domingo, 13 de outubro de 2013

Saindo do script

A quinta vitória consecutiva e nona em 2013 de Sebastian Vettel não foi como as demais. O alemão da Red Bull largou mal, quase estragou sua corrida num toque com Lewis Hamilton ainda na primeira curva e teve que jogar com a estratégia para conseguir o mesmo resultado que se tornou tão comum nos últimos meses: a vitória. O tetra não veio em Suzuka, a pista favorita de Sebastian, mas ninguém duvida de que daqui a duas semanas o título será consolidado, provavelmente com outra vitória deste alemão tão rápido, como eficiente. Destaque para Romain Grosjean, que dificultou bastante as coisas para a Red Bull conseguir a dobradinha no Japão e fez sua melhor corrida na temporada.

A corrida em Suzuka foi bem melhor do que na Coreia, mas a força dos carros da Red Bull sobressaiu mais uma vez. Mesmo dominando a primeira fila, ambos, Webber (típico...) e Vettel, largaram muito mal e o estrago só não foi maior por que o toque entre Vettel e Hamilton só acabou com a prova do inglês, com um pneu furado e nenhum problema para o carro do alemão, apesar dos temores de Seb. Grosjean assumiu a ponta e dominou a primeira metade da corrida, mas quando os engenheiros de Webber e Vettel deram a ordem, os dois aumentaram o ritmo e partiram para cima de Romain. Porém, a Red Bull preferiu a cautela e estipulou duas estratégias diferentes para seus pilotos, sabendo que a Lotus trata muito bem os pneus e poderia, como acabou acontecendo, parando uma vez menos. Webber, que normalmente desgasta mais os pneus, faria uma estratégia de três paradas, enquanto Vettel pararia duas vezes. Ambos deixaram o representante da Lotus para trás, mas havia expectativa se pudesse haver uma briga entre os dois representantes da Red Bull quando Webber fizesse sua parada final. O australiano visitou os boxes pela terceira vez quando faltavam onze voltas e saiu à caça dos dois líderes vindo muito mais rápido. Nesse momento, Vettel já tinha ultrapassado Grosjean na reta dos boxes, utilizando o DRS, e tinha pouco mais de 3s sobre o francês. Se Webber quisesse a vitória, a primeira em 2013, ele teria que ultrapassar Grosjean rapidamente. Porém, Romain foi corajoso e mesmo 2s mais lento que o australiano, segurou Mark até a penúltima volta, praticamente entregando a vitória para Vettel, que comemorou sua 35º vitória na F1, ficando apenas seis atrás de Senna. Essa dobradinha da Red Bull demonstra a incrível superioridade do carro de Adryan Newey sobre os demais. Quando os pilotos da RB tiveram suas amarras soltas, foi incrível como foram para cima de Grosjean e mesmo o francês se segurando como podia, pouca coisa pôde fazer. O título está, definitivamente, em boas mãos.

Com Vettel ganhando corridas em sequencia, outros pilotos que se destacam passam a ser o nome da prova e o de hoje foi Grosjean. Exatamente um ano atrás Grosjean se envolveu num acidente com Webber onde foi chamado de 'Maníaco da primeira curva' pelo australiano. Hoje, mais maduro e concentrado, mas mantendo a velocidade, Grosjean fez a sua melhor corrida na F1 e com uma largada perfeita, pulou de quarto para primeiro apenas no pulo após o apagar das cinco luzes. Mesmo tendo um carro nitidamente inferior ao da Red Bull, Romain liderou a primeira metade da corrida com grande maturidade, não errando e andando no limite do seu carro. Quando Vettel e Webber vieram para cima com sua superioridade, Grosjean não se abateu e se defendeu como podia, mas acabou repetindo o terceiro lugar como melhor resultado do ano. Está claro o crescimento de Grosjean e a saída de Raikkonen pode defini-lo como primeiro piloto da equipe em 2014. O finlandês, normalmente a estrela da Lotus numa luta inglória contra a Red Bull, desta vez foi eclipsado pelo companheiro de equipe e se conformou com a quinta posição, porém, Kimi não deixou de fazer das suas ao ultrapassar, por fora, Hulkenberg nas voltas finais para ficar com seu posto final. Fernando Alonso vê, impotente, Vettel conseguir seu quarto título na carreira, o que o coloca com o dobro de conquistas do espanhol, que vem fazendo o seu melhor, mas sua Ferrari o limita a posições como o quarto lugar de hoje. Felipe Massa fez outra corrida normal dos seus últimos tempos. Uma boa largada, boas primeiras voltas, mas quando lhe acontece algo, seu psicológico parece lhe pregar uma peça e seu ritmo cai assustadoramente. Hoje, foi uma bela ultrapassagem sofrida por Alonso, onde aparentemente o espanhol não precisou de ajuda radiofônica. Depois disso, Massa, que vinha pressionando Hulkenberg, perdeu posições e até errou ao exceder o limite de velocidade nos boxes. Uma ultrapassagem para Button na última volta reforçou a impressão de que Massa já não é mais o piloto sólido de 2008 e se conseguir um lugar numa boa equipe no próximo ano, será mais por ter se tornado um pay-driver.

Quem luta com Massa por um lugar atrativo em 2014, a Lotus, conseguiu outro bom resultado. Nico Hulkenberg vem se aproveitando do bom momento da Sauber com os novos pneus e quase repetiu o quarto lugar da Coreia, mas o alemão não suportou a pressão de Alonso e Raikkonen, terminando num bom sexto lugar, enquanto Esteban Gutierrez comemorou muito seus primeiros pontos na F1 ao terminar num ótima sétimo lugar, brigando com McLarens e Toro Rossos para conseguir tal feito e ficar apenas uma posição atrás do seu conceituado companheiro de equipe. Num momento de decisão de quem fica com quem em 2014, Gutierrez, mais seus patrocinadores, pôde ter se garantido na Sauber. Em contrapartida, a Force India perdeu o rumo e novamente ficou sem marcar pontos, vendo a McLaren cada vez mais longe na briga pelo quinto lugar do Mundial de Construtores. A equipe inglesa viu seus dois pilotos tendo corridas distintas, com Sergio Perez se envolvendo em dois incidentes com Nico Rosberg que o fez perder muito tempo, enquanto Jenson Button fez sua corrida regular e terminou em nono, mas com uma parada a mais, além de uma ultrapassagem sobre Massa na volta final. A Mercedes terá duas semanas para esquecer as duas últimas provas, quando tinha tranquilamente o segundo melhor carro do pelotão, mas terminou longe do pódio e mesmo tendo um carro bem melhor que o da Ferrari, viu os italianos abrir distância na briga pelo vice-campeonato de Construtores. Com apenas Rosberg na pista após o abandono prematuro de Hamilton, a equipe liberou o alemão de forma perigosa, quase ocasionando um acidente com Pérez, e Nico acabou punido, terminando atrás das Ferraris. Outra chance desperdiçada para conseguir ultrapassar os italianos. Daniel Ricciardo foi o único a largar com pneus duros e tinha tudo para pontuar se não saísse da pista na 130R enquanto ultrapassava Di Resta. A Williams continua com a não muito elogiosa situação de pior das equipes médias, enquanto as nanicas se viram sem dois dos seus quatro carros logo na primeira curva, enquanto que acontecem de tudo com elas. Charles Pic foi o primeiro piloto da história da F1 a largar sabendo que teria que cumprir um drive-though ainda nas primeiras voltas por ter fechado um piloto nos treinos...

Mesmo tendo problema no Kers no sábado, ter largado mal, ter tocado um piloto na primeira curva e ficar até a metade da prova em terceiro, Sebastian Vettel foi capaz de levantar seu dedo indicador mais uma vez e vencer em Suzuka, sua pista favorita e colocar as mãos no tetracampeonato, saindo do seu script usual de corridas ganhas com tranquilidade. Com a dobradinha, a Red Bull mostrou a todos quem manda na F1 atual. Se 2012 foi uma das melhores temporadas da história com uma briga épica até as últimas voltas da última corrida, 2013 mostra um supercampeão ganhando de todas as formas em um supercarro.

sábado, 12 de outubro de 2013

Salvando a honra

Desde que Mark Webber anunciou sua aposentadoria no meio do ano, o australiano baixou claramente sua guarda frente a Vettel, ainda se lembrando do 'Multi 21' na Malásia, e já nessa reta final de campeonato, Webber era o único piloto do grid que ainda não havia derrotado seu companheiro de equipe em classificações. Porém, Webber aproveitou o problema de Vettel com o Kers, algo que o australiano experimentos algumas vezes nesse ano, para superar o alemão e conseguir sua primeira pole em quase um ano de tentativas, podendo fechar sua temporada de despedida com uma vitória.

Com o clima ainda pesado pelo anúncio da morte de Villota e muito vento, os treinos em Suzuka não foram muito tranquilos, com dois incêndios durante o Q1. O mais perigoso foi de Esteban Gutierrez, pois apesar do fogo do mexicano tenha sido bem menor do que o de Jean-Eric Vergne na pista, os boxes de uma equipe de F1 é cheio de líquidos inflamáveis e uma tragédia poderia ter acontecido dentro do pit da Sauber. Desde os treinos livre que Vettel estava lidando com problemas no kers e com a Red Bull imparável nos últimos tempos, Webber viu sua grande chance surgir. Na briga particular entre os dois carros azuis, Vettel ainda fez mágica ao ficar um décimo atrás do australiano mesmo com seu carro não estando 100%, mas Webber finalmente superou o alemão para ficar com a pole. Na briga do 'resto', mais uma vez Hamilton ficou com o terceiro lugar superando por muito pouco Romain Grosjean, em grande fase nesse final de campeonato. Destaque positivo para Felipe Massa, que vinha fazendo um treino discreto, sempre escapando da degola na última volta, ao conseguir um quinto tempo colocando três décimos em cima de Alonso, que largará três posições abaixo. Não me lembro de uma diferença tão grande a favor de Massa, que necessita urgentemente de bons resultados para conseguir um bom lugar em 2014. O problema é que seu adversário na vaga mais atraente para o ano que vem, a Lotus, também foi muito bem, com Nico Hulkenberg fazendo um algo mais com a limitada Sauber. Pelas informações vindas do oriente, se depender unicamente do talento, a Lotus escolherá Hulkenberg. Hoje, pode-se dizer que Massa é visto como 'Pay-Driver'.

Amanhã Webber terá a chance de conseguir sua primeira vitória no ano, mas para isso terá que fazer algo que ainda não o fez em 2013: largar bem. Se conseguir completar a primeira curva na frente de Vettel, com ar limpo na frente, Webber terá boas chances de terminar sua carreira com uma vitória final.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Perdendo a invencibilidade

A F1 viveu seus anos mais seguros em sua história desde a morte de Ayrton Senna há quase vinte anos atrás, mas a morte, antiga parceira da categoria, reapareceu após longa ausência e mesmo não tendo morrido numa pista, mas num quarto de hotel, Maria de Villota se tornou mais uma vítima fatal da F1.

O gravíssimo acidente de Villota no ano passado tinha lhe custado um olho e várias limitações, mas em nenhum momento a espanhol esmoreceu, mostrando a todos a sua vontade de viver e se recuperar, mesmo que parcialmente. Vindo de uma família tradicional em corridas, Maria se tornou a primeira vítima feminina da F1.

Uma pena, algo que deixou até mesmo o Grande Prêmio do Japão em segundo plano. Não foi algo que assistimos ao vivo, como normalmente acontecia com os pilotos pré-1994, mas a tragédia da morte de Maria de Villota afetou a todos. Ao invés de colocar uma foto pós-acidente, melhor lembrar de Villota sorrindo e ainda sonhando em se tornar uma piloto de F1.

Fon

Se até a década de 70 era comum pilotos disputarem várias categorias, Alfonso de Portago foi além. Sem contar sua velocidade atrás de um volante e sua fama com as mulheres, o milionário nobre espanhol foi um dos mais diversos e excelentes desportistas já vistos, pois além de piloto, Fon, como era conhecido, foi campeão espanhol de mergulho, campeão francês de saltos e participou das olimpíadas de inverno. Tudo isso não apenas por ser um atleta, mas principalmente para se divertir e se auto-promover. A carreira de Portago nas corridas foi curta e marcante, ainda mais por que sua trágica morte marcou todo o automobilismo mundial. Se estivesse vivo, Alfonso de Portago estaria completando 85 anos e por isso vamos ver um pouco mais da carreira do espanhol, que estabeleceu recordes que só seriam quebradas por Fernando Alonso muitos anos depois. 

Alfonso Antonio Vicente Eduardo Angel Blas Francisco de Borja Cabeza de Vaca y Leighton nasceu no dia 11 de outubro de 1928 em Londres, mais conhecido como o 17º Marquês de Portago e ficaria mais conhecido pelo seu título do que pelos seus vários sobrenomes. Alfonso fazia parte de uma linhagem da nobreza espanhola e seu padrinho era simplesmente o rei da Espanha Alfonso XIII. De família milionária, Alfonso teve sua infância passada em uma propriedade da família em Biarritz, na Costa Oeste francesa e sua educação foi refinada, onde ele estudou música, literatura e aprendeu quatro línguas. Aos 15 anos, Alfonso botou na cabeça que seria famoso e escolheu o esporte para conseguir seu objetivo. A primeira paixão do espanhol foi os cavalos e se tornou campeão de saltos, além de jogar pólo, mesmo que seu porte físico avantajado (1,83m e 78kg), não o ajudasse muito nesse tipo de esporte. Aos 17 anos Alfonso tirou brevê de piloto que logo foi caçado por causa de uma aposta: De Portago teria dito um amigo que seria capaz de passar debaixo de uma ponte com um avião... e conseguiu! Mas quando foi descoberto pelas autoridades, ele não pôde mais pilotar.

Assim era a vida de Alfonso de Portago. Cheia de aventuras que todo milionário poderia comprar, isso sem contar a boêmia, quando morou em Paris e Nova Iorque, onde chegou a se casar. Em 1955, Alfonso criou a equipe espanhola de bobsleigh e no ano seguinte participou das Olimpíadas de inverno em Cortina d'Ampezzo, na Itália, e de forma surpreendente o time espanhol ficou em quarto lugar, a menos de dois décimos da medalha olímpica! Após tantos relatos, alguém deve estar perguntando: quando De Portago começou a correr? Em sua temporada americana, Alfonso conheceu Edmund Nelson, que o levou a uma corrida e De Portago conheceu o afamado Luigi Chinetti, representante da Ferrari nos Estados Unidos. Imediatamente Alfonso se apaixona pela aventura que era as corridas na época e logo de cara compra uma Ferrari 250MM de Chinetti para participar da famosa Corrida Panamericana, onde juntamente com Nelson fez sua estreia nas corridas em novembro de 1953, que terminou em um abandono com motor quebrado. Alfonso já era conhecido por ser insano atrás de um volante, mas ele provou que poderia levar sua loucura para as pistas, mas já em sua primeira apresentação, Portago impressionou tanto que Nelson teria dito que se Alfonso pilotasse daquele jeito, não sobreviveria até os 30 anos. Seria uma triste premonição.

Ainda em 1954 Alfonso é convencido pelo piloto americano Harry Schell a fazer parte de corridas de Endurance e logo em sua segunda corrida, ainda com sua Ferrari, De Portago conseguiu um bom segundo lugar nos 1000 km de Buenos Aires. No meio do ano Alfonso foi a Europa participar das 24 Horas de Le Mans e com seu dinheiro consegue comprar um lugar na equipe oficial da Maserati, mas acaba abandonando. De novo com sua Ferrari particular, Alfonso vence sua primeira corrida na Corrida Internacional de Velocidade em Nassau. Com muito dinheiro e também pretensão, Alfonso esperava um lugar na equipe oficial da Ferrari, mas o máximo que consegue é que os italianos o vendam um lugar na equipe, algo que Portago aceita e se arrependeria duplamente. Primeiro, por que desde a década de 50 os chamados 'pilotos pagantes' não eram bem vistos na F1 e era isso que todos imaginavam De Portago ser. Segundo por que em sua primeira corrida de F1, numa corrida extra-oficial em Silverstone, Alfonso sofre um sério acidente que o faz quebrar a perna em vários lugares e isso faz com que ele passe a maior parte de 1955 de molho, mas quando se recupera, ele seria piloto titular da Ferrari para 1956.

Primeiramente Alfonso ficaria mais focado nas corridas de Endurance, até por causa de sua pouca experiência frente a pilotos como Juan Manuel Fangio, Peter Collins, Luigi Musso e Eugenio Castellotti. Porém, De Portago acabaria fazendo algumas corridas de F1 e em Silverstone, local do seu grave acidente no ano anterior, Alfonso faz sua melhor corrida na categoria e após largar em 12º, ele estava em terceiro quando foi chamado pela equipe para entregar seu carro à Peter Collins (isso era coisa-comum na F1 em seus primórdios) e com o inglês ao volante, De Portago chegou em segundo, se tornando o primeiro espanhol a subir no pódio até o surgimento de Fernando Alonso nos anos 2000. Em cinco corridas que fez na F1 em 1956, De Portago abandonou quatro com problemas mecânicos quando estava bem colocado, sem contar a ótima posição na Inglaterra. Isso afastava de Fon sua fama de Pay-Driver. Ambicioso, Alfonso de Portago sonhava ganhar cada vez mais experiência e com o tempo conseguir ser campeão mundial, algo que o espanhol imaginava conseguir antes dos 35 anos de idade.

Porém, Alfonso de Portago foi chamado por Enzo Ferrari a participar da Mille Miglia de 1957 com uma Ferrari 355S no dia 12 de maio. Como era uma corrida de longa duração que mais parecia um rally dos dias atuais, Alfonso chama seu velho amigo Ed Nelson para ser seu navegador. No último checkway, os mecânicos da Ferrari pedem para trocar os pneus dianteiros desgastados, em especial o direito. Em segundo lugar e sabendo que uma troca o faria perder muito tempo, Alfonso se recusa a troca e parte para o que seria seus últimos quilômetros de vida. Quando se aproximava de Guidizollo, aproximadamente a 250 km/h, restando apenas 50 km para o fim da corrida, o pneu dianteiro direito explodiu, fazendo Alfonso perder o controle do seu carro. A Ferrari bateu num poste telefônico, atingiu alguns espectadores, voltou para a pista, acertou mais algumas pessoas no outro lado até cair num riacho de cabeça para baixo. O que se via era uma cena de terror! Dez espectadores, contando cinco criança, morreram na hora, assim como Nelson e Portago, que tiveram seus corpos desfigurados. Essa tragédia definiu o fim da Mille Miglia e as tradicionais corridas de estrada na Europa. Enzo Ferrari e a fabricante de pneus Englebert tiveram que passar por um duro julgamento onde foram inocentados, apesar de que a fama de Enzo ficasse muito arranhada na Itália, principalmente por causa das crianças. A carreira de Alfonso de Portago foi curta, tendo apenas 36 corridas, a maioria delas em corridas de longa duração, mas o aproveitamento do espanhol era incrível, com 18 pódios em 28 bandeiradas. Foram sete vitórias. Seu fraco conhecimento técnico era compensando por uma coragem que beirava a insanidade. Foram apenas 29 anos. Mas muito bem vividos por Alfonso de Portago. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Figura(CRS): Nico Hulkenberg

Em um momento que o seu futuro na F1 está em jogo em complexas negociações, Nico Hulkenberg necessitava de um bom resultado, combinado com uma ótima exibição para chamar a atenção dos chefes de equipe, que ainda pensam em quem chamar para 2014, olhando não apenas o custo benefício, mas o talento puro e simples do piloto. E Nico conseguiu isso de forma sublime na Coreia do Sul. Se no começo do ano o piloto alemão sofria com a pouca competitividade do seu pouco financiado Sauber, as mudanças de pneus feita pela Pirelli mudou a situação e Hulkenberg pôde mostrar o talento que todo mundo conhece e conferiu com uma corrida soberba do alemão. Com uma boa posição no grid, Hulkenberg conseguiu a quinta posição, à frente de Fernando Alonso, após a diarreia mental do protagonista do post abaixo. Era esperado que Alonso atropelasse Hulk, mas o piloto da Sauber aproveitou o bom desempenho do seu carro na reta oposta e segurou a Ferrari de Alonso. Se o carro do espanhol não é reconhecidamente bom, após o segundo pit-stop Hulk teria que segurar a Mercedes de Lewis Hamilton. O inglês tentou, pressionou, até chegou a ultrapassagem, mas Nico fez uma defesa sublime e conseguiu seu melhor desempenho do ano. Claro que uma única corrida não define a contratação ou não de um piloto, mas pelo o que fez ontem, Nico Hulkenberg teria todas as chances numa equipe boa em 2014.

Figurão(CRS): Felipe Massa

Em um momento que o seu futuro na F1 está em jogo em complexas negociações, Felipe Massa necessitava de um bom resultado, combinado com uma ótima exibição para chamar a atenção dos chefes de equipe, que ainda pensam em quem chamar para 2014, olhando não apenas o custo benefício, mas o talento puro e simples do piloto. Pois Massa falhou redondamente. O fato de ter ficado atrás de Fernando Alonso não é desabonador a nenhum piloto, ainda mais para Felipe, pois isso é algo comum a ele, mas sua largada no Grande Prêmio da Coreia do Sul beirou o disparate. Sempre se mostrando a quem tem ainda uma vaga no ano que vem sua experiência, Massa mais pareceu um novato quando tentou uma manobra destrambelhada na curva 3 da corrida, onde por muito pouco não acertou Fernando Alonso, mas sua rodada estragou sua corrida e o fez cair para último, subindo para nono no final, salvando alguns pontinho do que parecia um final de semana terrível para as pretensões do brasileiro em 2014. Claro que uma única corrida não define a contratação ou não de um piloto, mas pelo o que fez ontem, Felipe Massa não teria muitas chances numa equipe boa em 2014.