JCSPEEDWAY
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Que pena...
domingo, 17 de maio de 2026
Alta tensão
Pedro Acosta e Alex Márquez brigavam pela liderança quando a KTM de Acosta teve um problema técnico que o fez perder velocidade. Surpreendido, Acosta ainda levantou o braço, mas não rápido o suficiente para Alex desviar, batendo de leve na KTM, fazendo-o perder o controle da moto e se espatifar no muro. A Ducati de Alex Márquez foi moída! Márquez permaneceu consciente e foi levado ao hospital com a clavícula quebrada e um pequena lesão numa vértebra. Pelo gravidade do acidente, Alex saiu verdadeiramente no lucro.
Depois de dois acidentes dessa magnitude, pouco poderia se esperar da corrida, correto? Pois ainda teve mais incidentes. Jorge Martin tinha tudo para voltar a liderar o campeonato, mas foi atingido por Raul Fernández, que pilota uma Aprilia satélite, acabando com a corrida do espanhol. Transtornado, Martín chegou aos boxes empurrando a tudo e a todos, inclusive Massimo Rivola, o chefão da Aprilia. Na volta final, Acosta brigava com Ogura pela quarta posição, mas foi tocado e acabou no chão. Ogura foi posteriormente punido, mas não seria o único. Vários pilotos foram punidos por baixa pressão do pneu dianteiro, incluindo Joan Mir, que conseguira a proeza de ser terceiro com a Honda, mas despencou pelotão abaixo por causa da punição.
Entre tantos feridos, Fabio Di Giannantonio, que fora atingido por um pneu de Alex Márquez e machucara a mão esquerda, venceu a acidentada prova em Barcelona, enquanto Bezzecchi, num final de semana muito abaixo, marcou bons pontos no campeonato. Contudo, isso tudo fica para trás com tantos incidentes e dois pilotos no hospital.
domingo, 10 de maio de 2026
A volta de Martín
Porém, o final de semana em Le Mans foi marcado por um sério acidente de Marc Márquez na Sprint Race, quando sequer brigava pela vitória após largar em segundo. O espanhol da Ducati perdeu a moto nas últimas curvas de Le Mans e a pancada que deu no pé direito parecia bem preocupante. Mesmo tendo saído andando do acidente que destruiu sua Ducati, não demorou para que uma fratura no pé direito acabasse com o final de semana de Márquez e o tirasse da próxima corrida em Barcelona, semana que vem. Agora resta saber quando volta e, principalmente, como Márquez voltará numa temporada que já pode ser considerada como perdida.
Bagnaia largou na pole, mas rapidamente perdeu a ponta para Bezzecchi, com Acosta pulando para as primeiras posições. No sábado Martin tinha conseguido uma largada mágica, pulando de oitavo para primeiro ainda nos primeiros metros, mas no domingo foi diferente, com o espanhol da Aprilia conseguindo ultrapassagens ao longo da prova, elevando seu ritmo no decorrer da corrida. Bagnaia já tinha feito uma corrida de recuperação e ultrapassara Acosta para ser o mais próximo perseguidor de Bezzecchi, enquanto Martín ultrapassava Di Giannantonio e encostava no pelotão da frente. Quando Martín já via de perto a rabeta de Acosta, Bagnaia caiu na curva 2, estragando de vez o dia da Ducati de fábrica, pelo segundo final de semana consecutivo zerada. Isso abria ainda mais caminho para Martín rumo à liderança. Após ultrapassar Acosta, o ritmo de Martín era tão forte que a ultrapassagem sobre o seu companheiro de equipe seria apenas questão de tempo, mesmo a corrida chegando ao fim.
Na forte freada da chicane, mergulhando de surpresa, Martín assumiu a ponta rumo a primeira vitória desde que se tornou campeão em 2024. Mais importante foi que a diferença para Bezzecchi caiu para apenas um ponto, com o italiano já lamentando os pontos perdidos nas Sprints. Para melhorar o dia da Aprilia, Ai Ogura fez outra corrida de recuperação e completou o pódio, subindo pela primeira vez ao pódio, quebrando um jejum de doze anos sem um japonês no pódio, além de que pela primeira vez a Aprilia dominou o pódio na MotoGP. Acosta ainda perder a quarta posição para Di Giannantonio na última curva, com o italiano sendo a melhor Ducati.
Martín comemorou bastante, mas seu conturbado ano de estreia na MotoGP fez com que as pontes entre ele a Aprilia estivessem estremecidas e muito provavelmente o espanhol irá para a Yamaha ano que vem, cuja melhor moto nesse domingo foi Quartararo, que levou a moto nas costas rumo ao sexto lugar. Assim como aconteceu em 2024, Martin vai ganhando bastante pontos nas Sprints e começa a colocar bastante pressão em Bezzecchi, pela primeira vez na luta pelo título da MotoGP. E assim como dois anos atrás, Martín poderá ser campeão se mudando para outra montadora.
terça-feira, 5 de maio de 2026
Figura(MIA): McLaren
Um dos pontos fortes da McLaren nos últimos anos é o seu setor de engenharia. Updates certeiros fazem com que os carros realmente evoluíssem e em 2024 Lando Norris conseguiu sua primeira vitória na F1 depois de uma melhora significativa vindo da McLaren, superando a então dominante Red Bull. Dois anos depois a McLaren se aproveitou do longo intervalo por causa da guerra no Oriente Médio e trouxe várias mudanças no seu carro. O resultado lembrou 2024, com a equipe papaia claramente evoluindo bastante a ponto de Norris quase completar um final de semana perfeito, com vitória na Sprint Race e terminar em segundo a corrida principal, apenas 3s atrás do vencedor Andrea Antonelli, com dominante Mercedes. Piastri completou a dobradinha da McLaren na Sprint Race e subiu ao pódio na corrida principal. Isso, depois da McLaren sequer largar na China. A Mercedes ainda mantém uma certa dominância, porém, Toto Wolff e a Mercedes precisam colocar as barbas de molho, pois a McLaren mostrou mais uma vez que é capaz de grandes evoluções.
Figurão(MIA): Audi
Estamos apenas na quarta etapa do campeonato, mas a neófita Audi teve um final de semana para esquecer em Miami, depois de um início na F1 de forma até mesmo tranquila. Na Flórida, a equipe alemã teve variados problemas de confiabilidade com seus dois carros. Antes da largada da Sprint Race, o motor do carro de Nico Hulkenberg explodiu e pegou fogo, fazendo com que o alemão corresse das chamas. Já Bortoleto fez uma corrida decente na Sprint, mas logo depois da mini-corrida o brasileiro foi desclassificado por problemas técnicos, fazendo com que a Audi desmontasse o carro de Gabriel. Os mecânicos ainda conseguiram colocar o carro de Bortoleto na pista, mas o paulistano demorou a entrar no Q1, contudo, Bortoleto não completou uma única volta rápida e viu o freio traseiro do seu carro pegar fogo, fazendo com que Gabriel largasse na última fila. Na corrida Bortoleto fez uma corrida tranquila, mas não conseguiu evoluir através do pelotão e esteve longe de pontuar, enquanto Hulkenberg abandonou a corrida cedo com mais problemas mecânicos. Um final de semana que Mattia Binotto terá que estudar bastante para evitar outros.
domingo, 3 de maio de 2026
Passo a frente
sábado, 2 de maio de 2026
Luz no fim do túnel
Outro ponto era que a grande maioria das equipes preparam vários updates e havia também a perspectiva de mudanças no poweranking dos times de F1. Para completar o cenário, Miami receberia o segundo final de semana de Sprint, com as equipes tende menos tempo para testar as novidades, fazendo com que a FIA concedesse trinta minutos a mais de treino livre para todo mundo observar as inovações. O único treino livre mostrou menos superclipping e a velocidade perdida quando a bateria acaba era bem menor do que o visto em Melbourne e Suzuka, quando os carros chegaram a perder 50 km/h na metade final das retas.
Já a ordem de forças da F1 viu uma ligeira mudança, com a Mercedes perdendo boa parte do seu protagonismo, enquanto McLaren e Ferrari diminuíam bastante suas desvantagens e Max Verstappen tirava coelhos da cartola. A classificação da Sprint viu a pole de Lando Norris, que confirmou a vantagem com uma vitória tranquila na mini-corrida. Mais uma vez Antonelli não largou bem e Piastri completou a dobradinha da McLaren, com Leclerc em terceiro e a dupla da Mercedes logo em seguida. As dezenove voltas na pista de rua de Miami viram uma corrida mais 'verdadeira' de F1. Não houve passa-repassa ou carros perdendo rendimento de forma repentina por falta de bateria. Nessa pequena amostra, a F1 pareceu ter acertado.
O pequeno intervalo entre a Sprint Race e a classificação foi bastante complicada para a Audi. Antes da Sprint Nico Hulkenberg viu seu carro pegar fogo, enquanto Bortoleto foi desclassificado por irregularidades técnicas. O brasileiro teve seu carro desmontado e Gabriel foi tarde para a classificação, acabando por ver seus freios traseiros pegarem fogo e tendo que largar de último. Sorte da Aston Martin. Alonso e Stroll tiveram seus problemas de vibração suavizados, mas continuavam tendo problemas de desempenho, tanto que os dois praticamente não andaram na Classificação da Sprint. Inclusive Alonso marcou um tempo mais lento que o último colocado da... F2! A situação da Aston não melhora...
Logo ficou claro que criou-se um abismo entre as cinco equipes mais rápidas e o resto. A Alpine com motor Mercedes se não ameaçam as quatro melhores equipes, está quase meio segundo na frente do resto, que se digladiam para fugir da companhia da Aston Martin na rabeira. Com Max Verstappen cada vez mais a vontade, Isack Hadjar começa a sentir a dor de outros companheiros de equipe de Max, tomando bastante tempo do neerlandês, mas ao menos está indo ao Q3. A briga pela pole prometia animada, com a dupla da McLaren, Antonelli, Verstappen e Leclerc. Russell não pareceu a vontade em nenhum momento e esteve sempre longe do seu companheiro de equipe. Um sinal nada bom. Hamilton não conseguiu acompanhar Leclerc, voltando ao patamar de 2025. Já a dupla da McLaren, principalmente Piastri, não repetiu o resultado de sexta-feira e ficaram fora do top3. Antonelli conseguiu um ótimo tempo em sua primeira tentativa no Q3 e praticamente garantiu a pole ali, pois afora Verstappen, ninguém conseguiu melhorar na segunda tentativa.
Kimi mostra que é mesmo um piloto diferenciado, mas pela primeira vez terá ao seu lado Max Verstappen e principalmente, terá que melhorar as suas largadas. Até o momento, Miami mostrou uma F1 com nítidas evoluções do que foi visto nas três primeiras provas. Uma luz no fim do túnel.




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