quarta-feira, 18 de março de 2015

O tempo passa...

Eu também vi essa reflexão no 'Continental Circus', do meu parceiro Paulo Teixeira e tenho a mesma opinião. Semana passada completou-se quinze anos da corrida de abertura da temporada 2000. Quinze anos... Aquele ano especial, especialmente para mim, parece que foi ontem, onde a McLaren ainda tinha a eterna dupla Hakkinen/Coulthard e que Schumacher ainda perseguia o primeiro título da Ferrari em mais de vinte anos.

Aqui no Brasil, me recordo bem, foi um início de temporada cheio de expectativas, pois naquela época todas as atenções estavam voltadas para Rubens Barrichello, o piloto número 1 do Brasil, mas que nunca tinha tido chance de ter sucesso na F1. Agora de Ferrari, Barrichello teria a chance de vencer corridas e até mesmo conquistar o título. Porém, havia um Michael Schumacher pela frente e a pergunta era: como Rubinho iria se comportar frente a Schumacher? Ele seria um novo Eddie Irvine, um subserviente segundo piloto, ou imitaria seu ídolo Ayrton Senna, que chegou na feudo de Alain Prost chutando a porta e sendo campeão?

A Globo fez muita questão de abraçar a causa de Barrichello e começava uma cobertura extensa, para deleite para quem gostava da F1, mesmo que com muito ufanismo. Minha paixão pela F1 se aflorou com ainda mais força a partir daquele ano, tanto que naquele momento, eu abandonei por completo o futebol, outra paixão que eu tenho.

Particularmente, para mim o ano 2000 foi marcante e me assusta já ter se passado tantos anos. Era meu primeiro ano na faculdade e hoje vejo que entrei cedo demais lá (17 anos). Outro fato importante e que para os jovens de 17 anos de hoje,pode parecer brincadeira, era que até abril de 2000, não havia internet lá em casa. Isso mesmo! Para eu saber de alguma coisa a mais sobre F1, esperava pela boa vontade do jornal do qual meu pai era assinante que vinha lá para casa, além da revista Racing (será que ela ainda está em cartaz?), onde só era vendida no aeroporto! Então, como presente de aniversário daquele ano, ganhei uma conexão pela internet e um mundo novo se abriu para mim, onde pude não apenas ver notícias diárias sobre F1, mas também conhecer muito mais sobre a história da categoria, através do inesquecível site forix.com, além de até mesmo conhecer novas pessoas, algo que faço até hoje!

O ano 2000 foi um ano marcante para mim e talvez por isso, ficou em minha memória afetiva toda aquela temporada da F1 e, por que não, tudo pelo o que passei naquele ano, que me definiu como pessoa para os próximos anos. Talvez por ter sido um ano que marcava a virada do milênio (quem não lembra do bug do milênio?), parece ter marcado a vida de muita gente também. As primeiras polêmicas entre Barrichello-Ferrari, as Jordans amarelas, os belos Arrows preto e laranja, tendo como um dos pilotos Jos Verstappen (pai de Max...), a Sauber azul patrocinada pela Red Bull, a Minardi sempre na última fila, a juventude do novato Jenson Button, apenas dois anos mais velho do que eu, a McLaren de Hakkinen, Schumacher reconquistando o título... tudo isso, para mim, aconteceu ontem. Mas já se passou quinze anos!

Como diria aquela propaganda do banco Bamerindus. O tempo passa, o tempo voa...  

segunda-feira, 16 de março de 2015

Figura(AUS): Mercedes

Bastou uma corrida, para que ficasse claro para todos que acompanham a F1 que a Mercedes será a campeã de 2015, só restando saber qual dos seus dois pilotos levará para casa o título, sendo que pelo o que fez em Melbourne, Lewis Hamilton já é o favorito destacado. Se no ano passado a Mercedes já arrebentou com as suas rivais com um domínio impressionante no ano dos novos motores, a segunda temporada dos motores V6 turbo poderá ser ainda mais incrível para o time de Stuttgart. Não houve um único treino em que a Mercedes foi levemente ameaçada em Melbourne e no Q3, o terceiro colocado Felipe Massa, da Williams-Mercedes, tomou 1.3s de desvantagem para o pole Hamilton da Mercedes, deixando bastante claro que somente uma hecatombe tiraria a vitória da Mercedes ou até mesmo a dobradinha, como ocorreu ano passado. Após uma largada tranquila, Hamilton apenas controlou sua vantagem sobre Rosberg, que variou de 1.5s à 3s até receber a bandeirada, enquanto Rosberg não via ninguém em seu retrovisor, pois o terceiro colocado Vettel estava mais de 30s atrás, o que significa que o segundo carro mais rápido do dia tomou meio segundo por volta neste domingo em terras australianas. Assim como no ano passado, a maior preocupação da Mercedes será segurar o ego dos seus pilotos para que o título de construtores venha de forma suave e que Hamilton e Rosberg decidam entre si, sem muita confusão, o título de pilotos.

Figurão(AUS): McLaren-Honda

Quando fez seu primeiro retorno à F1 nos anos 1980, a Honda utilizou uma equipe cobaia (Spirit) para testar e depois fazer suas primeiras corridas, antes ceder seus motores à Williams a partir de 1984 e entrar para a história como uma das melhores construtoras de motor da história da F1, principalmente ao lado da McLaren. A Honda voltou à F1 por uma segunda vez, sem muito sucesso e com as novas regras de motores, os nipônicos fizeram uma quarta aparição na F1 em 2015, no segundo ano dos motores híbridos. Porém, Mercedes, Renault e Ferrari passaram por alguns maus bocados em 2014 até acertar suas unidades de potência, sendo que até o momento, a Renault ainda está tateando atrás de obter o sucesso de volta. Porém, ao lado da McLaren, a Honda tinha esperança de que ao lado de uma equipe de enorme tradição e após um ano de testes, poderia fazer uma estreia decente e para isso, fez força para que a McLaren tivesse em seus cockpits dois campeões mundiais, mesmo Ron Dennis tendo problemas tanto com Alonso, como com Button. Contudo, desde os primeiros quilômetros da parceria McLaren-Honda, está claro que esse terceiro retorno da Honda à F1 só dará dividendos bem mais para frente e enquanto isso, a McLaren irá comer o pão que o diabo amassou. O time inglês já começou o ano com problemas com seu piloto principal, Alonso, de fora da corrida australiana por causa de um acidente pra lá de esquisito em Barcelona. A pré-temporada foi um tremendo fracasso da McLaren-Honda, com o carro completando poucas voltas, enquanto as rivais completaram milhares de quilômetros. Ao chegar à Melbourne, os problemas continuaram a ponto da Honda ter que limitar o potencial da sua unidade de potência para tentar que seus carros chegassem ao final da corrida e com isso, a McLaren conseguiu seu pior grid em sua longa história, ficando com a última fila. Porém, nem o motor Honda limitado para durar impediu que Kevin Magnussen quebrasse o motor... na volta de alinhamento! Com apenas Button na pista, foi melancólico ver o campeão mundial de 2009 se arrastar a corrida inteira, terminando a prova em último, duas voltas atrás dos líderes. Claro que a Honda não desaprendeu a fazer motores e nem a McLaren desaprendeu a fazer carros de F1 (apesar de que o último carro decente da equipe de Ron Dennis foi em 2012), mas ninguém esperava uma apresentação tão ruim como em Melbourne e com poucos, ou nenhum, testes até a próxima corrida em Sepang, é bastante provável que o calvário da McLaren e seus pilotos continuem por algum tempo. 

domingo, 15 de março de 2015

Melancolia

Foi triste ver um grid com apenas quinze carros. Se doze meses atrás haviam 22 carros, em 2015 sete carros menos largaram em Albert Park, claro que alguns devidos a problemas técnicos e até físicos, mas está na hora de uma mudança na F1 para que haja mais carros no grid. Não equipes como a Manor, que não conseguiu colocar seu carro de 2014 modificado na pista devido a um software, mas terceiros carros de Mercedes, Ferrari ou Red Bull, para garantir também mais qualidade no grid e evitarmos Marcus Ericssons da vida. Porém, após 58 voltas, Lewis Hamilton não tinha nenhuma preocupação com o tamanho do grid e venceu com sobras a primeira etapa de 2015, ano em que pode lhe garantir um tricampeonato. Se no ano passado a Mercedes ainda se preocupou com a confiabilidade, neste ano o time alemão viu Nico Rosberg chegar com folga em segundo, dando uma ou outra estocada em cima de Hamilton, mas em nenhum momento o inglês se aperriou. Na segunda divisão da F1, Sebastian Vettel conseguiu um marcante pódio em sua primeira corrida da Ferrari, mas os 30s de desvantagem para os carros da Mercedes indicam que o alemão terá que se conformar em brigar com as Williams até o final do ano.

Antes mesmo da largada, vários problemas deixaram o grid mais enxuto desde o infame Grande Prêmio de San Marino de 1982, há praticamente 33 anos atrás. Como dito anteriormente, a Manor fez um grande esforço para conseguir estar pelo menos na F1, mas mais preocupada em resolver abacaxis financeiros e burocráticos, a Manor não teve tempo em mexer no seu carro de 2014 com gambiarras e um simples software da Ferrari fez com que os carros de Will Stevens e Robert Mehri ficassem muito bem estacionados nos boxes em Melbourne. O grid caía para 18 carros. Ontem, Valtteri Bottas sentiu dor nas costas durante a classificação e foi levado para o hospital, talvez explicando a sexta posição no grid do finlandês. Contudo, Bottas não foi liberado pelos médicos da FIA para correr. 17 carros restaram. Quando foi levar seu problemático McLaren-Honda para o grid, o piloto substituto Kevin Magnussen viu o motor nipônico estourar. 16. E finalmente, Daniil Kvyat teve problemas de câmbio ainda antes da largada. E tivemos o melancólico número de quinze carros no grid em Albert Park, que rapidamente caía para treze com o abandono duplo da Lotus e terminaria em onze na bandeirada. Largando na pole, Hamilton fez uma largada convencional, onde não foi atacado por Rosberg e a partir daí, fez um 'sunday drive' em Albert Park. Correndo com sobras, Hamilton apertou nos momentos em que Rosberg, que também correu livre, leve e solto todo o domingo, pensou em ameaçar a posição do companheiro de equipe. Foi uma corrida solitária dos dois carros da Mercedes, onde completaram mais uma dobradinha desde a mudança dos motores V8 aspirados para os V6 turbo. 

Na luta da segunda divisão, Felipe Massa começou melhor ao manter seu terceiro lugar, com Vettel também se mantendo sem quarto, mas numa largada confusa, já que Raikkonen largou muito mal e o jovem estreante Carlos Sainz chegou a meter seu Toro Rosso entre os primeiros, antes que o safety-car desse as caras devido, oh novidade, um acidente de Pastor Maldonado na primeira curva. Com Bottas de óculos escuros dentro do box da Williams e Raikkonen tendo que se recuperar de sua péssima largada, ficou claro que a briga pelo terceiro lugar seria entre Massa e Vettel, com vantagem do brasileiro quando os carros estavam com os pneus macios. Quando a corrida passou de um terço e foi realizado a única rodada de paradas dos líderes, Massa e a Williams vacilaram. Primeiro dos líderes a parar, Massa voltou à pista logo atrás da claudicante Red Bull de Daniel Ricciardo. Mesmo bem mais rápido do que o australiano e a Williams tendo feito um ótimo pit-stop, Massa não foi capaz de ultrapassar Ricciardo até esse fazer seu único pit-stop. Quando Vettel fez sua única parada algumas voltas mais tarde, o alemão retornou tranquilamente na frente de Massa, em terceiro, e com os pneus médios, pôde controlar com facilidade Massa até a bandeirada. Após um ano ruim com a Red Bull, Vettel começou com pé direito sua aventura pela Ferrari, ao contrário de Raikkonen. Após sua péssima largada, Kimi foi um dos primeiros a fazer seu pit-stop, mas um problema na roda traseira esquerda fez o piloto da Ferrari perder muito tempo. Calçado ainda com os pneus macios, Raikkonen era um dos pilotos mais rápidos na pista, mas teria que fazer uma segunda parada e desta vez a Ferrari se atrapalhou bisonhamente, ao liberar Raikkonen quando o mecânico da problemática roda traseira esquerda não tinha apertado direito a pneu e o finlandês abandonou algumas curvas mais tarde, com a roda solta. 

Já Felipe Massa, mesmo tendo largado em terceiro e ter caído de posição numa corrida com poucos carros, não tem muito do que reclamar, vide seu péssimo histórico em Melbourne, onde ano passado ele ficou na primeira curva, atropelado por um Kobayashi sem freios. Bons pontos no campeonato logo de cara, ao contrário do ano passado. Porém, o melhor Felipe do dia foi o novato Nasr. Numa pilotagem extremamente segura, o brasileiro da Sauber fez uma corrida excelente, onde ultrapassou com decisão Carlos Sainz na relargada, assumindo o quinto lugar. Logo, o brasiliense tinha em seus retrovisores Daniel Ricciardo, piloto da casa, e Kimi Raikkonen, louquinho para diminuir o prejuízo. Sem se abalar, Nasr segurou bem a pressão de dois pilotos que já venceram na F1 e se acabaria superado por Raikkonen, não fosse o problema do finlandês, segurou com maestria Ricciardo, garantindo o quinto lugar em sua estreia, a melhor de um brasileiro na F1. Se Nasr conseguiu esse resultado numa corrida com poucos carros, devemos lembrar que nos anos 70, 80 e em menor intensidade 90, os carros quebravam muito e não raro, pouquíssimos carros terminavam as provas, principalmente nas corridas de abertura de campeonato. Foi uma ótima corrida de Nasr, talvez atrás de Hamilton, o grande destaque da prova. Algo que não aconteceu na transmissão da Globo. A ideia de trazer convidados para a transmissão da corrida seria ótima, se os agregados entendessem do assunto. Raul Boesel e Bia Figueiredo até trouxeram algumas informações interessantes e embasadas, mas ter dois atores e o Giba do vôlei foi dose de matar elefante. As comparações entre F1 e o vôlei, na tentativa do Galvão de trazer Giba para a transmissão foram ridículas, enquanto os dois atores, que nem sei o nome, só falaram amenidades e meteram até MMA no meio. Na tentativa de melhorar a transmissão, a Globo poderia usado mais a técnica e menos o entretenimento. 

Quem também não foi muito brilhante foi o companheiro de equipe de Nasr. Já contando com uma temporada de experiência na F1, Marcus Ericsson foi completamente superado pelo novato brasileiro na Sauber, mas com poucos carros, o sueco ainda pôde marcar seus primeiros pontos na F1, mas foi o único a fazer três paradas, principalmente devido a um erro que estragou um jogo de pneus macios. Após toda a contenda com Giedo van der Garde (o grid poderia ter apenas treze carros...), a Sauber saiu de Melbourne no lucro, com seus dois carros nos pontos, após não marcar nenhum ano passado. Porém, ficou claro que dos seus dois pay-drivers, Nasr é muito melhor. A Red Bull teve uma corrida para esquecer. Inicialmente, Kvyat nem largou, enquanto Ricciardo fez uma prova discreta, onde não conseguiu atacar Nasr pela quinta posição. Aparentemente o motor Renault é o mais fraco da F1 atual e a paciência dos chefões da equipe que há dois anos atrás dominava a F1 está perto do fim. Carlos Sainz fazia uma bela estreia, talvez tão boa quanto a de Nasr, mas um problema na roda traseira esquerda do seu Toro Rosso acabou jogando o espanhol para a últimas posições, mas Sainz ainda conseguiu marcar pontos. Max Verstappen, que entrou para a história da F1 ao largar com 17 anos e meio, fazia uma corrida ok, quando teve problemas em seu carro logo após o seu pit-stop. O básico, Max já fez, mas se será o fenômeno que todos dizem que ele é, ainda não foi possível constatar. A Force India foi outra equipe discretíssima. Com problemas financeiros, o time hindu testou muito pouco na pré-temporada e usou a corrida para ganhar quilometragem, mas com poucos carros no fim, ainda foi capaz de marcar pontos com seus dois pilotos, porém, já de para perceber que a Force India é a pior equipe Mercedes, pois mesmo abandonando na primeira volta, a Lotus dá pinta de estar melhor do que o time de Vijay Mallya. Se Grosjean abandonou devidos à problemas em seu carro, adivinhem como Maldonado abandonou? Batendo e trazendo o primeiro safety-car do ano! Maduro terá que usar muito de sua grana bolivariana para gastar em funilaria...

E por último, literalmente, a McLaren. Foi uma corrida totalmente vexatória de duas marcas que, quando juntas, entraram na história da F1. Quando a Honda fez seu primeiro retorno em meados dos anos 80, o time utilizou uma equipe pequena como cobaia e só então foi para a Williams, com quem tinha contrato. Começando desse jeito, a Honda se expõe sobremaneira negativamente, pois por mais que a McLaren não faça algo de bom na F1 desde 2012, os ingleses não desaprenderam a construir carros, além de que Jenson Button, que foi um herói ao levar o seu problemático carro até o fim, tem a garantia de um campeão mundial, Enquanto isso, Alonso deve estar louco, ou se fazendo de um, para não ter que voltar a correr em tamanha cadeira elétrica.

A F1 começou sua 66º temporada com a sensação de que 2014 ainda não acabou. A Mercedes já tem o título praticamente assegurado nas mãos e com Hamilton numa fase esplendorosa, 2015 começa com o cheirinho de 2002, quando a Ferrari tinha um carro infinitamente melhor do que o resto e Michael Schumacher no seu auge. Contudo, para tristeza de todos, aquele ano foi considerado um dos mais chato e enfadonhos da história da F1.

sábado, 14 de março de 2015

F-Mercedes continua

Foi um banho. Lewis Hamilton colocou mais de 1s sobre o primeiro carro não-Mercedes no grid. Ainda tem muitas corridas pela frente, mas assim como aconteceu em 2004 com a Ferrari de Michael Schumacher, já dá para afirmar categoricamente que a Mercedes já tem o título de 2015 assegurado, e com Hamilton parecendo ter vindo ainda mais forte esse ano, o inglês tem tudo para conquistar seu terceiro título na F1, o segundo consecutivo.

A força da Mercedes ficou clara quando foi a única a usar os pneus médios no Q1 e ainda ficar com as duas primeiras posições com tranquilidade. Na parte de trás, a McLaren acabou não escapando da degola do Q1 e amargará amanhã as últimas posições, algo raro de se ver, mas até a Honda acertar a mão, será algo usual em 2015. Após toda a confusão armada por ela mesmo ao contratar três pilotos para duas vagas, a Sauber treinou normalmente hoje e ficou claro que Marcus Ericsson tem mesmo ótimos padrinhos, sendo bem mais lento do que Felipe Nasr, um piloto novato e que não conhecia a pista de Melbourne. Ano passado foi a Red Bull que fez uma pré-temporada desastrosa, mas de forma surpreendente, Daniel Ricciardo ficou em segundo no grid e na corrida (sendo desclassificado mais tarde), e os austríacos acabaram conquistando o vice-campeonato. Esse ano, a Red Bull teve uma pré-temporada mais aceitável, mas os resultados ficaram abaixo do esperado, com o novato Daniil Kvyat ficando no Q2 e Ricciardo indo por pouco ao Q3. Já será saudades de Vettel?

Outro estreante que fez um bom trabalho foi o espanhol Carlos Sainz. Enquanto todos os olhos estavam em Max Verstappen e sua extrema jovialidade, Sainz andou ligeiramente mais rápido do que o holandês e garantiu a Toro Rosso no Q3, com Verstappen mostrando muita velocidade, mas acabou superado pelo seu companheiro de equipe. A Mercedes dominou todos as sessões de classificação hoje, mas especialmente no Q3 Hamilton barbarizou, andando bem mais rápido do que todo mundo, incluindo aí Nico Rosberg, que errou em sua primeira tentativa no Q3. Na briga pelo melhor do resto, a Ferrari parecia mais forte, com Vettel sendo constantemente mais rápido do que Raikkonen e realmente levando qualidade à Ferrari, a liderança que Alonso levou nos últimos cinco anos, mas na hora H, Vettel acabou surpreendido por Massa, que conseguiu uma ótima volta para aparecer na foto dos três primeiros da classificação. Contudo, Massa, que nunca andou bem em Melbourne, só ficou nessa posição porque Bottas errou em suas duas tentativas no Q3, com o finlandês tendo que amargar um sexto lugar.

A F1 iniciou com a Mercedes aparentemente ainda mais forte do que ano passado, mas com a diferença de que Hamilton parece estar um degrau acima de Rosberg. Williams e Ferrari vem forte, com a Red Bull ficando um pouco para trás, para desespero dos seus dirigentes. A F-Mercedes vem forte para essa temporada.

quinta-feira, 12 de março de 2015

História: 15 anos do Grande Prêmio da Austrália de 2000

A F1 ia para Melbourne para a sua primeira corrida do ano 2000 com a mesmo expectativa dos dois anos anteriores, onde McLaren e Ferrari dominaram o campeonato, sempre com vantagem para Mika Hakkinen e a McLaren. Porém, haviam novas peças naquele tabuleiro da frente. A McLaren continuava com a mesma dupla de pilotos (Hakkinen e Coulthard) desde 1997 e fez uma pré-temporada marcada pela velocidade e a inconfiabilidade. Era esperado que os problemas da McLaren fossem sanados à tempo, enquanto que na Ferrari, que fez seus testes praticamente sozinha em suas pistas na Itália, a novidade era a chegada de Rubens Barrichello à equipe, após uma ótima temporada na Stewart em 1999. O brasileiro chegou com a expectativa de repetir o desempenho do seu ídolo Ayrton Senna, que chegou na McLaren em 1988 sendo campeão, mas Michael Schumacher mostrou quem mandava ao ser mais rápido do que seu companheiro de equipe em todos os testes na Itália, mas Barrichello sempre reivindicaria uma melhor posição dentro da Ferrari.

A Jordan tinha feito uma excelente temporada em 1999 e manteve Heinz-Harald Frentzen, para muitos, o melhor piloto de 1999, e trouxe o promissor Jarno Trulli. A Stewart foi comprada pela Ford e agora era conhecida como Jaguar, num dos carros mais belos daquele ano e tendo Eddie Irvine como primeiro piloto, após vários anos do irlandês ficando na sombra de Schumacher na Ferrari. A Williams teria o novíssimo motor BMW, mas também estrearia o jovem Jenson Button, de apenas 20 anos e uma temporada no automobilismo, onde foi terceiro na F3 Inglesa. Outro estreante era Nick Heidfeld, protegido da Mercedes e então campeão da F3000, na equipe de Alain Prost.

Os primeiros treinos indicaram que a pole seria decidida entre os quatro pilotos de Ferrari e McLaren, com Schumacher tendo uma ligeira vantagem após marcar o melhor tempo do final de semana no último treino livre, mas o alemão teria que correr com o carro reserva, após um acidente no final dessa mesma sessão. Esse lapso de Schumacher foi aproveitado por Hakkinen, que logo após a metade do treino de classificação fez o melhor tempo do dia. Schumacher foi atrapalhado em suas últimas duas tentativas e acabou na segunda fila, também superado por Coulthard, que errou em sua última volta rápida e a bandeira amarela resultante acabou fazendo Schumacher perder sua volta mais rápida, que possivelmente lhe daria a pole. Rubens Barrichello, em sua primeira sessão de classificação em uma equipe grande, ficou em quarto após sair da pista em sua melhor volta, enquanto era seguido pela dupla da Jordan, Irvine e Villeneuve, num grid sem muitas surpresas.

Grid:
1) Hakkinen (McLaren) - 1:30.556
2) Coulthard (McLaren) - 1:30.910
3) M.Schumacher (Ferrari) - 1:31.075
4) Barrichello (Ferrari) - 1:31.102
5) Frentzen (Jordan) - 1:31.359
6) Trulli (Jordan) - 1:31.504
7) Irvine (Jaguar) - 1:31.514
8) Villeneuve (BAR) - 1:31.968
9) Fisichella (Benetton) - 1:31.992
10) Salo (Sauber) - 1:32.018

O dia 12 de março de 2000 estava quente e ensolarado em Melbourne, como havia sido em todo o final de semana e com os carros sofrendo muito com o calor. Jenson Button largava na última fila, dando munição aos que o criticaram pela sua falta de experiência, mas o inglês da Williams deu sua resposta ao ser o segundo colocado no warm-up, ficando logo atrás de Barrichello. Quando as luzes vermelhas se apagaram, a dupla da McLaren saiu sem problemas, mas os dois pilotos da Ferrari saíram bem lentamente, sendo atacados pela dupla da Jordan. Com muito custo, Schumacher permaneceu na terceira posição, enquanto Barrichello é menos feliz e fica atrás de Frentzen, o que seria algo que o brasileiro iria amargar bastante. Ainda durante a primeira volta, Johnny Herbert seria o primeiro abandono do ano.

Não demorou para que a dupla da McLaren disparar na frente, com Hakkinen liderando confortavelmente, mas Schumacher estava na espreita, esperando qualquer vacilo dos dois primeiros, enquanto abria boa vantagem sobre a Jordan de Frentzen, que era fortemente pressionado por Barrichello, que tinha um ritmo bem melhor do que o alemão, mas não conseguia a ultrapassagem. A corrida seguia sem grandes mudanças, quando Pedro de la Rosa bateu no muro na sexta volta, após uma repentina quebra na suspensão do Arrows do espanhol. Irvine vinha logo atrás e na tentativa de desviar de Pedro, acabou rodando e com dois carros rodados, o safety-car deu o ar da graça. Algumas voltas mais tarde, a corrida voltou ao seu ritmo normal, menos para Coulthard, que reduziu a velocidade do seu carro de repente e foi aos boxes, para tentar consertar o seu problemas, mas o escocês não demorou muito para abandonar a prova com o motor quebrado. Porém, era apenas o início do pesadelo da McLaren, pois cinco voltas depois, foi a vez do motor Mercedes Benz de Hakkinen virar, literalmente, fumaça e ver a liderança da corrida cair no colo de Schumacher.

Involuntariamente, Schumacher era ajudado por Frentzen e com isso o alemão pôde fazer sua parada tranquilamente na metade da prova, colocando combustível suficiente para terminar a prova, voltando à pista em terceiro, logo atrás de Barrichello. Porém, o trabalho da Ferrari ainda não acabara e com Rubens não conseguindo ultrapassar Frentzen, a Ferrari mudou a estratégia do brasileiro e colocou menos combustível no carro de Barrichello para que ele ganhasse tempo em relação à Frentzen. Porém, o trabalho de Barrichello foi facilitado quando Trulli, que poderia atrapalha-lo, quebrou o motor e quando Frentzen fez seu pit-stop, além de colocar muito combustível para finalizar a prova, o mecânico responsável pela mangueira acabou se atrapalhando e o alemão perdeu mais tempo do que o devido. A 'ultrapassagem' de Barrichello estava consumada, mas não demorou para que o dia da Jordan piorasse quando Frentzen retornou aos boxes algumas voltas depois, com problemas de transmissão. A dobradinha da Ferrari estava garantida. Porém, com o carro mais leve pela troca de estratégia, Rubinho se aproximava cada vez mais de Schumacher e aqui no Brasil, Galvão Bueno se esgoelava, enquanto Reginaldo Leme lançava a informação de que nenhum novato havia vencido em sua estreia pela Ferrari. Não devemos esquecer que o Brasil vivia um jejum de sete anos sem vitórias na F1 e quando Barrichello passou Schumacher na reta dos boxes, com o alemão praticamente acenando e dizendo 'vai, vai, vai', Galvão estourou! Então, alguém deve ter avisado que Barrichello ainda precisava parar pela segunda vez e faltando 14 voltas para o fim, o brasileiro faz um splash-and-go, não troca os pneus, e retorna à pista num confortável segundo lugar.

Com o abandono de Frentzen, quem assumia o terceiro lugar era Ralf Schumacher, surpreendendo as melhores expectativas da Williams e da BMW. Ele estava à frente de Villeneuve, Fisichella e Jenson Button, mas a brilhante corrida de estreia do inglês acaba quando o seu motor estoura. Quando Button abandona, Ricardo Zonta na segunda BAR, a Sauber de Salo e a segunda Benetton de Wurz encostam nesse pelotão, trazendo um pouco de entretenimento para o público, mas só se vê uma única ultrapassagem, quando Salo ultrapassa Zonta já no finalzinho da corrida, garantindo o sexto lugar, a última posição pontuável de quinze anos atrás. Michael Schumacher recebeu a bandeirada para uma tranquila vitória, enquanto Barrichello completava a dobradinha da Ferrari com a melhor volta da corrida. Num pódio feliz, Ralf Schumacher supera as expectativas e fica com um terceiro lugar, enquanto Jacques Villeneuve comemorava muito os primeiros pontos da história da BAR, dando motivos de alegria para a Honda, em seu retorno oficial à F1. Fisichella foi o quinto, enquanto Salo colocava o terceiro motor Ferrari entre os seis primeiros, mas o finlandês acabaria desclassificado por uma infração em sua carenagem e com isso Ricardo Zonta marcava seu primeiro ponto na F1. Ferrari e McLaren mostraram que dominariam a F1 e dividiriam as vitórias no ano 2000, como fizeram nos últimos dois anos.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Barrichello
3) R.Schumacher
4) Villeneuve
5) Fisichella
6) Zonta  

quarta-feira, 11 de março de 2015

F1 e a justiça

Às 22h30 de amanhã, horário de Brasília, os boxes do circuito improvisado de Melbourne estará aberto para que os carros de F1 façam suas primeiras voltas na temporada 2015. Será uma temporada cheia de novidades entre pilotos e equipes, mas a grande notícia de uma F1 que nem começou ainda está vindo da Suprema Corte de Victoria, com a inacreditável e surreal história de Giedo van der Garde entrando na Sauber basicamente arrombando a porta de Monisha Katelborn e Peter Sauber. Isso ainda dará muito pano pra manga, mas por enquanto, vamos para o que os testes nos indicaram.

E para quem sonha com uma F1 'emocionante' e 'disputada', melhor ficar logo sabendo que a Mercedes veio tão, ou mais forte para 2015, mas isso não é necessariamente uma má notícia para a competitividade da F1, pois Lewis Hamilton e Nico Rosberg protagonizaram uma temporada interessante ano passado, cheio de brigas dentro e fora das pistas, bem ao estilo das encarniçadas guerras dos anos 80. Com a Mercedes parecendo ser bem superior às demais, fica mais fácil para Toto Wolff e Niki Lauda liberarem a briga entre seus dois pilotos pelo título esse ano. Sete anos após seu primeiro título, Hamilton tirou um piano dos seus ombros e se manter a força que mostrou na segunda metade da temporada passada, deverá ser o grande favorito para 2015. Porém, Nico Rosberg disse que já provou o gosto da derrota e que não quer repetir a dose. Mais lento que Hamilton, Nico tentará usar sua força mental para derrotar o inglês novamente. Não devemos esquecer que 2014 foi o primeiro ano em que Rosberg Jr realmente brigou pelo título e deve ter aprendido com os poucos erros que cometeu nas últimas corridas decisivas do ano passado, vindo, também, mais forte esse ano. Perguntado como seria o relacionamento com o companheiro de equipe, Nico Rosberg falou apenas em respeito. Para quem eram amigos de fé, irmão, camarada...

Atrás da Mercedes, deverá vir um grupo formado por três equipes brigando entre si para se aproveitar de algum erro dos prateados: Williams, Red Bull e Ferrari. A Williams sempre andou forte em 2014, mas vindo de seguidos anos no limbo, a tradicional equipe de Frank Williams derrapou em vários momentos decisivos e por isso, perdeu, com folgas, o segundo lugar no Mundial de Construtores para a Red Bull, mesmo sendo claramente o segundo carro mais rápido do pelotão. Agora mais entrosados, a Williams deverá aproveitar melhor as chances que terá, com uma dupla forte e homogênea, em Valtteri Bottas e Felipe Massa. Porém, para dar o próximo passo, a Williams deverá tentar sair da situação de equipe-cliente da Mercedes, como fez a McLaren. A Red Bull terá como principal desafio começar um ano sem duas peças-chave do sucesso da equipe nos anos dourados do time. Adryan Newey começou seu processo de aposentadoria da F1 e hoje é apenas um consultor da Red Bull, mas apesar de estar, teoricamente, na equipe, Newey estará vendo tudo de fora e verá seus antigos carros azuis sem o capacete mutante de Sebastian Vettel. O alemão não se entendeu com a nova geração da F1 e desmotivado, chegou a pensar em abandonar tudo, segundo Horner. Pensando em mudar tudo isso de verdade, Vettel deixou a Red Bull após anos de parceria, entregando o cargo de piloto líder da equipe para o sorridente Daniel Ricciardo, o único capaz de tirar uma lasca da Mercedes em 2014, com três vitórias. Terceiro colocado ano passado, Ricciardo mostrou muita velocidade, mas nesse ano ele terá a responsabilidade de liderar uma equipe que ainda chora por ter perdido o reinado da F1, a ponto de, cinicamente, Christian Horner reclamar que o domínio da Mercedes poderá afastar os fãs da F1. Mas quando a Red Bull dominava, os fãs não se afastavam, cara-pálida?

Para o lugar de Vettel, virá o russo Daniil Kvyat, piloto muito rápido, mas que ficou atrás do dispensado Jean-Eric Vergne no ano passado na forte briga interna da Toro Rosso. Mesmo não passando pelo martírio da pré-temporada passada, a Red Bull foi uma das equipes com menos quilômetros na Espanha e os motores Renault voltaram a dar problemas aqui e ali. Quem pareceu ter evoluído bastante foi a Ferrari. Vettel e Raikkonen sempre estiveram entre os mais rápidos e mostraram bastante confiabilidade durante a pré-temporada. Após um ano terrível, a Ferrari foi bem italiana e dispensou todo mundo, com Kimi Raikkonen sendo um dos poucos sobreviventes. Porém, todo mundo sabe que as atenções ferraristas estarão todas em Vettel, que vindo de passagem vitoriosa na Red Bull, irá para a Ferrari tendo a sombra da história de Michael Schumacher e a gloriosa campanha do alemão com a Ferrari. Porém, o mimimi de Vettel na Red Bull é preocupante, pois não será em 2015 que a Ferrari irá voltar a ganhar corridas, como Vettel se acostumou na Red Bull e o alemão haverá de ter muita paciência para voltar ao topo.

A Toro Rosso terá a dupla de pilotos mais jovem da história da F1, mas Carlos Sainz Jr não estará no foco das atenções. Max Verstappen fará sua estreia com 17 anos de idade, onde normalmente garotos como ele estão entrando na faculdade. O holandês mostrou muita consistência na pré-temporada e só se ouve elogios à seu respeito, mas um piloto tão jovem fez com que a FIA mudassem os critérios para entregar a famosa super-licença. O detalhe é que Jenson Button, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen imitarão Alain Prost e Riccardo Patrese, que em 1980 correram contra Mario Andretti e treze anos depois, enfrentaram Michael. Em 2003, Button, Alonso e Raikkonen deram muitas voltas no retardatário Jos Verstappen, pai de Max.

As três equipes que tem nítidos problemas financeiros tentarão sobreviver esse ano. A Lotus trocou a Renault, após uma parceria que durou vinte anos com os franceses, pela Mercedes. Mesmo com problemas financeiros, a Lotus deverá evoluir com a chegada do melhor motor da F1 e Grosjean tentará, mais uma vez, cavar um lugar numa equipe de ponta, enquanto Maldonado fará a alegria de funileiros em geral. Outro que tentará uma vaga num carro melhor será Nico Hulkenberg, mas a vida do alemão não será nada fácil, com a Force India atrasando a estreia do seu novo carro para a última bateria de testes em Barcelona, demonstrando a falta de dinheiro do time hindu, mesmo com os bem vindos dólares de Sergio Perez. A Sauber teve uma pré-temporada para lá de decente, com seus dois pilotos-pagantes completando muitos quilômetros na Espanha, mas o time suíço, nem Nasr e Ericsson, esperavam pelo processo movido por Giedo van der Garde tão em cima da hora.

Quem reestreia na F1 é a Honda, com a parceria com a McLaren. Tendo dois pilotos campeões mundiais, bastava que os japoneses acertassem no novo motor, por sinal, algo que eles mostraram durante a história serem mestres. Porém, um projeto ambicioso da McLaren, que desde 2012 não faz uma temporada decente, fez o trabalho para os eficientes japoneses ainda mais desafiador e o resultado foi uma pré-temporada horrível da McLaren-Honda, incluindo aí um acidente para lá de estranho com Alonso, que não estará presente em Melbourne. Por último, a Manor conseguiu uma sobrevida, também em cima da hora, e será a décima equipe do mundial sem ter feito um único quilômetro em 2015. Correndo (?) com seu carro de 2014, também colocará dois pilotos novatos (Will Stevens e Roberto Mehri) para fecharem o grid, até onde a Manor aguentará correr.

Se houver justiça na F1, a Mercedes ganhará esse campeonato de 2015, até mesmo com alguma facilidade, mostrando que 2014 ainda não acabou por completo, mesmo com as demais equipes terem crescido nesse meio tempo, mas os alemães não ficaram de braços cruzados e construíram um carro tão forte como o do ano passado, com o bônus de ser também mais confiável. Porém, nesse começo de ano, a justiça aparecerá na F1, literalmente, nos tribunais.