sábado, 31 de maio de 2025

Novas diretivas?

 


Muito se falou sobre o Grande Prêmio da Espanha, que a corrida realizada em Barcelona poderia ser um verdadeiro turning point para a temporada da F1 e o motivo era muito simples. Uma nova diretiva da FIA aumentava o rigor na fiscalização da flexibilidade das asas dianteiras, com as peça não podendo flexionar muito. Isso criou uma expectativa de mudanças no status quo da F1, principalmente na McLaren e seu início arrasador de temporada 2025. O que se viu até o momento foi Barcelona confirmando as expectativas do melhor carro maximizando seu potencial e com asa iguais a que começaram o ano, a McLaren dominou a classificação.

Desde os treinos livres a McLaren queria dar uma resposta às rivais, sendo bem mais rápida que Red Bull, Mercedes e Ferrari, que tinham esperanças de encostar nos papaias com a nova diretiva da FIA. A Sauber foi uma das equipes que trouxeram melhorias em seus carros e a evolução foi visível, com Hulkenberg ficando de fora do Q2 por muito pouco e Bortoleto, se provando cada vez mais um piloto velocíssimo em ritmo de classificação, conseguindo sua melhor classificação até o momento, em 12º. Colapinto já começa a ver alguns questionamentos ao seu desempenho bem abaixo de Gasly, mas o portenho ainda pode argumentar que um problema no seu Alpine no Q1 o atrapalhou bastante na sua luta a passar de fase. Pior situação vive a Red Bull e o problemático segundo carro. Tsunoda até começou relativamente bem na equipe, mas o nipônico começa a entrar na espiral negativa de um carro complexo e que só funciona com Max. Enquanto o neerlandês briga por coisas grandes, Tsunoda foi apenas o último colocado na classificação, colocando mais pressão na cúpula da Red Bull por não conseguir entregar um carro decente para seus pilotos. Pelo menos, um deles...

A McLaren dominou a classificação de cabo a rabo e a briga foi mesmo uma disputa particular entre Norris e Piastri, vencido por uma margem até mesmo surpreendente pelo segundo. Lando falou que errou no Q3, acrescendo mais uma nessa situação. Russell se recuperou de alguns finais de semana ruins e marcou o mesmo tempo de Verstappen, com quem irá dividir a segunda fila. Normalmente Barcelona não tem corridas muito animadas e é esperado muito calor para o domingo, beneficiando novamente a McLaren, que melhor administra o desgaste de pneus, porém, a largada será sucedida por uma grande reta e até lá, podemos ver muitas coisas.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Figura(MON): Lando Norris

 Após a vitória em Melbourne, primeira etapa da temporada 2025, Lando Norris viu o crescimento do seu companheiro de equipe junto com toques de brilhantismo de Max Verstappen. Mesmo tendo liderado boa parte do campeonato, Lando era constantemente cobrado por falta de iniciativa nas disputas de posição, além de seguidos erros no Q3, que o fazia largar mais atrás do potencial do seu carro. Em Mônaco, onde tudo sempre foi e sempre será decidido na classificação, Lando deu um resposta aos críticos com uma belíssima pole em Monte Carlo, superando o piloto da casa Leclerc com o cronômetro zerado. Conhecido por seus vacilos nas largadas, principalmente quando largou na pole, Norris soube se impor na St Devote e a partir daí fez o básico para vencer uma corrida em Monte Carlo, andando forte quando necessário, ditando o ritmo da corrida sem erros, fazendo seus pit-stops sem maiores dramas e não se impressionando quando Max Verstappen postergou sua parada esperando um milagre que não veio, mas permitiu que Leclerc e Piastri encostassem nas voltas finais, mas Lando esteve perfeito em Mônaco e encostou de vez na luta pelo Mundial de Pilotos, além de ter dado uma resposta aos críticos com o fim de jejum de vitórias que já lhe incomodava. Não teremos Papaya Rules tão cedo!

Figurão(MON): Mercedes

 Um final de semana ruim de cabo a rabo, passando por vários setores. Após um início de campeonato até interessante, com George Russell conseguindo uma série de pódios e Kimi Antonelli fazendo um bom papel como novato, o caldo começou a entornar pelos lados do feudo de Toto Wolff em Ímola, quando a equipe nunca se acertou e foi superada até mesmo pela Williams. Uma semana depois, a Mercedes começou a perder o rumo na classificação, quando Antonelli bateu ao final do Q1, quando tinha tempo para passar de fase e logo no comecinho do Q2, Russell teve um misterioso problema no motor, que desligou sozinho quando George passava por uma ondulação. Largar fora do top10 em Mônaco sempre foi e sempre será problemático, mas para 2025 a F1 resolveu 'inventar a roda' e decidiu que todas as equipes iriam parar duas vezes pelo menos. Um ultraje, mas que praticamente todas as equipes se prepararam. Talvez com exceção da Mercedes. Enquanto equipes traziam seus pilotos rapidamente aos boxes, mesmo que fazendo seus companheiros de equipe praticamente pararem seus carros, a Mercedes ficou esperando a morte da bezerra atrás desses carros ultralentos, somente trazendo seus pilotos no último terço de corrida, quando a vaca já tinha ido para o brejo. Um erro crasso de estratégia, enquanto muitas equipes estudaram a situação imposta pela F1, a Mercedes pareceu esperar por um milagre ou que um meteoro caísse em Monte Carlo para poder se mover e melhorar a situação de Russell e Antonelli, que acabaram fora dos pontos e tendo levado duas e três voltas, respectivamente.

domingo, 25 de maio de 2025

Ninguém para Palou!


 A temporada 2025 de Alex Palou na Indy são daquelas de se colocar no quadro, mas para o público em geral, por mais que você performe muito bem no campeonato, se não vencer as 500 Milhas de Indianápolis, todo esse esforço parece ser em vão. Por isso que o espanhol, atual dominador da Indy, estava com sangue nos olhos para uma vitória em Indianápolis. Palou cozinhou muito bem o galo para dar os botes certeiros após a última parada e se tornar um imortal dentro do automobilismo mundial com a vitória desse domingo.

A centésima nona edição das 500 Milhas de Indianápolis começou com atraso por causa de uma insistente garoa, que chegou a fazer que Tony Kanaan quase entrasse no carro de Kyle Larson, em mais uma tentativa do americano em completar as 1.100 milhas na Indy e na Nascar. Por sinal, Larson foi a Charlotte mais cedo, por causa de um acidente. Porém, essa não foi a maior emoção antes da bandeira verde. A história de Indianápolis mostra em vários momentos que o clima frio pode causa enormes surpresas e Scott McLaughlin, o melhor piloto da Penske no grid, rodou sozinho na volta de apresentação, para desespero do neozelandês. Para completar, um fogo no pneu traseiro esquerdo de Scott Dixon prometia uma corrida difícil para o piloto da Ganassi, que logo que visitou os pits, ficou claro que o problema era sério e perdeu três voltas no processo.

Acertado para voar na classificação e nem tanto na corrida, a Prema de Robert Schwartzman não durou muito na pole para surpresa de ninguém e num pit-stop, o novato atropelou metade da equipe, abandonando a prova. Takuma Sato e seu motor 'apimentado' da Honda dominou as primeiras voltas da Indy500, mas um erro num dos pit-stops tirou o japonês da contenda. Largando da última fila por causa de toda a confusão dos atenuadores traseiros, Josef Newgarden voava e rapidamente entrou no top10 da corrida, enquanto outro favorito, Pato O'Ward, se segurava entre os dez primeiros. Infelizmente a corrida de Newgarden terminou no último quarto de prova, com problema mecânico e com Will Power fazendo uma corrida discretíssima, a Penske teve uma edição de Indianápolis para esquecer.

Enquanto isso, vários azarões conquistavam o protagonismo da corrida, incluindo o veterano Ryan Hunter-Reay e Conor Daly, mas um motor apagado no último pit-stop do primeiro e um desgaste acentuado de pneus do segundo, entregou a corrida para David Malukas, Alex Palou e Pato O'Ward, muito forte no final. Fazendo uma corrida discreta, mas economizando bastante, Marcus Ericsson saiu de sua parada no primeiro pelotão, se colocando na briga pela vitória de forma surpreendente. Mesmo não sendo um ótimo piloto, o sueco é um especialista em Indianápolis. Com o último pit-stop feito, Alex Palou farejou o cheiro de sangue. Primeiro, ultrapassou Malukas e depois partiu para cima de Ericsson, que se colocou em posição de espera do bote final. Dois retardatários insistiam em ficar à frente de Palou, mas ele também usava o vácuo dos dois para evitar um ataque de Ericsson, que tentou fazer o mesmo que 2022. Palou iniciou a última volta tentando cortar o vácuo de Ericsson, mas entre as curvas 3 e 4 veio a amarela pela batida de Nolan Siegel, que significava a vitória de Alex Palou em Indiana.

A emoção tomou de conta para a Ganassi e Alex Palou, que entraram em litígio em 2022, mas depois acertaram as contas, mesmo que às custas de uma pesada quebra de contrato com a McLaren. Com cinco vitórias em seis etapas (e chegando em segundo na corrida que não venceu), Alex Palou está com o tetracampeonato mais do que encaminhado, mas com o triunfo nas 500 Milhas, a pergunta que fica é onde Alex Palou está na história da Indy.


Tempestade perfeita que não aconteceu

 


13 de junho de 2010. Um desgaste de pneus mais alto do que o normal durante o Grande Prêmio do Canadá fez com que as equipes parassem seus carros duas vezes, ao contrário da tática normal de uma parada que marcou aquela temporada. Aquela corrida em Montreal fez com que a F1 pedisse à Pirelli que construísse um pneu mais macio e que se desgastasse mais, trazendo mais pit-stops. 26 de maio de 2024. Uma bandeira vermelha na primeira volta do Grande Prêmio de Mônaco fez com que a corrida realizada no principado fosse uma das piores edições já vistas, com todos os pilotos andando lentamente para chegarem até o final sem precisar trocar de pneus. Com a F1 pensando cada vez mais em entretenimento (e menos em esportividade), resolveu obrigar todas as equipes a pararem pelo menos duas vezes em Monte Carlo. 


Ao contrário do que foi dito pela transmissão oficial, a corrida foi nada maluca. Os quatro primeiros colocados do grid chegaram nas mesmas posições e a vitória de Lando Norris foi decidida, como sempre ocorreu e sempre ocorrerá, em Mônaco na largada. O único que tentou arriscar algo foi Max Verstappen, que fez seu segundo pit-stop na penúltima volta, esperando por algo miraculoso que não veio. E por ironia das ironias, a corrida foi marcada pela lentidão de boa parte do pelotão, tentando favorecer o companheiro de equipe a ganhar um pit-stop, numa estratégia que funcionou muito bem com Williams e Racing Bulls, que viram seus dois pilotos marcarem pontos, enquanto a Mercedes vacilou de forma inacreditável. Enfim, nada de anormal ocorreu em Mônaco com a nova estratégia montada pela F1 e a tempestade perfeita não aconteceu.


A bela paisagem no principado viu uma largada bem mais tranquila que na F2, que viu um grande Big-One. Leclerc sabia que sua chance seria na largada e o piloto da Ferrari tentou ir para cima do pole Norris, mas o inglês fritou seus pneus para se manter na ponta. Verstappen também tentou algo para cima de Piastri, mas o australiano estava mais ligado que na semana passada e manteve o terceiro lugar. Logo na primeira volta Bortoleto efetuou uma bela manobra em cima de Antonelli na Hairpin, mas deixou a porta aberta na Portier, fazendo com que o italiano colocasse por dentro, deixando Bortoleto no muro, no único Safety Car Virtual da corrida. Alguns pilotos foram aos pits fazer suas paradas, mas no pelotão inicial, ninguém se animou a fazer a primeira parada. Norris liderava andando num ritmo bem baixo, seguido por Leclerc, Piastri e Max, sempre andando próximos, mas sem ataques. Logo ficou claro que algumas equipes sacrificariam os seus segundos pilotos para que o piloto à frente garantisse dois pit-stops tranquilos. Quem começou a brincadeira foi Liam Lawson, nono colocado, que segurava todo o pelotão para fazer com que Isack Hadjar, em quinto, fosse beneficiado. Lawson andava 4s mais lento que os demais, fazendo com que Hadjar fizesse suas duas paradas sem sair da zona de pontuação.


Vendo isso, a Williams fez o mesmo com Sainz, que começou a tirar o pé para que Albon fizesse suas paradas. Isso tudo arruinava a prova da Mercedes. Com os dois carros fora da zona de pontuação pela péssima classificação de ambos, a Mercedes andou sempre com alguém mais lento à sua frente, para frustração dos dois pilotos a ponto de George Russell cortar a Chicane de propósito para ultrapassar Albon (que retribuía o favor para Sainz) e preferir ser punido do que devolver a posição. O que George não esperava era que a FIA lhe desse um Drive Through, destruindo de vez a prova do inglês. A Mercedes teve seu pior final de semana de 2025 até agora, perdendo também na estratégia, com seus dois carros fora dos pontos.


Enquanto isso, lá na frente Lando Norris fez seus dois pit-stops de forma tranquila e quando Max Verstappen arriscou tudo ao postergar sua última parada ao máximo, o piloto da McLaren se viu preso atrás da Red Bull, vendo a aproximação de Leclerc. O monegasco tentou, fustigou, mas não atacou de verdade, ainda mais quando Piastri se aproximou de vez, fazendo com que os três primeiros recebessem a bandeirada muito próximos, enquanto Verstappen terminou na mesma quarta posição que largou depois de arriscar, mas não petiscar. Hamilton fez uma prova solitária e mesmo perdendo três posições no grid por ter atrapalhado Verstappen na classificação, Lewis recebeu a bandeirada mais de 40s atrás do companheiro de equipe. E Hamilton foi o último a terminar na mesma volta do líder. Com tanta gente andando muito lento por motivos estratégicos, o sexto colocado Hadjar terminou uma volta atrás, mas marcando bons pontos para Racing Bulls, enquanto Lawson finalmente marcou pontos com o nono lugar. Ocon foi sétimo, fazendo uma corrida correta num circuito onde sempre andou bem. A dupla da Williams terminaram em nono e décimo, após ajudarem-se durante a corrida. E de tanto andarem lentos, Albon e Sainz terminaram duas voltas atrás.


Fernando Alonso continua seu calvário após sua boa classificação, mas o motor Mercedes do seu Aston Martin entregou os pontos quando o espanhol tinha os seus primeiros pontos de 2025 nas mãos. Gasly abandonou ao acertar a traseira de Tsunoda na Chicane do Porto. Ambos levaram seus carros à lugares seguros e o Safety Car não apareceu na prova, ao contrário dos prognósticos. A Sauber fez diferente das demais equipes e fez com que seus pilotos parassem três vezes e mesmo batendo na primeira volta, Bortoleto conseguiu seu melhor resultado na carreira até agora e ainda ficou na frente de Hulkenberg. 


Norris teve seus méritos em fazer o necessário para vencer em Monte Carlo. Arriscou tudo no sábado e na largada para ter o posicionamento básico para triunfar no principado e escrever seu nome entre os vencedores em Mônaco. Mais do que isso, Lando encerrou o jejum de vitórias que já sofria e encostou de vez em Piastri no campeonato. com apenas três pontos o separando os dois pilotos da McLaren. Não teremos Papaya Rules tão cedo! E espero que também regras artificiais, que no caso de domingo, saiu pela culatra. 

A resposta da Aprilia

 


Nas últimas últimas semanas surgiu a notícia que o atual campeão Jorge Martin teria colocado a Aprilia contra a parede, por causa do rendimento abaixo da marca italiana, mesmo Martin só tendo feito uma corrida com a moto. E nem a completou. Com proposta da Honda e vendo o crescimento da gigante japonesa nessa temporada, Martin tentaria se livrar da Aprilia para 2026. Realmente a marca italiana não estava vindo muito bem em 2025, mas em Silverstone a Aprilia deu uma bela resposta à Martin com a vitória de Marco Bezzecchi.

A prova em Silverstone foi bem fora do comum e ao contrário de Le Mans, não se pode colocar a culpa no clima, que esteve sólido o tempo inteiro. Vindo de três poles consecutivas, Fabio Quartararo perdeu a ponta na largada logo de cara, mas o vencedor da Sprint Alex Márquez caiu sozinho na primeira curva, deixando a liderança para o irmão mais velho. Um acidente entre Franco Morbidelli e Aleix Espargaró livrou a cara de Marc, pois com óleo na pista, a corrida foi interrompida minutos depois de Marc cair mais uma vez na temporada. Bandeira vermelha e tudo voltava à estaca zero. Com duas quedas solo, os irmãos Márquez se comportaram de forma mais cautelosa na segunda largada, com Quartararo mantendo a ponta. No sábado, o representante da Yamaha perdeu muito rendimento, mas sem ter muito o que perder, Quartararo arriscou tudo no domingo e colocou pneu macio na dianteira, disparando na ponta. Enquanto isso, o trio que lidera o campeonato tinha dificuldades. Bagnaia era ultrapassado por Jack Miller e Marc Márquez, quando o espanhol perdeu o equilíbrio e Pecco o seguiu para fora da pista, ambos caindo para o meio do pelotão.

Alex Márquez não era sombra do piloto da Sprint e também perdia posições, mas o pior foi Bagnaia, que caiu mais uma vez e chegou aos boxes com cara de tacho. Mais uma vez. Zarco era segundo colocado, mas logo era atacado por Bezzecchi. Largando da décima posição, Marco imprimia um ritmo forte e ao ultrapassar Zarco, começava a tirar a diferença para Quartararo, que liderava com 5s de vantagem. No entanto, Bezzecchi também usava pneu macio na dianteira e precisava economizar, portanto, o italiano não descontava o suficiente para uma briga futura. 

Então, o pecado da corrida. Quartararo tirou a mão e sua expressão corporal em cima da moto entregava um problema sério. Quando encostou a moto, Fabio não escondeu seu pranto, tendo perdido uma corrida que estava nas suas mãos. Isso deixava Bezzecchi sozinho na ponta, com Zarco em segundo, mas com Marc Márquez em terceiro, o francês da Honda poderia ter problemas na reta final da prova, porém, o que se viu foi uma briga entre Márquez e Morbidelli, vencida no final pelo espanhol, que manteve a incrível sequência de 72 pódios consecutivos da Ducati. 

Marc não venceu, mas aumentou a vantagem sobre o irmão no campeonato, enquanto no box ao lado, a situação de Bagnaia apenas se complica. Mais interessante foi a resposta que a Aprilia deu ao seu pretenso principal piloto. 

sábado, 24 de maio de 2025

No apagar das luzes

 


Correndo em casa, Charles Leclerc liderou os três treinos livres e fazia uma classificação forte, tendo totais condições de repetir o feito de 2024, quando fez a pole e conseguiu uma emocionante vitória, no queria seria também uma surpresa, vide o rendimento abaixo da Ferrari em ritmo de classificação em 2025. Até então a McLaren era uma mera coadjuvante no final de semana, mas o time de Zak Brown saiu do marasmo no Q3 e liderou com sua dupla o tempo inteiro, mas Leclerc conseguiu uma ótima volta que parecia que lhe daria a pole, mas Norris ainda estava na pista e com o cronômetro zerado, tirou o doce da boca de Charles.

Considerada a classificação mais importante do ano, Monte Carlo viu equipes e pilotos nem se importando muito com o ritmo de corrida. Nas confusas três sessões de treinos livres, os pilotos andaram o tempo todo para conseguir aquele décimo a mais, além de incrementar a confiança e ficar mais e mais próximos dos rails monegascos. Com os carros precisando recarregar a bateria andando muito lento, foi visto também muito tráfego atrapalhando pilotos em sua voltas rápidas e muitas bandeiras vermelhas, quando os pilotos pareciam ter adquirido mais confiança e arriscavam um tantinho a mais para conseguir tempo na estreita pista monegasca e tempos muito próximos. Com 22 carros esperados para 2026, esse caos deve aumentar, com muita gente já pedindo modificações para a classificação monegasca ano que vem, com a separação em grupos sendo a mais popular. E talvez justa.

Trazido por Briatore para ser o salvador da Alpine, até o momento Colapinto não mostrou a que veio e foi o último colocado, enquanto Bortoleto lutou muito para ir ao Q2, ficando bem perto do experiente Hulkenberg, mas acabou 'bumpado' por Hadjar na última volta, fazendo com que Gabriel largue amanhã em 16º enquanto Nico foi ao Q2 bem pouco competitivo. No final do Q1, Antonelli bateu na chicane do porto, pedindo mil e uma desculpas ao time. Minutos depois, Russell perdeu potência do seu motor e ficou parado no meio do túnel, coroando o pior final de semana da Mercedes em 2025 até agora. Tsunoda segue o drama do segundo assento da Red Bull, ficando no Q2, enquanto a dupla da Racing Bulls foi ao Q3. Ser promovido dentro do grupo Red Bull está sendo muito de desgosto para o coitado que fica com o segundo carro da equipe austríaca.

A Ferrari continuava a surpreender com Leclerc muito forte e Hamilton não muito atrás. No Q3, a McLaren saiu cedo em ambas as tentativas e o motivo seria uma dupla tentativa com o mesmo set de pneus. Na primeira, Norris superou por muito pouco Piastri, seguido pela dupla da Ferrari. Leclerc se recuperou e tomou a liderança de Norris, que já tinha feito sua segunda tentativa, mas ainda teve tempo de fazer uma segunda volta rápida e garantir uma pole muito comemorada. Leclerc teve que se conformar com a segunda posição, com Piastri e Hamilton logo a seguir. Verstappen tinha esperanças de fazer de Monte Carlo, uma pista para pilotos, mais um lugar onde excederia as expectativas, mas o neerlandês ficou apenas em quinto. Com a ridícula regra dos dois pit-stops obrigatórios, podemos ver algumas mudanças entre os líderes na corrida amanhã, mas largando duas posições na frente do companheiro de equipe e líder do campeonato, Norris tem uma bela chance de vitória.