domingo, 25 de outubro de 2026

Figura(EUA): Andrea Kimi Antonelli

 O título não veio em Austin, mas alguém ainda duvida que o campeão será Antonelli? O italiano teve um final de semana de almanaque em Austin, conquistando a pole quando todos pensavam que a Ferrari era a favorita e Max Verstappen surgiu forte no Q3, mas no final foi Kimi quem ficou a posição de honra. Enquanto todos imaginavam uma corrida de duas paradas, Kimi fez funcionar com perfeição uma tática de uma parada para vencer pela nona vez e só precisar de um nono lugar no México para garantir matematicamente o que todos já sabem.

Figurão(EUA): George Russell

 No começo do ano todos esperavam que George Russell conquistasse o título e a sempre ufanista imprensa inglesa fomentava isso, transformando George como principal favorito a se tornar campeão da F1 em 2026. Passados alguns meses, vemos um piloto completamente eclipsado por seu jovem companheiro de equipe de forma surpreendente e Russell vê não apenas o título ficar cada vez mais longe, como corre o risco de passar o vexame de acabar o campeonato em quinto lugar usando o mesmo carro do campeão antecipado. Em Austin Russell teve outra corrida horrorosa em sua longa coleção em 2026. Largando apenas em sétimo, tendo tomado em média quatro décimos de Antonelli em todo o final de semana, Russell não se ajudou ao se engalfinhar com Norris na primeira volta e tomar 5s de punição. Porém, isso não explica sua corrida pífia, onde ficou trinta voltas atrás da McLaren de Piastri e na bandeirada tomou 54s de Antonelli. Russell precisa rever bastante sua preparação para 2027, pois nesse momento sua imagem de piloto pronto para ser campeão mundial está bastante arranhada. 

Com as mãos na taça

 



A questão se tornou meramente matemática. Na antessala do pódio, Verstappen e Leclerc comentaram com o vencedor Andrea Kimi Antonelli que a decisão deve ser mesmo no México, na próxima semana e os dois já experientes pilotos não parecem afetados pelo título iminente do italiano. A nona vitória de Antonelli em 2026 o coloca numa situação bastante cômoda para garantir seu primeiro título na Cidade do México. Kimi executou uma corrida de almanaque em Austin, fazendo funcionar uma inesperada estratégia de uma parada para derrotar com certa tranquilidade a Red Bull de Verstappen e a ascendente Ferrari para colocar as mãos na taça.


O campeonato tinha chances de ser definido em Austin, mas era uma hipótese até mesmo remota e que dependeria de um abandono de Russell ou uma corrida problemática de Hamilton, no entanto, Andrea Kimi Antonelli precisava fazer sua parte. Além das ondulações que tanto preocupara os pilotos, o desgaste de pneus era outro ponto que fazia as equipes coçarem a cabeça para escolher a melhor estratégia. Os treinos livres indicavam que uma tática de dois pit-stops poderia ser a melhor opção para a corrida, mas o domingo em Austin, que recebeu um público enorme em todo o final de semana, estava nublado. Não havia risco de chuva, mas o forte calor visto na sexta e no sábado não estava presente, o que poderia ajudar a todos. Quando os pilotos foram para a volta de apresentação, Mercedes e McLaren escolheram largar de pneus médios, enquanto Ferrari e Red Bull foram com os pneus macios. Num primeiro momento isso poderia ajudar Max Verstappen a atacar Andrea Kimi Antonelli na sempre complicada primeira curva, com o neerlandês sabendo que o piloto da Mercedes não iria forçar a barra em caso de ataque. Contudo, Antonelli aprendeu a fazer boas largadas, ao contrário das primeiras provas do ano, e chegou confortavelmente na ponta na curva um. O mesmo não aconteceu com Verstappen, que sofreu forte ataque da dupla da Ferrari, já que Hadjar também largara muito mal. 

A primeira volta foi frenética, com Verstappen se engalfinhando com Leclerc e Hamilton. Charles chegou a tomar a segunda posição de Max numa manobra audaciosa nas primeiras curvas, mas Verstappen não demorou muitas curvas para dar o troco e voltar à segunda posição. Enquanto isso, Kimi via tudo isso nos seus retrovisores cada vez mais de longe e quando o primeiro Virtual Safety Car apareceu ainda na segunda volta por causa de detritos na pista, Antonelli já abrira 2,5s sobre Verstappen. A corrida se acalmou no primeiro pelotão na bandeira verde, com Kimi mantendo a diferença para Verstappen, que era seguido pela dupla da Ferrari, Russell e a dupla da McLaren, mas com Piastri à frente, no entanto, a fase do australiano é tão tenebrosa que as Papayas Rules apareceram para Oscar cedesse sua posição à Norris e Piastri nem chiou.


Com pneus macios, Verstappen resguardava seus pneus, mas com Leclerc tentando uma nova aproximação, Max foi aos pits ainda na volta 14 e ao sair com pneus macios, o recado estava dado: Verstappen faria duas paradas. Era esperado uma peregrinação aos boxes para cobrir a manobra da Red Bull, mas apenas a dupla da Ferrari, que também escolhera os pneus macios, foram aos pits do primeiro pelotão. Antonelli só fez sua parada dez voltas mais tarde e ao colocar pneus duros, dava um recado: ele não pararia mais em condições normais. Restava ver como os pneus duros se comportariam e não demorou para Antonelli se tornar o piloto mais rápido da pista, retornando em quarto e logo encostando em Verstappen e Leclerc. Max parou pela segunda vez na volta 31, enquanto a Ferrari preferiu esticar seu stint, com Leclerc nem se importando muito em ser ultrapassado por Antonelli. Verstappen reclamava da dirigibilidade do seu Red Bull, algo corriqueiro em 2026, mas o ritmo de Max não parecia ser forte o suficiente para tentar um ataque em cima de Antonelli nas voltas finais e a situação do piloto da Red Bull se complicou ainda mais com o ritmo avassalador de Leclerc, que mesmo fazendo sua parada quando restavam apenas dezessete voltas, saiu com pneus duros, mas se tornara o piloto mais rápido da pista.

Norris imitou a estratégia de Antonelli, mesmo que 12s atrás do italiano e logo teria Verstappen o pressionando. Max não foi tão incisivo até Leclerc, 1s mais do que ele, encostar na Red Bull. Numa manobra esperta na curva um, Max se defendeu dos ataques de Leclerc efetuando uma manobra agressiva em cima de Norris, que pareceu surpreendido com o movimento de Max. Na freada da reta oposta Leclerc assumiu a terceira posição e com um ritmo superior, ultrapassou Verstappen, mas restando meras sete voltas e 10s atrás de Antonelli, a situação parecia liquidada. Foi então que o Cadillac de Bottas apareceu lento e o nórdico encostou seu carro numa 'agulha', trazendo o segundo VSC do dia. Os estrategistas da Mercedes devem ter sentido calafrios quando o Cadillac de Valtteri não saía do lugar, mesmo com os comissários de pista empurrando o carro. Parecia que o Safety Car real entraria na pista, o que traria uma forte emoção para as últimas voltas, mas um trator foi acionado de fora da pista e a bandeira verde foi mostrada quando faltavam três voltas.


Com uma diferença considerável e fazendo uma corrida exemplar, Andrea Kimi Antonelli garantiu sua nona vitória na carreira e a mais importante em 2026. Foi mais um exemplo da versatilidade do italiano, que fez uma baita largada, se posicionou muito bem e administrou uma surpreendente estratégia de uma parada, quando todos esperavam dois pit-stops. O título não veio por mero detalhe. Hamilton viu suas chances de subir ao pódio se perderem com o VSC, pois se não tinha o mesmo ritmo de Leclerc, Lewis era bem mais rápido do que Verstappen e cruzou a linha de chegada em quarto, menos de 1s atrás do seu arquirrival. Já George Russell fez uma corrida medonha, sorumbática e que já coloca dúvidas de como o inglês se recuperará em 2027. Saindo apenas em sétimo, se envolveu num incidente com a McLaren de Norris ainda na primeira volta e acabou punido em 5s por ganhar vantagem por fora da pista. Punido quando fez sua parada, Russell imitou Antonelli e fez apenas um pit, mas ao retornar atrás da McLaren de Piastri, o inglês passou trinta voltas atrás do australiano, que está em péssima fase. O oitavo lugar significou também que Russell foi o último das quatro equipes grandes, tomando no processo 54s do seu companheiro de equipe. Mais uma corrida onde Russell ficou muito aquém de alguém que era dito e havido como o grande favorito ao título e corre o risco de terminar em quinto lugar no campeonato com o mesmo carro do campeão antecipado.

A Ferrari acertou na estratégia e transformou seus dois pilotos nos mais rápidos do último terço de prova, diminuindo um pouco a decepção do que fora a classificação no sábado. Leclerc sempre andou na frente de Hamilton, demonstrou mais uma vez não temer Verstappen numa luta direta e conseguiu mais um segundo lugar, enquanto Lewis quase completou o pódio. Se a nova atualização da Mercedes finalmente funcionou, a Ferrari ainda corre atrás de conseguir mais uma vitória até o final do ano ficar mais complicada. Vindo de duas vitórias consecutivas e enfáticas, a Red Bull entrou como favorita em Austin, mas o austríacos foram surpreendidos pela Mercedes pela evolução do novo pacote de updates da equipe alemã e na prova, pela tática de uma parada. Mesmo tendo um ritmo forte em boa parte da corrida e em nenhum momento ter usado os pneus mais duros, Verstappen não teve fôlego para brigar com Antonelli e ainda teve que lutar com a dupla da Ferrari nas voltas finais, mas garantiu mais um pódio, continuando a boa fase do neerlandês. Hadjar, mesmo largando de pneus macios, foi o último do pelotão da frente a fazer sua parada, mas o francês não se deu muito bem os pneus duros e na saída do que seria sua última parada pareceu ter problemas, mas Hadjar conseguiu segurar Piastri e ficar em sexto, continuando seu trabalho de marcar pontos no Mundial de Construtores para a Red Bull. Norris fazia uma boa corrida ao optar por uma única parada e segurava sem problemas Verstappen, mas com o aumento da pressão de Leclerc, Lando foi engolido por Max e Charles. Sem ter os pneus em condições de lutar, Lando ainda foi ultrapassado por Hamilton para terminar em quinto. Hoje, sem dúvidas, a McLaren é a quarta força da F1.


No pelotão intermediário, o melhor do resto mais uma vez foi Liam Lawson, consolidando cada vez mais o neozelandês como um sério candidato a ficar na Racing Bulls, mesmo que numa corrida sem abandonos entre as quatro equipes top, isso significasse um nono lugar. Arvid Lindblad começou o ano muito bem, ainda mostra velocidade aos sábado, mas hoje pode-se afirmar que o jovem inglês ficou atrás de Lawson na temporada. E é incrível como Lindblad parece imune à punições, pois ele não ter sido punido pela fechada dada em Sainz na largada beirou o absurdo, mas como nenhum dos dois esteve perto de pontuar, nem fez muita diferença. Pierre Galy teve que lutar forte com Oliver Bearman na primeira volta antes de se alocar na décima posição e por lá ficar, após o carrossel de paradas, até a bandeirada, garantindo mais um pontinho para a Alpine, que viu Colapinto, que fora punido em posições de largada, abandonar no meio da prova.


Nico Hulkenberg teve ajuda de Gabriel Bortoleto na classificação, já que o brasileiro teria que largar de último por ter trocado mais uma vez sua unidade de potência, mas nem assim o alemão foi ao Q3 e numa corrida em que largou mal, mas conseguiu se recuperar, terminou na cativa décima primeira posição, algo que a Audi está se acostumando. Após o toque com Gasly que lhe rendeu uma punição Bearman perdeu rendimento até abandonar, enquanto Ocon ficou no meio de lugar nenhum a corrida toda. A Aston Martin conseguiu uma ligeira melhora e em Austin ficou na frente da Williams, que ficou como o segundo pior carro do pelotão, mesmo que ambas tenha ficado 34s atrás de Ocon. Correndo em casa a Cadillac ficou na sua posição de última colocada, mas Marcin Budkowski já não esconde que o desempenho de Bottas nesse ano esteja abaixo da crítica e que procure um piloto para o lugar do finlandês em 2027.


O título não veio em Austin, como era muito difícil que acontecesse, mas não resta mais nenhuma dúvida que o título da Formula 1 em 2026 será de Andrea Kimi Antonelli. Para quem acompanha o canal do GPTotal no Youtube (www.youtube.com/@gptotal) sabe que Kimi pode não ter sido levado ao limite em sua campanha rumo ao primeiro título, mas não se pode negar o merecimento dele e que no futuro 2026 poderá ser lembrado como o primeiro troféu de muitos que podem vir por aí. Foi um ano em que um jovem de apenas 20 anos virou sobre um companheiro de equipe que parecia ser o favorito ao título e numa luta doméstica contra um piloto mais experiente, se sobressaiu com uma facilidade atordoante. Já Russell poderá ver sua carreira, que parecia muito sólida antes de começar 2026, ruir de forma impressionante. Com meros nove pontos o separando do quinto colocado do campeonato, George corre o sério risco de passar o vexame de nem ir à premiação da FIA dos três melhores do campeonato. Festa que Andrea Kimi Antonelli estará ostentando o troféu de campeão mundial. 

sábado, 24 de outubro de 2026

Primeiro passo

 


A conta é bastante complicada para Andrea Kimi Antonelli decidir tudo em Austin, mas não se pode negar que o italiano da Mercedes está fazendo sua parte. Além de conseguir mais uma pole em 2026 num final de semana que vinha sendo dominado pela Ferrari, Kimi ainda colocou mais de quatro décimos em cima de Russell, que foi um infeliz sétimo colocado no grid.

O grande destaque entre o ligeiro descanso entre as rodadas triplas na Ásia e nas Américas foi que a África retornará à F1 após um hiato de mais de trinta anos. O que surpreendeu nessa notícia foi que ao invés do tradicional cenário na África do Sul, em Kyalami, será construído um novo circuito em... Ruanda! A escolha não óbvia e com o chamado 'sportwashing' envolvido para a escolha do país maculou um pouco a volta da África à F1, marcada para 2030, já que o novo autódromo ainda sairá do papel. Ruanda se junta à Arábia Saudita e ao reino do Catar como países que usam a F1 como forma de desviar o olhar mundial para seus regimes autoritários e longe de defender os direitos humanos. Porém, antes que alguém acuse a Liberty Media de pensar só em dinheiro (não que isso seja uma inverdade...), não devemos esquecer que Bernie Ecclestone levou à F1 para a África do Sul no auge do Apartheid. 

Uma frase interessante durante o anúncio da corrida em Ruanda foi feito pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, que prometeu ao presidente ruandês que o país receberá a F1 já com os motores V8. Porém, o acordo para o novo regulamento de motores ainda não foi totalmente acordado, mas a pressa de Sulayem só escancara o fracasso do regulamento atual.

Desde 2012 no calendário da F1, Austin tem um traçado interessante, onde Tilke pegou trechos de várias pistas e 'montou' o circuito texano. No entanto, de uns anos para cá, as fortes ondulações do circuito de COTA vem trazendo dores (literalmente!) de cabeça para os pilotos e os organizadores, que estão sempre recapeando algum trecho do circuito. Verstappen, Norris e Bortoleto foram bem vocais nas críticas ao circuito americano com relação aos bumps, com Max chegando a dizer que 'precisaria de uma coluna nova'.

E falando no neerlandês, vindo de duas vitórias seguidas, muitos já olham para a Red Bull com outros olhos e esperavam que Max poderia repetir o desempenho dominante das corridas no Sudeste Asiático, contudo, foi a Ferrari que apareceu forte, com seus dois pilotos liderando os três treinos livres, onde outro problema surgiu para a F1: os 'track limits'. Vários pilotos tiveram seus tempos deletados e no TL3 foi Kimi que fez o melhor tempo, mas o italiano acabou punido por exceder os limites da pista.

Assim como acontecera outras vezes, a carruagem da Ferrari virou abóbora na classificação. Em nenhum momento Leclerc ou Hamilton lutaram verdadeiramente pela ponta, com Verstappen se mostrando muito forte, mas no Q3 Andrea Kimi Antonelli apareceu forte e ainda na sua primeira volta ficou com a pole. Para desespero de Russell, o inglês se manteve no mínimo três décimos atrás do companheiro de equipe e no Q3 George viu isso se transformar num sétimo lugar. A Red Bull mostrou sua força ao colocar Max e Hadjar entre os três primeiros, mesmo o francês reclamando via rádio todo o final de semana. A McLaren vai se consolidando como a quarta força da F1, com Piastri inevitavelmente perdendo para Norris. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Câmara em ação

 


As expectativas estavam criadas já faz algum tempo e a Haas ainda mexeu com todos com um anúncio a ser feito nessa quinta-feira, com direito a um telefone vermelho pendurado. Seria um telefonema de Recife? A resposta é sim. Rafael Câmara, cria da Ferrari e com ótima carreira nas categorias de base, estreará na F1 em 2027 pela equipe Haas, substituindo à Esteban Ocon. Nascido no Recife, Rafa será o segundo piloto da cidade pernambucana a estar na F1, mas Câmara será o primeiro a participar de toda a temporada representando o Nordeste brasileiro. Atual campeão da F3 e líder da F2, Câmara fez a diferença num teste com carros antigos da Haas, derrotando na ocasião o campeão da F2 em 2025 Leonardo Fornaroli e o japonês e cria da Toyota, Ryo Hirakawa. A Haas terá uma dupla de jovens pilotos da Ferrari e será interessante ver como Bearman se comportará contra um piloto mais jovem, no que pode ser um tira-teima para conseguir o passaporte para a Ferrari em algum momento no futuro. Lembrando que Bearman terá seu contrato com a Ferrari expirando em breve, enquanto Rafael assinou um contrato de múltiplos anos. Mais importante será ver dois pilotos brasileiros jovens e com situações potencialmente boas para que Bortoleto e Câmara se consolidem na F1 por muitos anos.  

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Figura(SIN): Max Verstappen

 Após tantos anos na F1, restavam poucos circuitos onde Max Verstappen ainda não venceu. Marina Bay era um deles e Max fez muita questão de vencer em Singapura nesse ano. Lembrando seus tempos de Red Bull dominante entre 2022 e 2023, Verstappen conquistou a pole da Sprint Race e se aproveitando de mais um vacilo de Russell, controlou a mini corrida para vencer. Perguntado se estava satisfeito por vencer ali, Max não titubeou em minimizar a Sprint e pensar em vencer no domingo. E Verstappen conquistou a pole para a prova horas depois, se colocando como claro favorito. Assim como na Sprint, Verstappen não largou bem no domingo, mas mostrando a sua vontade de vencer ali, Max foi extremamente agressivo, espremendo Leclerc até o limite e com o ferrarista tendo pouco espaço e no lado sujo, Verstappen conseguiu manter a ponta da corrida por muito pouco. Depois dali Max Verstappen seguiu o script que tanto fez nos seus anos dominantes: despachou o segundo colocado e administrou o resto da corrida. Sem perder a ponta em nenhuma volta e só perdendo o Grand Chelem por Leclerc ter marcado a volta mais rápida da corrida, Max Verstappen venceu em Singapura pela primeira vez de forma dominante. Sem chances de título, Max vai estabelecendo que mesmo não sendo campeão pelo segundo consecutivo, ainda é o melhor piloto do grid atual e dá um recado aos rivais: se a reação da Red Bull viesse antes, Max tentaria repetir 2025, quando por muito pouco não tirou o título de Lando Norris. 

Figurão(SIN): George Russell

 George Russell iniciou o final de semana singapuriano sabendo que largaria na última fila por causa de uma punição por troca de peças de sua unidade de potência. Perdido por um, perdido por dez, George pediu à Mercedes para utilizar a antiga especificação do carro, enquanto Antonelli ficaria com as atualizações que chegaram em Sepang. Após a classificação da Sprint, a escolha de George se mostrou acertada, com o inglês largando em segundo (a punição só se deu no grid da corrida principal) e Antonelli apenas em sétimo. Era mais uma chance de George Russell descontar alguns pontinhos de Antonelli no campeonato, correto? Nem tanto. Russell largou melhor do que o pole Verstappen e liderava a Sprint no final da primeira volta quando chegou na parte mais molhada da pista e escorregou na entrada da reta dos boxes, batendo seu Mercedes. Para piorar, Antonelli aproveitou o abandono de Russell e do enrosco da dupla da McLaren para conquistar mais alguns pontos, quando levava a crer que seria o contrário. No domingo, George fez uma corrida discreta e azarada, pois quando estava entrando no pit-lane durante o período de Virtual Safety Car, a bandeira verde foi mostrada, fazendo Russell perder um tempo precioso. Russell correu contra o tempo, ainda ultrapassou Gasly, mas não teve como ultrapassar Hulkenberg, se conformando apenas com a nona posição. Em 62 pontos possíveis nas duas últimas semanas, George só conquistou dois e até mesmo o vice-campeonato ficou em risco, o que seria uma derrota ainda maior para o inglês, que começou a temporada como o maior favorito ao título de pilotos.