As perspectivas para George Russell em Monza eram as melhores possíveis. Mesmo correndo em casa seu companheiro de equipe e líder do campeonato Andrea Kimi Antonelli sofreria uma punição por ter excedido o limite de troca de peças na unidade de potência. Era a chance de ouro para Russell descontar alguns pontos da desvantagem que tem para Kimi e dar um respiro no campeonato. Para completar, o motor Mercedes se mostrou o melhor do pelotão e as clientes, leia-se McLaren, não se mostraram fortes o bastante para bater a equipe de fábrica nos treinos livres. Com Antonelli já avisado em ajudar George na classificação, a pole parecia protocolar para Russell. Faltou combinar com Pierre Gasly, que numa classificação mágica, conseguiu uma pole miraculosa com seu Alpine de motor Mercedes. Mesmo incrédulo, aquele parecia um incidente pontual para Russell e ainda na primeira volta o inglês assumiu a ponta rumo a uma vitória em Monza. No entanto, Russell deve ter ficado alarmado na bandeira vermelha na segunda volta quando percebeu que Kimi ganhara sete posições e ficaria ainda mais assustado quando com um terço de prova, viu seu companheiro de equipe lutando com ele pela vitória. Russell aproveitara a bandeira vermelha para colocar pneus duros e partir até o fim da prova, algo que Antonelli também tentaria, mas com pneus médios. Porém, um VSC fez com que a Mercedes trocasse a estratégia de Antonelli, que fez uma segunda parada e se tornou o piloto mais rápido do pelotão, em sua caçada à Russell, que com os pneus que tinha, pouco pôde fazer para se defender. Mesmo com tudo a seu favor, Russell não ficou com a pole e mesmo liderando boa parte da corrida em Monza, foi derrotado por Antonelli, que largara da 19º posição e conseguiu uma vitória extremamente popular e dar bastante confiança ao jovem italiano. Matematicamente ainda há bastante pontos a serem conquistados, mas uma derrota dessa poderá ser o fim da linha de George Russell como um piloto potencialmente campeão do mundo.
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