terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

O Capitão - Parte 1


Para quem conhece corridas, sabe muito bem quem é Roger Penske. Outros adoram o automobilismo americano e quando o nome Roger Penske é citado, é tirado um suspiro profundo destas pessoas, que o acham uma lenda. Mas ainda há aqueles que adoram a parte de economia dos jornais, onde fusões e aquisições milionárias são feitas dia e noite, e essas pessoas sabem que Roger Penske é um fenômeno. O “Capitão” Roger Penske está no meio do automobilismo há quatro décadas e se tornou bilionário através dele. Hoje, o americano de Ohio está se tornando um septuagenário.

Roger S. Penske nasceu no dia 20 de fevereiro de 1937, em Shaker Heights, Ohio. A paixão dele pelos carros começou cedo. Ele comprou seu primeiro carro com 15 anos, e sempre impôs a si uma fixação em atingir metas e trabalhar para consegui-las. Quando ele começou a correr profissionalmente, Penske foi obcecado com a emoção da velocidade e a competição. O pai dele, um executivo de uma companhia de fabricação de metal, sempre tinha lhe falado que ele poderia ter qualquer coisa se ele ganhasse bastante dinheiro para comprar, e Penske nunca esqueceu isso.

Em 1958, aos 21 anos de idade, ele fez a primeira corrida oficial dele pela SCCA (Sports Cars Club of América – Clube Americano de Carros Esporte) no circuito Marlboro Motor Raceway em Maryland. No ano seguinte, ele ganhou a primeira corrida dele pelo SCCA Regional em Lime Rock, Connecticut, com um Porsche RS e se formou na Universidade de Lehigh em Allentown, Pensilvânia em administração industrial.

Em 1960, Penske ganhou a F-Modified, com um carro notório na época, conhecido como Zerex Special, ele ganhou três corridas seguidas em 1961. Ele fez sua estréia na Fórmula 1 neste mesmo ano no Grande Prêmio dos Estados Unidos em Watklins Glen à bordo de um Cooper, acabando a corrida num bom oitavo lugar, e foi nomeado pela Sports Illustrated como piloto do ano da SCCA. Em 1962 ele fez sua segunda e última corrida de F1, também em Watklins Glen com um Lotus, e de novo ele viu a bandeirada, desta vez em nono. No mesmo ano ele é nomeado pelo New York Times e Los Angeles Times como Piloto do ano. Penske ganha uma corrida da NASCAR em 1963 por uma das várias modalidades de corridas.

Durante a Semana de Velocidade das Bahamas de 1964, Penske ganhou o TT de Nassau, derrotando pilotos do calibre de A.J. Foyt e Bruce McLaren. Apesar de todo esse sucesso como piloto, Penske surpreendeu ao abandonar as pistas com apenas 28 anos e em 1965 ele comprou uma concessionária Chevrolet na Filadélfia. No ano seguinte ele conheceu o piloto e engenheiro Mark Donohue e com ele fundou a Penske Racing. Ainda no segundo ano da equipe, a Penske Racing ganha o Campeonato Americano de Marcas (USRRC) com o piloto Mark Donohue em uma Lola T70 MKIII-Chevrolet.

Em 1968, Roger Penske estreou na F-Indy com Donohue ao volante de seu carro e estreou nas 500 Milhas de Indianápolis no ano seguinte, o mesmo ano em que o empresário Roger Penske entra mais uma vez em cena e cria a Penske Corporation. Ainda nesse ano, Donohue, a bordo de um Chevrolet Camaro, ganha 10 de 13 corridas da Trans-Am e é campeão. A Penske Racing ainda é bi-campeã da USRRS, desta vez com um McLaren M6-Chevrolet. Segundo Karl Kainhofer, 1968 foi o ano mais próspero da história da Penske Racing.
Em 1971, a Penske Racing ganha a primeira corrida da F-Indy nas 500 Milhas de Pocono, e a equipe celebrou sua primeira vitória em Indianápolis no ano seguinte com Mark Donohue com uma velocidade média de 262,344 km/h. A Penske vence mais uma vez o Campeonato da SCCA com um Porsche, mas desta vez com George Follmer ao volante. Em 1973, a Penske Racing vence a primeira corrida na NASCAR ao ganhar o Winston Western 500 em Ribeira, Califórnia com Mark Donohue no AMC de número 16. Bobby Allison assume o carro da Penske Racing na NASCAR no ano seguinte.

Penske funda a Penske Cars Ltd. em Poole, Inglaterra, em 1974, e entra no Mundial de Fórmula 1. Infelizmente os resultados não foram muito bons e para piorar ele perdeu o piloto e amigo Donohue em um acidente que aconteceu durante o warm-up para o Grande Prêmio da Áustria de 1975. Mesmo com o choque, Penske continua na F1 e contrata o então promissor John Watson. Um ano após a morte de Donohue, Watson dá a Penske sua única vitória na F1 na mesma Áustria, em Zeltweg.

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