JCSPEEDWAY
domingo, 15 de março de 2026
A emoção de Kimi
sábado, 14 de março de 2026
Histórico pelo motivo correto
O sábado em Xangai foi animado, com a primeira corrida Sprint e a certeza que a Ferrari acertou a mão nas largadas nesse início de regulamento, enquanto a Mercedes sofre e Antonelli perdeu inúmeras posições após sair da primeira fila. George Russell teve trabalho com a dupla da Ferrari para se consolidar na ponta e vencer a mini-corrida, enquanto Leclerc e Hamilton se estranharam para se garantirem no pódio. Mesmo punido em 10s por um toque com Hadjar, Antonelli ainda foi quinto, não alcançando a McLaren de Norris. Verstappen largou pessimamente, chegou a bater rodas com a dupla da Aston Martin e só conseguiu um nono lugar, ficando fora dos pontos.
Russell parecia que repetiria a pole da Sprint na corrida principal, mas um problema no início do Q3 quase pôs tudo a perder para o inglês, que só teve chance de uma volta nos segundos finais. Com os pneus não aquecidos devidamente e a bateria não carregada apropriadamente, Russell não manteve o 100% e foi nesse momento onde Andrea Kimi Antonelli conseguiu ter tranquilidade para se sobressair e mesmo pressionado pela dupla da Ferrari, fez o melhor tempo e Russell teve que se contentar com a segunda posição, com a Mercedes claramente mais rápida em ritmo de classificação, usufruindo a potência absurda de sua unidade de potência. A Ferrari vem logo a seguir e depois a McLaren. A Red Bull deveria vir a seguir, mas Pierre Gasly está usando muito bem o motor Mercedes e colocou a Alpine em sétimo, com a dupla da Red Bull logo a seguir, com Max Verstappen reclamando bastante, mas pelo menos Hadjar está andando no ritmo do colega de box.
Antonelli se tornou o primeiro italiano a marcar a pole desde 2009, mas pelo visto na Sprint, a Ferrari irá com tudo na largada.
domingo, 8 de março de 2026
Figura(AUS): Mercedes
Quando 2026 se aproximava e com ele os novos regulamentos técnicos, muitos já apontavam a Mercedes como a grande favorita a sair na frente, lembrando a última grande mudança de motor ocorrida em 2014, com a chegada da era híbrida. A pré-temporada se revelou uma verdadeira corrida de empurra, com as quatro grandes jogando o favoritismo para as outras, mas ninguém tinha dúvida de que a Mercedes viria muito forte e quando George Russell conseguiu a pole com sete décimos de vantagem para o próximo carro não-Mercedes parecia que as expectativas se realizariam. Contudo, a corrida se mostrou uma outra história e a Mercedes demorou a se livrar da dupla da Ferrari antes de conseguirem a esperada dobradinha, com Russell na frente de Antonelli. Outra diferença de doze anos atrás é que se as clientes da Mercedes apareceram muito forte, principalmente com a Williams, mas em 2026 McLaren, Williams e Alpine não vieram com tanta força, inclusive com a bicampeã mundial McLaren chegando 50s depois da Mercedes de fábrica, indicando que não apenas o motor Mercedes é muito forte, como também o novo carro já veio bem nascido para uma temporada que tende a ser bastante agradável para Toto Wollf e seus silver caps.
Figurão(AUS): Aston Martin
Já era esperado, mas ainda assim não deixa de impressionar o que aconteceu com a Aston Martin em Melbourne, sede da estreia da temporada 2026 da F1. O combo dinheiro aparentemente infinito da família Stroll, genialidade de Adrian Newey e potência da Honda parecia infalível, ainda contando com a força e experiência de Fernando Alonso, que preferiu atravessar 2025 na esperança de que 2026 seria o grande ano da Aston Martin. Porém, toda a expectativa veio abaixo com vários erros de procedimentos tanto da Aston Martin como da Honda, que parecem participar de algum reality show onde os noivos se conhecem apenas no dia do casamento. Os últimos dias revelaram notícias absolutamente chocantes da nova parceria, que parece muito com o início promissor entre McLaren e Honda dez anos atrás. A Aston Martin falou que não sabia que a Honda havia dispensado boa parte de sua equipe técnica quando assinou contrato de parceria. Quando o carro ficou pronto, um problema de vibração extrema fez que com o novo carro da Aston Martin sofresse de sérios problemas de confiabilidade, além de afetar a saúde dos próprios pilotos, que poderiam ter problemas nas mãos, tamanha a vibração vindo do motor Honda para o volante do carro. A falta de integração entre Aston Martin e Honda criou um problema potencial para se tornar um vexame histórico. Assim como dez anos atrás, Fernando Alonso se vê no meio disso tudo. Em Melbourne a situação periclitante permaneceu, com Lance Stroll passando o sábado sem ir à pista e Alonso mal andando na sexta-feira. Ambos largaram no domingo, mas usaram a corrida para ser uma espécie de um grande teste, chegando a ficar parados várias voltas. Perguntado sobre a corrida, Lance Stroll resumiu bem a situação atual da Aston Martin: Correndo? Estávamos apenas circulando...
Só George curtiu
sábado, 7 de março de 2026
Repetição de 2014?
Os testes de pré-temporada não foram nada esclarecedores em termos de desempenho, com as equipes fazendo o chamado sandbagging, o que em bom português é o 'esconder o leite'. Apesar de ter ficado muito claro que as quatro equipes grandes dos anos anteriores (McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull) permaneceriam no topo, a ordem ainda não era clara, mas Melbourne mostrou que a Mercedes iniciou 2026 um degrau acima, ainda com a polêmica da taxa de compressão do seu motor. Nos momentos mais decisivos, George Russell meteu mais de meio segundo na concorrência e mesmo a Mercedes ainda tendo muito trabalho com o forte acidente de Andrea Kimi Antonelli no terceiro treino livre, a equipe capitaneada por Toto Wolff conseguiu a dobradinha em Albert Park. Com sobras.
Porém, antes dos carros irem para a pista em Melbourne, todos os olhos estavam na Aston Martin. O que parecia um sonho de juntar o poderio financeiro da família Stroll, a genialidade de Adrian Newey e a capacidade da Honda se tornou rapidamente um pesadelo de proporções históricas, com notícias constrangedoras chegando à medida em que os carros andaram muito pouco na pré-temporada. A Honda mudou todo o seu staff técnico e pareceu 'esquecer' de avisar à Aston Martin sobre esse detalhe, demonstrando uma falta de integração da parceria que se resultaria num motor que falta confiabilidade junto a um carro onde Newey pensou mais na parte aerodinâmica e menos na parte mecânica. Isso tudo resultou em um quase W.O. da Aston Martin na Austrália e notícias de que a vibração no carro era tamanha, que os pilotos poderiam ter problemas em suas mãos. Por sinal, mais uma vez Fernando Alonso se vê numa situação onde o motor Honda destrói mais um ano seu...
Como não poderia deixar de ser, problemas ocorreram aos montes em várias equipes nesses primeiros momentos de novo regulamento. Stroll passou o sábado contemplando o desastre que se tornou a equipe do seu pai, Sainz teve problemas no seu Williams e sequer se classificou. A Williams foi outra equipe que não iniciou o ano de forma auspiciosa. Como esperado, a Cadillac teve problemas de noviciado e ficaram com as últimas posições. E finalmente Max Verstappen, um dos mais vocais nas críticas ao novo regulamento, terá mais motivos de ter mal humor ao bater em sua primeira tentativa no Q1, tendo que largar das últimas posições.
O terceiro treino livre já tinha dado a letra de que a Mercedes não estava para brincadeira, com Russell matando a concorrência com um tempo muito superior, mesmo Toto Wolff lamentando o acidente de Antonelli. A equipe Mercedes mostrou sua eficiência ao consertar o carro do italiano, se aproveitando da bandeira vermelha causada por Max, mas Kimi não andou no mesmo nível de Russell. O inglês marcou uma pole enfática, com as demais equipes mais atrás e já com pulgas atrás da orelha. Hadjar mostrou que poderá ser um segundo piloto digno na Red Bull e com Max no lado de fora, o francês colocou a Red Bull em terceiro, superando McLaren e Ferrari, que chegou a assustar ao marcar bons tempos no Q1 com pneus médios, mas a Ferrari ficou longe dos rivais tedescos. Arvid Linblad executou um ótimo treino em sua estreia, indo ao Q3 sempre à frente de Liam Lawson, enquanto Gabriel Bortoleto teve problemas no final do Q2, não podendo participar do Q3, contudo, o brasileiro claramente andou na frente de Hulkenberg.
Para amanhã, se fala bastante que a largada tende a ser caótica pela parte elétrica da nova unidade de potência, mas teremos que esperar para ver como os carros de comportarão nesse novo procedimento, numa F1 nova demais, talvez tendo dando um passo maior do que a perna. Contudo, a Mercedes, como doze anos atrás, não tem muito do que reclamar até o momento.
domingo, 1 de março de 2026
E começamos de novo
A abertura do campeonato 2026 em St Petersburg foi mais uma corrida padrão de Alex Palou. O espanhol não largou na pole, cuja honra coube à Scott McLaughlin. Marcus Ericsson pulou para segundo, com Palou atrás. A primeira bandeira amarela surgiu logo na primeira volta, envolvendo o horroroso Sting Ray Robb, Santino Ferrucci e o estreante Mick Schumacher, que pode se consolar que seu pai também andou poucos metros em sua estreia na F1. Com as equipes tendo que colocar pelo menos dois sets de pneus macios na corrida, Palou fez sua corrida de espera baseada nisso. No primeiro stint, McLaughlin segurou o ritmo e os três primeiros andaram bem próximos, mas havia a situação em que o 'Undercut', ou seja, ficar mais tempo na pista, faria mais diferença. Um doce para adivinhar quem foi o último a parar. Sim, Alex Palou.
Com alguns carros tendo parado na primeira volta e esticando um pouco mais suas paradas, Palou esperou algumas voltas para disparar na ponta. Ericsson se manteve na frente de McLaughlin, mas com pneus macios, o sueco da Andretti sofreu bastante no final do segundo stint, segurando bastante McLaughlin, ajudando ainda mais a causa de Palou. O neozelandês perdeu tanto tempo que acabou 'ultrapassado' por Kyle Kirkwood durante as paradas, mas o americano da Andretti precisou economizar combustível nas voltas finais e foi ultrapassado na pista por McLaughlin e Christian Lundgaard, que superou o badalado Pato O'Ward na pista e pressionou McLaughlin até o fim, mas acabou mesmo na terceira posição, sendo o melhor McLaren.
Enquanto isso Palou passeava na pista de St Petersburg, chegando incríveis 12s na frente de McLaughlin. Após fazer os dois primeiros stints com pneus macios, Palou colocou os duros no stint final, tendo borracha de sobra para administrar qualquer ataque. Uma 'luneta' em termos de Indy, mas essa é a realidade atual da categoria. Por mais que tenha um bom nível no grid atual, a Indy vê em Alex Palou um piloto muito mais completo que os demais e capaz de sobrepujar todos os outros pilotos com uma facilidade desconcertante. E 2026 começa com um gostinho parecido com os quatro anos anteriores.
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