terça-feira, 20 de abril de 2010

História: 40 anos do Grande Prêmio da Espanha de 1970


Como era comum naquele tempo, após a passagem africana na primeira etapa do campeonato, a F1 tinha um hiato para a o início da temporada européia, normalmente começando na Espanha, com revezamento entre Jarama e Mointjuich. Em 70, a corrida seria em Jarama, próximo a Madri. Para não ficarem tanto tempo inativos, grande parte das equipes participaram da Corrida dos Campeões em Brands Hatch com vitória de Jackie Stewart, que mostrava o quanto o novíssimo chassi March evoluía. Como ocorria no ano anterior com a Matra, mesmo correndo com o chassi cliente, a Tyrrell se sobressaía graças ao talento de Stewart. Chegando em Jarama, as equipes brigaram por uma maior fatia do bolo dos prêmios e apenas 17 carros largariam.

A grande novidade era o lançamento do novo Lotus 72, uma verdadeira revolução sobre quatro rodas. A nova cria de Colin Chapman tinha várias novidades que parecia que o novo modelo deixava os demais cinco anos mais velhos. Porém, o novo carro carecia justamente da falta de testes e quando Jochen Rindt perdeu os freios apenas 300 metros após sair dos boxes, ficou provado que o carro ainda precisava de alguns quilometros para mostrar seu verdadeiro potencial. Com isso, os carros mais convencionais dominram o grid com novamente Jack Brabham surpreendendo ao ficar com a pole, deixando para trás a McLaren de Denny Hulme e o March de Stewart, completando a primeira fila. Ainda com o Lotus 49, Rindt conseguiu o oitavo tempo.

Grid:
1) Brabham (Brabham) - 1:23.90
2) Hulme (McLaren) - 1:24.10
3) Stewart (March) - 1:24.20
4) Beltoise (Matra) - 1:24.46
5) Rodriguez (BRM) - 1:24.50
6) Amon (March) - 1:24.65
7) Ickx (Ferrari) - 1:24.70
8) Rindt (Lotus) - 1:24.80
9) Pescarolo (Matra) - 1:24.90
10) Oliver (BRM) - 1:25.00

O dia 19 de abril de 1970 estava quente e com um tempo perfeito para uma corrida de F1. O circuito de Jarama era conhecido por ser travado e provocar vários abandonos ao longo de uma corrida com 90 voltas. A largada provava ser essencial e os grandes campeões sabiam bem disso, com Stewart pulando na frente, seguido por Hulme e um atrasado Barbham. Mais atrás, Ickx não larga muito bem e ainda na primeira volta ocorre a quase tragédia.

Jackie Oliver calcula mal uma freada e acaba saindo da pista para evitar a traseira do carro à sua frente, mas seu BRM descontrolado acaba atingindo em cheio a Ferrari de Jacky Ickx. Provando a fragilidade dos carros daquele início da década de 70 e facilidade com que pegavam fogo, ambos os carros explodiram em chamas, com os tanques ainda completamente cheios. Apesar da pancada, não havia sido um impacto muito forte, pois os carros vinham a baixa velocidade, mas isso não impediu que o fogo se alastrasse rapidamente. Oliver saiu rapidamente, enquanto Ickx ficou angustiantes segundos presos na sua Ferrari. O belga sofreu sérias queimaduras enquanto sua Ferrari ardia, mas Ickx acabou saindo do seu carro e mesmo passando vários dias no hospital, o ferrarista voltaria às pistas na prova seguinte. Os dois carros queimaram por várias voltas, provavelmente deixando os demais pilotos angustiados, pois não haviam como saber se Oliver e Ickx estavam realmente bem, enquanto passavam, volta após volta, pelos carros em chamas.

Os três primeiros lideravam com tranquilidade, mas a BRM de Pedro Rodríguez tem problemas na suspensão, ainda pelo acidente entre Oliver e Ickx, fazendo com que o mexicano abandonasse ainda na quarta volta quando estava em 4º, fazendo com que as duas Matras, de Pescarolo e Beltoise, ocupassem as posições seguintes. Com 10% de prova, Hulme abandona a prova com problemas na ignição de sua McLaren. Brabham estava num tranquilo segundo lugar, quando perde rendimento e começa a ser acossado pela Matra de Beltoise, com o francês ganhando a posição algumas voltas depois. Porém, o motor Matra, apesar de potente e emitir um belo som, não era dos mais confiáveis e Beltoise abandonou na volta 32 e para desespero da equipe francesa, mal assumiu a 3º posição, Pescarolo abandonou a prova com o mesmo problema. Ken Tyrrell, que foi campeão em 1969 usando chassis Matra e motores Ford-Cosworth, deveria estar dando um sorriso sarcástico, mostrando que a sua escolha em não ter que usar os motores franceses estava correta.

Seu piloto, Stewart, dominava a corrida de maneira parecida na qual dominava as provas na temporada passada e o escocês passava a impressão que imporia uma supremacia parecida com a de 1969. Enquanto isso, seus adversários iam caindo um a um. Com o abandono das duas Matras, quem assumiu o 3º lugar foi John Surtees, em uma McLaren, mas o inglês abandonaria com o câmbio quebrado no terço final da prova, um pouco antes de Brabham encostar seu próprio carro com o motor quebrado. Bruce McLaren, usando sua vasta experiência, chegou em 2º lugar, mesmo uma volta atrás do vencedor Stewart. Mario Andretti, na equipe March oficial, completou o pódio, mas quem teve o privilégio de dar a primeira vitória do chassi March foi mesmo Stewart e o escocês dava sinais de que poderia revalidar seu título antes do esperado. Enquanto isso, Ickx e Oliver davam a falsa impressão de que a temporada de 1970 poderia ser de sorte aos pilotos, mas os meses seguintes mostrariam um dos anos mais tenebrosos da história da F1.

Chegada:
1) Stewart
2) McLaren
3) Andretti
4) Hill
5) Servoz-Gavin

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Figura (CHN): McLaren

Eles não tem o melhor carro d temporada e talvez nem o segundo, mas a McLaren vem utilizando algo em falta nos seus adversários: a inteligência. O carro prateado tem o melhor motor e os dois últimos campeões da F1, mas Red Bull e Ferrari ainda tem o melhor ritmo. O que fazer? Ser diferente. A McLaren vem dando shows em termos de estratégia e em corridas onde decisões piloto-equipe são tão importantes quanto acelerar na pista, o time inglês vem dando show, particularmente com Jenson Button. Com dois pilotos tão diferentes entre si, a McLaren está usando táticas diferentes para ambos, preferindo extrair ao máximo a suavidade de Button e a agresividade de Hamilton. Na China, quando uma garoa apareceu no início da corrida, deixou Jenson na pista com pneus slicks, enquanto Hamilton preferiu colocar os pneus intermediários. Com duas táticas diferentes, era mais difícil errar. Enquanto Button se aproveitava do erro de Rosberg e assumia a liderança para não mais perde-la, Hamilton remava lá atrás para diminuir o prejuízo e ultrapassava quem vinha pela frente, dando mais um show de pilotagem e agressividade. Quando o safety-car apareceu, Lewis estava próximo dos líderes e rapidamente estava em segundo, atrás de Button, que tratou de aumentar seu ritmo e não ser atacado por um inspirado Hamilton. A dobradinha da marca inglesa e a liderança em ambos os campeonato é a prova de que a inteligência tática, apesar do fim dos reabastecimentos, ainda é um fator essencial na F1 atual.

Figurão (CHN): Red Bull

O chavão é velho, mas serve bem para a Red Bull: para chegar em primeiro, primeiro tem que chegar. A equipe austríaca provou a todos em várias oportunidades que tem o melhor carro da temporada e Sebastian Vettel se fartou a conseguir poles e liderar voltas em 2010. Porém, a Red Bull se fartou em deixar o piloto alemão na mão, além de Mark Webber, e estragar o campeonato de ambos. Em Xangai, o time dos energéticos confirmou o quão bom são seus carros e seus representantes conseguiram a dobradinha no grid, com Vettel ficando com a primeira fila, garantindo assim o 100% de aproveitamento da equipe nesse ano. Porém, a chuva se fez presente na corrida chinesa e quando a estratégia se provou essencial para garantir ou não um bom resultado, a Red Bull falhou fragorosamente. Primeiro, preferiu usar da via segura e trouxe seus dois pilotos para o box, enquanto McLaren e Mercedes preferiram distribuir as táticas entre seus dois pilotos. Para piorar, os mecânicos tiveram problemas na troca de pneus de Webber e acabou por atrapalhar não apenas o australiano, como também Vettel. Isso selou a sorte da corrida da Red Bull, pois ambos seus pilotos não conseguiram fazer valer a vantagem do melhor carro de 2010 e não ultrapassaram os carros mais lentos, muito provavelmente por terem arriscado para conseguir a pole e se esquecendo que os pontos não são conquistados no sábado, mas no domingo. Após terem feito dobradinha na primeira fila, acabar com Vettel em sexto e Webber em oitavo é um resultado bem aquém do esperado e esses pontos perdidos podem ser cruciais no final do ano, pois Ferrari, McLaren e Mercedes não estão paradas e poderão se aproximar da Red Bull, tirando toda a vantagem do time austríaco. Que não foi aproveitado por ela.

domingo, 18 de abril de 2010

Risco total


Jenson Button nunca foi um piloto brilhante e mesmo quando foi campeão, muitos diziam que seus méritos eram apenas pelo bom carro que tinha em mãos. Não faltou quem o chamasse de "campeão medíocre". Sua ida para a McLaren seria a comprovação dessa tese, pois seria massacrado por Lewis Hamilton, mesmo piloto que, novato, conseguiu derrotar (e expulsar) o bicampeão Fernando Alonso da McLaren. Rescaldado pela história de Alonso e vendo que não tem como derrotar Hamilton apenas na velocidade pura, Button passou a utilizar das táticas para conseguir um diferencial para derrotar o companheiro de equipe. Foi assim que Jenson ganhou na Austrália mais cedo e conseguiu a liderança do campeonato hoje, com uma vitória estratégica em Xangai. Com duas vitórias a zero sobre o queridinho da McLaren, Jenson Button prova que sua inteligência tática, combinada com sua delicadeza no volante para conservar melhor os pneus, pode ser um fator crucial para que brigue pelo título desse ano e conquiste um improvável bicampeonato.

Pela terceira vez em quatro corridas, a chuva foi um fator importante na decisão da prova, sendo que em Xangai as precipitações foram ainda mais influentes. Se na Austrália só choveu no comecinho da corrida e na Malásia a chuva só apareceu para embaralhar a Classificação, na China foi exatamente a natureza que nos prestou o serviço de melhorar a corrida chinesa, provocando grandes procissões aos boxes na medida em que a chuva diminuía ou aumentava de intensidade. Mesmo com as equipes esperando pela chuva, não faltaram trapalhadas nas decisões e nos pit-stops e foram nessas confusões em que Button se sobressaiu. A largada foi dada com garoa que aumentou de intensidade ainda na primeira volta. Com a entrada do safety-car por causa da batida entre Liuzzi, Kobayashi e Buemi, parecia que era a hora apropriada para colocar o mais rápido possível os pneus intermediários. Praticamente todos os pilotos fizeram isso, menos alguns poucos abnegados que pareciam querer provar que eram machos em condições claramente adversas. Será? Entre esses 'machões' estava Jenson Button, que com isso subia para 2º, atrás de Nico Rosberg. A relargada provou que os 'machões' estavam certos e que os demais foram afobados. A chuva não tinha sido suficiente para molhar a pista a ponto de se usar os pneus intermediários e poucas voltas depois houve outra peregrinação aos boxes, enquanto Rosberg, Button e Kubica disparavam frente aos demais. O piloto da McLaren apenas acompanhava o ritmo de Nico, mas o piloto da Mercedes acabaria por errar e praticamente jogou fora sua chance de vencer pela primeira vez na F1. Com pista livre, Button disparou na frente e tinha tudo para vencer a corrida de forma tranquila.

Porém, uma entrada de safety-car para lá de suspeita compactou todo o pelotão e o maior perigo para Button estava mais próximo do que nunca. Lewis Hamilton vinha fazendo outra corrida sensacional, cheia de ultrapassagens e manobras arriscadas, como a entrada e saída dos pits lado a lado com Vettel. O inglês era novamente o mais rápido na pista e relargaria em sexto, apenas com as Renault e Adrian Sutil o separando da briga pela ponta. Hamilton ultrapassou Sutil, Petrov e Kubica com certa facilidade, mas encontrou mais resistência em Rosberg, que só ultrapassou quando os pneus intermediários acabaram. Em segundo e mais rápido, era apenas questão de tempo para Hamilton brigar com seu companheiro de equipe, mas então ficou claro uma vantagem que Button tem com relação ao vizinho de box. Não demorou para Hamilton, com a pista tendo um claro trilho seco, ter problemas com seus pneus e então Button disparou rumo a vitória, apesar de um erro no finalzinho e uma tentativa de aproximação de Hamilton. Jenson consegue sua décima vitória na carreira na F1 no auge de sua forma técnica e contra todos os prognósticos, entra de vez na briga pelo título desta temporada. Vendo seu companheiro de equipe com duas vitórias em quatro provas e na liderança do campeonato, Lewis Hamilton deve estar desesperado para vencer uma prova e colocar ordem na sua casa, pois a McLaren, que sempre vibrava quando o inglês fazia uma ultrapassagem, ainda é seu feudo.

Nico Rosberg foi corajoso em permanecer na pista com pneus slicks quando a maioria dos pilotos foi aos boxes colocar pneus intermediários, mas o alemão da Mercedes perdeu uma chance dourada de vencer pela primeira vez quando saiu da pista e praticamente entregou a vitória para Button, que não se fez de rogado e executou a ultrapassagem metros depois. Mesmo com a boa briga que teve com Hamilton pela 2º posição, a saída de pista representou um golpe na moral de Nico e a 3º posição significou um prêmio de consolação ao alemão. Um bom prêmio até, pois Rosberg subiu para a 2º posição do Mundial de Pilotos, mesmo sem nenhuma vitória, mas se a Mercedes não evoluir logo, essa posição será tão ilusória como a liderança de Massa até o início da prova chinesa. A Ferrari teve uma corrida de extremos e provavelmente com um pepino para resolver. A queimada de largada de Alonso foi tão sutil que só percebi quando a câmera focando em Charlie Whiting mostrou a Ferrari saindo do lugar antes da hora e o dedo acusador de Whiting. O espanhol liderou a primeira volta, mas sua punição não tardou a acontecer. Alonso então partiu para outra corrida de recuperação, mas quando retornou aos boxes para colocar pneus slicks, estava logo atrás do companheiro de equipe Massa e o espanhol não quis saber muito de regalias e ultrapassou o brasileiro na entrada dos boxes, tendo a primazia de fazer o pit-stop primeiro do que Massa e ter uma melhor posição na pista após as paradas. Alonso também foi outro a fazer uma belíssima corrida de recuperação e terminou em quarto, colado em Rosberg, com a sensação de que na única corrida normal desta temporada, ele acabou vencendo. Mal colocado na pista e com sua conhecida aversão por pistas escorregadias, Felipe Massa não fez uma boa corrida e acabou em nono, despencando de líder do campeonato para sexto. Pelo o que vinha fazendo até agora, essa posição reflete mais o que Massa vinha fazendo, pois em nenhum momento o brasileiro fez uma corrida digno de nota e mesmo com uma parada a menos do que Alonso, chegou cinco posições atrás, mas ele terá direito de reclamar a polêmica entrada da sua segunda parada de box.

A Red Bull começou o domingo com pinta de favorita absoluta a vitória, mas novamente se atrapalhou quando a estratégia foi mais uma vez utilizada e os pit-stops decidiriam a corrida. A equipe austríaca me faz lembrar a Williams do próprio Adrian Newey, quando tinha o melhor carro, mas se estabanava quando a estratégia era primordial para vencer ou não uma corrida. Vettel e Webber preferiram usar a via segura e trocaram os pneus slicks pelos intermediários, mas isso foi início dos erros, pois o pit de Webber, que desta vez largou melhor do que Vettel, demorou demais e atrapalhou ainda mais o alemão, que já tinha retardado o seu ritmo para não perder tanto tempo. Mesmo com o carro mais rápido do final de semana, os pilotos da Red Bull não ultrapassavam com tanta facilidade e ficavam cada vez mais distantes dos líderes. Novamente perdendo tempo nos pit-stops, Vettel e Webber ficavam no meio do pelotão e de lá não conseguiam sair. Apesar da dobradinha no grid, mais uma vez a Red Bull sai da corrida sem vitórias e poucos pontos a contar no campeonato, que estava pintando com sua cara nessa fase inicial, mas que vai escapando por culpa da equipe. Ao contrário da Red Bull, sua fornecedora de motores foi mais esperta na estratégia e conseguiu melhores resultados. Kubica e Petrov resolveram permanecer na pista com pneus slicks e isso foi fundamental para que os pilotos da Renault tivessem uma posição privilegiada quando a chuva cessou e os demais pilotos foram forçados a recolocar pneus sclicks. Enquanto Kubica não surpreendia ao acompanhar de perto os líderes Rosberg e Button, Petrov fazia a melhor corrida dele até então. Seguro em condições traiçoeiras, o russo fazia uma corrida para chegar em 4º, mas a entrada do safety-car fez com que todo o pelotão ficasse atrás dele e Vitaly segurou a posição enquanto deu, chegando até a rodar. Quando trocou seus pneus, o russo veio para cima de Schumacher e Webber nas voltas finais e garantiu, com duas belas ultrapassagens, a sétima posição e os primeiros pontos russos da história da F1 e a certeza que, mesmo numa comparação injusta contra o ótimo Kubica, que acabou em quinto, Petrov não é apenas um piloto-pagante. É um piloto de verdade!

Falando no alemão, Michael Schumacher teve hoje a prova definitiva de que seus tempos aúreos ficaram mesmo na história da F1 e que sua volta a categoria foi uma ação motivada pela emoção do que pela razão. O alemão ainda foi ajudado pela estratégia, com suas paradas claramente na hora certa, mesmo sendo um dos que foram aos boxes colocar pneus intermediários enquanto Rosberg ficou na pista. Porém, isso não impediu para que o lendário alemão fosse ultrapassado por vários pilotos em vários momentos da corrida. Foi extremamente constrangedor ver Schumacher sendo ultrapassado sem a menor cerimônia por vários pilotos, como se fosse um velho campeão em decadência e no momento, a realidade triste e cruel é exatamente essa.


Rubens Barrichello fez uma corrida em que sempre apareceu brigando pelos últimos lugares pontuáveis, principalmente com Massa, mas o brasileiro vê de forma clara que seu Williams não está em condições de brigar, com todos os carros de ponta na pista, por pontos. Nico Hulkenberg só apareceu quando colocou pneus slicks no momento que a pista estava mais molhada e perder ainda mais tempo com relação aos rivais, terminando na última posição dos pilotos que correm em equipes tradicionais. Para quem tem um currículo parecido com o de Hamilton nas categorias de base, Hulkenberg vem decepcionando bastante, principalmente se lembrarmos da temporada de estréia do inglês, guardadas as devidas proporções. Mesmo sendo um ótimo piloto na chuva, Sutil amargou uma corrida fora dos pontos, mas o alemão provou ser um piloto de enorme potencial quando brigou de igual para igual com Hamilton, Vettel e Alonso. Mesmo a Force India estando em outro nível, Sutil já merece um melhor carro. Já Liuzzi, após ter pagado o mico de ter ficado no Q1, provocou a primeira entrada do safety-car quando errou sozinho e bateu forte em Kobayashi e Buemi. Mesmo já tendo marcado pontos esse ano, o italiano faz uma temporada pífia em comparação a Sutil.

Alguersuari terminou a corrida após ter entrado nos boxes seis vezes e tentado uma estratégia diferente em vários momentos, acabando a corrida próximo dos pontos. O espanhol faz uma temporada interessante, com vários momentos de velocidade e superando algumas vezes seu companheiro de equipe, que neste final de semana só deu prejuízo a sua equipe. Mesmo que involutariamente. Na sexta, Buemi protagonizou o lance da temporada até aqui quando perdeu as duas rodas dianteiras enquanto freiava. Já no domingo, foi atingido por Liuzzi na primeira volta, acabando com sua corrida naquele momento. Um início de temporada azarado para o suíço. Kobayashi, assim como Buemi, pela segunda vez nesse ano se envolvendo em um acidente na primeira volta. Pedro de la Rosa foi um dos pilotos a apostarem em ficar na pista com pneus slicks, mas o espanhol foi enganado, mais uma vez, pelo motor Ferrari, em mais um show de pirotecnia do propulsor italiano. Nas minhas contas, são sete motores Ferrari explodidos esse ano. Das novatas, destaque para Kovalainen, que ocupou posições entre os top-10 ao ser o único das nanicas a ficar na pista no começo, mas o finlandês logo foi engolido pelos demais. A Virgin continuou sua via-crucis com um carro que não consegue completar as corridas, enquanto Bruno Senna finalmente superou seu companheiro de equipe Karun Chandhok, com ambos terminando a corrida, enquanto Lotus e Virgin não viram a bandeirada.

A quarta etapa do Mundial de F1 marca o final da primeira fase da temporada, com as equipes saindo da Ásia (se o vulcão islandês deixar...) rumo a Europa com um saldo interessante até o momento. O grande equilíbrio das quatro grandes realmente existe, pois Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes apareceram bem até o momento e brigarão até o final do campeonato pelo título. A Red Bull parece ter o melhor carro, mas ainda peca na estratégia, enquanto a Ferrari começa a viver momentos tensos com um carro que parecia ser o melhor na pré-temporada, mas parece ser engolido por Red Bull e McLaren. Para piorar, algo que os italianos temiam pode estar acontecendo com a briga entre Alonso e Massa, mesmo com o espanhol sendo muito melhor do que o brasileiro até agora. Na McLaren e na Mercedes, os patinhos feio da equipe vem superando os favoritos, com a equipe inglesa tirando proveito dos erros das demais para liderar os Mundiais de Pilotos e Construtores. Enquanto Hamilton vem dando show, Button vem arriscando de outras formas. Por enquanto, está dando certo.

sábado, 17 de abril de 2010

Na hora certa


Sebastian Vettel não vinha tendo um final de semana esplendoroso até o Q2 do Grande Prêmio da China. As vedetes vinham sendo as McLarens e seus dutos mágicos, com Mark Webber os ameaçando constantemente. O alemão da Red Bull não vinha apresentando seus desempenhos dominadores de antes, mas como um grande campeão que um dia será, Vettel soube atacar na hora correta e numa última magistral, saiu do anonimato chinês para a terceira pole em quatro corridas da temporada 2010, mostrando quem é o piloto mais rápido atualmente na F1. Corroborando com a ótima fase da Red Bull, Webber conseguiu um lugar na primeira fila e a Red Bull completa sua segunda dobradinha seguida, mostrando que é o time a ser batido hoje.

Os treinos prometiam uma disputa entre Red Bull e McLaren, com uma leve vantagem para Lewis Hamilton, graças ao desempenho do inglês e a velocidade impressionante do carro inglês na longa reta oposta. Hamilton confirmou sua superioridade ao marcar o melhor tempo do final de semana no Q2 e recolher seu carro, pois tinha exata noção de que não seria mais batido. E realmente não foi. Aparentemente, o inglês teria como grande adversário Mark Webber e um inspirado Fernando Alonso. Vettel não brigava pela ponta em nenhum momento deste final de semana, mas já em sua primeira volta no Q3, o alemãozinho mostrou força e ficou com o melhor tempo. Quando as equipes liberaram seus carros para a tentativa final, Hamilton foi o primeiro a tentar e chegou a fazer ótimas parciais, mas acabou 2º, milésimos de segundo atrás de Vettel, mas Webber superou o companheiro de equipe logo depois. A resposta não tardou a acontecer e Vettel conquistou a pole com uma vantagem considerável, vide o quão apertado foi a última parte da Classificação.

Para desespero de Hamilton, ele ainda foi superado por dois pilotos que começam a superar seus fortes companheiros de equipe por uma margem considerável. Nico Rosberg pôs seu Mercedes na segunda fila, enquanto Michael Schumacher decepcionava mais uma vez, chegando a levar 1s do compatriota em certo momento do Q3, mas a nona posição, superado por um dos pilotos fora do G4 ligou o sinal de alerta para Schummy, claramente batido pela nova geração. Aos 41 anos de idade e três anos fora, o alemão vê sua passagem pela F1 manchada por um retorno nada glorioso. Alonso parecia estar levando sua Ferrari nas costas hoje e o espanhol já está virando especialista no assunto, lembrando seus tempos na Renault. Fernando ficou em terceiro, mais de três décimos à frente de Massa, que não cosneguiu andar no mesmo ritmo de Alonso no final de semana. Mesmo líder do campeonato, Felipe Massa não está mais rápido do que Alonso e quando o espanhol tiver uma corrida longe dos problemas, não demorará a superar o companheiro de equipe, para desespero global.

Por sinal, não assisti a transmissão dos treinos pela Globo, por causa de uma crise forte de sinusite que não me permitiu acordar de madrugada, mas pela SporTV hoje pela manhã e impagável Lito Cavalcanti rebatizou novamente Virgin e Hispania. Agora são "equipe de Lucas di Grassi" e "equipe de Bruno Senna". Ridículo! Essa história chegou as raias do medíocre!

Falando em brasileiro, Rubens Barrichello fez outra boa Classificação e por pouco não tirou Schumacher do Q3, ficando 0.033s atrás do alemão, mas como estará próximo da zona de pontos, não será surpresa alguns pontinhos amealhados do brasileiro. Ver Robert Kubica e Adrian Sutil no Q3 não é mais surpresa e chega dar pena de Vitaly Petrov, pois o russo não é um mal piloto, mas logo na estréia tem que encarar um piloto do naipe do polonês dentro da equipe Renault. Após o susto na sexta-feira, a Toro Rosso viu mais um bom desempenho de Jaime Alguersuari, andando forte o final de semana inteiro, bem na semana em que a Red Bull anunciou que pode trocá-lo por Daniel Ricciardo, australiano apesar do nome, em 2011. A Sauber é a pior equipe dos times já estabelecidos, enquanto Nico Hulkenberg está levando um banho do velhinho Barrichello na disputa interna da Williams.

Se a corrida for normal e sem muitos problemas, a vitória caminha para os lados da Red Bull, com Alonso tentando algo para impedir mais uma vitória austríaca, sem contar com Hamilton, comprovadamente com um bom carro, vindo com tudo largando em 5º. Massa terá que fazer outra largada como as anteriores se quiser permanecer na liderança do campeonato, mas também há a chuva prevista para este domingo. Sendo assim, a chuva não viria numa hora boa para Vettel e seus companheiros.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Enquanto isso no domingo...


Além de ser um grande campeão e uma lenda viva do esporte, Valentino Rossi tem algumas virtudes que algumas pessoas pouco percebem: a imposição psicológica. Muitos pilotos da Nascar dos anos 80 e 90 falavam que nunca ficavam indiferentes quando viam pelo retrovisor o carro preto de número 3 de Dale Earnhardt. Conhecido com o meigo apelido de Intimidador, as disputas com Earnhardt eram curtas e decisivas, com o outro piloto saindo da sua frente ou indo para omuro. Rossi era mais sutil. A sua presença em 2º lugar já é sinal de preocupação para os pilotos. Que o diga Sete Gibernau e Massimiliano Biaggi. Parece que Stoner é o próximo.
Após dominar todos os treinos no final de semana no Catar, o australiano se recuperava rapidamente de uma má largada e já liderava,com Rossi em segundo. Querendo se livrar da incomoda presença do eneacampeão, Stoner forçou o ritmo. Forçou demais. Na sexta volta estava com a cara no chão, deixando o caminho livre para Valentino conseguir uma categórica, mas não tranqüila vitória. Se Dani Pedrosa parecia que seria quem mais incomodaria Rossi, foi seu companheiro de equipe Andréa Doviziozo que mais perturbou o compatriota, chegando a ultrapassar Rossi na longa reta dos boxes graças a prodigiosa potência da moto Honda. Porém, Doviziozo não foi capaz de segurar Jorge Lorenzo no final da corrida e a Yamaha pôde completar a dobradinha na etapa de abertura, mostrando a continuação do domínio da marca nipônica.Doviziozo ainda teve que lutar contra um surpreendente Nicky Hayden,que honrou o bom desempenho da Ducati com uma agressiva apresentação no Catar. O americano perdeu o terceiro lugar para Doviziozo na reta de chegada, após uma ultrapassagem audaciosa do americano sobre o representante da Honda na última volta. Para Stoner, resta a certeza que tem uma boa moto, mas que precisa melhorar no aspecto psicológico se quiser derrotar um adversário como Rossi. Algo que Pedrosa, caindo pelas tabelas e vendo seu companheiro de equipe no pódio, precisa muito, pois seu posto de intocável dentro da equipe Honda começa a ficar ameaçada.
Na Moto2, com vários pilotos que não conseguiram sucesso na MotoGP no ano passado, quem conseguiu uma boa vitória foi um piloto que sequer tinha conquistado um pódio até o ano passado no Mundial. Shoya Tomizawa, de apenas 19 anos, fez uma corrida de gente grande e superou adversários com bem mais experiência, como Toni Elias, Alex Debon e Jules Cluzel. A categoria estreou com o enorme grid de 41 motos e a esperança de que revelará ótimos pilotos nos próximos anos. A categoria 125cc, a única intocável nos 61 anos de Mundial, continuou com suas corridas emocionantes e aglomeradas, mas quem venceu no final foi o espanhol Terol.
Na F-Indy, Hélio Castroneves venceu uma corrida estritamente estratégica numa pista nova e bonita, até mesmo boa de se guiar, mas sem nenhum ponto visível de ultrapassagem. Experiente, o brasileiro soube usar da conhecida astúcia estratégica da Penske para se ver livre de Marco Andretti, em uma estratégia diferente, e segurar, sem muitos dramas, Scott Dixon no final, principalmente na última relargada. Will Power, que venceu as duas primeiras corridas e largou na pole no Alabama, fez uma prova discreta onde escolheu um pouco errado na estratégia e acabou em 5º, um resultado que não o tirou da liderança do campeonato. Com a vitória, Helinho subiu para 2º no certame, enquanto os outros brasileiros estão bem longe da briga.

Após vender a Stock Car como uma das melhores categorias de turismo do mundo, a própria Rede Globo está se encarregando de estragar apromoção da categoria, com transmissões ruins e curtas da categoria. Enquanto a corrida se desenrolava em Curitiba, a Globo passou algumas matérias sobre futebol, inclusive sobre o Notts, clube mais antigo do mundo. Bem legal, talvez mais interessante que a própria corrida. Talvez a Globo já percebeu que a categoria não proporciona um bom show, além de ser fraca tecnicamente, vide as grandes críticas feitas por Cacá Bueno nos últimos dias. Tenho a teoria de que Cacá saindo da Stock, a Globo perderá o interesse e a categoria cairá. E pelo jeito, não está tão longe de acontecer...

domingo, 11 de abril de 2010

História: 15 anos do Grande Prêmio da Argentina de 1995


Sem contar as 500 Milhas de Indianápolis, o Grande Prêmio da Argentina foi a primeira corrida fora da Europa a entrar no calendário da Fórmula 1 e por isso a prova portenha tinha uma enorme tradição, principalmente com as vitórias de Fangio. Quando o argentino se retirou no final da década de 50, a corrida argentina foi perdendo o fôlego até perder seu lugar em 1961, retornando dez anos depois para uma das mais animadas corridas do ano, com os torcedores argentinos dando show nas arquibancadas, como se a corrida fosse uma autêntica partida de futebol, tentando empurrar outro ídolo, desta vez Carlos Reutemann. Por causa das graves crises políticas e econômicas, mais uma vez a Argentina perderia sua corrida em 1981, porém a saída das ditaduras militares somado ao avanço econômico promovido por Domingos Cavallo, a Argentina pôde mais uma vez sediar uma corrida de Fórmula 1. Se desta vez não haveria um único piloto argentino para se torcer, os apaixonados portenhos lotaram as arquibancadas para verem os melhores carros e pilotos do mundo para provar que eles eram fanáticos por corridas.

Se em São Paulo faz muito calor, seguido por muita chuva, em Buenos Aires a chuva vinha com um frio polar e as equipes se sentiam nas mesmas condições que enfrentaram na pré-temporada européia. O famoso circuito Oscar Galvez, com suas várias facetas, dava para a F1 um circuito travado e sem muitas emoções, decepcionando quem esperava os famosos circuitos 9 e 15. A chuva atrapalhou demais os pilotos, mas no fim o domínio dos motores Renault se repetiu e David Coulthard conquistava sua primeira pole na F1, derrotando seu companheiro de equipe em quase 1s. Mostrando mais uma vez que seu Benetton ainda estava longe de ser o melhor do pelotão, Michael Schumacher amargava a 3º posição no grid, mas provando seu talento, principalmente na chuva, o alemão colocou 2.8s em cima do seu companheiro de equipe. Eddie Irvine surpreendia ao colocar seu Jordan em 4º, também superando por muito seu companheiro de equipe Barrichello. Na época, se vendia bastante que o irlandês não limpava os sapatos de Rubens e quando Irvine foi para a Ferrari no final de 1995, o motivo era que Schumacher teria 'medo' de Barrichello. O tempo (e a performance de Irvine em 1995) nos encarregaria de desmentir isso...

Grid:
1) Coulthard (Williams) - 1:53.241
2) Hill (Williams) - 1:54.057
3) Schumacher (Benetton) - 1:54.272
4) Irvine (Jordan) - 1:54.381
5) Hakkinen (McLaren) - 1:54.529
6) Alesi (Ferrari) - 1:54.637
7) Salo (Tyrrell) - 1:54.757
8) Berger (Ferrari) - 1:55.276
9) Frentzen (Sauber) - 1:55.583
10) Barrichello (Jordan) - 1:56.114

O dia 9 de abril de 1995 finalmente não tinha chuva e pilotos e equipes teriam que quebrar a cabeça para achar um bom acerto para piso seco, algo que pouco viram no final de semana argentino. Porém, o céu ainda estava ameaçador e a chuva poderia cair a qualquer momento, mas o público não ligou muito para as ameaças de chuva e lotou mais uma vez o Autódromo Oscar Galvez, inclusive com a presença do presidente Carlos Menem. A reta de largada não era tão estreita como Interlagos, mas uma boa partida seria essencial, vide o circuito travado dificultar as ultrapassagens. Coulthard larga bem, mas Schumacher fica praticamente parado e causa uma grande confusão para os que viam logo atrás, com Alesi rodando e provocando pequenos acidentes, fazendo com que a bandeira vermelha fosse mostrada. Na relargada, Schumacher faz uma largada inversamente proporcional a primeira e toma a segunda posição de Hill, enquanto Coulthard usufruiu muito bem da sua posição no grid e permanece na ponta.

Enquanto Coulthard impunha seu ritmo, Hill era claramente atrasado por Schumacher, que estava nitidamente mais lento, mas não tirava o pé para o seu rival. Escaldado pelo acidente em Adelaide, Damon Hill também não forçava muito, já que Mika Salo, que tinha feito uma estupenda largada, pulou de 7º para 4º e não ameaçava o inglês. As duas Jordans largam de forma terrível, com Irvine sendo tocado por Hakkinen na primeira curva e Barrichello tendo que desviar dos dois. Os pupilos de Eddie Jordan caíram para as últimas posições. Ainda na quarta volta, quando já tinha uma vantagem considerável para Schumacher, Coulthard perde rendimento de forma brutal e vê o alemão encostar na sua traseira. O escocês resiste por alguns instantes, chegando-se a suspeitar que aquilo seria uma manobra premeditada da Williams para atrapalhar Schumacher, mas o piloto da Benetton conseguiria a ultrapassagem na volta seguinte, com Hill realizando a manobra quase ao mesmo instante. Apesar dos problemas, Coulthard permanecia em 3º, mas agora teria que se preocupar com Alesi, que acabara de ultrapassar Salo. Para um circuito travado, a corrida estava tendo bastante troca de posições nas primeiras voltas.

Hill permanecia atrás de Schumacher, com o alemão fazendo das tripas coração para permanecer na frente, mas nem todo o enorme talento de Schummy poderia fazer milagres e na 11º volta Hill consegue a ultrapassagem que lhe daria a liderança. Com a possibilidade de chuva iminente, as equipes resolvem colocar pouco combustível na tentativa de economizar uma parada caso a chuva retornasse e por isso, as primeiras paradas não tardaram a acontecer. A Benetton, acusada no ano anterior de ter modificado ilegalmente a mangueira de combustível, tem problemas na parada de Schumacher e o alemão perde muito tempo quando a mangueira se recusava a se conectar ao bocal de reabastecimento. O prejuízo só não foi maior porque Coulthard finalmente abandonaria com problemas de motor, mas Alesi capitalizava os problemas do alemão e assumia a 2º posição.

Após primeiras voltas frenéticas, a corrida fica completamente estática, com pouco ou nada ocorrendo nas primeiras posições. Frentzen era o 4º colocado até ter que fazer sua tardia parada programada, fazendo com que Johnny Herbert ficasse apenas uma posição atrás do companheiro de equipe, mas todos sabiam da diferença de ritmo entre os pilotos da Benetton. Salo ficou boa parte da corrida na zona de pontuação, mas abandonaria, para fazer com que Jos Verstappen, em sua raquítica Simtek, chegasse ao 6º posto, mas o holandês abandonaria com o câmbio quebrado. Com isso, Gerhard Berger, numa corrida anônima, marcasse o último ponto do dia, mesmo bastante pressionado pela Ligier de Olivier Panis. Damon Hill vence com enorme tranquilidade, com Alesi e Schumacher bem atrás, completando o pódio. Mostrando o quanto o circuito escolhido em Buenos Aires era lento, mesmo tendo praticamente o mesmo perímetro de Interlagos e o mesmo número de voltas, por sete minutos a corrida não estourava o limite de duas horas. A torcida estava feliz com a volta do Grande Prêmio da Argentina, mas não demoraria para outra crise econômica e política tirar a prova do calendário mais uma vez.

Chegada:
1) Hill
2) Alesi
3) Schumacher
4) Herbert
5) Frentzen
6) Berger