Alonso sofreu praticamente o mesmo em Yas Marina do que já vinha pelejando em 2018. Com o carro medíocre que a McLaren lhe deu, o espanhol pouco pôde fazer a não ser brigar para marcar um pontinho, algo que não conseguiu no final das contas. Uma pena que a gloriosa carreira de Fernando Alonso termine assim, mas o espanhol mereceu todas as homenagens que lhes foi oferecido. A corrida de Alonso hoje não foi nada demais, mas sua carreira, sim. Por isso, o espanhol ficará representado aqui nessa parte da coluna pelo o que fez em 18 anos na F1.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Figurão(ABU): Rede Globo
As últimas corridas da temporada de F1 sempre foram marcadas pela emoção das despedidas. São pilotos que se despedem de suas equipes ou até mesmo da categoria. Pessoas importante indo embora para dar lugar aos novos, no velho ciclo da vida. Esse ano teríamos uma despedida especial. Fernando Alonso, após bons e maus momentos, se aposentaria da F1 após anos sofrendo com um projeto na McLaren que simplesmente deu errado. Não faltaram homenagens ao espanhol em todo o final de semana. A última etapa do ano também marca o tradicional agradecimento do trio da Globo, após mais um ano acompanhando a F1 pela Vênus Platinada. Tudo isso aconteceu nos anos anteriores. 2018 não. De forma inexplicável, a Globo, que vem diminuindo gradativamente sua cobertura na F1, cortou a transmissão da corrida logo depois da bandeirada. Não foi possível ouvir os rádios de Ricciardo, Alonso e Hamilton. A bela homenagem que Vettel e Hamilton, as duas referências da F1 atual, fizeram para com Alonso, com direito a donuts dos três na frente do público na reta dos boxes. Ninguém viu Hamilton fazendo diferente no pódio, ao tirar parte do macacão (ok, essa parte não fazia muita questão de ver...) enquanto regojizava-se de mais uma vitória. E o trio global não teve a oportunidade de se despedir de sua audiência. Galvão Bueno foi até mesmo pego de surpresa por terminar a transmissão de forma tão abrupta. Mesmo com Galvão e Reginaldo já demonstrando sinais que o tempo está chegando, é sempre legal ver essa despedida até que a nova temporada recomece. Mas será que veremos a temporada 2019 na Globo? Esse corte antes da hora para mostrar um estádio vazio pode ser um sinal de que a Globo pode ir jogando cada vez mais a F1 para escanteio, para enorme tristeza dos amantes da velocidade da F1.
domingo, 25 de novembro de 2018
Desrespeito
Para os baixos padrões de qualidade em Abu Dhabi, a corrida desse domingo foi até animada. Teve uma acidente perigoso logo nas primeiras curvas, estratégias diferentes, ultrapassagens em todos os pelotões e até mesmo chuva no deserto. Além de tudo isso, a F1 viu a despedida de Fernando Alonso, além de outros menos votados. Houve também reunião de Hamilton, Vettel e Alonso na reta dos boxes dando zerinhos com seus carros na frente do público que delirava. Por que desrespeito? Simplesmente porque ninguém no Brasil viu essa cena final, pois a Rede Globo fez o enorme favor de não passar o pódio e toda a emoção de várias corridas finais para muitos pilotos para voltar ao Esporte Espetacular. Uma notícia bombástica? Não teremos o segundo jogo da final da Libertadores? Não, simplesmente para mostrar repórteres em estádios vazios antevendo uma rodada em que até as puídas vigas de São Januário sabem que o Palmeiras serão campeão.
Uma lástima! Foi um desrespeito enorme para o ainda grande número de fãs de F1 no Brasil. Se quinze dias atrás o desrespeito foi apenas para quem mora no Ceará, pois a classificação não foi transmitida para cá, hoje o desrespeito foi nacional. Simplesmente sem motivo algum para não mostrar um momento tão solene como o pódio da corrida e principalmente a despedida de vários personagens, seja das suas equipes ou até mesmo da F1, como foi o caso destacado de Fernando Alonso. O mundo inteiro também queria ver como se comportaria Daniel Ricciardo depois de sua última corrida pela Red Bull, como Sainz se comportaria em sua despedida da Renault, o mesmo acontecendo até mesmo com Vandoorne, Gasly e Leclerc. O tradicional recado que Galvão Bueno sempre dá nas corridas finais de cada temporada foi devidamente cortado, inclusive para constrangimento do narrador global, que pareceu surpreso ter que encerrar de forma tão abrupta a transmissão da F1.
Se a corrida de hoje teve vários momentos de simbolismos, essa falta de respeito da Globo para com o seu fiel telespectador da F1 também contém uma bela carga de simbolismo. Sem nenhum brasileiro para 'torcer', a Globo vai deixando a F1 de lado e situações como a de hoje podem se repetir cada vez mais, até chegar o momento da F1 se mudar definitivamente para o canal fechado, que por sorte pode ser o Sportv, pois ESPN e FOX Sports se concentram tanto em futebol, que não seria surpresa que as corridas não fossem transmitidas ao vivo por essas emissoras.
Falando um pouco da corrida, mesmo com tantas intempéries, a prova teve no vencedor um nome comum nas últimas provas: o pole Lewis Hamilton. Das últimas onze corridas de 2018, oito foram vencidas pelo inglês da Mercedes, que se consolidou como piloto dominante desta temporada, mesmo que muitas vezes tendo que usar seu talento acima dos demais, mesmo um tetracampeão como Sebastian Vettel. Hamilton aproveitou o safety-car virtual pela quebra de Raikkonen para fazer sua única parada, mas a sensação foi que o pit-stop acontecera cedo demais e que Lewis poderia até mesmo fazer uma segunda parada. Falsa expectativa. Hamilton cuidou bem dos pneus para ver todos os seus rivais pararem nos pits e retornar à ponta com certa vantagem, não sendo pressionado pelo segundo colocado. Aventou-se a possibilidade da Mercedes devolver a vitória de Bottas, que foi tirada do nórdico na Rússia, mas o finlandês novamente não ajudou. Em outra corrida horrorosa, Bottas perdeu rendimento, provavelmente por causa de problemas de freios, e foi sendo ultrapassado por todos os seus rivais até cair para quinto, último colocado da F1 da elite. Vettel aproveitou-se para subir para segundo e com pneus mais novos, tentar um ataque em cima de Hamilton, mas o máximo que o alemão fez foi tirar 3s da desvantagem que tinha. Já Verstappen conseguiu ultrapassar Bottas na marra, batendo rodas com a Mercedes para garantir um lugar no pódio e ainda ultrapassar o obscuro finlandês na classificação final do campeonato. Raikkonen, que abandonou cedo, terminou sua passagem pela Ferrari com um terceiro lugar. Outro que se despediu bem foi Ricciardo, que esticou ao máximo sua parada, na tentativa da chuva molhar a pista, mas o calor é tão forte que o asfalto ficou seco e o australiano terminou sua passagem pela Red Bull em quarto, mas sem abandonos dessa vez.
No pelotão intermediário, a grande estrela foi Alonso. Vindo de alguns incidentes na primeira volta, fora nítido que Alonso largou com extremo cuidado e a partir daí fez sua corrida final dentro das pobres possibilidades da McLaren. Com um carro que só decaiu ao longo do ano, Alonso ainda ficou perto de pontuar, mas teve que se conformar com a 11º posição, mas não faltaram homenagens merecidas ao espanhol. Seu substituto na McLaren fez uma corrida de destaque, com Sainz levando seu Renault para a sexta posição, sendo o melhor do resto. Agora, Sainz levará sozinho a bandeira da Espanha na F1. Charles Leclerc deu outra mostra que deverá fazer um bom trabalho na Ferrari. Na primeira volta, o monegasco foi para cima de Ricciardo e ficou com a quinta posição, que logo virou quarto quando Raikkonen abandonou. Numa manobra discutível, a Sauber trouxe o piloto para os pits com o safety-car virtual de Kimi, relegando Leclerc para as últimas posições. Sem poder forçar, para não ter que parar novamente, Leclerc diminuiu o ritmo, mas ainda segurou uma sétima posição. Querendo mostrar a todos que a Sauber tinha perdido muito com a sua demissão, Ericsson fez outra corrida sem graça e abandonou. Com certeza a Sauber não está arrependida de sua decisão de trocar de piloto...
A Force India pontuou com apenas com Pérez, mas Ocon protagonizou outro entrevero com Verstappen. O holandês largou mal, com problemas de motor e não demorou para que os dois antigos rivais da F3 se encontrassem quinze dias depois da briga no pós-corrida em Interlagos. Ocon e Verstappen brigaram algumas voltas, até Max dar no meio do carro da Force India para ganhar a posição e rumar para o pódio. Vindo de um bom final de semana, Ocon se perdeu, foi superado por Pérez, a quem sobrepujou com sobras na classificação e desapareceu na corrida. Mesmo com essa afinada, é claro que Ocon tem muito mais chances de fazer um trabalho melhor na Mercedes do que Bottas. E enfrentar Verstappen com armas mais parecidas. Grosjean pontuou após se envolver no acidente com Hulkenberg na primeira volta, onde o alemão da Renault capotou e ficou com as rodas para o ar, sem ter como sair. Porém, o francês não foi culpado pela manobra, pois Hulk fez a curva como se Grosjean, sem espaço, não estivesse ali. A Haas terminou o ano muito bem, com seus dois carros pontuando. A Toro Rosso quase viu Gasly pontuar, mas o francês foi traído pelo motor Honda já no fim da corrida. Em outro simbolismo, Gasly estava prestes a tomar uma volta de Verstappen, que viu o motor que usará em 2019 explodir bem à sua frente. A Williams terminou lá atrás novamente, com Stroll superando o decepcionante Vandoorne, enquanto o chocado Sirotkin terminava em último. O russo sofreu um baque com a sua saída da F1, mas seus resultados não lhe ajudaram muito.
Para um circuito que parece ter sido feito com o troco do belo hotel que o rodeia, a corrida foi até legal. Muitas brigas e alternâncias de posições. Houve também despedidas emocionadas e até mesmo a presença inesperada da chuva. Porém, a parte final da última corrida do ano, que é sempre recheada de emoções, foi abruptamente cortada pela Rede Globo. Da mesma forma que houve vários momentos simbólicos durante a corrida, esse corte também foi bastante simbólico.
sábado, 24 de novembro de 2018
Clima de despedida
Última classificação do ano. Parece que passou voando, mas 2018 já está terminando, restando não muito mais do que um mês para o nascimento de 2019, ano em que a F1 sofrerá uma transformação poucas vezes vistas no seu line-up de pilotos. Com pouca coisa a ser decida num circuito muito bonito por fora, mas terrível como traçado, Lewis Hamilton terminou a temporada de uma forma bem conhecida: fazendo a pole.
Foi uma classificação morna e com poucos destaques. Mesmo com a incrível presepada em Interlagos, Ocon mostrou um excelente ritmo na classificação, superando de longe Pérez e chegando a ficar com o quarto tempo no Q2. O francês merece um lugar na F1, mesmo após a afinada que deu para Verstappen no já célebre pós-pódio do GP Brasil. Já garantido no grid numa equipe grande, Charles Leclerc também mostrou muita velocidade, mesmo não sendo tão exuberante como em São Paulo na quinzena anterior. A Red Bull deu pinta que poderia brigar com Mercedes e Ferrari, mas como normalmente acontece nos sábados, o time austríaco ficou para trás e a Mercedes se sobressaiu com seu mapeamento 'mágico' no Q3, no que seus dois pilotos conseguiram a dobradinha. E claro, com Hamilton na frente!
Com tanta pouca coisa acontecendo, todos os olhos ficaram em cima de Fernando Alonso, que muito provavelmente fará sua última corrida na F1 em Abu Dhabi. O espanhol ainda conseguiu um brilhareco ao colocar sua claudicante McLaren no Q2, mas Alonso pouco pôde fazer nessa fase. Alonso ainda recebeu a visita ilustre do rei Juan Carlos, além das homenagens de praxe. Fazendo o que for, Alonso é o grande destaque do final de semana.
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Comeback
O prêmio Laureus tem uma categoria em que no final de 2019 dificilmente Robert Kubica não estará: O retorno do ano. Mesmo que não ganhe ou se destaque, somente o fato de Kubica estar de volta à F1 já é um feito digno de nota e nesta quinta-feira a Williams anunciou o polonês como seu piloto na próxima temporada, praticamente fechando o grid de 2019.
Quando Kubica surgiu na F1, sabia-se que um jovem talentoso despontava na categoria. Extremamente rápido e diferenciado, Kubica chegou a brigar pela liderança do Mundial de 2008 com a equipe BMW, mesmo o time bávaro sendo claramente a terceira força daquele ano. Quando a BMW acabou e ressurgiu a Sauber, Kubica foi para a Renault meio que sabendo que seu destino era a Ferrari, onde dividiria a equipe com o seu amigo Fernando Alonso, no lugar de Massa. Porém, tudo aparentemente acabou no começo de 2011, quando Kubica sofreu um seríssimo acidente de rali e seu braço e mão direito quase foram arrancados. Se havia uma certeza na época, era que a carreira de Kubica havia terminado.
O polaco teve uma recuperação lenta e difícil. Aos poucos Robert foi retornando às corridas, primeiro nos ralis e depois fez alguns testes em carros de Endurance. Cada vez mais confiante, Kubica conseguiu um teste de F1 com a Renault. Os resultados eram satisfatórios a ponto do polonês quase ter reestreado pela Williams nesse ano. Após muita negociação, Kubica foi contratado pela Williams em 2019 muito graças aos patrocinadores pessoais de Kubica, mas há também uma curiosidade de como Robert irá se comportar.
Se um ano fora da F1 já faz diferença para um piloto, imaginem oito! Kubica já vai estar com 34 anos de idade e encontrará uma F1 muito diferente do que esteve acostumado no começo dessa década. Porém, o que mais chama atenção é sua situação física. Seu membro superior direito está praticamente inutilizado, como fica bem claro nessa foto. Kubica correrá praticamente usando só a mão esquerda, o que será um grande desafio ao polonês. Seus tempos foram nos testes foram bons, mostrando que a velocidade ainda estava lá, o problema será a resistência física, além do carro da Williams, última colocada esse ano. Contudo, essa volta de Robert Kubica à F1 em 2019 é um dos fatos mais interessantes e legais de se acompanhar no ano que vem.
domingo, 18 de novembro de 2018
Sprint final
Dentre os inúmeros nomes que a principal categoria da Nascar já teve, uma delas foi Sprint Cup. Hoje chamada de Monster Cup Series, a Nascar teve um final mais digno da antiga patrocinadora, onde o campeão foi conhecido por causa de um sprint final de arrepiar na última etapa em Homestead.
Por causa do complicado sistema de play-offs que a Nascar implantou a alguns anos, quatro pilotos chegaram à Homestead com chances de ser campeão, onde bastava chegar na frente para vencer o título. Os candidatos eram Kevin Harvick, Kyle Busch, Martin Truex Jr e Joey Logano. Com exceção do último, todos com pelo menos um título na carreira e vindo de temporadas mais sólidas do que o jovem piloto da Penske, mas como ocorriam nos tempos do mata-mata, bastou uma noite feliz para que Logano se sagrasse campeão da Nascar depois de um sprint final nas últimas quinze voltas, após a última relargada do ano. Os quatro contendores fizeram a corrida praticamente inteira juntos e dentro do top-5, o que trazia uma tensão toda especial para essa final de campeonato, mas como sempre acontece nas corridas da Nascar, tudo sempre é decidido na relargada final e foi assim mais uma vez.
Talvez com o pior carro dos quatro, Busch tentava uma manobra arriscada ao ficar na pista sem paradas, mas uma bandeira amarela causada pelo companheiro de equipe Daniel Suárez fez com que todos os quatro parassem por uma última vez e saíssem juntos para as quinze voltas finais. Mesmo ajudado pelo ótima trabalho da equipe Joe Gibbs, Busch logo caiu de primeiro para quarto. O atual campeão Truex Jr relargou melhor e tinha pinta que seria bi, mas Logano deixou Harvick para trás e numa bela manobra nas voltas finais ultrapassou Truex rumo a vitória e ao título.
Joey Logano era considerado a zebra (ou underdogs, como os americanos gostam) do dia, mas contou com a força da Penske para conseguir um carro muito forte no momento mais importante da corrida: a última relargada. Logano fora considerado um prodígio no começo da carreira e com apenas 18 anos fez sua estreia na categoria principal e logo no mítico carro 20 laranja, que por muitos anos fora de Tony Stewart. Talvez pela juventude e pela pressão de ser uma aposta de Joe Gibbs, Logano teve vários anos esquecíveis até ser demitido pelo seu revelador. Amigo de Brad Keselowski, que tinha sido campeão pela Penske, Logano foi contratado pela equipe do Capitão e com menos pressão e se sentindo mais confortável, Logano finalmente mostrou a que veio, conquistando vitória e brigando pelo título. Nas duas vezes em que chegou à corrida final com chances de título, vacilou nas últimas voltas, mas em 2018 o americano de 28 anos fez tudo certinho para confirmar o que dele se esperava há dez anos.
Algumas corridas atrás Logano conseguiu a sua vaga na 'final' em Homestead numa manobra discutível em cima de Truex em Martinsville na última curva, aumentando a fama de piloto não muito bem quisto dentro da Nascar. A disputa entre os dois foi limpa hoje, mas vale o velho questionamento que sempre aparece no futebol. Pontos corridos ou mata-mata? Logano não foi o piloto com mais vitória ou mais consistente e ainda conseguiu sua vaga na finalíssima ao jogar sujo com Truex. A desculpa de Logano na época fora que para tentar o título, deveria se tentar de tudo e assim Joey fez. Justo? Talvez não. Emocionante? Com certeza, mas Joey Logano não está nem aí para elucubrações e agora tem um título da Nascar para dizer que é seu!
Foi Deus!
O automobilismo se tornou um esporte muito seguro graças aos esforços de pilotos, dirigentes e engenheiros, mas ainda assim acidentes graves acontecem. Sophia Floersch, alemã de apenas 17 anos de idade, pode dizer que nasceu de novo, mesmo com algumas consequências. Sophia foi protagonista de um dos acidentes mais impressionantes dos últimos tempos na famosa corrida de F3 em Macau. A alemã saiu voando a mais 270 km/h para se espatifar num local reservado para fotógrafos, não sem antes atingir outro carro. No total, cinco pessoas se feriram nesse grave acidente, mas aparentemente ninguém corre risco de vida. Muita sorte, mesmo que Floersch tenha uma fratura na espinha e já vimos o que ocorreu com Wickens para nos preocupar. Num acidente dessa magnitude, ninguém morrer não se deve somente à segurança, mas à Deus e os respectivos anjos da guarda!
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