segunda-feira, 7 de julho de 2014

Panca da semana (3)

E finalizando, o tradicional 'Big One' em Daytona, desta vez com 26 'vítimas'.

Panca da semana (2)

O sério acidente de Kimi Raikkonen que causou uma bandeira vermelha de uma hora, mas que poderia ter proporções ainda piores...

Panca da semana (1)

Esse final de semana foi pródigo em fortes acidentes. Começando de forma cronológica. No sábado Jack Hawksworth experimentou os muros de Pocono e saiu com um músculo do coração machucado. Está de molho!

domingo, 6 de julho de 2014

A volta de JP

A reestreia de Juan Pablo Montoya na Indy, após um hiato de catorze anos, vinha sendo discreto. Normalmente ficando bem atrás dos seus dois companheiros de equipe na Penske, Montoya chegou a ter corridas tão ruins, que seu retorno à Indy foi posto à prova. Será que valia a pena? Porém, as últimas corridas foram uma espécie de resposta do colombiano. Mais acostumado a correr em ovais devido aos seus anos na Nascar, Montoya já tinha feito uma boa corrida no Texas. Em Houston, no final de semana passado, Montoya conseguiu um pódio na primeira bateria. Contudo, para JP, isso era muito pouco. 

No velho circuito trioval de Pocono, Montoya mostrou que sua readaptação à Indy está cada vez melhor e utilizando a força da Penske, voltou a vencer na categoria. Mas se em Houston o pódio foi quase que ocasional, nas 500 Milhas de Pocono Juan Pablo deu um show. Largando na pole, Montoya permaneceu a prova inteira no pelotão que brigou pela vitória, conseguindo economizar combustível mesmo mantendo uma boa velocidade. O colombiano chegou a cair para terceiro algumas vezes, mas essa posição foi o máximo que Montoya se permitiu cair. Juan Pablo foi sublime e mesmo ameaçado por uma tática diferente de Tony Kanaan no final, o colombiano venceu com todos os méritos e já aparece no top-5 da classificação do campeonato.

A festa em Pocono só não foi completa para a Penske por mais uma asneira de Will Power. Começo a sentir que um 'case' psicológico deveria ser feito em Power e sua mania de jogar oportunidades valiosas de disparar no campeonato pela janela. Power, Montoya e Castroneves lideraram boa parte das 500 Milhas em Pocono, mas a liderança estava sendo disputada diretamente entre Montoya e Power, quando a única bandeira amarela da tarde apareceu devido a uma rodada de Graham Rahal. Carros agrupados, a relargada viu Power ser ultrapassado por Montoya e quando estava prestes a perder a posição para Castroneves, com quem briga pela campeonato, Power ignorou a regra de mudar apenas uma vez de direção enquanto defende a posição e por pouco não causa um sádico acidente com Helinho. Porém, a direção de prova estava atenta e puniu justamente o australiano, que saiu da briga pela vitória e mesmo ainda na liderança, a corrida de hoje tinha os pontos dobrados e Castroneves encostou novamente no campeonato. Se serve de consolo para Power, Castroneves também tem fama de amarelar no final...

Contudo, quem fez a festa foi o terceiro piloto da Penske. Juan Pablo Montoya chegou a ser piada quando deixou a F1 em 2006 com muitos quilos acima do peso ideal e se mandou para a Nascar. Foi criado um 'Montoyometro', destacando sua carreira nada auspiciosa na principal categoria americana de automobilismo. Mesmo tendo uma ligação histórica com a Ganassi, Montoya foi demitido da equipe na Nascar sem muita cerimônia e encontrou abrigo na gigante Penske. A aposta foi arriscada, mas o velho Capitão Roger Penske começa a colher os frutos dessa volta de Juan Pablo Montoya.

Corrida de recuperação

Nos últimos vinte anos, a sessão classificatória tornou-se cada vez mais importante, com as dificuldades de se ultrapassar durante as provas, tornou-se imperativo conseguir uma boa posição na pista. Porém, neste Grande Prêmio da Inglaterra sem nenhum problema com o clima, o pódio foi formado por três pilotos que não largaram no top-5, algo bastante inusual nos últimos tempos. Apesar de largar em sexto, a vitória de Hamilton não foi nenhum surpresa, mas o inglês teve sua vida facilitada quando capitalizou os problemas de Nico Rosberg, o primeiro nessa temporada, para vencer sua corrida caseira novamente, além de encostar no seu companheiro de equipe na briga pelo título de 2014. Já Bottas e Ricciardo fizeram corridas de recuperação, cada um ao seu modo, para voltarem ao pódio. E se Silverstone é conhecido por não facilitar nas ultrapassagens, devemos glorificar a mítica pista inglesa pela disputa mais emocionante dos últimos tempos valendo o quinto lugar entre Sebastian Vettel e Fernando Alonso, que durou longas e lindas voltas, para deleite de quem assistia.

Porém, a corrida começou com uma hora de atraso devido ao forte acidente de Kimi Raikkonen ainda na primeira volta, quando o finlandês saiu da pista e quando retornou, encontrou um degrau no gramado fazendo-o perder definitivamente o controle de sua Ferrari e bater muito forte no guard-rail, a ponto de danificar a estrutura, causando uma bandeira vermelha de praticamente uma hora. Apesar de ter saído de sua Ferrari aparentemente sentindo dores, Kimi está bem e ainda contando com muita sorte, pois o acidente poderia ter sido de proporções ainda maiores. Quando Raikkonen bateu forte, sua Ferrari voltou à pista e por muito pouco não foi atingido em cheio por Kobayashi e Massa, que mesmo evitando o pior, tiveram que abandonar no incidente. Com o guard-rail consertado, o pole Nico Rosberg disparou na frente, pois ele sabia que com pista seca, Hamilton não tardaria a escalar o pelotão. Mesmo com toda a superioridade dos carros da Mercedes nesse ano, Silverstone se casou perfeitamente com as flechas de prata e a diferença da Mercedes para o resto foi ainda maior. Quando Hamilton facilmente assumiu o segundo posto, ele estava 5s atrás de Rosberg, começando o jogo de gato-e-rato que os dois pilotos da Mercedes vem protagonizando neste ano. Quando Hamilton cortou essa diferença para pouco mais de 2s, Rosberg resolveu fazer sua parada, indicando que pararia duas vezes, ao contrário de Hamilton, que esticava sua parada e indicava que faria apenas um pit-stop. Foi então que Nico avisou à sua equipe de problemas de câmbio que impediram-no de manter um ritmo mais forte, até faze-lo abandonar logo após Hamilton fazer sua parada. Foi um golpe para as pretensões de título de Nico Rosberg. O alemão sabe que Hamilton é mais rápido, mas da mesma forma conhece o ponto fraco do seu rival, que é o fator psicológico. Nico Rosberg tentou a todo custo se mostrar indestrutível, tanto que nas oito corridas anteriores, seu pior resultado foi um segundo lugar. Com esse revés, Rosberg teve sua liderança fragilizada, pois agora Hamilton tem apenas quatro pontos de desvantagem com o impulso de motivação por ter vencido em casa, algo que ele buscava desde 2008, quando venceu em Silverstone pela primeira vez.

A diferença da Mercedes para as outras equipes era tal, que Hamilton se deu o luxo de fazer uma parada por precaução quando faltavam dez voltas e ainda receber a bandeirada com mais de 20s de vantagem sobre Bottas, outro nome forte deste domingo. O finlandês naufragou na estratégia da Williams de ontem e largou em posições intermediárias, mas uma largada muito boa e muita velocidade nas retas elevou rapidamente Bottas às posições pontuáveis. Sem ter medo de cara feia, Bottas foi ultrapassando quem via pela frente, como as Red Bulls de Ricciardo e Vettel, além das McLarens de Button e Magnussen, subindo para um tranquilo terceiro lugar, que se transformou em segundo com o abandono de Rosberg. Valtteri vem se mostrando um ótimo piloto e hoje é o piloto com o maior número de pontos da Williams, fazendo com que a equipe suba para o quarto lugar no Mundial de Construtores, apenas dois pontos atrás da Ferrari. Massa pouco pôde fazer no seu 200º Grande Prêmio, além de mostrar bom poder de reação e não bater em cheio em Raikkonen na primeira volta. Quando foi dada a relargada, a Red Bull optou em colocar pneus duros, talvez pensando em esticar ao máximo a parada de seus pilotos, mas sem ritmo o suficiente, seus pilotos procuraram os boxes mais cedo do que o ideal. Foi aí que Ricciardo conseguiu dar o bote em Vettel. Enquanto o alemão procurou os boxes ainda nas primeiras voltas para colocar os pneus macios, Ricciardo esticou um pouco mais seu stint com os pneus duros, mesmo perdendo tempo em relação ao demais e quando colocou os pneus macios, garantiu uma quilometragem suficiente para que aquela se tornasse sua única parada nos boxes, ao contrário de Vettel, que teve que fazer uma segunda parada. E protagonizar a disputa do ano até agora!

Fico imaginando se há 35 anos atrás, quando se comemorou a épica batalha entre Gilles Villeneuve e René Arnoux em Dijon, houvesse rádio e a regra do 'track limits'. Hoje, foi interessante a forma como Alonso e Vettel dialogavam com a direção de prova, esperando ganhar uma vantagem na árdua disputa que protagonizaram, com vários momentos lado-a-lado. Primeiro Alonso ganhou a posição de Vettel enquanto este retornava dos boxes com os pneus frios, mas quando a borracha nova da Pirelli ganhou temperatura, Vettel partiu para cima de Alonso com gosto, trazendo toda a atenção para a disputa pelo quinto lugar nas últimas voltas. Vettel tentou uma, duas, três vezes colocar de lado na reta, utilizando o DRS, mas o seu raquítico motor Renault o impedia de finalizar a manobra, somado a pilotagem soberba de Alonso, meio que tirando a diferença da asneira que o espanhol fez na primeira largada, quando estacionou sua Ferrari no lugar errado e perdeu 5s em sua parada como punição. Alonso jogava duro, mas sem ser desleal. O mesmo fazia Vettel. Outra coisa em comum foi a reclamação de um contra o outro da forma como defendiam e da forma como pilotavam, pois não faltaram vezes que Alonso e Vettel colocaram as quatro rodas além da linha branca. Foi uma disputa espetacular, com vantagem para Vettel, que mais uma vez superou Alonso na pista. Quem saiu ganhando com tudo isso, além do público, foi Jenson Button. Largando em terceiro, o inglês sabia que sua McLaren não tinha condições para disputar o pódio, mas homenageando seu pai, ele correu como nunca e com a briga ocorrendo atrás dele entre Vettel e Alonso, garantiu o quarto lugar, ainda tendo tempo de tirar proveito dos pneus gastos de Ricciardo e iniciar uma tardia aproximação no australiano, mas sem briga. Magnussen foi um espectador privilegiado da briga entre Vettel e Alonso, torcendo que um toque pudesse tirar ambos da corrida e o dinamarquês se aproveitar de um hipotético incidente, mas com dois grandes pilotos brigando à sua frente, Magnussen ficou mesmo em sétimo lugar.

Largando em quarto lugar, Nico Hulkenberg largou mal e durante a prova a Force India provou que a boa posição do alemão aconteceu mais pelo talento de Nico em piso molhado e as circunstâncias de ontem. Sem ritmo, Hulkenberg não teve condições de brigar por posições melhores do que o oitavo lugar que conquistou, enquanto Pérez não repetiu as boas recuperações que vem lhe caracterizando e ficou fora dos pontos. A Toro Rosso colocou seus dois carros nas duas últimas posições pontuáveis, com Vergne finalmente marcando pontos, mesmo que ficando atrás de Kvyat. As péssimas temporadas de Lotus e Sauber continuaram, inclusive com um toque entre dois de seus pilotos (Gutierréz bateu com gosto em Maldonado, talvez se lembrando do sórdido acidente provocado pelo venezuelano no Bahrein) e ficaram longe dos pontos. Jules Bianchi chegou a ficar em décimo na relargada, mas o francês foi perdendo rendimento não por culpa sua, mas pela ruindade do seu carro. Com Koba abandonando na primeira volta e Ericsson tendo problemas ainda cedo, a venda da Caterham parece não ter feito tão bem assim para a pequena equipe.

Com a Copa do Mundo chegando em sua reta final, a F1 ficou meio que de lado nos últimos tempos, mas essa boa corrida mostrou um pouquinho da magia da F1, mesma ela estando em dificuldades fora das pistas. Alonso e Vettel nos brindaram com uma disputa que entrará na história da temporada 2014, enquanto Hamilton mostrou que teremos campeonato até o final do ano.

sábado, 5 de julho de 2014

Chuva e estratégia

Com o capacete colocado, lógico que não foi possível ver a cara de Lewis Hamilton após a classificação, mas sua expressão corporal mostrava o extremo desapontamento por uma escolha errada, ou até mesmo um erro não mostrado na TV, que tirou de Lewis a chance de conseguir uma mais do que necessária pole em sua casa. E como as coisas não poderiam piorar, quem ficou com o lugar de honra no domingo foi seu rival Nico Rosberg, que poucos momentos antes havia reclamado de que a pista estava muito escorregadia pelo rádio, mas não desistiu de sua última volta e conseguiu mais uma pole nesse ano.

Silverstone pode mudar seu traçado, mas não muda sua tradição e seu inconstante clima. O treino de hoje teve pista não muito molhada misturada com uma traiçoeira pista com um trilho seco, com a pitada de uma chuva que vinha e voltava a todo momento, fazendo da estratégia das equipes hoje tão crucial como o momento certo de uma parada na corrida. Estar no momento certo na pista hoje foi essencial. Foi por isso que a Williams e Ferrari amargaram o fim do treino de seus pilotos no Q1, para profunda irritação de Felipe Massa, que soltou os cachorros contra a sua equipe na entrevista que deu à Globo. Me recordo que no já longínquo ano de 1996, quando Schumacher estreou na Ferrari e passou por todo tipo de atribulação, como uma quebra de motor na volta de apresentação quando se preparava largar na pole, o alemão nunca reclamou publicamente da Ferrari e com isso garantiu o respeito de todos na equipe e os anos posteriores mostraram que a estratégia de Schumacher foi a correta, com a Ferrari trabalhando em torno dele e os títulos brotaram. Massa parece não ser muito adepto dessa estratégia e essa não é a primeira vez que ele critica veementemente a Williams, equipe que o contratou esse ano como primeiro piloto e referência para levar a equipe aos bons tempos, mas que até o momento está muito atrás do seu jovem companheiro de equipe no campeonato.

Com a Ferrari e Williams prematuramente de fora, com os dois pilotos da Sauber saindo da pista, a Lotus continuando a ter problemas e a Marussia não tem mais condições técnicas de avançar, apesar de outra exibição de gala de Bianchi, o Q3 foi facilmente definido à favor dos pilotos de Mercedes, Red Bull, Toro Rosso, McLaren e Force India. Como aconteceu nas outras partes da classificação, o Q3 também teve chuva-para e isso praticamente definiu a classificação no final. A chuva tinha atingido principalmente a parte final de Silverstone. Hamilton era o pole no momento com grande vantagem sobre os demais. Vettel parecia condenado a largar em décimo, pois não saiu para a pista no começo do Q3. Ricciardo e os dois pilotos da Toro Rosso nem voltaram à pista para uma segunda tentativa. Porém, o último setor de Silverstone havia melhorado bastante e vários pilotos, os que não desistiram ou a equipe mandou ficar na pista, colheram seus frutos com a melhora do tempo no terceiro setor, com evidente destaque para Nico Rosberg, mais uma vez pole, com a vantagem de Hamilton ter ficado apenas em sexto, tendo entre eles, na ordem, Vettel, Button, Hulkenberg e Magnussen.

Com piso seco, a diferença da Mercedes para as demais parecia ser o maior da temporada até agora, mas com o clima inclemente de Silverstone, tudo pode acontecer. Até mesmo uma reviravolta por parte de Hamilton amanhã. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Menos um

Ontem a Caterham anunciou que está de dono novo, com seu antigo dono Tony Fernandes vendendo a equipe para um conglomerado de empresas vindas do Oriente Médio e da Suíça. Estranho esses conglomerados que não tem nome ou dono.

Fernandes caiu no conto de Max Mosley de uma F1 com motores-cliente baratos e um teto orçamentário que nunca saiu (e acho que nunca sairá) do papel. Lembrando daquele momento, final de 2009, a Brawn havia surpreendido o mundo quando conquistou o título de pilotos e construtores em sua única temporada na F1 com uma equipe formada às pressas e sem muita verba. Por isso havia quem dissesse que as equipes que Mosley colocou na F1 pudesse fazer o mesmo. Pura balela! Lotus, Campos e Virgin mudaram de nome, dono e a Campos (Hispania, HRT...) nem fez sua estreia na F1 com seu nome original. A única coisa que não mudou foi que essas equipes nunca saíram dos últimos lugares do grid, pegando o bastão passado pela simpática Minardi, sendo que essas três escuderias nunca chegaram perto de ter o carisma da Minardi.

De saco cheio, Fernandes tirou o time de campo para entrar em outro, o futebol, já que é dono do QPR. O que se sabe dos novos compradores é que Colin Kolles, notório quebrador de equipes, está de volta à F1 trazendo consigo o ex-piloto Christijan Albers, conhecido por ter saído de um pit-stop levando a mangueira de reabastecimento rebocado em seu Spyker em Magny-Cours no saudoso Grande Prêmio da França e ter sido chamado de 'palhaço' pela imprensa francesa. Muito pouco para tirar a Caterham, ou qualquer que seja o nome da equipe agora, do limbo que se encontra.

Porém, o que preocupa é a saúde financeira das equipes da F1. Ferrari, Mercedes, McLaren (Honda) e Red Bull (não sabia que se vendia tantas latinhas de energético. Eu mesmo nunca comprei uma...) parecem ser as únicas com as contas em dia e sem grandes atropelos financeiros à vista. A Lotus perdeu boa parte do seu staff técnico devido à falta de verba e ainda tem que aturar Pastor Maldonado devido aos dólares petrobolivarianos. Vira e mexe, vemos notícias de que a Force India não anda bem das pernas, enquanto a Sauber passou maus bocados em 2013 por problemas financeiros e ninguém sabe ao certo se foram resolvidos. Mesmo marcando pontos pela primeira vez nesse ano, poucos sabem que a montadora Marussia faliu e só Deus sabe como a equipe homônima se sustenta na F1. A Williams vai se garantindo pela tradição.

Com isso, cresce a pressão para que um terceiro carro seja inscrito pelas equipes grandes. O que na minha visão seria uma ótima ideia. Dentro do seu humor ácido, Bernie Ecclestone matou a charada quando disse preferir ver uma terceira Ferrari no grid ao invés de uma Caterham. Seria uma ótima maneira de inserir jovens pilotos na F1, algo complicado com testes tão restritos, além de que teríamos bem mais carros competitivos no grid. Isso seria contra a tradição da F1? Bom, a BRM utilizava de quatro a cinco carros por corrida nos dourados anos 70 e ninguém reclamava muito...

O certo é que a F1 tem de mudar e está tentando mudar. Não tenho ainda uma opinião formada sobre a pontuação dobrada na última corrida do ano. Em outras categorias está dando certo. À conferir. Apesar da saída de outras equipes devido a problemas financeiros poder ser algo bem presente nos próximos meses, talvez seja a senha para uma F1 com mais carros de equipes grandes. Contudo, a F1 precisa se reinventar para que num futuro muito próximo tenhamos apenas quatro equipes no grid e nem com quatro carros por equipe, seria o suficiente para encher o grid.