segunda-feira, 8 de junho de 2026

Figura(MON): Pierre Gasly

 'Estou com coração partido'. Essa frase de Pierre Gasly exprime bem o que foi o Grande Prêmio de Mônaco para o francês da Alpine. Após uma fase menos boa de Gasly nessa temporada 2026, que viu Colapinto ser mais rápido e marcar os pontos da Alpine, Gasly respondeu ao argentino com um final de semana esplêndido em Monte Carlo para a realidade da Alpine. Gasly sempre esteve entre os dez primeiros colocados em praticamente todas as sessões e na classificação foi o melhor do resto, alcançando a nona posição do grid. Na largada Gasly saiu muito bem e conseguiu ultrapassar Lando Norris, iniciando uma corrida de gato e rato em Mônaco com o atual campeão mundial. Por mais que Norris tivesse um carro mais rápido, bastava Gasly não errar para não ser ultrapassado. E Pierre não errou. Manteve Norris atrás e se mantinha a uma distância razoável de Piastri, que vinha a sua frente. Porém, Gasly acabou sendo uma das vítimas do fotossensor da FIA e excedeu o limite de velocidade nos boxes. Gasly não teve tempo de cumprir a punição por causa da bandeira vermelha, onde na relargada Gasly conseguiu sair melhor do que Hadjar e com a punição de Russell, o representante da Alpine recebeu a bandeirada em terceiro lugar, mas tendo que acrescentar 5s em seu tempo, Gasly perdeu um pódio a ser bastante comemorado por um amargo sétimo lugar. Muito pouco para o que Pierre Gasly fez nesse final de semana em Mônaco. 

Figurão(MON): George Russell

 Está ficando repetitivo, mas não há escapatória possível. Dito e havido como líder da Mercedes em 2026, George Russell era esperado estar liderando o campeonato nessa altura dos acontecimentos e vislumbrando seu primeiro título mundial de F1. O que vemos no momento é um George Russell cada vez mais desorientado por estar sendo suplantado por um adolescente que vai quebrando recordes e não mais apenas de precocidade, usando o mesmo carro que ele, sendo que Russell dizia que esperava o tempo de ter um carro vencedor para mostrar que pode ser um campeão mundial. Esse carro chegou, mas Russell não contava ter um talento geracional ao seu lado, crescendo de forma exponencial. E isso está afetando a cabeça de George Russell. Em Mônaco o inglês esteve irreconhecível, sempre atrás de Antonelli em todos os treinos. Enquanto Kimi fazia um algo a mais e enfrentava as Ferraris, Russell encolhia mais e mais. Enquanto Kimi fez a pole e dominou a corrida em Monte Carlo, Russell penou no tráfego e ponto de... tomar uma volta de Antonelli. Para piorar a situação, George foi punido, saindo da zona de pontuação e perdendo a vice-liderança do campeonato, enquanto Antonelli tem uma porcentagem recorde para esse momento do campeonato. Russell precisa pensar bem nos próximos passos nem pensando no campeonato, mas na sua própria carreira. 

domingo, 7 de junho de 2026

Mostrando a que veio

 


Até o momento, as vitórias de Andrea Kimi Antonelli eram protocolares, utilizando bem a força do carro da Mercedes em 2026, aliado a decadência de George Russell desde o único triunfo do inglês em Melbourne, na primeira etapa do ano. Mesmo contando com quatro vitórias consecutivas, ainda faltava aquela vitória consagradora, onde podemos ver um algo a mais do jovem italiano. E ela veio em Monte Carlo. Numa pista onde a teoria mostrava que a Mercedes poderia ter problemas, Andrea Kimi Antonelli respondeu com um final de semana dominante no principado, não se perturbando nas duas largadas, seu maior problema em 2026, não se intimidou com Lewis Hamilton, dono de oito pódios em Mônaco, e chegou a colocar uma volta em Russell. 


A primavera às margens do Mediterrâneo nos presenteou com mais um belo cenário para o Grande Prêmio de Mônaco, mesmo que isso também poderia prever uma corrida bem ao estilo de Monte Carlo, com poucas emoções e tudo decidido na largada. Contudo, antes mesmo da largada dois problemas ocorreram, sendo que um só seria aparente no apagar das luzes vermelhas. Quando estava levando seu carro para o grid, Gabriel Bortoleto teve problemas em seu carro e com isso, o brasileiro teve que largar do pit-lane, estragando ainda mais a sua corrida. O outro problema ficou claro quando Max Verstappen ficou praticamente parado na largada, numa cena perigosa pela estreiteza da reta (?) dos boxes em Monte Carlo. Felizmente ninguém acertou o Red Bull de Max, mas o neerlandês falou depois da corrida que o problema em sua unidade de potência já havia se manifestado na volta de apresentação. E depois das entrevistas protocolares foi para casa...


A engasgada de Max Verstappen na largada ajudou sobremaneira Andrea Kimi Antonelli, que mesmo vendo a dupla da Ferrari largar bem, não teve maiores problemas em segurar a ponta da corrida. Numa largada conservadora dos pilotos, destaque apenas para Pierre Gasly ultrapassando Lando Norris, iniciando algo bastante comum na longa história do Grande Prêmio de Mônaco: um piloto mais rápido ficar preso atrás de um carro nitidamente mais lento. Norris fustigou o quanto pôde, mas Gasly, um dos destaques da prova, simplesmente não errou. Mais tarde, foi a vez de Isack Hadjar começar a ter problemas com a sua unidade de potência e mais uma vez Hadjar demonstrou seu descontrole emocional via rádio, mesmo que tenha segurado com bastante resiliência George Russell, contudo, esse não seria o maior dos problemas de Russell durante a prova.


Se a Mercedes não subia ao pódio fazia tempo em Monte Carlo e a Ferrari era favorita antes de iniciar o final de semana monegasco, Andrea Kimi Antonelli reverteu todo o quadro adverso. O italiano não olhou para trás e despachou Hamilton e Leclerc, não dando qualquer chances a dupla ferrarista. Por muito tempo a corrida parecia que seria um passeio de Antonelli, mas as voltas finais mostrariam que nada parece abalar o italiano da Mercedes. Quando a corrida estava próximo do seu fim Lance Stroll bateu seu Aston Martin na Rascasse, no que parecia ser mais uma 'Strollada'. O Safety Car consequente ao incidente do canadense fez com que praticamente todo o grid fizesse uma segunda parada, causando até um pequeno problema para a Ferrari, mas o dano ao time italiano seria ainda maior na relargada, quando Leclerc bateu no mesmo local de Stroll. Parecia que era sujeira na pista, mas logo se constatou que era na verdade o asfalto se soltando no local. Bandeira vermelha. A largada aconteceria com os carros parados, o que seria outro ponto de atenção para Antonelli, que driblou o problema com uma saída sem retoques, não dando chances à Hamilton. Para provar quem mandava no principado nesse domingo, Kimi abriu 6s em oito voltas. Ao receber a bandeirada, Andrea Kimi Antonelli vencia pela quinta vez na carreira e de forma inédita na F1, as cinco primeiras de Kimi de forma consecutiva. Para completar, por ter saído da pole, ter marcado a volta mais rápida e liderado todas as voltas, Antonelli conseguiu seu primeiro Grand-Chelem. Logicamente se tornando o mais jovem a conseguir a proeza, se garantindo também por ser o mais jovem a vencer em Mônaco. Enfim, vai ser muito difícil tirar o título de Antonelli com o italiano ganhando tanta confiança e George Russell executando finais de semana tenebrosos como o último. George se livrou de Hadjar pela estratégia de boxe, mas acabou punido por cortar a linha branca na saída dos boxes, sendo que o inglês já tinha escapado de ser punido por uma infração na largada. No momento em que o SC apareceu, Russell tinha acabado de tomar uma volta do companheiro de equipe e foram juntos aos pits. Alguém esqueceu que George teria que cumprir uma punição, resultando num drive-through com bandeira verde. Com a punição, George saiu da zona de pontos e perdeu também a vice liderança do campeonato para Hamilton. Enquanto Kimi esbanja otimismo, George Russell precisa de um psicólogo.


Depois da corrida Hamilton chegou a desculpar por ter perdido a corrida. Com a Mercedes tão forte em 2026, dizia-se que Mônaco seria a chance da Ferrari em vencer, principalmente pelo bom chassi projetado pelos italianos, combinado com a falta de potência do motor Ferrari. Hamilton tinha uma boa chance na relargada, mas faltou um maior ímpeto ao heptacampeão e depois não teve ritmo para se aproximar de Antonelli. Porém, o bom segundo lugar de Hamilton o deixa nessa mesma posição no campeonato, indicando que após um ano de transição, finalmente Lewis se adaptou à Ferrari. Contudo, hoje não foi um dia exatamente tranquilo para a scuderia. Num dia em que o fotossensor da FIA trabalhou bastante, Hamilton foi punido em 5s por excesso de velocidade nos pits. Nesse momento Leclerc estava menos de 3s atrás de Lewis e tranquilamente teria o segundo lugar na mão, quando o SC apareceu e de forma estranha, para dizer o mínimo, os dois pilotos da Ferrari foram chamados ao mesmo tempo. Hamilton pagou seus 5s e Leclerc acabou punido também, pois ficou esperando Lewis terminar a operação, deixando Charles furibundo dentro do carro. Seu acidente na Rascasse apenas amenizou o sentimento ruim que Leclerc tinha naquele momento.


Pierre Gasly foi um dos destaques do dia, ao segurar sem maiores arroubos os ataques de Lando Norris e na relargada, ultrapassar Isack Hadjar e cruzar a linha de chegada em terceiro, no melhor momento da Alpine nesse ano, contudo, Gasly foi mais um punido por excesso de velocidade e acabou cruelmente punido, terminando apenas em sétimo. Quem se beneficiou com isso foi Hadjar, que mesmo reclamando bastante do carro, subiu a mais um pódio em terceiro, seu segundo na carreira e o primeiro com a Red Bull. Na milésima corrida da McLaren na F1, o time comandado por Zak Brown não tinha muito o que comemorar. Piastri fez uma corrida discretíssima, terminando em um quarto lugar solitário. Norris perseguiu Gasly em boa parte da corrida, mas acabou tendo problemas em sua unidade de potência, a segunda no final de semana, abandonando a prova bem longe do pódio. Com tantas punições e problemas, a equipe Racing Bulls sorriu, com Lawson e Lindblad em quinto e sexto, marcando bons pontos para a equipe. Albon teve que trocar de posição com Sainz, reclamou bastante, mas acabou premiado quando Hulkenberg bateu em seu companheiro de equipe, causando o abandono de Sainz e depois Hulkenberg foi punido, abrindo caminho para Albon terminar em oitavo, seguido por Ocon e... Sérgio Pérez! O mexicano teve uma corrida atribulada, foi punido por largar do local errado, mas mostrando que sempre anda bem em Mônaco, Checo garantiu os primeiros pontos da Cadillac, enquanto Bottas abandonou cedo. E Checo ficou na frente de Alonso, deixando a Aston Martin como a única zerada até o momento no campeonato.


A corrida em Mônaco foi tumultuada e somente assim temos uma corrida realmente emocionante no principado, mas além das inúmeras punições, batidas e abandonos, vimos um Andrea Kimi Antonelli brilhante, fazendo algo a mais do que o esperado. Sua quinta vitória na F1 pode garantir à Antonelli que ele além de ser o maior favorito ao título em 2026, ele pode estar criando estofo para ser um dos grandes num futuro bastante breve.

História sendo feita

 


Poucos dias após uma cirurgia no pé direito e no ombro direito, retornando a uma moto que não é mais a melhor da MotoGP, Marc Márquez não tinha muitas expectativas para a etapa no horroroso circuito de Balaton Park. No entanto, não se pode subestimar a força desse espanhol, que uma semana depois de ter retornado às pistas varreu o final de semana húngaro.

Mesmo tendo vencido na Sprint Race no sábado com um ritmo avassalador, Marc Márquez contou com a ajuda da falta de inteligência de Jorge Martín na primeira curva em Balaton Park. O espanhol da Aprilia tentou uma manobra banzai na apertada primeira curva, mas acabou perdendo o controle de sua moto. Martin promoveu um verdadeiro strike, derrubando quatro motos, incluindo a do seu companheiro de equipe e líder do campeonato Marco Bezzecchi, além do terceiro colocado no campeonato, Fabio di Giannantonio. Felizmente ninguém se machucou seriamente, mesmo que Martín fosse para o hospital para maiores avaliações. Depois da corrida Massimo Rivola criticou publicamente Martín, principalmente por Bezzecchi ter perdido pontos importantes no campeonato.

Isso deixou que Marc Márquez e Pedro Acosta decidissem entre si a vitória. Largando com pneus macios na traseira, Acosta tinha um melhor ritmo no início e rapidamente tomou a ponta de Márquez, liderando os primeiros dois terços de prova. Porém, de forma esperada, o pneu traseiro de Acosta foi se desgastando e Márquez, com pneus médios, encostou, iniciando uma disputa forte pela primeira posição. Desesperado em finalmente conseguir sua primeira vitória, Acosta lutou o quanto pôde, mas não foi capaz de segurar um Marc Márquez inspirado, que partiu para a vitória. E não seria uma vitória qualquer! Contando as três categorias do Mundial de Motovelocidade, Marc chegou a sua centésima vitória, se tornando o terceiro piloto a conseguir essa proeza. O nível desse feito é medido pelos os outros dois pilotos a conseguir esse feito: Giacomo Agostini e Valentino Rossi. Queiram ou não, Marc Márquez está nesse nível entre os grandes da história da motovelocidade.

sábado, 6 de junho de 2026

Mostrou a que veio

 


Até o momento Andrea Kimi Antonelli vinha fazendo o que dele era esperado estando numa equipe dominante: neutralizar seu companheiro de equipe. Porém, Monte Carlo prometia um cenário diferente. O fato da apertada pista encravada em Mônaco não exigir muito da potência do motor, ponto alto da Mercedes, poderia fazer com que as demais equipes diminuíssem a grande vantagem dos alemães. Os primeiros treinos livres indicavam até mesmo um favoritismo da Ferrari, dita e havida como a equipe a ser batida no principado. Faltou combinar com Antonelli.

Após sessões de treinos livres sem maiores dramas, a classificação só teve o incidente de Gabriel Bortoleto no final do Q1, que entrou forte demais na entrada da Nouvelle Chicane e quebrou a suspensão dianteira do seu Audi, justamente no melhor final de semana da equipe desde a primeira etapa em Melbourne. Gabriel lamentou bastante e com razão. Hulkenberg parecia que iria ao Q3, mas erros do veterano o deixaram no Q2, tornando um sábado bastante decepcionante para a Audi. O mesmo acontece com a Aston Martin. Após diminuir os problemas de vibrações que assombraram seus pilotos no começo do ano, era esperado um crescimento da Aston Martin, ainda mais em Mônaco, onde o fraco motor Honda não faria tanta diferença, mas Monte Carlo provou que não se pode apontar os dedos unicamente para os nipônicos. O chassi da Aston Martin é ruim e a dupla da equipe verde ficou na última fila, dando mais munição para Alonso reclamar.

Com a Ferrari tendo dominado a sexta-feira, mas Antonelli surpreendido no terceiro treino livre, a classificação se mostrou aberta. Além de Kimi, Max Verstappen usou sua genialidade para sempre se manter entre os líderes, enquanto a dupla da Ferrari, Leclerc em particular, não se mostrava tão à vontade como antes durante a classificação.

Isso fez com que Verstappen se colocasse como favorito a pole, mesmo com Leclerc tirando uma voltassa no final do Q3. O neerlandês superou o piloto da casa, mas Antonelli desbancou Max no apagar das luzes em sua melhor classificação até agora. Se antes Kimi tinha a vantagem do carro, esse não foi o caso nesse sábado e basta olhar o treino para lá de discreto de George Russell para provar que a Mercedes não tinha o carro dominante do final de semana. Antonelli conseguiu a pole no braço, mostrando a que veio na classificação mais determinante do ano.

domingo, 31 de maio de 2026

Questão de quando


Apenas uma semana depois das 500 Milhas de Indianápolis, a Indy foi para um circuito completamente diferente dentro do seu corrido calendário. Ao invés da velocidade incrível do circuito oval de Indiana, um circuito de rua chato e ondulado em Detroit, no mesmo palco em que a cidade recebia a corrida de F1 na década de 1980. Por sinal, os pilotos da época detestavam o circuito de rua e passados quarenta anos, a situação não melhorou em nada. Muito pelo contrário...

No entanto, não importa muito o circuito ou a situação dele na Indy atual. Parodiando Gary Lineker, atacante e comentarista inglês dos anos 1980 e 1990, que cunhou uma frase famosa sobre a aura da seleção de futebol da Alemanha (outros tempos...) a Indy na década de 2020 é uma corrida apertada, onde no final Alex Palou sempre vence. O espanhol largou na pole, escapou do caos em Detroit, que viu uma corrida interrompida por várias bandeiras amarelas marotas e toques de pilotos destrambelhados, para se sobressair na estratégia de pits da Ganassi e superar Kyle Kirwood nas voltas finais para vencer nas ruas de Detroit.

Após as reclamações de Alexander Rossi no circuito misto de Indianápolis, a Indy resolveu dar bandeira amarela no menor sinal de distúrbio, trazendo ainda mais caos ao ondulado e horroroso circuito de Detroit. A corrida começou com Palou liderando, mas logo Will Power mostrou força para assumir a liderança, no que foi a melhor corrida do australiano com a Andretti. As mudanças nos compostos de pneus fez com que os pilotos oscilassem bastante de desempenho. Nas vésperas de sua primeira parada, o ritmo de Power desabou, criando um trenzinho de carros. Palou percebeu que estava perdendo tempo ali e parou mais cedo. E o que aconteceu depois? O espanhol emergiu na frente de todos e praticamente não perdeu mais a ponta.

Especialista em circuitos de rua, Kirkwood tentou um ataque em Palou no stint final, ao colocar pneus macios, enquanto o espanhol estava equipado com o composto duro. No entanto, a sequência de bandeiras amarelas tirou o ímpeto de Kirkwood, que teve que se conformar com a segunda posição, seguido por Graham Rahal e a dupla da McLaren. Power se engalfinhou com Scott McLaughlin, no que resultou no abandono de ambos, num péssimo dia para a Penske, cujo melhor resultado foi um décimo lugar de Josef Newgarden, que correu com o pé esquerdo machucado, ainda pelo acidente nas 500 Milhas.

Palou já navega em mares tranquilos no campeonato, abrindo uma vantagem superior a uma corrida. A questão passa a ser não mais de 'se', mas de quando Alex Palou garantirá mais um título.   

Festa italiana

 


Correndo em casa e com a melhor moto do grid da MotoGP feito na Itália, Marco Bezzecchi experimentou uma bela festa em Mugello, aumentando sua vantagem no campeonato, além de provar mais uma vez que a Aprilia é, sim, superior a anteriormente dominante Ducati.

O show da Aprilia começou no sábado, com Raul Fernández dominando a Sprint Race com a moto satélite. Porém, o espanhol errou na largada da corrida principal e não foi um fator na prova de domingo. As duplas de Aprilia e Ducati tomaram a ponta num primeiro momento, mas Pecco Bagnaia surpreendeu ao ultrapassar Bezzecchi e Martín para assumir a ponta. Tendo três vitórias consecutivas em Mugello, Bagnaia tem a mão da pista, mas ninguém pode duvidar do potencial da Aprilia nas voltas finais. Com uma bela gestão de pneus, os pilotos da montadora italiana sempre se destacam na metade final das corridas em 2026 e Mugello não foi exceção.

Bezzecchi comboiou seu amigo Bagnaia de perto até ver o piloto da Ducati perder rendimento. Marco não perdeu muito tempo e na volta 16 de 23 assumiu a ponta para vencer com tranquilidade, para delírio do público local, que viu Bezzecchi receber a bandeirada de Andrea Kimi Antonelli, consolidando o belo momento do esporte a motor italiano. O ritmo das Aprilias nas voltas finais era tão superior, que Bagnaia logo foi ultrapassado por Martín e teve que lutar para segurar o último lugar no pódio. Novamente Ai Ogura se segurou na primeira metade da corrida. O japonês viu Marc Márquez segurar Pedro Acosta numa luta muito forte entre os espanhóis (que deverão ser companheiros de equipe em breve...). Voltando de lesão, Márquez não tinha fôlego para se manter no pelotão dianteiro, mas fez o que pôde, dificultando bastante a vida de Acosta, que quando efetuou a ultrapassagem sobre Marc já no final da prova, o piloto da KTM tinha Di Giannantonio e Ogura em seu encalço. 

Ogura deixou Acosta e Di Giannantonio para trás e com um ritmo muito superior, encostou em Bagnaia na última volta, mas o italiano da Ducati conseguiu segurar a posição à fórceps para mais um pódio em 2026. Destaque também para Diogo Moreira. Após uma largada relâmpago na Sprint, quando pulou para terceiro, mas perdeu muitas posições, no domingo o brasileiro fez uma prova mais sólida, onde ficou nas posições intermediárias e no fim, ultrapassou Joan Mir e Brad Binder para conseguir um top10, além de ter sido a melhor Honda do dia.

Bezzecchi, que correu com um capacete em homenagem à Alex Zanardi, vibrou bastante com a torcida italiana e com mais essa vitória, abriu mais bons pontos para Martín, que sofreu um acidente no teste em Barcelona semanas atrás e não teve muito ritmo para acompanhar o companheiro de equipe. Cada vez fica mais claro que o título tende a ficar dentro do seio da equipe Aprilia.