terça-feira, 7 de julho de 2026

Movimento histórico. E duvidoso.


 Depois de quase vinte e cinco anos de Ganassi e prestes a completar 46 anos de idade, poucos poderiam imaginar que Scott Dixon poderia sair da equipe onde conquistou tudo em sua longa e laureada carreira. Contudo, Dixon surpreendeu o mundo ao anunciar não apenas que está de saída da equipe de Chip Ganassi, como está se mudando para a equipe McLaren, se não a maior rival da Ganassi na Indy, mas tem o chefe de equipe (Zak Brown) que Chip Ganassi menos gosta no paddock da Indy. Depois de tanto tempo pela Ganassi, será estranho ver Dixon de laranja papaia. E mais estranho ainda ver a McLaren, capitaneada por Tony Kanaan, investindo num piloto, mesmo um dos gigantes da Indy, já veterano e em decadência. Pensando nas 500 Milhas de Indianápolis, Kanaan também promoveu o retorno de Felix Rosenqvist, dispensado da equipe papaia pouco tempo atrás por falta de desempenho, mas atual vencedor da corrida mais importante dos Estados Unidos. O problema é que para isso, Kanaan dispensou Christian Lundgaard, melhor piloto da McLaren no campeonato e dono de duas vitórias em 2026. A razão seria o desempenho sofrível de Lundgaard em circuitos ovais e com a McLaren focada na Indy 500, isso foi pecado grande o suficiente para dispensar o dinamarquês. Pato O'Ward permanecerá na equipe em sua perseguição à vitória em Indianápolis, enquanto terá Dixon e Rosenqvist como novos companheiros de equipe em 2027. Se será o suficiente para que a McLaren consiga seus objetivos, isso dependerá o emprego de Kanaan.

Figura(ING): Charles Leclerc

 Após um período menos bom, onde Charles Leclerc marcou meros quatro pontos em três corridas, tendo visto Hamilton vencer e começar a tomar as rédeas da Ferrari. Em Silverstone, o monegasco deu uma volta por cima surpreendente. Na classificação, conseguiu superar Hamilton, verdadeiro especialista em Silverstone e favorita da torcida. Ao contrário do que foi visto na Sprint Race, Leclerc imprimiu um ritmo muito forte no domingo, quando rapidamente superou o pole Andrea Kimi Antonelli para assumir a ponta e dominar a corrida por inteiro. O fato de ter sorte pela quebra de Antonelli, que vinha bem mais rápido nas voltas finais, não diminui a ótima exibição de Leclerc.

Figurão(ING): FIA

 Decisão da temporada 2021 da F1, Abu Dhabi. Numa das temporadas mais emocionantes desse século, Nicholas Latifi bate seu Williams no muro, o Safety-Car é mandado à pista e o tira-teima entre Lewis Hamilton e Max Verstappen seria decidido nas voltas finais. Lá na direção de prova, Michael Masi era um homem pressionado e numa decisão polêmica e que para sempre será discutida, o australiano deu ordem para relargar, mesmo com alguns retardatários ainda na pista para retomar uma volta, o que na ocasião era proibido. Voltamos para Silverstone/2026. Nessas coincidências da vida, Max e Lewis são protagonistas, mas em papéis diferentes. Verstappen bateu seu carro no final da corrida, Hamilton foi aos boxes colocar pneus moles para atacar Russell (esse, nada influenciou quatro anos e meio atrás) e, quem sabe, fustigar seu companheiro de equipe. Contudo, mesmo a FIA tendo ajustado as regras para permitir relargadas mesmo com os retardatários ainda para retomar suas respectivas voltas e Masi estar escondido em algum recanto australiano, a direção de prova resolveu aparecer novamente, dessa vez não permitindo a relargada. Foi um anticlímax gigantesco, frustrando a todos que viam a corrida, seja nas arquibancadas lotadas de Silverstone, seja pela TV. As críticas se avolumaram com a FIA estragando um final com potencial bastante emocionante em Silverstone no último domingo. 

domingo, 5 de julho de 2026

Merecido, apesar dos pesares

 


Decisão da temporada 2021 da F1, Abu Dhabi. Numa das temporadas mais emocionantes desse século, Nicholas Latifi bate seu Williams no muro, o Safety-Car é mandado à pista e o tira-teima entre Lewis Hamilton e Max Verstappen seria decidido nas voltas finais. Lá na direção de prova, Michael Masi era um homem pressionado e numa decisão polêmica e que para sempre será discutida, o australiano deu ordem para relargar, mesmo com alguns retardatários ainda na pista para retomar uma volta, o que na ocasião era proibido. Voltamos para Silverstone/2026. Nessas coincidências da vida, Max e Lewis são protagonistas, mas em papéis diferentes. Verstappen bateu seu carro no final da corrida, Hamilton foi aos boxes colocar pneus moles para atacar Russell (esse, nada influenciou quatro anos e meio atrás) e, quem sabe, fustigar seu companheiro de equipe. Contudo, mesmo a FIA tendo ajustado as regras para permitir relargadas mesmo com os retardatários ainda para retomar suas respectivas voltas e Masi estar escondido em algum recanto australiano, a direção de prova resolveu aparecer novamente, dessa vez não permitindo a relargada. Como em Abu Dhabi, Lewis Hamilton foi o prejudicado, os pilotos ficaram sem entender nada, mas pelo menos Charles Leclerc, que liderou praticamente a corrida inteira, mereceu a vitória em Silverstone.


A onda de calor que assola a Europa nesse começo de verão no hemisfério norte fez com que Silverstone, conhecida por suas corridas entremeadas por chuvas e trovoadas tivesse um cenário diferente, com muito sol e calor na velha base aérea inglesa. A Mercedes tinha sérios problemas na largada no começo dessa temporada, mas a equipe foi consertando isso aos poucos, porém, Andrea Kimi Antonelli parece ainda não estar totalmente à vontade com os procedimentos. Mais uma vez o italiano não largou muito bem, parecendo que seu Mercedes não desenvolveu velocidade como deveria, fazendo de Kimi uma presa fácil para a dupla da Ferrari, liderada por Leclerc. Mais atrás Hadjar tentou atacar Russell, mas o inglês manteve a posição, enquanto mais atrás Albon continuava o final de semana tenebroso da Williams ao se envolver num acidente com Bearman, que estragou a corrida de ambos e rendeu uma punição à Albon. Se na corrida Sprint tivemos a volta das ultrapassagens 'ioiô', nesse domingo os pilotos revisaram suas estratégias de gerenciamento de energia e felizmente não tivemos isso na corrida principal, mas a transmissão da Liberty Media voltou a década de 1980, quando praticamente não tivemos câmeras on-board. Afinal, o super clipping seria flagrado e não pegaria muito bem...


Leclerc surpreendia ao imprimir um ritmo muito mais forte do que o visto na Sprint Race, não dando chances à Hamilton, que logo teria que encarar dois incômodos no seu começo de corrida. O primeiro era uma investigação, que logo se tornaria uma punição de 5s por queima de largada. Mesmo que tenha sido muito sutil, foi claro que Lewis deu um ligeiro salto antes do apagar da última luz vermelha. O segundo e mais perigoso era a aproximação de Andrea Kimi Antonelli. Assim como ocorreu no sábado, o italiano tinha um ritmo mais forte do que o heptacampeão e na volta 10, mais ou menos na mesma altura em que Antonelli assumiu a ponta na Sprint, o italiano fez a manobra de ultrapassagem na antiga reta do boxes para ser segundo colocado. Enquanto Antonelli mostrava um ritmo de campeão, Russell mostrava um ritmo de segundo piloto e não acompanhava os três primeiros colocados. Max Verstappen ultrapassou Isack Hadjar na marra ainda no começo da prova e se aproximava de Russell. O piloto da Red Bull usou seu talento para ultrapassar George, mas na logo em seguida foi aos pits. Mesmo fazendo muito sol e calor em East Midlands, a previsão da Pirelli era de apenas uma parada para todos os pilotos, em condições normais. 

Assim que ultrapassou Hamilton, Antonelli tratou de ir para cima de Leclerc, mas o monegasco respondia aos bons tempos de Antonelli, mantendo uma confortável vantagem de 4s. Quando a corrida se aproximava de sua metade, a maioria dos pilotos foram aos pits realizar suas únicas paradas. Antonelli esticou ao máximo sua parada, esperando um SC salvador, mas mesmo um guarda-chuva tendo trazido um rapidíssimo VSC, o italiano entrou nos boxes em bandeira verde quando faltavam dezessete voltas e voltou à pista em segundo, exatos 7s atrás de Leclerc. Com pneus duros novos e poucas voltas pela frente, Antonelli ia destruindo sua desvantagem para Leclerc, fazendo que sua ultrapassagem rumo à vitória fosse questão de tempo. Então, Kimi ficou lento na entrada da reta Hangar. Não era um problema de bateria, que tanto assombrou a Mercedes, mas fez Antonelli ir aos pits duas vezes, destruindo a corrida do italiano, que mal conseguia fazer curvas e tantas saídas de pista o fizeram ser punido em 5s por causa dos limites de pista.


Isso deixava Leclerc com a corrida nas mãos. O monegasco sustentava uma vantagem de 20s sobre Hamilton, que lutava para manter a dobradinha da Ferrari, pois Verstappen havia parado uma segunda vez durante o VSC causado pelo carro quebrado de Hulkenberg e vinha claramente mais rápido do que Lewis, podendo repetir outra luta fratricida com o inglês. Russell fazia uma corrida ordinária e quando brigava com Lewis e Max pela terceira posição, a Mercedes identificou um furo lento em seu carro, fazendo com que George fizesse uma parada não-programada. Mesmo com pneus médios mais novos, ainda assim Russell não se destacava e era um burocrático quarto colocado quando Verstappen perdeu o controle do seu Red Bull no final da reta Hangar. Faltavam quatro voltas para o fim. Pensando na relargada, praticamente todo o pelotão foi aos boxes colocar o pneu macio. A Mercedes foi a única a não trazer seus carros, fazendo com que Russell se tornasse um alvo fácil, mesmo o inglês tendo subido para segundo. No entanto, causando um anticlímax terrível, a direção de prova preferiu não permitir a largada, terminando a corrida do jeito que estavam, para tremendo alívio de George Russell.


Mesmo com a presepada da FIA e seus blue caps, Charles Leclerc mereceu a vitória ao liderar a maior parte da corrida e mesmo com a sorte do problema de Antonelli, o monegasco deu uma volta por cima após uma má fase recente, onde marcou meros quatro pontos em três corridas, tendo visto Hamilton vencer e começar a tomar as rédeas da Ferrari. A diferença entre Leclerc e Hamilton era tamanha que uma ordem de equipe, pensando que Lewis estava reassumindo a vice-liderança do campeonato, não foi cogitada. No entanto, Lewis foi prejudicado com a manobra da FIA e não pôde completar a dobradinha da Ferrari, perdendo uma posição para Russell e assim, não ultrapassou o compatriota no campeonato. Sua cara de poucos amigos no pódio revelava a frustração disso, mesmo que uma vitória seria complicada vide o ótimo desempenho de Leclerc no domingo. A performance da Ferrari em Silverstone mostra que os italianos estão em ascensão, enquanto a Mercedes coça a cabeça atrás de melhorar a confiabilidade dos seus carros. Antonelli estava com a vitória nas mãos quando ele foi traído pelo seu carro mais uma vez. Mesmo Russell tendo diminuído ainda mais sua desvantagem no campeonato, ficou claro mais uma vez que Antonelli está dando um banho em cima de Russell, que subiu ao pódio pela primeira vez em Silverstone, mas contando com uma sorte absurda.


Verstappen estava prestes a conquistar um resultado acima do potencial do seu carro quando perdeu o controle do seu Red Bull de forma estranha, para desgosto do neerlandês, que não economizou nos palavrões no rádio. Após largar na frente de Max, Hadjar não teve o mesmo ritmo de corrida do companheiro de equipe, mas fez o que dele se espera, que é marcar bons pontos para a equipe, terminando em quinto. Num final de semana onde homenageou a pintura em que estreou na F1, a McLaren colocou John Watson para correr com seu carro de 1981 em Silverstone antes da largada e talvez este tenha sido o melhor momento da equipe. Piastri teve um toque na primeira volta e tendo que trocar a asa dianteira, caiu para os confins do pelotão intermediário e só conseguiu uma 11º posição na bandeirada. Lando Norris não fez muito melhor, executando uma corrida discreta e com os problemas alheios, ainda beliscou uma quarta posição.


A Racing Bulls novamente dominou o pelotão intermediário e seus dois pilotos foram os melhores do resto o tempo inteiro. Com os problemas de Verstappen e Antonelli, Lawson foi sexto, seguido de perto por Lindblad. A novidade em Silverstone foi o forte desempenho de Gabriel Bortoleto. Após uma classificação muito boa, Gabriel conseguiu não perder posições na largada, o que é um feito com a Audi, e rapidamente se colocou na zona de pontuação, andando próximo de Lawson e Lindblad. Fazendo o trivial e se aproveitando dos problemas alheios, Bortoleto fez sua melhor corrida do ano e marcou pontos depois de algum tempo. A Alpine fechou a zona de pontos, com Colapinto superando Gasly em ritmo de corrida, com ambos andando sempre próximos. Sainz fez uma ótima largada, mas seu Williams não lhe permite grandes ilusões e o espanhol terminou apenas em 12º. Mesmo rodando na primeira volta, Bearman ainda chegou na frente de Ocon, a Cadillac dessa vez chegou à bandeirada com seus dois carros inteiros e a Aston Martin teve outro final de semana miserável, com Alonso ficando parado na volta de apresentação, mas o espanhol conseguiu reiniciar tudo para terminar em penúltimo.


O público que lotou Silverstone merecia um final melhor para celebrar e torcer para que pelo menos um dos seus pilotos fizessem valer sua torcida. No final de tudo, a Ferrari comemorou sua vitória de número 250 na F1 com a sensação de que os italianos estão em viés de alta e, principalmente, podem capitalizar os vacilos constantes da Mercedes, que vê seu principal piloto perder pontos por culpa dela, enquanto o segundo piloto (e mais experiente) não conseguir andar no mesmo nível de Antonelli. Mesmo com um regulamento ruim, uma FIA sem critério, ainda temos um campeonato em aberto e que pode surpreender muita gente.  

sábado, 4 de julho de 2026

Fora de casa

 


Vinte dias atrás a Inglaterra comemorou um pódio inteiramente inglês em Barcelona, durante o Grande Prêmio da Catalunha, algo que não acontecia desde 1958 e com a F1 chegando à Silverstone, a torcida inglesa lotou a velha base aérea para ver Hamilton, Russell ou Norris se destacando em Silverstone, porém, o que se viu foi um italiano dominando o sábado na Inglaterra. Andrea Kimi Antonelli dominou o dia com vitória na Sprint e pole horas mais tarde, deixando a turma que enverga a Union Jack para trás.

Mesmo após suas recentes reformas, Silverstone se manteve como uma pista de alta velocidade e com curvas rápidas. O que antes era um grande atrativo, com as famigeradas novas regras de motores híbridos 50/50 se tornou uma bela dor de cabeça. Após as mudanças em Miami a F1 viu o super clipping ser amenizado, porém, muitas das pistas a seguir eram caracterizadas por ter muitas freadas fortes, diminuindo o fenômeno. Havia uma expectativa em Barcelona e sua longa reta dos boxes antecedida por curvas rápidas, mas a F1 havia passado no teste. Já em Silverstone a situação mudou de figura. Os pilotos haviam mostrado preocupação quando andaram nos simuladores das equipes e o que vimos na sexta-feira foi uma triste volta das cenas de Suzuka, com carros perdendo bastante velocidade nas retas, principalmente a Hangar. Do nada, as câmeras on-board foram esquecidas pela transmissão e o pouco que aparecia, não mostrava as velocidades dos carros e os momentos de recarga. 

As primeiras voltas da Sprint foi um show de horrores, com os carros ficando sem bateria e sendo ultrapassados quase que sem querer. Isso ajudou Hamilton e Antonelli se destacarem nas duas primeiras posições e os dois duelarem pela ponta. Com nove vitórias em Silverstone e uma sinergia incrível com a pista, Hamilton foi pole na classificação da Sprint e liderou boa parte da minicorrida, mas Antonelli se manteve por perto e nas voltas finais bateu o veterano, para desgosto da torcida, que viu Norris e Russell chegaram atrás de Hamilton.

Na classificação George Russell deu um susto quando saiu sozinho da pista no Q1 e bateu de leve no muro. O inglês da Mercedes ainda teve condições de tirar o carro da brita e continuar sua classificação, o mesmo não acontecendo com Cadillac e Aston Martin, que ficaram no Q1 e a Aston tomando 1,4s da equipe americana. Gabriel Bortoleto teve uma classificação atribulada, com problemas de câmbio no Q1, mas quase foi ao Q3. Mais impressionante foi o brasileiro colocar seis décimos em cima de Hulkenberg, seu veterano companheiro de equipe.

Antonelli manteve-se sempre na luta pelas primeiras posições, junto com a dupla da Ferrari. Russell não mostrava muita coisa, mas cresceu um pouco no Q3 e na primeira tentativa ficou muito perto de Kimi, enquanto uma situação curiosa mostrava Mercedes, Ferrari, Red Bull, McLaren e Racing Bulls, nessa ordem, com seus pilotos muito próximos. Na segunda tentativa houve uma certa mistura e algumas situações interessantes. Na Red Bull Hadjar superou Verstappen, numa cena rara de ser vista numa equipe dominada pelo neerlandês a tantos anos. Após o terceiro lugar na Sprint, Norris sofreu um choque de realidade ao ficar sete décimos atrás da pole, mas ao menos superou a dupla da Red Bull, com Piastri fazendo outro final de semana burocrático. Na Ferrari, Leclerc mostrou força em sua maior característica, derrotando Hamilton na tentativa final na classificação, mas não à Antonelli.

Mesmo reclamando por ter sido o primeiro a fazer sua segunda volta no Q3, Antonelli baixou muito o próprio tempo e garantiu mais uma pole. Russell decepcionava e além de não melhorar seu tempo, se viu ultrapassado pela dupla da Ferrari, dificultando sua vida no domingo com o P4 no grid, enquanto Antonelli fica cada vez mais forte com essa vitória fora de casa. 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Figura(AUT): Max Verstappen

 A Red Bull chegou à sua corrida caseira correndo atrás de fazer Max Verstappen cumprir seu contrato, trazendo vários updates ao seu carro e sair da incômoda posição de quarta força da F1 atual. Max e seu empresário já declararam que preferem ficar na Red Bull, mas Max precisa estar pelo menos na luta pela vitória. Após treinos livres até mesmo discretos, a força de Max Verstappen, particularmente no Red Bull Ring, que tem uma arquibancada reservada para a torcida de Max, se fez presente a partir da classificação. No Q3 Verstappen conseguiu uma volta incrível em sua primeira tentativa e se não fosse seu acidente na segunda volta rápida, o neerlandês estaria na luta pela pole. Na corrida Max Verstappen fez uma corrida muito forte e como visto nos últimos anos, levando seu carro nas costas para lutar com as fortíssimas Mercedes pela vitória com um carro nitidamente inferior, imprimindo um ritmo acima do potencial do carro. No final, Max chegou apenas 1,6s atrás do vencedor George Russell para conseguir seu melhor resultado em 2026, além de demonstrar que além da Red Bull, o chefe da Mercedes Toto Wolff corre atrás de contar com seus serviços. Max Verstappen faz muita diferença!

Figurão(AUT): Aston Martin

Quando Lawrence Stroll comprou a estrutura da então Force India e logo depois adquiriu a tradicional marca Aston Martin, o magnata canadense iniciou um grande investimento na equipe, transformando a agora equipe Aston Martin em um dos times mais estruturados do paddock da F1. E o potencial da equipe fica claro com a chegada do gênio Adrian Newey e a parceria com a Honda. O genial Fernando Alonso esperava 2026 com a mesma expectativa de muita gente sobre a equipe Aston Martin, mas o que estamos vendo é uma das maiores decepções da história recente da F1. Como normalmente ocorre em sua história com a F1, a Honda nunca escolhe o caminho mais fácil para se desenvolver, mas com o tempo se percebe que o carro concebido por Newey está longe de ser os melhores projetos do engenheiro. Na Áustria, a Aston Martin ficou na última fila do grid, tomando um segundo da equipe Cadillac, que não tem dez corridas de F1 e tem sérios problemas de estrutura, como carros se desfazendo no meio das corridas. Enquanto Stroll abandonou a corrida com problemas de carro, um cada vez mais impaciente Fernando Alonso foi último colocado, três voltas atrás do vencedor e um minuto atrás do penúltimo. Para quem esperava que os novos regulamentos pudesse colocar a Aston Martin nos líderes, usando sua estrutura e recursos, 2026 vem sendo uma verdadeira desilusão e Red Bull Ring mostrou de forma clara.