segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Figura(MEX): Daniel Ricciardo

Em meio a toda a polêmica entre Sebastian Vettel e Max Verstappen no final do Grande Prêmio do México, Daniel Ricciardo se aproveitou dos entreveros entre os dois para subir ao pódio, mesmo que três horas depois das comemorações. O australiano da Red Bull mostra-se mais completo do que seu companheiro de equipe em vários momentos da temporada, além de mostrar uma velocidade, no mínimo, similar ao de Max Verstappen. Ricciardo foi o único a arriscar uma estratégia de duas paradas durante a corrida mexicana e o australiano acabou se dando bem, se aproximando da animada briga entre Vettel e Verstappen pelo terceiro lugar nas voltas finais. Enquanto Vettel soltava cobras e lagartos pelo rádio pelas manobras de Verstappen, Ricciardo jogou seu carro por dentro e Vettel não restou outra alternativa se não fechar o seu antigo companheiro de equipe de forma ilegal, segundo a FIA, dando chances à Ricciardo se aproveitar das punições dos seus adversários na pista para chegar mais uma vez em terceiro, garantindo a mesma posição no campeonato com duas provas de antecedência, garantindo-se como o melhor piloto fora da F-Mercedes em 2016. Ricciardo sofreu com o furacão Verstappen no começo, mas o simpático australiano não demorou para domar o holandês e novamente tomar as rédeas da Red Bull, marcando mais pontos do que o holandês, só não garantindo algo mais, por que a Mercedes, pelos seus méritos, vem dominando a F1 mais uma vez esse ano. Atrás de Rosberg e Hamilton, porém, não há piloto melhor do que Daniel Ricciardo.

Figurão(MEX): Max Verstappen

Um grande piloto, além da grande velocidade, tem que ser trabalhador, conhecer a parte técnica não apenas de pilotagem, mas também do seu carro e saber se adaptar às intempéries que apareçam durante treinos, corridas ao longo de uma temporada inteira. Incrivelmente, aos 19 anos Max Verstappen tem tudo isso, mas lhe falta algo primordial para ser um piloto completo. Não, não é experiência, mas conhecer os limites. Os seus, os do carro e da pista. Verstappen parece que não tem em seu dicionário a palavra 'limite' e passa por cima de todos eles. No México nesse domingo, o jovem holandês animou a corrida, sem sombra de dúvidas, mas se meteu em várias confusões e passou a humilhação extrema de praticamente ser expulso do pódio por ter cortado a chicane e ganhar vantagem na briga com Vettel. A própria Red Bull mandou Max ceder sua posição ao alemão da Ferrari, mas Verstappen fez ouvido de mercador e continuou na pista para pagar o mico do ano. Isso sem contar que o piloto da Red Bull quase definiu o campeonato numa tentativa otimista ao extremo de ultrapassagem em cima de Nico Robserg. O pior de tudo é que Max Verstappen não absorve esses problemas em que vai se metendo e exala arrogância ao chamar um tetracampeão como Vettel de ridículo. O pior de toda pessoa é não admitir seus erros e Verstappen claramente não os admite, preferindo usar seu enorme talento como escudo para mostrar que está certo. Como na vida, ou alguém fala com esse rapaz para diminuir um pouco o facho, ou ele terá problemas futuros. Seja um grave acidente provocado por ele. Ou levar um safanão no pé do ouvido após alguma molecagem. 

domingo, 30 de outubro de 2016

Valeu pelo final

Hamilton necessitava de uma vitória para se manter vivo na briga pelo título mundial. O inglês largou na pole, vacilou na primeira curva, mas depois disso passeou nas 71 voltas do Grande Prêmio do México. Objetivo conquistado. Nico Rosberg necessitava urgentemente de um segundo lugar para manter o campeonato nas suas mãos. O alemão largou bem, mas se assustou com um animado Max Verstappen começando a aprontar logo na primeira curva, passou reto e Nico teve um certo trabalho para se manter na frente dos dois carros da Red Bull, porém, Rosberg conseguiu a segunda posição. Objetivo conquistado. Mais uma dobradinha da Mercedes. Corrida chata? Na maioria das voltas, sim. Porém, as voltas finais entraram na história recente da categoria, inclusive com cenas inéditas de um piloto sendo praticamente expulso do pódio. Como se diz aqui no Ceará, Max Verstappen ficou com cara de rapariga ruim quando viu a punição a ele imposta e teve que sair do pódio para a entrada de Sebastian Vettel, que vem disputando com Fernando Alonso quem mais reclama no rádio.

Hamilton só teve uma pequena palpitação na largada, quando travou os pneus na freada da curva um e passou reto, mas para a sua sorte, Nico Rosberg teve que se defender de Max Verstappen e o alemão também perdeu tempo quando passou reto também. Lewis dominou a corrida mexicana como quis e completou um final de semana perfeito igualando-se à Alain Prost como o segundo maior vencedor da história da F1, além de se manter vivo no campeonato, mas não há como negar que o título ainda está nas mãos de Nico Rosberg. O alemão teve muito mais trabalho para se segurar na frente do que seu companheiro de equipe. Rosberg sempre teve um Red Bull lhe acossando, fazendo com que Nico atrasasse sua parada única para não ser ultrapassado por Daniel Ricciardo e depois foi perseguido implacavelmente por Max Verstappen. O holandês chegou a colocar de lado e passar o alemão, mas Max tentou ultrapassar de forma tão atabalhoada, que Rosberg reconquistou a segunda posição sem muito trabalho e com os pneus de Verstappen estragados, Nico Rosberg não teve mais trabalho para se manter em segundo e se no México era difícil o alemão ser campeão, no Brasil daqui a quinze dias a possibilidade de Nico 'matar' o match-point é bem mais plausível. Basta chegar na frente de Lewis Hamilton para Rosberg se igualar à Damon Hill e se tornar o segundo filho de campeão a repetir o feito do pai.

Agora, Max Verstappen. O jovem de 19 anos é uma sensação da F1 e terá um belo futuro pela frente, mas o holandês precisa que alguém fale sério com ele, pois talento e velocidade não bastam para ser um campeão na F1. É preciso estratégia, calma e, princípio básico, saber respeitar seus adversários. Max Verstappen já está conseguindo a antipatia de meio grid e hoje o holandês aprontou das suas ao não se conformar em ser ultrapassado por Vettel e simplesmente passar reto pela grama, ganhando uma clara vantagem nas voltas finais. Logicamente Vettel soltou os cachorros em cima de Max e da FIA, mas o alemão da Ferrari foi rapidamente atendido e uma cena insólita aconteceu. Verstappen subiu serelepe ao pódio e conversava animadamente com os pilotos da Ferrari quando soube que estava obviamente punido pela manobra em cima de Vettel e teve que sair do pódio com o rabinho entre as pernas, enquanto Vettel corria para o pódio. As atitudes de Max Verstappen animam as corridas, mas também podem causar sérios danos. Na tentativa de ultrapassar Rosberg, se o holandês batesse na Mercedes, o título poderia ter sido decidido ali. Em Spa, a fechada que o jovem deu em Raikkonen foi perigosa. Após a bandeirada, Vettel gesticulou nervoso para Max. Vai chegar o dia que um piloto mais nervoso vai chegar às vias de fato com o piloto da Red Bull. Max precisa de melhor aconselhamento para melhor canalizar toda essa gana para vencer seus rivais na pista e pelos meios normais.

Precisando correr para chegar ao pódio, Vettel fez uma bela corrida, saindo de sétimo para ser terceiro, tendo que defender-se de forma enfática de Daniel Ricciardo no final. O alemão da Ferrari deu uma resposta para quem já falava que Vettel não estava motivado na Ferrari. Ricciardo tentou uma tática diferente, parando duas vezes, enquanto os seus rivais pararam apenas uma. O australiano tirou toda a diferença para Verstappen e Vettel, que se digladiavam e quando ficou claro que Verstappen seria punido, o australiano tentou uma manobra forte em cima de Vettel, mas o alemão se segurou e o australiano ainda ganharia o quarto lugar do punido Verstappen. Piloto morno nesse ano, Raikkonen conseguiu uma bela manobra em cima de Hulkenberg e garantiu o sexto lugar, pegando o alemão tão de surpresa, que Nico rodou, mas o alemão da Force India ainda conseguiu um bom sétimo lugar. Bottas conseguiu o recorde de 372,54 km/h no final da reta dos boxes, mas chegando atrás da Force India, a Williams não tem muito do que comemorar, fora o problema de saúde de Frank. Em sua antepenúltima prova na F1, Massa passou a corrida inteira segurando Sergio Pérez, que era empurrado pela torcida. O mexicano tentou, mas acabou a prova num decepcionante décimo lugar. Mesmo na frente no campeonato, Pérez começou a ser superado por Hulkenberg quando foi anunciado que o alemão irá para a Renault em 2017. Porque será que a Force India não sabota Nico?

Reginaldo Leme continuou com a triste e chata tese de que a Sauber continua sacaneando Felipe Nasr, mas o resultado na pista mostra Marcus Ericsson conquistando um 11º lugar e quase marcando o primeiro ponto da Sauber em 2016, enquanto o brasileiro terminou cinco posições atrás. A Toro Rosso só apareceu quando Carlos Sainz colocou Alonso na grama na primeira volta e depois seus dois pilotos fizeram corridas anônimas. A McLaren foi outra que ficou para trás em relação ao desempenho de semana passada em Austin e Alonso continuou dando suas patadas via rádio, mas acabou a prova atrás de Button. Ameaçadíssimo de ficar fora da F1 em 2017, Jolyon Palmer parece ter acordado para a vida e passou a andar na frente de Magnussen, ficando próximo dos pontos hoje, enquanto o danês ficou bem para trás. A Haas decepcionou, correndo entre os últimos, mesmo tendo um dos pilotos da casa, Gutierrez. Wehrlein se meteu num incidente na primeira volta e jogou fora sua ótima posição no grid, se tornando o único abandono do dia. Ocon chegou em último, sendo o único a levar duas voltas.

Se a corrida foi em boa parte sem graça, o final foi emocionante com a briga entre os carros da Red Bull e Vettel, com vantagem para o alemão. O futuro pertence a Max Verstappen, mas o holandês ainda tem que aprender muito para chegar a briga pelo título, que hoje pertence aos dois pilotos da Mercedes. Mesmo vencendo, Hamilton se desanima ao ver ao seu lado direito Nico Rosberg, que vem cumprindo com muita frieza seu papel de apenas marcar Hamilton nas provas finais para ser campeão. Nesse final de semana no México, Nico não acompanhou Hamilton e pareceu sempre na retranca, mas com a possibilidade real de matar o campeonato no Brasil, podemos ver Nico Rosberg mais forte do que nos últimos três dias. Porém, Hamilton tentará de tudo mais uma vitória e se manter na briga. Interlagos poderá ser palco, novamente, de outra corrida inesquecível. 

Justificando a escolha

Não sei bem o motivo, mas me simpatizo bastante com Andrea Doviziozo desde os tempos das 250cc, quando ele enfrentava os espanhóis e suas Aprilia com uma Honda. Na época Doviziozo era conhecido como 'calculadora' pela forma fria como administrava as corridas e foi com esse estilo calmo que o italiano debutou na MotoGP. Pelo próprio apelido demonstra, Doviziozo não é um piloto espetacular, mas aquele que entrega os resultados pedidos pela equipe. Foi assim na Honda e está sendo agora na Ducati. Mesmo Andrea Iannone sendo claramente mais rápido na comparação dentro da equipe Ducati, o atrapalhado italiano está longe de ser um piloto confiável e mais uma vez demonstrou isso em Sepang. Andrea Doviziozo, que largou na pole, justificou a escolha da Ducati para correr ao lado de Lorenzo em 2017. Cerebral e consciente, Dovi enfrentou a pista encharcada e os grandes pilotos de 2016 para vencer pela primeira vez em sete anos, além de se tornar o nono piloto a triunfar nessa temporada.

Como é comum na Malásia, uma tempestade tropical apareceu antes da corrida e a prova foi atrasada em alguns minutos, mas estava claro que a corrida seria com pista bem molhada. Doviziozo havia conquistado uma surpreendente pole com piso molhado no sábado, mas em ritmo de corrida, vários pilotos estiveram na briga. Perdendo a ponta na largada, Doviziozo teve que enfrentar os grandes nomes de 2016, incluindo seu companheiro de equipe Iannone, que retornava às pistas após um vértebra quebrada o deixar algumas provas de fora. Agressivo e tendo como apelido o sugestivo nome de 'Crazy Joe', Iannone logo assumiu a ponta, mas ninguém saberia como o italiano se comportaria durante a prova, quando sua condição física poderia lhe cobrar um preço. Outro problema era que a corrida estava apertada e seis pilotos corriam muito próximos nos minutos iniciais, com Iannone segurando uma tripleta italiana, com Rossi e Doviziozo, enquanto Márquez, Cruthlow e Lorenzo os seguiam de perto.

Fazendo uma temporada decepcionante, Lorenzo tinha mostrado várias vezes um péssimo ritmo de corrida em pista molhada, mas em Sepang o espanhol foi menos medíocre e chegou a marcar a volta mais rápido, no entanto, o espanhol da Yamaha começou a perder contato com os demais. Pelo menos Lorenzo não caiu e garantiu um pódio, pois em voltas consecutivas, as duas Hondas de Cruthlow e Márquez foram ao chão. O espanhol da Honda teve muito sorte em garantir o título no Japão, pois após se sagrar campeão, Márquez colecionou duas quedas que, felizmente para ele, não farão diferença no campeonato. Lá na frente, os italianos dominavam, mas Iannone já tinha caído para terceiro quando, mais uma vez, foi ao chão.  Rápido o italiano é, mas Iannone não demonstra que um chefe de equipe possa confiar nele e Andrea colecionou outra queda, deixando a briga pela vitória entre os experientes Rossi e Doviziozo. O piloto da Ducati parecia mais à vontade na pista, mas não precisou de muita briga para assumir a ponta, pois Rossi errou na curva um. Com uma ótima moto para as condições da pista, que já não estava encharcada, Doviziozo logo abriu uma boa diferença para Rossi e disparou rumo à uma vitória que conhecia desde 2009.

A forma como Doviziozo foi cumprimentado por todos os pilotos mostra o respeito que tem para com os seus pares. Piloto de fábrica, estava incômodo passar 2016 sem vitórias, quando vários pilotos de equipes satélites já venceram, mas Doviziozo fez uma prova ao seu estilo, cerebral e de espera, para sair desse incômodo jejum e voltar a vencer. Em 2017, a Ducati terá dois pilotos fortes, mas, para quem não lembra, Lorenzo e Doviziozo não se davam muito bem nas categorias menores. Afinal, quem se dá bem com Lorenzo?  

sábado, 29 de outubro de 2016

Bote na hora certa

Os treinos livres deram a sensação de que o Grande Prêmio do México teria um inédito equilíbrio nesse ano, pois Mercedes, Ferrari e Red Bull lideraram pelo menos um treno livre antes da classificação, porém, Lewis Hamilton não parecia muito preocupado e conseguiu uma pole tranquila, quebrando o recorde do circuito Hermanos Rodríguez nessa nova configuração. O que chamava a atenção era o desempenho ruim de Nico Rosberg, não apenas superado por Hamilton, mas sempre tendo algum carro entre ele e o companheiro de equipe, o que atrapalharia bastante as chances de Nico no campeonato. Contudo, quando ocupava uma incômoda quarta posição no Q3, Rosberg tirou uma ótima volta da cartola para conseguir a primeira fila e tendo ainda o campeonato sob controle.

A classificação foi decepcionante para os donos da casa, pois Gutierrez e Pérez ficaram abaixo das expectativas. Gutierrez errou bem na frente de Grosjean e ambos foram eliminados no Q1 e o próprio mexicano, ameaçado de não ficar na Haas em 2017 pelo pífio desempenho até agora, pareceu sentir o golpe do vacilo, que atrapalhou a equipe. Assim como aconteceu em Austin, Pérez foi eliminado no Q2, enquanto seu companheiro de equipe foi para o Q3 e ainda conseguiu uma ótima quinta colocação, ficando na frente da decepcionante Ferrari e, principalmente, da Williams, com que a Force India disputa a quarta posição no Mundial de Construtores. Uma semana depois de Reginaldo Leme cravar que Felipe Nasr estará no time hindu em 2017, esses sete dias provaram que a coisa não é assim tão simples e que Nasr tem concorrentes fortes na luta pela cobiçada vaga. E pior, de pilotos que estão fazendo um trabalho bem melhor do que o seu. Pascal Wehrlein levou sua Manor ao Q2 mais uma vez, enquanto o brasiliense continua a tomar tempo do inexpressivo Marcus Ericsson. O que alegar então? Que a Sauber está boicotando o pobre brasileirinho (Nasr) contra esse mundão todo...

Apesar de não ser surpresa a Sauber se concentrar mais em Ericsson nessas últimas corridas se Nasr estiver mesmo de saída da equipe, boicotar não seria muito inteligente para a Sauber, que precisa urgentemente marcar pelo menos um ponto para sair da lanterna do Mundial de Construtores e ter dois pilotos em condições para fazer isso seria muito mais sensato. Por isso, as alegações da turma do Sportv chegam a ser constrangedoras, ainda mais quando o trio Sergio Maurício, Reginaldo Leme e Luciano Burti (sendo justos, principalmente os dois primeiros) comentam o famigerado 'Túnel do Tempo', entre as partes da classificações. São erros históricos que chegam a ser grotescos para quem entende só um pouquinho da história de F1, algo que Reginaldo deveria saber de cor e salteado. Se a tendência é a transmissão da F1 ficar com o Sportv, está na hora dos integrantes melhorarem ou simplesmente estudarem um pouco mais passado e presente da F1 para uma transmissão, pelo menos, mais exata.

Quando Hamilton viu Nico Rosberg ao seu lado na foto oficial da classificação, o inglês nem comemorou muito. O título ainda está nas mãos de Rosberg que pode até ser campeão amanhã, se Hamilton não pontuar e ele vencer. Algo difícil de acontecer, mas carreras son carreras, como diria Fangio e neste domingo de eleição tudo pode acontecer, num campeonato que não chega a ser um primor de emoção, mas ainda bastante tenso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Hora de dizer adeus

Foi uma história belíssima, que atravessou gerações, mas a Audi anunciou hoje que 2016 será seu último ano no Endurance, onde conseguiu um sucesso similar à grandes marcas na história, como Porsche, Ferrari e Jaguar. 

Assim como na Indy, no Endurance uma corrida é mais especial do que o próprio campeonato e nas míticas 24 Horas de Le Mans, a Audi venceu nada menos do que treze vezes, se garantindo como uma das maiores vencedoras da história da pista francesa. A Audi utilizou variadas tecnologias para ser soberana no Endurance com seus belos protótipos, vencendo marcas como Porsche, BMW, Mercedes, Peugeot e Toyota em quase duas décadas de corridas. A Audi virou sinônimo de Le Mans nos últimos tempos.

Agora fica a pergunta: o que fará a Audi? O site Grande Premio já se ouriçou em dizer que a Audi vai se focar unicamente na péssima F-E, nova queridinha do sítio. Acho pouco provável a Audi, em sua grandeza, se contentar com tão pouco. O sucesso da montadora alemã ao longo dos anos sempre levantou questões: quando a Audi vai entrar na F1?

Hoje a Renault tem sua própria equipe na F1 e em breve a Red Bull precisará de uma montadora lhe apoiando oficialmente, sendo que a marca de energéticos já apoia a VW, dona da Audi, em outros eventos, como o WRC. Um recente escândalo da VW atrapalhou as negociações com a Red Bull, mas passado um tempo, não me seria surpresa a VW tirar uma de suas equipes da Endurance (a Porsche já está lá) e pensar seriamente em realocar esse pessoal na F1 no futuro, até porque o WEC e a F1 utilizam tecnologias motrizes parecidas.

Agora, isso são apenas especulações. No momento, o que se pode lamentar é o fim da experiência de uma marca que se tornou icônica no automobilismo pelas vitórias, pela tecnologia e pelos belos carros que a Audi produziu em todos esses anos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Enquanto isso na Nascar...

A relação entre companheiros de equipe na Nascar é bem diferente do que acontece na F1. Além de objetivos distintos, dois companheiros de equipe na Nascar tem patrocinadores diferentes e isso faz muita diferença na hora de uma ordem de equipe, porém, há camaradagem entre pilotos do mesmo time. Enquanto Gene Haas acompanhava sua equipe de F1 em Austin, sua trupe na Nascar se digladiava em Talladega e seus dois pilotos da Stewart-Haas, os explosivos Kevin Harvick e Kurt Busch, não tiveram uma conversa muito amistosa depois da bandeirada. Imagina a reunião pós-corrida...