domingo, 1 de fevereiro de 2026

Que pena...


 Lenda do motocross brasileiro e multi-campeão nacional, Milton 'Chumbinho' Becker faleceu nesse sábado, num acidente de trânsito, deixando a comunidade de duas rodas triste.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A526


 Se há uma equipe a beira do naufrágio é a Alpine. Só que ao contrário de outros tempos na F1, o problema da equipe gaulesa não passa por problemas estritamente financeiro, mas pela gestão que beira a calamitosa feita pela Renault. Para tentar salvar a pátria de uma equipe que, contanto os tempos de Toleman, Benetton, Renault, Lotus e novamente Renault já conta com 45 anos de F1, a Renault ressuscitou Flavio Briatore que logo de cara convenceu a Renault que precisaria trocar... de motor! A Alpine, marca da Renault, correrá com motor Mercedes em 2026. E essa é a esperança de Briatore.

Dito e havido como o melhor motor dessa nova Era, a Mercedes equipará a Alpine e se confirmar essa possibilidade, a Alpine tem uma boa chance de não repetir o ano horroroso de 2025, quando foi última colocada no Mundial de Construtores e foi costumaz ocupante das últimas filas. O time sobreviveu de lampejos de Pierre Gasly, que marcou todos os poucos pontos da Alpine, e de consertar o segundo carro, seja de Jack Doohan ou de Franco Colapinto. Se Doohan foi definitivamente dispensado da Alpine, Colapinto pela primeira vez começará uma temporada como titular, graças aos patrocinadores portenhos, fazendo a alegria dos funileiros franceses. 

A equipe manteve o esquema azul e rosa, mas Briatore sabe que precisa fazer com que a Alpine reaja após a equipe abandonar a temporada 2025 pensando nos novos regulamentos de 2026. O problema é que muitas equipes fizeram isso também... 

SF-26

 


Na década de 1990 a Ferrari parecia uma panela de pressão por causa do longo jejum de títulos, onde cada contratação era uma esperança dos tifosi voltar a comemorar um campeonato. Foi somente depois de 21 anos que a Ferrari voltou aos títulos com Michael Schumacher e os ferraristas voltaram a sorrir. Passados mais de vinte anos, a Ferrari vive um período semelhante de jejum e a pressão pelos lados de Maranello aumentam na medida que as recentes contratações de estrelas acabam virando enormes decepções. A chegada de Lewis Hamilton em 2025 foi mais uma tentativa da Ferrari em voltar aos bons tempos, mas ao final de um ano para lá de decepcionante, a pressão apenas aumentou.

O novo carro da Ferrari foi lançado nessa sexta-feira e a tensão era evidente mesmo com todos os sorrisos de Hamilton e Leclerc. A rádio-paddock indica um ligeiro favoritismo da Mercedes e suas clientes graças ao motor tedesco, o que deixaria a Ferrari novamente para trás, como ocorrera em 2014. O novo carro tem mais branco do que o normal, lembrando a vitoriosa Ferrari de 1975, capitaneada por Lauda. Contudo, lembra também a Ferrari de 1993, de lembranças nada agradáveis para os tifosi. Fred Vasseur sabe que seu emprego dependerá muito do desempenho da Ferrari nesse ano e após ter praticamente abdicado da temporada 2025 e a Ferrari ter tido um ano para esquecer para desenvolver o novo carro para os complexos regulamentos de 2026, outro ano ruim será imperdoável. Vasseur sabe disso e precisa mostrar que sua arriscada aposta no ano passado se pagará em algum momento. 

Hamilton não se mostrou um líder que a Ferrari precisa, muitas vezes esse papel cabendo ao jovem, mas experiente Leclerc. Pontos para o monegasco, mas Leclerc parece já sem paciência com os anos de ingerência da Ferrari, enquanto Lewis precisará se provar nessa sua aventura com a Ferrari. O ano de 2026 tende a ser bastante tenso para a Ferrari e todos precisam se provar em alguma coisa. Os resultados terão que vir. E logo! 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

W17

 


Na última grande mudança de regulamento na F1, a Mercedes se sobressaiu com seu novo motor híbrido, garantindo um longo domínio dos alemães na F1, capitaneada por Toto Wolff e Lewis Hamilton. A Era do Carro Asa não foi muito empolgante para os prateados, mas a chegada de um novo motor doze anos depois faz com que todos apontem para a Mercedes novamente ter o melhor motor da F1 e isso poder influenciar o campeonato nos anos vindouros.

O novo modelo da Mercedes foi apresentado nessa quinta-feira com poucas mudanças visuais, mas a curiosidade maior trata dentro do novo W17. Todos falam de uma suposta vantagem da Mercedes na questão do novo motor, como acontecera em 2014 e essa é a esperança de Wolff após alguns anos desapontadores para a Mercedes. George Russell liderará a equipe nesse primeiro momento, pois muitos apostam que Andrea Kimi Antonelli em algum momento tomará a dianteira dentro da Mercedes. Russell mostrou a solidez de sempre em 2025, enquanto Kimi se mostrou talentoso, mesmo que falhando em alguns momentos, algo normal para um novato. Além do mais, há a sombra de Max Verstappen sobre a dupla da Mercedes.

Com o prata ficando cada vez mais para trás, o carro negro da Mercedes carrega as esperanças de dias melhores (e vitoriosos) em Brackley  

R26

 


Muita gente imaginou esse momento vinte anos atrás, quando a Audi dominava o cenário do Endurance mundial, empilhando vitórias em Le Mans, enquanto a Ferrari fazia o mesmo na F1. E se os alemães entrassem na F1? Após muitas negativas, finalmente a Audi entrou de cabeça na F1 e como sempre, pensando em vencer da sua maneira, algo que a montadora de Ingolstadt sempre fez.

A Audi comprou a estrutura da Sauber e após um longo período de transição, começará 2026 como dona da tradicional equipe suíça, mas o que chama atenção é que ao contrário de Ford, que construirá o motor em parceria com a Red Bull, ou a Cadillac, que começará sua jornada na F1 usando motores Ferrari num primeiro momento, a Audi construíra seu primeiro motor de F1 do zero, mostrando o comprometimento dos alemães no projeto. Alguns nomes na cúpula da equipe garantem uma certa experiência, como Jonathan Wheatley e Mattia Binotto, mas o desafio será enorme para a montadora.

O período de transição teve resultados interessantes, tirando a Sauber da última posição do campeonato para brigar dentro do competitivo pelotão intermediário em 2025. Nico Hulkenberg trará a experiência e a certeza de bons resultados, enquanto Gabriel Bortoleto trará a juventude e o talento para representar o futuro da Audi na F1. O belo carro prata terá como grande prova continuar a evolução do que foi a Sauber em 2025, mas usando um motor totalmente novo, algo que poderá fazer bastante diferente nesse 2026 de novos regulamentos. Mesmo com todas as dificuldades, devermos nos lembrar o histórico da Audi no WRC, IMSA, Super Turismo e Endurance. Os alemães nunca entram num projeto para perder.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

VF-26


 O que mais chamou atenção no novo carro da Haas foi o que estava desenhado na tampa do motor. Não se tratava de um novo patrocinador, mas a confirmação que a entrada da Toyota na equipe de Gene Haas é uma questão de tempo. E isso pode ser um fator para transformar a insossa equipe americana num time de ponta no futuro.

A parceria com a Toyota nem é nova, mas a Haas anunciou novidades como a utilização do túnel de vento da montadora japonesa e o aumento do espaço da Toyota no carro da Haas indica uma volta da à F1 dos japoneses, mas ao contrário do que ocorreu no início dos anos 2000, a montadora japonesa vai entrando aos poucos na principal categoria do automobilismo, sem maiores investimentos e tateando no terreno sempre pedregoso da F1. Se injetou bilhões na sua equipe entre 2002 e 2009, a Toyota vai aumentando sua influência na Haas paulatinamente, como a chegada do piloto reserva Ryo Hirakawa, vindo da equipe Toyota do WEC. Só lembrando que a Haas chegou à F1 com uma ligação estreita com a Ferrari, tanto que um dos seus pilotos faz parte da academia italiana e é visto como futuro da Ferrari. Oliver Bearman confirmou seu talento e superou o já experiente Esteban Ocon em 2025, fazendo corridas muito sólidas no terço final do campeonato. Com mais cancha, Bearman tende a crescer ainda mais em 2026, enquanto Ocon precisa fazer uma temporada mais acesa se quiser se manter na F1.

Para 2026, a Haas tentará se manter no competitivo pelotão intermediário, conseguindo resultados fortes aqui e ali, como ocorreu em 2025, mas Gene Haas e Ayao Komatsu enxergam essa parceria cada vez mais forte com a Toyota como um possível pulo do gato num futuro nem tão distante.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Mais do mesmo

 


Numa das edições mais equilibradas dos últimos tempos, Nasser Al-Attiyah venceu pela sexta vez o Dakar, se colocando cada vez mais como uma das lendas do Off Road. O príncipe catari não dominou o rali, que teve cinco marcas diferente vencendo pelo menos uma especial, mas Al-Attiyah usou sua vasta experiência para se manter próximo dos primeiros colocados o tempo inteiro antes de dar o bote nas etapas derradeiras, assumindo a ponta com seu Dacia nos últimos dias e comemorar mais uma vitória no Rally Dakar, cuja chegada fica a aproximadamente 8.000 km de... Dacar! Foi a primeira vitória da Dacia, onde atua o atual campeão mundial Lucas Moraes, mas o brasileiro foi bem discreto, terminando o Rally em sétimo. Nas motos, a emoção foi até o final e Luciano Benavides superou Ricky Brabec por míseros 2s, após o americano perder sua tranquila vantagem de três minutos por um erro de navegação no curto último dia. Um dia duro para a Honda e Brabec, enquanto a KTM volta a vencer no Rally Dakar.