vindouro. No sábado, a tradicional chuva se fez presente em Silverstone e Massa nos refrescou sua aversão à pista molhada, particularmente no circuito inglês, mas a péssima classificação do brasileiro foi mais culpa da Williams do que dele, pois o time inglês deixou seus pilotos nos boxes no melhor momento da pista e quando Massa tentou sua melhor volta, a chuva tinha voltado. Massa fez questão de criticar a Williams em público, algo não muito simpático para alguém que chegou agora no time e ainda mais pelo dia seguinte. Largar no meio do pelotão é estar suscetível a variados problemas, mas Massa já começou mal quando sua embreagem não funcionou direito e ele ficou praticamente parado quando a quinta luz vermelha se apagou. Felipe deu um jeito de largar, muito atrasado, mas já tinha encostado no pelotão quando deu de cara com a Ferrari descontrolada de Kimi Raikkonen e mostrando muita habilidade, Felipe Massa pôde evitar um acidente ainda pior ao não acertar o seu antigo carro em cheio, mas isso significou seu abandono prematuro do seu bicentenário GP na carreira, logo na quinta curva da corrida. Para pôr ainda mais sal na ferida, seu companheiro de equipe Bottas, que largava próximo a Massa, conseguiu uma espetacular corrida de recuperação e conseguiu o seu segundo pódio consecutivo, abrindo ainda mais pontos de frente no campeonato com relação a Felipe. Se Massa terá ou não a oportunidade de completar o 300º Grande Prêmio, ninguém sabe, mas com certeza ele desejará que essa corrida seja menos caótica do que esse final de semana em Silverstone. 

Panca da semana (3)

E finalizando, o tradicional 'Big One' em Daytona, desta vez com 26 'vítimas'.