domingo, 27 de julho de 2025

Figura(BEL): Oscar Piastri

 Vindo de duas derrotas consecutivas para Lando Norris e a diferença no campeonato cair para apenas oito pontos, Oscar Piastri precisava de uma resposta em Spa. O australiano dominou na sexta-feira, mas foi duplamente derrotado no sábado, mas um dessas derrotas se transformou num baita aprendizado no domingo. Piastri largada na pole na Sprint Race e foi ultrapassado pelo segundo colocado Max Verstappen na primeira volta, com o neerlandês pegando o vácuo na longa reta Kemmel e assumindo a ponta para não mais perdê-la. Horas mais tarde Piastri perdeu a pole para Norris na classificação, mas largaria no domingo na mesma posição de Verstappen. Era a sua chance, mesmo com o piso molhado. Usando a mesma tática certeira de Max, Piastri ultrapassou Lando Norris na primeira volta valendo e tomou a primazia das decisões da McLaren, inclusive de parar na frente quando chegasse o momento de colocar slicks. Sua equipe optou pelos pneus médios, enquanto Lando foi para os duros, indicando que não pararia mais e teria mais pneu nas voltas finais se Piastri fizesse o mesmo. Oscar controlou a corrida com maestria e se aproveitando de alguns pequenos erros de Lando, Piastri voltou a vencer no campeonato, freando a reação de Norris e aumentando novamente a vantagem no campeonato. 

Figurão(BEL): Mercedes

 Depois de conquistar de forma até dominante o Grande Prêmio do Canadá, com vitória de Russell e o primeiro pódio de Antonelli, a Mercedes entrou numa espiral negativa que está afetando até mesmo os nervos dos seus pilotos. Falava-se que a Mercedes funciona melhor em climas mais frios e em Spa não se tem notícia de corridas calorentas, mas ainda assim o time comandado por Toto Wolff esteve longe de ter um bom rendimento, repetindo as últimas corridas medíocres pós-Montreal. Em Spa nada funcionou direito pelos lados da Mercedes e após outra classificação ruim, o jovem Andrea Kimi Antonelli deu entrevista aos jornalistas com cara de choro e reclamando que perdeu confiança em sua pilotagem. Na corrida o italiano parecia corroborar com o que disse, correndo sem confiança e com vários receios em atacar seus adversários por posições, mesmo tendo um carro nitidamente superior. Foi uma corrida ruim de Antonelli, que esteve longe dos pontos, enquanto Russell, mais experiente, foi ao Q3 no sábado, mas apenas superou a Williams de Albon e ficou boa parte da corrida isolado na quinta posição, vendo sua quarta posição no Mundial de Pilotos sendo seriamente ameaçado por Charles Leclerc. Não bastasse ver uma equipe cliente sua dominar o campeonato, a Mercedes corre o risco de se tornar a quarta força do campeonato, só não sendo mais ameaçada no Mundial de Construtores por a Red Bull correr praticamente com apenas um carro.

Sonolência belga

 


Spa Francorchamps. Essas duas palavrinhas significam velocidade, clima instável e emoção nesses 75 anos de F1. Contudo, se os dois primeiros adjetivos apareceram nesse final de semana belga, a terceira parte ficou em falta. O belíssimo traçado ainda emociona pilotos e público, com curvas históricas e de tirar o fôlego de quem está no carro e assistindo. A esperada chuva deu às caras e atrasou em mais de uma hora a largada, muito pelos problemas técnicos dos carros atuais da F1, que causou até a farsa de 2021. No entanto, a corrida em si ficou longe de empolgar para quem assistiu. Nem mesmo o sensível momento de trocar pneus intermediários para slick ainda no primeiro terço de prova fez com que a corrida tivesse alguma emoção mais forte. E falando em anti-empolgação, Oscar Piastri aprendeu bem a lição de sábado na Sprint e após a bobeada (mais uma) de Lando Norris na largada lançada, o australiano ultrapassou facilmente o companheiro de equipe para administrar a corrida por inteiro e frear a reação de Norris no campeonato, que é colorida pelas cores papaia. 


A esperada chuva apareceu em Spa no domingo, após dois dias de piso seco e relativa calmaria. A corrida da F3 foi suspensa e no momento da largada da F1, a pista estava encharcada. Por contrato a volta de apresentação ocorreu na hora marcada e no final dela os carros já estavam de volta aos boxes, com a bandeira vermelha à mostra, enquanto a chuva aumentava. Sim, mais uma vez a F1 mostrou sua alergia à chuva. Atrasos de largada SEMPRE aconteceram na história da F1, mas ao contrário do fato mais simplório de acusar os pilotos atuais de falta de coragem, o que acontece nos atrasos atuais são dois problemas técnicos dos carros. O primeiro é o assoalho soprado, que em asfalto molhado cria uma nuvem de spray que torna a visibilidade praticamente nula para quem vem atrás dos carros, como Lando Norris falou via rádio nesse domingo. Outro ponto é o pneu de chuva forte da Pirelli, que tem a mesma serventia de um fósforo a prova de fogo. Pilotos e equipes usam os pneus intermediários como limite de aderência, pois o famoso pneu 'azul' é mais folgado que colarinho de palhaço e ninguém quer usar. Após oitenta minutos de atraso e já com sol sobre Spa, a largada foi autorizada atrás do Safety-Car. No sábado Piastri largara na pole e fora ultrapassado por Max Verstappen na primeira volta da Sprint, facilmente superado na briga por vácuo na longa reta Kemmel. Apesar de muito jovem, de bobo Piastri não tem nada e mesmo tendo lamentado muito a derrota na classificação no sábado, sabia que poderia usar a mesma tática do neerlandês no domingo. Já está se tornando folclórico os vacilos que Lando Norris dá quando larga na ponta e hoje o inglês repetiu seus 'feitos' ao acelerar cedo demais, permitindo que Piastri o perseguisse muito de perto os primeiros metros valendo do Grande Prêmio da Bélgica. Após fazer a Eau Rouge colado em seu companheiro de equipe e debaixo de muito spray, Piastri colocou de lado na Kemmel e com muita facilidade, tomou a ponta da corrida. Cópia carbono (os mais velhos saberão do que estou falando) do que acontecera no sábado, mas com Piastri sendo o beneficiado.


Para complicar as coisas para Lando Norris, a pista já tinha pontos secos e com o sol do lado de fora, o asfalto secaria rapidamente. Com Piastri na ponta, ele teria a prioridade na hora sempre vulnerável de se colocar pneus slicks com a pista ainda úmida. Um dos pilotos mais rápidos dos que largaram mais atrás, Lewis Hamilton abriu os trabalhos para colocar os slicks, dando o sinal de que havia chegado a hora de fazer a troca. Com a dupla da McLaren separada por menos de 2s, o parada dupla não era possível, portanto, Piastri entrou nos boxes para colocar slicks, com Norris tendo que esperar uma volta para calçar slicks. A diferença que era em torno de 2s subiu para 8s, mas a disputa entre os dois discípulos de Zak Brown não havia terminado totalmente. Com os rivais novamente longe, Norris resolveu arriscar e ao invés de seguir o que todo pelotão fez, que foi colocar pneus médios, saiu dos pits com pneus duros, dando um claro sinal a todos: não pararia mais. Mesmo com uma bela vantagem nas mãos, Piastri precisou administrar seus pneus o resto da prova e o próprio australiano chegou a duvidar se seria possível ir até o fim com os pneus médios. E foi nisso que o nível da corrida caiu demais. Com praticamente todo o pelotão com pneus médios, todos precisaram administrar a borracha, pegando leve se quisesse chegar até o fim. Se alguns pilotos não conseguiram, boa parte de quem largou entre os dez primeiros conseguiu, incluindo Piastri e sua McLaren, que é conhecida por tratar bem a borracha da Pirelli. Sem maiores arroubos, Oscar Piastri venceu pela sexta vez em 2025 e voltou a abrir uma boa vantagem para Lando Norris no campeonato. Depois da corrida, Piastri comemorou como sempre, ou seja, sem esboçar qualquer expressão de alegria, enquanto Norris estava chateado por perder uma corrida que estava em suas mãos e por (mais um) vacilo dele, Lando acabou derrotado. Uma vitória em Spa, a terceira consecutiva, seria decisiva para Norris, mas em mais um momento 'clutch', Lando valeu seu maldoso apelido de 'Dando Mollis'. Enquanto isso, Piasti vibrava e mais ainda a McLaren, que conquistava sua primeira dobradinha em Spa em muitos anos e consolida um bicampeonato no Mundial de Construtores, só faltando a confirmação matemática.


Com a dupla da McLaren lá na frente de forma imponente, Charles Leclerc fez uma prova bem aguerrida, onde se não teve a mínima condição de atacar os pilotos da frente, segurou como pôde um ameaçador Max Verstappen. Com pista molhada, Leclerc fez um enorme favor à McLaren ao segurar Verstappen numa situação onde o piloto da Red Bull poderia fazer a diferença frente a inferioridade técnica que tem no momento, mas Leclerc não se fez de rogado e segurou Max até a única parada deles. Ambos saíram no meio do trânsito de carros mais lentos por estarem calçados com pneus intermediários, fazendo com Charles e Max ficassem colados, além de receberem a pressão de Russell, que ultrapassara Albon ainda quando a pista estava molhada e parara uma volta antes. Os três chegaram a andar colados, mas não houve trocas de posições entre eles. No fim, Russell perdeu contato com Leclerc e Verstappen, ficando isolado na quinta posição. Verstappen chegou a usar o DRS contra Leclerc, que quando avisado pelo engenheiro, encarnou Kimi Raikkonen e soltou 'leave me alone'. Charles fez um bom trabalho e administrando os pneus, segurou Verstappen rumo a mais um pódio. A nova suspensão traseira da Ferrari funcionou bem em sua estreia em situação de corrida e Lewis Hamilton fez uma bela corrida de recuperação, principalmente quando a pista estava molhada, ganhando várias posições no processo. Sendo o primeiro a visitar os pits para colocar pneus slicks, Hamilton ganhou muito tempo e pulou para sétimo, mas empacando atrás de Albon. Mesmo não podendo atacar a Williams de Alex por mais da metade da corrida, as onze posições ganhas de Hamilton lhe garantiu uma das suas melhores corridas na Ferrari até o momento.


Se a dupla da Ferrari conseguiu bons pontos em Spa, o mesmo não se pode falar de Red Bull e Mercedes. Tsunoda largou entre os dez primeiros e tinha boas chances de pontuar, mas ao esperar Verstappen fazer sua parada, perdeu terreno e saiu da zona de pontuação. Empacado num trem de DRS, Tsunoda ainda foi ultrapassado por Bearman e nas voltas finais por Hulkenberg, terminando numa opaca 13º posição. Mais uma atuação ruim do pequeno nipônico, que vê sua situação dentro da Red Bull se complicar cada vez mais. Já Antonelli teve um final de semana de chorar. Literalmente. Após se emocionar após de mais uma péssima classificação, o jovem italiano não impressionou durante a corrida e não esteve perto da zona de pontuação, acabando empacado atrás de Ocon na 16º posição, após ter sido um dos que pararam duas vezes. Outra corrida ruim de Antonelli já faz aumentar a pressão sobre o italiano e questionamentos surgem se Kimi entrou cedo demais numa equipe grande na F1. Albon confirmou sua ótima classificação e se manteve nos pontos o tempo inteiro, só sendo ultrapassado por Russell no começo da prova, mas suportando bem a pressão de Hamilton nas voltas finais. Albon marcou bons pontos para a Williams depois de uma fase menos boa da tradicional equipe, mas assim como outros times, a Williams só pôde contar com um carro, pois Carlos Sainz esteve longe de brilhar e terminou numa horrorosa 18º posição.


A Racing Bulls também seguiu essa toada, só que com o piloto inesperado. Se até o meio do ano Hadjar vinha superando de forma sistemática Liam Lawson, em Spa os dois tiveram destinos diferentes, mesmo tendo largado juntos e antes da parada estivessem muito próximos, mas se Lawson cresceu com pneus slicks, a corrida de Hadjar foi por água abaixo e o francês terminou em último, único a tomar uma volta numa corrida sem abandonos, algo surpreendente com um quarto de prova realizado com pista molhada. Lawson sofreu a pressão de Gabriel Bortoleto, que mostrou bastante personalidade nesse domingo. Sempre entre os dez primeiros, Bortoleto viu Hulkenberg se sobressair inicialmente pela estratégia, quando o alemão parou junto de Hamilton e pulou para nono, logo à frente de Gabriel. Com mais ritmo, Bortoleto exigiu a troca de posições e a Sauber aquiesceu com o pedido, que logo se mostrou coerente. Se Gabriel não conseguiu atacar Lawson, ele abriu grande vantagem sobre Hulkenberg, que precisou fazer uma segunda parada e saiu da zona de pontos, enquanto Bortoleto manteve a ótima sequência da Sauber nos pontos. Com Hulkenberg tendo que fazer uma segunda parada, quem se aproveitou disso foi Pierre Gasly, garantindo mais um pontinho para a Alpine, onde o francês sempre teve alguém lhe fustigando, mas Pierre fez um bom trabalho para segurar o ímpeto de Bearman, Tsunoda e quem mais estivesse lhe atacando. A Haas esteve próxima de pontuar com Bearman, mas o inglês não conseguiu ultrapassar Gasly, enquanto a Aston Martin, que ficou com as últimas posições na classificação, estiveram longe de pontuar.


Não foi das corridas mais emocionantes que Spa já viu, mesmo com a chuva dando as caras como já ocorreu inúmeras vezes em que a tradicional pista belga recebeu a F1, mas como a F1 segue uma estrofe da música 'Súplica cearense' de que se for para pedir para chover, que chova de mansinho, umas gotas a mais transforma qualquer corrida num caos e expõe-se ao ridículo de uma categoria que parece ter medo da chuva. Se Piastri precisava responder à recente boa fase de Norris, num dos poucos momentos de briga na corrida, o australiano superou o companheiro de equipe e voltou a abrir no campeonato, que tende cada vez mais a ser uma disputa particular entre a dupla da McLaren.

sábado, 26 de julho de 2025

Primeiro, mas vale a pena?

 


Na Sprint realizada mais cedo, Max Verstappen deu uma verdadeiro show ao vencer a prova mais curta controlando a dupla da McLaren. O neerlandês usou o acerto extremo da Red Bull com pouquíssima asa para não dar chances à Oscar Piastri. Todavia, Max deu o tom da corrida ao pegar o vácuo de Piastri, que largara na pole, na longa reta Kemmel na primeira volta e assumir a ponta, para não mais larga-la. O australiano da McLaren havia feito a pole para a Sprint com meio segundo de vantagem para Verstappen e parecia incomodado pela derrota, mas aprendera a lição. Largar na ponta em Spa parece não ser o melhor das estratégias e mesmo não tendo como controlar isso, Piastri não parecia triste com a segunda derrota do sábado, perdendo a pole para Norris por muito pouco, mas tendo a vantagem de repetir a tática de Verstappen no domingo.

A classificação desse sábado foi realizado com pista seca e sol, contrariando a meteorologia que previa chuva. Destaques negativos para a Aston Martin e Lewis Hamilton. A equipe verde trouxe vários updates, mas nada funcionou corretamente e Alonso e Stroll compartilharão a última fila do grid, em outro final de semana desafiador para a Aston Martin, que reza para chegar logo 2026. Já Hamilton, que na classificação da Sprint já ficará na primeira fase, repetiu a proeza no sábado, ao ter sua volta deletada e largará apenas em 16º. Nada bom para Lewis, mas que salvou Bortoleto da eliminação e o brasileiro barbarizou no Q2, fazendo uma ótima volta, quatro décimos mais rápido do que Hulkemberg, e indo para o Q3. Nesse seu primeiro ano de F1, Bortoleto vai conquistando a boa fama de piloto muito rápido em volta lançada.

Com altas chances de chuva para o domingo, a Red Bull teve que reverter seu acerto de pouco downforce e Verstappen não teve chances contra a dupla da McLaren, mas pelo menos Tsunoda foi ao Q3. Ok, levou mais de 1s de Max, mas ao menos Yuki vai para largar entre os dez primeiros. Para complicar a situação de Max, Leclerc tirou uma ótima volta e conseguiu um ótimo P3, deixando Verstappen ainda mais longe da dupla papaia, que brigaram centésimo a centésimo pela pole, com Norris conseguindo a vantagem, extinguindo a enorme desvantagem que tinha para Piastri na sexta-feira, mas como visto na Sprint, a vantagem da pole pode durar menos de uma volta. Sem contar que a chance de chuva para domingo é enorme e tudo pode ficar ainda mais bagunçado.  

domingo, 20 de julho de 2025

Táticas, táticas, táticas...

 


O tradicional circuito de rua em Toronto viu mais uma prova da Indy decidida pela estratégia. Desde sempre um circuito de dificílima ultrapassagem, Toronto viu também as equipes tendo o mesmo problema de St Petersburg e Long Beach: os pneus macios durando muito pouco. Evidentemente isso mexeu na estratégia das equipes, que procuraram fazer algo parecido com as referidas pistas de rua, onde os pilotos largavam com os pneus macios e rapidamente faziam um pit-stop para colocar os pneus duros e assim fazerem suas provas. Porém, a Chip Ganassi pensou diferente e colocou pneus duros nos carros de Palou e Dixon. Isso fez com que a Ganassi, que já venceu várias vezes pela estratégia, visse seus dois principais pilotos ficarem para trás, mesmo Palou tendo liderado a primeira metade da corrida com categoria, mas uma bandeira amarela fora de fora fez com que o atual dominador da Indy terminasse a prova fora do top10. E bandeira amarela não faltou no Canadá, sendo que duas delas causadas pela Penske, em outra corrida terrível para o time, que viu McLaughlin bater no muro logo após o pit-stop por uma roda solta e Newgarden se envolvendo num acidente com Jacob Abel na curva um. Power bateu algumas vezes, mas ainda salvou um top10. McLaughlin poderia ter terminado bem a corrida, pois parou junto de Pato O'Ward e o mexicano logo se mostrou o grande favorito à vitória. Pato não se incomodou quando ficou para trás durante as bandeiras amarelas e as várias táticas das equipes, assumindo a ponta no terço final para vencer pela segunda vez e se consolidar como vice-líder do campeonato, ainda muito longe de Palou. Veekay e Simpson acertaram na estratégia e completaram o pódio, enquanto a Andretti, que dominou os treinos, ficou apenas em quarto (Herta), quinto (Ericsson) e sexto (Kirkwood). Muito se fala que hoje poderá ter sido a última corrida em Toronto da Indy, mas esperamos que Pato não seja o último vencedor no Exibition Place, 

Mais do mesmo

 


O script simplesmente não muda. Por mais que Brno tenha retornado ao calendário da MotoGP após cinco anos de ausência, Marc Márquez não sabe brincar. Um acidente na classificação viu Márquez perder a pole para Bagnaia, prejudicado por um erro eletrônico em sua moto na Sprint. Vencida por quem? Marc Márquez. A corrida na tradicional pista tcheca teve um enredo parecido das outras doze corridas da MotoGP. Márquez largou de forma razoável, enquanto era ultrapassado pela Aprilia de Bezzecchi, que logo ultrapassou o compatriota Bagnaia para liderar as primeiras voltas. Márquez cozinhou um pouco o galo para não repetir o problema na pressão de pneus que lhe atormentara na véspera durante a Sprint, porém, na oitava volta efetuava a ultrapassagem decisiva para mais uma vitória em 2025. Com Alex Márquez retornando ao normal, ou seja, sendo um piloto no mínimo mediado e se envolvendo em acidentes bestas, a diferença de Marc para o vice-líder já chega aos três dígitos, praticamente confirmando que o espanhol conquistará o título desse ano com ampla antecedência. Bezzecchi foi segundo, mas para a Aprilia a notícia do dia foi o retorno de Jorge Martin, que terminou em sétimo, recuperado de seus graves machucados e a tendência é de crescimento para o espanhol, que anunciou que ficará na Aprilia em 2026, após longa luta nos bastidores. Pedro Acosta segurou a terceira posição na frente do CEO da KTM, mesmo pressionado por Bagnaia, que amargou uma quarta posição. A MotoGP entrará num período de recesso, mas nada parece mudar a situação e parar Marc Márquez rumo ao seu sétimo título da MotoGP.

domingo, 13 de julho de 2025

O Rei da Saxônia

 


Certos atletas criam uma conexão com um palco esportivo que os tornam praticamente imbatíveis. O pequeno circuito alemão de Sachsenring tem uma magia junto à Marc Márquez que faz o espanhol executar corridas como a de hoje. Mais confiante do que nunca, Márquez passeou pelo circuito saxônico e venceu pela nona vez no autódromo localizado em Hohenstein-Ernstthal e pela sétima vez em 2025, consolidando uma liderança absoluta na MotoGP 2025. A junção do melhor piloto, a melhor motor e um circuito favorável tornou o Grande Prêmio da Alemanha monótono na luta pela vitória, mas atrás de Márquez uma penca de acidentes fez com que apenas dez motos completassem a corrida. Fabio Di Giannantonio e Marco Bezzecchi ocuparam a segunda posição antes de caírem, elevando Alex Márquez ao segundo lugar, completando mais uma dobradinha Márquez em 2025, mesmo Alex voltando de contusão. Vindo de um final de semana horroroso na Alemanha, Bagnaia se aproveitou de todas as quedas para fechar o pódio mais comum dessa temporada e na posição de sempre: terceiro. Quartararo foi a melhor moto japonesa, seguido de perto da Ducati de Aldeguer. Recuperado de um sério acidente em Suzuka, Luca Marini conseguiu um ótimo sexto lugar. Márquez vai encaminhando um título fácil nessa temporada 2025.