quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Câmara em ação
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Figura(SIN): Max Verstappen
Após tantos anos na F1, restavam poucos circuitos onde Max Verstappen ainda não venceu. Marina Bay era um deles e Max fez muita questão de vencer em Singapura nesse ano. Lembrando seus tempos de Red Bull dominante entre 2022 e 2023, Verstappen conquistou a pole da Sprint Race e se aproveitando de mais um vacilo de Russell, controlou a mini corrida para vencer. Perguntado se estava satisfeito por vencer ali, Max não titubeou em minimizar a Sprint e pensar em vencer no domingo. E Verstappen conquistou a pole para a prova horas depois, se colocando como claro favorito. Assim como na Sprint, Verstappen não largou bem no domingo, mas mostrando a sua vontade de vencer ali, Max foi extremamente agressivo, espremendo Leclerc até o limite e com o ferrarista tendo pouco espaço e no lado sujo, Verstappen conseguiu manter a ponta da corrida por muito pouco. Depois dali Max Verstappen seguiu o script que tanto fez nos seus anos dominantes: despachou o segundo colocado e administrou o resto da corrida. Sem perder a ponta em nenhuma volta e só perdendo o Grand Chelem por Leclerc ter marcado a volta mais rápida da corrida, Max Verstappen venceu em Singapura pela primeira vez de forma dominante. Sem chances de título, Max vai estabelecendo que mesmo não sendo campeão pelo segundo consecutivo, ainda é o melhor piloto do grid atual e dá um recado aos rivais: se a reação da Red Bull viesse antes, Max tentaria repetir 2025, quando por muito pouco não tirou o título de Lando Norris.
Figurão(SIN): George Russell
George Russell iniciou o final de semana singapuriano sabendo que largaria na última fila por causa de uma punição por troca de peças de sua unidade de potência. Perdido por um, perdido por dez, George pediu à Mercedes para utilizar a antiga especificação do carro, enquanto Antonelli ficaria com as atualizações que chegaram em Sepang. Após a classificação da Sprint, a escolha de George se mostrou acertada, com o inglês largando em segundo (a punição só se deu no grid da corrida principal) e Antonelli apenas em sétimo. Era mais uma chance de George Russell descontar alguns pontinhos de Antonelli no campeonato, correto? Nem tanto. Russell largou melhor do que o pole Verstappen e liderava a Sprint no final da primeira volta quando chegou na parte mais molhada da pista e escorregou na entrada da reta dos boxes, batendo seu Mercedes. Para piorar, Antonelli aproveitou o abandono de Russell e do enrosco da dupla da McLaren para conquistar mais alguns pontos, quando levava a crer que seria o contrário. No domingo, George fez uma corrida discreta e azarada, pois quando estava entrando no pit-lane durante o período de Virtual Safety Car, a bandeira verde foi mostrada, fazendo Russell perder um tempo precioso. Russell correu contra o tempo, ainda ultrapassou Gasly, mas não teve como ultrapassar Hulkenberg, se conformando apenas com a nona posição. Em 62 pontos possíveis nas duas últimas semanas, George só conquistou dois e até mesmo o vice-campeonato ficou em risco, o que seria uma derrota ainda maior para o inglês, que começou a temporada como o maior favorito ao título de pilotos.
domingo, 11 de outubro de 2026
A primeira de Max
No resto do pelotão as posições pouco se modificaram, com Gasly perdendo duas posições e Nico Hulkenberg ganhando duas, enterrando a tese de que a Audi sempre larga mal, algo que Gabriel Bortoleto parece não ter aprendido ainda, pois o brasileiro perdeu três posições na primeira volta. Nos primeiros giros Leclerc pôs bastante pressão em Max Verstappen, mesmo que em nenhum momento tenha realmente tentado uma ultrapassagem, enquanto Lewis Hamilton, que preferiu largar com os pneus médios, claramente segurava Antonelli e a dupla da McLaren. Russell fizera uma largada cautelosa, lembrando a tática de Antonelli em Baku quando o italiano teve problemas na classificação no Azerbaijão. Largando do pit-lane, Hadjar também partia para cima dos carros mais lentos do pelotão intermediário, incluindo Bortoleto, que vinha tendo um final de semana bastante ruim e que foi coroado com uma quebra de câmbio na oitava volta, fazendo o brasileiro estacionar seu Audi na saída dos boxes e trazendo o primeiro Safety Car Virtual do dia. No entanto, as equipes se mantiveram impávidas dentro dos pits, não trazendo nenhum piloto para antecipar as paradas.
Inicialmente Leclerc passou a virar bem mais rápido do que Verstappen, mas quando a diferença baixou dos 9s, o neerlandês passou a controlar a vantagem sobre Leclerc. Mesmo não estando tão confortável com os pneus médios no segundo stint, Max Verstappen venceu pela primeira vez em Singapura com um script muitas vezes visto nos últimos anos na F1: se manteve na ponta, conseguiu o melhor posicionamento nas primeiras voltas, despachou o segundo colocado e administrou até o fim. A segunda vitória seguida de Max Verstappen dá o tom do que pode vir em 2027, com a Red Bull crescendo bastante nas últimas provas a ponto do neerlandês assumir a quarta colocação no campeonato e ver o vice como algo bastante plausível. Isack Hadjar se revoltou com seu sábado bastante problemático, mas fez uma boa corrida de recuperação saindo do pit-lane para o décimo lugar, marcando mais um pontinho no campeonato.
Norris depois ultrapassou Hamilton, que nas voltas finais caiu para sexto ao ser alcançado por Piastri. O clima na McLaren depois da presepada na Sprint ficava claro com Norris insistindo em ajudar Piastri, quanto era nítido que não tinha nada a fazer. Após um período em que a McLaren deu pinta que poderia bater de frente com a Mercedes, tudo não passou de fogo de palha para o time papaia. Tendo assumido a culpa pela estratégia errada depois da corrida, Hamilton ainda passou mal após a corrida e teve que ser assistido no ambulatório. George Russell avançou bem até o sétimo lugar, mas teve azar quando foi fazer sua parada durante o segundo período de VSC e quando estava entrando nos pits, a bandeira verde foi dada, custando precioso tempo à George. Perdendo terreno, Russell correu contra o tempo, ainda ultrapassou Gasly, mas não teve como ultrapassar Hulkenberg, se conformando apenas com a nona posição. Em 62 pontos possíveis nas duas últimas semanas, George só conquistou dois e até mesmo o vice-campeonato ficou em risco, o que seria uma derrota ainda maior para o inglês, que começou a temporada como o maior favorito ao título de pilotos.
sábado, 10 de outubro de 2026
No embalo
E mais uma vez a F1 passa um vexame por motivos tecnológicos. Durante a classificação da Sprint Race na sexta-feira, além do cronômetro travar acabando por atrapalhar os pilotos durante o SQ2, a FIA anunciou que o modo ultrapassagem ficou inativo por algum tempo por um erro humano, mas que atrapalhou ainda mais alguns pilotos, que não tiveram à sua disposição o aparato. Realmente a FIA e a F1 precisam rever as pessoas de TI...
Já no sábado foi a vez da Pirelli mostrar mais uma vez que seu pneu de chuva extrema não tem serventia alguma. Uma tempestade caiu sobre Singapura minutos antes da largada da Sprint, acabando por adiar a largada por alguns minutos. Parte da pista estava nitidamente alagada, mas em outras estava seco, contudo, o receio de usar os pneus de banda azul fez com que a F1 chegasse a situação em que os pneus intermediários era a escolha unânime de todos. Após seu abandono no final da corrida em Sepang, Russell ainda amargou uma troca na sua unidade de potência que o fez ser punido para a corrida seguinte, nas ruas de Singapura. Para piorar, ele já sabe que terá que trocar novamente a sua unidade antes do final da temporada. E ser punido de novo. Perdido por um, perdido por dez, George pediu à Mercedes para utilizar a antiga especificação do carro, enquanto Antonelli ficaria com as atualizações que chegaram em Sepang. Após a classificação da Sprint, a escolha de George se mostrou acertada, com o inglês largando em segundo (a punição só se deu no grid da corrida principal) e Antonelli apenas em sétimo, meio segundo de diferença na cabeça.
Era mais uma chance de George Russell descontar alguns pontinhos de Antonelli no campeonato, correto? Nem tanto. Russell largou melhor do que Verstappen e liderava a Sprint no final da primeira volta quando chegou na parte mais molhada da pista e escorregou na entrada da reta dos boxes, batendo seu Mercedes. Com a pista cada vez mais seca, Verstappen controlou bem a Sprint, seguido de perto por Hamilton, que efetuou uma ótima largada. Leclerc sofreu com o superaquecimento dos seus pneus intermediários e viu a dupla da McLaren encostar nele nas voltas finais, trazendo Antonelli à reboque. Era nítido que a Ferrari segurava todo o pelotão, mas na última volta Norris resolveu que podia fazer melhor que o companheiro de equipe e colocou por dentro em cima de Piastri, que lhe deu um espaço mínimo. Foi então que ocorreu o pesadelo de todo chefe de equipe: Norris e Piastri bateram, rodando de forma tão sincronizada que pareciam num balé. Zak Brown se desesperava no pit-wall, enquanto Antonelli levou seu Mercedes na maciota, sem ultrapassar ninguém, ganhando três posições por erros de pilotos à sua frente e ainda aumentou sua vantagem no campeonato.
Quando a classificação começou, a pista estava seca, mas sem a borracha acumulada dos últimos dias. O único incidente aconteceu com Isack Hadjar, que havia abandonado a Sprint com problemas no motor do seu carro, agradeceu à equipe pelo trabalho via rádio assim que deixou o pit-lane para alguns metros mais tarde parar com problemas no motor novamente. Lewis Hamilton parecia o grande favorito à pole, marcando os melhores tempos nos Q1 e no Q2 com certa folga, enquanto Max Verstappen fazia um papel mais discreto, mas evoluindo sem maiores problemas numa classificação sem grandes surpresas.
Porém, no Q3, o maior poleman da história da F1 não confirmou o favoritismo. Pequenos erros em suas duas voltas fez com que Hamilton fosse superado por Verstappen e por Leclerc. Max apareceu quando era preciso, marcando sua segunda pole consecutiva para tentar sua primeira vitória em Singapura. A dupla da Ferrari veio logo atrás, com Antonelli em quarto, mais uma vez superando com folga Russell, mesmo o inglês usando a versão anterior da Mercedes, mais estável que a atual. Com a punição de Russell, a dupla da McLaren vem logo a seguir, com ambos com as orelhas quentes pelo carão recebido nos boxes.
domingo, 4 de outubro de 2026
Figura(BAH): Max Verstappen
Na primeira vez em que teve um conjunto forte o suficiente para vencer, Max Verstappen não perdeu a oportunidade! Piloto mais rápido desde os treinos livres em Sepang, Max dominou a classificação e conseguiu sua primeira pole em 2026 de forma quase protocolar. Porém, o domingo em Sepang veio com uma chuva forte antes da largada, embaralhando um pouco a situação e Verstappen não largou bem, tendo que superar a dupla da Mercedes para vencer pela primeira vez no ano, dando a primeira vitória a um motor construído na sede da Red Bull, além de fazer a Ford vencer na F1 após 23 anos. Uma vitória dominante e que pode indicar um caminho para a equipe e para Max, que mais uma vez mostrou o que pode fazer com um bom carro.
Figurão(BAH): FIA
Não bastasse o criticado regulamento técnico da F1 ser um fracasso retumbante, a ponto da própria FIA querer um novo motor o mais breve possível, nesse domingo em Sepang a entidade cometeu um erro inacreditável justamente por causa do regulamento. Com metade da potência vindo do motor elétrico, temia-se que picos de energia com pista molhada pudesse fazer com que os pilotos perdessem o controle dos seus carros e para evitar isso, a FIA fez as equipes instalarem um novo software que evitasse essas entregas repentinas. Tudo muito interessante na teoria, mas na prática... Pela primeira vez a FIA encararia um asfalto escorregadio em Sepang e o utilizando um software que não fora testado o suficiente, vimos carros parando por falta de potência durante a volta de apresentação, numa cena inacreditável para uma categoria dita como o pináculo do automobilismo. A bandeira vermelha foi mostrada e a FIA pediu para as equipes 'desinstalarem' o tal software para que a corrida ocorresse normalmente, mas novamente a F1 passou vergonha devido ao novo regulamento com motores cheio de sensores, softwares e superclipping que deveriam fazer os melhores pilotos do mundo acelerar ao máximo, mas que param os carros mesmo com o acelerador ao máximo.
Dia de Max
Com receio de picos de energia do motor elétrico pudesse ocasionar problemas aos pilotos com asfalto molhado, a FIA fez com que todas as equipes baixassem um software para que isso não ocorresse. Como mencionado anteriormente, a F1 ainda não havia corrido com piso molhado e a combinação de carros muito lentos com um software ainda não devidamente testado fez com que alguns carros ficassem totalmente sem potência durante a volta de apresentação, com destaque para Lewis Hamilton. A confusão reinante fez com que a FIA colocasse uma bandeira vermelha para que as equipes voltassem ao software anterior. Um escárnio! O tempo parado fez com que a pista secasse e alguns pilotos foram para a largada com pneus slicks, com destaque para a dupla da Ferrari e da McLaren. Ainda na volta de apresentação era claro que a pista ainda estava molhada demais para slicks, fazendo com que Piastri fosse aos pits bem no momento em que os carros alinharam para a largada. Mais de uma hora e meia depois do programado originalmente, a largada foi dada com Max Verstappen, que optara pelos intermediários, mais parecendo ter saído com slicks, seando completamente batido por Antonelli ainda antes da primeira curva. Melhor fez Russell, que saiu da quarta fila para ser segundo, desviando rapidamente de Norris, que saíra de slicks. Lawson tentou um ataque em cima de Verstappen na primeira volta, mas rapidamente o neerlandês neutralizou o neozelandês e passou a se concentrar na dupla da Mercedes, que fazia dobradinha em Sepang nos primeiros giros.
Com o sangue na água, Max Verstappen farejou que era hora do ataque e na relargada na volta 13, rapidamente deixou Antonelli para trás. Pensando no campeonato, Antonelli foi cauteloso na manobra e Russell foi no embalo de Max e assumiu a segunda posição, enquanto Hadjar dava o bote em Lawson e subiu para quarto. Durante os treinos livres poucos poderiam imaginar que os pneus macios pudessem durar tanto, mas com a pista muito mais fria do que foi visto durante os ensaios, os pneus com banda vermelha não apenas duravam muito, como ainda se mantinham rápidos. Verstappen simplesmente não deu chances à dupla da Mercedes, com Antonelli esperando a vigésima volta para ultrapassar Russell e ficar em segundo. Mais atrás, com os mesmos pneus da largada, Hamilton efetuava uma bela corrida de recuperação com praticamente metade da prova, andando no mesmo ritmo dos líderes e quando se aproximava do quarto colocado Hadjar, os pilotos foram para os pits fazer suas paradas finais. Lewis ainda voltou atrás de Hadjar, mas com pneus médios ele não estava tão à vontade, mas pressionava o francês quando o Safety Car virtual deu as caras quando Alexander Albon ficou parado com seu Williams na saída da curva 2.
sábado, 3 de outubro de 2026
Asas no calor malaio
Quando vejo o Rally Dakar realizado na Arábia Saudita ou na Argentina, sinto um estranhamento gigantesco, mais parecendo que o evento é uma farsa. Com todo o problema da guerra entre Estados Unidos e Irã acontecendo nesse momento, o reino do Bahrein resolveu manter o evento, mas estrategicamente mudando de local, fazendo à F1 retornar ao circuito de Sepang, na Malásia após nove anos. Mais aleatório, impossível! Circuito inteiramente projetado por Hermann Tilke no final da década de 1990, pode-se afirmar que Sepang inaugurou a era dos circuito luxuosos, mas também dos 'Tilkodromos', com circuitos com desenhos padronizados de retas longas entremeadas por grandes freadas e várias curvas de média entre elas.
No entanto, o circuito localizado próximo de Kuala Lumpur tem sua identidade e boa parte dos pilotos que não estavam em 2017 na última vez que a F1 por lá aportou aprovou o circuito malaio. Talvez nem tanto o forte calor. A temperatura equatorial e a constante espera por uma tempestade voltaram à cabeça dos estrategistas da F1, lembrando que até o momento o carro do novo regulamento ainda não fez uma prova em asfalto molhado. E falando em asfalto, o abrasivo asfalto malaio, cuja última pavimentação ocorreu a mais de dez anos, foi outro motivo de preocupação das equipes, com os pneus Pirelli sofrendo um desgaste não visto em 2026.
Mesmo vindo de duas vitórias enfáticas, a Mercedes trouxe um pacote de atualizações para Sepang, fazendo com que as rivais tremessem um retorno ao que foi visto no início do campeonato, com o carro da Mercedes praticamente intocável. A Red Bull também trouxe alguns updates, melhorando o que foi visto em Baku, quando Max quase tirou a vitória de Russell na volta final. Os treinos livres realizados debaixo de forte calor e pista totalmente seca viu uma Mercedes não evoluindo o esperado, enquanto a Red Bull pareceu ainda mais forte. Com isso Max Verstappen logo se portou como favorito destacado e o neerlandês não deixou passar essa oportunidade.
Verstappen dominou a classificação e conseguiu sua 49º pole na carreira de forma quase protocolar, não dando chances aos rivais. Punido por trocas em sua unidade potência, Hadjar andou no embalo do seu companheiro de equipe, acabando por largar em oitavo. Hamilton conseguiu separar os dois carros da Red Bull, o que resultou na vibração do veterano inglês no rádio. Na sexta-feira Russell superou Antonelli nos dois treinos, mas no sábado Kimi mostrou sua força e não deu chances ao companheiro de equipe, contudo, Antonelli teve sua volta deletada no Q2, trazendo um suspense desnecessário e teve que usar um jogo extra de pneus macios, o deixando com apenas uma volta rápida no Q3. Kimi largará em terceiro por causa da punição de Hadjar, mas mais importante foi que ele largará bem na frente de Russell, apenas sétimo no grid. Destaque para a Aston Martin colocando seus dois carros no Q2 e Gabriel Bortoleto indo ao Q3, enquanto Hulkenberg amargou uma eliminação no Q1. A corrida tende ser uma grande administração de pneus, isso sem contar que a esperada chuva ainda não deu as caras em Sepang.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Que pena...
domingo, 27 de setembro de 2026
Figura(AZE): Red Bull
Desde que perdeu a primazia de ter o melhor carro do pelotão, muitas vezes a Red Bull foi carregada pelas costas por Max Verstappen a ponto da equipe austríaca ter feito de tudo para renovar com neerlandês. Porém, em Baku, a Red Bull trouxe um novo pacote de atualizações que fez a sua dupla executar o melhor final de semana em muito tempo. Verstappen era um dos favoritos a ameaçar George Russell na classificação, mas um problema no motor Ford estragou os planos de Max, que teve a companhia de Isack Hadjar, de volta à equipe nesse final de semana após uma fratura no pulso e tendo renovado seu contrato. Na corrida, Verstappen saiu rapidamente de oitavo para terceiro, sendo comboiado por Hadjar, que em certo momento tinha até mais ritmo do que o companheiro de equipe com seus pneus médios. Quando Max e Isack trocaram de pneus e de compostos, Verstappen evoluiu ainda mais e pressionou Russell nas últimas voltas, perdendo a vitória por menos de dois décimos de segundo. Hadjar atacava Piastri, fazendo o australiano da McLaren errar e o francês conseguiu o terceiro lugar, seu segundo pódio com a Red Bull. Se ainda precisa do talento de Max Verstappen para aparecer, a Red Bull mostrou em Baku que pode evoluir como equipe. A primeira vitória em 2026 está próxima!
Figurão(AZE): Aston Martin
O novo regulamento técnico da F1 já é tido como o pior da longa história da categoria, a ponto da FIA querer que a nova geração de motores venha antes do programado, no entanto, isso não exime o vexame que a Honda e a Aston Martin está passando em 2026, com o fato ocorrido nos treinos livres em Baku tornar isso ainda mais evidente. Que a longa reta dos boxes do circuito de rua em Baku poderia expor ainda mais equipes e montadoras com déficit de potência, todos estavam cientes, mas ninguém poderia imaginar ver a Aston Martin-Honda ser 10 km/h mais lentos que... os carros da F2! Sem surpresas a Aston Martin colocou seus dois pilotos na última fila do grid e Strol e Alonso abandonaram ainda antes da metade da corrida, com crônicos problemas de falta de velocidade em reta. Para completar, Alonso acusou um problema no motor Honda, no que foi desmentido pelos japoneses no dia seguinte. Entrosamento não está sendo um ponto forte nessa parceria que está entrando para a história como uma das mais fracassadas da história da F1. Uma situação inimaginável quando essa parceria foi oficializada três anos atrás.
sábado, 26 de setembro de 2026
E Russell entregou
Enquanto Russell abria meio segundo por volta em média, a dupla da Red Bull fazia uma ótima corrida. Largando com pneus macios, Hadjar ultrapassou Norris, enquanto Verstappen deixou Gasly para trás na largada e ainda na segunda volta ultrapassou Hamilton, algo sempre complicado pela rivalidade entre os dois. Max não demorou para ultrapassar Norris e quando já estava próximo de Hadjar, o francês deixou Leclerc para trás na reta dos boxes na terceira volta. De forma esperada, a Red Bull ordenou a troca de posições após Verstappen ultrapassar a Ferrari de Charles e a forma como a Red Bull tinha uma certa superioridade sobre os carros do pelotão da frente indicavam que os dois poderiam até mesmo atacar Russell, mas a corrida se assentou quando a dupla encostou no segundo colocado Piastri. Vindo de uma péssima fase, Piastri fazia uma corrida sólida, como nos seus bons tempos, segurando muito bem a dupla da Red Bull. Todos os pilotos largaram com pneus macios ou médios, indicando uma taxa de desgaste baixa mostrada nos treinos livres e confirmada na corrida. Ao contrário da lógica, os pilotos com pneus macios tinham um rendimento até mesmo superior aos pilotos que optaram pelos médios no decorrer das voltas, a ponto de Hadjar (macios) pressionar em alguns momentos Verstappen (médios).
Antes da corrida Russell não descartava Verstappen da briga pela vitória, mesmo o piloto da Red Bull largando em oitavo devido a problemas na unidade de potência do seu carro. Max conseguira um ótimo ritmo de corrida e relargando em segundo, Verstappen tinha uma boa chance de atacar e conseguir sua esperada primeira vitória em 2026. Russell relargou bem, mas passou as doze voltas seguintes com o seu espelho retrovisor cheio de Red Bull de Max Verstappen. Foi um jogo de alta pressão nas voltas finais, onde Russell caprichava no ponto forte da Mercedes, que era o segundo setor, mais travado, enquanto Verstappen guardava toda a energia do motor elétrico na grande reta dos boxes. Qualquer vacilo de Russell e ele poderia ser engolido por Max na reta. E esse vacilo veio na última volta. Em um dia horroroso, Valtteri Bottas coroou sua corrida batendo seu Cadillac na curva 15, com todos os pilotos tendo que contornar a curva por uma última vez. A bandeira amarela dupla estava no local e pela estreiteza do local, Russell tirou demais o pé e quando a bandeira verde estava tremulando no setor seguinte, Max Verstappen estava colado na Mercedes. Na corrida Sprint da F2 Rafael Câmara ultrapassou Noel Leon na linha de chegada e era isso que Max tentaria. E quase conseguiu. Numa das mais apertadas chegadas dos últimos anos, Russell cruzou em primeiro apenas 0,196s na frente de Verstappen.
Apesar de quase ter cometido o crime, pode-se afirmar que George Russell fez o que dele se esperava, ou seja, venceu vindo da pole e se aproveitando do erro de Antonelli para tirar bons pontos do companheiro de equipe. Para quem esperava um Kimi tão forte como Monza, um circuito completamente distinto e um motor já usado tirou vários cavalinhos da chuva. Antonelli fez uma corrida pragmática dessa vez, fazendo ultrapassagens seguras contra o sempre encarniçado pelotão intermediário e estava em oitavo quando o SC apareceu, pronto para atacar Gasly. Kimi teve muita sorte na presepada de Colapinto, pois viu à sua esquerda o portenho destruir a corrida da Alpine e Kimi ainda recebeu um ligeiro toque de Bearman. Livre da confusão, Antonelli se aproveitou do erro de Piastri para subir para sexto e ainda conseguiu ultrapassar Hamilton para receber a bandeirada em quinto, controlando bem os danos pelo erro da véspera. A Red Bull fez sua melhor corrida no ano e colocou, com méritos, seus dois pilotos no pódio. Verstappen manteve seu alto nível e ficou a menos de dois décimos de conseguir sua merecida vitória. Em sua volta à F1, Hadjar fez uma bela corrida, comemorando sua renovação de contrato com a Red Bull, andando próximo de Verstappen o final de semana inteiro e sabendo seu lugar quando tinha mais ritmo antes da parada dos dois.
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Será que ainda dá?
Chegamos aos fins de setembro e a F1 tem vários assuntos pendentes e algumas definições se desenhando. As duas corridas finais no Oriente Médio ainda estão em suspenso, com a guerra no Irã ainda acontecendo, mesmo que com menos intensidade. As etapas no Catar e Abu Dhabi ainda não foram canceladas e mesmo com a possibilidade de mísseis passarem por cima da cabeça do circo da F1, os milhões de dólares que os emirados injetam na F1 por causa dessas corridas pode fazer a F1 esquecer qualquer problema bélico na região.
O fracasso do novo regulamento técnico, que se fez presente em Baku, apressa a FIA em trazer um novo motor o mais breve possível. Ao invés da trapizonga que é o motor com metade da potência num motor de combustão interna e metade elétrico, a FIA estuda um motor mais simples, mesmo que desagrade algumas montadoras. A reta sem fim em Baku trouxe o famigerado superclipping, como esperado, mesmo que em grau menor em comparação a Monza, por exemplo.
Desde as primeiras atividades, que ocorreram já na quinta-feira, a Mercedes dominou o pelotão como fizera nas primeiras etapas do ano, com Russell bem à frente de Antonelli. O que ninguém esperava era ver Antonelli errar durante o Q1 e destruir sua classificação, tendo que largar em 16º, à frente da decepcionante Audi, Cadillac e Aston Martin, que passou um vexame histórico ao ver seus dois carros conseguirem velocidades inferiores aos bólidos da F2.
Sem Antonelli e talvez sem pressão, vimos um George Russell solto, conseguindo um tempo impressionante, superando em quase 1s a Ferrari de Leclerc, especialista em Baku. Verstappen deu pinta que poderia incomodar, mas o neerlandês acabou tendo problemas em seu motor e teve que se contentar com a oitava posição, ficando atrás até mesmo do seu companheiro de equipe Hadjar, que retornou nesse final de semana. A McLaren parecia forte, mas Norris acabou errando em sua volta decisiva, terminando em quinto, perdendo terreno até mesmo para Piastri, algo não muito comum em 2026.
Russell tem mais uma chance de ouro para tirar bons pontos de Antonelli. Algo que já aconteceu outras vezes nesse ano e os resultados todos vimos...
domingo, 20 de setembro de 2026
Tudo normal na Nascar...
Bristol é uma pista que normalmente traz problemas para os pilotos da Nascar. Pista curta, Bristol já foi palco de vários entreveros ao longos dos anos e nesse sábado à noite, em vitória de Joey Logano, Ryan Blaney e Carson Hocevar resolveram o toque entre eles (culpa de Hocevar) depois da corrida.
A vez de Acosta
Correndo na casa da KTM, montadora que se despedirá no final de 2026, Pedro Acosta prometeu fazer de tudo para quebrar o jejum na frente da torcida austríaca e no sábado esteve a ponto de vencer a Sprint, quando cometeu um erro e caiu quando liderava tranquilamente. 'Olhei para o painel da moto e perdi o ponto da freada', confidenciou Acosta depois da derrota. No domingo, não teve painel que segurasse o espanhol. Acosta não largou de forma tão forte como no sábado, mas foi superando um a um seus adversários (Marc Márquez e a dupla da Aprilia) para assumir a liderança da corrida, administrando uma perigosa vantagem de 1s sobre Jorge Martín, vencedor da Sprint.
Acosta correu como o campeão de deve se tornar um dia na MotoGP. O espanhol venceu e se despedirá da KTM, que o apoiou desde o início de sua carreira no Mundial, com uma vitória na MotoGP, finalizando um ciclo de forma merecida. No campeonato, Martín virou novamente o campeonato com uma etapa praticamente perfeita, vencendo no sábado e segurando os ataques de Bezzecchi no domingo para ser segundo e abrir vantagem novamente sobre Márquez. Numa pista onde a Ducati vinha de dez vitórias consecutivas, Márquez sofreu com a carcaça do novo pneu e ainda teve um problema de freio que só lhe permitiu uma quinta posição. Márquez terá trabalho com Martín em 2026, mas pensando no futuro, o trabalho tende a ser maior quando terá Acosta ao seu lado na Ducati em 2027.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Figura(ESP): Lando Norris
Num circuito tão complicado como Madring, ter tempo de pista é essencial, contudo, Lando Norris teve problemas de câmbio em sua McLaren e ficou de fora do segundo treino livre. Parecia que isso seria muito problemático para o atual campeão do mundo, mas mostrando que tirar o peso dos ombros do primeiro título fez muito bem à Lando, o inglês da McLaren conseguiu uma pole miraculosa em Madri. Lando Norris fez uma largada bem diagonal, lembrando as saídas truculentas de Michael Schumacher nos seus áureos tempos, tentando manter a ponta e acabar com a já folclórica história de que Lando é incapaz de manter a ponta largando da pole. Norris tinha o conjunto mais forte do domingo e venceria se não fosse o Virtual Safety Car, que apareceu segundos após o piloto da McLaren ter passado da entrada dos boxes. Norris caiu para quinto, se aproveitou das paradas de Leclerc e Russell para conseguir um lugar no pódio, porém, até mesmo o vencedor Andrea Kimi Antonelli sabia que aquela corrida pertencia à Lando Norris, que poderia ter conseguido sua terceira vitória em quatro corridas. A McLaren está em fase ascendente no campeonato e tem Lando Norris como seu principal piloto. Pena que a sorte não colaborou muito com o atual campeão da F1.
Figurão(ESP): Madring
Quando o Grande Prêmio da Espanha era sediado em Barcelona, no circuito de Montmeló, a reclamação era constante sobre a qualidade das corridas de F1 por lá. Não importando carros, pilotos ou regulamentos, a corrida em Barcelona invariavelmente era uma das piores do calendário, levantando questões sobre mudanças de sede, ainda mais com o automobilismo ganhando bastante popularidade na Espanha desde a já distante ‘Alonsomania’ em meados da década 2000. Surgiu a ideia de um circuito de rua em Madri, capital espanhola, e com a grande rivalidade em várias questões com Barcelona, o projeto saiu do papel. O novo circuito de rua, chamado de Madring estreou em 2026 e manteve a tradição de corridas nada empolgantes na Espanha. A prova realizada nesse domingo em Madri ficou muito a abaixo das expectativas de quem esperava caos num circuito que se provara difícil, mas os pilotos andaram com tanto cuidado, que o máximo de ocorrência que apareceu foi um Virtual Safety Car, que decidiu a corrida a favor de Andrea Kimi Antonelli. Não tivemos uma corrida boa de se assistir, algo que poderá mudar nos próximos anos, mas no momento, a primeira sensação do Madring não foi das melhores.
domingo, 13 de setembro de 2026
Com um braço e meio
Então a Aprilia viu o crescimento de Jorge Martín, trazido à equipe em 2024 e que mantém uma relação conturbada. Mais experiente, Martín se aproveitou inicialmente dos pontos baixos de Bezzecchi, mas já tendo anunciado que irá para a Yamaha em 2027 e com alguns problemas com a moto, Martín também começou a vacilar. Será que seria Ai Ogura, piloto da equipe satélite da Aprilia, que poderia salvar a colheita da Aprilia? Pois o introspectivo japonês machucou o pulso num treino particular e já conta com duas corridas de chinelinho.
Marc Márquez teve problemas físicos, perdeu corridas para realizar mais uma cirurgia e na semana do Grande Prêmio de San Marino, expôs uma foto onde seu ombro direito está claramente atrofiado pelas seguidas cirurgias no braço direito desde 2020. O cirurgião foi claro no relato: Marc Márquez está correndo com um braço e meio.
E com um braço e meio Marc Márquez deu show em Misano, local sempre hostil a ele, pois naquela região fica o 'setor duro' da torcida de Valentino Rossi, rival histórico de Márquez. Porém, o piloto da Ducati varreu o final de semana. Na Sprint superou o pole Bezzecchi para vencer com tranquilidade. No domingo, Bezzecchi ainda manteve a ponta, mas caiu ainda na primeira volta. Martín ainda tentou se manter na briga pela vitória, mas a Aprilia foi perdendo rendimento e Jorge acabou apenas em quinto. Marc controlou a aproximação do seu irmão Alex rumo a vitória, que o deixou empatado com Martín no campeonato, mas como tem mais vitórias, Marc assumiu a liderança do campeonato. Seis meses atrás ninguém poderia imaginar a Aprilia perdendo o campeonato. Ainda mais para um piloto com um braço e meio...
Madrinzzzzzz
No final da segunda volta a Red Bull entrou no rádio de Max o pedindo para ceder sua posição para Hamilton, que à essa altura estava em quarto. Verstappen esperneou via rádio, mas o neerlandês acabou tendo que perder duas posições no processo. 'Minha corrida acabou', lamuriou-se Max, mas nem tudo estava perdido, como se veria mais tarde. E a vida de Verstappen melhoraria logo em seguida com Lewis Hamilton vazando uma chicane e da mesma forma que Max uma volta antes, ter que ceder sua posição para o piloto da Red Bull. E a razão ficou clara rapidamente. Hamilton queixava-se dos freios e num circuito de rua, isso não era um problema simples. Após sair da pista uma vez, Hamilton ainda ficou na pista uma volta de forma inexplicável antes de abandonar pela primeira vez em 2026 com sua Ferrari sem freios.
A Mercedes se assustou quando Kimi chegou a perder mais de 1s para Leclerc e o italiano reclamou de algum problema no volante, mas com a Mercedes verificando que Kimi deu uma de Mansell em Mônaco/1992, Antonelli continuou sua perseguição à Leclerc. A pista evoluíra claramente desde o momento em que Russell disse que a corrida teria múltiplos pit-stops e Leclerc ficou na pista esperando por uma ocorrência, algo possível pelo o que foi visto durante o final de semana, tanto na F1, como nas demais categorias. Porém, os pilotos estavam 'vacinados' e não forçaram demais numa pista quente, com muros em volta e cheia de curvas cegas. Bernd Maylander manteve seu Mercedes guardadinho nos boxes, enquanto Leclerc mostrava a todos que o pneu duro era forte o bastante para se manter até a bandeirada, se o regulamento permitisse. Com Leclerc rezando por uma bandeira amarela, Kimi e Max administrando seus pneus, a corrida entrou num marasmo sem fim.

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