domingo, 31 de outubro de 2021

E vamos quebrar tudo...

 Sinceramente não gosto e nunca gostei dos Play-Offs da Nascar. Uma artificialidade descartável numa categorias tão competitiva e hoje tive mais um motivo para não gostar. Corrida decisiva em Martinsville, com seis pilotos disputando duas vagas para a final em Phoenix. Denny Hamlin liderava a corrida e com isso, iria para a final confortavelmente, mas com poucas voltas para o fim, era pressionando por Alex Bowman, que não tinha mais nenhuma chance de ir para a final, mas não impediu o piloto da Hendrick dar no meio do carro de Hamlin, que rodou e por muito pouco não foi desclassificado da final. Como era previsível, Hamlin partiu para cima do vencedor Bowman depois da bandeirada.

 

O rei inglês de Le Mans


 Se hoje o objetivo da enorme maioria dos pilotos que começam no kart é alcançar a F1, nem sempre foi assim e houve um tempo em que as corridas de Endurance tinha uma importância até similar à F1. Derek Bell foi um dos maiores pilotos de Endurance da história, sendo o piloto inglês com mais vitórias em Le Mans. Mesmo todos considerarem o inglês tendo total capacidade de ter sucesso na F1, Bell preferiu as corridas de longa duração, onde conseguiu enorme sucesso e o colocou na história do automobilismo.


Derek Reginald Bell nasceu no dia 31 de outubro de 1941 em Pinner, Inglaterra, bem no auge da Segunda Guerra Mundial. Bell passou toda a sua infância numa fazenda e somente aos 23 anos de idade começou a correr, com um Lotus Seven, rapidamente se mudando para os monopostos aos estrear na F3 em 1965 e onde ficou três anos, com destaque para a sua última temporada, onde conquistou sete vitórias. Em 1968 Derek se graduou para a F2 numa equipe particular criada pelo seu padastro. Correndo com um Brabham, Bell conseguiu resultados impressionantes pelo equipamento que tinha e isso chamou atenção de simplesmente Enzo Ferrari. O velho comendatore sempre se interessou por jovens pilotos que, para ele, teriam a 'honra de guiar' pela Ferrari e assim o velho Enzo não teria que pagar altos salários para eles. Lógico que Bell não resistiu ao convite e no segundo semestre de 1968 já era um piloto Ferrari, estreando na F1 durante o Grande Prêmio da Itália, mas o inglês acabou por abandonar.


Bell participou do campeonato de F-Tasman pela Ferrari, mas surpreendentemente ele não ficaria outro ano com os italianos, fazendo com que Derek participasse de qualquer corrida em que fosse convidado em 1969. Porém, 1970 seria bem diferente. Chamado pela equipe Wheatcroft Racing, cujo chefe Tom Wheatcroft era conhecido por investir em jovens pilotos ingleses, Derek Bell fez um ótimo ano na F2 e ficou com o vice-campeonato atrás de Clay Regazzoni, com uma vitória em Barcelona. Naquele mesmo ano Bell participaria das filmagens do filme Le Mans, o que lhe rendeu uma grande amizade com Steve McQueen. No final de 1970 Derek marcaria seu único ponto na F1 ao ser sexto colocado no Grande Prêmio dos Estados Unidos com a equipe Surtees. No início dos anos 1970, Derek Bell era um dos pilotos mais respeitados do mundo, mas prestes a completar 30 anos, o inglês resolveu focar nas corridas de Endurance, fazendo participações aqui e ali na F1, mas sem uma maior continuidade até 1974, quando fez sua última corrida pela categoria. Foram apenas nove corridas de F1, um ponto e sete abandonos. Porém, a escolha de Derek Bell pelo Endurance e o Mundial de Marcas se mostraria certeira!


Bell fez sua estreia em Le Mans em 1970 correndo pela Ferrari com o modelo 512 ao lado de Ronnie Peterson, mas já no ano seguinte ele partiria para a Porsche, onde pilotaria o mítico modelo 917 pela equipe de John Wyer, tendo como parceiro Jo Siffert. Naquela oportunidade, Bell não completou a prova, mas atingiu a impressionante marca de 396 km/h na entrada da curva Mulsanne, velocidade que seria recorde por muitos anos em Le Mans. A primeira vitória ocorreria em 1975 com um Gulf-Mirage e tendo como companheiro seu maior parceiro em Sarthe: Jacky Ickx. Bell é contratado pela Renault para ajudar os franceses no desenvolvimento do carro com motor turbo e mesmo que Derek não vencesse com a Renault, os gauleses teriam êxito em Le Mans no final dos anos 1970. Com a Renault focada na F1, a equipe de Le Mans é desfeita e Bell é contratado pela equipe oficial da Porsche, iniciando uma longa e sucessiva parceria. Em 1981 Derek venceria pela segunda vez em Le Mans, novamente ao lado de Ickx com o modelo 936. O detalhe é que antes daquele final de semana, Bell sequer havia treinado no carro, mas ele e Ickx marcaram a pole e venceram com enorme facilidade. A chegada da tabaqueira Rothmans à Porsche trouxe um dos lay-outs mais conhecidos do automobilismo, além de manter a montadora alemã no topo do Mundial de Marcas, com Bell ao lado deles. A terceira vitória ocorreria ainda em 1982 e o tricampeonato não veio por muito pouco, com Bell e Ickx ficando em segundo em 1983. 


Correndo com o modelo 962, Derek Bell seria bicampeão mundial do Mundial de Marcas com a Porsche em 1985 e 1986, além de vencer em Le Mans outras duas vezes em 1986 e 1987, dessa vez ao lado do alemão Hans-Joachim Stuck e o americano Al Hobert. A quinta vitória em Le Mans garantia à Derek Bell naquele momento como o segundo maior vencedor em Le Mans e até hoje, ele é o inglês com mais vitórias na mítica corrida francesa. Contudo, além de Le Mans, Bell colecionou vários triunfos em corridas importantes. Em 1984 ele venceu os 1000 km de Nurburgring ao lado de Stefan Bellof e venceu três vezes as 24 Horas de Daytona (1986, 1987 e 1989). O filho de Derek, Justin Bell, também se especializou em corridas de Endurance e no começo dos anos 1990 pai e filho correram juntos em Le Mans, com um emocionante terceiro lugar em 1995 com um McLaren F1 GTR. Bem no dia dos pais! Derek participaria de apenas mais uma edição de Le Mans e se aposentaria das corridas, aos 55 anos de idade. Ele retornaria à Le Mans como consultor da Bentley em 2001, vencendo a corrida dois anos depois, mas numa diferente função. Completando 80 anos de idade, Derek Bell se tornou um dos pilotos mais respeitados da história do automobilismo e junto com Jack Ickx, formou uma das parcerias mais formidáveis da história de Le Mans.

Parabéns!

Derek Bell

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Que pena...

 


Fala-se muito que pai de piloto é como mãe de miss na forma como mima demais seu protegido(a), não medindo esforços para que ele alcance o sucesso. Isso não se encaixava muito em Milton Guirado Theodoro da Silva. Quando viu que o filho Ayrton era um fenômeno do kart, lhe apoiou no que foi necessário para que ele vencesse tudo. Empresário de sucesso, Milton queria que Ayrton tomasse conta dos negócios da família, mas o jovem era bom demais para ser um empresário e Milton mudou de ideia, ajudando ainda mais seu filho no rumo do sonho de se tornar campeão mundial. Sempre muito discreto, Milton não aparecia muito na mídia, mas sempre se fez presente na vida de Ayrton Senna. Vinte e sete anos atrás, todos viram o sofrimento da família Senna da Silva com a trágica morte de Ayrton. Milton foi forte em todo momento, sabendo que ele era o arrimo da família naqueles tristes dias. A vida não seguiu o rumo natural para ele, pois Milton teve que enterrar um filho ainda jovem. Após a partida de Ayrton, Milton ficou recluso com sua esposa Neyde, só aparecendo agora no anúncio de sua morte aos 94 anos de idade, de causas naturais. Uma pena...

Bicampeonato e fim

 


A CART ainda vivia bons momentos em 2001 e vinte anos atrás sagrava seu campeão com antecedência. Melhor dizendo, seu bicampeão. Gil de Ferran manteve o embalo do seu título no ano anterior e manteve a coroa com uma pilotagem ainda mais cerebral do que no ano anterior. 

O ano de 2001 foi bastante complicado para a CART com duas corridas canceladas (Rio e Texas, essa, com os pilotos ainda treinando para chegar a conclusão que a pista era rápida demais) e muitas provas decididas na base de estratégias pouco ortodoxas. Em Laguna Seca, por exemplo, Max Papis largou no final do pelotão, se aproveitou de inúmeras bandeiras amarelas para sempre manter seu carro com muito combustível e no fim venceu uma prova onde não era o mais rápido. Isso aconteceu algumas vezes no ano com outros pilotos. Para piorar, aconteceu o terrível acidente de Zanardi bem na semana dos atentados de 11 de setembro. A zica era tão grande, que até o aguardado 'Driven', película baseada na Indy, se mostrou um filme horroroso.

Gil não chegou a ser brilhante em toda a temporada, mas como uma raposa felpuda, se manteve sempre na espreita para atacar no momento certo. No início do ano Kenny Brack e Helio Castroneves pareciam os favoritos ao título e tinham mais vitórias no meio do ano, mas Gil venceu em Rockingham numa ultrapassagem antológica sobre Brack na última volta e iniciou sua arrancada, com outra vitória em Houston e uma situação confortável quando a Indy chegou em Surfers Paradise. Gil largou na pole na Austrália, mas vendo Helio e Brack estarem longe da luta pela vitória, o piloto da Penske apenas levou seu carro ao quarto lugar para garantir seu segundo título consecutivo com uma prova de antecedência.

Quando a CART foi para a Fontana semanas depois para a sua corrida derradeira, o futuro da categoria estava em xeque. Rumores diziam que a Penske se mudaria para a IRL, enquanto a Ganassi aumentaria seu envolvimento na liga rival. Havia muita insatisfação no ar com os rumos da CART e após a prova na Califórnia, os piores temores aconteceram, com a saída da Penske do campeonato, levando consigo seu atual bicampeão Gil de Ferran, além do então vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Helio Castroneves. 

Cristiano da Matta foi o vencedor em Surfers Paradise vinte anos atrás e ele conquistaria o título no ano seguinte de forma dominante, mas seria o último campeonato da CART. Se em 2001 o campeonato iniciou-se com 28 carros no grid, a última corrida de 2002 tinha apenas 18 carros largando. Um triste fim para um campeonato tão legal e que fez tanto sucesso. Passados vinte anos, somente agora a Indy recupera um pouco da sua popularidade e respeito que tinha em seus bons anos. Com o bicampeonato Gil de Ferran se consolidava com um dos melhores pilotos brasileiros pós-Senna e ainda garantiria uma vitória em Indianápolis antes de se aposentar poucos anos depois, sendo bastante respeitado até hoje.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Figura(EUA): Hamilton & Verstappen

 Simplesmente impossível escolher apenas um deles para essa parte da coluna. Muito se cobrou Lewis Hamilton de que ele corria sozinho e que por isso seus números ficaram tão inflados. Da mesma forma, ninguém duvidou do talento de Max Verstappen, mas se esperava como o piloto neerlandês se sairia numa luta pelo título. Pois bem, dá para dizer que ambas as perguntas foram respondidas em Austin e foi positiva. Hamilton e Verstappen deram um show em Austin, onde percorreram as 56 voltas no seletivo circuito texano em altíssimo nível, onde a vitória poderia ir para qualquer um. Max venceu, mas Lewis também poderia vencer e seria igualmente merecedor. Uma corrida inesquecível, mostrando dois grandes talentos dando o seu melhor dos seus ótimos equipamentos para derrotar seu rival. Não importando quem seja o campeão no final do ano, ele será bastante merecido.

Figurão(EUA): Alpine

 Após algumas etapas favoráveis e bons pontos marcados, a equipe francesa voltou a decepcionar em 2021. Com dois ótimos pilotos, a Alpine saiu não apenas zerada de Austin, como foi a única a sofrer com um duplo abandono por problemas mecânicos, o que numa F1 com praticamente 'zero quebras', é um 'feito' impressionante. As coisas começaram dar errado já no começo do final de semana texano quando foi anunciado que Alonso teria que largar nas últimas posições por ter que trocar o seu motor Renault. Lembrando que passados sete anos do início da era hibrida e até agora a Renault não projetou um motor que fizesse frente às suas rivais, tanto que apenas a Alpine usa os propulsores gauleses. Porém, na pista, as coisas continuaram ruins com Alonso e Ocon sofrendo com problemas de aderência, resultando de que nenhum dos carros tricolores foram ao Q3, mesmo Alonso (já punido) tenha ido à pista somente para ajudar Ocon. Sem contar os abandonos, a Alpine só apareceu quando Alonso teve seu entrevero com a dupla da Alfa Romeo no meio da corrida. De resto, os carros franceses só apareceram para abandonar a corrida. Muito, muito pouco para uma equipe que tem uma montadora tradicional por trás.

domingo, 24 de outubro de 2021

Aplausos aos dois

 


Uma corrida emocionante muitas vezes não necessita de ultrapassagens constantes e uma troca de liderança acontecendo a todo momento. Hoje Austin presenciou dois pilotos num patamar completamente diferente dos demais no grid atual da F1, trabalhando arduamente para superar seu rival numa luta direta para quem iria vencer. Max Verstappen ou Lewis Hamilton? Só houve duas trocas de posição entre eles e mesmo assim a corrida de prender a respiração até a bandeirada, com vitória do piloto da Red Bull com Hamilton menos de 2s atrás numa pilotagem soberba de ambos, como seus chefes de equipes falaram depois da corrida. Hamilton ou Verstappen. Qualquer um poderia ter vencido hoje, como qualquer um poderá ser o campeão, mas o que importa é que será um título histórico, não importa o remetente.


A corrida em Austin foi basicamente restrita à luta entre Verstappen e Hamilton, começando logo na largada quando Lewis saiu nitidamente melhor e ao ver a situação transcorrendo ao seu lado, Max espremeu o inglês até o limite da primeira curva. Os dois contornaram-na lado a lado, mas de forma até mesmo esperada, Hamilton deu a velha 'embarrigada' na curva para colocar Verstappen fora do traçado e se manter na ponta. Pérez ainda esboçou um ataque, mas quando Hamilton se estabeleceu na ponta, ele claramente tirou o pé para Max ir para cima e ambos não foram mais vistos pelos demais dezoito pilotos que largaram nessa tarde, a não ser quando levaram uma volta. As primeiras onze voltas viram uma perseguição implacável de Verstappen, mas sem nenhum ataque mais incisivo, fazendo a Red Bull trazer o neerlandês para o primeiro pit-stop. Era esperado que a Mercedes chamasse Lewis logo em seguida, mas as voltas foram passando, Max era bem mais rápido e quando Hamilton fez sua primeira parada, Max emergiu na ponta com 5s de folga, que logo viraram 8s. Porém, num duelo tão forte, a corrida não terminaria de forma tão simplória e Hamilton pareceu acordar e ceifou a diferença para meros 3s, quando a Red Bull chamou Verstappen para a segunda parada. Max saiu com duros, enquanto Hamilton ficou novamente na pista. E rápido!


Lewis não pararia mais? Lewis esticaria sua parada e colocaria um pneus de composto diferente (e mais mole) do que Max? Os dados estavam na mesa e a Mercedes resolveu trazer Lewis oito voltas depois de Max e colocar pneus duros no carro do inglês. Uma tática questionável, lembrando que outros pilotos fizeram stints parecidos com os pneus médios e com tanque cheio. O que importa foi que Hamilton voltou 6s atrás de Verstappen e como aconteceu no stint anterior, foi tirando a diferença em lascas cada vez maiores, deixando todos com a respiração ofegante. Max seguraria? Hamilton passaria direto? Haveria um novo toque entre eles? Verstappen claramente estava dando tudo de si, mas Lewis estava mais rápido, contudo, quando a diferença chegou nos 2s, os pneus de Hamilton já não faziam tanta diferença, além da turbulência do carro de Verstappen começasse a fazer a dificultar as coisas para Lewis. Apenas uma vez a diferença caiu para menos de 1s, mas não na medição do DRS. Na penúltima volta, Max deu de cara com Mick Schumacher e chegou a reclamar pelo rádio, mas foi sua salvação, pois foi o neerlandês que teve à disposição o DRS. E Hamilton não. Com 1,3s de diferença, Max Verstappen venceu pela oitava vez em 2021 e abriu doze pontos de vantagem na classificação do Mundial. Mais importante foi que Max, mesmo na primeira vez em que está n luta pelo título da F1, não se intimidou com a pressão avassaladora de Hamilton em toda a corrida, que em troca não baixou a guarda em nenhum momento. Finalmente estamos vendo o melhor de Hamilton, da mesma forma que estamos vendo o melhor de Max. O resultado? Sergio Pérez chegou em terceiro lugar 40s atrás dos dois. Outro patamar, como diria o poeta.


Correndo com problema no seu sistema de hidratação, Pérez foi um solitário terceiro colocado e garantiu mais alguns bons pontos antes de sua corrida caseira, porém, o mexicano não interferiu na grande disputa na frente. Leclerc chegou relativamente próximo do mexicano, mas o monegasco fez também uma corrida solitária, onde não atacou ou foi atacado nas 56 voltas. Atrás de Leclerc houve uma boa briga entre Ricciardo, Sainz e Norris, que no fim foi vencida pelo australiano. No último stint eles foram separados por Valtteri Bottas, que fez uma corrida medíocre, onde passou mais de quinze voltas atrás de Tsunoda e tudo o que conseguiu foi salvar um sexto lugar numa ultrapassagem tardia sobre Sainz. Muito pouco para quem tem um Mercedes e esses altos e baixos explicam a saída do nórdico da equipe alemã no final desse ano. Bem longe deles Tsunoda fez as honras da casa da Alpha Tauri, já que Gasly abandonou cedo e Vettel fechou a zona de pontos após ter sido punido por troca de motor, numa boa corrida do alemão. A dupla da Alfa Romeo teve um entrevero com Alonso que animou o meio do pelotão e uma curiosa troca de mensagens entre o chefe da Alpine e Michael Masi. No fim, nenhum dos carros da Alpine chegaram ao fim e a dupla da Alfa ficou fora da zona de pontos, o mesmo acontecendo com a dupla da Williams, enquanto Mazepin chegou a ficar mais de um minuto atrás de Mick Schumacher.


Num campeonato tão apertado, doze pontos em 133 possíveis é quase um empate técnico, mas a vitória de Max Verstappen em Austin teve um significado especial para ele, quando lembramos que a Mercedes não perdia no Texas desde 2014 e todos contavam com a vitória de Hamilton hoje. Para piorar, os circuitos seguintes (Hermanos Rodríguez e Interlagos) se mostraram bem favoráveis à Red Bull e Verstappen nos últimos anos. Da mesma forma como Max 'quebrou o saque' de Hamilton nos Estados Unidos, o inglês terá que 'devolver a quebra' no México ou no Brasil, com a pena de ver sua luta pelo octa ficar cada vez mais complicada. Hoje vimos uma corrida de altíssimo nível, onde dois pilotos comprometidos e motivados deram tudo de si e do que seus respectivos equipamentos para derrotar o oponente. Vimos toques em outras oportunidades e nada impede que Max e Lewis se encontrem novamente nas próximas corridas, lembrando que o clima está tenso a ponto dos dois não mais se cumprimentarem. Torça você Hamilton ou Verstappen, o que importa é que estamos vendo uma luta como poucas vezes vistas na F1. Uma luta de titãs e ao invés de falar mal do outro, deveríamos nos sentir privilegiados de ver uma disputa como essa. Aplausos aos dois!