O piloto da Ganassi fez uma corrida discreta na California, onde teve problema de desgaste de pneus e foi apenas oitavo em Laguna Seca, mas isso não apaga o domínio de Palou esse ano, onde conquistou o quarto título consecutivo e o quinto no geral. Na corrida de despedida da Ganassi, onde correu por 25 temporadas, Scott Dixon teve os mesmos problemas de Palou e terminou numa obscura 17º colocação e pela primeira vez em 22 anos Dixon não venceu pelo menos uma corrida na Indy. Sem Dixon, de partida para a McLaren e claramente em fase descendente na carreira, a Ganassi se apoiará ainda mais em Palou.
Kirkwood chegou em segundo e garantiu o mesmo posto no campeonato, superando a dupla da McLaren Christian Lundgaard e Pato O'Ward, que trocaram farpas via imprensa, denunciando provavelmente o motivo da dispensa do dinamarquês mesmo Christian tendo chegado na frente de Pato no campeonato. Além de Dixon, a McLaren receberá o atual vencedor das 500 Milhas Felix Rosenqvist, com o time liderado por Tony Kanaan totalmente focado em vencer as 500 Milhas. De preferência com O'Ward, um dos pilotos mais populares da Indy na atualidade.
A vitória de McLaughlin diminuiu um pouco a sensação de que a Penske teve um dos seus piores anos. Newgarden cada vez mais só performa bem em ovais e David Malukas, o melhor piloto da Penske no campeonato, teima em bater na trave e não vencer. Mesmo com um trio de pilotos que não arranca suspiros de ninguém, Roger Penske os manteve para 2027, mas claramente pensando lá na frente em trazer alguém para os substituir. E Felipe Nasr não esconde de ninguém que está apenas esperando um convite...
Com a saída de Colton Herta no projeto até mesmo amalucado de estrear na F1 em algum momento, a Andretti passou apoiar Kirkwood e a aposta foi certeira, mesmo o americano não sendo capaz de igualar o rendimento de Palou. Power fez uma estreia boa com a equipe e Marcus Ericsson conseguiu renovar o contrato quando tudo indicava que não aconteceria. Com Kirkwood mais confiante, pode ser que a Andretti dê o necessário pulo em 2027 e o americano consiga bater de frente com Palou.
Das equipes médias, a Rahal foi bastante irregular, com atuações interessantes e outros horrorosas, principalmente em ovais. A Juncos se pautou no ótimo Rinus Veekay, que permanece em equipes pequenas ninguém sabe bem o motivo. Mesmo com apoio da Penske, a Foyt não foi a mesma e ainda manteve o irascível Ferrucci, com Caio Collet, que esteve longe de brilhar, sobrando para 2027. A Meyer&Shank conseguiu o grande feito do ano ao vencer as 500 Milhas, mas perdeu Rosenqvist para a McLaren. Quem a equipe trouxe? O desastrado Mick Schumacher, que pouco mostrou na Rahal, mas conta com o sobrenome para chamar a atenção de patrocinadores. A Carpenter teve prejuízos com seus dois pilotos (Rasmussen e Rossi) e a Dale Coyne esperava mais de Dennis Hauger, piloto protegido pela Andretti, mas o novato foi tão mal que talvez ele nem fique na Indy...
A Indy entra em seu absurdamente longo período de hibernação, só retornando em março do ano que vem. Palou deverá ser o principal favorito, com a Ganassi trabalhando para o espanhol, mas pode ter uma maior resistência de Kirkwood no campeonato, além de encarar a força da McLaren em Indianápolis, sempre um campeonato a parte. Porém 2027 ainda nem começou, mas as equipes estarão olhando mais para 2028 e a estreia do novo carro. O problema é que se as equipes pensarem demais em 2028, Alex Palou poderá atropelar como vem fazendo nos últimos anos.

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