domingo, 31 de maio de 2026

Questão de quando


Apenas uma semana depois das 500 Milhas de Indianápolis, a Indy foi para um circuito completamente diferente dentro do seu corrido calendário. Ao invés da velocidade incrível do circuito oval de Indiana, um circuito de rua chato e ondulado em Detroit, no mesmo palco em que a cidade recebia a corrida de F1 na década de 1980. Por sinal, os pilotos da época detestavam o circuito de rua e passados quarenta anos, a situação não melhorou em nada. Muito pelo contrário...

No entanto, não importa muito o circuito ou a situação dele na Indy atual. Parodiando Gary Lineker, atacante e comentarista inglês dos anos 1980 e 1990, que cunhou uma frase famosa sobre a aura da seleção de futebol da Alemanha (outros tempos...) a Indy na década de 2020 é uma corrida apertada, onde no final Alex Palou sempre vence. O espanhol largou na pole, escapou do caos em Detroit, que viu uma corrida interrompida por várias bandeiras amarelas marotas e toques de pilotos destrambelhados, para se sobressair na estratégia de pits da Ganassi e superar Kyle Kirwood nas voltas finais para vencer nas ruas de Detroit.

Após as reclamações de Alexander Rossi no circuito misto de Indianápolis, a Indy resolveu dar bandeira amarela no menor sinal de distúrbio, trazendo ainda mais caos ao ondulado e horroroso circuito de Detroit. A corrida começou com Palou liderando, mas logo Will Power mostrou força para assumir a liderança, no que foi a melhor corrida do australiano com a Andretti. As mudanças nos compostos de pneus fez com que os pilotos oscilassem bastante de desempenho. Nas vésperas de sua primeira parada, o ritmo de Power desabou, criando um trenzinho de carros. Palou percebeu que estava perdendo tempo ali e parou mais cedo. E o que aconteceu depois? O espanhol emergiu na frente de todos e praticamente não perdeu mais a ponta.

Especialista em circuitos de rua, Kirkwood tentou um ataque em Palou no stint final, ao colocar pneus macios, enquanto o espanhol estava equipado com o composto duro. No entanto, a sequência de bandeiras amarelas tirou o ímpeto de Kirkwood, que teve que se conformar com a segunda posição, seguido por Graham Rahal e a dupla da McLaren. Power se engalfinhou com Scott McLaughlin, no que resultou no abandono de ambos, num péssimo dia para a Penske, cujo melhor resultado foi um décimo lugar de Josef Newgarden, que correu com o pé esquerdo machucado, ainda pelo acidente nas 500 Milhas.

Palou já navega em mares tranquilos no campeonato, abrindo uma vantagem superior a uma corrida. A questão passa a ser não mais de 'se', mas de quando Alex Palou garantirá mais um título.   

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