terça-feira, 12 de outubro de 2010

Enquanto isso no domingo...


Enquanto que na F1 a disputa pelo título ficava menos aberta, com três piloto brigando mais próximos pelo campeonato de 2010, alguns quilometros à oeste o Mundial de Motovelocidade via dois dos seus três campeonatos sendo decididos, na Malásia. Na MotoGP2 e na Moto2 a Espanha triunfa com dois pilotos antagônicos, mas venceram seus títulos de forma parecida: dominando. Jorge Lorenzo e Toni Elias saem da grande escola de pilotos de moto que se tornou a Espanha e como o Campeão das 125cc também será espanhol, os ibéricos dominarão o Mundial de Motociclismo de forma praticamente inédita.

Jorge Lorenzo praticamente assegurou seu título na semana passada, quando seu maior adversário e desfeto Daniel Pedrosa caiu ainda no primeiro treino livre do Grande Prêmio do Japão, em Motegi. Com a clavívula quebrada em três lugares, Pedrosa ficou de fora tanto da corrida no Japão como também na Malásia, dando a Lorenzo a confortável situação de garantir o título apenas com 10º posição na quente corrida malaia. Com poucos pilotos no grid e dois 4º lugares como piores resultados, o título de Lorenzo era apenas acadêmico. O espanhol da Yamaha largou na pole, mas não se esforçou muito quando foi atacado pelos italianos Andrea Doviziozo e Valentino Rossi. Com o 4º colocado longe, Lorenzo apenas se manteve na pista e viu de longe a briga pela primeira posição entre Dovi e Rossi, com vantagem para a lenda, praticamente ex-companheiro de equipe de Lorenzo. Se é que foram algum dia companheiros... O 3º lugar foi mais do que suficiente para Jorge Lorenzo conquistar seu primeiro título da MotoGP e terceiro mundial em sua carreira.

Apesar de marrento e antipático, Jorge Lorenzo teve seus méritos em seu triunfo nesse ano. Lorenzo enfrentou o desafio de ser companheiro de equipe de Valentino Rossi no feudo do italiano, na Yamaha, mas ao invés de se tornar um simples segundo piloto, o espanhol partiu para cima de Rossi, provocando-o e até mesmo criando uma inimizade entre eles. Porém, Lorenzo não criou apenas bravatas e enfrentou várias vezes Rossi de igual para igual, mas sua falta de experiência junto com a enorme vontade de ser tão rápido quanto seu companheiro de equipe rendeu alguns acidentes graves a Lorenzo. Em sua terceira temporada na MotoGP, Lorenzo se sentiu mais forte e se aproveitou de algumas variáveis. Ainda líder do Mundial, viu Rossi quebrar a perna e ficar de fora de algumas provas. Pedrosa, seu eterno rival, cresceu no campeonato na metade final da temporada, mas o piloto da Honda acabaria por sofrer o acidente que o tirou definitivamente da briga pelo título. Com sete vitórias e treze pódios consecutivos, Lorenzo foi rápido e consistente na mesma medida. E só poder campeonato!

Toni Elias passou quatro anos na MotoGP, mas se viu sem vaga na categoria e por isso deu um passo atrás, se mudando para a nova Moto2. A categoria, recheada de novatos e pilotos estagnados, foi o cenário perfeito para Elias se destacar. O espanhol de 27 anos nunca havia conquistado um Mundial, mesmo com vitórias em todas as categorias, e era essa sua chance de Elias finalmente conseguir o seu. À bordo de um chassi muito bom (Moriwaki), Elias se destacou principalmente pela consistência, sempre andando no pelotão dianteiro numa categoria em que a irregularidade dos seus pilotos marcou o tom. Andrea Iannone, por exemplo, teve vitórias esmagadoras junto com atuações pífias. Assim também foram Thomas Lüthi, Julian Simon e o falecido Shoya Tomizawa, principais adversários de Elias. Mesmo com todo o equilíbrio da categoria, Elias conseguiu a proeza de conquistar o campeonato com três corridas de antecedência e assim trilhar sua volta a MotoGP.

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