quinta-feira, 15 de março de 2018

Eterno Vale

No dia em que a MotoGP se prepara para a abertura da temporada 2018, a Yamaha anunciou que Valentino Rossi renovou contrato com a equipe por mais dois anos. Até 2020, quando terá 41 anos de idade, Rossi estará competindo em alto nível contra os melhores pilotos do mundo e provavelmente conseguirá algumas vitórias nesse meio tempo.

Quando 2020 terminar, Rossi estará completando sua 25º temporada no Mundial de Motovelocidade, sendo 21 na categoria rainha. Se não é um recorde, é uma marca expressiva no esporte de alto nível. Rossi passou por vários tipos de motos e regulamentos. Sua geração se aposentou há vários anos e a posterior (Lorenzo, Pedrosa e Doviziozo) já passaram dos 30 anos de idade. Pedrosa já está em sua 13º temporada na Honda e está cheio de cabelos brancos. A nova geração, capitaneada por Marc Márquez, cresceu vendo os feitos de Rossi e não demorará a ter pilotos no mesmo grid do lendário italiano que poderiam, sem forçar demais a barra, ter a idade de um filho de Vale.

A temporada 2018 que se inicia no Catar começa com a marca do equilíbrio, algo que se vê na MotoGP há vários anos e por isso sempre digo que estamos no meio da terceira Era de ouro do Mundial de Motovelocidade. Ao contrário da F1 (mesmo que de forma exagerada), não há toques de saudosismo na MotoGP, pois se sabe que as corridas e campeonatos atuais são de altíssimo nível.

Márquez tentará o pentacampeonato na MotoGP e para isso contará com a mesma arma que o fez conquistar os títulos anteriores: o poderio da Honda. A pré-temporada não foi brilhante para a Honda, mas há quem diga que muito foi escondido do verdadeiro potencial da marca japonesa e tendo como companheiro de equipe o quase ex-piloto em atividade Daniel Pedrosa, Márquez será a ponta de lança da Honda em mais essa temporada. A Ducati foi a maior rival da Honda em 2017. O que já foi surpreendente, mas a surpresa maior foi o fato de Doviziozo ter brigado, algumas vezes palmo a palmo, com Márquez pelo título. Piloto discreto em toda a sua carreira, o ano passado foi um marco para o italiano e bem mais valorizado, já é tratado como favorito em 2018, enquanto Lorenzo ainda procura obter mais espaço dentro da Ducati, mesmo tendo um dos maiores salários da MotoGP.

A Yamaha viveu um ano de altos e baixos, demonstrando a falta de maturidade de Maverick Viñales nos momentos mais críticos do ano, quando o jovem espanhol aparentou um certo desespero quando a Yamaha não estava bem em determinadas pistas ou momentos do final de semana. Quando tudo corria bem, Viñales venceu corridas e mostrou muita velocidade, mas se quiser ser o rival de Márquez no futuro, Maverick precisa evoluir muito, mas ainda há muito tempo para o espanhol. Rossi não tem a mesma velocidade do seu apogeu há muitos anos, mas o italiano ainda tem carisma o suficiente para mostrar um belo serviço com a Yamaha, que o idolatra, o mesmo acontecendo com o resto da MotoGP.

A KTM tentará dar um passo à frente, mesmo tendo mantido Bradley Smith, numa situação muito parecida da Honda ter renovado com Pedrosa. A Aprilia sofreu na pré-temporada, o contrário acontecendo com a Suzuki. Depois de um 2017 desapontador, a Suzuki conseguiu belos resultados na pré-temporada, fazendo a equipe sonhar em ter os bons momentos quando tinha no seu plantel Maverick Viñales. O problema é a juventude de Alex Rins e o destempero de Iannone. Após um belo trabalho em 2017, Zarco terá muitos olhos em cima dele, pois se ele repetir o que fez em seu ano de estreia, a satélite Tech 3 ficará pequena demais para o francês.

Espera-se outro ano de muitas corridas emocionantes e um campeonato decidido na prova final, algo que vem normalmente acontecendo com a MotoGP. Com várias motos competitivas e pilotos de gabarito, 2018 tende a ser espetacular igual aos outros anos. Com a cara do eterno Valentino Rossi. 

domingo, 11 de março de 2018

Que pena...

Quando a TV Globo transmitiu algumas provas do Mundial de Motovelocidade na categoria 500cc em 1997, muitas vezes passava-se o VT das emocionantes voltas finais das 250cc, pois chamavam a atenção as impressionantes as disputas da categoria menor. Além de Massimiliano Biaggi, outro piloto que se destacava nas 250cc vinte anos atrás era o alemão Ralf Waldmann. Piloto já experiente, Waldmann perdeu o título daquele ano para Biaggi por apenas dois pontos numa disputa que entrou para a história do Mundial, onde a maiorias das provas sempre eram definidas nas últimas curvas. Assim como o italiano, Waldmann subiu para as 500cc em 1998, mas longe de repetir o sucesso do seu rival, logo o alemão voltou para as 250cc. Waldmann era típico piloto das antigas, onde ficava vários anos na mesma disciplina, não tendo muita pressa para subir de categoria. Waldmann ficou no Mundial de Motovelocidade por mais de quinze anos, principalmente na categoria intermediária, onde conquistou a maioria de suas vinte vitórias. Por sinal, sua última vitória no Mundial foi épica. No mesmo dia em Donington Park onde Valentino Rossi venceu pela primeira vez na categoria principal no ano 2000, Waldmann saiu de 21º para 1º em poucas voltas, ultrapassando Olivier Jacque na última curva com pista molhada. O alemão ainda participou de corridas eventuais até 2002, fazendo em breve regresso em 2009. Waldmann era comentarista da MotoGP na TV alemão, mas ele foi encontrado morto ontem aos 51 anos de idade, provavelmente por um ataque cardíaco. Uma pena para o motociclismo mundial...

Se acostumando

A Indy estreou uma nova Era hoje com os novos kits universais, onde Chevrolet e Honda só se preocuparão com os motores, enquanto a Dallara não construirá somente os chassis, mas também toda a aerodinâmica do novo carro, que ficou bem mais bonito em comparação ao anterior. Como todo recomeço, a Indy viu muitas surpresas e um domínio da Honda, algo que era até esperado, pois os japoneses já tinham o melhor motor desde o ano passado, mas sofriam com seu kit aerodinâmico. E falando em aerodinâmica, os pilotos sofreram para se acostumar com um novo carro com bem menos downforce do que o anterior. Houve muitas rodadas e com isso, bandeiras amarelas em profusão, truncando bastante a primeira metade da corrida em Saint Petersburg.

Se nos treinos houve chuva, o sol imperou na Flórida e com isso esperava-se que a turma de Penske e Chip Ganassi fosse para a frente. Ledo engano. O melhor piloto Penske no grid, Will Power, rodou bisonhamente ainda na segunda curva da corrida, enquanto o trio de novatos dominaram a primeira parte da corrida. Jordan King e Matheus Leist foram caindo, mas o canadense Robert Wickens teimosamente permanecia na ponta da corrida. Para quem não conhecia Wickens, o canadense da Smith Peterson tem um carreira premiada em categorias de base na Europa, incluindo um vice-campeonato da GP3 e o título na World Series em 2011, onde conseguiu ser piloto de testes da Marussia na F1, além de atrair a atenção da Mercedes, que o deixou sobre sua asa durante vários anos, colocando Wickens no DTM, mas nunca lhe dando uma chance na F1, mesmo o canadense sendo um talento puro.

Com 28 anos de idade, Robert Wickens está longe de ser um novato no automobilismo e nesses anos todos correndo no DTM, não perdeu a mão nos monopostos. Em sua estreia na Indy, Wickens deu um show e liderou a maior parte da prova. Seu rival de hoje era um antigo conhecido seu. Contemporâneo dos tempos da GP3, Alexander Rossi ficava sempre num perigoso segundo lugar. Enquanto isso, Sebastien Bourdais, que venceu ano passado, dava o pulo do gato ao fazer uma parada mais cedo e se colocar num bom terceiro lugar nas voltas finais, mas como economizava combustível, o francês mais se defendia de Graham Rahal do que atacava os líderes. 

Mesmo com uma Era nova, a Indy não muda uma coisa: as bandeiras amarelas. E foram elas que decidiram a corrida no final. Rossi havia errado e estava já 3,5s atrás de Wickens quando veio a primeira bandeira amarela nas voltas finais. O canadense relargou bem, mas veio outra bandeira amarela e Wickens se viu atacado por Rossi, que tentou de tudo na curva um. Não deu certo e o inevitável toque destruiu a corrida de Wickens, que bateu no muro e sua bela estreia terminou ali. Rossi quase bateu, mas perdeu posições para Bourdais e Rahal.

Numa corrida estratégica, Bourdais voltava a vencer após seu terrível acidente em Indianápolis pela pequena Dale Coyne com uma grande dose de sorte. O veterano francês ainda tem bastante lenha para queimar, mas com 39 anos de idade, dificilmente uma equipe grande irá contrata-lo. Porém, as equipes grandes foram coadjuvantes em Saint Petersburg. O melhor carro da Penske (e também da Chevrolet) foi com o atual campeão Josef Newgarden num discreto sétimo lugar, com Power logo atrás. Pagenaud teve uma parada ruim em sua primeira visita aos boxes e terminou num opaco 13º lugar. Scott Dixon esteve irreconhecível, batendo um Takuma Sato numa tentativa de ultrapassagem para lá de otimista e ainda assim o piloto da Ganassi salvou um sexto lugar. Tony Kanaan rodou nas primeiras voltas e nunca ameaçou brigar por alguma coisa, o mesmo acontecendo com Penske e Chip Ganassi.

Nesse primeiro momento, a Indy mostrou um equilíbrio enorme, onde das equipes tradicionais, apenas a Andretti andou bem, porém foi um piloto da Andretti (Rossi) que estragou o dia do melhor piloto da corrida, o novato Robert Wickens. Sebastien Bourdais não tinha nada com isso e voltou a vencer. 

Parabéns a Rubens

Não tive a oportunidade de assistir a prova da Stock ontem por motivos futebolísticos (estava no Castelão), mas soube que a corrida de duplas desse ano foi a melhor dos últimos tempos, com vitória do atual campeão Daniel Serra ao lado do convidado João Paulo de Oliveira. Porém, o segundo colocado foi o mais festejado após a corrida. Ao lado do português Filipe Albuquerque, Rubens Barrichello chegou ao pódio de uma corrida marcante em sua vida.

De forma surpreendente, Rubens Barrichello anunciou no começo desse ano que estava internado nos Estados Unidos com suspeita de AVC. Um vídeo gravado nas redes sociais e tudo parecia bem. Porém, mesmo sendo uma suspeita, o caso de Barrichello não foi tão banal assim e ele teve que fazer um teste para poder correr em Interlagos nesse final de semana e chegar ao pódio. "Do problema que eu tive, 14% saem como eu", falou um emocionado Rubens após a corrida. "E ainda fiquei dois décimos mais rápido!"

As pessoas ainda criticam muito Rubens Barrichello, mas sua recuperação rápida e sem sequelas já é uma de suas maiores vitórias.  

quinta-feira, 8 de março de 2018

Renovações

Nos últimos anos, a Indy se caracterizou por manter os mesmos nomes como estrelas e com isso, houve um envelhecimento do grid em geral, apesar de formar algumas referências. No entanto, o tempo passa para todos e aos poucos a Indy vai renovando seu grid, incluindo os pilotos de ponta. 

Um exemplo aconteceu com a Penske, onde não foi surpresa a saída de Helio Castroneves. Com apenas uma vitória nos últimos três anos e claramente em decadência, principalmente em ritmo de corrida, o brasileiro de 42 anos foi sacado da Penske na Indy e rumou para o projeto da própria Penske na IMSA. Após três anos de fracasso na Ganassi, o veteraníssimo Tony Kanaan achou abrigo na equipe Foyt, a pior da Indy nos últimos dois anos da categoria.

A representação da renovação da Indy está em seu atual campeão. Josef Newgarden estreou na Penske arrombando a porta e ao superar seus tarimbados companheiros de equipe logo em sua estreia em equipe grande, o americano conquistou não apenas o título, mas o possível trono de novo astro do automobilismo americano, pois além de rápido, Newgarden é carismático e faz sucesso nas redes sociais, requisitos as vezes mais importantes do que mostrar velocidade dentro da pista. Scott Dixon já marcou seu nome na história da Indy com quatro títulos e uma vitória em Indianápolis, mas o neozelandês pode ser chamado de picolé de chuchu facilmente, de tão sem graça que é fora das pistas, mesmo sendo provavelmente o piloto mais completo da Indy.

A categoria passará por outro tipo de renovação. O feio carro da Dallara que está na Indy desde 2012 será substituído por um modelo claramente inspirado pelos belos modelos dos anos 1990. O carro ficou mais bonito, além de ter menos downforce, o que agradou aos pilotos, mas o ponto que pode mexer no status quo da Indy é o fim dos kits aerodinâmicos. Agora com todos os carros iguais, a única diferença será no motor, acabando com a vantagem que a Chevrolet tinha nesse quesito, o que ajudou a Penske dominar a Indy nos últimos anos. 

Mesmo com a saída de Helio Castroneves (que apenas voltará para as corridas em sua especialidade, que são as provas em Indianápolis), a Penske está longe de ser menos favorita. Até pelo contrário. Com a saída do seu elo mais fraco, a Penske contará com três pilotos que foram campeões recentemente e somente a rivalidade crescente entre Newgarden, Pagenaud e Power pode atrapalhar os planos de Roger Penske se sagrar campeão novamente no cinquentenário de sua equipe imortal. Como sempre, a grande rival da Penske será a Ganassi, que lutou apenas com Scott Dixon ano passado mesmo contanto com quatro carros. Com o esquema cortado pela metade, a Ganassi se concentrará unicamente em Dixon, enquanto o novato Ed Jones ficará com o papel de discípulo de Dixon e coadjuvante do mesmo.

Apesar dos cortes das duas principais equipes, o grid da Indy cresceu. A Rahal Letterman agora terá um segundo carro e Takuma Sato garantirá a atenção da Honda na equipe de Bobby Rahal. A Andretti tenta emplacar Alexander Rossi como o anti-Newgarden, pois o jovem americano tem todas as ferramentas de Newgarden para poder ser o rival do atual campeão no futuro. Hunter-Reay começa a entrar em declínio, Marco Andretti já não tem a confiança do próprio pai e Zach Veach é uma incógnita. A Smith Peterson correrá com a dupla canadense James Hinchcliffe e Robert Wickens, egresso de bons trabalhos na Europa. A Dale Coyne permanecerá com Sebastien Bourdais como esteio da equipe, enquanto o segundo cockpit terá o velho rodízio de quem dar mais. Entre esses pilotos está Pietro Fittipaldi, que estreará na categoria onde seu avô fez o nome anos atrás.

Mesmo com a perca de Castroneves e o praticamente rebaixamento de Kanaan, o Brasil terá a presença da promessa Matheus Leist, que poderá ser o futuro brasileiro na Indy. Após vencer a F3 Inglesa (meio fake, diga-se...) em 2016, o brasileiro desistiu da Europa e estreou na Indy Lights ano passado com vitória, mas com uma temporada bastante irregular. Um segundo ano era o mais acertado na categoria de base, mas como a Indy ainda aposta muito no mercado brasileiro, o jovem gaúcho estreará na Indy pela Foyt ao lado de Tony Kanaan, que tem mais do que o dobro de sua idade e por isso, deverá ajudar bastante à Leist a aprender os macetes da Indy.

Porém, boa parte da temporada da Indy não terá a atenção devida. A Bandeirantes dispensou o ótimo Teo José e com um programa com Datena ocupando toda a tarde de domingo, é bem provável que a Indy passe praticamente a temporada inteira no Bandsports. Sem o mesmo apelo da F1, o futuro da Indy no Brasil chega a ser ainda mais sombrio do que a F1, mesmo a Indy ainda tendo quatro brasileiros contra nenhum piloto tupiniquim na F1 em 2018.

Com o desafio dos carros novos e novos pilotos despontando como estrelas no futuro, a Indy começa 2018 renovada e com esperanças de que dias melhores já estão vindo. Pena que o Brasil possa ficar de fora dessa festa.

domingo, 4 de março de 2018

Briga alternativa

Quando se fala na década de 1970 na F1, logo vem à mente três pilotos: Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi e Niki Lauda. Dono de seis títulos no total nesse período (Stewart venceu pela primeira vez em 1969 e Lauda o último em 1984), esses três pilotos foram as grandes estrelas da F1 naqueles tempos, mas haviam piloto que transcendiam um pouco a eficiência mostrada por esses trio de gigantes. Numa época em que a aerodinâmica não tinha tanto peso no desempenho do carro, pilotos agressivos muitas vezes se sobressaíam com suas derrapagens controladas e ganhavam fãs em todo o mundo. Clay Regazzoni, James Hunt e Jody Scheckter foram alguns dos pilotos dos anos 1970 que não conquistaram tantos títulos, mas eram dos mais populares na época.

Ronnie Peterson e Patrick Depailler são dois pilotos dessa estirpe, em especial o sueco. Dono de uma tocada espetacular, Peterson conquistou fãs em todo o mundo, mesmo as vitórias terem sido ocasionais em sua carreira que durou exatamente toda a década de 1970. Depailler tinha uma personalidade mais discreta, mas o francês também era muito rápido e atraiu muitos fãs, mesmo ele tendo conquistado apenas duas vitórias na carreira. Na verdade, a primeira vitória de Depailler demorou muito a acontecer, deixando toda a F1 agoniada, para saber quando o francês subiria merecidamente pela primeira vez ao topo do pódio.

Quarenta anos atrás, em Kyalami, Depailler estava prestes a quebrar o tabu com seu Tyrrell. O francês liderava a prova após os abandonos de Patrese e Lauda, mas Patrick teve que diminuir o ritmo no final para evitar uma pane seca. Com isso, Peterson, que fez uma corrida fora de suas características, usando muito a cabeça, se aproximou do francês nas duas voltas finais. Muitos falam da espetacular disputa entre Arnoux e Villeneuve em Dijon/1979, mas na minha visão, essa briga na última volta entre Peterson e Depailler não fica muito para trás.

Deliciem-se.


sexta-feira, 2 de março de 2018

Treinos frios

A expressão 'treino frio' nunca foi tão literal como essa semana em Barcelona, que sedia mais uma a pré-temporada da F1. Não bastasse o frio fazendo a pista gelada não simular o que as equipes encontrarão nos próximos meses durante a temporada, na quarta-feira a F1 viveu uma situação incomum. A principal razão da F1 correr em Barcelona nos inverno é o clima mais ameno do que na Inglaterra, lugar das principais equipes da F1, porém, a neve se abateu na metrópole espanhola e cenas da pista encharcada e com a grama cheia de neve fez as equipes perderem um dia na pré-temporada, mas fez muitos fotógrafos ganharem o dia com belas fotos.