domingo, 3 de novembro de 2019

Passeio de caça

Maverick Viñales dominou o final de semana na Austrália e poderia muito bem ter vencido em Phillip Island, mas uma queda na última volta depois de ser ultrapassado por Márquez pôs tudo a perder. Em Sepang as Yamahas se mostraram muito fortes e Márquez, ao tentar acompanhar o pole Quartararo na classificação, acabou no chão e tendo que largar apenas em 11º. Sem seu maior rival tão perto, Viñales aproveitou-se da má largada dos dois pilotos da Petronas Yamaha para dominar a corrida desse domingo em Kuala Lumpur e vencer pela segunda vez em 2019.

Porém, Márquez não estava tão longe assim de Maverick. O espanhol da Honda empreendeu uma largada espetacular ao subir rapidamente para a quinta posição, logo depois ultrapassando Doviziozo e Morbidelli. O que tirou as chances de vitória de Márquez foi o tempo perdido atrás do irascível Jack Miller, que não facilitou a ultrapassagem mesmo o australiano totalmente sem ritmo. Quando Márquez se livrou de Miller, já estava 1.5s atrás do compatriota e Viñales apenas administrou a corrida até a bandeirada numa prova que esteve longe empolgar depois de um início frenético, mas muito curto. Doviziozo estava no ritmo de Márquez, mas um erro o deixou na alça de mira de Valentino Rossi, que fez sua melhor corrida em muito tempo, mas não teve fôlego para garantir o pódio, sendo atacado no final pela Suzuki de Alex Rins.

Destaque para a corrida de Johan Zarco, que ainda se adaptando a Honda estava no top-10, à frente do seu companheiro de equipe Cal Cruthlow até ser atingido por um destrambelhado Joan Mir. Enquanto isso Lorenzo chegou timidamente em 14º, tendo vencido batalhas contra Syarihn e o veteraníssimo Mika Kallio. Sem mais.

A MotoGP agora parte para a sua última etapa em Valencia para terminar uma temporada que tinha muito potencial de emoção, mas acabou estragada pela genialidade de Márquez.

sábado, 2 de novembro de 2019

Equilíbrio no Texas

Num circuito onde a pole foi feita em 92s, ter quatro carros de três equipes diferentes separados por meros 108 milésimos demonstra bem o equilíbrio em Austin nessa tarde. Na pista que muito provavelmente verá o hexacampeonato de Lewis Hamilton amanhã, quem deu as caras foi a outra Mercedes e único piloto a impedir o título de Hamilton, Valtteri Bottas.

Mesmo tendo apenas sete anos de idade, o asfalto de Austin apareceu em 2019 com um asfalto extremamente ondulado, chegando a provocar erros nos treinos livres e os pilotos reclamaram até mesmo de mal estar. Porém, o magnífico circuito localizado na zona rural de Austin ainda encanta pilotos, fãs e os vários convidados vips que por lá apareceram. Com um primeiro setor espetacular e duas longas retas, o circuito não teve nenhuma equipe dominante no final de semana, resultando numa classificação muito apertada entre os pilotos de Mercedes, Ferrari e Red Bull. Definida nos detalhes, onde pequenos erros aqui e ali fizeram uma grande diferença, Bottas conseguiu a pole com o tempo de sua primeira volta, com Vettel, outro que não melhorou na segunda volta rápida, apenas doze milésimos atrás. Verstappen e Leclerc melhoraram seus tempos, ficaram em terceiro e quarto respectivamente, mas com tempos similares aos de Bottas e Vettel. Grande estrela do final de semana por estar prestes e fazer algo histórico, Hamilton decepcionou um pouco e teve que se contentar com a quinta posição. Até seu amigo, que iria lhe entrevistar depois do treino, não apareceu.

A McLaren ficou com o posto de melhor do resto, superando Ricciardo e Gasly, que desde que foi rebaixado para a Toro Rosso, vem demonstrando um surpreendente crescimento e colocando Kvyat no bolso. No dia em que a Renault anunciou mais contratações para melhor estruturar sua equipe em 2020, a derrota para a cliente McLaren é bastante clara agora, sendo que Norris e Sainz chegaram a se colocar entre os grandes em alguns momentos. Correndo em casa a Haas até surpreendeu um pouco ao passar com seus dois carros ao Q2, mas o ritmo ruim de corrida não anima muito as coisas para os americanos.

Amanhã a corrida terá alguns ingredientes adicionais. Com o inverno se aproximando no hemisfério norte, o frio se fez presente em Austin e na sexta a temperatura chegou a ficar abaixo de zero. Com pouca temperatura, esquentar os pneus será um desafio extra. As já faladas ondulações será um dificultador a mais. Além do mais, a Ferrari surpreendeu ao fazer seus melhores tempos no Q2 com os pneus macios, ou seja, Vettel e Leclerc largarão com esses pneus amanhã, enquanto a dupla da Mercedes e Verstappen sairão com os médios. Lembrando que Leclerc trocou o motor e largará com um propulsor velho amanhã. São muitas variáveis numa batalha bem parelha no Texas, mas Hamilton só não sairá com o título amanhã se algo muito fora da curva acontecer. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Figura(MEX): Alexander Albon

A história de Alexander Albon é daquelas de se colocar nos contos. O tailandês tinha acabado sua terceira temporada na F2 e não tinha muitas expectativas a ponto de aceitar um lugar na horrorosa F-E. Foi então que Albon foi surpreendido com um chamado da Red Bull de última hora para sentar no segundo carro da Toro Rosso em 2019. Albon era um velho conhecido da marca austríaca e fora uma das várias vítimas de máquina de moer piloto comandada por Helmut Marko. Sem pestanejar, Albon aceitou a proposta! Foram alguns treinos para se acostumar com o carro totalmente novo a ele e mesmo enfrentando um piloto já experiente (Kvyat, cadeira cativa da parte debaixo da coluna...), o tailandês rapidamente andou no ritmo do companheiro de equipe, surpreendendo a todos que viam em Albon apenas um pay-driver melhorado. As boas exibições de Alexander, junto com a má exibição de Gasly na equipe principal, fez Albon ter outra surpresa. Ainda no meio da temporada Albon se graduaria para a Red Bull e correria ao lado de Max Verstappen. Mesmo sem conhecer o carro, Albon aceitou a proposta e não vem decepcionando. No México o tailandês se acidentou no segundo treino livre, mas conseguiu se classificar bem, algo que vem se repetindo e na corrida foi ainda melhor. Albon se livrou dos incidentes da primeira curva e surgiu em terceiro, logo atrás das Ferraris. Num ritmo muito bom, Albon não deixava Vettel escapar na sua frente e não se intimidou quando no seu espelho retrovisor surgiu o número 44 do multi-campeão Lewis Hamilton. Como um piloto maduro, Albon fez um ótimo primeiro stint e somente pelo erro estratégico da Red Bull o tailandês não conseguiu brigar pelo pódio, porém, mais uma vez Albon superou Verstappen na corrida. Mesmo não tendo o mesmo talento do holandês, Albon já marcou mais pontos do que Max nas corridas em que estiveram juntos na Red Bull e o tailandês vem fazendo direitinho o serviço que lhe foi posto: marcar bons pontos no Mundial de Construtores. Com isso, Albon está bem melhor do que Gasly e em seu primeiro ano na F1, vai garantindo sua vaga numa equipe de ponta.

Figurão(MEX): Daniil Kvyat

Quando Pierre Gasly foi sacado da Red Bull no meio dessa temporada, o substituto natural do jovem francês seria Daniil Kvyat, que havia acabado de conquistar um pódio em Hockenheim, mas Helmut Marko optou por trazer o novato Alexander Albon para a equipe principal. 'Nós já conhecemos Daniil', argumentou Marko. E devem conhecer mesmo! Mesmo sem conhecer bem o seu novo carro, Gasly andou de imediato no mesmo nível de Kvyat na Toro Rosso, muitas vezes superando o russo. No México ainda voltamos a ver uma face bem distinta de Kvyat: o torpedo russo. Na última volta  da corrida Kyvat perseguia Nico Hulkenberg para ganhar a nona posição do alemão. Numa manobra totalmente estabanada na última curva, o russo acertou a Renault de Hulk na traseira, jogando o alemão contra o muro. De forma até justa e lógica a manobra de Kvyat foi rapidamente punida pelos comissários, fazendo o russo perder os pontos conquistados na pista com os 10s de penalidade, mas o pior veio depois. Mesmo claramente estando errado no cartório Kvyat reclamou de sua punição e não se desculpou com Hulkenberg. Somente pelo fato do próprio Helmut Marko ter dispensado vários pilotos do programa de jovens pilotos da Red Bull que Kvyat ainda tem um lugar na Toro Rosso. Simplesmente Marko não tem ninguém para colocar no carro! Pelo menos o sisudo austríaco conhece o russo a ponto de deixa-lo esquentando a cadeira de algum piloto num futuro próximo da Red Bull...

domingo, 27 de outubro de 2019

Mais um dia normal na Nascar...

Denny Hamlin e Joey Logano trocando gentilezas após a corrida em Martinsville.

Táticas variadas, resultado igual

O Grande Prêmio do México desse domingo teve como principal característica a variedade tática entre pilotos e equipes, com graus diferentes de sucesso. Porém, quem não mudou foi o vitorioso no final do dia. Lewis Hamilton arriscou uma tática de parar apenas uma vez nos boxes depois de um pit-stop mais cedo do que o recomendado e com pneus duros bem desgastados, segurou a ponta até a bandeirada, enquanto Vettel e Bottas, tendo parados apenas uma vez, mas com uma tática mais equilibrada, completaram o pódio. Quem saiu perdendo nisso tudo foi o pole Leclerc, que fez duas paradas, mas não teve fôlego para alcançar os líderes.

A corrida de hoje foi bastante tensa e extremamente tática. Não houveram grandes ultrapassagens entre os cinco primeiros, mas as posições do top-5 mudaram ao longo da corrida. A largada não foi das mais calmas e Hamilton se envolveu em dois incidentes distintos. Primeiro o inglês largou melhor do que Vettel e quando estava a ponto de colocar ao lado da Ferrari, Vettel não teve nenhum pudor em jogar Lewis para a grama. Com o tempo perdido, Hamilton acabou atacado por Verstappen e os dois se tocaram na primeira chicane e saíram da pista. Quando tudo assentou, Vettel ainda bateu de leve na traseira de Leclerc e a classificação estava toda modificada, com a dupla da Ferrari ainda na frente, mas com Albon pulando para terceiro, Sainz para quarto, Hamilton apenas em quinto, com Verstappen despencando para oitavo, atrás de Norris e Bottas. Nesse momento nada indicava que Hamilton venceria a corrida, mas um piloto genial como o inglês nunca pode se menosprezar, ainda mais tendo o apoio massivo de uma equipe Mercedes que já entrou para a história. Primeiro Hamilton deixou Sainz para trás e encostou no surpreendente Albon, que acompanhava de perto as duas Ferraris na ponta. Quando o tailandês fez sua parada, juntamente com Leclerc, Hamilton foi aos boxes, porém, os dois jovens pilotos indicavam claramente que parariam outra vez, enquanto Lewis não pararia mais. Foi o que bastou para Hamilton reclamar pelo rádio e teoricamente o inglês estava certo. Era cedo demais para fazer uma parada e levar o carro com um ritmo decente até a bandeirada. Ou não? Hamilton algumas vezes dá a impressão que se subestima. O inglês controlou o desgaste dos seus pneus de forma esplêndida sem perder muito ritmo para os demais adversários. Vettel foi chamado logo depois de Hamilton, mas peitou a equipe e resolveu ficar mais tempo na pista, algo que Bottas seguiu. Vettel e Bottas pensavam na lógica: ou Hamilton pararia mais uma vez ou chegaria ao final da prova praticamente sem pneus. Porém, Hamilton reverteu toda a lógica e conseguiu manter Vettel à distância, numa corrida de futuro hexacampeão.

Sim, pois com Bottas chegando em terceiro, Hamilton não garantiu matematicamente o título de 2019 no México, o que seria mais apropriado pelo apoteótico pódio construído pelos mexicanos, um dos mais legais de todos os tempos. Porém, a matemática para Hamilton conquistar o título não precisa de derivadas ou integrais. Lewis só não sairá de Austin hexacampeão semana que acabar abaixo do oitavo lugar, junto a uma vitória de Bottas com direito a melhor volta. Valtteri tentou a mesma tática de Vettel, mas a força do motor Ferrari tornou a ultrapassagem do finlandês algo difícil demais e Bottas teve que se conformar com a terceira colocação. Como todo grande campeão, Hamilton precisou de sorte e numa corrida tão apertada e decidida na estratégia, Lewis viu dois momentos que lhe foram muito favoráveis envolvendo os dois pilotos da Ferrari. Quando estava prestes a entrar nos pits, Vettel se meteu numa animada briga entre Gasly e Sainz, com o segundo tirando tanto o pé para tomar uma volta de Vettel, que o piloto da Ferrari acabou perdendo bastante tempo. Toda a operação para deixar a briga entre os dois retardatários para trás fez Vettel perder em torno de 3s. Bastava a Ferrari ter visto que o bicho estava pegando entre Sainz e Gasly para trazer Vettel antes dele encontrar a dupla. A Ferrari não o fez e Vettel perdeu um tempo precioso e que faria muita diferença no final da corrida, bastando observar a diferença que o separou para Hamilton no fim. Já o pole Leclerc fez sua segunda parada faltando poucas voltas, mas os mecânicos da Ferrari tiveram dificuldades em apertar a roda traseira direita. Olhando a média de paradas dos demais, o monegasco perdeu 4s na operação, que lhe custou caro no final, pois Leclerc não teve fôlego sequer para se aproximar de Bottas no fim. Ou seja, Hamilton fez sua parte na pista com um ritmo surpreendente na pista, mas a sorte lhe foi favorável para conquistar a corrida de hoje. A sorte dos campeões.

Após perder a pole por causa de suas falas na entrevista coletiva de ontem, onde ingenuamente afirmou que não tirou o pé na última curva, onde Bottas estava atravessado após bater, Verstappen novamente se envolveu em um incidente com pilotos da Mercedes. Primeiro ele tocou-se com Hamilton num acidente sem maiores consequências, mas no afã de se recuperar logo, efetuou uma audaciosa ultrapassagem em cima de Bottas no parte do estádio. Lenta e estreita, ninguém espera alguém se jogar por dentro nesse setor, portanto o toque que Bottas deu em Verstappen foi involuntário, mas o suficiente para furar o pneu do holandês, que caiu para último. Assim como Hamilton o holandês surpreendeu com seus pneus, pois sem fazer mais nenhuma parada, escalou o pelotão e chegou em sexto. Ainda falta a Max Verstappen mais malícia dentro e fora da pista para se livrar de tantos problemas em que se mete vez por outra, lhe debitando pontos importante no campeonato. Albon vislumbrou um pódio em alguns momentos, mas ao escolher a mesma estratégia de Leclerc, o tailandês não teve mais chance de brigar pelo pódio. Contudo, enquanto esteve presente na briga entre Vettel e Hamilton, Albon mostrou personalidade e vai cavando cada vez mais sua vaga na Red Bull em 2020.

A boa largada das duas McLarens foi o melhor momento da equipe hoje, que se mostrou nada competitiva em ritmo de corrida e Lando Norris acabou prejudicado por um erro da equipe, que o soltou com uma roda frouxa, destruindo a corrida do inglês. Pérez levantou a torcida com suas ultrapassagens, segurou como pôde Ricciardo melhor 'calçado' no final e garantiu o título de melhor do resto na frente de sua feliz torcida. Ricciardo levou a Renault até a volta 52 com os pneus duros, chegando a ocupar a sexta posição. O australiano foi para cima de Pérez, chegou a sair da pista numa tentativa banzai de ultrapassagem, mas teve que se conformar com a oitava posição. Hulkenberg vinha em nono, mas na última curva foi atropelado por um destrambelhado Kvyat e o russo pode ser punido a qualquer momento, o que ajudaria bastante Gasly e o próprio Hulkenberg, que cruzou a bandeirada sem a asa traseira. Alfa Romeo fez uma corrida fantasma, enquanto a Haas, prestes a correr em casa na semana que vem, já está andando no ritmo da Williams, mostrando a queda acentuada dos americanos.

Não foi das corridas mais emocionantes, mas a variedade tática entre os pilotos trouxe um tempero todo especial à corrida, com muita tensão para saber quem daria o pulo do gato. Apesar da variedade, os vencedores foram praticamente os mesmos: Hamilton e Mercedes. Com uma pilotagem sensacional, sem precisar ser espetacular (quando é necessário, ele o é), Hamilton garantiu mais uma vitória rumo ao esperado hexa.

Fim da Era dos Tiões

Faziam quinze anos que o WRC vinha numa constância de campeões: eram franceses e se chamavam Sebastien. Os nove títulos da lenda Loeb e os seis de Ogier fizeram com que a França se tornasse o país com mais títulos do Mundial de Rali, superando a Finlândia, país considerado berço do rali.

Esse ano a história foi diferente e um tabu de dezesseis anos foi quebrado. Depois 2003 com Petter Solberg, o estoniano Ott Tänak venceu o WRC nesse domingo com o segundo lugar no Rali da Catalunha, superado pelo atual vice-líder do Mundial Thierry Neuville e quebrando a hegemonia dos 'Tiões'. Ogier tentava o hepta, mas um problema na sexta praticamente acabou com as chances do francês da Citroen. Para quem estranha a nacionalidade de Tänak, a Estônia já teve seu grande piloto na década passada, o antigo piloto de Ford e Peugeot Markko Martin, mas que abandonou sua carreira após a morte do seu navegador Michael Park em 2005. Martin é o mentor de Tänak, o colocando em sua equipe no campeonato estoniano e graças aos contatos que Martin tinha na Ford, Tänak pôde estrear no WRC em 2011.

Porém, os resultados do estoniano demoraram a aparecer e ele fez seu primeiro ano competitivo no WRC em 2017, correndo ao lado de Ogier na M-Sport Ford, subindo ao terceiro lugar no Mundial, posição que repetiria no ano seguinte, já contratado pela equipe oficial da Toyota. Vindo de quatro vitórias em 2018, Tänak era um dos favoritos ao título desse ano ao lado de Ogier, que retornou à Citroen, e Thierry Neuville, da Hyundai. Ao lado do navegador Martin Järveoja, Tanak conquistou cinco vitórias em 2019, além de dois pódios, chegando à Espanha com o título nas mãos e o segundo lugar conquistado hoje foi mais do que suficiente para Tanak levantar o título.

Voltando a 2003, quando o WRC vivia um ótimo momento, Solberg era um piloto muito popular, muitos viam que Loeb era um potencial gênio, além da categoria ainda contar com pilotos do calibre de Carlos Sainz, Marcus Gronholm, Colin McRae e Richard Burns. Todos esses pilotos eram muito carismáticos, populares e entraram para a história do esporte a motor. Mesmo com seis títulos no bolso, Sebastien Ogier não tem um décimo da popularidade de um Colin McRae, por exemplo, o mesmo acontecendo com o recém-coroado Tanak. Após uma enorme crise que colocou o seu futuro em risco, o WRC tenta se reconstruir, mas ainda faltam pilotos carismáticos como haviam há dezesseis anos.

Com 32 anos de idade e tirando a Toyota de uma fila de 25 anos, Ott Tänak pode ser um desses pilotos que podem fazer a popularidade do WRC retornar aos bons tempos. Por sinal, Tänak já fez algo fora do comum ao trocar a Toyota pela Hyundai em 2020, para correr ao lado de Neuville. Seria ótimo ter uma rivalidade forte para apimentar as coisas no WRC.