sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Volta vitoriosa

Enquanto muitos estranhavam a escolha da Haas em renovar com Romain Grosjean e manter sua polêmica dupla, Robert Kubica anunciava que no final do ano encerraria seu contrato com a Williams e provavelmente se despediria da F1. Quando entrou na F1 em 2006, Kubica deu pinta que seria uma futura estrela com atuações destacadas mesmo ainda não estando num carro de ponta, porém, em 2011 ele partiria para uma temporada tampão na Renault antes de ser contratado pela Ferrari. Pelo menos, era o que se dizia na época. Muito amigo de Alonso, Kubica faria uma dupla muito forte com espanhol em 2012, mas isso nunca aconteceria por causa de um sério acidente de rali que feriu o polaco gravemente, principalmente na mão direita. Após salvar o membro da amputação, Kubica passou por uma longa recuperação e aos poucos retornou ao automobilismo, primeiro justamente nos ralis, mas não demorou para Robert pensar na F1. Algo que parecia impossível por causa das condições de Kubica.

Ano passado Kubica foi derrotado pelos rublos de Sirotkin, mas em 2019 Kubica pôde retornar à F1 após oito anos do seu acidente. Foi uma volta auspiciosa? Longe disso. Juntando um carro péssimo da Williams com um jovem e talentoso companheiro de equipe como George Russell, Kubica ocupou boa parte da temporada a última posição. Porém, Robert sobressaiu-se em conseguir correr novamente com tamanhas limitações e mesmo estando longe de ter um retorno glorioso em termos de resultado, há de se elogiar o que Kubica fez nesse ano. Olhando para o começo de sua carreira, pode-se até falar num final de carreira abaixo do esperado, mas por tudo que Kubica passou, o polonês já é um grande vitorioso nessa sua volta!

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Que pena...

Neste domingo faleceu Anísio Campos, um dos maiores personagens da história do automobilismo brasileiro, tanto dentro como fora da pista. Além de piloto de sucesso na década de 1960, Anísio foi chefe de equipe e projetou carros que entraram para a história, em particular o Puma. Aos 86 anos, Anísio Campos se juntou a uma leva de grandes campeões que marcaram as pistas brasileiras. 

domingo, 15 de setembro de 2019

Como se fosse basquete

Aproveitando que a final do mundial de basquete masculino está acontecendo nesse momento entre a Argentina de Luís Scola e a Espanha de Marc Gasol, o mundial de MotoGP teve uma corrida em Misano que lembrou algumas partidas de basquete. Partida renhida, numa luta equilibrada para alcançar rebotes e conseguir bons arremessos de média e longa distância, o bom do basquete normalmente fica para os segundos finais, quando partidas parelhas são decididas. Não importa muito o que aconteceu durante os trinta e nove minutos iniciais de partida, mas sim o que acontece no final do último quarto. Assim foi a corrida em Misano nessa manhã. Fabio Quartararo e Marc Márquez passaram a corrida inteira juntos, com boa vantagem sobre Maverick Viñales, mas sem ataques. Os dois ponteiros andaram forte, administraram aonde foi possível e mantiveram as posições até a volta final. 

Foi quando a emoção realmente começou no Grande Prêmio de San Marino. Numa prova até mesmo morna, mas parelha, Márquez resolveu acabar com sua sequência de segundos lugares e partiu para cima de Quartararo, que perseguindo sua primeira vitória, não baixou a guarda. Os dois trocaram de posição duas vezes durante a volta final, mas cansado de ser superado na última curva, Márquez usou sua já vasta experiência e deu um pequeno break test em cima de Quartararo nas curvas finais para garantir um bom espaço para receber a bandeirada. Quartararo chegou em segundo liderando um pelotão de Yamahas, que tinha Viñales, Rossi e Morbidelli nessa ordem. Porém, o domínio da Yamaha foi totalmente sobrepujado pelo talento de Márquez. O ataque do espanhol da Honda era cristalino desde que ele se estabeleceu na segunda posição e despachou o terceiro colocado Viñales, mas o ataque não veio logo. Márquez estudou as linhas de Quartararo durante toda a prova antes de dar o bote final. Novato e ainda com muito a aprender, o francês foi para o tudo ou nada, mas acabou superado pela malandragem de Márquez.

Mesmo sendo o mais jovem da trupe da Yamaha, Quartararo parece ser mesmo o piloto que dará mais trabalho a Márquez, enquanto Viñales vai perdendo o posto de anti-Márquez na MotoGP. Andrea Doviziozo, ainda se recuperando do seu perigoso acidente em Silverstone, fez uma corrida opaca e ficou logo atrás das Yamahas, mas com a vitória de Márquez, o sexto título do espanhol virou uma contagem regressiva.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Figura(ITA): Charles Leclerc

Semana passada Charles Leclerc teve que colocar de lado toda a dor da perda de um amigo que começou a correr ao seu lado para vencer pela primeira vez na F1. Mau recuperado do choque e ainda em luto, Leclerc chegou à Monza disposto a aproveitar outra pista de velocidade e capitalizar a potência do motor Ferrari. Porém, na frente da enlouquecida torcida italiana, a Ferrari não esteve dominante como esperado e com Vettel tendo outro final de semana daqueles, Leclerc teve que enfrentar sozinho a dupla da Mercedes numa incrível e tensa batalha de gato e rato pelas retas e curvas de Monza. Leclerc se comportou de forma magnífica ao mostrar uma tática defensiva que tiraria aplausos da lenda ferrarista Gilles Villeneuve. Logo na largada o monegasco mostrou seu cartão de visitas ao espremer Hamilton na freada da primeira curva. Quando o inglês começou a atacar de forma mais incisiva, Leclerc só cometeu um erro na freada da primeira chicane e soube jogar duro quando Hamilton colocou de lado na Variante della Roggia. Usando a exuberante potência do motor Ferrari, Leclerc foi frio e acabou induzindo o pentacampeão Hamilton a cometer dois erros. O primeiro foi sair reto na primeira curva. A segunda foi derreter seus pneus enquanto perseguia o monegasco. Porém, havia a segunda Mercedes. Utilizando uma tática diferente, Bottas se aproveitou do erro de Hamilton e com pneus em muito melhores condições, foi para cima de Leclerc nas últimas voltas. Porém, Charles se manteve impávido, repetindo a tática contra Hamilton e novamente induziu um piloto da Mercedes a errar. Este domingo foi a prova de fogo de Leclerc. Contra um carro melhor, Charles Leclerc soube usar as armas que tinha e derrotou uma dupla fortíssima para vencer na frente dos tifosi da Ferrari. Esse garoto tem futuro!

Figurão(ITA): Sebastian Vettel

Se a Ferrari viveu um final de semana de raro domínio nos últimos anos e de muita festa no domingo, o ponto contrastante ficou com Sebastian Vettel. O alemão teve outro final de semana horrível em Monza, exatamente um ano depois de sua rodada na primeira volta na Variante della Roggia. Dessa vez o erro de Vettel foi em outra Variante, mas foi igualmente marcante. Vettel vinha andando no mesmo ritmo de Leclerc, mesmo que ligeiramente abaixo do companheiro de equipe em todo o final de semana. Sebastian foi uma das vítimas da atabalhoada final de classificação no sábado e não teve chance de melhorar seu tempo e por isso largou em quarto. Depois de perder uma posição na largada, Vettel se aproximava do terceiro colocado Bottas quando rodou sozinho na Variante Ascari. Se o erro em si já foi feio, o que veio a seguir foi ainda pior. Após esperar passar a dupla da Renault, Vettel voltou à pista de forma irresponsável na frente de Lance Stroll, jogando o jovem canadense para fora da pista, além de quebrar sua asa dianteira. O erro de Vettel foi decisivo. O piloto da Ferrari foi justamente punido e após passar um bom tempo na rabeira do pelotão, Vettel ainda subiu para 13º, mas logo à frente de um Williams, o que nos dias de hoje chega a ser um baita ponto negativo. Com a segunda vitória consecutiva de Leclerc, bem na frente dos tifosi e ultrapassado no mundial de pilotos pelo monegasco, a situação de Vettel começa a ser bastante debatida dentro da Ferrari. Contratado para ser campeão com os italianos da mesma maneira de que Michael Schumacher vinte anos antes, Vettel vem mostrando uma fraqueza que Schumacher não tinha: a solidez psicológica. Schumacher apanhou bastante antes de dominar a F1 e não perdeu o foco quando estava por baixo, enquanto Vettel se vê perdido ao ter um piloto bem diferente do subserviente Raikkonen dividindo as atenções. Assim como aconteceu quando Ricciardo chegou na Red Bull em 2014 e começou a incomodar o então tetracampeão, Vettel está claramente bastante incomodado com Leclerc. Vettel precisa ser a prima-dona da equipe e ter todo o time moldado em torno dele. Com a chegada de Leclerc, essa situação se esvaiu e o resultado foi a pífia corrida de Vettel nesse domingo.  

domingo, 8 de setembro de 2019

Um contra dois

Após as impressionantes vitórias de Max Verstappen no final do verão europeu, parecia que o novo dominador da F1 estava apenas esperando o carro certo para começar a vencer. No entanto, Max tem um rival desde os tempos do kart que também já aparece na ponta da F1 e hoje provou que Verstappen não terá uma vida tão fácil num futuro a médio prazo. Se a vitória de Charles Leclerc em Spa foi conseguida nos detalhes, a de hoje em Monza foi conseguida com um talento defensivo de deixar orgulhoso um Gilles Villeneve. O jovem monegasco não teve sossego em momento algo do Grande Prêmio da Itália, sendo sempre acossado pela dupla da Mercedes, mas Leclerc soube usar a potência superior do motor Ferrari para garantir sua segunda vitória consecutiva na F1.

O Grande Prêmio da Itália de 2019 foi um dos mais tensos dos últimos tempos, prolongando o ótimo momento da F1 nas últimas corridas. Para quem apostava na morte da F1, está na hora de rever alguns conceitos históricos e apostar fichas em outras coisas. A corrida foi um incrível jogo de gato e rato protagonizado por Charles Leclerc e a dupla da Mercedes, com o monegasco se defendendo o tempo inteiro dos ataques de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas. Leclerc não largou bem, mas mostrou a Hamilton suas táticas defensivas ao espremer o inglês na freada para a primeira curva deixando ainda o legal espaço de um carro, não deixando muitas alternativas para o inglês, a não ser recolher. A potência do motor Ferrari garantia uma vantagem para Leclerc, mas os pneus se mostraram primordiais para a Mercedes equilibrar a disputa. Ao contrário do que indicava a previsão, o sol se fez presente em Monza e não demorou muito a Hamilton encostar em Leclerc, antes que eles trocassem os pneus. Foi então que a Ferrari deu o pulo do gato. Percebendo o desgaste de pneus, a Ferrari colocou os pneus duros no carro de Charles, enquanto a Mercedes, que tentou blefar sem sucesso, colocou os médios no bólido de Hamilton. Leclerc permaneceu na ponta, mas Hamilton foi com tudo para o ataque. O inglês colocou de lado, abriu a asa, mas Leclerc foi quase perfeito. O quase foi pela ligeira saída de pista na primeira chicane. Ontem na prova de F2, Sergio Sette Câmara foi punido por manobra idêntica. Derek Warwick (ou qualquer comissário) não teria peito para punir um piloto da Ferrari liderando em Monza. Além do que, Leclerc não obteve vantagem. Bola para frente. Enquanto isso, a Mercedes adotava uma tática diferente com Bottas, esticando ao máximo a permanência do nórdico, para deixa-lo com pneus em melhores condições nas voltas finais. Quase deu certo.

Enquanto Hamilton vazava a Variante Della Roggia ao ser espremido por Leclerc, Bottas chegou rapidamente e quando se imaginava qual seria o comportamento da Mercedes, Hamilton errou na primeira chicane e Bottas assumiu a segunda posição. Tantas voltas colado em Leclerc derreteram os pneus da Mercedes e Hamilton saiu da luta pela vitória, não sem antes colocar pneus macios e garantir o ponto da melhor volta, no lugar mais baixo do pódio. Bottas esperou um pouco antes de dar o bote. O finlandês tinha pneus sobrando em comparação com Leclerc, mas se o piloto da Ferrari induziu a Mercedes mais forte ao erro, porque não com a mais fraca? Bottas atacou, mas cometeu pequenos erros que se mostraram decisivos, mostrando bem a diferença entre um bom piloto e um campeão. Ou futuro campeão. Charles Leclerc recebeu a bandeirada para delírio dos tifosi, além de um grande alívio, pois as 53 voltas em Monza foram de intensa pressão para o monegasco, que se comportou muito bem na sua segunda vitória. Enquanto comemorava com o público, Leclerc foi cumprimentado pelo 13º colocado de forma tímida. Sebastian Vettel teve outro final de semana para esquecer. Um ano depois do erro decisivo na mesma Monza, Vettel errou feio na Variante Ascari quando já se aproximava das duas Mercedes, com um ritmo até melhor. Se o erro do alemão foi feio, o que veio a seguir foi ainda pior. Depois de esperar passar a dupla da Renault, Vettel voltou a pista de forma irresponsável e quase provocou um sério acidente com Lance Stroll, que repetiu a trapalhada metros mais tarde ao voltar à pista na frente de Gasly, fazendo o francês quase bater. Devidamente punido, Vettel caiu para as últimas posições e no final, com o mesmo carro do vencedor, tomou uma volta e ficou 14s arás da Williams de George Russell. Já não é mais possível não comparar a chegada de Leclerc na Ferrari à chegada de Ricciardo à Red Bull em 2014. O alemão estava tranquilo com um dominado Kimi Raikkonen, mas com Leclerc chegando como um furacão dentro da Ferrari, Vettel saiu de sua zona de conforto e o alemão vai se mostrando tão latino quanto os italianos, cometendo erros em cima de erros, nada comuns para um tetracampeão. A segunda vitória seguida de Leclerc coloca ainda mais pressão em Vettel, que se vê numa situação nada boa dentro da Ferrari.

Com a Red Bull com problemas, a Renault ficou nas duas posições seguintes aos lugares do pódio, conseguindo o melhor resultado do ano para a equipe da montadora francesa, dando um pouco de alento numa temporada aquém do esperado. Quem esperava um show de Max Verstappen largando da última fila se decepcionou com uma corrida burocrática do holandês, que avariou seu bico na primeira volta e atrapalhou toda a sua corrida, mas Max ainda foi capaz de conseguir um oitavo lugar. Albon tentou outra manobra bonita sobre Carlos Sainz, mas o espanhol jogou duro e o tailandês acabou fora da pista, contudo Albon ainda foi capaz de conseguir um sexto lugar. Entre os dois carros da Red Bull, um dos destaques do meio do pelotão. Sérgio Pérez teve o motor quebrado na classificação e largou na penúltima fila. O mexicano usou a potência do motor Mercedes para fazer uma bela corrida de recuperação para ficar em sétimo, garantindo mais pontos para a Racing Point. Stroll foi vítima da besteira de Vettel, mas o canadense acabou se tornando infrator ao quase bater em Gasly, acabando por ser punido e perdendo a chance de pontuar. Outro que jogou fora a chance de pontuar bem foi a McLaren, com a equipe mandando Carlos Sainz ir para a pista sem ter apertado um pneu direito, fazendo-o abandonar na saída dos pits. Antonio Giovinazzi salvou a honra da Alfa Romeo marcando pontos, enquanto Kimi Raikkonen largou dos boxes e ainda foi punido por ter largado com os pneus errados. O motor Honda esteve longe de brilhar e ainda viu o motor de Kvyat explodir quando o russo estava na zona de pontos. A Haas continuou seu desempenho pífio em ritmo de corrida, com Grosjean ainda destruindo seus pneus numa rodada nas primeiras voltas, enquanto Magnussen abandonou no final da prova. 

Foi outra grande prova nesse ano de 2019, que se não está tendo uma boa disputa pelo campeonato, pelo menos está nos oferecendo ótimas corridas. Numa disputa em que teve pela frente a dupla da Mercedes, Charles Leclerc se mostrou vitorioso atuando sozinho, sem a ajuda do seu companheiro de equipe Vettel, que vai se afundando numa má fase sem fim. Com essa segunda vitória consecutiva, dessa vez na frente dos tifosi da Ferrari, Charles Leclerc mostra que tem ainda muito futuro pela frente na F1. 

sábado, 7 de setembro de 2019

Erro de cálculo

A Moto3 tem como característica o grande equilíbrio e a grande presença do vácuo, principalmente nos treinos. Não raro, os momentos derradeiros da classificação da Moto3 vê os pilotos andando lentamente e em grupo, cada piloto buscando o melhor posicionamento para conseguir o necessário vácuo para melhorar seu tempo na última volta. Nesse final de semana em Monza o vácuo se tornou preponderante, com ganhos de até três décimos de segundo, o que num terceiro treino livre bastante apertado, poderia fazer toda a diferença. Porém, os táticos da F1 erraram as contas e o que vimos no final do Q3 beirou o ridículo, mas os tifosi e Charles Leclerc não tiveram do que reclamar.

Com Max Verstappen previamente punido e Sergio Pérez tendo outro problema no motor, o Q1 foi morno e sem maiores surpresas, mesmo que indicando que a batata de Romain Grosjean está assando e o francês já até falou em outras categorias para 2020. A Renault surpreendeu com um ritmo muito forte em todos os treinos, algumas vezes se metendo entre as equipes top-3 e colocou seus dois carros facilmente no Q3. Correndo também em casa, a Alfa Romeo viu seus dois pilotos separados apenas dois milésimos, só que como a briga valia a décima posição, apenas Raikkonen foi ao Q3, mas o finlandês não aproveitou e bateu em sua primeira volta.

Até o momento a Ferrari vinha dominando todos os treinos, principalmente com Charles Leclerc, mas a Mercedes não estava com déficit da semana passada em Spa e prometia incomodar. Quando os pilotos completaram a primeira volta rápida, Raikkonen bateu e trouxe a bandeira vermelha. Pista limpa, os minutos passando e nada dos carros irem à pista. Leclerc liderava, seguido pela dupla da Mercedes e Vettel. Albon sequer tinha volta completada. Quando os carros resolveram ir para a pista, a confusão foi geral. Com dois minutos faltando para o fim, os carros andavam lentamente pela pista, procurando um melhor posicionamento para conseguir o vácuo do companheiro de equipe ou de quem quer que seja. O resultado foi um final patético, com apenas Sainz e Leclerc conseguindo abrir volta rápida, enquanto os demais sete pilotos ficaram pelo caminho.

Tomara que essa sessão não cause mudanças na classificação, trazendo de volta as chatas voltas únicas. A Mercedes reclamou um bocado, mas Leclerc não teve do que se queixar e largará na ponta amanhã, mesmo tendo que enfrentar o duo da Mercedes em outra decepção de Vettel. Mesmo com o sol forte de hoje, amanhã a previsão é de chuva. São nesses momentos que a Ferrari costuma se embananar e a Mercedes se sobressair, mesmo que na casa da Ferrari.