Não poderia ser outro! O veterano inglês obteve sua primeira vitória pela Ferrari com uma pilotagem que lembrou os bons e velhos tempos do sir Lewis Hamilton. Os treinos livres em Barcelona não pareciam promissores para Lewis. Pista onde tradicionalmente a melhor equipe se destaca, a Mercedes parecia bem mais rápida na figura de George Russell, enquanto Hamilton era superado por Leclerc na luta interna da Ferrari, contudo, o protagonista da parte debaixo da coluna aprontou no Q3 e Hamilton, ao contrário, brilhou. Lewis conseguiu entrar na luta pela pole e foi superado por menos de um décimo por Russell. O domingo em Barcelona surgiu com forte calor e a corrida poderia ser decidida na estratégia. Com a Ferrari se caracterizando nos últimos tempos pelos erros estratégicos, a situação do Lewis não era das mais animadoras, mas o inglês estava sempre na luta pela vitória, mesmo não capitalizando o fato de ter largado com pneus macios, enquanto Russell saiu com os compostos médios. Com praticamente todas as equipes partindo para uma estratégia de duas paradas, a Ferrari pensou diferente e claramente colocou Hamilton numa tática de três paradas, fazendo com que Lewis sempre andasse num ritmo muito forte. Hamilton respondeu ao desafio com um racecraft avassalador e como bom multicampeão que é, o inglês contou com a sorte quando Alonso parou seu carro na pista e o Virtual Safety Car veio no momento em que a terceira e última parada de Hamilton se aproximava. A Ferrari foi perfeita e Hamilton permaneceu em primeiro após seu derradeiro pit-stop, com pneus em melhor estado do que Russell. O ritmo que Lewis Hamilton impôs na relargada indicou que, mesmo que o VSC não tivesse aparecido, o inglês da Ferrari poderia ter deixado a dupla da Mercedes na pista. Invencível até o momento em 2026, a Mercedes sofreu sua primeira derrota para seu antigo piloto, que se emocionou com essa primeira vitória com a Ferrari e também da maneira como aconteceu. Hamilton andou como a muito não se via e se estabelecendo na segunda posição no campeonato, dá esperanças de estar na luta pelo título.
JCSPEEDWAY
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Figurão(CAT): Charles Leclerc
Uma semana depois do seu polêmico abandono em Mônaco, Charles Leclerc não teve um final de semana muito melhor em Barcelona. Após criar um desconforto institucional com a Brembo, tradicional parceira da Ferrari, ao indicar que a causa do seu abandono em sua corrida de casa foi por causa dos freios, Charles Leclerc passou a usar o mesmo fornecedor de freios de Hamilton e rapidamente o monegasco ganhou confiança, andando na frente do companheiro de equipe. Tudo parecia bem para Leclerc até o Q3, quando em sua primeira tentativa Charles errou na curva 4 e bateu sua Ferrari, destruindo o sonho de lutar pela pole, algo que Hamilton demonstrou ser possível. Largando apenas em décimo, Leclerc rapidamente ganhou algumas posições, mas sua corrida parecia limitada ao sexto lugar quando a Ferrari apresentou um problema hidráulico, causando o segundo abandono seguido para Leclerc. Enquanto isso, Lewis Hamilton fez uma baita corrida e venceu pela primeira vez com a Ferrari, se estabelecendo como vice-líder do campeonato e com boas chances de entrar na briga pelo título com os pilotos da Mercedes. Leclerc vê tudo isso cada vez mais distante e pela primeira vez em muitos anos Charles pode ficar numa posição de inferioridade dentro da Ferrari. Isso, poucos dias depois de renovar seu contrato com a Ferrari.
domingo, 14 de junho de 2026
A primeira de Lewis
sábado, 13 de junho de 2026
Será que vai?
O final de semana em Barcelona começou com a polêmica decisão da FIA em reverter a punição à Gasly em Monte Carlo, fazendo com que o francês da Alpine 'voltasse' ao pódio conquistado na pista. O grande ponto foi que a Alpine, liderada pela raposa felpuda Flavio Briatore, achou um fato novo para a grande quantidade de punições por excesso de velocidade em Monte Carlo, o que eliminou os 10s de punição à Gasly. Porém, Mercedes e McLaren reclamaram que se havia um problema na medição de velocidade no pit-lane em Mônaco, as punições impostas à Piastri e Russell teriam que ser revertidas também, sendo que o inglês ainda foi punido novamente com um drive-through por não ter cumprido a punição original, fazendo Russell sair da zona de pontos. Como restituir isso? Com a palavra, a FIA, que criou mais um problema para si.
Os treinos livres mostraram um George Russell extremamente forte e a Mercedes, sem surpresas, liderando em Barcelona, pista que todas as equipes conhecem e que valoriza os melhores carros. Antonelli não se destacou em nenhum momento, enquanto a McLaren mostrou força no segundo treino livre. Leclerc anunciara que utilizaria os mesmos freios de Hamilton, após polêmica com a histórica fornecedora da Ferrari, a Brembo. Leclerc se mostrou mais à vontade e andando mais do que Lewis, mas Charles jogou tudo pelos ares ao errar no Q3, tendo que largar em décimo. Depois da corrida Leclerc chegou a declarar que 'deve ser difícil alguém torcer por mim...'
Outro destaque negativo para a Aston Martin, que tomou 1s da novata Cadillac e Alonso perdeu uma classificação para Stroll depois de quase dois anos, significando que Fernando, piloto da casa, ficou com a última posição. Para quem fala que essa pode ser sua última corrida em Barcelona, esse resultado não lhe ajuda em nada. Contudo, a Cadillac ainda sofre com problemas sérios de estrutura dos carros. Se no Canadá a suspensão dianteira de Pérez se desmontou praticamente sozinha, no treino livre de sábado Bottas ficou sem freio, numa situação bastante perigosa.
No momento decisivo da classificação Russell confirmou seu favoritismo com uma pole bem forte e para ajudar sua causa, além de Antonelli tenha permanecido três décimos atrás dele, Hamilton ainda colocou sua Ferrari entre a dupla da Mercedes. Após ficar atrás de Leclerc o tempo todo, Lewis foi muito forte onde importava e ficou bem próximo de Russell. Lando Norris ficou meros três milésimos atrás de Kimi, seguido pela dupla da Red Bull e só então Piastri. A primeira curva de Barcelona é a mais afastada da largada, o que pode ocasionar vácuo e surpresas na freada da primeira curva. Russell terá que arriscar, enquanto Hamilton irá com tudo para cima. Se conseguir sair bem, Antonelli poderá pegar as sobras.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Figura(MON): Pierre Gasly
'Estou com coração partido'. Essa frase de Pierre Gasly exprime bem o que foi o Grande Prêmio de Mônaco para o francês da Alpine. Após uma fase menos boa de Gasly nessa temporada 2026, que viu Colapinto ser mais rápido e marcar os pontos da Alpine, Gasly respondeu ao argentino com um final de semana esplêndido em Monte Carlo para a realidade da Alpine. Gasly sempre esteve entre os dez primeiros colocados em praticamente todas as sessões e na classificação foi o melhor do resto, alcançando a nona posição do grid. Na largada Gasly saiu muito bem e conseguiu ultrapassar Lando Norris, iniciando uma corrida de gato e rato em Mônaco com o atual campeão mundial. Por mais que Norris tivesse um carro mais rápido, bastava Gasly não errar para não ser ultrapassado. E Pierre não errou. Manteve Norris atrás e se mantinha a uma distância razoável de Piastri, que vinha a sua frente. Porém, Gasly acabou sendo uma das vítimas do fotossensor da FIA e excedeu o limite de velocidade nos boxes. Gasly não teve tempo de cumprir a punição por causa da bandeira vermelha, onde na relargada Gasly conseguiu sair melhor do que Hadjar e com a punição de Russell, o representante da Alpine recebeu a bandeirada em terceiro lugar, mas tendo que acrescentar 5s em seu tempo, Gasly perdeu um pódio a ser bastante comemorado por um amargo sétimo lugar. Muito pouco para o que Pierre Gasly fez nesse final de semana em Mônaco.
Figurão(MON): George Russell
Está ficando repetitivo, mas não há escapatória possível. Dito e havido como líder da Mercedes em 2026, George Russell era esperado estar liderando o campeonato nessa altura dos acontecimentos e vislumbrando seu primeiro título mundial de F1. O que vemos no momento é um George Russell cada vez mais desorientado por estar sendo suplantado por um adolescente que vai quebrando recordes e não mais apenas de precocidade, usando o mesmo carro que ele, sendo que Russell dizia que esperava o tempo de ter um carro vencedor para mostrar que pode ser um campeão mundial. Esse carro chegou, mas Russell não contava ter um talento geracional ao seu lado, crescendo de forma exponencial. E isso está afetando a cabeça de George Russell. Em Mônaco o inglês esteve irreconhecível, sempre atrás de Antonelli em todos os treinos. Enquanto Kimi fazia um algo a mais e enfrentava as Ferraris, Russell encolhia mais e mais. Enquanto Kimi fez a pole e dominou a corrida em Monte Carlo, Russell penou no tráfego e ponto de... tomar uma volta de Antonelli. Para piorar a situação, George foi punido, saindo da zona de pontuação e perdendo a vice-liderança do campeonato, enquanto Antonelli tem uma porcentagem recorde para esse momento do campeonato. Russell precisa pensar bem nos próximos passos nem pensando no campeonato, mas na sua própria carreira.
domingo, 7 de junho de 2026
Mostrando a que veio
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