Desde que perdeu a primazia de ter o melhor carro do pelotão, muitas vezes a Red Bull foi carregada pelas costas por Max Verstappen a ponto da equipe austríaca ter feito de tudo para renovar com neerlandês. Porém, em Baku, a Red Bull trouxe um novo pacote de atualizações que fez a sua dupla executar o melhor final de semana em muito tempo. Verstappen era um dos favoritos a ameaçar George Russell na classificação, mas um problema no motor Ford estragou os planos de Max, que teve a companhia de Isack Hadjar, de volta à equipe nesse final de semana após uma fratura no pulso e tendo renovado seu contrato. Na corrida, Verstappen saiu rapidamente de oitavo para terceiro, sendo comboiado por Hadjar, que em certo momento tinha até mais ritmo do que o companheiro de equipe com seus pneus médios. Quando Max e Isack trocaram de pneus e de compostos, Verstappen evoluiu ainda mais e pressionou Russell nas últimas voltas, perdendo a vitória por menos de dois décimos de segundo. Hadjar atacava Piastri, fazendo o australiano da McLaren errar e o francês conseguiu o terceiro lugar, seu segundo pódio com a Red Bull. Se ainda precisa do talento de Max Verstappen para aparecer, a Red Bull mostrou em Baku que pode evoluir como equipe. A primeira vitória em 2026 está próxima!
JCSPEEDWAY
domingo, 27 de setembro de 2026
Figurão(AZE): Aston Martin
O novo regulamento técnico da F1 já é tido como o pior da longa história da categoria, a ponto da FIA querer que a nova geração de motores venha antes do programado, no entanto, isso não exime o vexame que a Honda e a Aston Martin está passando em 2026, com o fato ocorrido nos treinos livres em Baku tornar isso ainda mais evidente. Que a longa reta dos boxes do circuito de rua em Baku poderia expor ainda mais equipes e montadoras com déficit de potência, todos estavam cientes, mas ninguém poderia imaginar ver a Aston Martin-Honda ser 10 km/h mais lentos que... os carros da F2! Sem surpresas a Aston Martin colocou seus dois pilotos na última fila do grid e Strol e Alonso abandonaram ainda antes da metade da corrida, com crônicos problemas de falta de velocidade em reta. Para completar, Alonso acusou um problema no motor Honda, no que foi desmentido pelos japoneses no dia seguinte. Entrosamento não está sendo um ponto forte nessa parceria que está entrando para a história como uma das mais fracassadas da história da F1. Uma situação inimaginável quando essa parceria foi oficializada três anos atrás.
sábado, 26 de setembro de 2026
E Russell entregou
Enquanto Russell abria meio segundo por volta em média, a dupla da Red Bull fazia uma ótima corrida. Largando com pneus macios, Hadjar ultrapassou Norris, enquanto Verstappen deixou Gasly para trás na largada e ainda na segunda volta ultrapassou Hamilton, algo sempre complicado pela rivalidade entre os dois. Max não demorou para ultrapassar Norris e quando já estava próximo de Hadjar, o francês deixou Leclerc para trás na reta dos boxes na terceira volta. De forma esperada, a Red Bull ordenou a troca de posições após Verstappen ultrapassar a Ferrari de Charles e a forma como a Red Bull tinha uma certa superioridade sobre os carros do pelotão da frente indicavam que os dois poderiam até mesmo atacar Russell, mas a corrida se assentou quando a dupla encostou no segundo colocado Piastri. Vindo de uma péssima fase, Piastri fazia uma corrida sólida, como nos seus bons tempos, segurando muito bem a dupla da Red Bull. Todos os pilotos largaram com pneus macios ou médios, indicando uma taxa de desgaste baixa mostrada nos treinos livres e confirmada na corrida. Ao contrário da lógica, os pilotos com pneus macios tinham um rendimento até mesmo superior aos pilotos que optaram pelos médios no decorrer das voltas, a ponto de Hadjar (macios) pressionar em alguns momentos Verstappen (médios).
Antes da corrida Russell não descartava Verstappen da briga pela vitória, mesmo o piloto da Red Bull largando em oitavo devido a problemas na unidade de potência do seu carro. Max conseguira um ótimo ritmo de corrida e relargando em segundo, Verstappen tinha uma boa chance de atacar e conseguir sua esperada primeira vitória em 2026. Russell relargou bem, mas passou as doze voltas seguintes com o seu espelho retrovisor cheio de Red Bull de Max Verstappen. Foi um jogo de alta pressão nas voltas finais, onde Russell caprichava no ponto forte da Mercedes, que era o segundo setor, mais travado, enquanto Verstappen guardava toda a energia do motor elétrico na grande reta dos boxes. Qualquer vacilo de Russell e ele poderia ser engolido por Max na reta. E esse vacilo veio na última volta. Em um dia horroroso, Valtteri Bottas coroou sua corrida batendo seu Cadillac na curva 15, com todos os pilotos tendo que contornar a curva por uma última vez. A bandeira amarela dupla estava no local e pela estreiteza do local, Russell tirou demais o pé e quando a bandeira verde estava tremulando no setor seguinte, Max Verstappen estava colado na Mercedes. Na corrida Sprint da F2 Rafael Câmara ultrapassou Noel Leon na linha de chegada e era isso que Max tentaria. E quase conseguiu. Numa das mais apertadas chegadas dos últimos anos, Russell cruzou em primeiro apenas 0,196s na frente de Verstappen.
Apesar de quase ter cometido o crime, pode-se afirmar que George Russell fez o que dele se esperava, ou seja, venceu vindo da pole e se aproveitando do erro de Antonelli para tirar bons pontos do companheiro de equipe. Para quem esperava um Kimi tão forte como Monza, um circuito completamente distinto e um motor já usado tirou vários cavalinhos da chuva. Antonelli fez uma corrida pragmática dessa vez, fazendo ultrapassagens seguras contra o sempre encarniçado pelotão intermediário e estava em oitavo quando o SC apareceu, pronto para atacar Gasly. Kimi teve muita sorte na presepada de Colapinto, pois viu à sua esquerda o portenho destruir a corrida da Alpine e Kimi ainda recebeu um ligeiro toque de Bearman. Livre da confusão, Antonelli se aproveitou do erro de Piastri para subir para sexto e ainda conseguiu ultrapassar Hamilton para receber a bandeirada em quinto, controlando bem os danos pelo erro da véspera. A Red Bull fez sua melhor corrida no ano e colocou, com méritos, seus dois pilotos no pódio. Verstappen manteve seu alto nível e ficou a menos de dois décimos de conseguir sua merecida vitória. Em sua volta à F1, Hadjar fez uma bela corrida, comemorando sua renovação de contrato com a Red Bull, andando próximo de Verstappen o final de semana inteiro e sabendo seu lugar quando tinha mais ritmo antes da parada dos dois.
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Será que ainda dá?
Chegamos aos fins de setembro e a F1 tem vários assuntos pendentes e algumas definições se desenhando. As duas corridas finais no Oriente Médio ainda estão em suspenso, com a guerra no Irã ainda acontecendo, mesmo que com menos intensidade. As etapas no Catar e Abu Dhabi ainda não foram canceladas e mesmo com a possibilidade de mísseis passarem por cima da cabeça do circo da F1, os milhões de dólares que os emirados injetam na F1 por causa dessas corridas pode fazer a F1 esquecer qualquer problema bélico na região.
O fracasso do novo regulamento técnico, que se fez presente em Baku, apressa a FIA em trazer um novo motor o mais breve possível. Ao invés da trapizonga que é o motor com metade da potência num motor de combustão interna e metade elétrico, a FIA estuda um motor mais simples, mesmo que desagrade algumas montadoras. A reta sem fim em Baku trouxe o famigerado superclipping, como esperado, mesmo que em grau menor em comparação a Monza, por exemplo.
Desde as primeiras atividades, que ocorreram já na quinta-feira, a Mercedes dominou o pelotão como fizera nas primeiras etapas do ano, com Russell bem à frente de Antonelli. O que ninguém esperava era ver Antonelli errar durante o Q1 e destruir sua classificação, tendo que largar em 16º, à frente da decepcionante Audi, Cadillac e Aston Martin, que passou um vexame histórico ao ver seus dois carros conseguirem velocidades inferiores aos bólidos da F2.
Sem Antonelli e talvez sem pressão, vimos um George Russell solto, conseguindo um tempo impressionante, superando em quase 1s a Ferrari de Leclerc, especialista em Baku. Verstappen deu pinta que poderia incomodar, mas o neerlandês acabou tendo problemas em seu motor e teve que se contentar com a oitava posição, ficando atrás até mesmo do seu companheiro de equipe Hadjar, que retornou nesse final de semana. A McLaren parecia forte, mas Norris acabou errando em sua volta decisiva, terminando em quinto, perdendo terreno até mesmo para Piastri, algo não muito comum em 2026.
Russell tem mais uma chance de ouro para tirar bons pontos de Antonelli. Algo que já aconteceu outras vezes nesse ano e os resultados todos vimos...
domingo, 20 de setembro de 2026
Tudo normal na Nascar...
Bristol é uma pista que normalmente traz problemas para os pilotos da Nascar. Pista curta, Bristol já foi palco de vários entreveros ao longos dos anos e nesse sábado à noite, em vitória de Joey Logano, Ryan Blaney e Carson Hocevar resolveram o toque entre eles (culpa de Hocevar) depois da corrida.
A vez de Acosta
Correndo na casa da KTM, montadora que se despedirá no final de 2026, Pedro Acosta prometeu fazer de tudo para quebrar o jejum na frente da torcida austríaca e no sábado esteve a ponto de vencer a Sprint, quando cometeu um erro e caiu quando liderava tranquilamente. 'Olhei para o painel da moto e perdi o ponto da freada', confidenciou Acosta depois da derrota. No domingo, não teve painel que segurasse o espanhol. Acosta não largou de forma tão forte como no sábado, mas foi superando um a um seus adversários (Marc Márquez e a dupla da Aprilia) para assumir a liderança da corrida, administrando uma perigosa vantagem de 1s sobre Jorge Martín, vencedor da Sprint.
Acosta correu como o campeão de deve se tornar um dia na MotoGP. O espanhol venceu e se despedirá da KTM, que o apoiou desde o início de sua carreira no Mundial, com uma vitória na MotoGP, finalizando um ciclo de forma merecida. No campeonato, Martín virou novamente o campeonato com uma etapa praticamente perfeita, vencendo no sábado e segurando os ataques de Bezzecchi no domingo para ser segundo e abrir vantagem novamente sobre Márquez. Numa pista onde a Ducati vinha de dez vitórias consecutivas, Márquez sofreu com a carcaça do novo pneu e ainda teve um problema de freio que só lhe permitiu uma quinta posição. Márquez terá trabalho com Martín em 2026, mas pensando no futuro, o trabalho tende a ser maior quando terá Acosta ao seu lado na Ducati em 2027.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Figura(ESP): Lando Norris
Num circuito tão complicado como Madring, ter tempo de pista é essencial, contudo, Lando Norris teve problemas de câmbio em sua McLaren e ficou de fora do segundo treino livre. Parecia que isso seria muito problemático para o atual campeão do mundo, mas mostrando que tirar o peso dos ombros do primeiro título fez muito bem à Lando, o inglês da McLaren conseguiu uma pole miraculosa em Madri. Lando Norris fez uma largada bem diagonal, lembrando as saídas truculentas de Michael Schumacher nos seus áureos tempos, tentando manter a ponta e acabar com a já folclórica história de que Lando é incapaz de manter a ponta largando da pole. Norris tinha o conjunto mais forte do domingo e venceria se não fosse o Virtual Safety Car, que apareceu segundos após o piloto da McLaren ter passado da entrada dos boxes. Norris caiu para quinto, se aproveitou das paradas de Leclerc e Russell para conseguir um lugar no pódio, porém, até mesmo o vencedor Andrea Kimi Antonelli sabia que aquela corrida pertencia à Lando Norris, que poderia ter conseguido sua terceira vitória em quatro corridas. A McLaren está em fase ascendente no campeonato e tem Lando Norris como seu principal piloto. Pena que a sorte não colaborou muito com o atual campeão da F1.
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