Na última etapa no Kansas, Noah Gragson e Ross Chastain quase se tocaram numa típica disputa da Nascar, mas Gragson não gostou muito e foi tomar satisfação com Chastain. Ele deve ter se arrependido...
quarta-feira, 10 de maio de 2023
segunda-feira, 8 de maio de 2023
Figura(MIA): Max Verstappen
Max Verstappen chegou à Miami farejando sangue. Para um animal competitivo como o neerlandês, perder duas vezes num mesmo final de semana para o seu companheiro de equipe, como aconteceu em Baku, deve ser uma dor lacerante para Verstappen, ainda mais com Sérgio Pérez se engraçando no campeonato. Verstappen já estava na F1 e pilotando nas primeiras posições em 2016 quando Nico Rosberg conseguiu tirar um título que estava endereçado à Lewis Hamilton, quando a Mercedes nadava de braçada, assim como ocorre com a Red Bull em 2023. Verstappen já tem a mentalidade mais sólida do que Hamilton em sua décima temporada de F1, na ocasião da derrota para Nico. Max não precisava apenas da vitória. Max precisava de uma consagração nesse final de semana. E Verstappen o fez na sem graça pista de Miami. Desde os primeiros treinos livres o piloto da Red Bull esteve em outro nível, inclusive em comparação à Sérgio Pérez, recém-empossado Rei das Ruas. Pois num circuito rua Verstappen vinha superando Checo de forma inapelável, mas tendo que largar em nono fruto do destino (e de mais uma presepada de Leclerc no sábado), Verstappen escalou o pelotão usando apenas a força do seu Red Bull RB19 nas primeiras voltas. Ao natural. Quando só teve Pérez à sua frente, Max soube administrar seus pneus duros por mais de quarenta voltas com um ritmo competitivo antes de dar um xeque-mate em Checo Pérez e vencer uma corrida que mostra de forma cristalina um recado de Verstappen ao mexicano: nem venha, Checo, o título de 2023 é meu!
Figurão(MIA): Charles Leclerc
Sabemos que a Ferrari está fazendo uma temporada 2023 decepcionante, com resultados bem abaixo do que era visto ano passado, quando os italianos chegaram a dar a impressão que brigariam com a Red Bull pelo título, tendo Leclerc como ponta de espada contra seu antigo rival no kart, Max Verstappen. Também sabemos que o carro italiano desse ano está longe de ser equilibrado e que para se conseguir tirar tempo dele, o piloto tem que andar no limite. É de conhecimento geral que a Ferrari tem sérios problemas com o ritmo de corrida, caindo muito de desempenho, muito pelo alto desgaste de pneus. Porém, nada disso alivia o final de semana medíocre de Charles Leclerc em Miami. Vindo de uma surpreendente pole em Baku, Leclerc sabia que para repetir o feito em Miami, igualmente um circuito de rua, o monegasco precisava levar a Ferrari SF-23 ao limite. Porém, antes Charles precisava levar o carro inteiro até o final e Leclerc conseguiu a proeza de errar duas vezes na mesma curva nos treinos, batendo sua Ferrari em ambas ocasiões, inclusive decidindo a classificação, atrapalhando a volta do favoritíssimo Verstappen. Se na classificação a coisa já tinha sido complicada, a situação na corrida tendia a ser bem pior. E foi. Leclerc fez o que dele se esperava ao ultrapassar a Haas de Kevin Magnussen ainda nas primeiras voltas, mas quando todos pensavam que Charles ia... ele levou o troco do dinamarquês. Para piorar, Leclerc passou dois terços sem conseguiu ultrapassar K-Mag, condenando sua corrida ao ostracismo. O sétimo lugar de Leclerc, após ultrapassar a muito custo Magnussen, pode ser considerado um lucro para o piloto da Ferrari, mas mesmo com tantas dificuldades vindos de sua equipe, Leclerc precisa performar melhor e liderar seu time rumo a um reviravolta.
domingo, 7 de maio de 2023
Resposta
sábado, 6 de maio de 2023
Coitada da mamãe Leclerc...
O domínio de Verstappen era tão evidente, que havia até mesmo um desânimo no ar em Miami, com sua pista reasfaltada causando mais escorregões do que num novo ringue de patinação numa cidade tropical. Porém, nem isso parecia parar Max, que só não liderou todos os treinos livres por que no primeiro resolveu se resguardar. Verstappen vinha com faca nos dentes, na tentativa de lembrar à Checo Pérez quem é o queridinho da Red Bull, rumo ao tricampeonato. Enquanto isso ocorria, a McLaren decepcionava na casa do seu chefe ao deixar seus dois pilotos no Q1, em companhia do péssimo Lance Stroll, um arremedo de piloto que só está na F1 pelos motivos que todos conhecemos. Chamou atenção também a péssima exibição da Mercedes, onde chegaram a sofrer riscos de passar ao Q2 e só passou ao Q3 com Russell. Ainda assim em décimo. Hamilton ficou com a P13 e rezando para que o já famoso novo pacote da Mercedes prometido para Ímola lhe ajude de alguma maneira.
A consagração de Max Verstappen estava próxima, mesmo com a dupla da Ferrari próxima em ritmo de classificação. Porém, tudo desandou quando Max cometeu um pequeno erro em sua primeira tentativa e resolveu arriscar tudo na segunda volta rápida. À essa altura Pérez liderava à frente de Alonso e Sainz. Leclerc também errara na sua tentativa de número um, quando tinha ótimas parciais. O monegasco foi à pista com a mesma pressão de Verstappen, mas a diferença entre os pilotos bons e campeões é justamente seu desempenho nessas situações. Leclerc errou na mesma curva que encerrou o segundo treino livre, assim como a classificação foi terminada com os pilotos de língua hispânica dominando as três primeiras posições. Magnussen beliscou uma quarta posição, com Russell ainda salvando um sexto lugar. Na volta aos boxes, Max Verstappen certamente xingava até a quadragésima geração dos Leclerc, começando com a mãe de Charles. Com o carro que tem, é bem possível Verstappen fazer uma bela corrida de recuperação, mas dependendo do que tenha ocorrido até lá, Pérez pode estar numa situação tranquila lá na frente e o máximo que Max poderá fazer será completar uma dobradinha. O clima entre os dois ficou claro quando Max, ainda de capacete, falou com Pérez e o mexicano, tendo toda a torcida ao seu lado em Miami, mal se manifestou. Amanhã deveremos ver um Verstappen com sangue no olho para tentar uma remontada histórica. Ou ver Pérez perigosamente com mais confiança do que Max imaginava.
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Figura(AZE): Sérgio Pérez
Já dá para afirmar que Sergio Pérez é um dos grandes pilotos em circuito de rua na F1. O mexicano tem simplesmente cinco vitórias em circuito citadinos e no Azerbaijão Checo varreu o final de semana, com outra vitória na Sprint Race. Tendo que encarar um piloto reconhecidamente mais talentoso do que ele e numa equipe que vive em torno do primeiro piloto, a tarefa de Pérez dentro da Red Bull é inglória na tentativa do mexicano em derrotar Verstappen, mas quando Pérez se sente confiante, o mexicano vai deixando Verstappen em situações desconfortáveis e foi assim que Sergio se sobressaiu em Baku. Em todos os treinos os dois pilotos da Red Bull andaram próximos e já na Sprint Race Pérez mostrou suas credenciais ao largar muito bem e ao ultrapassar Leclerc, vencer a mini-corrida. No Grande Prêmio, Pérez estava colado em Verstappen quando a Red Bull se precipitou e trouxe o neerlandês aos boxes, beneficiando involuntariamente Pérez, que não saiu mais da ponta, mesmo tendo Verstappen em seu encalço o resto da corrida. Pela primeira vez Baku viu um piloto bisar uma vitória, mas a missão de Pérez ainda é bastante difícil. Ele será capaz de vencer Verstappen em seu próprio feudo? Lembrando que nem todas as corridas até o final do ano são de rua...
Figurão(AZE): Carlos Sainz
Um dos papéis de um engenheiro de pista é ser um pouco psicólogo para o piloto durante a corrida, lhe dando apoio moral e mostrando que uma virada é, sim, possível. Logo após a relargada do único Safety Car da corrida no Azerbaijão, Carlos Sainz vinha apenas em quinto, tendo levado uma ultrapassagem incrível de Fernando Alonso, num local que não parecia possível. Pelo rádio, Riccardo Adami, engenheiro de Sainz deu uma força ao espanhol. 'Pode usar mais energia e caçar'. Algo do gênero, 'vai Carlos, você consegue'. Não dá para saber o que Carlos Sainz entendeu naquele momento, mas a realidade foi que Sainz viu a diferença para Alonso aumentar até chegar aos 23s na bandeirada, enquanto o piloto da Ferrari ainda sustentava os tímidos ataques de Lewis Hamilton. Foi apenas a coroação de um final de semana pífio de Sainz, onde Leclerc ficou com a pole nas duas classificação realizadas em Baku, enquanto Carlos chegou a tomar oito décimos na cabeça. Desconfortável em seu carro, Sainz apenas bateu ponto na corrida e mesmo levando pontos pelo quinto lugar, o espanhol precisa de muito mais para fazer frente a Leclerc e convencer à Ferrari que não é apenas um segundo piloto.
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