segunda-feira, 31 de julho de 2023

Figura(BEL): Max Verstappen

 Correndo no país onde nasceu, Max Verstappen chegou a Spa sabendo que teria que pagar uma punição por troca de câmbio e por isso ele confessou que nunca havia vencido uma corrida largando da sexta posição. O tabu foi quebrado no domingo, ainda colocando 22s em cima do companheiro de equipe após ultrapassar Pérez na volta 17 de 44. Ou seja, Max imprimiu um ritmo quase 1s mais rápido que o mexicano, que não tem nada de bobo e usa o mesmo carro do neerlandês. Max Verstappen é simplesmente inevitável. 

Figurão(BEL): Alpine

 O final de semana belga começou com a notícia que a Alpine executou uma demissão em massa na cúpula da sua equipe, culminando com as saídas do chefe de equipe Otmar Szafnauer, o diretor esportivo Alan Pérmane e o executivo técnico Pat Fry, esse já tendo a Williams como destino. Esse é mais um exemplo do quão a Renault cuida com certa descaso sua equipe na F1. Já são várias as mudanças no corpo diretivo na equipe gaulesa ao longo dos anos e os resultados simplesmente não aparecem, dando a sensação que a Renault tem receio de fazer um real investimento no time que já lhe garantiu um bom retorno com vitórias e títulos no passado. Atualmente quem sofre com esse impasse são seus dois bons pilotos. Esteban Ocon e Pierre Gasly fizeram um bom papel no final de semana em Spa, mas tudo que eles podem almejar são alguns poucos pontos. Muito pouco para um time que tem por trás uma montadora tão tradicional como a Renault.

domingo, 30 de julho de 2023

Brincando de vencer

 


No meio da corrida, Max Verstappen teve algumas discussões com seu engenheiro de pista. Nada demais, mas a temperatura subiu algumas vezes. Largando em sexto devido a uma punição por troca de câmbio, Max assumiu a ponta ainda antes da metade da corrida e imprimia um ritmo muito mais forte do seu companheiro de equipe Sergio Pérez. Meio que para acalmar os ânimos com seu engenheiro Gianpiero Lambiase, Max sugeriu uma terceira parada unicamente para 'treinar pit-stops'. Em 2023, Max Verstappen brinca de massacrar seus adversários com uma facilidade desconcertante. A F1 já viu inúmeros domínios, principalmente nos últimos vinte anos, mas o que Max vem executando em 2023 já pode ser considerado o maior já vivido, se mantiver esse ritmo até a última corrida do ano.


A corrida da F3 tinha sido afetada pela chuva em Spa, mas na F2 ocorreu tudo normalmente e o céu não estava muito carrancudo na hora da largada, mesmo havendo uma expectativa de chuva. Sabedor do seu potencial, Max Verstappen só tinha um receio nesse domingo, que era a sempre apertada primeira curva de Spa. E realmente houveram problemas. Oscar Piastri, grande sensação de sábado, colocou seu carro por dentro da Ferrari de Carlos Sainz, mas provavelmente o espanhol não viu a McLaren no apertado hairpin da Surcis e houve o toque que acabou com a corrida de ambos. Piastri quase que imediatamente e Sainz, com a lateral bastante afetada, apenas mais tarde. Verstappen se afastou ao máximo do entrevero da primeira curva, mas já havia ganho duas posições de graça. Com Hamilton e Leclerc, Verstappen usou a força do seu Red Bull e uma zona de DRS longa e cedo demais para ultrapassar a Mercedes e a Ferrari com uma facilidade de cair o queixo. A diferença entre as velocidades máximas de Max e Lewis na reta Kemmel superou os 30 km/h. Com Pérez a situação foi menos tranquila, mas nem de longe fez com que Max suasse seu macacão. Após a primeira parada de ambos, Max encostou no mexicano, usou o DRS na reta Kemmel e assumiu a liderança na volta 17 de 44 do Grande Prêmio da Bélgica. Ponto final? Ainda não, pois a chuva caiu muito de leve em Spa, a ponto dos pilotos que estavam entrando nos pits nem no momento da chuva nem colocarem pneus intermediários, mas Verstappen levou um baita susto quando pegou a zebra úmida na Eau Rouge e chegou a ficar ligeiramente de lado. Talvez esse momento tenha feito Max suar mais do que ultrapassar Pérez e abrir 22s sobre o mexicano. Quase 1s por volta. Tanta diferença que motivou Verstappen a brincar a fácil situação onde se encontra. Max só não levou os 100% de pontos porque Hamilton colocou pneus novos no fim para marcar a volta mais rápida e encostar de vez em Alonso na luta pelo terceiro lugar do campeonato, pois Sergio Pérez começa a desgarrar novamente na vice-liderança. Checo parece ter colocado na cabeça que lutar pelo título contra um Max Verstappen iluminado não passou de um devaneio de verão e tudo o que o mexicano precisa fazer é garantir o vice-campeonato e uma inédita dobradinha para a Red Bull.


Se perdeu Carlos Sainz praticamente na primeira curva, a Ferrari fez um bom serviço com Leclerc, lhe proporcionando uma corrida tranquila rumo ao possível terceiro lugar. O monegasco largou bem, mas ainda na reta Kemmel foi superado por Pérez com incomplexidade. Charles sabia que sua corrida não era contra a Red Bull, mas a Mercedes de Hamilton, que se manteve sempre perto de Leclerc durante toda a corrida, mas sem ameaçar. Nos dois pit-stops de Lewis, a Ferrari não inventou a roda e trouxe Leclerc imediatamente aos pits e tudo ocorreu de forma tranquila para outro pódio para Leclerc no ano. Hamilton perdeu na sua luta direta com Leclerc e da mesma forma do que o ferrarista, teve uma corrida extremamente solitária, sem atacar muito e tendo Alonso bem atrás para se preocupar. Porém, Hamilton já enxerga o terceiro lugar no Mundial como um fato bastante possível, ficando apenas a um ponto de Alonso, que vê a Aston Martin engolida por Ferrari e Mercedes nesse momento. Os pódios consecutivos de Fernando no começo do ano só duraram um terço do campeonato, mostrando à Aston Martin a diferença entre construir um bom carro e desenvolver um carro vencedor. Alonso segurou um quinto lugar muito pela escolha da McLaren em apostar na chuva que nunca veio nesse domingo. Piastri saiu na primeira volta e Norris sofreu com um carro com muito arrasto na reta, sendo alvo fácil durante as primeiras voltas, fazendo com que o inglês da McLaren chegasse a ocupar a última posição. Quando a corrida se assentou, Norris recuperou bastante posições e ainda garantiu um sétimo lugar, logo atrás do seu compatriota George Russell. O inglês da Mercedes foi atrapalhado por Piastri, que se arrastava com problemas em sua McLaren após o toque com Sainz, fazendo Russell cair para 11º. Com um bom ritmo, Russell galgou muitas posições, terminando a prova num bom sexto lugar, ajudando a Mercedes se garantir cada vez mais na segunda posição do Mundial de Construtores.


Pressionado pela presença de Daniel Ricciardo, Yuki Tsunoda fez sua melhor corrida no ano, acabando a corrida em décimo e marcando um pontinho importante. Stroll fez uma prova dentro das suas limitações e tomando 23s de Alonso, ainda terminou em nono, superado nas voltas finais por Esteban Ocon. A Alpine viveu um final de semana conturbado com a demissão em massa de toda a cúpula da equipe, mas na corrida se provou que pelo menos de pilotos, a equipe gaulesa vai bem, obrigado. Ocon e Gasly fizeram boas ultrapassagens, com Pierre prejudicado por ter sido o último a parar, esperando pela chuva que não veio. Ocon terminou em oitavo e já se aproximava de Norris, mas falta a Alpine dar um bom carro aos seus pilotos, só que antes, falta fazer o dever de casa, melhorando a gestão do time. O pelotão intermediário teve muitas trocas de posição pelas várias táticas e acertos escolhidos, muito pela previsão incerta do clima, mas também, como citada acima, pela longa zona de DRS, com os carros usando o artefato por um longo tempo na reta Kemmel, deixando o piloto da frente ainda mais indefeso do que o normal. Algo a melhorar no futuro.


As vitórias de Verstappen estão acontecendo tão ao natural, que até mesmo suas corridas de recuperação não tem nada de emocionante. Algumas pessoas se incomodaram com as falas de Toto Wollf, quando disse que 'Verstappen parece correr com um F1, enquanto os demais guiam carros de F2', mas o dirigente austríaco não está tão longe da realidade. Com performances de tirar o fôlego, Verstappen vai se colocando como um dos grandes da história da F1 a ponto de fazer brincadeiras durante a prova.  

sábado, 29 de julho de 2023

Não chove, chuva

 


Mais uma vez a chuva foi protagonista em Spa. Para quem acompanha as corridas na mítica pista belga, deve estar falando agora: e qual a novidade nisso? O problema é que a F1 se tornou refém das suas invencionices e isso acaba por atrapalhar a própria categoria. Pediu-se pneus mais largos para aumentar a aderência mecânica. Check! Pediram mais ultrapassagens e reviveram o efeito-solo para os pilotos poderem se aproximar dos carros à frente. Done! Porém, isso em circuito seco não tem maiores problemas, mas quando a pista molha... 

É um Deus nos acuda para a F1, pois os pneus maiores e o assoalho sendo responsável pelo aumento de downforce aumenta também a quantidade de spray jogado pelos carros quando a pista está molhada, fazendo com que a visibilidade tornar-se um problema bastante sério para os pilotos, ainda mais com a recente morte de Dilano Van't Hoff na mesma pista de Spa. Outro vilão disso tudo são as dimensões dos carros atuais, que aumenta a chance de aquaplanagem, fazendo com os pneus de chuva forte, que todos pediram para aumentar de tamanho, se tornarem tão inúteis quando um cinzeiro em cima de uma moto.

Tudo isso faz com que a F1 passe vexames quando a pista molha um pouquinho a mais, como aconteceu em Spa várias vezes nesse final de semana. Antes da largada da Sprint uma tormenta passageira encharcou a pista de tal maneira que houve um atraso na largada. Por sinal, algo que já ocorreu até mesmo nos 'bons tempos'. No entanto, fica chato as várias voltas atrás do Safety-Car, tirando quatro voltas da corrida que já é bem curta, o mesmo acontecendo com a paciência de todos, que já esperavam um bom tempo pela largada. Menos mal que ao contrário de 2021, a corrida aconteceu até mesmo com sol, rapidamente inviabilizando os pneus de chuva extrema e por isso exatamente a metade do grid foi aos pits logo na primeira volta valendo para colocar intermediários, ganhando bastante tempo com isso. Oscar Piastri, que já tinha surpreendido ao ficar em segundo no grid da Sprint por meros onze milésimos, foi um dos que procuraram os pits na primeira volta e emergiu na frente de Max Verstappen.

Contudo, estamos em 2023. Nada parece parar Max. Pode chover, relampear, raio cair. Verstappen sempre achará um jeito de alcançar a vitória. Nesse caso, Max ainda foi ajudado por uma saída de pista do aniversariante do dia Fernando Alonso, que completou seus 42 anos na brita. Na relargada, Max pegou o vácuo da McLaren de Piastri para assumir a primeira posição e sumir do horizonte do australiano. Mais uma vitória na conta de Max, enquanto Pérez fazia outra corrida vergonhosa, tomando uma série de ultrapassagens até abandonar para poupar o seu carro. Para sorte do mexicano, Alonso está sofrendo com a decadência da Aston Martin e Hamilton foi penalizado em 5s por um toque com o próprio Checo. A vice-liderança permanece tranquila, mas no feudo da Alpha Tauri, Ricciardo já faz o que dele é esperado: superar, com folgas, Tsunoda. Piastri mostrou mais uma vez a força da McLaren após os updates, enquanto Gasly subiu ao pódio da Sprint num final de semana turbulento da Alpine, com uma demissão em massa da cúpula da equipe, deixando o futuro do time bastante nebuloso com a troca de comando em série e a falta de um certo empenho da Renault com sua equipe na F1.

No domingo é esperado um clima tão instável quanto hoje e mesmo largando em sexto devido à uma punição por troca de câmbio, ninguém espera nada menos do que uma vitória para Max Verstappen. A não ser que chova um pouquinho a mais em Spa... 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Figura(HUN): Red Bull

 Ao construir um carro histórico, os recordes são quebrados na medida em que a temporada vai passando. Invicta no ano de 2023, a Red Bull chegou à Hungaroring pronta para quebrar um recorde histórico: doze vitórias consecutivas. E a Red Bull nem teve o maior dos trabalhos para conseguir isso com o inexpugnável Max Verstappen. O neerlandês faz tudo tão ao natural, que mesmo perdendo a pole por meros três milésimos, Max rapidamente resolveu essa questão com uma boa largada e ultrapassando Hamilton para seguir seu passeio dominical. Foi a sétima vitória consecutiva de Max e a confirmação de que a Red Bull superou a mítica McLaren de 1988. E com reais possibilidades de aumentar ainda mais essa sequência. Uma temporada para ser lembrada nos livros da história.

Figurão(HUN): Aston Martin

 Semanas atrás, Fernando Alonso falou não apenas que a primeira vitória da Aston Martin estava próxima e era cobrada pelo dono Lawrence Stroll, como escolheu os possíveis locais onde o triunfo viria. Um deles seria Hungaroring. Fernando não poderia estar mais incorreto. Após um início de campeonato de sonho, o time britânico começa a sentir que um time de F1 precisa não apenas construir um bom carro, como desenvolve-lo para seguir as equipes de elite e vencedoras, algo que a Aston Martin nunca chagou a tal patamar em sua história de vários nomes desde a Jordan em 1991. Alonso dizia que a Hungria seria um local que poderia lhe dar a sua vitória de número 33 por causa das características da pista magiar, porém, não é de hoje que a Aston Martin vai se afastando dos bons resultados e pódios consecutivos (todos conquistados por Alonso) amealhados no começo da temporada, enquanto Mercedes, Ferrari e McLaren deram passos adiante com seus pacotes. Na Hungria a Aston Martin esteve longe de ocupar as primeiras filas, com apenas Alonso indo ao Q3, com Lance Stroll sofrendo ainda mais com o declínio do seu carro, ficando pelo Q2. Na corrida a falta de ritmo da Aston Martin ficou clara com a facilidade com o qual Pérez ultrapassou Alonso e o espanhol esteve longe de andar próximo de Mercedes e Ferrari. Com quatro equipes hoje mais desenvolvidas que a Aston Martin levando seus pilotos à bandeirada, Alonso fez o que era possível: nono lugar. Stroll se aproveitou de alguns infortúnios e fechou a zona de pontuação. Apenas três pontos no Mundial de Construtores e a Aston Martin não apenas vê a vice-liderança cada vez mais distante, como enxerga mais perto a titubeante Ferrari. Enquanto isso, Alonso vê sua sonhada 33º vitória mais longe... 

domingo, 23 de julho de 2023

Esmagador

 


Se havia algum risco para Max Verstappen nesse domingo, era a largada. Após perder a pole por três milésimos de segundo para Lewis Hamilton, Max sabia que teria ao seu lado um arquirrival do qual tem um relacionamento difícil e com um histórico de acidentes, além de que Lewis não tem nada a perder no campeonato 2023 da F1. Com um novo pacote aerodinâmico, Max sabia que se sobrevivesse às agruras da primeira curva, tudo estava favorável a ele. E ficou ainda melhor quando Verstappen largou melhor do que Hamilton, colocou seu carro no mísero espaço que Lewis lhe deu, forçou na freada da primeira curva e mesmo com Oscar Piastri conseguindo uma ótima largada, se aproveitando da briga entre os protagonistas da primeira fila e Lando Norris, Verstappen emergiu na frente do Grande Prêmio da Hungria e esmagar seus adversário, com outra vitória acachapante, onde teve ao seu lado no pódio Norris e um recuperado Checo Pérez, que sonhou com uma dobradinha da Red Bull, mas no final teve que se defender de Hamilton.


A corrida de hoje em Hungaroring lembrou aquelas provas do começo dos anos 2000, quando se dizia que a pista magiar era palco das piores corridas do calendário da F1. Com uma sequência interminável de curvas e bastante estreita para os padrões atuais, Hungaroring sempre foi um local de ultrapassagens difíceis, mas que com o tempo, os fãs da F1 passaram a olhar para o circuito próximo à Budapeste com outros olhos, pois Hungaroring ainda tem um pouco das pistas 'old school'. No entanto, pelas características da pista, a corrida húngara nem sempre é das mais emocionantes e hoje foi o caso. Passado a tensa primeira curva, onde havia uma expectativa forte de um entrevero entre Hamilton e Verstappen, a corrida se tornou um passeio dominical para Max, que conseguiu mais uma vitória de ponta a ponta, só não conseguindo mais um Grand Chelem por três milésimos no sábado. Foi uma vitória esmagadora, onde numa prova sem maiores ocorrências ou interferências do Safety-Car, Verstappen meteu meio minuto goela abaixo de Norris ou de qualquer piloto que estivesse na posição de número dois. Com tudo isso, os recordes começam a cair e a Red Bull comemorou sua décima segunda vitória consecutiva, superando a mítica McLaren da temporada 1988, sendo que Verstappen está fazendo praticamente todo o trabalho que Senna e Prost construíram 35 anos atrás. Max já tem mais de cem pontos de vantagem sobre Pérez, cada vez mais sólido na vice-liderança, muito pelo efeito gangorra que sofrem as equipes que tentam chegar perto da Red Bull.


Aston Martin, Mercedes e Ferrari já ficaram com a segunda força por algum momento em 2023, mas oscilaram e a primeira citada já pode ser considerada a quinta força do ano. No último mês, meio que do nada, a McLaren saiu do fundo do pelotão para ultrapassar o feudo da família Stroll, a turma de Toto Wolff e a bagunça de Maranello para se estabelecer como segunda força da F1, pelo menos nesse momento. A própria McLaren tinha certa dúvidas se conseguiria repetir o ótimo desempenho na fluída pista de Silverstone na travada pista de Hungaroring, mas o time laranja emulou a performance da quinzena anterior com seus dois carros ocupando a segunda fila e rapidamente superando Lewis Hamilton, que se preocupou demais com Verstappen e se esqueceu da dupla de sua ex-equipe. Porém, foi Piastri que ficou em segundo no primeiro stint. O australiano foi bastante esperto ao ver Max, Lewis e Lando se espremendo na freada da primeira curva e Oscar se meteu por dentro, enquanto os três espalhavam na curva. Piastri subiu para segundo e chegou a emparelhar com Verstappen, mas Max rapidamente se impôs na curva e em ritmo de corrida, desaparecendo no horizonte de Piastri, que mantinha uma boa vantagem para Norris, Hamilton, Leclerc e Sainz, que se aproveitou muito bem da terrível largada da dupla da Alfa Romeo e pulou de décimo primeiro para sexto. A corrida ficou um pouco estática na frente, enquanto Pérez avançava com pneus duros e ultrapassava a decadente Aston Martin de Fernando Alonso, agora longe dos pódios.


Numa corrida de duas paradas e com pneus se desgastando bastante, a hora correta de parar poderia fazer bastante diferença. No seio da McLaren, para evitar uma escandalosa troca de posições, tudo se resolveu na primeira parada da sua dupla, com Norris saindo na frente de Piastri e se estabelecendo na segunda posição. Hamilton não conseguia se aproximar da McLaren, enquanto a Ferrari fazia sua usual confusão, quando se atrapalhou na parada de Leclerc, jogando o monegasco para trás de Sainz. Quando as posições voltaram ao normal, foi a vez de Leclerc exagerar na entrada do pit-lane e receber 5s de pênalti. Enquanto isso, Pérez já alcançava as primeiras posições ao esticar ao máximo sua primeira parada e quando o fez, já aparecia sexto, que viraria quinto quando ultrapassou Sainz. O mexicano se aproximava de Hamilton, que se aproximava de Piastri, que não conseguiu imprimir o mesmo ritmo do primeiro stint. Quando Pérez tinha Hamilton na alça de mira, ele antecipou sua parada, mas não contava com Piastri, tentando melhorar seu ritmo, fazer a mesma coisa. A briga entre o veterano piloto da Red Bull e o novato da McLaren foi o melhor momento da corrida, com Pérez executando uma bela ultrapassagem sobre Piastri na curva 2. Hamilton ficou mais tempo na pista, porém, mesmo sabendo que perderia posições para Pérez e Piastri, teria pneus em melhores condições nas voltas finais. Usando a força do seu Red Bull, Pérez esboçou uma pressão em cima de Norris. A briga pelo segundo lugar prometia, mas os pneus de Pérez não seguraram a barra e o mexicano parou de avançar quando estava 3s atrás de Lando. Já Hamilton ultrapassou facilmente Piastri e engoliu a desvantagem que tinha para Pérez, chegando na última volta próximo de Checo, mas sem chances de ultrapassar. No fim, Norris e Pérez subiram ao pódio, com Hamilton logo atrás. Russell, largando apenas em 18º, fez uma baita corrida de recuperação, somando boa estratégia com um ritmo forte, atacando a dupla da Ferrari no final e terminando em sexto, beneficiado pela punição de Leclerc. Enquanto isso, lá na frente, Verstappen só soube de tudo isso enquanto via os melhores momentos da prova na antessala do pódio.


Com as cinco melhores equipes terminando com seus dez carros, simplesmente nenhuma outra equipe teve chance de pontuar. A Alfa Romeo chegou a sonhar com um resultado melhor após um sábado de sonho, mas tudo virou pesadelo quando Zhou pareceu largar com o freio de mão puxado e isso acabou por atrapalhar Bottas, que largava logo atrás. Para completar, Zhou acabou provocando o acidente que destruiu a corrida da Alpine na primeira curva, com os dois pilotos gauleses abandonando ao final da primeira volta. Zhou caiu para as últimas posições com a péssima largada, o incidente provocado por ele e o pênalti leve que levou, após provocar um acidente que resultou em dois abandonos. Albon fez outra corrida acima da média ao ficar na P11, segurando os ataques de Bottas nas voltas finais. enquanto Sargeant rodava sozinho na penúltima volta e mostrava mais uma vez que a passagem do americano pela F1 será bastante efêmera. O destaque do final do pelotão intermediário foi mesmo Ricciardo. Envolvido no melê provocado por Zhou, o australiano caiu para último, mudou sua estratégia e mesmo seis meses fora das corridas, Ricciardo ainda achou uma décima terceira posição, bem à frente de Tsunoda, que passa a ser o piloto ameaçado dentro da Alpha Tauri se continuar assim.


Foi outra corrida onde Max Verstappen esmagou a concorrência e o tricampeonato virou apenas uma questão matemática de quando será a festa. Com as equipes do patamar abaixo da Red Bull trocando de guarda a todo momento, Pérez ficará tranquilo para conseguir uma inédita dobradinha para a Red Bull, mesmo Checo estando longe de fazer uma temporada brilhante. Para parar Verstappen? Só se algo anormal acontecer com ele, como Norris fez no pódio, que sem querer quebrou o belo troféu do neerlandês, no único incidente registrado com Max Verstappen no domingo.