domingo, 4 de outubro de 2026

Figura(BAH): Max Verstappen

 Na primeira vez em que teve um conjunto forte o suficiente para vencer, Max Verstappen não perdeu a oportunidade! Piloto mais rápido desde os treinos livres em Sepang, Max dominou a classificação e conseguiu sua primeira pole em 2026 de forma quase protocolar. Porém, o domingo em Sepang veio com uma chuva forte antes da largada, embaralhando um pouco a situação e Verstappen não largou bem, tendo que superar a dupla da Mercedes para vencer pela primeira vez no ano, dando a primeira vitória a um motor construído na sede da Red Bull, além de fazer a Ford vencer na F1 após 23 anos. Uma vitória dominante e que pode indicar um caminho para a equipe e para Max, que mais uma vez mostrou o que pode fazer com um bom carro.

Figurão(BAH): FIA

 Não bastasse o criticado regulamento técnico da F1 ser um fracasso retumbante, a ponto da própria FIA querer um novo motor o mais breve possível, nesse domingo em Sepang a entidade cometeu um erro inacreditável justamente por causa do regulamento. Com metade da potência vindo do motor elétrico, temia-se que picos de energia com pista molhada pudesse fazer com que os pilotos perdessem o controle dos seus carros e para evitar isso, a FIA fez as equipes instalarem um novo software que evitasse essas entregas repentinas. Tudo muito interessante na teoria, mas na prática... Pela primeira vez a FIA encararia um asfalto escorregadio em Sepang e o utilizando um software que não fora testado o suficiente, vimos carros parando por falta de potência durante a volta de apresentação, numa cena inacreditável para uma categoria dita como o pináculo do automobilismo. A bandeira vermelha foi mostrada e a FIA pediu para as equipes 'desinstalarem' o tal software para que a corrida ocorresse normalmente, mas novamente a F1 passou vergonha devido ao novo regulamento com motores cheio de sensores, softwares e superclipping que deveriam fazer os melhores pilotos do mundo acelerar ao máximo, mas que param os carros mesmo com o acelerador ao máximo.

Dia de Max

 


O ensaio havia sido em Baku. As atualizações da Red Bull colocaram Max Verstappen mais próximo das Mercedes e mesmo George Russell tendo vencido no Azerbaijão, Max cruzou a linha de chegada menos de dois décimos atrás do inglês. Uma semana depois e mesmo sendo a vez da Mercedes trazer atualizações para seus carros, Max Verstappen executou um final de semana como nos melhores tempos da Red Bull, onde foi impecável em todos os dias do final de semana do Grande Prêmio do Bahrein... em Sepang na Malásia. Quem não esteve impecável nesse domingo foi a FIA, protagonizando outra presepada daquelas por causa do famigerado regulamento técnico da F1 de 2026. Que a própria FIA quer se livrar o mais rápido possível!


Correr na Malásia é esperar muito calor e uma pancada de chuva a qualquer momento. Sexta e sábado foi livre de tormentas, mas quarenta minutos antes da largada a chuva veio com força em Kuala Lumpur, exatos 6.000 quilômetros do Reino do Bahrein, que promovia a corrida. E por sinal, o clima estava ameno e seco em Manama na hora da largada para a corrida bareinita. Era a primeira vez em 2026 que uma corrida aconteceria com pista molhada e os próprios pilotos não tinham experimentado o circuito de Sepang com o asfalto molhado. No entanto, como normalmente acontece nas precipitações no fim da tarde ao redor da Linha do Equador, a chuva veio muito forte e o atraso da largada foi inevitável. Apenas quarenta minutos depois foi que a largada foi dada, com os pilotos alinhando com os pneus intermediários. Foi então que começou a vergonha da FIA.

Com receio de picos de energia do motor elétrico pudesse ocasionar problemas aos pilotos com asfalto molhado, a FIA fez com que todas as equipes baixassem um software para que isso não ocorresse. Como mencionado anteriormente, a F1 ainda não havia corrido com piso molhado e a combinação de carros muito lentos com um software ainda não devidamente testado fez com que alguns carros ficassem totalmente sem potência durante a volta de apresentação, com destaque para Lewis Hamilton. A confusão reinante fez com que a FIA colocasse uma bandeira vermelha para que as equipes voltassem ao software anterior. Um escárnio! O tempo parado fez com que a pista secasse e alguns pilotos foram para a largada com pneus slicks, com destaque para a dupla da Ferrari e da McLaren. Ainda na volta de apresentação era claro que a pista ainda estava molhada demais para slicks, fazendo com que Piastri fosse aos pits bem no momento em que os carros alinharam para a largada. Mais de uma hora e meia depois do programado originalmente, a largada foi dada com Max Verstappen, que optara pelos intermediários, mais parecendo ter saído com slicks, seando completamente batido por Antonelli ainda antes da primeira curva. Melhor fez Russell, que saiu da quarta fila para ser segundo, desviando rapidamente de Norris, que saíra de slicks. Lawson tentou um ataque em cima de Verstappen na primeira volta, mas rapidamente o neerlandês neutralizou o neozelandês e passou a se concentrar na dupla da Mercedes, que fazia dobradinha em Sepang nos primeiros giros.


Quem escolhera largar com pneus intermediários conseguiu uma vantagem enorme nas primeiras voltas, fazendo que algumas surpresas acontecessem. Punido por trocar componentes de sua unidade de potência, Lindblad saíra da última posição para nono, enquanto a dupla da Williams e Ocon estavam na zona de pontuação, posições não muito usuais dessa turma. Mais atrás Leclerc, com pneus slicks, batia em Hulkenberg e precisando trocar a asa dianteira, caía para último, enquanto Hamilton era ultrapassado até mesmo pela Aston Martin de Alonso, que também estava com pneus slicks. Lá na frente, Verstappen ia para cima da dupla da Mercedes e na volta cinco ultrapassou sem maiores problemas Russell e já atacava Antonelli pela primeira posição. Nesse momento, os pilotos que tinham largado com pneus slicks começaram a marcar os mesmos tempos da turma que estava com os intermediários, fazendo alguns pilotos irem aos pits trocar os intermediários pelos slicks. Uma desses pilotos era Bottas, que logo em sua volta de saída rodou e ficou atolado com seu Cadillac na caixa de brita. O Safety Car não tardou a aparecer e para sorte dos pilotos da frente, eles estavam na reta oposta quando foi dado o aviso da bandeira amarela em todo circuito. Kimi, Max e George rapidamente foram aos pits colocar slicks, com Verstappen escolhendo os macios e a dupla da Mercedes preferindo os médios. Isso ajudou a turma que vinha mais atrás e Hamilton manteve-se com os pneus macios que largara, pulando para 12º.

Com o sangue na água, Max Verstappen farejou que era hora do ataque e na relargada na volta 13, rapidamente deixou Antonelli para trás. Pensando no campeonato, Antonelli foi cauteloso na manobra e Russell foi no embalo de Max e assumiu a segunda posição, enquanto Hadjar dava o bote em Lawson e subiu para quarto. Durante os treinos livres poucos poderiam imaginar que os pneus macios pudessem durar tanto, mas com a pista muito mais fria do que foi visto durante os ensaios, os pneus com banda vermelha não apenas duravam muito, como ainda se mantinham rápidos. Verstappen simplesmente não deu chances à dupla da Mercedes, com Antonelli esperando a vigésima volta para ultrapassar Russell e ficar em segundo. Mais atrás, com os mesmos pneus da largada, Hamilton efetuava uma bela corrida de recuperação com praticamente metade da prova, andando no mesmo ritmo dos líderes e quando se aproximava do quarto colocado Hadjar, os pilotos foram para os pits fazer suas paradas finais. Lewis ainda voltou atrás de Hadjar, mas com pneus médios ele não estava tão à vontade, mas pressionava o francês quando o Safety Car virtual deu as caras quando Alexander Albon ficou parado com seu Williams na saída da curva 2. 


Max Verstappen aproveitou para fazer uma segunda parada para se manter forte nas voltas finais. A Mercedes esboçou ficar na pista com seus dois pilotos, mas na volta seguinte trouxeram-nos aos pits para fazerem as voltas finais com pneus macios, mas George Russell fez ainda menos volta. Com a dificuldade de retirar o carro de Albon o Safety-Car real foi à pista e nesse momento a unidade de potência de Russell parou de funcionar quando faltavam menos de seis voltas para o fim. Os pilotos tiraram tanto o pé que surpreenderam Lando Norris, que para não encher a traseira do seu companheiro de equipe, foi para a brita, caindo de oitavo para décimo primeiro. A relargada quando faltavam quatro voltas viu Hadjar sendo ultrapassado pela dupla da Ferrari, fazendo com que Hamilton subisse ao pódio após chegar a andar em 18º. Max Verstappen não teve trabalho com Kimi, que já começa a fazer a contas do campeonato.


Finalmente a primeira vitória do ano veio para Max Verstappen, que venceu pelo menos uma corrida nas últimas onze temporadas. Mais importante foi que a vitória de Max não foi algo fortuito ou algo que caiu no colo do neerlandês. Desde os primeiros treinos Verstappen se mostrou o mais rápido do pelotão e mesmo com alguns sustos no caótico início de corrida, Max soube se recuperar rumo a mais uma vitória na carreira. Claro que Verstappen não é mais um fator no campeonato, mas o crescimento da Red Bull nesse terço final de campeonato pode indicar um bom caminho para 2027. Hadjar fez uma corrida decente e estava no pódio quando se deu a última relargada, porém, o francês da Red Bull não foi capaz de segurar a dupla da Ferrari, terminando a prova em quinto, conquistando mais alguns pontos importantes no Mundial de Construtores. Falando em pontos, Andrea Kimi Antonelli já começa a fazer as contas de quando poderá comemorar seu título. Novamente George Russell foi alvo de falta de sorte e se após a vitória em Baku o inglês falava em reviravolta no campeonato, esse abandono foi mais um balde de água fria nas poucas pretensões de George. O que chamou atenção foi que, pelo menos em Sepang, as atualizações da Mercedes não surtiram os efeitos esperados, porém, ainda temos muitas corridas para ver se foi algo específico em Sepang que não funcionou para a Mercedes, mas Antonelli saiu da Malásia como um dos vencedores no final de semana.


A Ferrari errou na escolha de pneus e acabou vendo seus dois pilotos nas profundezas do pelotão no que parecia ser mais um erro estratégico da equipe de Maranello, mas o Safety Car trazido por Bottas salvou a lavoura ferrarista e Hamilton fez funcionar muito bem os pneus macios, a ponto de quando colocou os médios, rapidamente voltou voltou aos macios no último SC e somente assim pôde ultrapassar Hadjar e conseguir o último lugar do pódio. Leclerc não foi tão brilhante quanto Hamilton, se envolveu num toque com Hulkenberg nas primeiras voltas, mas no fim Charles chegou logo atrás do seu companheiro de equipe. Olhando do ponto de vista de que Lewis e Charles conseguiram sair das últimas posições para ficarem em 3º e 4º, não se pode reclamar do dia ferrarista, no entanto, se não cometesse mais um vacilo estratégico e observando o ótimo ritmo de Hamilton com os pneus macios, a Ferrari poderia ter visto Hamilton alguns degraus acima no pódio. A McLaren dividiu a estratégia dos seus dois pilotos e ainda assim Piastri perdeu bastante tempo e não evoluiu como esperado quando tinha clara vantagem de pneus. O australiano se viu acossado por Norris nas voltas finais, mas Lando quase destruiu o dia da McLaren ao ser surpreendido pela baixa velocidade dos carros na frente dele durante o regime de SC. Norris ainda diminuiu o prejuízo e terminou em nono, enquanto Piastri foi sexto, colado em Hadjar. Um dia abaixo da McLaren, que também errou em seus pit-stops e claramente não tinha ritmo em Sepang.


Liam Lawson foi o melhor do resto, chegando a travar batalhas contra Verstappen e Piastri rumo a um ótimo sétimo lugar, mas sem sombra de dúvidas o grande destaque vai para Fernando Alonso. O espanhol continua mostrando seu valor em condições variáveis e num final de semana onde a Aston Martin andou surpreendentemente bem em Sepang, o espanhol soube capitalizar um bom dia da equipe, mesmo Fernando tendo largado com pneus slicks e ter sofrido nas primeiras voltas, porém, o SC no começo da corrida colocou Alonso no jogo e o espanhol fez magia para ser oitavo e marcar bons pontos para a Aston Martin. Bortoleto tinha ótimas chances de marcar pontos, mas na relargada ele bateu com Sainz, quebrou sua asa dianteira e ainda foi considerado culpado pelo incidente, perdendo 10s em sua parada, fazendo com que o brasileiro ficasse nas últimas posições. Hulkenberg estava fechando a zona de pontuação na penúltima volta, mas acabou ultrapassado por Lindblad na última volta, fazendo a Audi sair de Sepang zerada. A corrida ruim da Alpine prova que os pontos desperdiçados pelo erro de Colapinto podem fazer falta, enquanto a dupla da Williams andou na zona de pontuação por muito tempo, mas Sainz rodou após toque com Gabriel e Albon abandonou quando já estava fora dos pontos. Ocon escolheu os pneus intermediários e ficou no top10 por um tempo, até ser escalado e no final, chegou atrás de Bearman. Sergio Pérez foi último, como esperado da Cadillac, mas o que chama atenção foi o mexicano ter ido aos pits sete (!) vezes durante a corrida. Os táticos da Cadillac pareciam meio perdidos...


Esse breve retorno de Sepang ao calendário da F1 trouxe todos os ingredientes de uma bela corrida malaia (by Bahrein), adicionado da incompetência da FIA. Max Verstappen passou por cima de tudo isso e venceu com classe, com direito e pole e melhor volta, só perdendo a liderança nas primeiras voltas após sua péssima largada e a hesitação da Mercedes em arriscar no final da corrida durante o Safety-Car. Foi a primeira vitória da Red Bull usando o motor próprio e o primeiro triunfo da Ford em 23 anos. Mais importante foi que Max não precisou de ajuda alheia para conseguir sua primeira vitória em 2026, enquanto Andrea Kimi Antonelli deu mais um passo decisivo rumo ao seu primeiro título.

sábado, 3 de outubro de 2026

Asas no calor malaio


 Após mais de trezentos dias, Max Verstappen conseguiu uma pole na F1 e para quem imaginava que o tempo mais rápido do neerlandês foi tirado à fórceps, devido ao seu enorme talento, engana-se completamente. Debaixo do inclemente calor malaio, o evoluído carro da Red Bull andou sempre muito bem e nessas condições Max não deu chances aos rivais para conseguiu sua 49º pole na carreira.

Quando vejo o Rally Dakar realizado na Arábia Saudita ou na Argentina, sinto um estranhamento gigantesco, mais parecendo que o evento é uma farsa. Com todo o problema da guerra entre Estados Unidos e Irã acontecendo nesse momento, o reino do Bahrein resolveu manter o evento, mas estrategicamente mudando de local, fazendo à F1 retornar ao circuito de Sepang, na Malásia após nove anos. Mais aleatório, impossível! Circuito inteiramente projetado por Hermann Tilke no final da década de 1990, pode-se afirmar que Sepang inaugurou a era dos circuito luxuosos, mas também dos 'Tilkodromos', com circuitos com desenhos padronizados de retas longas entremeadas por grandes freadas e várias curvas de média entre elas. 

No entanto, o circuito localizado próximo de Kuala Lumpur tem sua identidade e boa parte dos pilotos que não estavam em 2017 na última vez que a F1 por lá aportou aprovou o circuito malaio. Talvez nem tanto o forte calor. A temperatura equatorial e a constante espera por uma tempestade voltaram à cabeça dos estrategistas da F1, lembrando que até o momento o carro do novo regulamento ainda não fez uma prova em asfalto molhado. E falando em asfalto, o abrasivo asfalto malaio, cuja última pavimentação ocorreu a mais de dez anos, foi outro motivo de preocupação das equipes, com os pneus Pirelli sofrendo um desgaste não visto em 2026.

 Mesmo vindo de duas vitórias enfáticas, a Mercedes trouxe um pacote de atualizações para Sepang, fazendo com que as rivais tremessem um retorno ao que foi visto no início do campeonato, com o carro da Mercedes praticamente intocável. A Red Bull também trouxe alguns updates, melhorando o que foi visto em Baku, quando Max quase tirou a vitória de Russell na volta final. Os treinos livres realizados debaixo de forte calor e pista totalmente seca viu uma Mercedes não evoluindo o esperado, enquanto a Red Bull pareceu ainda mais forte. Com isso Max Verstappen logo se portou como favorito destacado e o neerlandês não deixou passar essa oportunidade.

Verstappen dominou a classificação e conseguiu sua 49º pole na carreira de forma quase protocolar, não dando chances aos rivais. Punido por trocas em sua unidade potência, Hadjar andou no embalo do seu companheiro de equipe, acabando por largar em oitavo. Hamilton conseguiu separar os dois carros da Red Bull, o que resultou na vibração do veterano inglês no rádio. Na sexta-feira Russell superou Antonelli nos dois treinos, mas no sábado Kimi mostrou sua força e não deu chances ao companheiro de equipe, contudo, Antonelli teve sua volta deletada no Q2, trazendo um suspense desnecessário e teve que usar um jogo extra de pneus macios, o deixando com apenas uma volta rápida no Q3. Kimi largará em terceiro por causa da punição de Hadjar, mas mais importante foi que ele largará bem na frente de Russell, apenas sétimo no grid. Destaque para a Aston Martin colocando seus dois carros no Q2 e Gabriel Bortoleto indo ao Q3, enquanto Hulkenberg amargou uma eliminação no Q1. A corrida tende ser uma grande administração de pneus, isso sem contar que a esperada chuva ainda não deu as caras em Sepang.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Que pena...

 


Uma das lendas da Indy, Gordon Johncock competiu em uma das eras mais acirradas da categoria, correndo com outros ícones como A.J. Foyt, Mario Andretti e Johnny Rutherford durante as décadas de 1960 e 1970. Johncock começou sua carreira em 1965, se tornando um piloto competitivo rapidamente, vencendo sua primeira 500 Milhas de Indianápolis em 1973, na famosa edição encurtada pela chuva, correndo pela equipe Patrick. Nove anos depois Gordon venceria novamente as 500 Milhas, derrotando Rick Mears por menos de dois décimos, o que era até então a chegada mais apertada em Indianápolis. Johncock venceria o título da Indy em 1976 e correria até 1992, além de ter disputado três edições da Daytona 500 pela Nascar. Após sua laureada carreira, Gordon Johncock se dedicou aos seus negócios em fazendas e entrou em vários Hall's da Fama nos Estados Unidos. Nessa segunda-feira, Gordon Johncock faleceu em sua casa aos 90 anos de idade. 

domingo, 27 de setembro de 2026

Figura(AZE): Red Bull

 Desde que perdeu a primazia de ter o melhor carro do pelotão, muitas vezes a Red Bull foi carregada pelas costas por Max Verstappen a ponto da equipe austríaca ter feito de tudo para renovar com neerlandês. Porém, em Baku, a Red Bull trouxe um novo pacote de atualizações que fez a sua dupla executar o melhor final de semana em muito tempo. Verstappen era um dos favoritos a ameaçar George Russell na classificação, mas um problema no motor Ford estragou os planos de Max, que teve a companhia de Isack Hadjar, de volta à equipe nesse final de semana após uma fratura no pulso e tendo renovado seu contrato. Na corrida, Verstappen saiu rapidamente de oitavo para terceiro, sendo comboiado por Hadjar, que em certo momento tinha até mais ritmo do que o companheiro de equipe com seus pneus médios. Quando Max e Isack trocaram de pneus e de compostos, Verstappen evoluiu ainda mais e pressionou Russell nas últimas voltas, perdendo a vitória por menos de dois décimos de segundo. Hadjar atacava Piastri, fazendo o australiano da McLaren errar e o francês conseguiu o terceiro lugar, seu segundo pódio com a Red Bull. Se ainda precisa do talento de Max Verstappen para aparecer, a Red Bull mostrou em Baku que pode evoluir como equipe. A primeira vitória em 2026 está próxima!

Figurão(AZE): Aston Martin

 O novo regulamento técnico da F1 já é tido como o pior da longa história da categoria, a ponto da FIA querer que a nova geração de motores venha antes do programado, no entanto, isso não exime o vexame que a Honda e a Aston Martin está passando em 2026, com o fato ocorrido nos treinos livres em Baku tornar isso ainda mais evidente. Que a longa reta dos boxes do circuito de rua em Baku poderia expor ainda mais equipes e montadoras com déficit de potência, todos estavam cientes, mas ninguém poderia imaginar ver a Aston Martin-Honda ser 10 km/h mais lentos que... os carros da F2! Sem surpresas a Aston Martin colocou seus dois pilotos na última fila do grid e Strol e Alonso abandonaram ainda antes da metade da corrida, com crônicos problemas de falta de velocidade em reta. Para completar, Alonso acusou um problema no motor Honda, no que foi desmentido pelos japoneses no dia seguinte. Entrosamento não está sendo um ponto forte nessa parceria que está entrando para a história como uma das mais fracassadas da história da F1. Uma situação inimaginável quando essa parceria foi oficializada três anos atrás.