Felipe Massa conquistou mais uma pole na temporada 2007 e a Ferrari está até agora invicta no quesito velocidade. No entanto, Massa teve mais dificuldades do que imaginava no final da terceira Classificação e com o mesmo adversário da Malásia: o impressionante Lewis Hamilton. O inglês da McLaren superou seu companheiro de equipe pela primeira vez no ano e largará ao lado de Massa na primeira fila amanhã e se repetir as largadas que fez até agora, Lewis tem tudo para ser o primeiro a curzar a primeira curva amanhã. Contudo, Massa deverá estar mais preparado para uma provável boa largada da McLaren e espero que se lembre de fechar porta na primeira curva, pois como na Malásia, o pole largará por fora, no lado limpo, e não é possível que Massa não tenha aprendido a lição da semana passada.
Outra vantagem de Massa é o desempenho de Raikkonen durante todo o fim de semana. Sem a desculpa do motor meia-boca da Malásia, o finlandês vem levando um verdadeiro banho com direito a hidromassagem do Felipe, tomando meio segundo no final da Classificação. Estratégia? Difícil. A diferença entre Massa e Raikkonen foi grande também nas duas primeiras partes da Classificação e Massa deve aproveitar isso. Agora quem deve estar tramando algo deve ser Fernando Alonso. Por melhor que seja Lewis Hamilton, não é nada normal Alonso tomar três décimos do seu jovem companheiro de equipe e mais de meio segundo para o pole. Fernando deve ter cartas na manga para a corrida e não devemos esquecer que suas largadas - mesmo ele largando no lado sujo - costumam definir corridas.
A BMW se mantém e deve se manter no resto da temporada como a terceira força do campeonato, pronta para capitalizar algum erro de McLaren e Ferrari. Mais uma vez Heidfeld superou Kubica, que deve estar sentindo a falta de resultados e preferiu se poupar, enquanto Heidfeld parece querer estar querendo tentar provar algo para alguém, seja Mario Theissen, seu chefe, seja outro chefe. A Renault deu uma leve melhorada com relação à Malásia e o que vinha mostrando até agora no Bahrein ao colocar Fisichella em sétimo, logo atrás da BMW. O italiano, por sinal, disse que de nada adiantaria ter Alonso na equipe que o resultado seria o mesmo, porém, a sétima posição era o habitat natural de Fisichella ano passado. Kovalainen ficou em décimo-segundo, mas na ficou menos de quatro centésimos atrás de Fisichella na segunda parte da sessão e por pouco não pôs seu Renault na Super Pole. Com um pouco de paciência, o finlandês irá crescer e mostrar o mesmo desempenho de seu ex-rival Nico Rosberg, que mais uma vez foi para Super Pole, superando com folgas Alexander Wurz.
Webber mostrou a sua habitual velocidade em treinos, mas a vigésima-primeira posição de Coulthard, inclusive sendo superado por uma Spyker, é bastante preocupante. Diga-se de passagem, a Spyker que superou Coulthard foi do novato alemão Adrian Sutil, que vem colocando Christijan Albers no chinelo com bastante freqüência. A sorte de Albers é que sua esposa é filha de um dos sócios da Spyker...
Falando em disparidades entre companheiros de equipe, Trulli colocou mais vez a Toyota na Super Pole enquanto Ralf Schumacher foi apenas décimo-quarto, mas o que mais chamou minha atenção foi o desempenho de Anthony Davidson, que foi sétimo na primeira Classificação, dez(!) posições à frente de Takuma Sato, seu companheiro de equipe cuja presença é a razão de viver da Super Aguri. Mais uma vez, a Super Aguri ficou à frente da Honda, onde mais uma vez Rubinho ficou à frente de Button, mas se serve de consolo, pela primeira vez no ano os dois carros da Honda foram para a segunda Classificação, pena que o ficaram na lanterna da Q2.
Hoje percebi que muitas vezes reclamamos de barriga cheia. Não sei por qual motivo o Galvão ficou de fora da transmissão de hoje e o Cléber Machado deu um show de ruindade. Primeiro, falou exatos quatro minutos na sua primeirs inserção na transmissão. Segundo, não deixou nem o Reginaldo e nem o Burti falar direito. Terceiro, ficou alheio ao que acontecia dentro da pista, preferindo comentar sobre futilidades enquanto o pau comia na pista. E finalmente, não deixou que ninguém ouvisse o que engenheiros e pilotos falavam entre eles na mais legal das novidades da transmissão da F1 nos últimos tempos. Por isso, faço o apelo: Volta, Galvão!
Ainda falando em coisas extra-pista, o Felipe tá comendo bem, hein? A namorada dele, a Rafaela é linda! Tanto que a transmissão focou nela por algum tempo, não se importando o que o namorado famoso estava fazendo. Por sinal, bem que poderia passar mais ela... Contudo, amanhã Massa tentará apecer mais vezes na transmissão, mas como protagonista, na frente e vencendo, tentando acabar com a sua má-fase.
sábado, 14 de abril de 2007
sexta-feira, 13 de abril de 2007
O futuro da F1 nas pistas
Nesse final de semana irá começar as duas principais portas de entrada da F1. A World Series e principalmente a GP2 irão estrear nesse final de semana com seus piloto de olho na F1 e no sucesso de seus mais recentes campeões. A World Series conta com carros mais lentos que a GP2, mas com custo menor e por isso mais carros. Na verdade, a W.S. seria uma "segunda divisão", com vários pilotos que não deram certo na GP2 e alguns pilotos que não se destacaram nas F3 Européia e Inglesa, com excessão do alemão Sebastian Vettel, futuro piloto da BMW, quiça em 2008. No entanto, não devemos esquecer que foi da W.S. que surgiram Heikki Kovalainen e Robert Kubica, portanto, olho muito aberto para quem sai dessa categoria.
A GP2 começou o ano em Sakhir para acompanhar a F1 em todos os finais de semana, fora a parte os GPs nas Américas. Na primeira Classificação, uma surpresa com a pole de Luca Filippi da famosa equipe Super Nova. O jovem italiano fez sua estréia ano passado na categoria, mas apesar de rápido, errava demais e acabou defenestrado na equipe do Fisichella e depois zanzou por equipes pequenas. Agora numa equipe mais estruturada, o italiano pode mostrar o seu valor. Ao seu lado na primeira fila, outra surpresa. Xandinho Negrão vai para o seu terceiro e decisivo ano na GP2 e após resultados discretos na pré-temporada, o paulista ficou em segundo no grid, sua melhor posição de largada. Mesmo andando numa equipe boa como a Piquet Sports, Negrão era eclipsado por outro "inho", o Piquet. Agora correndo sem Nelsinho, Xandinho mostrou uma velocidade até surpreendente.
Lucas di Grassi ficou num promissor quinto lugar na melhor equipe da breve história da GP2. A ART sempre se caracterizou por ser muito melhor na corrida do que na Classificação e por isso Di Grassi é um candidato sério a vitória amanhã, pois seu companheiro de equipe Michael Amermüller ficou muito para trás. Bruno Senna foi agradável surpresa ao ficar entre os dez primeiros logo em sua estréia. Antonio Pizzônia ficou no lenga-lenga de sempre e sairá em décimo-segundo depois de prometer que brigaria pela vitória, mas o amazonense poderá usar sua experiência para chegar aos pontos e quem sabe ficar em oitavo, o que garantiria a pole na corrida de sábado. Sérgio Jimenez teve problemas em seu carro e ficou lá atrás, mas muito próximo de seu companheiro de equipe, muito mais experiente do que ele e que treinou muito durante a pré-temporada, ao contrário de Jimenez.
Na seguda-feira, após as duas baterias da GP2 e da W.S., poderemos ver como será o futuro da F1 daqui a alguns anos.
A GP2 começou o ano em Sakhir para acompanhar a F1 em todos os finais de semana, fora a parte os GPs nas Américas. Na primeira Classificação, uma surpresa com a pole de Luca Filippi da famosa equipe Super Nova. O jovem italiano fez sua estréia ano passado na categoria, mas apesar de rápido, errava demais e acabou defenestrado na equipe do Fisichella e depois zanzou por equipes pequenas. Agora numa equipe mais estruturada, o italiano pode mostrar o seu valor. Ao seu lado na primeira fila, outra surpresa. Xandinho Negrão vai para o seu terceiro e decisivo ano na GP2 e após resultados discretos na pré-temporada, o paulista ficou em segundo no grid, sua melhor posição de largada. Mesmo andando numa equipe boa como a Piquet Sports, Negrão era eclipsado por outro "inho", o Piquet. Agora correndo sem Nelsinho, Xandinho mostrou uma velocidade até surpreendente.
Lucas di Grassi ficou num promissor quinto lugar na melhor equipe da breve história da GP2. A ART sempre se caracterizou por ser muito melhor na corrida do que na Classificação e por isso Di Grassi é um candidato sério a vitória amanhã, pois seu companheiro de equipe Michael Amermüller ficou muito para trás. Bruno Senna foi agradável surpresa ao ficar entre os dez primeiros logo em sua estréia. Antonio Pizzônia ficou no lenga-lenga de sempre e sairá em décimo-segundo depois de prometer que brigaria pela vitória, mas o amazonense poderá usar sua experiência para chegar aos pontos e quem sabe ficar em oitavo, o que garantiria a pole na corrida de sábado. Sérgio Jimenez teve problemas em seu carro e ficou lá atrás, mas muito próximo de seu companheiro de equipe, muito mais experiente do que ele e que treinou muito durante a pré-temporada, ao contrário de Jimenez.
Na seguda-feira, após as duas baterias da GP2 e da W.S., poderemos ver como será o futuro da F1 daqui a alguns anos.
A briga será boa!
No segundo treino livre desta sexta (acordar às 4 da manhã não dá né?), deu para perceber que o Bahrein irá ver a mesma disputa das duas etapas anteriores. Ferrari e McLaren irão brigar arduamente pela vitória com qualquer um de seus pilotos, seja Raikkonen ou Massa, seja Alonso ou Hamilton. Raikkonen marcou a volta mais rápida da sexta, mas esta volta foi a primeira do finlandês no dia, ainda no primeiro treino livre, realizado com pista muito suja e pouca borracha. No segundo treino (esse eu assisti!), Raikkonen foi novamente o mais rápido, mas com Hamilton no seu calcanha gelado. Kubica mostrou mais vez que tem velocidade ao ficar em terceiro, resta agora ao polonês mostrar consistência em corrida, pois ele tem potencial de sobra para devorar Nick Heidfeld, que foi apenas sétimo hoje.
Massa foi quarto, menos de três décimos atrás de Raikkonen. Ruim? Nem tanto. Raikkonen e Massa estão próximos e deverão proporcionar belas disputas até a Ferrari decidir quem será o primeiro piloto da scuderia. Como sempre fez desde que entrou no rol dos favoritos a vencer qualquer corrida, Alonso fez uma sexta-feira discreta e foi apenas quinto, com um tempo muito próximo de Massa. O problema é que Alonso sabe de antemão que será o primeiro piloto e que Hamilton não terá nenhum pudor em abrir passagem se necessário. Por enquanto, isso não acontecerá na Ferrari. A Williams vem demonstrando ser a quarta força do campeonato e pôs Wurz em sexto e Rosberg em oitavo. Diga-se de passagem, observando Rosberg com mais cuidado, já dá para dizer que Rosberguinho é um dos pilotos que mais evoluíram do ano passado para cá. Em breve, seu nome irá entrar no mercado das grandes equipes e Franck Williams, que nunca foi de segurar piloto algum, não se importará em ceder seu novo pupilo por um punhado de dólares.
Atrás destas quatro equipes, a briga está feia entre Red Bull, Toyota e Renault. A equipe francesa parece estar involuindo e suas posições pioram a cada corrida. Kovalainen já dá mostras de sua velocidade ao ficar na frente de Fisichella novamente, mas é uma pena ver o talento do finlandês ir para o ralo com o péssimo carro que tem em mãos. Barrichello vem sendo até agora o melhor piloto da turma de trás ao levar seu problemático carro a boas posições, levando-se em conta a ruindade do carro e diga-se de passagem, bem melhor do que Button, que a essa altura deve estar com muita dor de cotovelo por causa de Hamilton.
Amanhã será mais uma hora da verdade para os quatro mosqueteiros da F1. Alonso irá disparar? Raikkonen, com motor bom, irá para cima? Hamilton conseguirá subir mais degrau no pódio e conseguir sua primeira vitória? E Massa? Será este o momento da virada? Essas perguntas começarão a ser respondidas a partir de amanhã.
Massa foi quarto, menos de três décimos atrás de Raikkonen. Ruim? Nem tanto. Raikkonen e Massa estão próximos e deverão proporcionar belas disputas até a Ferrari decidir quem será o primeiro piloto da scuderia. Como sempre fez desde que entrou no rol dos favoritos a vencer qualquer corrida, Alonso fez uma sexta-feira discreta e foi apenas quinto, com um tempo muito próximo de Massa. O problema é que Alonso sabe de antemão que será o primeiro piloto e que Hamilton não terá nenhum pudor em abrir passagem se necessário. Por enquanto, isso não acontecerá na Ferrari. A Williams vem demonstrando ser a quarta força do campeonato e pôs Wurz em sexto e Rosberg em oitavo. Diga-se de passagem, observando Rosberg com mais cuidado, já dá para dizer que Rosberguinho é um dos pilotos que mais evoluíram do ano passado para cá. Em breve, seu nome irá entrar no mercado das grandes equipes e Franck Williams, que nunca foi de segurar piloto algum, não se importará em ceder seu novo pupilo por um punhado de dólares.
Atrás destas quatro equipes, a briga está feia entre Red Bull, Toyota e Renault. A equipe francesa parece estar involuindo e suas posições pioram a cada corrida. Kovalainen já dá mostras de sua velocidade ao ficar na frente de Fisichella novamente, mas é uma pena ver o talento do finlandês ir para o ralo com o péssimo carro que tem em mãos. Barrichello vem sendo até agora o melhor piloto da turma de trás ao levar seu problemático carro a boas posições, levando-se em conta a ruindade do carro e diga-se de passagem, bem melhor do que Button, que a essa altura deve estar com muita dor de cotovelo por causa de Hamilton.
Amanhã será mais uma hora da verdade para os quatro mosqueteiros da F1. Alonso irá disparar? Raikkonen, com motor bom, irá para cima? Hamilton conseguirá subir mais degrau no pódio e conseguir sua primeira vitória? E Massa? Será este o momento da virada? Essas perguntas começarão a ser respondidas a partir de amanhã.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
El Lole
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Carlos Reutemann é daqueles piloto que é sempre lembrado quando se falam de grandes pilotos que não foram campeões na F1. Rápido, mas muito inconstante, esse argentino é o maior símbolo de uma velha frase da F1, mas ao contrário: “Na hora errada, na equipe errada.” Reutemann sempre correu em equipes grandes, mas nunca no melhor momento das escuderias escolhidas por ele. Este introspectivo argentino provavelmente tinha o mesmo talento de outros grandes pilotos da época, mas a sorte nunca esteve ao seu lado. Reutemann teve uma estréia de sonho ao ser pole na primeira corrida na F1, feito só repetido por Mario Andretti e Jacques Villeneuve, mas ao contrário dos dois, Reutemann não tinha o melhor carro. “El Lole” não conseguiu repetir o sucesso de Fangio vinte anos antes, apesar do apoio irrestrito de toda nação argentina. Diga-se de passagem, essa nação ainda o idolatra tanto, que não seria surpresa ver Reutemann como presidente da Argentina daqui a alguns anos. No seu 65º aniversário, vamos ver um pouco da história desse grande piloto dos anos 70.
Nascido no dia 12 de Abril de 1942 em Santa Fé na Argentina, filho de pai argentino e mãe italiana, sendo que seu avô paterno era um suíço de origem alemã. Ele cresceu vendo todas as glórias conquistadas por Fangio, mas Reutemann só começou a correr de verdade aos 23 anos num Fiat 1500, sagrando-se tri-campeão argentino de turismo em 1966, 1967 e 1968 na equipe da Ford, se tornando muito popular, pois já nessa época a TC (Turismo Carretera) era muito assistida. Já em 1967 Reutemann venceu seu primeiro título de monoposto andando num carro do famoso engenheiro Alejandro de Tomaso.
Em 1969 Reutemann subiu para a F2 Argentina e venceu 10 de 12 corridas, tornando-se campeão com facilidade. Em 1970 a petroleira argentina YPF resolveu investir na revelação local e o colocou na F2 européia com um Brabham BT30 na equipe Automovil Club Argentina. Em Hockenheim, Carlos tocou na Lotus de Jochen Rindt provocando um grande acidente que envolveu cinco carros. Rindt ficou irado e disse uma frase não muito inteligente, dizendo que os índios deveriam ficar nas selvas, não nas pistas...
Mesmo com esse incidente com Rindt, os melhores resultados de Reutemann em 1970 foi um sexto e um quinto lugares em Hockenheim, o deixando na 15º posição no campeonato, mas a melhor exibição de Reutemann foi em Nürburgring, quando ficou com a pole debaixo de chuva, após aprender o difícil circuito alemão depois de 200 voltas num Ford Capri alugado. Tanta perseverança e dedicação foi mais do que suficiente para uma segunda temporada de Reutemann na F2 e esse foi o campeonato em que Reutemann mostrou aos europeus que seu lugar era mesmo nas pistas.
Ainda no mesmo carro e na mesma equipe Reutemann mostrou força ao ficar em terceiro na primeira etapa em Hockenheim. Demonstrando muita consistência, o argentino colecionou vários pódios até conseguir sua primeira vitória em Albi, na França. Na verdade, essa ainda não foi sua vitória de direito, pois naquela época muitos pilotos da F1 competiam na F2 e o vencedor em questão foi Emerson Fittipaldi na sua famosa equipe Bardhal, um minuto à frente do argentino. No final do ano, Reutemann ficou em segundo no campeonato atrás da March oficial de Ronnie Peterson.
Ainda em 1971 Reutemann fez sua estréia na F1 numa corrida extra-campeonato em Buenos Aires, andando num McLaren M7C que foi de Jo Bonnier e o argentino acabou em terceiro. Para 1972 Reutemann foi contrato pela equipe Rondel de F2 no novo Brabham BT38. Ele terminou em quarto no campeonato e um dos seus patrões era um tal de Ron Dennis. No entanto, graças ao bom relacionamento com a Brabham e a YPF, Carlos Reutemann pode estrear na F1 ainda em 1972. E como. Usando o seu conhecimento do circuito de Buenos Aires, Reutemann conseguiu uma surpreendente pole position em cima da estrela da época Jackie Stewart, enquanto seu companheiro de equipe, o bicampeão Graham Hill era apenas 16º. Durante a corrida, Reutemann não largou bem e ficou em quarto a maior parte da corrida, mas com problemas nos pneus, terminou em sétimo.
Em 1973 Reutemann conseguiu sua primeira vitória na F1 ao vencer em Interlagos num Grande Prêmio extra-campeonato. O ano de 1974 tinha tudo para ser o ano de confirmação de Reutemann no belo Brabham BT44 inteiramente branco projetado pelo então iniciante Gordon Murray. Ele andou muito bem na Argentina e no Brasil. Na Argentina, Reutemann começava a mostrar seus primeiros azares. Andando muito forte, “El Lole” disparou na liderança para delírio dos torcedores argentinos. Juan Domingos Perón pegou um helicóptero para entregar o troféu de vencedor para Reutemann, mas havia um problema. A entrada de ar do motor da Brabham estava solto. O problema parecia pequeno, mas acabaria cruel no final. Com menos ar entrando no motor, o consumo aumentou demais e o resultado foi uma pane seca nas voltas finais para desespero de Reutemann e da torcida, enquanto Perón voltava para a Casa Rosada.
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Porém, na África do Sul, Reutemann deixou os azares de lado e venceu a corrida com facilidade, mas uma série de problemas fez que o Reutemann não brigasse mais diretamente pelo título. O argentino ainda venceria de forma dominante na Áustria e nos Estados Unidos, mas no final um desapontador quinto lugar no campeonato foi o máximo que Reutemann pode fazer. 1975 foi um pouco melhor, com Carlos sendo mais consistente e ficando em terceiro no campeonato após mais uma vitória na Áustria. Nessa altura, Reutemann tinha como companheiro de equipe José Carlos Pace e os dois sul-americanos disputaram de igual para igual a primazia dentro da Brabham.
Em 1976 a parceira Reutemann-Brabham chegou ao fim após a péssima experiência com o motor Alfa Romeo. O carro era bom, mas o motor ainda precisava ser muito desenvolvido e isso significava um ano perdido com várias quebras. Um quarto lugar na Espanha foi o máximo que Carlos conseguiu, mas o namoro com a Ferrari já tinha se iniciado e ainda em 1976 Reutemann fez sua estréia na equipe de Maranello no Grande Prêmio da Itália em Monza. Inicialmente, Reutemann foi trazido para a Ferrari com o intuito de substituir Lauda, seriamente ferido na Alemanha, e por isso, o austríaco não ficou contente com a contratação de Reutemann.
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Carlos venceu o Grande Prêmio do Brasil, saindo de Interlagos na liderança do campeonato e dando a impressão de que poderia ser campeão, mas Lauda logo reafirmou sua posição dentro da equipe e conquistou o segundo campeonato no final do ano. Cansado da política dentro da Ferrari, Lauda deixou a equipe antes do final de 1977 e Reutemann era o primeiro piloto da equipe, já que o então novato Gilles Villeneuve mais aprendia do que ameaçava Reutemann.
Uma vitória no Grande Prêmio do Brasil (segunda consecutiva e a primeira em Jacarepaguá) deu a impressão de que Reutemann e a Ferrari poderiam conquistar o campeonato de 78, mas o azar do argentino apareceu mais uma vez. A Lotus e seu carro-asa dominaram por completo o campeonato e nem as três vitórias do ano foram suficientes e o terceiro lugar no Mundial acabou como consolação para Reutemann. Se a Lotus tinha o melhor carro, a mudança para a equipe de Colin Chapman era uma boa idéia. Porém...
O Lotus 80 foi uma perda de tempo para Carlos e o título ficou... para a Ferrari, equipe que Reutemann tinha abandonado no final de 1978. No final de 1979 a Williams era claramente o melhor carro e Reutemann foi contratado para ser companheiro de equipe de Alan Jones. A equipe de Frank Williams tinha estreado em vitórias ainda em 79 e era franca favorita para 1980 e isso se traduziu no título de Jones no final do ano. Reutemann era o segundo piloto e foi terceiro colocado no campeonato com apenas uma vitória em Mônaco.
Já com 39 anos, Reutemann botou na cabeça que seria o campeão de 1981. O carro da Williams ainda era o melhor, mas a Brabham de Piquet já tinha incomodado bastante em 1980 e a Williams ainda tinha Jones como o favorito. A primeira corrida em Long Beach mostrava a superioridade da Williams com uma dobradinha Jones-Reutemann. No Grande Prêmio do Brasil, Reutemann resolveu que o título seria seu de qualquer jeito, mesmo que tivesse de enfrentar sua própria equipe e seu companheiro de equipe. Com Reutemann e Jones disparados na frente, a Williams resolveu pedir que Reutemann diminuísse para que Jones vencesse a corrida. Reutemann se recusou a fazer isso e venceu a corrida. A briga estava armada.
Reutemann venceu o triste GP da Bélgica em que atropelou e matou um mecânico da Osella na sexta-feira. Na metade da temporada parecia que Reutemann seria o campeão independente do que achava a Williams. Então uma nuvenzinha negra começou a pairar sobre a cabeça de Reutemann e Piquet se aproximou do argentino perigosamente. Reutemann deu um vacilo no GP da Holanda ao bater em Jacques Laffite e ficou sem pontos numa corrida em que podia ter sido terceiro e colocado mais pontos em cima de Piquet. Mesmo na liderança do campeonato, sua relação com a Williams não era boa e nem a equipe e nem Alan Jones estavam dispostos a ajudar o argentino. No GP de Las Vegas, Reutemann só precisava ser quinto para ser campeão. O argentino estava uma pilha de nervos no dia da corrida e mesmo largando na pole, Reutemann fez uma corrida medíocre e foi apenas oitavo, enquanto Piquet conquistava seu primeiro título Mundial. Após a corrida Reutemann fez pouco de Piquet, dizendo que conhecia Piquet lavando os pneus de seu Brabham em 1974 em Brasília.
Mesmo com toda essa decepção, Reutemann ainda teve ânimo em continuar na Williams em 1982, e o argentino começou relativamente bem ao ser terceiro no Grande Prêmio da África do Sul. Em Jacarepaguá, Reutemann não teve chances para segurar o seu motivado companheiro de equipe Keke Rosberg e após a corrida decidiu se aposentar, já com 40 anos de idade. A título de curiosidade, o campeão de 1982 foi Keke Rosberg da Williams, onde Reutemann era o primeiro piloto no começo do ano...
Com 14 vitórias (inclusive duas extra-campeonato no Brasil), 45 pódios, 6 poles, 22 primeiras filas, 6 voltas mais rápidas e um total de 310 pontos (o 10º maior pontuador de todos os tempos), Reutemann tinha um cartel impressionante, mas após tantas decepções nos últimos anos de F1, Reutemann resolveu investir na carreira política e ao contrário da F1 vem se dando muito bem. Após ser governador da província de Santa Fé em 1991, Reutemann tinha todas as chances de ser presidente em 2003, mas preferiu se canditar (e se eleger) a senador pela província de Santa Fé, onde está até hoje.
Em 2004 Reutemann teve um gostinho de andar num F1 atual ao dar umas voltas na Ferrari de Schumacher em Fiorano, onde pode se lembrar com saudades seus tempos em que atrás de um volante de F1 pode trazer um presidente para o amado circuito de Buenos Aires, donde e torcida gritava “Lole, Lole, Lole!”.
Parabéns
Carlos Reuteman!
Fontes: www.statsf1.com
8w.forix.com/mrh
www.grandprix.com
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Figura: Lewis Hamilton
Precisou de apenas duas corridas para o novato Lewis Hamilton entrar para a história da F1. O novato da McLaren vem impressionando a todos que acompanham a F1 e até mesmo as pessoas que acompanham esse inglês desde as categorias de base, com suporte de Ron Dennis. Com dois pódios em duas corridas, Hamilton superou Peter Arundell como o melhor novato da história da F1. Contudo, os números são frios e o que Hamilton fez e vem fazendo é com certeza bem mais interessante do que Arundell fez no início de 1964.
Assim como Arundell, Hamilton tem como companheiro de equipe um campeão mundial. Enquanto Arundell ficava a léguas de distância de Jim Clark, Hamilton vem andando no mesmo nível de Fernando Alonso desde o primeiro treino livre da Austrália e mesmo com 22 anos, vem demonstrando uma frieza digna dos veteranos pilotos da F1. Na Malásia, Hamilton segurou com maestria toda ferocidade de Felipe Massa nas primeiras voltas em Sepang. Se Massa estava esperando o erro de Hamilton, foi o brasileiro quem errou. Depois Hamilton despchou Kimi Raikkonen e marcou a melhor volta da corrida, não se importando com a aproximação perigosa de Kimi no final do Grande Prêmio. Hamilton ajudou não apenas Alonso como também a McLaren, que agora tem nove pontos de vantagem em cima da Ferrari no Mundial de Construtores. Enquanto isso, Hamilton está em terceiro no mundial, só esperando uma brecha para ser vencer uma corrida e alçar vôos maiores.
Assim como Arundell, Hamilton tem como companheiro de equipe um campeão mundial. Enquanto Arundell ficava a léguas de distância de Jim Clark, Hamilton vem andando no mesmo nível de Fernando Alonso desde o primeiro treino livre da Austrália e mesmo com 22 anos, vem demonstrando uma frieza digna dos veteranos pilotos da F1. Na Malásia, Hamilton segurou com maestria toda ferocidade de Felipe Massa nas primeiras voltas em Sepang. Se Massa estava esperando o erro de Hamilton, foi o brasileiro quem errou. Depois Hamilton despchou Kimi Raikkonen e marcou a melhor volta da corrida, não se importando com a aproximação perigosa de Kimi no final do Grande Prêmio. Hamilton ajudou não apenas Alonso como também a McLaren, que agora tem nove pontos de vantagem em cima da Ferrari no Mundial de Construtores. Enquanto isso, Hamilton está em terceiro no mundial, só esperando uma brecha para ser vencer uma corrida e alçar vôos maiores.
Figurão: Honda
Talvez a Honda esteja mesmo muito preocupada com os problemas ambientais que nos aflingem e que influencie bastante o nosso modo de vida em alguns anos. Talvez Nicky Fry, Gil de Ferran e a japonesada toda tenham ficado tão preocupados que se esqueceram de fazer um carro minimamente decente para essa temporada 2007 e assim Jenson Button e Rubens Barrichello literalmente carregam um mundo inteiro em suas costas. Após fazer uma excelente segunda metade de temporada 2006, a Honda tinha tudo para fazer um excelente 2007, principalmente por que foi a única das equipes grandes que mantiveram todo seu pessoal, pilotos inclusive. Contudo, o aquecimento global deve ter queimado os miolos dos técnicos e engenheiros de Brackley e o carro ecológico da Honda já virou a grande decepção da temporada deste ano, sem nenhuma pespectiva de melhora a curto prazo. O treino que foi feito em Sepang na semana passada não serviu de nada, pois as modificações aerodinâmicas propostas não serviram de nada.
Na Malásia, nem Button nem Barrichello conseguiram ficar entre os 15(!) primeiros nos treinos livres e na Classificação, Barrichello ficou de fora logo na primeira parte do treino, enquanto Button não fez algo não muito melhor. Na corrida, Rubens ainda salvou um pouco a honra da Honda ao fazer uma corrida até razoável levando-se em consideração o péssimo equipamente que tem em mãos. Button, coitado, de única esperança inglesa de ser campeão, vê o fenômeno Lewis Hamilton passar por cima dele e o futuro é bastante obscuro para a equipe anglo-japonesa. Cabeças irão rolar, principalmente do pessoal da pintura. Oh carro feio!
Na Malásia, nem Button nem Barrichello conseguiram ficar entre os 15(!) primeiros nos treinos livres e na Classificação, Barrichello ficou de fora logo na primeira parte do treino, enquanto Button não fez algo não muito melhor. Na corrida, Rubens ainda salvou um pouco a honra da Honda ao fazer uma corrida até razoável levando-se em consideração o péssimo equipamente que tem em mãos. Button, coitado, de única esperança inglesa de ser campeão, vê o fenômeno Lewis Hamilton passar por cima dele e o futuro é bastante obscuro para a equipe anglo-japonesa. Cabeças irão rolar, principalmente do pessoal da pintura. Oh carro feio!
domingo, 8 de abril de 2007
Aconteceu o que eu temia

Alonso chegou à Malásia de mansinho. Disse que a Ferrari era o melhor carro e na sexta-feira isso realmente aconteceu. Já no sábado, a McLaren reagiu um pouco e o espanhol disse que a McLaren estava próxima da Ferrari. Próxima? Fernando Alonso liderou um verdadeiro banho da McLaren em cima da Ferrari em Sepang e para colocar um sorriso na cara carrancuda de Ron Dennis, Hamilton deu mais um show e a equipe de Woking marcou uma dobradinha que não acontecei desde o GP Brasil de 2005. Já a Ferrari esteve bem longe do domínio exercido na Austrália e Massa teve um domingo para esquecer e os pontos que ele perdeu podem ser fatais tanto nesse campeonato como para sua carreira dentro da Ferrari.

Massa largou na parte limpa da pista, mas no lado de fora. Felipe deve ter esquecido que Alonso é um dos melhores largadores da F1 atual independentemente do carro e quando as luzes se apagaram deu para perceber que Alonso iria ficar na liderança na primeira curva. Nessa hora, Massa cometeu um erro de avaliação e em vez de deixar Alonso passar e persegui-lo, o brasileiro preferiu ficar lado a lado com o espanhol e o resultado foi ver Hamilton, que largou muito bem novamente, ficar ao seu lado na segunda perna da primeira chicane e tomar a segunda posição.
Então começou a melhor parte da corrida na Malásia. Massa partiu com tudo para cima de Hamilton de uma forma até desesperada, enquanto o inglês segurava a Ferrari com a categoria de que tem duzent
as e não duas corridas de F1 nas costas. Massa pode ter ser criticado pelo escesso de arrojo, mas hoje a F1 carece de pilotos suicidas e que animem uma corrida e Massa é o antídodo para esse mal. Enquanto Felipe tentava, Alonso disparava e quando finalmente Massa errou numa curva e saiu da pista, o espanhol da McLaren já tinha quase 8s em cima de seu companheiro de equipe. Raikkonen passou a pressionar Hamilton, mas o finlandês parecia estar administrando uma vantagem de 30 pontos no campeonato e não se mostrou muito disposto a ir para cima da McLaren, apesar de Hamilton estar sendo 1s mais lento que Alonso no começo da corrida.
Na verdade, Raikkonen nunca esteve muito a vontade em Sepang e então esperou que os famosos pit-stops da Ferrari resolvessem a parada a favor dele. Porém, a primeira rodada de paradas chegou e a McLaren não apenas permaneceu na frente, como aumentou o ritmo e desapareceu da frente de Raikkonen. Enquanto isso, um pouco mais atrás, Massa ficava encaixotado atrás da BMW de Heidfeld. Ao invés de repetir as manobras que fez em cima de Hamilton no começo da corrida, o brasileiro contou com os boxes da Ferrari, mas Felipe não fez sua parte na pista, sendo mais lento que Heidfeld nos momentos cruciais da corrida e o resultado foi um desastroso quinto lugar no final da corrida. Ao contrário de Raikkonen, Massa parece ter se abalado psicologicamente com o erro e não foi mais o mesmo. E o próprio Massa disse que tinha aprendido com Schumacher ler a corrida...
Com uma tranqüilidade surpreendente, Alonso cruzou a linha de chegada com uma boa vantagem em cima de seu companheiro de equipe Hamilton e os dois vibraram muito. No terço final da corrida, quando praticamente todos os pilotos colocaram pneus duros, Hamilton parece ter sentido um pouco o carro desequilibrado e permitiu um perigosa aproximação de Raikkonen, mas o finlandês pouco pode fazer para tomar a segunda posição da nova sensação da F1 e tentar manter a liderança no campeonato. Pois com essas posições, Alonso tomou a liderança com 18 pontos, ante 16 de Raikkonen e 14 de Hamilton.
Em quarto, Heidfeld mostrou que a BMW é mesmo a terceira força do campeonato, mas ainda um pouco longe de Ferrari e McLaren. O alemão soube se defe
nder com maestria do seu ex-companheiro de equipe Massa e até melhor do que Hamilton, não precisou fechar a porta em nenhuma oportunidade (pelo menos o que a TV mostrou), mantendo as coisas sobre controle. Mas o problema da BMW é o azar de Kubica. O velocíssimo polonês esteve irreconhecível em Sepang, não utilizando todo o potencial do seu carro e acabou dando uma rodada sozinho, quando brigava por posições intermediárias e como resultado acabou em último dos que terminaram. Todos sabem do potencial de Kubica, mas já está na hora de vermos resultados práticos na pista.
Depois da trágica Classificação, a Renault fez uma corrida até que decente na Malásia e Fisichella foi sexto, apenas uma posição atrás do que conseguiu em Melbourne, quando largou em quinto e chegou em quinto. Desta vez saindo em décimo-segundo, Fisichella deu largada sensacional, pulando para oitavo, e manteve um bom ritmo para chegar nos pontos, atualmente, o máximo que pode pedir da atual equipe campeã do mundo. Kovalainen fez uma corrida mais sólida desta vez e marcou seu primeiro ponto na carreira, mas ele acabou colocando duas rodas na grama, contudo esses são erros de principiantes e até esperados de um novato rápido que ele é, pena que a Renault está do jeito que está.
Trulli marcou seus primeiros pontos no Mundial ao ficar entre as duas Renaults. A Toyota vem fazendo um campeonato consistente até aqui, mas para uma equipe com o orçamento que os japoneses tem, isso pode até ser bom, pois quando os carros serem desenvolvidos, a possibilidade da Toyota crescer é muito maior do que Renault, Red Bull e principalmente Williams. Ao contrário do seu companheiro de equipe, Ralf Schumacher fez uma corrida inacreditavelmente ruim, perdendo quatro posições na largada e ficando placidamente no pelotão intermediário brigando com Honda e Toro Rosso. É por essas e outras que o seu contrato ainda não foi renovado.
A Williams mostrou mais uma vez que construiu um bom carro, mas que quebra como lâmpada de 100W. Nico Rosberg vinha fazendo uma corrida excelente, andando não apenas em sexto, mas no mesmo ritmo que a Ferrari de Massa, mas um problema mecânico fez com que o jovem alemão encostasse já no final da corrida. Deu dó, mas a Williams só precisa melhorar sua confiabilidade para alçar vôos maiores. Pelo menos até que as equipes grandes coloquem na pista as suas novidades graças aos orçamentos grandiosos que elas tem. Para provar como o carro estava bom, Wurz largou lá atrás graças a um problema de câmbio na Classificação e começou a corrida ultrapassando quem vinha pela frente, inclusive numa bela passada por fora em cima de David Coulthard - será vingança da presepada do escocês na Austrália? O nono lugar para a segunda Williams acabou sendo pouco para o que o austríaco mostrou na corrida.
Webber mostrou por que além de "Marketing" Webber, o seu novo apelido é "Leão de treino". Com muita velocidade, o australiano conseguiu colocar seu Red Bull na superpole, ficou em décimo, tudo isso para terminar a corrida em... décimo! Está passando da hora de Webber aumentar seu ritmo de corrida sob a pena de ver sua carreira, tão promissora no começo, ficar reconhecida pela grande velocidade e pela pouca constância. As duas Toro Rossos apareceram muito pouco, basicamente sendo ultrapassadas ou levando voltas do líderes e foi aí a grande gafe do Galvão. Liuzzi segurou por algumas voltas Alonso, que logicamente reclamou. Galvão, na vã esperança de ver Massa mais à frente soltou um "Boa Liuzzi!". Gostaria de saber se no lugar de Alonso, fosse Massa o prejudicado. Com certeza, Liuzzi seria um "irresponsável", "se veste melhor do que corre" e "não sei o que esse italiano está fazendo na F1".
Rubinho fez mais uma corrida decente na péssima Honda e ficou na frente de Button. Como Barrichello estava em décimo-primeiro, ficar à frente de Button é a única coisa a se comemorar no momento e assim será até o final do ano, pois nem se a temperatura terrestre baixasse dois graus esse ano e o aquecimento global arrefecer, a Honda irá brigar por alguma coisa de valor esse ano. Pelo menos a Honda ficou à frente da Super Aguri, por sinal, Sato chegou a ficar à frente de Button em um momento da corrida, mas no final a hieraquia dentro de casa de fez presente com a Honda-pai ficando na frente da Honda-filho. Contudo, até agora Davidson vem mostrando porque ficou tanto tempo como piloto de testes, pois dificilmente fica na frente de Sato. A Spyker ficou na última fila, tomando 1s do carro mais próximo e teve que arrumar as malas com oivo voltas, pois seus dois pilotos já tinham caído fora. A única esperança da equipe holandesa é ver que Adrian Sutil é um bom piloto, mas enquanto Christijan Albers estiver bem na cama com sua esposa e filha de um dos sócios da Spyker, o holandês não sai da equipe.
Para Massa, a corrida em Sepang foi desastrosa em vários aspectos. Primeiro, a Ferrari demorará a ter confiança no brasileiro, pois na Austrália, Raikkonen mostrou que pode conficar nele numa disputa na pista contra Alonso. Na Malásia, o homem da Ferrari contra o asturiano foi Massa e ele decepcionou totalmente, não apenas perdendo para Alonso como para Hamilton. A impetuosidade de Massa não será criticada pela cúpula da Ferrari, pois eles sabem que os tifosi adoram essa garra que Felipe tem, mas os pontos que o brasileiro perdeu prejudicou bastante a Ferrari no Mundial de Construtores e agora Alonso já é líder, posição em que o espanhol fica mais perigoso. Para piorar, Massa chegou atrás de Raikkonen e no seio da equipe, uma hora dessa já deve ser comentado em Raikkonen ser definitivamente o primeiro piloto da equipe até o final do ano. E amigo, quando um piloto Ferrari é primeiro piloto um ano, dificilmente perde esse status. Contudo, essa é uma visão pessimista das coisas. Se Massa começar a ganhar, essa situação muda radicalmente e tudo que falei acima pode ser jogada no lixo. Mas Massa precisa vencer logo. Na próxima semana, Felipe tem que deixar tudo que passou para trás e não se abater psicologicamente para tentar bater não apenas Raikkonen como também a renascida McLaren liderada por Alonso. Essa é a nossa torcida, sob a pena de vermos o filme "Rubinho 2, a Missão".

Massa largou na parte limpa da pista, mas no lado de fora. Felipe deve ter esquecido que Alonso é um dos melhores largadores da F1 atual independentemente do carro e quando as luzes se apagaram deu para perceber que Alonso iria ficar na liderança na primeira curva. Nessa hora, Massa cometeu um erro de avaliação e em vez de deixar Alonso passar e persegui-lo, o brasileiro preferiu ficar lado a lado com o espanhol e o resultado foi ver Hamilton, que largou muito bem novamente, ficar ao seu lado na segunda perna da primeira chicane e tomar a segunda posição.
Então começou a melhor parte da corrida na Malásia. Massa partiu com tudo para cima de Hamilton de uma forma até desesperada, enquanto o inglês segurava a Ferrari com a categoria de que tem duzent
as e não duas corridas de F1 nas costas. Massa pode ter ser criticado pelo escesso de arrojo, mas hoje a F1 carece de pilotos suicidas e que animem uma corrida e Massa é o antídodo para esse mal. Enquanto Felipe tentava, Alonso disparava e quando finalmente Massa errou numa curva e saiu da pista, o espanhol da McLaren já tinha quase 8s em cima de seu companheiro de equipe. Raikkonen passou a pressionar Hamilton, mas o finlandês parecia estar administrando uma vantagem de 30 pontos no campeonato e não se mostrou muito disposto a ir para cima da McLaren, apesar de Hamilton estar sendo 1s mais lento que Alonso no começo da corrida.Na verdade, Raikkonen nunca esteve muito a vontade em Sepang e então esperou que os famosos pit-stops da Ferrari resolvessem a parada a favor dele. Porém, a primeira rodada de paradas chegou e a McLaren não apenas permaneceu na frente, como aumentou o ritmo e desapareceu da frente de Raikkonen. Enquanto isso, um pouco mais atrás, Massa ficava encaixotado atrás da BMW de Heidfeld. Ao invés de repetir as manobras que fez em cima de Hamilton no começo da corrida, o brasileiro contou com os boxes da Ferrari, mas Felipe não fez sua parte na pista, sendo mais lento que Heidfeld nos momentos cruciais da corrida e o resultado foi um desastroso quinto lugar no final da corrida. Ao contrário de Raikkonen, Massa parece ter se abalado psicologicamente com o erro e não foi mais o mesmo. E o próprio Massa disse que tinha aprendido com Schumacher ler a corrida...
Com uma tranqüilidade surpreendente, Alonso cruzou a linha de chegada com uma boa vantagem em cima de seu companheiro de equipe Hamilton e os dois vibraram muito. No terço final da corrida, quando praticamente todos os pilotos colocaram pneus duros, Hamilton parece ter sentido um pouco o carro desequilibrado e permitiu um perigosa aproximação de Raikkonen, mas o finlandês pouco pode fazer para tomar a segunda posição da nova sensação da F1 e tentar manter a liderança no campeonato. Pois com essas posições, Alonso tomou a liderança com 18 pontos, ante 16 de Raikkonen e 14 de Hamilton.
Em quarto, Heidfeld mostrou que a BMW é mesmo a terceira força do campeonato, mas ainda um pouco longe de Ferrari e McLaren. O alemão soube se defe
nder com maestria do seu ex-companheiro de equipe Massa e até melhor do que Hamilton, não precisou fechar a porta em nenhuma oportunidade (pelo menos o que a TV mostrou), mantendo as coisas sobre controle. Mas o problema da BMW é o azar de Kubica. O velocíssimo polonês esteve irreconhecível em Sepang, não utilizando todo o potencial do seu carro e acabou dando uma rodada sozinho, quando brigava por posições intermediárias e como resultado acabou em último dos que terminaram. Todos sabem do potencial de Kubica, mas já está na hora de vermos resultados práticos na pista.Depois da trágica Classificação, a Renault fez uma corrida até que decente na Malásia e Fisichella foi sexto, apenas uma posição atrás do que conseguiu em Melbourne, quando largou em quinto e chegou em quinto. Desta vez saindo em décimo-segundo, Fisichella deu largada sensacional, pulando para oitavo, e manteve um bom ritmo para chegar nos pontos, atualmente, o máximo que pode pedir da atual equipe campeã do mundo. Kovalainen fez uma corrida mais sólida desta vez e marcou seu primeiro ponto na carreira, mas ele acabou colocando duas rodas na grama, contudo esses são erros de principiantes e até esperados de um novato rápido que ele é, pena que a Renault está do jeito que está.
Trulli marcou seus primeiros pontos no Mundial ao ficar entre as duas Renaults. A Toyota vem fazendo um campeonato consistente até aqui, mas para uma equipe com o orçamento que os japoneses tem, isso pode até ser bom, pois quando os carros serem desenvolvidos, a possibilidade da Toyota crescer é muito maior do que Renault, Red Bull e principalmente Williams. Ao contrário do seu companheiro de equipe, Ralf Schumacher fez uma corrida inacreditavelmente ruim, perdendo quatro posições na largada e ficando placidamente no pelotão intermediário brigando com Honda e Toro Rosso. É por essas e outras que o seu contrato ainda não foi renovado.
A Williams mostrou mais uma vez que construiu um bom carro, mas que quebra como lâmpada de 100W. Nico Rosberg vinha fazendo uma corrida excelente, andando não apenas em sexto, mas no mesmo ritmo que a Ferrari de Massa, mas um problema mecânico fez com que o jovem alemão encostasse já no final da corrida. Deu dó, mas a Williams só precisa melhorar sua confiabilidade para alçar vôos maiores. Pelo menos até que as equipes grandes coloquem na pista as suas novidades graças aos orçamentos grandiosos que elas tem. Para provar como o carro estava bom, Wurz largou lá atrás graças a um problema de câmbio na Classificação e começou a corrida ultrapassando quem vinha pela frente, inclusive numa bela passada por fora em cima de David Coulthard - será vingança da presepada do escocês na Austrália? O nono lugar para a segunda Williams acabou sendo pouco para o que o austríaco mostrou na corrida.
Webber mostrou por que além de "Marketing" Webber, o seu novo apelido é "Leão de treino". Com muita velocidade, o australiano conseguiu colocar seu Red Bull na superpole, ficou em décimo, tudo isso para terminar a corrida em... décimo! Está passando da hora de Webber aumentar seu ritmo de corrida sob a pena de ver sua carreira, tão promissora no começo, ficar reconhecida pela grande velocidade e pela pouca constância. As duas Toro Rossos apareceram muito pouco, basicamente sendo ultrapassadas ou levando voltas do líderes e foi aí a grande gafe do Galvão. Liuzzi segurou por algumas voltas Alonso, que logicamente reclamou. Galvão, na vã esperança de ver Massa mais à frente soltou um "Boa Liuzzi!". Gostaria de saber se no lugar de Alonso, fosse Massa o prejudicado. Com certeza, Liuzzi seria um "irresponsável", "se veste melhor do que corre" e "não sei o que esse italiano está fazendo na F1".
Rubinho fez mais uma corrida decente na péssima Honda e ficou na frente de Button. Como Barrichello estava em décimo-primeiro, ficar à frente de Button é a única coisa a se comemorar no momento e assim será até o final do ano, pois nem se a temperatura terrestre baixasse dois graus esse ano e o aquecimento global arrefecer, a Honda irá brigar por alguma coisa de valor esse ano. Pelo menos a Honda ficou à frente da Super Aguri, por sinal, Sato chegou a ficar à frente de Button em um momento da corrida, mas no final a hieraquia dentro de casa de fez presente com a Honda-pai ficando na frente da Honda-filho. Contudo, até agora Davidson vem mostrando porque ficou tanto tempo como piloto de testes, pois dificilmente fica na frente de Sato. A Spyker ficou na última fila, tomando 1s do carro mais próximo e teve que arrumar as malas com oivo voltas, pois seus dois pilotos já tinham caído fora. A única esperança da equipe holandesa é ver que Adrian Sutil é um bom piloto, mas enquanto Christijan Albers estiver bem na cama com sua esposa e filha de um dos sócios da Spyker, o holandês não sai da equipe.
Para Massa, a corrida em Sepang foi desastrosa em vários aspectos. Primeiro, a Ferrari demorará a ter confiança no brasileiro, pois na Austrália, Raikkonen mostrou que pode conficar nele numa disputa na pista contra Alonso. Na Malásia, o homem da Ferrari contra o asturiano foi Massa e ele decepcionou totalmente, não apenas perdendo para Alonso como para Hamilton. A impetuosidade de Massa não será criticada pela cúpula da Ferrari, pois eles sabem que os tifosi adoram essa garra que Felipe tem, mas os pontos que o brasileiro perdeu prejudicou bastante a Ferrari no Mundial de Construtores e agora Alonso já é líder, posição em que o espanhol fica mais perigoso. Para piorar, Massa chegou atrás de Raikkonen e no seio da equipe, uma hora dessa já deve ser comentado em Raikkonen ser definitivamente o primeiro piloto da equipe até o final do ano. E amigo, quando um piloto Ferrari é primeiro piloto um ano, dificilmente perde esse status. Contudo, essa é uma visão pessimista das coisas. Se Massa começar a ganhar, essa situação muda radicalmente e tudo que falei acima pode ser jogada no lixo. Mas Massa precisa vencer logo. Na próxima semana, Felipe tem que deixar tudo que passou para trás e não se abater psicologicamente para tentar bater não apenas Raikkonen como também a renascida McLaren liderada por Alonso. Essa é a nossa torcida, sob a pena de vermos o filme "Rubinho 2, a Missão".
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