sábado, 7 de fevereiro de 2026

Apresentação da MotoGP 2026

 


Nessa sábado a MotoGP fez uma apresentação conjunta de todas as suas equipes, após cada uma mostrar sua moto para 2026. Todas as equipes se reuniram em Kuala Lumpur para um evento, onde todas as novidades foram mostradas ao público, aumentando a expectativa para a temporada vindoura. 2026 será o último ano do atual regulamento e mais importante, será o ano final de muitos contratos e por isso, as equipes já enxergam 2027 mais próximo do que o normal. Os primeiros testes mostraram uma Ducati novamente muito forte, com Aprilia e Honda logo atrás. Ponto positivo para Diogo Moreira, que estreará com a LCR ao lado do experiente Johan Zarco, considerado o melhor piloto da Honda, mesmo não estando na equipe oficial.

Marc Márquez voltou às pistas após sua cirurgia na clavícula e viu seu irmão mais novo continuar sua boa fase, liderando a trupe da Ducati, com Bagnaia mostrando alguma evolução após um 2025 medonho do italiano. A Ducati oficial luta para renovar com Márquez para 2027 e além. Algo que pode ser anunciado nas próximas semanas, pois Márquez sabe que está na melhor equipe e com a melhor moto, porém, o espanhol poderá ter ao seu lado Pedro Acosta, talentoso e promissor espanhol, que parece meio a pé com uma KTM ainda sofrendo com a quase falência da empresa. A ida de Acosta para a Ducati seria o início da queda de vários dominós no mercado de MotoGP. Se isso for confirmado, Bagnaia estaria de mudança para a Aprilia (ou até mesmo voltar à VR46, permanecendo debaixo da asa da Ducati), correndo ao lado do amigo Marco Bezzecchi na Aprilia. Isso implicaria no fim do turbulento casamento de Jorge Martin e Aprilia, fazendo o espanhol ir para a Yamaha, que daria uma resposta para a bombástica saída da Fabio Quartararo para a Honda. E para o lugar de Acosta, a KTM iria atrás de Alex Márquez.

Tudo isso é mera especulação para 2027, sendo que 2026 sequer começou. O mercado está mais animado do que os testes, mas 2026 claramente se forma como um campeonato de transição para o que vem 27 e seu novo regulamento.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

FW48

 


Única equipe a não se apresentar no shakedown em Barcelona, a Williams mostrou a pintura do seu novo carro para a nova temporada de F1. Um carro que falhou nos crash-tests e por isso, não foi à Espanha, representando um prejuízo enorme para a tradicional equipe inglesa.

Vindo de um campeonato bem interessante, a Williams tentará manter o viés de alta para 2026 e um dos trunfos do time comandado por James Vowles será a mesma receita da última grande mudança de regulamento na F1. Doze anos atrás a Mercedes construiu o melhor motor da nova era híbrida e suas clientes logicamente se beneficiaram, sendo a Williams a esquadra que mais cresceu na época, conseguindo um ótimo terceiro lugar no Mundial de Construtores, além de vários pódios com Massa e Bottas. Os primeiros testes confirmaram que a unidade de potência da Mercedes tem um enorme potencial para 2026, animando Carlos Sainz e Alex Albon. Os dois levaram a Williams para um bom quinto lugar no Mundial de Construtores, mesmo que Sainz e Albon não tivessem desempenhos constantes ao mesmo tempo, com Albon mais forte no início do campeonato, enquanto Sainz, mais acostumado à nova equipe, cresceu no final, conseguindo dois pódios. Porém, isso significou a queda do companheiro de equipe, fazendo com que a Williams não marcasse ainda mais pontos.

O carro manteve o azul como principal característica, além do novo patrocinador da Barclays. Confirmado todo o potencial do motor Mercedes, a Williams poderá sentir falta do tempo de pista perdido em Barcelona e não repetir 2014.

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Que pena...


 Lenda do motocross brasileiro e multi-campeão nacional, Milton 'Chumbinho' Becker faleceu nesse sábado, num acidente de trânsito, deixando a comunidade de duas rodas triste.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A526


 Se há uma equipe a beira do naufrágio é a Alpine. Só que ao contrário de outros tempos na F1, o problema da equipe gaulesa não passa por problemas estritamente financeiro, mas pela gestão que beira a calamitosa feita pela Renault. Para tentar salvar a pátria de uma equipe que, contanto os tempos de Toleman, Benetton, Renault, Lotus e novamente Renault já conta com 45 anos de F1, a Renault ressuscitou Flavio Briatore que logo de cara convenceu a Renault que precisaria trocar... de motor! A Alpine, marca da Renault, correrá com motor Mercedes em 2026. E essa é a esperança de Briatore.

Dito e havido como o melhor motor dessa nova Era, a Mercedes equipará a Alpine e se confirmar essa possibilidade, a Alpine tem uma boa chance de não repetir o ano horroroso de 2025, quando foi última colocada no Mundial de Construtores e foi costumaz ocupante das últimas filas. O time sobreviveu de lampejos de Pierre Gasly, que marcou todos os poucos pontos da Alpine, e de consertar o segundo carro, seja de Jack Doohan ou de Franco Colapinto. Se Doohan foi definitivamente dispensado da Alpine, Colapinto pela primeira vez começará uma temporada como titular, graças aos patrocinadores portenhos, fazendo a alegria dos funileiros franceses. 

A equipe manteve o esquema azul e rosa, mas Briatore sabe que precisa fazer com que a Alpine reaja após a equipe abandonar a temporada 2025 pensando nos novos regulamentos de 2026. O problema é que muitas equipes fizeram isso também... 

SF-26

 


Na década de 1990 a Ferrari parecia uma panela de pressão por causa do longo jejum de títulos, onde cada contratação era uma esperança dos tifosi voltar a comemorar um campeonato. Foi somente depois de 21 anos que a Ferrari voltou aos títulos com Michael Schumacher e os ferraristas voltaram a sorrir. Passados mais de vinte anos, a Ferrari vive um período semelhante de jejum e a pressão pelos lados de Maranello aumentam na medida que as recentes contratações de estrelas acabam virando enormes decepções. A chegada de Lewis Hamilton em 2025 foi mais uma tentativa da Ferrari em voltar aos bons tempos, mas ao final de um ano para lá de decepcionante, a pressão apenas aumentou.

O novo carro da Ferrari foi lançado nessa sexta-feira e a tensão era evidente mesmo com todos os sorrisos de Hamilton e Leclerc. A rádio-paddock indica um ligeiro favoritismo da Mercedes e suas clientes graças ao motor tedesco, o que deixaria a Ferrari novamente para trás, como ocorrera em 2014. O novo carro tem mais branco do que o normal, lembrando a vitoriosa Ferrari de 1975, capitaneada por Lauda. Contudo, lembra também a Ferrari de 1993, de lembranças nada agradáveis para os tifosi. Fred Vasseur sabe que seu emprego dependerá muito do desempenho da Ferrari nesse ano e após ter praticamente abdicado da temporada 2025 e a Ferrari ter tido um ano para esquecer para desenvolver o novo carro para os complexos regulamentos de 2026, outro ano ruim será imperdoável. Vasseur sabe disso e precisa mostrar que sua arriscada aposta no ano passado se pagará em algum momento. 

Hamilton não se mostrou um líder que a Ferrari precisa, muitas vezes esse papel cabendo ao jovem, mas experiente Leclerc. Pontos para o monegasco, mas Leclerc parece já sem paciência com os anos de ingerência da Ferrari, enquanto Lewis precisará se provar nessa sua aventura com a Ferrari. O ano de 2026 tende a ser bastante tenso para a Ferrari e todos precisam se provar em alguma coisa. Os resultados terão que vir. E logo! 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

W17

 


Na última grande mudança de regulamento na F1, a Mercedes se sobressaiu com seu novo motor híbrido, garantindo um longo domínio dos alemães na F1, capitaneada por Toto Wolff e Lewis Hamilton. A Era do Carro Asa não foi muito empolgante para os prateados, mas a chegada de um novo motor doze anos depois faz com que todos apontem para a Mercedes novamente ter o melhor motor da F1 e isso poder influenciar o campeonato nos anos vindouros.

O novo modelo da Mercedes foi apresentado nessa quinta-feira com poucas mudanças visuais, mas a curiosidade maior trata dentro do novo W17. Todos falam de uma suposta vantagem da Mercedes na questão do novo motor, como acontecera em 2014 e essa é a esperança de Wolff após alguns anos desapontadores para a Mercedes. George Russell liderará a equipe nesse primeiro momento, pois muitos apostam que Andrea Kimi Antonelli em algum momento tomará a dianteira dentro da Mercedes. Russell mostrou a solidez de sempre em 2025, enquanto Kimi se mostrou talentoso, mesmo que falhando em alguns momentos, algo normal para um novato. Além do mais, há a sombra de Max Verstappen sobre a dupla da Mercedes.

Com o prata ficando cada vez mais para trás, o carro negro da Mercedes carrega as esperanças de dias melhores (e vitoriosos) em Brackley  

R26

 


Muita gente imaginou esse momento vinte anos atrás, quando a Audi dominava o cenário do Endurance mundial, empilhando vitórias em Le Mans, enquanto a Ferrari fazia o mesmo na F1. E se os alemães entrassem na F1? Após muitas negativas, finalmente a Audi entrou de cabeça na F1 e como sempre, pensando em vencer da sua maneira, algo que a montadora de Ingolstadt sempre fez.

A Audi comprou a estrutura da Sauber e após um longo período de transição, começará 2026 como dona da tradicional equipe suíça, mas o que chama atenção é que ao contrário de Ford, que construirá o motor em parceria com a Red Bull, ou a Cadillac, que começará sua jornada na F1 usando motores Ferrari num primeiro momento, a Audi construíra seu primeiro motor de F1 do zero, mostrando o comprometimento dos alemães no projeto. Alguns nomes na cúpula da equipe garantem uma certa experiência, como Jonathan Wheatley e Mattia Binotto, mas o desafio será enorme para a montadora.

O período de transição teve resultados interessantes, tirando a Sauber da última posição do campeonato para brigar dentro do competitivo pelotão intermediário em 2025. Nico Hulkenberg trará a experiência e a certeza de bons resultados, enquanto Gabriel Bortoleto trará a juventude e o talento para representar o futuro da Audi na F1. O belo carro prata terá como grande prova continuar a evolução do que foi a Sauber em 2025, mas usando um motor totalmente novo, algo que poderá fazer bastante diferente nesse 2026 de novos regulamentos. Mesmo com todas as dificuldades, devermos nos lembrar o histórico da Audi no WRC, IMSA, Super Turismo e Endurance. Os alemães nunca entram num projeto para perder.