quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ele concordaria?

Em 1977, durante um Rally, Thierry Sabine quase morreu nas areias do deserto africano, quando se perdeu. O francês sobreviveu e pensou num Rally ainda mais insano do que competia na ocasião. Surgia dois anos depois o famoso Rally Paris-Dakar, rapidamente se tornando o maior Rally do mundo e também o mais perigoso, com várias mortes em todos os anos. Trinta anos atrás, num acidente de helicóptero, Sabine acabou sendo vítima do seu próprio Rally.

De 1986 para cá, o Rally Paris-Dakar se tornou ainda mais grandioso e famoso, mas infelizmente trouxe para si a atenção indesejada de terroristas e ladrões, que acabou maculando e ameaçando a famosa aventura até acabar em 2009, quando a inteligência francesa previu um maciço ataque à caravana do Dakar. À essa altura, o Rally nem começava mais em Paris e algumas vezes nem terminava em Dakar, capital senegalesa. Mas mantinha o nome Rally Dakar. Mesmo a cidade de Dacar sendo na África, o Rally se mudou de mala e cuia para a América do Sul, principalmente na Argentina.

Isso tirou todo o charme da aventura, além de ser um acinte à geografia. Sabine, amante da África e da aventura, ao ver o que se tornou o seu Rally Paris-Dakar, provavelmente não gostaria muito do resultado.  

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

E vamos quebrar tudo...

Na primeira corrida do AMA Supercross em Anaheim, tradicional etapa que sempre abre o campeonato, Weston Peick e Vince Friese não se entenderam muito bem numa curva e o resultado é uma briga digna da Nascar. O detalhe foi a passividade de Friese, que apanhou caladinho, caladinho...

sábado, 9 de janeiro de 2016

Que pena...

Pioneira. Assim pode se adjetivar Maria Teresa de Filippis. Com pouco mais de 20 anos e enfrentando todo o machismo dos anos 1950, essa napolitana começou uma carreira no automobilismo italiano, conseguindo algumas vitórias a ponto da Maserati contratar Maria, com a italiana estreando na F1 em 1958. Ela seria a primeira mulher a participar de um Grande Prêmio, na perigosa pista de Spa. Sem resultados, Maria Teresa de Filippis se aposentou em 1959, principalmente pela morte de seu mentor Jean Behra, só retornando ao mundo do automobilismo muitos anos depois, quando se juntou ao Clube de ex-pilotos de F1. Ontem, aos 89 anos, Maria Teresa de Filippis nos deixou, mais um piloto sobrevivente dos anos 1950 de F1 a falecer. Um clube cada vez menor. Mais importante, ao contrário de blefes como Giovana Amati, Danica Patrick ou Susie Wolff, Maria de Teresa de Filippis entrou para a história como uma pessoa que sempre tentou usar seu talento para se manter no mais alto nível do automobilismo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Que pena...

Não bastasse a péssima fase desde 2012 e o difícil começo de parceria com a Honda, a McLaren teve que lidar hoje com a morte de um dos seus maiores pilares na história. Tyler Alexander, que participou do começo da equipe McLaren junto com Bruce, faleceu hoje aos 75 anos de idade, após uma vida inteira dedicada ao automobilismo, principalmente com a equipe McLaren, de onde só saiu no final de 2008, quando se aposentou. Uma pena...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Panca da semana

Por muitos anos o Rally Paris-Dakar foi conhecido como o 'Rally da morte', sendo até mesmo condenado pelo Vaticano pela alta quantidade de mortes e feridos em sua competição anual pela África. Os anos passaram e o Rally Dakar saiu da África e se mudou para a América do Sul, mesmo ainda mantendo o nome da capital do Senegal. Porém, a alcunha de 'Rally da Morte' parece não descolar do Dakar. Mesmo não havendo mortos, esse acidente da chinesa Guo Meiling foi um dos mais impressionantes da história do Dakar.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Feliz Natal

E como normalmente acontece nas vésperas de Natal, abro mais uma vez um recesso no blog. O ano de 2015 foi de desafios, dificuldades e aprendizado, mas sempre com a esperança de que 2016 será bem melhor. Até mesmo na F1, principal foco aqui do blog. Para os amigos que acompanham esse humilde blog, um Feliz Natal e um 2016 cheio de saúde, paz e prosperidade!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Sem drama

A situação de Cacá Bueno na última etapa da Stock Car era crítica. Com mais de trinta pontos de desvantagem para Marcos Gomes, o piloto da Red Bull precisava de um verdadeiro milagre, mesmo a corrida em Interlagos tendo pontuação dobrada. E o drama ficou ainda maior pelos problemas com o piloto carioca no final de semana decisivo, culminando com a chuva que caiu em São Paulo bem no momento em que Cacá iria se classificar, jogando-o para as últimas posições do grid. Porém, a situação de Marcos Gomes, olhando unicamente a prova desse domingo, não era fácil, com problemas mecânicos e o filho mais novo de Paulo Gomes também sendo vítima da chuva no sábado. Contudo, Gomes largaria apenas uma posição atrás de Bueno.

E a corrida, no que tange o título, foi decidida nas primeiras curvas da corrida de hoje. Um toque no meio do pelotão na curva do Lago fez com que vários carros rodassem e Marcos Gomes fosse um dos envolvidos. Algumas curvas mais cedo, Cacá tinha tocado forte em Ricardo Maurício e avariado de forma definitiva seu capô. Mesmo corridas sendo corridas, a fatura ficou praticamente faturada para Gomes, que voltou à prova seis voltas atrasado, enquanto Cacá sofria com um carro mal acertado, os problemas em seu capô, prestes à voar e nas últimas posições, longe do quarto lugar que lhe seria suficiente para ser hexacampeão.

Como sempre, a Stock mostrou muitos toques (lembrando o apelido Stock-tock Car) e poucas emoções na pista. O pole Valdeno Brito teve problemas antes mesmo da largada e desobedecendo ordens de parar nos boxes, acabou desclassificado, dando a tranquila vitória para Átila Abreu, que venceu sem problemas. Fora as primeiras voltas e o Demolition Derby que aconteceu, a corrida transcorreu sem maiores emoções, numa prova que não foi um show de transmissão pela TV, muito focada no drama de Cacá Bueno, mas ao contrário do que dizia e insistia Sergio Maurício e Reginaldo Leme, a decisão do campeonato foi tudo, menos dramática. Era claro evidente que Marcos Gomes era campeão.

Filho da lenda da Stock Paulo Gomes, Marcos Gomes começou a carreira nos monopostos, mas sem muito destaque, preferiu a zona de conforto da Stock, onde teria o apoio valioso do seu pai, algo que seu irmão mais velho, o destrambelhado Pedro Gomes não usufruiu. Marquinhos sempre foi um piloto de ponta e brigou pelo título em 2008, só voltando a disputar agora o título com uma pilotagem bem sólida e constante durante todo o ano de 2015, conquistando o seu primeiro título com muitos méritos. E a família Gomes agora conta com cinco troféus guardados em Ribeirão Preto!