sexta-feira, 14 de maio de 2021

Espanha encontrou a F1

 


A Espanha sedia corridas de F1 desde os anos 1950, mas a realidade era que os espanhóis não se empolgavam com a categoria, preferindo as corridas de motos. Isso, até quinze anos atrás. Fernando Alonso estava ganhando popularidade na medida em que ganhava maturidade para conquistar o título mundial de 2005. No ano seguinte, quando Alonso chegou ao seu país como campeão do mundo, a relação da Espanha com a F1 era outra e com sua personalidade forte, além de ser um dos pilotos mais talentosos daquela geração, fez de Fernando Alonso ser um dos maiores ídolos do seu país, no mesmo nível de Rafael Nadal e Pau Gasol.

Mesmo recebendo bons públicos, aquela Grande Prêmio da Espanha de 2006 tinha um ambiente diferente. Com um piloto seu para torcer, parecia que toda a Espanha se encaminhou para o circuito de Montmeló para torcer pela vitória de Alonso. E ele não decepcionou! Largando na pole, Alonso teve um início de corrida alucinante, marcando treze voltas mais rápidas nas primeiras quinze voltas. Deu-se a impressão até que Alonso estava mais leve e pararia uma vez mais do que os rivais, mas a verdade era que o piloto da Renault estava num dia iluminado e venceu com absoluto domínio na frente do seus extasiados compatriotas. Michael Schumacher se aproveitou de um erro de Giancarlo Fisichella para ser segundo e garantir bons pontos no campeonato, em sua luta com Alonso pelo título.

Mais de 131.000 pessoas estiveram naquele dia para ovacionar Alonso. Seguindo a tradição barcelonense, a corrida de 2006 foi terrível em termos de emoção, mas nenhum espanhol reclamou do tédio que foi aquela corrida de uma hora e meia debaixo de muito calor. Alonso venceu com sobras, contudo, ninguém poderia supor que Fernando não voltaria a vencer um Grande Prêmio da Espanha, só voltando a vencer na frente dos seus compatriotas no Grande Prêmio da Europa cinco anos depois, no massante circuito de rua de Valencia. Mesmo com as escolhas erradas de Alonso, ele continuou uma referência na F1 e um ídolo na Espanha, mas aquele dia de maio em Barcelona foi o auge da Alonsomania.  

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Figura(ESP): Max Verstappen

 A atitude na volta de apresentação de Max Verstappen já mostrava que o piloto da Red Bull não seria um plácido e conformado segundo colocado em Barcelona. Max sempre que podia colocava de lado em cima de Hamilton, meio que mostrando que naquele dia ele iria para cima. Bastou apagar as cinco luzes vermelhas para Verstappen pegar o vácuo no longo espaço até a primeira curva, emparelhar com Hamilton e frear no limite, dando um chega pra lá no inglês da Mercedes. Contra os prognósticos, Verstappen assumia a ponta da corrida e por lá ficou a maior parte do tempo da prova, segurando enquanto teve pneus o ímpeto de Hamilton. Porém, Max se viu sozinho contra a dupla da Mercedes e quando os táticos alemães perceberam a posição frágil de Verstappen, mudaram a estratégia de Hamilton, trazendo-o para uma segunda e decisiva parada. Mesmo ficando na liderança quase que o tempo todo, Verstappen não teve o que fazer quando Hamilton encostou em sua traseira e já na primeira tentativa, assumiu a ponta rumo à vitória. Verstappen ainda colocou pneus moles para marcar a melhor volta da corrida e garantir um pontinho extra, mas o piloto da Red Bull mostrou que dessa vez Hamilton terá que lutar por cada vitória em 2021.

Figurão(ESP): Sergio Pérez

 Quando foi contratado pela Red Bull no final do ano passado, Sérgio Pérez tinha muito claro qual seria seu papel em 2021: auxiliar Max Verstappen na sua luta contra a Mercedes. Desde a surpreendente saída de Daniel Ricciardo da equipe que a Red Bull procura alguém capaz de pelo menos andar junto de Verstappen e tira-lo de situações estratégias desfavoráveis nas poucas vezes em que o time austríaco andou no mesmo ritmo da Mercedes. Pierre Gasly e Alexander Albon não foram capazes de executar bem esse papel e a chegada de Pérez, terminando uma prática da Red Bull de mais de dez anos em confiar somente nos seus jovens pilotos, tinha como objetivo evitar deixar Max descoberto em situações táticas. Para melhorar as coisas, a Red Bull fez um ótimo carro e finalmente está andando no mesmo patamar da Mercedes, porém, como foi demonstrado nesse domingo em Barcelona, o fato de Verstappen ficar sozinho contra a dupla da Mercedes faz do neerlandês um alvo fácil. E a pergunta que se faz é: Onde estava Sérgio Pérez. O mexicano teve um final de semana muito abaixo do esperado, classificando apenas em oitavo no sábado e mesmo com a desculpa de uma misteriosa doença, Pérez já iniciava prova longe demais para ajudar Verstappen. Uma boa largada e uma ótima ultrapassagem durante a corrida não serviu para limpar a barra do latino-americano, pois Pérez foi apenas quinto colocado e a mais de 40s de desvantagem para Max Verstappen, que perdeu a corrida espanhola por causa da certeira estratégia da Mercedes, quando percebeu que, se algo desse errado, ainda assim o segundo lugar de Hamilton estava seguro e ele partiu para cima de Max até ultrapassa-lo. Se Pérez estivesse menos de 20s atrás da disputa, dificilmente a Mercedes pensaria em trazer Hamilton uma segunda vez para os pits. Como Pérez estava empacado atrás de Ricciardo, a opção dos táticos de Toto Wolff foi fácil e garantiu mais uma vitória para Hamilton. Enquanto isso, a Red Bull já declara abertamente que precisa do apoio de Pérez para ontem! 

domingo, 9 de maio de 2021

Dois contra um

 


Quando Sérgio Pérez foi contratado pela Red Bull para a temporada 2021, cessando uma prática do time de sempre confiar nos jovens pilotos do seu programa, a equipe austríaca tinha como claro objetivo fazer com que Verstappen tivesse companhia em sua eventual luta contra a Mercedes. Mesmo quando os alemães tinham nitidamente o melhor carro, Max era capaz de incomodar os pilotos da Mercedes aqui e ali, mas acabava sempre derrotado pelo potencial do carro rival e pela estratégia. Veio 2021 e a diferença entre Mercedes e Red Bull caiu bastante, mas a situação de Max ainda é a mesma. Lutando contra um Hamilton que nitidamente subiu seu sarrafo para enfrenta-lo, Verstappen se viu sozinho hoje em Barcelona contra a Mercedes e foi atropelado no final por Hamilton, sem que o neerlandês nada pudesse fazer contra a estratégia da Mercedes. E fica a pergunta: onde estava Pérez?


A corrida em Barcelona foi bem normal para os baixíssimos padrões de qualidade catalães. Não importa a geração de carros, pilotos e motores, as provas em Montmeló normalmente são chatas e desprovidas de emoção. Sabendo disso, a posição de pista é essencial na Espanha e os estrategistas tem um papel fundamental na prova. Max Verstappen fez uma ótima largada, mas o surpreendente foi a passividade de Hamilton ao ficar por fora no aproche da primeira curva e simplesmente tomar a ultrapassagem de Max sem maiores problemas ou dramas. Com Max assumindo a primeira posição, as cartas estavam na mesa para os estrategistas moverem suas peças. Verstappen parecia que tinha uma ligeira vantagem quando Bottas teve que desviar de Hamilton na curva 3 e perdeu a terceira posição para Leclerc, não o ultrapassando até a primeira rodada de paradas. Enquanto isso, Verstappen se manteve confortavelmente na ponta e levava a corrida em banho-Maria até que as movimentações nos boxes começassem. Era claro que Hamilton tinha o carro mais rápido, mas não a ponto de ultrapassar Max na pista naquelas condições. Quando Max parou e Hamilton ficou mais algumas voltas na pista, a Mercedes indicava que Lewis pararia apenas uma vez, deixando a Red Bull numa situação complicada, pois Verstappen teria que dar bem mais voltas do que Hamilton se quisesse chegar a bandeirada sem uma segunda parada. Pensando em igualar a tática da Mercedes, Max baixou seu ritmo, deixou Hamilton ficar na mesma situação de antes da parada, mas havia uma diferença: Bottas era  terceiro. Com a Mercedes tendo a garantia de que não perderia a segunda posição e que tendia a ficar empacada atrás de Verstappen se nada de diferente ocorresse, o time comandado por Toto Wolff trouxe Hamilton para os boxes para uma segunda parada. Sem se preocupar com Bottas, Lewis apenas acelerou muito e andando 1,5s mais rápido por volta, foi engolindo a vantagem de Verstappen, que nada pôde fazer quando Hamilton entrou na famigerada janela em que podia usar o DRS. Bastou uma tentativa para Hamilton fazer a ultrapassagem vencedora e partir impávido rumo a terceira vitória do campeonato e com a liderança do campeonato cada vez mais solidificada.


Restou à Verstappen fazer um segundo pit-stop para garantir o ponto extra para a melhor volta, mas Max esteve em posição desfavorável a partir do momento em que a Mercedes tinha duas cartas alta na mesa, podendo escolher qual seria a próxima jogada para dar a cartada decisiva. Enquanto isso, Sérgio Pérez, piloto de qualidade inquestionável, largou apenas em oitavo, ganhou duas posições na largada, penou atrás de Ricciardo até fazer uma bela ultrapassagem sobre o australiano e terminar num obscuro quinto lugar, longe até mesmo da Ferrari de Leclerc. Apesar de alguns problemas de saúde terem afetado o mexicano no sábado, sua posição dentro da Red Bull já começa a ficar delicada na medida em que ele não consegue andar no ritmo dos líderes justamente quando a Red Bull finalmente tem um carro no mesmo patamar da Mercedes. Deixado sozinho contra os dois carros da Mercedes, Verstappen foi um alvo fácil, enquanto Marko pode estar começando a chegar a conclusão de que Pérez não faz nada de muito diferente de Gasly e Albon. E é bom Pérez ficar ligado no que foi o destino de ambos...


No melhor do resto, Charles Leclerc fez uma corrida esplendida, superando Bottas na largada e o segurando no primeiro stint sem maiores dramas, mostrando a clara evolução do motor Ferrari. Quando Valtteri teve pista livre, Leclerc não teve chances, mas o monegasco segurou a quarta posição sem maiores sustos, ficando à frente de um carro da Red Bull e, o que é melhor, bem à frente dos pilotos da McLaren, grande rival da Ferrari nesse momento pelo posto de terceira força. Daniel Ricciardo se mostrou bem superior à Lando Norris nesse final de semana e segurou até onde pôde Pérez, mas garantiu a sexta posição, logo à frente do piloto da casa Carlos Sainz, ainda tateando o carro da Ferrari em ritmo de corrida. Seu compatriota Alonso fez uma corrida ruim, onde uma parada no final da prova o colocou apenas em décimo sétimo. Muito pouco para um bicampeão da qualidade de Alonso, principalmente quando se olha que Ocon conseguiu salvar uns pontinhos num dia não tão bom para a Alpine, apesar do bom ritmo na classificação. Mesmo punido por ter largado no lugar errado, Gasly ainda salvou um ponto para a Alpha Tauri, chegando colado em Ocon. Após uma estreia promissora, Tsunoda se mostra um piloto de cabeça quente, bem diferente dos seus compatriotas e foi o único abandono do dia, por problema mecânico.


A Aston Martin já vai se tornando uma das decepções do ano, ao não conseguir repetir o desempenho do ano passado, quando era conhecida como Mercedes rosa. Isso apenas aumenta a sensação de declínio de Vettel, que sequer consegue andar na frente de Stroll, que ainda brigou pela última posição pontuável, mas acabou na P11. A Alfa Romeo se atrapalhou todinha em sua primeira parada, jogando Giovinazzi para as últimas posições, enquanto Raikkonen esteve perto de pontuar quando foi o último a parar com pneus médios e estava bem rápido com o composto macio. George Russell estava no bolo que estava na briga pela décima posição, mas acabou mesmo fora dos pontos, enquanto Mick Schumacher fez o dever de casa ao humilhar o péssimo Mazepin.


Se a corrida de hoje não foi das mais emocionantes, respondeu muitas perguntas que ainda pairavam no ar. Por mais que diga que não, a Mercedes ainda tem o melhor carro da F1 e a grande diferença é que a Red Bull nunca esteve tão próxima como agora. Se nos tempos da Ferrari próxima, Hamilton soube administrar muito bem um Vettel já em começo de declínio, dessa vez ele está enfrentando um piloto num momento mais forte. Max Verstappen hoje é um piloto quase completo e ansioso para confirmar o que todos sabem do que ele é capaz: bater a Mercedes e Hamilton para ser campeão. Sabendo disso, Lewis Hamilton aumentou seu sarrafo e ao invés de bater de forma protocolar Bottas, agora o inglês está incomodado e lutando por cada vitória para bater Verstappen. O problema é que o neerlandês olha para o lado e não vê ninguém para auxilia-lo. Enquanto isso, Hamilton vai empilhando vitórias rumo ao oitavo título.  

sábado, 8 de maio de 2021

A primeira marca centenária


 Os números absurdos de Lewis Hamilton na sua já longa carreira na F1 começam a entrar em marcas que pareciam impossíveis não faz tanto tempo, ainda nos tempos de Schumacher. Não bastassem os recordes, agora Lewis vai se aproximando dos três dígitos em certos quesitos e hoje ele conseguiu sua primeira marca centenária ao conquistar a pole em Barcelona, numa luta próxima contra Max Verstappen.

A classificação no circuito de Montmeló não foi das mais surpreendentes e como se fala abertamente que o traçado catalão indica a cara da F1 para uma temporada, algumas respostas já tem respostas. Mercedes e Red Bull disputam uma liga paralela, com um abismo separando as duas rivais do próximo pelotão, composto por Ferrari, McLaren e Alpine. Outrora chamada de Mercedes rosa, a Aston Martin mudou de nome, de cor e, infelizmente para ela, também de patamar, caindo um pouco, lutando com Alpha Tauri e Alfa Romeo, enquanto Williams e Haas lutam na rabeira. 

Outro ponto é que dentro desses pelotão, existem algumas flexibilidades e uma delas é a falta de ritmo de Sergio Pérez, tomando hoje quase 1s de Verstappen e sequer ficando no que seria um normal quarto lugar. O fato de Max ter que lutar sozinho contra as duas Mercedes é claramente um fator complicador para o piloto da Red Bull, mas o time austríaco parece incapaz de encontrar alguém que fique perto da luta de Verstappen e num campeonato tão apertado entre Mercedes e Red Bull, isso tende a ser decisivo. Sainz já chegou andando muito bem na Ferrari, fazendo Leclerc suar para ser o mais rápido no time italiano, enquanto Ricciardo começa a se recuperar frente ao ótimo Lando Norris. No momento, as antigas rivais lutarão pelo terceiro posto do campeonato. A Alpine está logo atrás e Esteban Ocon está se mostrando um companheiro de equipe mais forte do que Fernando Alonso imaginava. Vettel novamente ficou atrás de Stroll, mas é inegável a queda da equipe de Lawrence. Tentando chamar atenção do paddock, George Russell acerta seu carro para fazer ótimas classificações e, quem sabe, beliscar um Q3. Porém isso afeta nitidamente o ritmo de corrida do inglês, mas Russell pode simplesmente apontar que o carro da Williams é ruim desde 2019...

Novamente a luta pela pole teve como protagonistas Lewis Hamilton e Max Verstappen, com o segundo fazendo uma volta absurda no Q2, mas que não repetiu no Q3, enquanto Lewis usou sua vasta experiência para tirar tudo de sua Mercedes para ficar com a pole de número cem e colocar o dia de hoje na história da F1. Se Lewis Hamilton é o melhor piloto da história da F1 ou se seus números são inflados por causa de uma situação única causada pela própria F1 e seus regulamentos, isso deverá ser discutido em alguns anos, o que importa agora é que ninguém pode ficar alheio ao que Hamilton vem fazendo na F1 e pelo jeito, continuará fazendo por algum tempo ainda.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

A primeira de Dixon

 


A Indy ainda tentava achar respostas para o vexaminoso cancelamento da corrida no Texas na semana anterior quando chegou à Nazareth, a tradicional casa da família Andretti para uma de suas corridas mais tradicionais. Porém, muito se falava que a pista de uma milha seria limada de um campeonato que começava a entrar numa séria crise que acabaria levando ao seu surpreendente fim ao término daquele ano de 2001.

Com a saída de Mark Blundell no final de 2000, a equipe PacWest investiu num neozelandês que acabara de conquistar a Indy Lights e se mostrava extremamente talentoso e promissor. Com apenas 20 anos, Scott Dixon estreava na principal categoria de monopostos dos Estados Unidos após uma curta e vitoriosa carreira nas categorias de base americanas. Mesmo a PacWest não ter o peso de uma Penske ou Ganassi, a competitiva Indy de vinte anos atrás era capaz de boas surpresas, principalmente por causa das estratégias.

A PacWest correria a corrida em Nazareth desfalcada do experiente Maurício Gugelmin, uma das vítimas da perigosa pista do Texas e ainda tendo que enfrentar a dor da morte do seu filho de seis anos. Dixon correria sem companheiro de equipe e talvez pela falta da referência de Maurício, conseguiu apenas a 23º posição no grid. Aquele 6 de maio de 2001 não parecia muito promissor ao neozelandês, mas como Dixon mostraria em sua carreira, ele não desistiria fácil, além de se tornar um ótimo piloto tático, principalmente no quesito economia de combustível.

Outro novato largava na pole naquele dia: o brasileiro Bruno Junqueira. Porém, o piloto da Ganassi não resistiria aos ataques de Kenny Brack, que assumiu a primeira posição e liderou boa parte da corrida. O sueco vivia uma excelente fase naquele começo de campeonato. Porém, a primeira metade da prova foi cheia de bandeiras amarelas e isso fez com que a PacWest mudasse a estratégia de Dixon, que arriscou no final numa tática de economia de combustível para subir ao pelotão dianteiro logo depois da metade da corrida. Scott ultrapassou Paul Tracy e com os principais pilotos parando, assumiu a ponta nas voltas finais, mas tendo que economizar muito combustível.

Uma última bandeira amarela faltando dez voltas seria decisiva. Enquanto Dixon ganhava uma boa chance de economizar combustível, o segundo colocado Kenny Brack colaria no novato para uma relargada de tirar o fôlego. Ainda em sua terceira corrida na Indy, Dixon segurou magistralmente um claramente mais rápido Brack para vencer pela primeira vez na carreira na Indy. Com 20 anos, 9 meses e 14 dias de idade Scott Dixon se tornava o piloto mais jovem a vencer uma corrida na Indy até então. Ele se tornaria o Rookie of the year, mas a CART praticamente terminaria naquele ano de 2001, mas não a carreira de Scott Dixon. O neozelandês ficaria com a PacWest no ano seguinte, mas o time encerraria suas atividades no começo de 2002, contudo, um piloto tão talentoso não ficaria à pé por pouco tempo e nos meses seguintes Dixon seria contratado pela equipe Ganassi. O resto é uma história que tornaria Scott Dixon num dos pilotos mais laureados da história do automobilismo e tudo começou naquele começo de maio de 2001 em Nazareth.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Figura(POR): Lewis Hamilton

 A grande maioria das corridas vencidas por Hamilton em sua laureada carreira foi com o inglês não tendo muito trabalho, vencendo de ponta a ponta ou retomando a ponta na base do famoso 'undercut'. Porém, em 2021 Lewis Hamilton não poderá se acomodar no que foi visto nos anos anteriores, pois um rival muito duro e perigoso está à espreita na equipe Red Bull. Em Portimão, Hamilton foi ultrapassado por Max Verstappen na relargada, caindo para terceiro. Esperar pela equipe Mercedes fazer o undercut? Hamilton preferiu mostrar que finalmente está aumentando o sarrafo do seu potencial. Com duas belas manobras na curva um, ultrapassou Verstappen e seu companheiro de equipe Bottas para assumir a ponta da corrida e vencer pela 97º vez na F1, mas mostrando que ele tentará outras vitórias como a deste domingo.