quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Feliz Natal

 


E fechamos mais um ano. O blog caminha para o seu 19º aniversário e como já dito anteriormente, como nunca me prestei a falar de toda e qualquer notícia que apareça, as postagens estão se tornando um pouco dispersas, mas 'parar' não é um verbo conjugado por aqui. Foi um ano duro, principalmente no quesito mental, mas estamos aqui para passar por cima de todos os ciclos. Feliz Natal e um ótimo 2026.

Figura(2025): Max Verstappen

 Apenas quatro indicações talvez tenha sido pouco para demonstrar o quão grandiosa foi a temporada 2025 de Max Verstappen. Mesmo num grid cheio de estrelas, Max Verstappen se destacou como o melhor piloto do grid. E com sobras! Com um carro que foi terceiro colocado no Mundial de Construtores pelo segundo ano consecutivo, Max tirou 104 pontos de desvantagem para ficar apenas dois do piloto que tinha um carro que venceu o Mundial de Construtores com seis corridas de antecedência. Tudo isso numa equipe em ebulição em seus bastidores. Mesmo não lhe rendendo o esperado pentacampeonato, Max Verstappen mostrou mais uma vez quem é o melhor do grid.

Figurão(2025): Ferrari

 A contratação de Lewis Hamilton gerou enorme expectativa para a Ferrari, ainda mais com o time em ascensão no final de 2024, mas o que vimos foi uma temporada frustrante para o time de Maranello. O casamento com Lewis Hamilton começou com o pé esquerdo (sem referências políticas, por favor), com brigas públicas com seu engenheiro Riccardo Adami e uma postura derrotista nas entrevistas. Dentro das pistas, Hamilton teve uma adaptação dolorosa com a Ferrari e simplesmente foi engolido por um Charles Leclerc mais adaptado e acostumado com o manhoso bastidor ferrarista. Fred Vasseur foi mantido no posto mesmo com as várias especulações, mas sua decisão de parar o desenvolvimento do carro ainda no começo do ano foi um fator de mais pressão para 2026. E as declarações do presidente da Ferrari John Elkann no final do ano mostram que a paciência da cúpula da Ferrari está curtinha.

O melhor não venceu

 


Recentemente participei de um vídeo no canal 'História e Esportes' sobre qual seria a melhor temporada de um vice-campeão na história da F1. Senna em 1993, Schumacher em 1997, Alonso em 2012 e... Verstappen em 2025. Passadas apenas duas semanas do final do campeonato, já há a noção do que Max fez nessa temporada foi histórico e quem sabe, superior ao que os mitos citados fizeram em seus respectivos anos. Lando Norris foi o campeão e não se pode negar os méritos do inglês da McLaren, contudo, quando lembrarmos da temporada 2025 da F1, a primeira coisa a ser recordada foi o que Max Verstappen fez.


Após conquistar seu primeiro Mundial de Construtores em quase vinte anos, a McLaren entrava na temporada 2025 como favorita, ainda mais num ano que fecha um ciclo de regulamento e as equipes bem divididas em já desenvolver o carro para os novos regulamentos marcados para 2026. O crescimento da McLaren ocorreu já no meio da temporada 2024 e não foi possível alcançar um Max Verstappen até então dominante, porém, havia a sensação de que Lando Norris, o principal piloto da McLaren em 2024, não teve a verve suficiente de encarar alguém tão forte como Max Verstappen. Zak Brown esperava que a experiência anterior pudesse transformar Lando Norris num piloto mais sólido em 2025 e com o carro certo nas mãos, pudesse derrotar Max. O que se viu, no entanto, foi que Lando é um piloto rápido e talentoso como esperado, mas seu amadurecimento não veio como aguardava Brown. Sua aparência adolescente e declarações parecidas fez com que muita gente duvidasse de Norris. O inglês ainda cometeu pequenos erros que se mostravam decisivos no Q3 ou nas largadas, onde já entrou para o folclore da F1 os vacilos de Lando Norris, surgindo até mesmo o 'Dando Mollis'. Para completar, o segundo piloto Oscar Piastri parecia mais completo do que Lando, mesmo não tão rápido. O australiano começou o campeonato de forma não brilhante e exuberante, mas mostrando uma eficiência exemplar e Piastri liderou boa parte do campeonato. Quando Norris quebrou em Zandvoort, o título de Piastri parecia questão de tempo, mas num momento ainda mal explicado, a McLaren se meteu na briga entre seus pilotos, trazendo novamente à tona os famigerados 'Papaya Rules', fazendo com que Piastri e Norris trocassem de posição após uma parada ruim de Lando. Aquilo pareceu mexer na cabeça de Piastri, que a partir de então colecionou corridas opacas, claramente superado por Norris até o momento de levar uma virada já no final do campeonato. 


Lando Norris melhorou no terço final do campeonato, sem sombra de dúvidas, mas a pergunta era: dá para confiar? Essa pergunta martelou a cabeça de Zak Brown e Andrea Stella nas últimas corridas, principalmente com a ascensão de Max Verstappen. Com a McLaren confirmando o favoritismo no começo do ano, Max Verstappen fez o que dele era possível: forçar ao máximo e incomodar a dupla da McLaren. Duas vitórias significativas em Suzuka e Ímola não pareciam suficientes para fazer com que Verstappen brigasse pelo título a ponto do neerlandês ter perdido a cabeça em Barcelona e jogado seu carro em cima de Russell, sendo punido e perdendo pontos que seriam cruciais no final do ano. Para completar as coisas para Verstappen, os bastidores da Red Bull era um verdadeiro vulcão em erupção. Christian Horner permanecia na frente da equipe mesmo com as denúncias contra ele e as acusações de estrelismo. A relação de Horner com a família Verstappen e o poderoso consultor Helmut Marko não era boa. Sem Newey para poder desenvolver o carro, a Red Bull sofria no meio da temporada e após Silverstone, Horner foi demitido depois de vinte anos na frente da equipe. Laurent Meckies veio da Racing Bulls. Engenheiro de muitos anos de F1, Meckies pensava unicamente na pista. Era tudo o que Max precisava. Com a equipe trabalhando forte para ele, Verstappen cresceu de forma arrebatadora no terço final do campeonato, empilhando vitórias e deixando a cúpula da McLaren com o cabelo em pé. Enquanto Max crescia nos retrovisores de Piastri e Norris, a McLaren vacilava seja dentro das pistas, não escolhendo de forma clara a quem apostar, seja fora delas, como a desclassificação em Las Vegas. Isso fez com que a decisão do campeonato fosse para a última etapa com os três pilotos com chances, mas com Lando Norris com a faca e o queijo nas mãos.


Para Max Verstappen era vencer ou vencer. E assim ele fez. A etapa de Abu Dhabi foi um exemplo claro de como Max executou 2025. Andando mais do que o potencial do carro, sempre no limite e sem erros. Max venceu pela oitava vez, se tornando o piloto com mais vitórias no ano, mas Lando Norris foi terceiro colocado numa corrida controlada. Houve choro, emoção e alegria para Lando Norris, mas era claro que o melhor piloto não venceu. Mesmo num grid cheio de estrelas, Max Verstappen se destacou como o melhor piloto do grid. E com sobras! Com um carro que foi terceiro colocado no Mundial de Construtores pelo segundo ano consecutivo, Max tirou 104 pontos de desvantagem para ficar apenas dois do piloto que tinha um carro que venceu o Mundial de Construtores com seis corridas de antecedência. A McLaren dominou o campeonato, mas seus pilotos não souberam usar isso. Já a Red Bull continuou seu sofrimento com o segundo piloto. Após dispensar Sergio Pérez, a equipe apostou em Liam Lawson, mas duas corridas constrangedores mandaram o neozelandês para a Racing Bulls, trazendo para o lugar dele Yuki Tsunoda. O pequeno nipônico chegou à equipe falando em pódio, mas a realidade foi que Tsunoda andou mal o ano todo, muitas vezes ficando no Q1 enquanto Max era pole. Tsunoda se tornou mais uma vítima do segundo cockpit da Red Bull, que em 2026 terá Isack Hadjar, que surpreendeu em seu primeiro ano na F1 com a Racing Bulls e teve a duvidosa honra de ser promovido, enquanto Lawson receberá o novo prospecto da Red Bull, o inglês Arvid Linblad.


Fora da briga pelo título, havia a expectativa do casamento entre Lewis Hamilton e Ferrari. Juntar o piloto com o maior cartel da F1 com a marca mais lembrada da categoria parecia o casamento perfeito, porém, o que se viu foi uma temporada frustrante de Hamilton, considerada pelo próprio como a pior de sua carreira. Vindo de um bom ano, a Ferrari parecia que vinha forte em 2025, mas a equipe não foi páreo para McLaren e Red Bull, terminando o desenvolvimento cedo do carro, só piorando a situação. Chegando na equipe agora e passando por uma inesperada e dolorosa adaptação, Hamilton sofreu bastante, sendo superado de forma até fácil por Leclerc. Brigas públicas com seu engenheiro via rádio e posturas derrotistas após as sessões reforçaram o quão ruim foi esse primeiro ano de Hamilton na Ferrari, enquanto Leclerc se mostrou rápido quando necessário, mas o monegasco se viu engolido pelos problemas da Ferrari e ficando com a sensação de que está ficando para trás com relação aos seus contemporâneos. A Mercedes teve em George Russell uma rocha, uma bola de segurança da equipe. O inglês não é nenhum gênio, mas não se pode dizer que ele entrega quando tem um bom carro. Russell foi um merecido quarto colocado no campeonato, conquistando as únicas vitórias que não foram dos três pilotos que brigaram pelo título, usando todo o potencial da Mercedes. Contudo, o 'teto' de Russell parece baixo e talvez não o suficiente para se tornar campeão mundial, o mesmo não de pode falar do novato Andrea Kimi Antonelli. O jovem italiano começou seu primeiro ano na F1 muito bem, mas teve grandes oscilações, principalmente após fazer um 'recreio' em Ímola. A queda de Antonelli foi tamanha que ele foi flagrado chorando e muitos questionavam se Toto Wolff não fora otimista demais em sua aposta em Kimi. Contudo, o italiano deu a volta por cima, conquistando um grande pódio em Interlagos, segurando um inspirado Verstappen, terminando o campeonato em alta, mostrando que ele tem muito a evoluir.


No pelotão intermediário, quem se sobressaiu foi a Williams, quinta colocada no Mundial de Construtores, mas com uma temporada peculiar, onde seus dois pilotos não foram tão fortes juntos. Alex Albon foi o esteio da equipe enquanto Carlos Sainz se adaptava ao carro. O tailandês ganhou muitos pontos na primeira metade, mas perdeu muito rendimento na medida em que Sainz cresceu, conseguindo dois pódios para a equipe. Um bom ano para o time comandado por James Vowles. A Aston Martin começou 2025 já pensando em 2026, principalmente com a chegada de Adrian Newey, transformado em chefe de equipe para o próximo ano. Enquanto isso, a equipe teve um ano difícil e como sempre, o veteraníssimo Fernando Alonso foi a certeza de pontos e qualidade da equipe, enquanto Lance Stroll foi a certeza de que ele só está na F1 por seu filho do dono. A Haas teve um ano interessante, onde o novato Oliver Bearman se destacou frente à Esteban Ocon, que fez dele o que era esperado: bater no seu companheiro de equipe. A Alpine foi destaque negativo, se tornando a pior equipe do ano com sobras. O time começou o ano com Oliver Oakes como chefe de equipe, mas o inglês saiu de uma forma estranha, entrando em seu lugar Steve Nielsen, porém, todos sabem que quem manda é Flavio Briatore, que bem ao seu jeito, despachou Jack Doohan após algumas corridas e colocou em seu lugar Franco Colapinto, que fez a alegria dos funileiros franceses. Pierre Gasly fez o que era possível, mas com tanto mediocridade o gaulês nada pôde fazer, enquanto somente os patrocinadores portenhos garantiram Colapinto em 2026.


Após longos sete anos, a F1 teria um brasileiro em período integral. Gabriel Bortoleto vinha de dois títulos consecutivos nas categorias de base e cheio de expectativas em sua estreia na F1, porém, a Sauber passa por um longo período de reestruturação antes de virar Audi e foi última colocada em 2024. Gabriel teve como companheiro de equipe o veterano Nico Hulkenberg, cuja entrega é certa e finalmente conseguiu seu primeiro pódio, num dos momentos mais marcantes da F1 em 2025. Já Bortoleto fez uma temporada de estreia digna, marcando pontos quando lhe foi possível e se igualando à Hulkenberg na comparação do grid. O único senão foi Interlagos, onde Gabriel se empolgou com a torcida e teve de longe seu pior final de semana no ano. 


Um novo regulamento técnico se avizinha e muitas equipes não esconderam que colocaram 2025 de lado pensando em 26. Um novo motor aparecerá ano que vem e lembrando o que aconteceu quando houve uma grande mudança, todos apontam que a Mercedes virá muito forte, mas sempre lembrando que a McLaren é cliente da montadora germânica e por isso, também terá o novo motor alemão. A Red Bull construirá seu primeiro motor com a benção da Ford e isso pode ser o motivo da Red Bull ter investido até o fim para fazer Max campeão, já antevendo um começo de regulamento complicado. Max Verstappen tem contrato até 2028, mas Toto Wolff não esconde a admiração que tem com o neerlandês e muitos apostam que Max não ficará com a Red Bull até o final do seu contrato. A Red Bull viu Helmut Marko se aposentar logo depois do fim da temporada, terminando a forte trinca (Horner/Marko/Newey) que fez tanto sucesso nos últimos vinte anos na Red Bull. Fred Vasseur conseguiu se segurar após todo um ano ruim da Ferrari, mas a paciência da cúpula da equipe está muito pequena, como demonstrada pelas declarações recentes do presidente da Ferrari. A Audi assumirá de vez o lugar da Sauber, construindo um novo motor, enquanto a Honda se mudará para a Aston Martin, que roga que Adrian Newey saiba usar todo o potencial da equipe, apesar de Lance Stroll. A Toyota aumenta sua participação dentro da Haas, aumentando a esperança da volta dos japoneses, enquanto Bearman espera ser o futuro inglês da Ferrari. Próximo ano teremos a entrada da décima primeira equipe, com a Cadillac finalmente conseguindo seu lugar na F1 após uma longa novela, tendo como pilotos os veteraníssimos Sergio Pérez e Valtteri Bottas, enquanto Colton Herta espera ver quem ficará no lugar de quem em 2027.


E terminamos mais um ano com Max Verstappen mostrando mais uma vez que já está entre os gigantes da história da F1. Seu desempenho em 2025, mesmo não lhe rendendo o esperado pentacampeonato, nos mostrou mais uma vez quem é o melhor do grid. A dupla da McLaren terá que se provar, com Lando Norris tendo que mostrar que não é um campeão eventual e Piastri mostrando que seu derretimento em 2025 não afete sua carreira. Há a curiosidade de como os novatos se comportarão em seu segundo ano na F1, normalmente decisivo para o resto de suas carreiras, enquanto nos perguntamos até quando as estrelas Lewis Hamilton e Fernando Alonso ficarão na F1, já estando na casa dos quarenta anos. Em 2025 o melhor piloto não venceu, mas Max Verstappen mostrou todo o seu potencial.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Que pena...

 


A Nascar não está tendo um final de 2025 fácil. Após perder Michael Annett por motivos de saúde poucas semanas atrás, a Stock Car americana sofreu mais um baque nessa quinta-feira com o falecimento de Greg Biffle num acidente de avião. Uma das estrelas da Nascar nos anos 2000, Biffle venceu dois títulos nacionais da Nascar antes de estrear na categoria principal e rapidamente se tornar um piloto de ponta, correndo pela equipe Roush de número 16. Biffle foi vice-campeão em 2005 e conquistou dezenove vitórias ao longo da carreira na Cup Series, antes de sair da Roush em 2016 e fazer algumas corridas eventuais na Nascar. Greg Biffle tinha 55 anos e sua família estava no avião que o matou. 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Um ano para aprender e sobreviver

 


O ano de 2025 tinha tudo para ser bastante especial para a Stock Car. Quebrando uma de suas tradições, a categoria passaria a usar veículos SUV como base dos seus carros substituindo os sedãs. Além do novo carro, um novo motor híbrido faria a Stock entrar na atual onda do automobilismo mundial, com motores cada vez mais eletrificados. Tudo muito bonito na teoria, mas a prática foi bem diferente. Tanto o novo carro como o novo motor se mostraram frágeis a ponto de uma etapa ter sido adiada para mais testes, com a confiabilidade dos novos carros sempre em questão. A insatisfação foi crescendo no paddock da Stock e na reabertura do Autódromo de Brasília um forte acidente envolvendo Bruno Baptista e João Paulo Oliveira levantou outro ponto, ainda mais grave: além de inconfiáveis, os carros também eram inseguros. O campeonato transcorreu literalmente aos trancos e barrancos, com uma polêmica grande em toda a etapa, seja pelos inúmeros problemas mecânicos, seja por erros crassos da organização. Na corrida Sprint em Interlagos, Felipe Fraga se sagrou bicampeão, mas antes uma bandeira vermelha por causa de uma chuva forte fez com que os comissários se embananassem e Gaetano di Mauro, rival de Fraga pelo título e que largaria em primeiro, fosse jogado para as últimas posições. Uma verdadeira várzea que começa a colocar a Stock em cheque. Antes tida e havida como a principal categoria da América do Sul, a Stock Car começa a sofrer com a concorrência da Nascar Brasil e as inúmeras polêmicas de 2025 causou uma enorme repercussão negativa entre equipes, pilotos e, preocupantemente, patrocinadores. Um ano para lembrar, pois a Stock precisa aprender com seus inúmeros erros para não repeti-los, até mesmo por questão de sobrevivência da categoria.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Figura(ABU): Lando Norris

 Não poderia ser outro! O jovem inglês da McLaren conquistou seu primeiro título da F1, mesmo sofrendo um pouco mais do que o bom senso indica, mas Norris soube controlar-se em Abu Dhabi para derrotar Max Verstappen. Lando largou em segundo, mas perdeu a posição ainda na primeira volta, ficando na posição limite para conquistar o título. Norris viu Leclerc tirar desempenho da capenga Ferrari não se sabe de onde, foi para o meio do pelotão durante a primeira parada e correu o risco de ser penalizado numa disputa contra a Red Bull de Yuki Tsunoda, mas Lando venceu todas as desconfianças de que ele seria capaz de suportar a pressão e venceu o título com um necessário terceiro lugar. Mesmo com todos os erros, as declarações infelizes e uma postura bem abaixo do exigido por um piloto de ponta ao longo de 2025, Lando Norris também venceu sete vezes, reverteu a desvantagem que parecia irreversível ante ao seu companheiro de equipe Oscar Piastri e no final soube segurar a pressão de um inspirado Max Verstappen. Ninguém duvida que o melhor piloto do grid é mesmo Verstappen, mas Lando Norris teve seus méritos rumo ao primeiro título na F1.

Figurão(ABU): Alpine

 Finalizar o campeonato em último tanto no campeonato como na corrida é mais um indicativo do ano turbulento que a Alpine teve. Equipe de fábrica da Renault ainda sofre as consequências de inúmeras mudanças de gestores nos últimos anos, culminando com a chegada do veterano Flavio Briatore, que já mostrou sua capacidade de gerir uma equipe de F1 tanto para o bem (quatro títulos de pilotos) como para o mal (as várias histórias, conhecidas ou não, de vigarice do italiano). A influência de Briatore é tamanha que mesmo tendo dois chefes de equipe no ano, poucos sabem que Oliver Oakes e Steve Nielsen estiveram liderando a Alpine, pois quem manda mesmo é Briatore. E uma das decisões tomadas por ele foi que a equipe oficial da Renault se livrou... do motor Renault! Mesmo contanto com os brilhos efêmeros de Pierre Gasly, a Alpine teve em Jack Doohan e principalmente Franco Colapinto uma fonte inesgotável de idas à funilaria que não rendeu um ponto sequer para os dois jovens pilotos. Contudo Colapinto trouxe dinheiro portenho e por fim, ficará mais um ano na equipe, que terá o promissor motor Mercedes em 2026, mas ainda assim a Alpine parece totalmente à deriva.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Apesar de você

 


Lando Norris, Campeão Mundial de F1. Sim, apesar dos erros dentro e fora das pistas, declarações inacreditáveis e uma postura que muitos campeões não assinariam durante o ano, Lando Norris foi preciso na última etapa do campeonato de 2025, lhe bastando o suficiente terceiro lugar para ser o 35º campeão mundial da história da F1, tirando a McLaren de uma fila de dezessete anos. A corrida de Lando em Abu Dhabi foi uma síntese de sua temporada, onde não lhe falta velocidade, mas o inglês não passa a segurança de que ele irá 'torcer a faca'. Largando em segundo, Norris foi surpreendentemente ultrapassado por Piastri ainda na primeira volta e sempre teve Charles Leclerc por perto, o que no contexto do campeonato daria o título para Max Verstappen, que fez o que tinha em mãos, que era vencer a corrida e esperar que Norris chegasse fora do pódio. Com a McLaren não repetindo o erro grosseiro da semana passada no Catar, Norris administrou a terceira posição até a bandeirada e conquistou seu primeiro título na F1.


A corrida no horroroso Autódromo de Yas Marina esteve longe de emocionar qualquer entusiasta mais fanático de F1. Somente os milhões de 'petrodólares' pagos pelos emiradenses todo ano na conta da F1 justifica um circuito que ninguém goste fechando o campeonato ano após ano. A pole de Max Verstappen na véspera deve ter tornado a noite da cúpula da McLaren e de Lando Norris bem difícil, pois ainda está fresco na memória a McLaren errando de forma crassa na estratégia e Lando espalhando a farofa em momentos decisivos. A largada falaria muito como a corrida pelo título transcorreria, ainda mais com os três postulantes nas três primeiras posições. Antes da largada Zak Brown anunciara que os dois pilotos da McLaren não se atacariam, mas faltava combinar com o resto do grid. Max Verstappen deu uma bela lição à Lando Norris como defender uma pole, ao apontar seu carro para dentro, fechar o próprio Lando na aproximação da primeira curva, só que ao contrário do que Norris fez em Las Vegas, Max contornou a primeira curva normalmente e assumiu a liderança da corrida, concretizando seu plano. Realmente a dupla da McLaren se respeitou ao extremo na largada e para melhorar, o piloto que poderia atrapalhar os planos de Zak Brown e seus papaias caps falhou miseravelmente na largada, com Russell destracionando e perdendo de cara duas posições, fazendo com que Leclerc pulasse para quarto, trazendo consigo Alonso.


Era esperado que os primeiros colocados mantivessem suas posições, mas Oscar Piastri resolveu que ele tinha seus próprios planos e partiu para cima do seu companheiro de equipe, efetuando uma bela ultrapassagem por fora, assumindo a segunda posição e deixando Norris numa posição frágil. Bastava um vacilo, um erro e Lando sairia da posição de pódio, entregando o campeonato para Verstappen, que disparava na frente. Para piorar as coisas para Norris, Charles Leclerc tirou desempenho não se sabe de onde da capenga Ferrari e o monegasco pressionou Norris nas primeiras voltas, inclusive usando o moribundo DRS para atacar Lando em determinados pontos. Com o passar das voltas, o ímpeto de Leclerc diminuiu e as posições se assentaram, com Verstappen 2,5s na frente de Piastri, que tinha 2s em cima de Norris. Contudo, Piastri estava calçado com pneus duros, enquanto seus adversários estavam com os médios, indicando que Oscar ficaria mais tempo na pista. A corrida passava nesse momento para o fator estratégico e de quando cada um dos rivais pelo título parariam. Toto Wolff se mostrou amistoso com sua cliente McLaren, mas a Ferrari não parecia ser tão condescendente e parou Leclerc na volta 17, fazendo com que a McLaren trouxesse Norris para os pits na volta seguinte, reagindo a manobra ferrarista. Nesse ponto a McLaren acertou, pois Lando voltou à pista na frente de Leclerc e o piloto da Ferrari ainda tinha Russell, que parara no mesmo instante, lhe pressionando, tirando um pouco da pressão. Por outro lado, Norris estava no meio do tráfego e isso poderia causar alguns problemas. O piloto da McLaren usou muito bem seus pneus duros novos e ultrapassou vários pilotos, até mesmo o perigoso Liam Lawson, da equipe satélite da Red Bull.


Com um ritmo forte e deixando Leclerc numa distância segura, Norris se aproximava de Yuki Tsunoda, que mesmo de fora do grid da F1 em 2026, prometera que faria de tudo para ajudar Max Verstappen. E Yuki reforçou isso via rádio. A apreensão aumentava na mesma medida em que Norris se aproximava do nipônico. Numa das retas de Yas Marina, Tsunoda mostrou sua carta de intenção ao ziguezaguear no meio da reta e no momento em que Norris escolheu uma linha, Yuki forçou a barra em cima de Norris, que para não bater, completou a ultrapassagem além da linha branca. Não demorou para surgir que a manobra estava em investigação, cada qual com seu prisma. Tsunoda por ter ziguezagueado na reta e forçado Norris para fora da pista. Já Norris era investigado por ter ultrapassado por fora da linha branca. Logo surgiram lembranças de 2021, quando a direção de corrida decidiu o campeonato de forma cristalina, mas como não tínhamos Michael Masi na torre de controle, apenas Tsunoda fora punido e Norris continuaria a sua corrida normalmente, para alívio da McLaren e dos fãs da F1, receosos de outra corrida e campeonato sendo decidido pelos comissários. A corrida era tranquila e... chata. O Safety-car esteve longe de aparecer em cena, algo que fez toda a diferença em Losail. Max Verstappen fez sua parada tranquilamente e voltou à pista em segundo, com Piastri assumindo a ponta da corrida e sem surpresas, esticando ao máximo seu stint com a borracha mais dura. Com pneus novos, Max Verstappen 'devorou' toda a vantagem de Piastri, mas o próximo McLaren a parar não foi Oscar. Com os pneus desgastando bastante, houve uma variação tática entre as equipes e a Ferrari trouxe Leclerc aos pits pela segunda vez, algo que a McLaren não hesitou em fazer com Norris. A McLaren jogava na bola de segurança e a estratégia funcionou perfeitamente, com Lando se mantendo em terceiro, mesmo tendo colocado pneus duros, enquanto Charles estava com os médios. Em certo momento Leclerc tirou 1s por volta de Lando, mas não demorou para os pneus duros começarem a funcionar melhor e Lando administrar a vantagem sobre Leclerc.


Piastri já tinha Verstappen em seus retrovisores quando fez sua única parada, retornando logo à frente de Norris. Verstappen também optou por parar apenas uma vez e perguntava por Leclerc, como se o monegasco fosse seu companheiro de equipe, mas Leclerc era apenas a única esperança de título do neerlandês. Com Leclerc sem chances de atacar Norris, a corrida caiu em sua monotonia habitual em Abu Dhabi, com as voltas passando e a bandeirada dada pela linda Ana de Armas se aproximando. A dupla da McLaren se aproximou de Verstappen, mas nem Max e muito menos os pilotos 'mclarianos' estavam interessados em briga. Max Verstappen fez o que dele era possível. Ele conquistou a pole de forma impressionante, largou muito bem e dominou a prova, esperando por um milagre acontecer atrás de si. O milagre não veio, mas a temporada de Max Verstappen poderia ser assinada por Ayrton Senna em 1993 ou Fernando Alonso em 2012. Com um carro inferior e uma janela de desempenho estreita, Max Verstappen tirou uma desvantagem superior aos cem pontos para terminar o campeonato com meros dois pontos de déficit. E com uma vitória a mais que os pilotos da McLaren. Max lembrará com lamento do destempero em Barcelona, mas sairá fortalecido rumo ao desconhecido que será 2026 e suas complexas novas regras. A Red Bull também aprendeu a lição de que ter apenas um 'cavalo' contra dois faz toda a diferença. Em todo momento nessa briga Max Verstappen não pôde contar com Tsunoda, que punido, mais uma vez ficou fora dos pontos em sua despedida da F1.


Piastri cruzou a bandeirada sabendo que terá um 2026 decisivo na carreira se quiser continuar sendo um talento geracional. Prejudicado pelas famigeradas 'Papaya Rules', Piastri via sua enorme vantagem após a vitória em Zandvoort se esfarelar tanto pelos erros da McLaren, como seu derretimento, muito pela parte psicológica, onde a McLaren deu a entender, apesar das inúmeras negativas, trabalhar a favor de Lando Norris. E 16s depois de Max Verstappen, Lando Norris recebeu a bandeirada, confirmando seu primeiro título no limite. Observando toda a emoção de Lando Norris ao lados dos pais, da bela namorada e da cúpula da McLaren, me vejo em 1996, quando Damon Hill se sagrou campeão mundial. Damon não era o piloto mais talentoso daquela geração e mesmo vencendo oito corridas naquele ano, havia a sensação de que o melhor piloto do ano não venceu (Schumacher). Talvez nem o melhor piloto da equipe dominante (Jacques Villeneuve surgiu na F1 como um furacão, mas logo se mostrou um leve sopro). Damon Hill teve seus méritos, mas somente com o tempo eles foram sendo considerados. Talvez isso aconteça com Lando Norris no futuro. Muitos estavam felizes pela glória do inglês da McLaren, mas há a sensação de que mesmo vencendo sete vezes no ano, ter virado um campeonato que parecia perdido para o companheiro de equipe e segurado a pressão de um gigante como Max Verstappen nas corridas finais, muitas pessoas não consideram Lando Norris um campeão mundial digno. Alguém que sente na mesma mesa de Emerson Fittipaldi, James Hunt, Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen e Lewis Hamilton, os ilustres outros campeões mundial pela McLaren na F1. Talvez o futuro, assim como fez com Damon Hill vinte e nove anos atrás, faça com que olhemos com mais simpatia pelo título de Lando Norris em 2025.


Charles Leclerc conseguiu uma ótima corrida com a claudicante Ferrari, fechando o ano andando mais do que seu carro, até se tornando o 'melhor amigo' de Max Verstappen durante a corrida. Saindo da 16º posição, Lewis Hamilton optou por uma estratégia arriscada, largando com pneus macios e parando cedo para ter ar limpo por bastante tempo. Podemos dizer que a Ferrari acertou! Lewis parou duas vezes, mas tinha um ritmo forte o tempo todo para chegar em oitavo, contudo, isso não apaga uma temporada frustrante do heptacampeão mundial. A Mercedes confirmou o vice-campeonato no Mundial de Construtores mesmo com George Russell tendo feito uma corrida para lá de discreta e Antonelli, eliminado no Q2 no sábado, não repetindo as boas atuações das três últimas provas. A Mercedes ficou com essa posição mais pelo fato de que a Red Bull só tem um piloto e a Ferrari ter tido um ano para esquecer, mas ao menos a Mercedes poderá comemorar o fim do atual regulamento, onde os comandados de Toto Wolff não se entenderam em nenhum momento. Muito se fala que a Mercedes terá o melhor motor no novo regulamento, mas isso só será respondido em março do ano que vem.


Após sua boa largada, Fernando Alonso passou a liderar o pelotão no melhor do resto e seu sexto lugar foi importante por manter a Aston Martin em sétimo lugar no Mundial de Construtores e o espanhol beliscou um top10 no Mundial de Pilotos. Stroll ainda salvou um pontinho, mas o canadense é um claro peso morto dentro da equipe do pai. A Racing Bulls teve Hadjar no top10 nas primeiras volta e Lawson por perto, mas a equipe satélite não brilhou em ritmo de corrida, seus pilotos já sabendo o que fazer em 2026, com Lawson permanecendo na equipe para receber Arvid Linblad, novo prospecto da Red Bull, enquanto Hadjar irá terá a honra duvidosa de ser promovido para a equipe principal, tentando evitar ser mais uma vítima da máquina de moer pilotos comandada por Helmut Marko. Ocon finalmente superou Bearman, que teve uma bela temporada de estreia na F1. Falando em estreia, Gabriel Bortoleto passou boa parte da corrida na zona de pontos, mas ao optar por uma única parada, acabou atropelado por Stroll e Hulkenberg, saindo da zona de pontuação. Afora toda a afetação em Interlagos, Bortoleto fez uma temporada digna como novato e junto ao competente Hulkenberg, vai com boas expectativas para a Audi, que em 2026 substitui a já saudosa Sauber. Sainz acabou punido e ficou fora dos pontos, mas o espanhol claramente se recuperou de um início de campeonato difícil com a Williams e não apenas se colocou entre os dez primeiros do Mundial de Pilotos, como ajudou a Williams a ser quinta colocada no Mundial de Construtores. Albon fez uma primeira metade de campeonato muito forte, mas caiu de desempenho, numa curiosa situação onde os pilotos da Williams não estiverem bem ao mesmo tempo. Quem não esteve bem em momento algum foi a Alpine. Vivendo um caos administrativo liderado por Flavio Briatore, a Alpine viveu de lampejos de Pierre Gasly e arrumar carros destruídos por Franco Colapinto, que com a ajuda de patrocinadores portenhos, ainda seguirá mais um ano na Alpine, para alegria dos funileiros franceses. A confusão dentro da equipe é tamanha, que mesmo sendo a equipe oficial da Renault, Briatore convenceu os franceses a abandonar... o motor Renault! Tradicional fabricante de motores na F1, a Renault deixa a categoria mais uma vez e dessa vez de forma melancólica, com os dois pilotos da Alpine fechando o pelotão num dia sem abandonos em Abu Dhabi.


A briga tripla entre Norris, Verstappen e Piastri terminou de forma previsível numa corrida sem graça num circuito dos mais chatos que a F1 já viu, mas só estando no calendário por ser extremamente bem financiado. Max Verstappen não tem mais nada a provar, enquanto Piastri terá muito a provar em 2026. Já Lando Norris curtirá seu primeiro título com bastante emoção, como demonstrou ainda dentro do carro, mas precisará fazer mais no futuro para que esse título em 2025 não entre na classe dos 'one hit wonder', onde Norris soube usar as circunstâncias a seu favor para conquistar o título, afinal, todo ano alguém precisa ser coroado.

 

sábado, 6 de dezembro de 2025

Será o suficiente?


A batalha tríplice entre Max, Lando e Oscar começou no último final de semana do ano com vantagem para aquele que é, disparadamente, o melhor piloto do grid: Max Verstappen. O neerlandês da Red Bull não se importou com o domínio de Lando Norris nos primeiros treinos livres e nem pelo desempenho acima da média da McLaren no terceiro setor do horroroso circuito de Abu Dhabi. No momento decisivo, Max conseguiu duas voltas espetaculares no Q3 para conseguir mais uma pole e colocar mais pressão em cima da dupla da McLaren.

Porém, precisamos falar de Lewis Hamilton. A Ferrari chegou com um novo conceito para o carro de 2025, mas rapidamente ficou claro que os italianos não estavam no mesmo nível da McLaren e por isso, desistiram de desenvolver o carro no final de abril, fazendo com que a Ferrari não apenas ficasse atrás da McLaren, como foi ultrapassada por Red Bull e Mercedes. Chegando na equipe tendo completado 40 anos e tendo feito toda a carreira com um motor Mercedes atrás de si, Lewis Hamilton sofreu bastante em sua adaptação na equipe de Maranello, mas Carlos Sainz, que foi sacado na Ferrari para Lewis entrar, sofreu no seu início com a Williams. Todavia, na segunda metade do ano o espanhol já anda claramente à frente de Albon. Não foi o caso de Hamilton. Correndo ao lado de um dos pilotos mais rápidos em classificação dos últimos tempos, Hamilton não apenas não consegue acompanhar Leclerc, como passou a ficar rotineiramente nas últimas posições, caindo pela terceira vez consecutiva no Q1, enquanto Charles levou sua problemática Ferrari ao Q3 e a terceiro fila. A postura derrotista de Hamilton não o ajuda em nada e muitos já questionam se a chegada do inglês, com o maior plantel da história da F1, mas já em má fase em seus últimos anos de Mercedes, não chegou à Ferrari mais por um capricho seu e dos chefes atuais da Ferrari do que para realmente crescer junto com a equipe.

A Sauber começou bem o final de semana, mas apenas Bortoleto conseguiu avançar na classificação e terminou num ótimo sétimo lugar, igualando seu melhor grid na carreira. Tomara que Gabriel termine também sua fase ruim após o péssimo final de semana em Interlagos. Nesse seu primeiro ano na F1 Gabriel superou Hulkenberg no head-to-head no grid em 2025 e alguns outros resultados chamam atenção. Na Aston Martin, Fernando Alonso terminou o ano invicto, enfiando 24x0 em Lance Stroll, provando que o canadense nem deveria estar no grid da F1. Na Red Bull, Yuki Tsunoda, de saída da F1, também terminou invicto: tomou 22x0 para Verstappen.

No entanto, o caso do nipônico não passa tanto por ele. Aos 28 anos de idade, Max Verstappen está muito provavelmente em seu apogeu da carreira e demonstra a cada final de semana que mesmo o grid tendo nomes históricos como Alonso e Hamilton, Max é o melhor piloto do grid. A dupla da McLaren lembra dois poodles acuados frente a um Pitbull rosnando. Lando Norris e Oscar Piastri fizeram suas partes ao ficarem sempre entre os primeiros, mas no final não foram páreo para um inspirado Max Verstappen, sublime em suas melhores voltas no Q3. George Russell parecia capaz de se meter na briga entre os três, mas vacilou na última curva da sua melhor volta e terá que se conformar com a quarta colocação. A McLaren tem o melhor carro, mérito de Andrea Stella e sua equipe, mas Max Verstappen fez toda a diferença em 2025 e nesse sábado em Abu Dhabi. Será o suficiente para conseguir o penta?   

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Figura(CAT): Carlos Sainz

 Contratado pela Williams de forma surpreendente após bons anos com a Ferrari, Carlos Sainz não começou de forma auspiciosa sua experiência na tradicional equipe, ficando muitas vezes atrás do correto Alexander Albon, gerando certas críticas em cima do espanhol, que chegou à Williams com a expectativa de que seria o líder da ressurreição do time fundado por Frank Williams. No entanto, após as férias Sainz deu uma mudada e passou a fazer corridas muito fortes. Após o pódio no Azerbaijão, Sainz repetiu o feito no Catar com um final de semana muito sólido, além de bem superior ao de Albon. Com os últimos resultados, Sainz não apenas encosta em Albon no Mundial de Pilotos, como ajuda a Williams a se estabelecer na quinta posição no Mundial de Construtores.

Figurão(CAT): McLaren

 E lá vamos nós novamente... Cometer erros estratégicos já definiram várias corridas desde que Gordon Murray sugeriu fazer paradas programadas durante as corridas no início da década de 1980. Porém, quando esse erro ocorre num momento crucial de um campeonato estava nas mãos torna tudo mais dolorido e foi isso que aconteceu no Catar no domingo. Dona do melhor carro do final de semana, a McLaren caminhava para uma fácil dobradinha, podendo fazer com que Norris e Piastri pudessem correr soltos na última etapa do ano para decidirem entre eles quem será o campeão de 2025. No entanto, um 'gênio' sentado no pit-wall da McLaren fez com que o time comandado por Zak Brown entregasse a vitória de bandeja para Max Verstappen, numa situação tão óbvia, que a chefe de estratégia da Red Bull Hannah Schmitz se perguntou como a McLaren deixou seus dois pilotos na pista durante o Safety-Car, enquanto as demais nove equipes trouxeram seus pilotos para fazer a primeira parada obrigatória. Isso deixou a dupla da McLaren numa situação frágil para o resto da prova e Max Verstappen aproveitou a presepada da turma de Zak Brown para garantir mais uma vitória. Piastri, o piloto mais rápido do final de semana, ainda recuperou a segunda posição, enquanto Norris fez um segundo stint horroroso e acabou em quarto, deixando mais pontos na pista, deixando o campeonato aberto e com Max Verstappen mais confiante do que nunca que pode conquistar o pentacampeonato. Mais uma vez, na conta da McLaren.