Hoje Sebastian Vettel deu uma entrevista que caiu muito bem para a atual F1. Numa analogia com o futebol, nas mesma medida em que há grandes jogos como o histórico Barcelona 6 x 1 PSG, há também Ceará 0 x 0 Guarani(Juazeiro) da última quarta. Resumindo, há ótimos e péssimos jogos de futebol em todo o mundo, mas não será por causa de um jogo ruim que se vai mudar o futebol. Assim é com a F1. Após uma corrida modorrenta na Austrália, o novo regulamento da F1 chegou em Xangai acusada de ter acabado com as ultrapassagens e a emoção. Muita gente já condenava a temporada 2017 após apenas uma corrida! Porém, o Grande Prêmio da China mostrou que a F1 voltou a um bom caminho ao aumentar a velocidade dos carros e fazendo com que os pilotos trabalhassem pelos os seus polpudos salários. Até o ano passado havia a reclamação de que haviam ultrapassagens demais, por causa da concepção dos carros, mas com a mudança para esse ano, os carros ficaram mais rápidos, robustos e a consequência foi a diminuição das ultrapassagens. É bastante difícil encontrar um equilíbrio, mas lutar para ultrapassar também é belo, mesmo que ela não aconteça. A corrida deste domingo ocorreu numa pista larga e com pontos claros de ultrapassagem. Para completar, a chuva apareceu para molhar a pista em seu começo. Se não teve a orgia de ultrapassagem do ano passado, o Grande Prêmio da China teve vários momentos altos e foi possível ver uma bela corrida de F1, mesmo com carros mais difíceis de se ultrapassar. Da mesma forma que não se pode condenar o regulamento por causa de uma corrida, também não se pode exaltar a F1 por causa da corrida do último domingo. Muito 'especialista', em especial o pessoal do Grandepremio.com.br, já acabou com a F1, caindo na velha armadilha de julgar após uma amostra tão pequena. A corrida de ontem foi ótima, assim como virão outras tão boas quanto, da mesma maneira que virão corridas tão ruins quanto Melbourne, porém, a F1 parece estar no caminho certo.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Figurão(CHN): Finlandeses
A Finlândia é conhecida como um verdadeiro celeiro de grandes pilotos e não dá para negar que Valtteri Bottas e, principalmente, Kimi Raikkonen são herdeiros verdadeiros de grandes lendas, em especial Mika Hakkinen na F1. No entanto, Bottas e Raikkonen tiveram uma jornada bastante desagradável na China, com atuações abaixo da crítica de ambos, onde mesmo com os dois melhores carros destacados do pelotão, foram superados pelos dois carros da Red Bull sem maiores problemas. Bottas vinha andando no ritmo dos líderes, quando caiu algumas posições ao esperar o líder Hamilton fazer sua troca de pneus durante o safety-car, mas o pior ainda estaria por vir, quando o novo piloto da Mercedes cometeu, definido pelo próprio nórdico, um erro de amador ao rodar enquanto estava no regime de safety-car, saindo do top-10 e tendo que remar até chegar ao sexto lugar, colado no seu compatriota Raikkonen. Chega a ser irritante a incapacidade de Raikkonen fazer uma ultrapassagem nos últimos anos, principalmente em sua segunda passagem pela Ferrari. Kimi ficou empacado atrás de Daniel Ricciardo e mal se viu tentativas de ultrapassagem por parte do finlandês, que segurou por várias voltas seu companheiro de equipe, até Vettel perceber que Kimi não faria nada e não apenas ultrapassou Raikkonen, como deixou Ricciardo para trás numa bela ultrapassagem. Mesmo com o australiano fragilizado, Raikkonen ficou atrás do carro da Red Bull, terminando atrás dos carros austríacos, começando comentários de que a cúpula da Ferrari já se impacienta com ele. A situação de Bottas não chega ser tão ruim quanto a de Kimi, mas ambos já parecem definitivamente relegados à situação incômoda de segundos piloto de suas equipes.
domingo, 9 de abril de 2017
Banquete dos mendigos
Numa categoria dominada fortemente há tantos anos por um trio de ferro (Penske, Ganassi e Andretti), a temporada 2017 começou com um desenho, no mínimo, exótico. Após duas etapas, o líder do campeonato é Sebastien Bourdais, da eterna nanica Dale Coyne. O talentoso francês tem uma vitória e um segundo lugar, conquistado hoje em Long Beach, ficando atrás do canadense James Hinchcliffe, da pequena Smith&Peterson. Só depois apareceram pilotos de Ganassi e Penske, incluindo o grande perdedor do dia, Scott Dixon.
Quando Helio Castroneves largou muito mal vindo da pole, Scott Dixon imediatamente tomou a ponta da corrida e era o grande favorito à vitória, podendo descontar a decepção em Saint Petersburg, quando era o piloto mais rápido da pista, mas acabou atrapalhado pela estratégia. E foi novamente pelas complicadas táticas das corridas da Indy que Dixon perdeu outra corrida. Ainda no começo da corrida Marco Andretti apareceu lento na pista e tudo levava a crer que a bandeira amarela apareceria. Mesmo com uma liderança tranquila, frente à Andretti de Ryan Hunter-Reay, Dixon foi chamado aos boxes, indicando que pararia três vezes (quando o normal seriam duas), aproveitando a bandeira amarela que viria. O problema foi que essa bandeira amarela não veio...
A corrida passou a ser dominada pelo trio Hunter-Reay, James Hinchcliffe e Alexander Rossi. Os três andavam sempre próximos, enquanto Dixon tentava recuperar o prejuízo andando o mais rápido possível. Porém, os esforços do neozelandês não pareciam frutíferos, enquanto o dia da Andretti pioraria no final da corrida. Na última rodada de paradas, Hinchcliffe conseguiu superar Hunter-Reay, enquanto Rossi abandonava por problemas mecânicos. No finalzinho da corrida, quando parecia que haveria uma briga entre Hinchcliffe e Hunter-Reay, o americano da Andretti encostou com problemas. Aparentemente os problemas de Marco, Rossi e Hunter-Reay foi de motor, indicando que a Honda forçou para conseguir potência, mas se esqueceu da confiabilidade.
Uma relargada nas últimas voltas deixou o final tenso, mas Hinchicliffe soube controlar bem Bourdais, que fez outra belíssima corrida, e venceu pela primeira vez desde o seu gravíssimo acidentes nos treinos das 500 Milhas de Indianápolis. O canadense é uma espécie de Ricciardo da Indy, sempre sorrindo e mostrando muito talento. Hinch saiu da Andretti e foi para uma equipe pequena, onde quase morreu, mas deu a volta por cima, vencendo pela primeira vez em dois anos. Os brasileiros tiveram uma corrida para esquecer, particularmente Tony Kanaan, que não se entendeu com o carro durante todo o final de semana e ainda teve um pneu furado quando lutava pela 11º posição. Não devemos esquecer que Dixon, seu companheiro de equipe, tinha o carro mais rápido do pelotão...
Newgarden, Dixon e Pagenaud, todos correndo pela Penske ou Ganassi, chegaram logo atrás de Hinchcliffe e Boudais, mostrando o equilíbrio dessa temporada na Indy.
Entre mortos e feridos
Assim como na F1, a MotoGP também espera ansiosamente por um duelo na pista em 2017. Se Lewis Hamilton e Sebastian Vettel já tiveram um ligeira disputa nas primeiras voltas de Melbourne, ainda não houve uma disputa direta entre Marc Márquez e Maverick Viñales em 2017. Os dois jovens espanhóis já despontam como o futuro da MotoGP e com as melhores motos do plantel, Viñales e Márquez ainda brigarão por muitas vitórias no futuro e hoje essa peleja tinha tudo para acontecer, mas a queda de Márquez quando liderava e Viñales tinha acabado de assumir a segunda posição pôs tudo a perder, mas o piloto da Yamaha não tem nada a reclamar e com essa vitória, já começa a colocar uma boa vantagem sobre os rivais na luta pelo campeonato.
A corrida em Termas de Rio Hondo foi bastante acidentada e das equipes oficiais, apenas Yamaha, que sem surpresa completou a dobradinha, e KTM completaram a corrida com seus dois pilotos. Honda, Ducati e Aprilia ficaram pelo caminho, sendo que Iannone teve que pagar um Ride Through e chegou em último, enquanto seu companheiro de equipe na Suzuki Rins também caiu. Isso deixou a vida da Yamaha bem mais fácil, principalmente quando Marc Márquez reviveu a si próprio em 2015 e caiu sozinho, quando tinha mais de 2s de vantagem na ponta. O espanhol da Honda tinha feito a pole, disparado na largada e parecia rumo à vitória quando caiu na curva 2, mesmo local em que seu companheiro de equipe Pedrosa caiu algumas voltas mais tarde. Nesse momento, Viñales tinha acabado de ultrapassar Cal Cruthlow e de uma tacada só, assumia a ponta da corrida. Maverick tinha sido atrapalhado pela chuva na classificação, mas no warm-up já tinha feito o melhor tempo e rapidamente se estabeleceu na briga pela vitória, que nem foi tão brigada pela queda de Márquez. O jovem espanhol da Yamaha começou 2017 com duas vitórias e o 100% de aproveitamento o deixa numa situação já confortável na briga pelo título.
Correndo pela 350º no Mundial de Motovelocidade, Valentino Rossi mostrou a garra de quando estreou no já longínquo 1996 nas 125cc. Rossi passou o final de semana reclamando de sua moto, mas quando a luz verde apareceu, o italiano mostrou a velha classe para, se não teve condição de vencer, saber superar o perigoso Cal Cruthlow, que salvou a honra da Honda ao subir ao pódio. Viñales parecer ser rápido demais para Rossi, mas nem por isso o italiano deixará de lutar. Cruthlow já pode ser considerado o segundo piloto da Honda, enquanto Pedrosa continua seu calvário em ser superado seguidamente por seus companheiros de equipe. Falando em calvário, Lorenzo provou o quão ruim pode ser largar tão para trás no grid ao abarroar Andrea Iannone na primeira curva e ficar de fora da corrida rapidamente. Para quem sonhava em repetir Rossi em 2004, quando estreou na Yamaha vencendo contra todos os prognósticos, esse começo de Lorenzo na Ducati é assustador.
Maverick Viñales foi o nome da corrida, mesmo não tendo lutado pela vitória com Márquez, mas com tantos acidentes, numa pista fria e perigosa, o piloto da Yamaha apenas usou todo o potencial que tem em mãos para vencer mais uma vez e se tornar, na primeira vez com uma equipe realmente competitiva, o grande favorito do campeonato de 2017.
O troco
Duas semanas depois da modorrenta abertura da temporada 2017, a F1 viu um Grande Prêmio da China bem diferente, num circuito mais propenso a ultrapassagens, mesmo os carros nitidamente mais sensíveis à turbulência. Outra diferença, essa mais importante no que tange o campeonato, Lewis Hamilton se recuperou da derrota em Melbourne e praticamente de ponta a ponta, venceu pela primeira vez nesse ano, mas numa bela recuperação, Vettel arrancou para o segundo lugar e deixou empatado o campeonato. A Red Bull deu sinal de vida, ainda mais com o impressionante Max Verstappen, que saiu de 17º no grid para terceiro, tornando o pódio com três equipes diferentes.
A perspectiva de chuva se confirmou em Xangai, mesmo que numa intensidade muito mais baixa do que o esperado, mas que permitiu que a nuvem que pairava de um possível cancelamento fosse embora. Todos os pilotos, com exceção de Carlos Sainz, largaram com pneus intermediários e Hamilton já começou mostrando serviço ao largar bem e se estabelecer na ponta, enquanto Vettel teve que forçar a barra para garantir a segunda posição. Mais atrás, Verstappen começava seu show particular quando já aparecia entre os dez primeiros depois de poucas curvas. As primeiras voltas, com a pista ainda muito escorregadia, foram as mais confusas da corrida, com um período de safety-car virtual pelo toque recebido por Stroll por parte de Sérgio Pérez, enquanto o novato Antonio Giovinazzi rodou na relargada, trazendo o safety-car 'real'. Esses movimentos definiram a corrida. Na primeira intervenção, Vettel colocou pneus slicks e se não chovesse, se daria muito bem, mas com a segunda intervenção, todos os pilotos da ponta trocaram seus pneus e o alemão da Ferrari acabou prejudicado pela estratégia, como havia acontecido com Hamilton na Austrália. Em quinto, Vettel pouco poderia fazer para atacar Hamilton, que liderou soberano a prova inteira, vencendo pela primeira vez em 2017. Ao contrário dos últimos anos, a grande diferença da vitória do inglês da Mercedes foi que ele forçou o tempo inteiro, levando seu carro ao limite para se manter a frente dos rivais. Após a relargada, foi bonito de se ver os cinco primeiros colocados andando juntos.
Correndo em quinto e preso atrás de vários pilotos, Vettel deu um verdadeiro show de ultrapassagens, mesmo que demorasse um pouco demais para começa-lo. O alemão partiu para cima de Raikkonen com decisão, meio que deixando claro que não houve uma ordem vinda dos boxes. Com o sempre duro Ricciardo a situação foi diferente e a briga entre os dois ex-companheiros de equipe foi o ponto alto da prova, com Vettel sabendo usar o maior potencial do carro numa manobra belíssima por fora, com Ricciardo dando pouco espaço para Vettel e um toque entre ambos acabou acontecendo, mas sem maiores consequências. Menos mal para Vettel que ele não precisou de muito trabalho para deixar o sempre agressivo Max Verstappen para trás, com o holandês errando a freada e com pista livre, andou no mesmo ritmo de Hamilton, mostrando que se não fossem as circunstâncias do começo da prova, a corrida seria um duelo mano a mano entre os dois multi-campeões, algo que ainda está pendente em 2017, mas que deverá vir logo. Os dois finlandeses foram a grande decepção da corrida. Raikkonen atrapalhou a estratégia de sua equipe pela incapacidade de Kimi fazer uma ultrapassagem na pista, principalmente desde que retornou à Ferrari. Mais rápido do que Ricciardo, Raikkonen foi incapaz de deixar o australiano para trás e foi ultrapassado de forma decidida pelo companheiro de equipe Vettel, que meio que mostrou ao veterano nórdico como se faz. Bottas foi ainda pior, quando rodou durante o safety-car e se viu no meio do pelotão. Bottas efetuou várias ultrapassagens, mas estava longe demais para sequer acompanhar o ritmo dos ponteiros, ficando empacado atrás do compatriota Raikkonen no final da prova. Com provas como essa, Raikkonen e Bottas vão ficando cada vez mais claros como segundos pilotos de suas respectivas equipes.
Agora, o que dizer de Verstappen? O holandês deu outro show em uma situação difícil de corrida, mostrando um 'car control' impressionante. A primeira volta de Max foi de se aplaudir de pé e ajudado pela estratégia, já aparecia em terceiro, depois de largar em 16º! O holandês fez uma ultrapassagem corajosa em cima de Ricciardo e deu a pinta que poderia atacar Hamilton, mas quando seus pneus supermacios foram embora, ele perdeu rendimento. Sem ritmo para acompanhar Hamilton e Vettel, Verstappen segurou bem as investidas de Ricciardo no final para garantir um importante pódio numa pista que não parecia muito boa para a Red Bull. Mordido pela ultrapassagem sofrida por Verstappen no começo da corrida, Ricciardo foi para cima com decisão para cima do seu companheiro de equipe, garantindo a tensão nas voltas finais. No último giro, Daniel tentou a ultrapassagem definitiva, mas Verstappen se defendeu bem. Ricciardo sabe que tem um fenômeno ao lado dos boxes e para não ser engolido por ele, o australiano tem que sempre correr no seu limite.
Sainz arriscou o pneu slick na largada, caiu para último, rodou, mas quando vieram os dois safety-cars seguidos, o jovem espanhol apareceu em sexto e andando no mesmo ritmo de Ricciardo e as duas Ferraris que vinham à sua frente. Incapaz de segurar Kimi e Valtteri nas voltas finais, Sainz garantiu com uma bela exibição o título de melhor do resto, enquanto Kvyat abandonou no começo da prova. Magnussen garantiu os primeiros pontos da Haas, mostrando a importância de ter dois pilotos competitivos no seu plantel. Numa exibição apenas regular de Grosjean, principal piloto da equipe, a Haas teve em Magnussen numa segunda alternativa para marcar preciosos pontos, algo que não tinha quando tinha no seu cockpit o horrível Esteban Gutierrez. Falando em mexicano, Sergio Pérez bateu em Stroll na primeira volta, num incidente que no ano passado lhe garantiria uma punição, mas com a nova F1 em que não é qualquer faltinha em que o juiz apita, o mexicano garantiu mais pontinho para ele e a Force India, com Ocon chegando logo atrás, mostrando todo o potencial do jovem francês. Duas corridas e duas pontuações para o novato.
Hulkenberg tinha tudo para pontuar com a Renault, mas o alemão acabou atrapalhado pela tática e ficou pelo numa situação parecida com a da Austrália, onde ficou na bica de pontuar, mas acabou chupando o dedo. O horrível Palmer chegou logo atrás, mas o inglês rodou quando colocou pneus slicks e levou algumas ultrapassagens. Largando em sexto, a expectativa era boa para Massa, mas a chuva, velha inimiga do brasileiro (e da Williams) acabou arruinando a prova do brasileiro, que fez uma corrida bem ruinzinha para acabar fora da zona de pontuação. A Sauber, como esperado, foi a fona com Marcus Ericsson. A McLaren se safou com o talento grandioso de Fernando Alonso, que estava confortavelmente na zona de pontos quando teve uma quebra. Menos mal que não foi motor, mas é triste ver Alonso onde está e o potencial de brigar que o espanhol poderia trazer à F1 se tivesse um equipamento minimamente competitivo.
O cumprimento de Hamilton e Vettel dá a noção que ambos sabem que são as grandes estrelas do ano e podem fazer de 2017 um ano inesquecível. Após apenas uma corrida, muitos ditos 'especialistas' já estavam condenando a F1-2017, se esquecendo das particularidades de Melbourne, sede da primeira etapa do ano. Além das críticas terem vindo após apenas uma corrida. É incrível que gente experiente ainda caía nessa armadilha, apesar de que outros interesses façam esses 'especialistas' critiquem de forma tão aberta a F1 e defendam outras categorias bem ruins. Porém, da mesma forma que não se pode criticar demais a F1 por uma corrida, não pode exaltar a categoria pela bela corrida de hoje. Porém, o troco que Hamilton deu em Vettel, com ambos andando em um nível altíssimo, mostra que o potencial de um bom ano está lá!
sábado, 8 de abril de 2017
Repetição
O grid do Grande Prêmio da China está bem parecido com o da primeira etapa, em Melbourne. Na primeira fila, os dois grandes concorrentes ao título, com Hamilton levando vantagem sobre Vettel. Na segunda fila, os dois finlandeses coadjuvantes de Mercedes e Ferrari, com Bottas novamente superado por muito pouco por Vettel. Em quinto, uma Red Bull, no caso, Daniel Ricciardo, enquanto a outra Red Bull, dessa vez Max Verstappen, ficou pelo caminho por problemas. Em sexto, o melhor do compacto e interessante pelotão intermediário, hoje, Felipe Massa, mostrando a boa forma do piloto da Williams.
Num treino em que não vi, Hamilton ficou apenas a duas poles de igualar seu ídolo Ayrton Senna no ranking histórico de poles (sinceramente, me causa receio a frescura que será quando Hamilton alcançar sua pole de número 65...) e mostrar que, em ritmo de classificação, a Mercedes ainda está um passo à frente da Ferrari, demonstrado pelo bom tempo de Bottas, que por um milésimo não tirou Vettel da primeira fila. A Red Bull se encontra numa situação em que não ataca e nem ataca ninguém, correndo solitária como terceira força destacada da F1. Uma situação cômoda à primeira vista, mas bastante desconfortável para um time que esperava brigar com a Mercedes pelo título. E os austríacos ainda são assombrados pela confiabilidade do motor Renault. Bem atrás da Red Bull, vem o animado pelotão intermediário, com vários pilotos de equipes diferentes lutando para ser o melhor do resto. Usando sua experiência, Massa vem se sobressaindo frente aos demais, enquanto Stroll fez uma classificação aceitável e foi para o Q3, junto com a Renault, que finalmente chegou à esse estágio após um bom tempo. Era esperado um vexame da McLaren, mas a grandeza da equipe e de Fernando Alonso quase puseram o espanhol no Q3, o que seria um verdadeiro feito para um motor Honda raquítico na segunda maior reta da temporada.
Porém, tudo isso pode, literalmente, ir por água abaixo. A neblina cancelou o treino de sexta a expectativa é de mais chuva no domingo. Se não tiver neblina, podemos ter corrida e teremos a oportunidade de ver os novos carros (que quebraram o recorde de 2004) em pista molhada e talvez ver um ainda maior equilíbrio. Mas se a neblina descer...
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Que pena...
A família Parnell sempre esteve envolvida com a velocidade. Reg participou da primeira corrida da história da F1, convidado pela dominante Alfa Romeo no GP inaugural em Silverstone, onde Reg Parnell conseguiu um pódio. Seu filho Tim tentou a sorte como piloto, mas logo ficou claro que ele levava mais jeito fora das pistas e aos 32 anos, assumiu a equipe do seu pai. Porém, as equipes ditas oficiais já dominavam o cenário e em 1970, Tim Parnell se tornou manager da BRM, equipe contemporânea do seu pai, que desejava voltar aos bons tempos, mas infelizmente não conseguiu. Tim Parnell foi chefe proeminente durante os anos 1960 e 1970. O inglês faleceu hoje, aos 84 anos de idade.
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