sábado, 30 de março de 2024

A Nascar nunca decepciona...

 A Nascar se caracteriza por suas brigas entre pilotos, muito pelos vários toques que há nos ovais. Nesse sábado, Joey Gase passou um pouco dos limites na sua chateação com seu rival...


segunda-feira, 25 de março de 2024

Figura(AUS): Carlos Sainz

 Dezesseis dias atrás, Carlos Sainz dava entrada no Hospital Militar de Jedá para realizar uma cirurgia de retirada de apêndice, após o espanhol passar alguns dias se sentindo mal. Perder o final de semana saudita era apenas mais um revés nesse ano de 2024 para Carlos Sainz. Mesmo tendo chegado à frente de Leclerc no Bahrein, Sainz recebeu a notícia nada agradável de que estava fora dos planos da Ferrari em 2025 antes mesmo da temporada 2024 começar, sendo substituído por Lewis Hamilton na transação mais bombástica dos últimos anos na F1. Sainz foi para Melbourne sem estar 100% fisicamente e seu substituto na Arábia Saudita, o talentoso Oliver Bearman, estava de prontidão no caso de Carlos não puder correr na Austrália. Correndo com uma proteção no lugar da cirurgia, Sainz começou os treinos livres com cautela, mas sentindo a força da Ferrari no final de semana australiano. Após ficar atrás de Leclerc na sexta-feira, Sainz superou o companheiro de equipe na classificação e foi ele quem lutou com Max Verstappen quando os problemas no freio da Red Bull apareceram ainda na segunda volta da corrida, capitalizando o abandono de Max com uma vitória contundente. A terceira vitória de Sainz na F1 foi a mais inesperada pelo contexto do que vinha sendo 2024 para a F1, com a Red Bull iniciando outro domínio e toda a situação contratual do espanhol. Tanto que ao sair do carro para dar a entrevista antes de subir ao pódio, Sainz usou a palavra que resume bem as últimas semanas do espanhol: uma montanha-russa.

Figurão(AUS): Daniel Ricciardo

 Certa vez Nigel Mansell falou que correr em casa lhe garantia mais 1s por volta. Se essa verdade valer para Daniel Ricciardo, o australiano está seriamente encrencado em 2024. Dessa vez correndo em casa, Ricciardo fez outra corrida pífia, ficando bem atrás do seu companheiro de equipe e piorando cada vez mais sua situação dentro do caótico cenário da Red Bull. Trazido de volta para colocar pressão em Sergio Pérez na equipe principal, Ricciardo fez boas corridas em 2023 na então Alpha Tauri e tinha como objetivo claro fazer um bom trabalho em 2024 na equipe Racing Bulls prospectando um lugar na Red Bull em 2025, quando contrato de Checo termina. No entanto, Ricciardo não faz um trabalho bom o suficiente nem para permanecer na equipe atual, que, lembremos, foi criada pela Red Bull para ser uma espécie de criatório de jovens pilotos para abastecer a equipe principal. E os 35 anos de Ricciardo indicam que o australiano está longe de ser um jovem piloto. As três primeiras corridas de Ricciardo foram muito abaixo do esperado e a corrida caseira deixou ainda mais evidente essa decepção, pois Tsunoda foi ao Q3 e garantiu os primeiros pontos da equipe em 2024, enquanto Ricciardo ficou no Q1 no sábado (que tinha um piloto a menos, não devemos nos esquecer) e na corrida em nenhum momento o australiano esteve próximo da zona de pontuação. Ricciardo sabe muito bem que a paciência de Helmut Marko é bem curta e o fato de Liam Lawson ter sido mostrado várias vezes na transmissão da TV é uma mensagem bem subliminar para Ricciardo. Ou melhora, ou a Indy (ou Edurance, ou V8 Supercars) o espera!

domingo, 24 de março de 2024

Troca de guarda


 No esporte é bastante comum observamos o passado e o futuro se encontrando, numa troca de guarda que marcaram vários momentos bonitos nos esportes ao longo dos anos. Na MotoGP podemos ter visto esse momento em Portimão nesse domingo, claro, dependendo de como o futuro irá se desenrolar. Jorge Martin venceu a prova como quis, mas a transmissão da TV estava mais focada no que ocorria mais atrás, com a evolução de Pedro Acosta através do pelotão. O jovem espanhol da KTM ultrapassou seus dois experientes companheiros de equipe até chegar nas estrelas Marc Márquez e Pecco Bagnaia, ambos campeões e estabelecidos na MotoGP.

Com apenas 19 anos, Pedro Acosta ultrapassou a Ducati de Márquez na tinhosa curva um de Portimão, mas quinze dias atrás o mesmo havia acontecido e Acosta foi perdendo rendimento, ele que ainda vai se entendendo com a gestão de pneus. Porém Acosta não apenas se manteve na frente de Márquez, como partiu para cima de Bagnaia, que fazia uma corrida abaixo, após um erro na Sprint de ontem o ter relegado ao quarto lugar, quando Pecco errou enquanto liderava. Bagnaia tinha a poderosa moto oficial da Ducati, a mesma moto que Jorge Martin usava e disparava na frente, controlando toda a corrida dos ataques de Maverick Viñales e Enea Bastianini. Bagnaia vinha em quarto, segurando o quanto podia Acosta, quando o espanhol deu o bote na fechada curva 2, deixando Pecco sem pai, nem mãe. Tamanho passão deixou Bagnaia tão desnorteado, que o italiano passou a ser atacado por Márquez logo em seguida. Conhecido por sua agressividade, Márquez tentou várias manobras fortes, mas Bagnaia ia respondendo a todas elas, até que Márquez se jogou na curva 5 e quando Bagnaia ia dando o troco, os dois se tocaram e caíram. Márquez ainda voltou à corrida, enquanto Bagnaia abandonou a prova e viu Martin tomar sua liderança com certa folga.

Enquanto as duas maiores estrelas da MotoGP atual caíam, Acosta seguia impávido e teria uma surpresa quando Viñales teve problemas em sua Aprilia na entrada da última volta e acabou ejetado de sua moto quando já estava fora da pista. Com isso Acosta entrava no pódio numa corrida madura e muito forte. Pedro se tornou o terceiro mais jovem a subir no pódio na categoria principal logo em sua segunda corrida na MotoGP, mas pelo o que vem mostrado, esse não será o único milestone de Acosta em 2024. 

Pegou fogo


 Quando Max Verstappen apontou a primeira curva na frente, parecia que Melbourne veria outro recital do neerlandês, algo que nos acostumamos a ver nos últimos dois anos nas pistas de F1. No entanto, a magia do esporte a motor é que mesmo num carro que parece indestrutível, algo pode acontecer e o inesperado surgir. O superaquecimento do freio traseiro direito do Red Bull RB20 fez com que Max abandonasse ainda no comecinho da corrida e dezesseis dias depois de ser submetido a uma cirurgia de emergência, Carlos Sainz venceu sua terceira corrida na carreira, dando uma boa resposta à Ferrari, que dispensou o espanhol sem maiores cerimônias, mas foi Sainz quem deu as últimas duas vitórias para a scuderia na F1. 


Mesmo tendo feito a pole, Max Verstappen reclamava do seu carro e havia a expectativa se a Ferrari poderia impor alguma resistência ao espetacular ritmo de corrida da Red Bull. Numa largada sem problemas, Max logo impôs oito décimos em cima de Sainz e parecia que Verstappen daria mais uma volta (literalmente!) no parque. No entanto, de forma surpreendente, Max deu uma ligeira escapada na curva 3 e permitiu à Sainz uma ultrapassagem na longa reta oposta. Cena rara, mas que o ritmo avassalador de corrida da Red Bull resolveria isso rapidamente. Enquanto isso, pelo rádio, Verstappen reclamava do comportamento do seu carro. A resposta para isso não tardaria a aparecer. Uma fumaça branca surgiu na traseira da Red Bull e o que inicialmente poderia ser o motor Red Bull/Honda indo para o espaço, nada mais era que o freio traseiro direito. Quando a fumaça se transformou num incêndio de proporções consideráveis, Max tirou o pé e encostou seu carro nos pits com as chamas já tendo provocado a explosão do pneu do seu Red Bull. Game Over para Max. E o sonho de um campeonato 100% tinha ido embora. Restava ver quem se aproveitaria do infortúnio do neerlandês. Carlos Sainz não participou da corrida passada na Arábia Saudita após ser operado de forma urgente por causa de uma apendicite. Numa recuperação rapidíssima, o espanhol estava pronto para correr na Austrália, mesmo que não 100%, como confidenciou o próprio Sainz antes dos treinos livres. Oliver Bearman estava até de sobreaviso, mas Sainz mostrou em todos os treinos que estava não apenas pronto para correr, como estava num final de semana mágico. Mesmo Leclerc tendo liderado dois treinos livres, Sainz liderou o Q1 e o Q2, sendo superado apenas por um mágico Verstappen no Q3. Carlos largou bem, ultrapassou Verstappen quando este errou e fez uma corrida de almanaque rumo à terceira vitória da carreira, talvez em sua melhor corrida na F1.


Cumprindo aviso prévio, Sainz simplesmente não deu chances à Leclerc, que completou a dobradinha da Ferrari, a primeira em dois anos. Sainz dominou a corrida como quis, não sendo ameaçado em qualquer momento e até deixando a Ferrari numa situação difícil em determinar qualquer ordem de equipe à favor de Leclerc, que teve um final de semana bem opaco, sendo totalmente eclipsado pelo companheiro de equipe que está de saída do time. Afora o VSC causado por Hamilton, onde Leclerc chegou a ficar 1s atrás de Sainz, o monegasco mais se preocupou em deixar as duas McLarens a uma boa distância do que efetivamente atacar Sainz. Leclerc fez a volta mais rápida da corrida para ficar isoladamente na vice-liderança do campeonato, superando a outra grande decepção do dia. Com os problemas de Max ainda no início da prova, é esperado que o segundo piloto da equipe dominadora da temporada capitalize os problemas do líder do campeonato e da equipe. Contudo, Pérez já havia tomado uma punição de três posições no grid por uma fechada em Hulkenberg na classificação, relegando o mexicano à sexta posição, que virou sétimo após a ótima largada de Russell. Pérez ficou várias voltas atrás do inglês, mas só se livrou de George na primeira rodada de paradas. Com pista livre, parecia que Checo iria partir para o pódio, com um ritmo bem forte, mas Pérez acabou perdendo rendimento no último terço de corrida, sendo até mesmo perseguido por Alonso antes de sua segunda parada. A quinta posição a quase um minuto do vencedor deporá bastante contra Pérez, que parecia caminhar para uma renovação tranquila com a Red Bull, mas em seu primeiro grande teste como segundo piloto da equipe, falhou fragorosamente. 


Sem a Red Bull, a McLaren assumiu a tocha de segunda força do campeonato e o time comandado por Zak Brown cumpriu o que dela se esperava nessa situação, ficando em terceiro e quarto, com Norris conseguindo o primeiro pódio da McLaren em 2024. Lando forçou bastante em cima de Leclerc, mas não houve uma verdadeira briga por posições. Norris retornou ao pódio, enquanto o local Piastri fez uma corrida bem sem graça, tendo ainda que ceder sua posição para Norris via ordem de equipe, acabando Piastri em quarto a praticamente 30s atrás do companheiro de equipe. A Mercedes saiu de Melbourne zerada, mas por motivos distintos. No pior início de temporada em sua já longa carreira, Lewis Hamilton abandonou com o motor quebrado ainda no primeiro terço de corrida, com o inglês mal conseguindo pontuar no momento, depois de ficar no Q2 na classificação. Já Russell fazia uma corrida decente, bem superior à de Hamilton e se aproximava de Alonso na briga pela sexta posição. Na última volta Alonso fez o chamado brake test e Russell acabou estampando o muro com força, ficando com o carro quase capotado no meio da pista. implorando por uma bandeira vermelha. Depois da corrida, a FIA impôs uma forte punição à Alonso, que caiu para oitavo após tomar 20s, beneficiando seu companheiro de equipe Stroll e Tsunoda. E falando no nipônico, Daniel Ricciardo fez outra corrida para esquecer, nem vislumbrando a pontuação, enquanto Tsunoda tirou a Racing Bulls do zero em 2024. Nem a amizade com o encrencado Horner, que tem mais com o que se preocupar, parece ajudar Ricciardo, que já viu a transmissão da TV mostrar Liam Lawson nos boxes. Basta ligar os pontos...


Após uma pré-temporada preocupante, a Haas vai sendo uma boa surpresa nesse início de campeonato, fazendo um bom papel dentro do pelotão intermediário e com o acidente de Russell, Hulkenberg e Magnussen marcaram pontos para a equipe, deixando a Haas numa boa situação no Mundial de Construtores. Um dia depois de sacar Sargeant pelo acidente... de Albon, a Williams viu o tailandês ficar perto dos pontos, passando a corrida inteira brigando com a dupla da Haas. A Alpine segue passando vergonha a ponto de Ocon ter comemorado, pelas palavras dele, uma pequena vitória por ter ido ao Q2, enquanto a Sauber tem sérios problemas com seus pit-stops.


Numa temporada que deve ter a Red Bull dominando, ver um pódio sem nenhum piloto da equipe austríaca chama a atenção de todos, mas Melbourne deixou algumas dúvidas. Se Max não tivesse abandonado tão cedo, será que a Red Bull se imporia frente à Ferrari? A boa corrida da Ferrari na Austrália foi mais um ponto fora da curva, pelas características únicas de Albert Park, ou os italianos estão realmente evoluindo? A Ferrari tomou a decisão certa para 2025, olhando os desempenhos de Sainz e Hamilton no momento? O certo foi que o freio traseiro de Verstappen ter pegado fogo deixou a corrida australiana bem mais animada do que o esperado, além de ter levantado e derrubado o moral de muitos pilotos. Que outras corridas sejam atingidas pelo imponderável! 

segunda-feira, 18 de março de 2024

Que pena...

 


O mundo do rali teve duas perdas nessa segunda-feira. Para quem acompanhava o então Rally Paris-Dakar na década de 1990 conheceu o japonês Kenjiro Shinozuka. Ligado a Mitsubishi, Shinozuka foi um piloto de ponta do Dakar por quase vinte anos, após ter disputado o Mundial de Rali e ter vencido duas etapas, ambas na Costa do Marfim. Logo em seu segundo ano no deserto do Saara, Shinozuka chegou em terceiro lugar, iniciando um período onde sempre se manteve entre os mais rápidos, se tornando o primeiro japonês a vencer o Dakar em 1997. Seis anos depois, já correndo com um carro da Nissan, Shinozuka sofreu um sério acidente que o deixou em coma, mas o japonês retornaria anos depois, finalizando sua participação no Dakar em 2006. Sofrendo de câncer, Kenjiro Shinozuka faleceu aos 75 anos. Poucas horas depois veio a notícia da morte de Joaquin Santos, piloto de destaque no rali português, sendo campeão lusitano várias vezes, mas de triste memória pelo envolvimento de 'Quim' na tragédia da etapa da Lagoa Azul do Mundial de Rali, onde Santos perdeu o controle do seu Ford RS200 e atingiu o público, matando três pessoas. Joaquin Santos passou alguns anos nos ralis, mas faleceu hoje aos 71 anos de idade. Que pena...

terça-feira, 12 de março de 2024

Figura(ARS): Oliver Bearman

 Claramente o grande destaque do final de semana! Quando a Ferrari se viu sem Carlos Sainz, acometido de uma apendicite ao final do primeiro dia de treinos, o time italiano não tinha muitas opções e trouxe o seu jovem piloto Oliver Bearman, que acabara de fazer a pole na F2. O inglês de 18 anos tinha feito alguns treinos com F1, não apenas na Ferrari, como na Haas, mas estrear num F1 já tendo perdido duas sessões de treinos livres e num circuito peculiar e perigoso como Corniche poderia ser a chave de um retumbante fracasso. Felizmente não foi o caso. Bearman quase foi ao Q3 (eliminando Hamilton) e na corrida fez tudo certo. Muito provavelmente a Ferrari nem esperasse marcar pontos com seu jovem piloto largando fora do top-10, mas Bearman disputou posições com Hulkenberg (que tem quase o dobro da idade de Ollie) e no final resistiu à pressão de Norris e Hamilton, pilotos bem mais experientes do que ele, mas Bearman simplesmente não errou rumo a um sétimo lugar que lhe valeu como uma vitória e a admiração de todo o paddock. O sucesso de Bearman serve também para mostrar que uma leva de jovens pilotos pede passagem na F1, substituindo alguns pilotos em hora extra.