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terça-feira, 7 de julho de 2026
Movimento histórico. E duvidoso.
Figura(ING): Charles Leclerc
Após um período menos bom, onde Charles Leclerc marcou meros quatro pontos em três corridas, tendo visto Hamilton vencer e começar a tomar as rédeas da Ferrari. Em Silverstone, o monegasco deu uma volta por cima surpreendente. Na classificação, conseguiu superar Hamilton, verdadeiro especialista em Silverstone e favorita da torcida. Ao contrário do que foi visto na Sprint Race, Leclerc imprimiu um ritmo muito forte no domingo, quando rapidamente superou o pole Andrea Kimi Antonelli para assumir a ponta e dominar a corrida por inteiro. O fato de ter sorte pela quebra de Antonelli, que vinha bem mais rápido nas voltas finais, não diminui a ótima exibição de Leclerc.
Figurão(ING): FIA
Decisão da temporada 2021 da F1, Abu Dhabi. Numa das temporadas mais emocionantes desse século, Nicholas Latifi bate seu Williams no muro, o Safety-Car é mandado à pista e o tira-teima entre Lewis Hamilton e Max Verstappen seria decidido nas voltas finais. Lá na direção de prova, Michael Masi era um homem pressionado e numa decisão polêmica e que para sempre será discutida, o australiano deu ordem para relargar, mesmo com alguns retardatários ainda na pista para retomar uma volta, o que na ocasião era proibido. Voltamos para Silverstone/2026. Nessas coincidências da vida, Max e Lewis são protagonistas, mas em papéis diferentes. Verstappen bateu seu carro no final da corrida, Hamilton foi aos boxes colocar pneus moles para atacar Russell (esse, nada influenciou quatro anos e meio atrás) e, quem sabe, fustigar seu companheiro de equipe. Contudo, mesmo a FIA tendo ajustado as regras para permitir relargadas mesmo com os retardatários ainda para retomar suas respectivas voltas e Masi estar escondido em algum recanto australiano, a direção de prova resolveu aparecer novamente, dessa vez não permitindo a relargada. Foi um anticlímax gigantesco, frustrando a todos que viam a corrida, seja nas arquibancadas lotadas de Silverstone, seja pela TV. As críticas se avolumaram com a FIA estragando um final com potencial bastante emocionante em Silverstone no último domingo.
domingo, 5 de julho de 2026
Merecido, apesar dos pesares
Assim que ultrapassou Hamilton, Antonelli tratou de ir para cima de Leclerc, mas o monegasco respondia aos bons tempos de Antonelli, mantendo uma confortável vantagem de 4s. Quando a corrida se aproximava de sua metade, a maioria dos pilotos foram aos pits realizar suas únicas paradas. Antonelli esticou ao máximo sua parada, esperando um SC salvador, mas mesmo um guarda-chuva tendo trazido um rapidíssimo VSC, o italiano entrou nos boxes em bandeira verde quando faltavam dezessete voltas e voltou à pista em segundo, exatos 7s atrás de Leclerc. Com pneus duros novos e poucas voltas pela frente, Antonelli ia destruindo sua desvantagem para Leclerc, fazendo que sua ultrapassagem rumo à vitória fosse questão de tempo. Então, Kimi ficou lento na entrada da reta Hangar. Não era um problema de bateria, que tanto assombrou a Mercedes, mas fez Antonelli ir aos pits duas vezes, destruindo a corrida do italiano, que mal conseguia fazer curvas e tantas saídas de pista o fizeram ser punido em 5s por causa dos limites de pista.
sábado, 4 de julho de 2026
Fora de casa
Mesmo após suas recentes reformas, Silverstone se manteve como uma pista de alta velocidade e com curvas rápidas. O que antes era um grande atrativo, com as famigeradas novas regras de motores híbridos 50/50 se tornou uma bela dor de cabeça. Após as mudanças em Miami a F1 viu o super clipping ser amenizado, porém, muitas das pistas a seguir eram caracterizadas por ter muitas freadas fortes, diminuindo o fenômeno. Havia uma expectativa em Barcelona e sua longa reta dos boxes antecedida por curvas rápidas, mas a F1 havia passado no teste. Já em Silverstone a situação mudou de figura. Os pilotos haviam mostrado preocupação quando andaram nos simuladores das equipes e o que vimos na sexta-feira foi uma triste volta das cenas de Suzuka, com carros perdendo bastante velocidade nas retas, principalmente a Hangar. Do nada, as câmeras on-board foram esquecidas pela transmissão e o pouco que aparecia, não mostrava as velocidades dos carros e os momentos de recarga.
As primeiras voltas da Sprint foi um show de horrores, com os carros ficando sem bateria e sendo ultrapassados quase que sem querer. Isso ajudou Hamilton e Antonelli se destacarem nas duas primeiras posições e os dois duelarem pela ponta. Com nove vitórias em Silverstone e uma sinergia incrível com a pista, Hamilton foi pole na classificação da Sprint e liderou boa parte da minicorrida, mas Antonelli se manteve por perto e nas voltas finais bateu o veterano, para desgosto da torcida, que viu Norris e Russell chegaram atrás de Hamilton.
Na classificação George Russell deu um susto quando saiu sozinho da pista no Q1 e bateu de leve no muro. O inglês da Mercedes ainda teve condições de tirar o carro da brita e continuar sua classificação, o mesmo não acontecendo com Cadillac e Aston Martin, que ficaram no Q1 e a Aston tomando 1,4s da equipe americana. Gabriel Bortoleto teve uma classificação atribulada, com problemas de câmbio no Q1, mas quase foi ao Q3. Mais impressionante foi o brasileiro colocar seis décimos em cima de Hulkenberg, seu veterano companheiro de equipe.
Antonelli manteve-se sempre na luta pelas primeiras posições, junto com a dupla da Ferrari. Russell não mostrava muita coisa, mas cresceu um pouco no Q3 e na primeira tentativa ficou muito perto de Kimi, enquanto uma situação curiosa mostrava Mercedes, Ferrari, Red Bull, McLaren e Racing Bulls, nessa ordem, com seus pilotos muito próximos. Na segunda tentativa houve uma certa mistura e algumas situações interessantes. Na Red Bull Hadjar superou Verstappen, numa cena rara de ser vista numa equipe dominada pelo neerlandês a tantos anos. Após o terceiro lugar na Sprint, Norris sofreu um choque de realidade ao ficar sete décimos atrás da pole, mas ao menos superou a dupla da Red Bull, com Piastri fazendo outro final de semana burocrático. Na Ferrari, Leclerc mostrou força em sua maior característica, derrotando Hamilton na tentativa final na classificação, mas não à Antonelli.
Mesmo reclamando por ter sido o primeiro a fazer sua segunda volta no Q3, Antonelli baixou muito o próprio tempo e garantiu mais uma pole. Russell decepcionava e além de não melhorar seu tempo, se viu ultrapassado pela dupla da Ferrari, dificultando sua vida no domingo com o P4 no grid, enquanto Antonelli fica cada vez mais forte com essa vitória fora de casa.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Figura(AUT): Max Verstappen
A Red Bull chegou à sua corrida caseira correndo atrás de fazer Max Verstappen cumprir seu contrato, trazendo vários updates ao seu carro e sair da incômoda posição de quarta força da F1 atual. Max e seu empresário já declararam que preferem ficar na Red Bull, mas Max precisa estar pelo menos na luta pela vitória. Após treinos livres até mesmo discretos, a força de Max Verstappen, particularmente no Red Bull Ring, que tem uma arquibancada reservada para a torcida de Max, se fez presente a partir da classificação. No Q3 Verstappen conseguiu uma volta incrível em sua primeira tentativa e se não fosse seu acidente na segunda volta rápida, o neerlandês estaria na luta pela pole. Na corrida Max Verstappen fez uma corrida muito forte e como visto nos últimos anos, levando seu carro nas costas para lutar com as fortíssimas Mercedes pela vitória com um carro nitidamente inferior, imprimindo um ritmo acima do potencial do carro. No final, Max chegou apenas 1,6s atrás do vencedor George Russell para conseguir seu melhor resultado em 2026, além de demonstrar que além da Red Bull, o chefe da Mercedes Toto Wolff corre atrás de contar com seus serviços. Max Verstappen faz muita diferença!
Figurão(AUT): Aston Martin
Quando Lawrence Stroll comprou a estrutura da então Force India e logo depois adquiriu a tradicional marca Aston Martin, o magnata canadense iniciou um grande investimento na equipe, transformando a agora equipe Aston Martin em um dos times mais estruturados do paddock da F1. E o potencial da equipe fica claro com a chegada do gênio Adrian Newey e a parceria com a Honda. O genial Fernando Alonso esperava 2026 com a mesma expectativa de muita gente sobre a equipe Aston Martin, mas o que estamos vendo é uma das maiores decepções da história recente da F1. Como normalmente ocorre em sua história com a F1, a Honda nunca escolhe o caminho mais fácil para se desenvolver, mas com o tempo se percebe que o carro concebido por Newey está longe de ser os melhores projetos do engenheiro. Na Áustria, a Aston Martin ficou na última fila do grid, tomando um segundo da equipe Cadillac, que não tem dez corridas de F1 e tem sérios problemas de estrutura, como carros se desfazendo no meio das corridas. Enquanto Stroll abandonou a corrida com problemas de carro, um cada vez mais impaciente Fernando Alonso foi último colocado, três voltas atrás do vencedor e um minuto atrás do penúltimo. Para quem esperava que os novos regulamentos pudesse colocar a Aston Martin nos líderes, usando sua estrutura e recursos, 2026 vem sendo uma verdadeira desilusão e Red Bull Ring mostrou de forma clara.

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