O jovem italiano teria que enfrentar seu companheiro de equipe num terreno onde George Russell já venceu e notadamente anda muito bem. O desafio de Andrea Kimi Antonelli era grande. E o italiano lidou muito bem com ele! Após ser derrotado duas vezes no sábado, durante uma disputa próxima contra Russell na Sprint Race e ter perdido a pole no último momento para o inglês, Antonelli voltou muito forte no domingo. O italiano atacou o quanto pôde Russell, forçando-o ao erro e dando a sensação de que dispararia se estabelecesse na ponta. Porém, isso não pode ser totalmente comprovado com o abandono de Russell, o que garantiu Antonelli uma segunda metade de corrida tranquila, vencendo com facilidade e conquistando seu quatro triunfo consecutivo, abrindo já uma importante diferença frente à George Russell, que tende a ser seu único rival na luta pelo título. No pódio, Antonelli foi alçado pelos multi-campeões Max Verstappen e Lewis Hamilton, demonstrando que já tem um certo respeito pelos grandes do presente da F1. Antonelli será o futuro?
JCSPEEDWAY
terça-feira, 26 de maio de 2026
Figurão(CAN): George Russell
George Russell precisava dar uma resposta frente as três vitórias consecutivas de Andrea Kimi Antonelli. Com a Mercedes ainda mais forte em Montreal e o circuito canadense sendo um dos favoritos do inglês, era a chance de Russell colocar Kimi em seu lugar dentro da hierarquia da Mercedes. E terminado o sábado, parecia que Russell conseguiria o seu intuito. George venceu a Sprint Race após uma disputa forte contra seu companheiro de equipe, com Russell jogando duro contra Antonelli, que ficou furioso e reclamou bastante via rádio, até ser repreendido por Toto Wolff. Horas depois Russell tirou a pole de Antonelli no último momento. Porém, Antonelli deu a volta por cima no domingo. Mesmo permanecendo atrás de Russell após a largada, Antonelli partiu para cima do companheiro de equipe mais experiente, dando a sensação de que tinha um melhor ritmo. Foi uma disputa interessante, mas tudo acabou em desilusão para George Russell, com o seu motor quebrado e um amargo abandono. A linguagem corporal do inglês após sair do carro quebrado indicou claramente que o George Russell sentiu o golpe. Após jogar o encosto de cabeça longe e jogar as luvas no chão, Russell parecia estar prestes a chorar. George sabia muito bem que sozinho na frente, Antonelli apenas administrou a corrida até o fim e venceu pela quarta vez consecutiva, abrindo uma bela vantagem sobre Russell no campeonato. Se precisava dar uma resposta, Russell não teve esse direito.
domingo, 24 de maio de 2026
Sem direito de resposta
No photochart
As primeiras voltas em Indianápolis foram tranquilas, com os pilotos tateando o melhor ritmo, algo bem comum nessa era dos datados Dallara IR-18. O poleman Alex Palou manteve a ponta e ficou trocando de liderança com Alexander Rossi, mesmo o americano correndo com o tornozelo quebrado e recém-operado, por causa de um acidente na semana da prova. O céu carrancudo fazia o grid inteiro se preocupar com a chuva iminente. A primeira amarela surgiu ainda antes do primeiro quarto de prova, com Ryan Hunter-Reay rodando sozinho e agradecendo aos deuses por Katherine Legge ter tido o raciocínio rápido em desviar da McLaren por muito pouco. Isso por si só não mexeu muito nas estratégias das equipes, mas a esperada chuva veio e trouxe uma bandeira vermelha. Quando os carros voltaram à pista, a chuva deu às caras novamente, tão leve que apenas o pano amarelo apareceu.
Nesse momento ficou claro que Ganassi e Penske tinham os melhores carros, com Andretti sofrendo nessa edição e Pato O'Ward, correndo com o carro reserva, ainda não colocando a McLaren no páreo. Numa das relargadas Josef Newgarden bateu sozinho de forma bisonha, eliminando um dos favoritos à vitória. Todas essas bandeiras amarelas fizeram com que as equipes mudassem suas táticas e no quarto final de prova, duas estratégias se mostrassem claras. Os líderes, particularmente a turma de Ganassi e Penske, teriam que parar apenas uma vez, enquanto alguns pilotos iriam para apenas um pit-stop, liderados por O'Ward e Felix Rosenqvist.
Quando Palou, Malukas, McLaughlin e companhia fizeram suas últimas paradas, a corrida parecia que seria decidida entre O'Ward e Rosenqvist, com o sueco assumindo a ponta faltando quinze voltas, mas logo depois Caio Collet, que fez uma corrida de estreia bem decente, bateu forte e como faltavam poucas voltas, a bandeira vermelha apareceu. Isso fez com que a turma que mais vezes entrasse na festa, além de dar maior respiro aos líderes. Um toque de Mick Schumacher na relargada fez com que a corrida fosse decidida num sprint de uma volta. Malukas fez uma relargada espetacular e deixou Rosenqvist e Marcus Armstrong para trás ainda na curva um.
Contratado como nova estrela da Penske, Malukas ainda persegue sua primeira vitória e parecia que ela surgiria no maior dos palcos do automobilismo. Incrivelmente, Rosenqvist e Armstrong duelavam pela segunda posição, dando chances para Malukas escapar um pouco, mas o sueco se sobressaiu no final da reta oposta e disparou para cima de Malukas. Outras vezes quem emergiu da curva quatro em segundo acabou ultrapassado na reta dos boxes e foi exatamente isso que aconteceu com Malukas. Rosenqvist pegou o vácuo e com uma ultrapassagem emocionante, derrotou o piloto da Penske pela menor das margens para vencer poucos dias depois de ter se tornado pai.
Uma vitória emocionante, a segunda da Meyer & Shank, que só venceu em Indianápolis. Melhor lugar não há para vencer. Para desespero de Malukas, que ficou inconformado com mais um segundo lugar, Rosenqvist colocou seu nome entre os imortais da Indy.
sábado, 23 de maio de 2026
Deja vu na Mercedes
A Sprint Race desse sábado foi de deja vú para Toto Wolff. O experiente chefe de equipe voltou dez anos no tempo, quando tinha que administrar Lewis Hamilton e Nico Rosberg dividindo a equipe. Duas crias suas, Russell e Antonelli largaram da primeira fila e finalmente conseguiram manter as posições. Os dois logo abriram 3s para Lando Norris e iniciaram uma disputa apertada pela liderança, com Kimi fustigando George e na sexta volta, o dois se tocaram na segunda curva, com Russell alargando a primeira curva e deixando Antonelli sem espaço. Os dois perderam tempo, mas Russell permaneceu na ponta. Logo depois Antonelli saiu da pista novamente e dessa vez Norris não perdeu a oportunidade de tomar a segunda posição de Kimi. Os três andaram próximos até a bandeirada, com uma última tentativa de Antonelli na última volta de tomar o segundo lugar se provando infrutífera. Contudo, antes disso, Antonelli não ficou imune a manobra agressiva de Russell e chamou o companheiro de equipe de 'sujo' e 'que deveria ser punido'. Toto Wolff entrou no rádio duas vezes para tentar colocar Antonelli no seu lugar. Havia tensão no aperto de mão entre os pilotos da Mercedes após a Sprint.
Poucas horas depois a classificação ocorreu com Antonelli correndo com raiva, sempre à frente de Russell, que não parecia tão a vontade como antes. Assim como a Mercedes. Hamilton, especialista do Autódromo Gilles Villeneuve, e Lando Norris andaram muito forte. Isack Hadjar deu o ar da graça e liderou o Q2, colocando meio segundo em Verstappen, que pareceu sempre estar pouco à vontade no seu Red Bull.
No Q3 Antonelli parecia que ficaria com a pole, com Russell demorando a ganhar ritmo, mas o inglês abriu uma última volta e superou o companheiro de equipe mais uma vez. Pode ser um golpe psicológico de George, usando ainda a juventude de Kimi. Lando conseguiu mais um terceiro lugar, com Piastri ao seu lado, ambos de olho em qualquer problema entre os pilotos da Mercedes. Max superou por pouco Hadjar, colocando a casa da Red Bull em ordem. A primeira curva de domingo deverá ser tensa, ainda mais se confirmar a previsão de chuva para amanhã.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Que pena...
domingo, 17 de maio de 2026
Alta tensão
Pedro Acosta e Alex Márquez brigavam pela liderança quando a KTM de Acosta teve um problema técnico que o fez perder velocidade. Surpreendido, Acosta ainda levantou o braço, mas não rápido o suficiente para Alex desviar, batendo de leve na KTM, fazendo-o perder o controle da moto e se espatifar no muro. A Ducati de Alex Márquez foi moída! Márquez permaneceu consciente e foi levado ao hospital com a clavícula quebrada e um pequena lesão numa vértebra. Pelo gravidade do acidente, Alex saiu verdadeiramente no lucro.
Depois de dois acidentes dessa magnitude, pouco poderia se esperar da corrida, correto? Pois ainda teve mais incidentes. Jorge Martin tinha tudo para voltar a liderar o campeonato, mas foi atingido por Raul Fernández, que pilota uma Aprilia satélite, acabando com a corrida do espanhol. Transtornado, Martín chegou aos boxes empurrando a tudo e a todos, inclusive Massimo Rivola, o chefão da Aprilia. Na volta final, Acosta brigava com Ogura pela quarta posição, mas foi tocado e acabou no chão. Ogura foi posteriormente punido, mas não seria o único. Vários pilotos foram punidos por baixa pressão do pneu dianteiro, incluindo Joan Mir, que conseguira a proeza de ser terceiro com a Honda, mas despencou pelotão abaixo por causa da punição.
Entre tantos feridos, Fabio Di Giannantonio, que fora atingido por um pneu de Alex Márquez e machucara a mão esquerda, venceu a acidentada prova em Barcelona, enquanto Bezzecchi, num final de semana muito abaixo, marcou bons pontos no campeonato. Contudo, isso tudo fica para trás com tantos incidentes e dois pilotos no hospital.
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