terça-feira, 14 de junho de 2016

Panca da semana

A perigosa pista do Texas recebeu a Indy com muita chuva nesse final de semana e por isso, a corrida (que foi adiada duas vezes) nem chegou ao final. Nas poucas voltas que deu, a Indy levou um baita susto quando Conor Daly perdeu o controle do seu carro e acertou Josef Newgarden. Queridinho da categoria, Newgarden capotou e chegou a ser espremido contra o muro pelo carro de Daly, com sua cabeça perigosamente próxima do muro. Josef desmaiou, quebrou a clavícula e a mão direita, mas pela plasticidade do acidente, Newgarden está com muita sorte pelos poucos ferimentos sofridos.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Figura(CAN): Sebastian Vettel

O alemão da Ferrari vinha de um pálido quarto lugar em Monte Carlo e após a classificação, soltou um sonoro palavrão, mostrando sua frustração com a situação atual da Ferrari. Porém, quinze dias mais tarde, Vettel mostrou do que é feito e fez uma bela corrida, que só não se transformou em vitória por erro de sua equipe. As modificações trazidas da Ferrari fizeram bem à equipe, que parecia ter ficado atrás da Red Bull como segunda força do Mundial, mas em Montreal, os italianos ficaram novamente à frente dos austríacos e Vettel conseguiu um tempo menos de dois décimos atrás do pole Hamilton. No apagar das luzes vermelhas, Vettel conseguiu uma largada de sonho, quase fazendo uma baliza para não bater no lento Hamilton e assumir a ponta da corrida. Com um bom ritmo, Vettel administrava sua vantagem para Hamilton, quando a Ferrari o trouxe para os pits, errando totalmente na estratégia. Tendo que acelerar para tirar o prejuízo, Vettel foi sempre um dos mais rápidos da pista, ultrapassou os dois carros da Red Bull e mostrando sua gana em vencer, cometeu dois erros cruciais na forte freada da reta oposta. Vettel chegou em segundo, mas foi o melhor homem em campo em Montreal.

Figurão(CAN): Ferrari

Quando começou a temporada, a Ferrari dizia aos quatro ventos que estaria pronta para enfrentar a Mercedes e que brigaria pelo título. O tempo passou e a Mercedes, talvez não tão dominante quanto antes, mas os tedescos ainda estão na ponta do campeonato, enquanto a Ferrari ainda escorrega em problemas de confiabilidade e pequenos erros estratégicos, como em Barcelona, quando a equipe focou-se em Ricciardo e se esqueceram de Verstappen, o vencedor. Antes de Montreal, a Ferrari decidiu utilizar uma nova suspensão traseira, além de modificações no motor. Numa pista onde a velocidade final faz a diferença, pela primeira vez no ano a Ferrari teve condições de enfrentar a Mercedes e com uma bela largada, Vettel estava em primeiro e administrando a vantagem em cima de Hamilton. Até vir a Ferrari estragar tudo. O safety-car virtual apareceu logo na 12º volta e a Ferrari, de forma açodada, trouxe seus dois pilotos para os pits, indicando que pararia duas vezes. Vettel voltou em quarto, ultrapassou os dois carros da Red Bull, mas na medida em que ficou evidente que a Mercedes só pararia uma única vez, a corrida já tinha nome e sobrenome: Lewis Hamilton. E com um bom carro, a vantagem de estar com ar limpo e podendo decidir os rumos da corrida, a Ferrari desperdiçou outra chance de vencer.

domingo, 12 de junho de 2016

Fora do padrão

O Grande Prêmio do Canadá tem como tradição proporcionar corridas emocionantes e movimentadas ao longo de sua já longa história. Numa temporada 2016 bem diferente de 2015, cheia de histórias para contar, o GP do Canadá saiu do seu padrão e trouxe uma corrida aborrecida, mesmo que com algumas histórias para contar. O pole Hamilton venceu, mas o inglês não dominou a corrida. Para ser justo, Hamilton tem que agradecer a sua vitória ao estrategista da Ferrari, que tirou a vitória de Vettel com uma açodada parada no começo da corrida, ajudando a muito Lewis confirmar o seu favoritismo, mesmo que o piloto da Mercedes não teve vida fácil. Red Bull e Nico Rosberg tiveram corridas problemáticas e quem se aproveitou foi Valtteri Bottas, que conquistou o primeiro pódio da Williams em 2016.

A esperada chuva não veio em Montreal, mas o frio intenso se manteve no Canadá, fazendo com que os pilotos tivessem que se preocupar em aquecer os pneus. Porém, na largada, as coisas ficaram novamente tensas na Mercedes e velhos fantasmas reapareceram. No apagar das luzes vermelhas, novamente os carros prateados saíram lentamente a ponto de Vettel quase ter que fazer uma baliza para não bater em Hamilton. Para completar, os dois pilotos da Mercedes se estranharam na primeira curva, com Hamilton não dando espaço à Rosberg e o alemão sendo forçado a sair da pista, estragando definitivamente sua corrida. Rapidamente Vettel e Hamilton dispararam da turma, mesmo com o alemão da Ferrari insistindo no erro da forte freada da reta oposta. Porém, o lance culminante da corrida veio na volta 12, quando o motor Honda de Button explodiu e veio o safety-car virtual. A Pirelli tinha indicado que os pilotos teriam que utilizar pelo menos uma vez os pneus macios, complicando o descomplicado, pois seria muito mais prático as equipes e pilotos decidirem que borracha usar. Mas como está no regulamento, é o que tem pra hoje. E com Hamilton totalmente sob controle, eis que a Ferrari chamou seus dois pilotos para os pits colocar pneus supermacios, indicando que parariam mais tarde. Hamilton venceu ali. Vettel voltou à corrida em quarto, ultrapassou os carros da Red Bull, assumiu a liderança com a parada de Hamilton, mas precisando parar uma segunda vez, todos no autódromo sabiam que a corrida era de Hamilton, que desfilou para a sua 45º vitória na F1 e a segunda consecutiva na temporada. Na comemoração, Hamilton homenageou Muhammad Ali. Voando como uma borboleta e picando como uma abelha, Lewis já está menos de dez pontos atrás de Nico Rosberg, que teve outra corrida para esquecer. O alemão caiu para décimo após seu entrevero com Hamilton e não ganhou posições como imaginado. Nas voltas finais teve um furo lento, mas Nico chegou a flertar com o pódio quando, com pneus novos, partiu para cima de Max Verstappen. No ponto alto da corrida, Rosberg tentou uma manobra ousada em cima do atrevido holandês, mas acabou rodando na penúltima volta, tendo que se conformar com a quinta posição. Um ato de bravura de Rosberg, mas também de desespero, pois o alemão viu em duas corridas suas quatro primeiras corridas de sonho evaporarem e já vê Hamilton fungando no seu cangote no campeonato. O toque entre eles na primeira curva pode render ainda mais problemas para Toto Wolff e Niki Lauda.

Há uma brincadeira no Facebook onde uma vinheta do Globo Repórter faz várias perguntas sobre um determinado tema. Seria interessante saber o que a Ferrari pensou ao trazer Vettel e Raikkonen aos boxes com tão poucas voltas. Previsão de chuva? Os pneus macios não eram duráveis o suficiente? Um frio na espinha? Como vivem? O certo é que Maurizio Arrivabene terá que dar boas explicações por mais uma vitória desperdiçada nesse ano, na primeira prova onde a Ferrari tinha um ritmo nitidamente parecido com a Mercedes, com Vettel sendo mais rápido do que Hamilton a maior parte do tempo. O alemão teve a sua melhor corrida do ano, mas novamente terá que se conformar com apenas mais uma subida ao pódio. Raikkonen fez outra corrida sem-vergonha, onde esteve sempre muito longe de Vettel e mostrando a mesma desmotivação de 2009, quando saiu da F1 praticamente pelas portas dos fundos. Não é surpresa que a agitada imprensa italiana já pede um piloto para o lugar de Kimi. E bem que podia ser Valtteri Bottas. Após uma corrida terrível em Mônaco, a Williams deu a volta por cima e se aproveitando dos problemas alheios, conseguiu um ótimo pódio com Bottas, que sempre andou muito bem em Montreal. Valtteri andou no mesmo ritmo dos carros da Red Bull, mas como os carros austríacos pararam duas vezes, o finlandês garantiu o terceiro lugar sem maiores sustos no final. Felipe Massa andava no ritmo de Bottas, até abandonar por um problema no motor Mercedes, que parecia inquebrável, mas vem apresentando vários problemas com diferentes pilotos. Novamente Max Verstappen mostrou a personalidade que só os grandes tem. A Red Bull pediu ao holandês que cedesse sua posição para Ricciardo. Aparentemente não houve resposta verbal, mas apenas na pista, pois Max despachou o australiano e ainda deu show ao segurar Nico Rosberg nas voltas finais com manobras duras, mas leais, fazendo com que o experiente piloto da Mercedes rodasse no fim.

Os sete primeiros colocados das quatro principais equipes da F1 (Massa abandonou) foram os únicos que completaram na mesma volta do líder, indicando um pequeno abismo entre essas equipes e as demais. O melhor do resto foi Nico Hülkenberg, mostrando que a Force India ainda está muito longe da Williams para brigar a vera com a tradicional equipe, mas com Sergio Pérez terminando em décimo, a equipe hindu é a melhor do resto. Carlos Sainz bateu na classificação, largou nas últimas posições, mas o espanhol conseguiu escalar o pelotão para terminar em nono, superando com folga o cada vez mais desmotivado Daniil Kvyat, fora dos pontos hoje, mesmo largando na frente de Sainz. Numa pista que não lhe favorece, a McLaren sofreu em Montreal e Alonso perdeu seu bom momento e ficou longe dos pontos, enquanto Button abandonou com motor em chamas ainda no começo da prova. Após um início de ano impressionante, a Haas vai mostrando que experiência ainda faz muita diferença e vai sofrendo nesse meio de temporada, com seus dois pilotos ficando duas voltas atrás do líder. A Renault sofre não por falta de dinheiro ou experiência, mas por ter comprado a Lotus tão em cima da hora e de ter dois pilotos meia-boca. Palmer abandonou, enquanto Magnussen só apareceu ao bater em Nasr na primeira volta. A Sauber, por sinal, já se vê seriamente ameaçada pela Manor, com Werhein ficando na frente de Nasr, que apesar de insistir que está fazendo um bom trabalho, os resultados não mostram isso.

A corrida de hoje não foi das melhores, mas houve muitas histórias para contar. Após um começo de ano horripilante, Hamilton já vê o tetracampeonato mais perto, ainda mais com Rosberg andando tão mal como hoje. Porém, a Mercedes não dominou como de costume. A Ferrari de Vettel esteve muito próxima de derrubar os alemães e se não fosse o estrategista jogar contra o patrimônio, Sebastian teria vencido. Há esperança de mais equilíbrio em 2016, mas Hamilton pode estar se aproximando do seu tetra, pois sem um carro dominante, Rosberg pode começar a ficar para trás. E com seu talento, Hamilton tem mais chances de derrotar os rivais que só crescem.    

sábado, 11 de junho de 2016

História: 10 anos do Grande Prêmio da Inglaterra de 2006

Nas quatro últimas corridas da temporada 2006, Fernando Alonso e Michael Schumacher lutaram pela vitória, mostrando todo o domínio que Renault e Ferrari exerceram dez anos atrás na F1. McLaren e Williams estiveram fortes em Mônaco, mas numa pista completamente diferente, de alta velocidade e com muito downforce, a tendência era que Renault e Ferrari, leia-se Alonso e Schumacher, brigassem pela vitória. Em outra pista onde o downforce era tudo, Barcelona, a Ferrari marcou o recorde da pista catalã com a configuração de motor V8, mas com a Renault logo atrás.

Na classificação, a briga ficou entre o espanhol e o alemão, com Alonso levando vantagem com uma excelente volta, dando ao piloto da Renault sua quarta pole consecutiva. Schumacher ainda viu Raikkonen marcar uma ótima volta no final da sessão e cair para terceiro, onde dividiria a segunda fila com o seu companheiro de equipe, Felipe Massa, enquanto Fisichella era quinto. Cada vez mais desmotivado dentro da McLaren, Montoya quase 1s de Raikkonen e era oitavo. Os dias do colombiano na F1 estavam terminando.

Grid:
1) Alonso (Renault) - 1:20.253
2) Raikkonen (McLaren) - 1:20.397
3) M.Schumacher (Ferrari) - 1:20.574
4) Massa (Ferrari) - 1:20.764
5) Fisichella (Renault) - 1:20.919
6) Barrichello (Honda) - 1:20.943
7) R.Schumacher (Toyota) - 1:21.073
8) Montoya (McLaren) - 1:21.107
9) Heidfeld (BMW) - 1:21.329
10) Villeneuve (BMW) - 1:21.599

O dia 11 de junho de 2006 estava quente e ensolarado em Silverstone, num clima não muito comum na antiga base aérea inglesa, mais acostumada com o tempo nublado e chuvoso. A temperatura passava dos 40ºC no asfalto, o que indicava uma corrida onde cuidar dos pneus seria essencial. Na largada, os cinco primeiros saíram sem maiores problemas e mantiveram suas posições, enquanto Nick Heidfeld conseguia uma ótima saída e pulava de nono para sexto. Porém, mais para trás, Montoya teve um toque após largar mal, enquanto Ralf Schumacher perdeu muito terreno e acabou batendo Scott Speed, da Toro Rosso, e Mark Webber resultando no abandono dos três. Os detritos  na pista causaram a entrada do safety-car logo na primeira volta.

Na relargada, os três primeiros imediatamente abriram dos demais, com Alonso tentando abrir um pouco de Raikkonen, que era atacado por Schumacher. Largando na parte de trás do grid, Button fazia uma corrida agressiva, mas na oitava volta, seu motor estourou e a torcida inglesa não tinha mais ninguém para torcer. Mais cedo, na GP2, Lewis Hamilton mostrava que muito em breve a Inglaterra teria para quem torcer... Voltando a 2006, os dez primeiros mantinham suas posições, numa corrida estática. Trulli foi o primeiro a parar, na volta 17, o que foi bastante cedo, lembrando que o italiano tinha largado em último. Michael parou uma volta mais tarde, iniciando a primeira rodada de paradas. Quando todos tinham parado, o ordem entre os oito primeiros era Alonso, Raikkonen, Michael, Fisichella, Massa, Montoya, Heidfeld e Rosberg. Heidfeld teve problemas na sua parada, o que lhe custou um pouco de tempo. Alonso estava 12 segundos à frente de Raikkonen, com Michael logo atrás. E desta forma a corrida caminhava sem maiores emoções.

As chances de mudanças aconteceriam na segunda rodada de paradas e novamente, pelo menos entre os líderes, foi Schumacher quem entrou primeiro, mas desta vez o alemão saiu dos boxes encapetado, conseguindo uma volta espetacular em sua saída à pista. A McLaren percebeu isso e imediatamente trouxe Raikkonen para os pits. O trabalho da McLaren tinha sido bom, mas não o suficiente para evitar que Schumacher tomasse o segundo lugar de Kimi, em outra ultrapassagem nos boxes do alemão, algo que hoje é conhecido como 'undercut'. Os demais pilotos pararam e a corrida voltou para o marasmo.

Tentando sensibilizar Fisichella, que estava se aproximando de Raikkonen, a Renault lembrou o italiano da épica ultrapassagem sofrida pelo italiano em Suzuka, mas Fisichella apenas encostou em Raikkonen e não tentou nenhuma ultrapassagem épica. Alonso recebeu a bandeirada 13 segundos à frente de Michael para conseguir a sua vitória primeira vitória no GP da Grã-Bretanha. Foi uma vitória merecida, onde o espanhol não cometeu um único erro em toda a corrida. A corrida tinha sido um porre e a única troca de posições entre os líderes aconteceu nos boxes. Porém, Alonso não tinha do que reclamar.

Chegada:
1) Alonso
2) M.Schumacher
3) Raikkonen
4) Fisichella
5) Massa
6) Montoya
7) Heidfeld
8) Villeneuve 

Mais equilibrio

Novamente a Mercedes dominou a primeira fila. Novamente Lewis Hamilton ficou com a pole. Mas há esperança. O terceiro treino livre mostrou um equilíbrio impressionante entre Mercedes, Ferrari e Red Bull. Na classificação, Vettel ficou com o seu familiar terceiro lugar a menos de dois décimos da pole de Hamilton, enquanto Ricciardo fechará a segunda fila três décimos atrás.

E há a chuva. A previsão é de chuva durante a corrida. Em Mônaco a chuva serviu para mexer bastante na corrida, mesmo com a Mercedes voltando a vencer, desta vez com Hamilton. Nico Rosberg teve uma prova pífia em Monte Carlo e tentará segurar sua vantagem no campeonato. Com modificações, a Ferrari evoluiu, enquanto a Red Bull está no páreo para se aproximar da Mercedes. E ainda tem a chuva para mexer numa corrida que sempre é movimentada, numa pista onde os muros ficam sempre próximos. Sem a Globo, a previsão é de uma corrida equilibrada amanhã.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

História: 15 anos do Grande Prêmio do Canadá de 2001

As equipes da F1 faziam uma pequena pausa na temporada europeia para cruzar o Atlântico e disputar o Grande Prêmio do Canadá. Ao longo dos anos o circuito Gilles Villeneuve produziu corridas emocionantes, onde a pista rápida e divertida, os muros próximos, o alto desgaste dos freios e o clima inconstante sempre fez do GP do Canadá uma corrida imprevisível. Em Monte Carlo a McLaren sofreu com o seu quarto problema no sistema de largada, atrapalhando Coulthard, que de pole, caiu para último e sofreu várias voltas atrás de Enrique Bernoldi. O acidente de Frentzen em Mônaco, aparentemente inofensivo, se mostrou mais grave do que o previsto e o alemão não correria em Montreal, sendo substituído pelo piloto de testes da Jordan, Ricardo Zonta. Juntamente com Rubens Barrichello, Luciano Burti, Enrique Bernoldi e Tarso Marques, Zonta seria o quinto brasileiro no grid, fazendo da corrida canadense de quinze anos atrás com o maior aporte de pilotos tupiniquins na história da F1. Definitivamente, outros tempos.

Michael Schumacher não teve muito trabalho para conseguir sua sexta pole em 2001, a 38º na carreira. Logo em sua primeira tentativa, o alemão ficou com a pole provisória, melhorando o seu tempo na sua segunda tentativa. Michael nem precisou das outras duas tentativas a que tinha direito para ser o pole. Mesmo meio segundo atrás do irmão, Ralf Schumacher foi um dos destaques do treino, superando David Coulthard, que tinha sido muito rápido nos treinos livres, mas sucumbiu no momento decisivo. Trulli completava a segunda fila, superando a Ferrari de Barrichello e a McLaren de Hakkinen. O brasileiro sofreu um acidente em sua segunda tentativa, trazendo a bandeira vermelha. Hakkinen teve uma má classificação, ficando apenas em oitavo, superado pelo o seu jovem compatriota Kimi Raikkonen, no que parecia ser uma passagem de bastão entre os pilotos finlandeses.

Grid:
1) M.Schumacher (Ferrari) - 1:15.782
2) R.Schumacher (Williams) - 1:16.297
3) Coulthard (McLaren) - 1:16.423
4) Trulli (Jordan) - 1:16.459
5) Barrichello (Ferrari) - 1:16.760
6) Panis (BAR) - 1:16.771
7) Raikkonen (Sauber) - 1:16.875
8) Hakkinen (McLaren) - 1:16.979
9) Villeneuve (BAR) - 1:17.035
10) Montoya (Williams) - 1:17.123

O dia 10 de junho de 2001 amanheceu com sol forte em Montreal, fazendo um dia ideal para uma corrida de F1 e ao contrário do ano anterior, o clima não seria um fator para a corrida. Praticamente no mesmo horário, Gustavo Kuerten ganhava Roland Garros, no outro lado do Atlântico. McLaren e Jordan estavam sofrendo com o novo sistema de largada, mas quando a quinta luz vermelha se apagou, não houve carros parados e os irmãos Schumacher mantiveram a ponta, com Michael à frente de Ralf, com Coulthard em terceiro e Barrichello pulando para quarto, rapidamente se livrando de Trulli, piloto muito rápido em treinos, mas com um ritmo bem abaixo na corrida, além de difícil de ser ultrapassado.

Michael Schumacher começou a construir uma diferença em cima de Ralf nas primeiras voltas, enquanto David Coulthard estava claramente fora de ritmo desde o início e estava perdendo em torno de um segundo por volta para os irmãos Schumacher. Na volta 3, Barrichello, que parecia estar mais leve, passou Coulthard para ser 3ª. Uma vez que os pneus Michelin no carro de Ralf alcançaram sua temperatura ideal, ele começou a alcançar Michael Schumacher, enquanto Rubens Barrichello se aproximava de Ralf, mas cometeu um erro na saída de uma curva, rodou e voltou à corrida em 14º lugar. Ralf Schumacher continuava a pressionar o seu irmão, ficando menos de um segundo atrás. Barrichello recuperou algumas posições e estava bem atrás de Juan Pablo Montoya, na volta 19, quando bateu na parede e abandonou, numa péssima jornada do brasileiro. Safety car na pista. David Coulthard, que estava mais de 14 segundos atrás do líder, encostou nos primeiros colocados, mas assim que a corrida voltou ao ritmo normal, os irmãos Schumacher abriram novamente com Michael também construindo uma diferença em cima do seu irmão nas primeiras voltas, mas Ralf o alcançou mais uma vez, quando seus pneus estavam de volta à sua temperatura ideal.


Ralf Schumacher continuou a colocar a pressão sobre seu irmão e fez inúmeras tentativas de passá-lo sem sucesso. A corrida seria decidida nos boxes. Michael Schumacher fez seu pit-stop na volta 46 e, como esperado Ralf ficou na pista e começou a forçar o quanto ele podia, fazendo uma volta mais rápida após a outra. Quando Ralf Schumacher finalmente foi aos boxes na volta 52, ele voltou à pista com uma liderança de 4 segundos de vantagem sobre Michael Schumacher. Michael não conseguiu pressionar Ralf, já que o piloto da Williams começou a aumentar sua liderança por mais de um segundo por volta. Hakkinen antecipou sua parada, após ficar atrás de vários carros e o finlandês colheu o que plantou, subindo para terceiro. David Coulthard estava claramente com sua McLaren má acertada e na volta 54 o motor Mercedes explodiu de forma espetacular, causando o primeiro abandono de Coulthard em 2001. Com o abandono do escocês, Trulli subiu para quarto com Raikkonen em 5ª e Alesi em 6ª. Trulli começou a ter problemas de freio e foi forçado a abandonar. Isto permitiu Jos Verstappen subir para sexto, mas ele também abandonou como resultado de um problema no freio, rodou e bateu no muro, entregando o 6º lugar à Pedro de la Rosa.

Ralf Schumacher ganhou a corrida com 20 segundos de vantagem em cima do seu irmão, enquanto Mika Hakkinen terminou no pódio pela primeira vez em 2001. Kimi Raikkonen terminava num ótimo quarto lugar à frente de Jean Alesi, que estava tão feliz que ele fez os famosos 'donuts', imortalizado por Alex Zanardi na Indy, no hairpin, para delírio do público. Mesmo com o segundo lugar, Michael estava feliz, pois seu principal rival pelo campeonato não finalizou a corrida, após David ter andado bem mal durante a prova inteira antes de abandonar, enquanto seu irmão conquistava a vitória, no que era a primeira dobradinha de irmão da história da F1. Ao lado dos dois alemães, Hakkinen fazia piada. 'Ainda bem que são só dois. Se fossem três, seria um problemão'.

Chegada:
1) R.Schumacher
2) M.Schumacher
3) Hakkinen
4) Raikkonen
5) Alesi
6) De la Rosa