sábado, 5 de abril de 2014

Planeta Mercedes

A frase do engenheiro de Nico Rosberg logo após o alemão iniciar sua segunda volta do Q3 indica bem o quão na frente estar a Mercedes à frente as demais. "Lewis saiu da pista e a pole já é sua!" A frase pode ter um pouquinho de soberba, mas é a mais pura realidade. A Mercedes em 2014 está em outro nível frente as demais equipes, num nível até mesmo superior ao que a Red Bull tinha sobre as demais no segundo semestre do ano passado. Apesar do erro de Hamilton em sua última tentativa, Nico Rosberg já havia conseguido abrir uma boa diferença no Q2 na luta particular entre eles e era o mais rápido até o momento no Q3, indicando uma pequena superioridade sobre Lewis. 

Fora o Planeta Mercedes, a luta entre as demais equipes foi apertada e já indica disputas interessantes. Para quem esperava Vettel esmagando Ricciardo no duelo interno da Red Bull vê com surpresa o australiano superar o atual tetracampeão pela segunda vez em três tentativas, sendo que Vettel ficou no Q2 e Ricciardo abrirá a segunda fila, ficando como o 'melhor do resto'. Após o polêmico pedido da Williams, a expectativa do duelo entre Bottas e Massa ficou maior e no Q2 ambos marcaram exatamente o mesmo tempo. Vale corrigir Reginaldo Leme, que lembrou a histórica classificação da decisão do campeonato de 1997, onde houve um empate triplo na primeira posição, mas ao lado de Schumacher e Villeneuve, estava Heinz-Harald Frentzen, não David Coulthard como falou o veterano (e esquecido) comentarista. Porém, no Q3 Bottas se sobressaiu e colocou três décimos em Massa, derrotando o companheiro de equipe pela primeira vez e deixando Felipe com cara de poucos amigos na hora pesagem. A esperada disputa entre Alonso e Raikkonen sofreu uma repentina virada com Kimi colocando oito (!) décimos em cima de Alonso no Q3, algo que estava acontecendo, mas exatamente o contrário. Se não houver desculpas técnicas, Alonso não estará de muito bom humor. Por último, como aconteceu na Ferrari, Sergio Pérez reverteu sua situação frente Nico Hulkenberg e enquanto o alemão ficou no Q2, o mexicano largará em quinto amanhã. 

Se algo muito extraordinário não acontecer amanhã, a Mercedes vencerá com o pé nas costas, enquanto as demais brigarão pelo terceiro lugar, hoje ocupado por Ricciardo, mas não devemos nos esquecer do que a Red Bull já andou aprontando com o australiano. Quando vi Hamilton sair do seu carro, enquanto Rosberg comemorava discretamente, como é o próprio do piloto alemão, me veio a cabeça 1988. Naquele ano, uma equipe (McLaren) era muito mais rápida do que as demais, com dois pilotos bastante equilibrados (Senna e Prost). O resultado foi uma briga emocionante de dois pilotos que se davam bem, mas que acabou numa rivalidade histórica. Nas devidas proporções, acontecerá algo parecido a partir de amanhã?

segunda-feira, 31 de março de 2014

Figura(MAL): Mercedes

Após 59 anos de jejum, a Mercedes conseguiu uma dobradinha na F1 liderada por Lewis Hamilton. Evidente que a Mercedes passou a maior parte desses anos todos de fora da F1 e só em 2010 voltou como equipe, mas não há como negar esse feito marcante dos alemães. Mas olhando de uma forma mais estratégica, essa vitória em Sepang pode significar uma arrancada rumo ao sonhado título da Mercedes, ainda mais se Hamilton continuar produzindo desempenhos similares ao da Malásia ao longo da temporada. Com Red Bull ainda se recuperando de sua pré-temporada patética, a McLaren num momento de transição e a Ferrari com os problemas de sempre, a Mercedes tem uma grande chance de ficar com a taça no final deste ano.

Figurão(MAL): Williams

A equipe de Frank Williams conseguiu uma grande evolução em comparação a 2013 nesta temporada. Com um carro melhor, engenheiros de renome contratados de outras equipes e novos patrocinadores que parecem garantir financeiramente a tradicional equipe, tudo o que a Williams precisava era de um harmonia entre seus pilotos e o seio da equipe. Porém, logo na segunda prova da temporada, essa harmonia está seriamente ameaçada por causa das impopulares ordens de equipe. Sem dúvida alguma um dos pilares desse pretenso ressurgimento da Williams se chama Felipe Massa, que saiu da Ferrari muito pelo ocorrido em Hockenheim/2010 e o episódio 'Fernando is faster than you'. Três anos e nove meses depois, Felipe ouviu isso no final do Grande Prêmio da Malásia deste domingo, só mudando de Fernando para Valtteri. Naqueles momentos agonizantes da corrida malaia, Felipe entrou numa encruzilhada em seu apertado cockpit e resolveu ignorar os apelos da Williams para que deixasse seu companheiro de equipe ultrapassa-lo, fincando o pé e desobedecendo seus patrões. Tudo isso pela sétima posição. De um lado, Massa mostrou a todos que não é mais o mesmo piloto subserviente da Ferrari e marcou território dentro da Williams. Por outro lado, o histórico da Williams para com seus pilotos desobedientes (Reutemann/81 e Piquet/86&87) não é dos melhores e o brasileiro poderá sofrer com isso ao longo desta temporada, além do fato da equipe poderá ficar ao lado de Bottas. Precisando da experiência e a velocidade de Massa, a Williams poderá estragar o que seria um belo casamento ainda na viagem para a lua-de-mel.

domingo, 30 de março de 2014

A força dos grandes

Quando Takuma Sato conseguiu a pole no seu carro da Foyt em Saint-Petersburg, etapa de abertura da Indy, todos esperavam por uma Indy mais equilibrada, onde as demais equipes fora do trio Penske-Ganassi-Andretti conseguissem arregaçar as mangas e também brigar por vitórias. Sato ainda sustentou a primeira posição por várias voltas, mas quando a estrutura de uma equipe foi necessária (pit-stops rápidos e na hora certa), Sato e a Foyt sucumbiram a força das grandes e Will Power começou essa temporada da melhor forma possível e tentará, pela quarta vez, conquistar o seu sonhado e perseguido título.

A etapa na Flórida teve poucas bandeiras amarelas e foi amplamente dominada pela Penske. Mesmo largando na primeira fila, Tony Kanaan nunca pareceu ter condições de lutar pelas primeiras posições e ainda no começo da prova foi perdendo posições. O desempenho nos treinos livres do baiano indicavam isso, demonstrando que seu segundo tempo mais rápido na classificação foi fruto do talento de Tony. Helio Castroneves fazia o contrário. Largando em décimo, o paulista ia escalando o pelotão até aparecer em quarto, atrás de Sato, Hunter-Reay e Power. E foi então que começou o show da Penske, trazendo seus pilotos para os pits na hora correta e sendo muito rápidos. Quando Power ultrapassou Sato de forma feroz, o australiano não teve mais sua vitória contestada, vencendo com boa diferença e iniciando 2014 no mesmo ritmo do final de 2013, quando saiu da 11º posição na classificação de pilotos para quarto com três vitórias em cinco corridas. Castroneves estava em segundo até a primeira bandeira amarela, mas já na relargada, que foi abortada por um acidente ainda na reta de largada, Ryan Hunter-Reay dava indícios que daria o bote e foi o que aconteceu na relargada que valeu, valendo ao americano o segundo lugar e salvando o dia da Andretti.

Os demais pilotos da Andretti tiveram um dia para esquecer e sequer ficaram no top-15, incluindo James Hinchcliffe, vencedor do ano passado e penúltimo colocado a receber a bandeirada hoje. Ainda no quesito decepções, se Power e Castroneves ficaram no pódio ao final da prova em St.Pet, Juan Pablo Montoya fez uma corrida medíocre, fechando a prova em 15º e tomando ultrapassagens a rodo, incluindo uma dupla no final da reta dos boxes do novato Jake Hawksworth e de Marco Andretti. Com Kanaan largando em segundo e Dixon em quarto, a Ganassi esperava brigar pela vitória com sua estreia com os motores Honda, mas o máximo que conseguiu foi que Dixon chegasse na mesma posição que largou, enquanto Kanaan foi sexto, tendo Sato no seu encalço.

E a Indy continua com as mesmas equipes e os mesmos pilotos dominando o campeonato. Power tentará realizar o sonho de ser campeão, o mesmo fazendo Castroneves, além de tirarem a Penske de um jejum que já dura sete anos. Muito para os altos padrões de Roger Penske. A Ganassi não começou tão bem, mas o filme foi o mesmo em 2013 e o final todos conhecemos, enquanto a Andretti continua se esmerando na boa pilotagem de Hunter-Reay. Resumindo, mais do mesmo.

Igualando aos grandes

Apesar de um pingo aqui e outro acolá, o Grande Prêmio da Malásia se desenrolou sem grandes emoções e o esperado domínio da Mercedes aconteceu com a primeira dobradinha desde a década de 1950, com Hamilton vencendo de ponta a ponta e mesmo o instável inglês ter apenas um título, os números de sua carreira já chegam ao patamar de multicampeões, enquanto Nico Rosberg, atual líder do campeonato, precisa de exibições mais constantes se quiser manter essa posição no final do ano, principalmente com seu companheiro de equipe na pista, pois hoje Nico foi totalmente obscurecido por Hamilton. Vettel foi o melhor do resto, sentindo na pele o que Alonso, quarto hoje, sentia quando um terceiro lugar era comemorado como vitória quando havia um time dominante.

Com pista seca em todas as 56 voltas da prova de hoje, o Grande Prêmio da Malásia não empolgou em nenhum momento, mesmo com algumas manobras de ultrapassagens ao longo da prova. A Mercedes dominou a prova e nada leva a crer que isso mude a curto prazo, até porque a próxima corrida será já na próxima semana. Hamilton largou bem e Rosberg, mesmo espremido no muro por Vettel, assumiu a segunda posição ainda antes da primeira curva. Foi o primeiro ato da dominação. Então Hamilton passou a massacrar a concorrência e quando sua vantagem sobre Rosberg chegou aos 10s, passou a economizar combustível, força motriz, pneu e tudo o que tinha direito para receber a bandeirada em primeiro, ainda tendo tempo para conseguir a melhor volta da corrida. Com esse final de semana perfeito em Sepang, Hamilton se tornou o quarto pole-man da história da F1 ao se igualar a Alain Prost e Jim Clark, além de ter emparelhado com o tricampeão Nelson Piquet em número de vitórias. Um fato muito importante para um piloto que tem um grande talento, mas com um cabecinha complicada e que talvez por isso o triunfo de 2008 seja o único de Hamilton até agora. Se em Melbourne Nico Rosberg não teve a concorrência de Hamilton e com isso dominou a prova australiana, com o companheiro de equipe na pista o jovem alemão não teve chance alguma de se aproximar de Lewis e em certos momentos foi acossado por Vettel. O segundo lugar foi importante para que Nico Rosberg conseguisse a liderança momentânea do campeonato, mas mesmo sendo mais sólido mentalmente do que Hamilton, Nico precisará também lidar com a conhecida maior velocidade de Hamilton nessa que pode ser uma disputa de título dentro do seio da Mercedes.

Com a chuva se resumindo a algumas gotas em determinadas curvas neste domingo em Sepang, Sebastian Vettel pouco pôde fazer para evitar o domínio da Mercedes, mas se voltarmos um mês no tempo, havia quem dissesse que Vettel estaria hoje envolvido numa encarniçada briga com Kobayashi nas últimas posições. Mesmo não estando no lugar onde queria, como o próprio Sebastian falou via rádio com a equipe após a bandeirada, o desempenho da Red Bull é para ser comemorado e mesmo ainda longe da Mercedes, o fato de estar como segunda força consolidada já é algo bem melhor do que o esperado após a pré-temporada. Ricciardo, coitado, tudo de ruim aconteceu com o australiano em Sepang e após duas corridas corretas Daniel continua zerado na pontuação devido a problemas que não lhe diz respeito. A posição de Ricciardo era a quarta posição quando a Red Bull errou no seu pit-stop e depois foi um festival de problemas e paradas que fizeram o australiano abandonar no final da corrida. Quem assumiu a quarta posição foi Alonso, que vê 2014 uma situação bem parecida desde 2011, ou seja, aproveitar todas as oportunidades possíveis para pontuar e tirar tudo o que sua Ferrari lhe oferece, mesmo que seja um lugar fora do pódio a longínquos 34s atrás do líder. Prestes a completar 33 anos, Alonso pode entrar numa encruzilhada em sua carreira, pois se não há como negar sua qualidade como piloto, próximo ano fará nove anos desde seu último título. De Kimi Raikkonen é difícil falar algo de uma corrida que foi prejudicada por um furo de pneu ainda nas primeiras voltas e partir de então o finlandês teria que se virar para fazer uma corrida de recuperação, chegando em 12º.

Como bem falou Luciano Burti, é inacreditável ver um piloto da qualidade de Nico Hulkenberg ainda numa equipe média, mesmo o alemão mostrando muito serviço ao longo dos últimos anos. O quinto lugar conquistado em Sepang é mais um exemplo do quão Hulkenberg é um piloto cerebral sem perder a velocidade. Quem deve estar preocupado em ser comparado com Hulk é Sérgio Pérez, pois o mexicano não consegue andar no mesmo ritmo do alemão com o mesmo carro e nesse domingo esse sentido foi ainda mais literal, pois Pérez nem largou com problemas em seu Force India. Mais atrás, a polêmica da corrida aconteceu com a desobediência de Felipe Massa em uma ordem de equipe da Williams em deixar Bottas passar no final da corrida. Os primeiros pontos pela Williams não foram comemorados e o desenrolar da atitude de Massa ainda são imprevisíveis no momento, já que a Williams tem um histórico ruim no que tange seu comportamento com pilotos desobedientes (Reutemann/81 e Piquet/86&87). Porém, mais importante notar é que a festa de parte da imprensa, principalmente a global e seus apêndices, pelo bom desempenho da Williams na pré-temporada foi exagerado. Houve quem dissesse que Felipe era candidato ao título. A Williams evoluiu muito, muito mesmo em comparação a 2013, mas sair da nona posição do Mundial de Construtores rumo ao título é algo que acontece muito raramente e só não de forma impossível, por que a Brawn fez algo parecido em 2009. E agora, com a equipe tendo um clima de bastidor efervescente, ninguém saberá direito como será 2014 da Williams, Massa e Bottas, companheiro de equipe de Felipe e que não deve ter gostado muito da atitude do brasileiro hoje.

A McLaren saiu do delírio de um duplo pódio em Melbourne para uma corrida discretíssima em Sepang, um circuito mais convencional e onde surpresas dificilmente ocorrem. Vindo de sua pior temporada em mais de trinta anos, da mesmo forma do que a Williams era difícil imaginar a McLaren lutando pelo campeonato este ano, ainda mais num momento de transição, com a saída da parceira histórica Mercedes e a vinda da Honda em 2015. Button fez uma corrida bem ao seu estilo para ser sexto colocado, enquanto Kevin Magnussen, sensação na Austrália, ficou em nono, depois de bater em Raikkonen e ser punido por isso. Outro estreante que se destacou na Austrália, mas que manteve o nível na Malásia foi Kvyat, marcando ponto novamente, enquanto Vergne, que abandonou com problemas mecânicos, parece fadado a ter um destino parecido com o de Alguersuari, Buemi e Klien. Num momento difícil técnica e financeiramente, a Lotus pode comemorar Grosjean terminar a corrida e ainda na beira da zona de pontuação, com o francês segurando seu antigo companheiro de equipe Raikkonen nas últimas voltas, enquanto Maldonado abandonou no início, o que faz pensar que sua vitória há quase dois anos foi fruto de algum aborto da natureza. A Sauber abandonou quase que ao mesmo tempo com seus dois pilotos, mas nem Sutil, nem Gutierrez fizeram uma corrida para marcar pontos, mostrando outro início de campeonato difícil para a Sauber. Kobayashi fez uma corrida interessante pela Caterham, algumas vezes ficando na zona de pontuação enquanto alguns pilotos paravam e não sendo tão facilmente ultrapassado por outros carros que o faziam facilmente antes. Era nítido que os carros verdes andavam mais próximos do que em 2013, o que poderá sugerir pontos em algum momento da temporada para a Caterham, particularmente com Koba, pois Ericsson não parece ter condições e tudo o que fez foi brigar com a Marussia de Chilton.

Passadas duas corridas e a emoção esperada não veio da F1 até o momento. A Mercedes tomou o lugar da Red Bull como equipe dominante e as quebras aos montes previstas por todos até agora não aconteceram. Mesmo numa prova quente e cansativa, os abandonos foram normais e até mesmo os clientes da Renault, que pareciam em pânico há bem pouco tempo atrás, estão completando as corridas sem maiores dramas, enquanto o consumo de combustível está sob controle. Hamilton mostrou que sua velocidade inata pode lhe levar ao título com mais algumas atuações como a de hoje e mesmo com a força de Red Bull e Ferrari, não devemos esquecer da força que a Mercedes, com vários engenheiros conceituados e muita grana envolvida. Se era esperado mais carros embaralhados em 2014, a realidade pode ser outro domínio a caminho.   

sábado, 29 de março de 2014

Caos pluviométrico

Como bem destacou o Luís Roberto na transmissão da Globo, já fazem quinze anos que a prova de F1 em Sepang é realizada e o pessoal da FOM insiste em colocar os treinos e corridas no final da tarde em Kuala Lumpur, onde dilúvios quase diários ocorrem... no final da tarde. Então, ninguém pode reclamar de atraso e correr na chuva. Porém, essa situação traz emoções diferentes e só assim a Mercedes não deu um banho na concorrência, mesmo ficando com a pole. O terceiro treino livre, no seco, viu os carros prateados colocando 1s em todo mundo. No molhado, onde o braço pode fazer alguma diferença, Sebastian Vettel colocou seu Red Bull entre os dois carros da Mercedes, mas sua cara após o treino indica que só um milagre (pluviométrico) pode dar uma vitória para Sebastian, pois em condições normais, e até mesmo com chuva, a Mercedes é a grande favorita amanhã.

A chuva foi a grande protagonista do treino oficial de hoje, com vários atrasos e duas bandeiras vermelhas causando um verdadeiro caos. Porém, mesmo no caos, a Mercedes mostrou seu equilíbrio e liderou todas as sessões com Lewis Hamilton, mostrando toda a sua habilidade, enquanto Rosberg parecia sofrer um pouco mais, mas ainda assim acompanhando o companheiro de equipe. As demais equipes, algumas vezes 2s atrás dos carros prateados, corriam atrás dos melhores lugares possíveis e com a chuva, surpresas poderiam acontecer, como foi o caso de Romain Grosjean em seu sofrível Lotus indo para o Q2, enquanto Adrian Sutil, notório bom piloto na chuva, ficou pelo caminho no Q1, demonstrando que a Sauber novamente começa mal uma temporada. O Q2 viu Alonso cometer um erro quando estava montado com pneus intermediários ao bater em Kvyat, mas a Ferrari mostrou sua grandiosa eficiência ao praticamente trocar a suspensão dianteira esquerda do carro do espanhol e ainda fazer Alonso ir para o Q3. Muitos ainda apontam para problemas no carro da Williams em piso molhado, mas se esquecem da famosa deficiência de Massa na chuva e juntando tudo isso, mais uma vez o brasileiro ficou abaixo das expectativas.

Com a chuva apertando, o Q3 foi decidido no começo e Vettel mostrou sua magia ao ficar menos de um décimo de Hamilton, enquanto Rosberg levou mais de meio segundo de Lewis, mas se serve de consolo, Nico também largou na segunda fila em Melbourne e dominou a prova australiana. Com batida e tudo Alonso fecha a segunda fila, derrotando Kimi (6º) de forma mais apertada, enquanto Ricciardo ficava mais de 1s atrás do seu notório companheiro de equipe. Um pelotão de elite formado por Mercedes, Ferrari e Red Bull se formou na Malásia, mas ninguém duvida que os prateados são os grandes favoritos amanhã e só mesmo outra chuva como a de hoje pode mostrar um resultado diferente do que uma vitória de Hamilton ou Rosberg.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Conexão Lauda

Essa manhã estava assistindo ao Redação SporTV e entre os convidados estava Roberto D'Ávila, que estreia um programa na Globonews por esses dias. Conhecido por fazer grandes entrevistas em todo o mundo, foi mostrada parte de uma entrevista de D'Ávila com Niki Lauda e imediatamente corri para o YouTube. Simplesmente sensacional. Mesmo com as legendas mal feitas e as imagens longe de serem perfeitas, vale a pena os quase cinquenta minutos de entrevista, particularmente a partir do minuto 13, quando Lauda fala do seu acidente e os momentos críticos no hospital, chegando a se emocionar no final. Só para situar um pouco, a entrevista foi realizada em 1984, às vésperas de Lauda conquistar o seu terceiro título. Repito. Vale a pena!