domingo, 11 de dezembro de 2022
Nova dinastia?
domingo, 4 de dezembro de 2022
Que pena...
terça-feira, 29 de novembro de 2022
Sem surpresas
Usando o próprio automobilismo como exemplo, sempre surgem jovens pilotos rápidos nas categorias de base, mas essas revelações muitas vezes 'batem no teto' numa categoria acima. Quem não se lembra de Antônio Pizzônia fazendo misérias na F3, mas já não sendo tão dominante na F3000 e fazendo um papelão na F1? Pois bem, Binotto pode ser um ótimo engenheiro ou chefe de departamento, mas cuidar de uma grande empresa, no que se tornou as equipes de F1, com todas as suas complexidades e políticas é um trabalho verdadeiramente para poucos. Binotto chegou à chefia da Ferrari num momento de transição, com a morte de Sergio Marchionne em 2018. Binotto teve um ano muito bom em 2019, mas a polêmica do motor 'apimentado' da Ferrari e um acordo secreto fez com que a Ferrari tivessem dois anos complicados em 2020 e 2021. A mudança de regulamento fez com que a Ferrari desse um passo à frente em 2022, mas não faltaram problemas que um chefe mais experiente e forte poderia resolver. E Binotto não resolveu.
Ainda em 2019, com a chegada de Charles Leclerc, o monegasco teve alguns arranca-rabos com Vettel, praticamente fazendo com que o alemão saísse da equipe no final de 2020. A Ferrari perdeu alguns pontos naquela época por pura falta de administração de seus pilotos. Ponto negativo para Mattia. Veio 2022 e a Ferrari parecia que nadaria de braçada com um carro bem nascido com o novo regulamento técnico, mas não demorou muito a desandar a maionese. Erros táticos básicos deixaram Leclerc, hoje a aposta da Ferrari, ainda mais pressionado, fazendo-o errar dentro da pista. Nesse círculo vicioso, Max Verstappen e Red Bull aproveitaram para dominar uma temporada que parecia vermelha no começo do ano. Graças a isso, a confiança da Ferrari e do presidente do grupo Agnelli John Elkann foi decaindo cada vez mais em torno da liderança de Binotto, que ainda se viu envolvido em problemas com Leclerc, cansado de ver a Ferrari cometer erros absurdos de estratégia.
Binotto não apareceu na maiorias das corridas finais, já indicando que ele não permaneceria no posto de chefe da Ferrari por muito tempo, algo alimentado pela imprensa italiana. Em comum acordo, hoje foi anunciado a saída de Binotto da Ferrari, que consta que foi de Binotto o pedido de desligamento dele. Rei morto, rei posto. Segundo a mesmo imprensa italiana, o favorito a ocupar o cargo de Binotto seria Fred Vasseur, chefe da Alfa Romeo, que passará por momentos de transição com a chegada da Audi nos próximos anos. A Ferrari ainda não se pronunciou quem será o novo chefe, assim como não se sabe o que Binotto fará da vida. A Ferrari evoluiu bastante com a mudança de regulamento, isso é um fato, mas também não dá para contestar que a liderança da Ferrari estragou um ano que poderia ser ainda melhor. Sem surpresas, sobrou para o chefe e Binotto procurará o que fazer em 2023.
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
Figura(ABU): Sebastian Vettel
Todas as homenagens feitas para Vettel nesse final de semana dimensiona bem o respeito que Sebastian conquistou no sempre difícil ambiente da F1. Talvez esse tenha sido a maior proeza de Sebastian Vettel: mesmo sendo dominador, ele continuou o mesmo e sendo respeitado por todos. Danke Seb!
Figurão(ABU): Mick Schumacher
Bem na semana em que recebeu a desagradável notícia de que seu contrato não seria renovado com a Haas, Mick Schumacher teve um final de semana bem miserável, o que não é bom como última mensagem para quem pensa em retornar a titularidade na F1. Mesmo largando na frente do consistente Kevin Magnussen, Mick fez uma corrida bem ao estilo do que foi seu ano: regular e burocrática. Schumacher mal apareceu na transmissão, mas quando o fez foi na pior situação possível. Exatamente um ano depois do toque que mudou a história do campeonato de 2021, Mick e Nicholas Latifi, outro que está saindo da F1, se encontraram e rodaram como se estivessem treinado antes, de tão coreografado que foi. Com um histórico ruim dentro da categoria, todos pensavam que se tratava de outra presepada de Latifi, mas o replay mostrou o erro crasso de Schumacher, batendo na traseira da Williams do canadense quando estava metros atrás de Latifi, numa manobra difícil de ser explicada. No fim, Mick Schumacher foi punido e foi um dos últimos na corrida derradeira de 2022. Com um bom pedigree e títulos na categoria de base, Mick Schumacher até o momento não mostrou a que veio na F1. Se não foi tão veloz, se meteu vários acidentes que marcou sua temporada que já não é mais de estreia. Duas boas corridas que lhe renderam pontos foi tudo que Mick fez e somente por causa do seu sobrenome ele ainda chama atenção de outras equipe, que pensam no jovem alemão como piloto reserva. Ao colocar sua cabeça no travesseiro, Mick Schumacher terá que fazer uma boa autocrítica e perceber que não foi à toa que a Haas preferiu tirar Nick Hulkenberg da aposentadoria, ao invés de renovar seu contrato.
domingo, 20 de novembro de 2022
Pelada de fim de ano
Com toda a celeuma ocorrida dentro do reino de Christian Horner e Helmut Marko, a expectativa ficou para observar o comportamento dos dois pilotos da Red Bull, que dividiram a primeira fila. Verstappen prometeu ajudar Pérez, enquanto Leclerc apenas observava toda a situação que poderia lhe ajudar a ficar, pelo menos, com o vice-campeonato. A largada foi convencional, com ninguém tentando maiores ataques, ainda mais em cima de Vettel, que fazia sua despedida da F1. A dupla da Red Bull deu pinta que dispararia frente à Leclerc, enquanto Sainz e a dupla da Mercedes se digladiavam numa disputa animada, mas que durou pouco tempo, com vantagem para o ferrarista. No entanto, Pérez começou a perder rendimento na medida em que a primeira parada se aproximava, fazendo o mexicano parar mais cedo do que Leclerc, que preferiu ficar na pista. Com o circuito de Yas Marina gastando mais pneus do que o esperado, pouco gente arriscou usar os pneus macios, preferindo a gama mais dura. Pérez colocou pneus duros, vislumbrando parar apenas uma vez, mesmo com muita corrida pela frente. Dois seis primeiros colocados, apenas Verstappen e Leclerc postergaram suas paradas, indicando que parariam realmente apenas uma vez, algo confirmado quando colocaram pneus duros perto do final da prova.
A situação de Pérez ficou numa situação incômoda. Tendo parado mais cedo, fazer apenas um pit-stop o deixaria a mercê de um ataque de Leclerc e por isso, optou por parar duas vezes, iniciando uma caçada em cima da Ferrari, numa luta direta pelo vice-campeonato. Para Leclerc, restava esperar um ataque que poderia ocorrer no final da prova. Porém, o monegasco contou com duas ajudas involuntárias que deveria render à Charles pagar os jantares de Gasly e Hamilton. Também escolhendo parar uma vez, Hamilton foi atacado por Checo, mas lembrando ainda da polêmica da final do ano passado, Lewis não tornou a vida de Pérez fácil, fazendo-o perder precioso tempo. Depois, Checo foi colocar uma volta em Gasly e Albon, dois pilotos apoiados pela Red Bull, mas Pierre, de saída das asas da Red Bull, não ajudou muito a causa de Checo, fazendo da situação do mexicano praticamente irreversível. Pérez lutou até o final, recebendo a bandeirada apenas 1.3s atrás de Leclerc, mas perdendo o vice por essa diferença. Enquanto isso, Verstappen não teve dificuldades maiores para vencer pela décima quinta vez e confirmar um ano próximo da perfeição, o mesmo acontecendo com a Red Bull, que manteve a curiosa estatística de nunca ter feito uma dobradinha no campeonato.
Após vencer sua primeira corrida, Russell fez uma prova discreta, terminando em quinto, atrás de Sainz. Hamilton queria parar duas vezes, a Mercedes não concordou, mas no fim um problema hidráulico no finalzinho da prova fez com que Lewis termine sua primeira temporada na F1 zerado em vitórias e poles. Hamilton saiu da corrida decepcionado, talvez querendo repetir a cena de 2018, quando ele e Vettel homenagear Alonso, que na ocasião se aposentaria. Porém, tanto Hamilton como Alonso foram os abandonos do dia e não puderam celebrar com Vettel, que terminou sua carreira com um décimo lugar. O alemão fez um começo de corrida forte, brigando com os dois carros da Alpine, mas na medida em que a Aston Martin escolheu a estratégia de uma parada, Vettel não teve o mesmo desempenho e contou justamente com o abandono de Hamilton para marcar seu derradeiro ponto na F1. Norris foi o melhor do resto, mas não foi o suficiente para fazer a McLaren ultrapassar a Alpine no Mundial de Construtores, que viu a Ferrari superar a Mercedes, mesmo com a grande evolução dos alemães. No quesito despedidas, Ricciardo pôde ter feito sua última corrida na F1 terminando nos pontos, algo que Latifi e Mick Schumacher estiverem longe de fazer. Os dois se tocaram, numa viajada de Mick, que deve ter entendido por a Haas preferir ter tirado Hulkenberg de sua aposentadoria.
E a temporada 2022 terminou do jeito que se desenrolou o campeonato. Verstappen se mostrou imparável em todo o final de semana, mesmo com Ferrari e Mercedes na espreita, mas o conjunto do neerlandês e a Red Bull se mostraram fortes demais para sofrer algum ataque. Porém, a grande estrela do final de semana foi Sebastian Vettel, que conquistou algo mais difícil do que quatro títulos na F1: o respeito absoluto dos seus pares. Danke Seb!
sábado, 19 de novembro de 2022
Ajuda?
A classificação em Abu Dhabi foi bem convencional, mesmo com a maior atenção para Vettel, que vem recebendo inúmeras homenagens da F1 e seus integrantes. Numa cena rara, todos os pilotos saíram para jantar para ficar uma noite a mais com Seb, enquanto tiraram uma foto juntos com Vettel na reunião da GDPA. Vários pilotos colocaram 'Danke' ou mudaram suas cores em cortesia à Vettel, que mostrou dentro da pista sua velocidade, que esteve adormecida na maior parte do tempo de 2013 para cá, conseguindo um tempo surpreendente no Q2 que o colocou na última parte da classificação. Saindo da Haas para dar lugar ao veterano Nico Hulkenberg, Mick Schumacher vai tentando mostrar serviço e foi ao Q2, algo que Magnussen não conseguiu por muito pouco. Na Alpine, Alonso não gostou nada de ter encontrado Ocon numa volta rápida e sua indiferença nos rádios demonstra que o espanhol apenas conta as horas para sair da Alpine e do convívio do jovem francês.
As brigas principais são pelo vice-campeonato de pilotos e de construtores. Após conseguir uma enfática dobradinha em Interlagos, apenas uma semana depois a Mercedes nem de longe brigou pela pole, ocupando inteiramente a terceira fila. Sorte da Ferrari, que nem de longe se aproxima da Red Bull e vê Binotto mais ameaçado do que nunca de procurar outras oportunidades no mercado. Checo está com um olho no gato (Leclerc) e outro no peixe (Max). Depois de toda a celeuma em São Paulo e até mesmo acusado de ter trapaceado em Mônaco, Pérez tenta manter-se calmo numa situação incômoda, onde não pode contar 100% com a ajuda de Verstappen e tem que deixar Leclerc atrás de si no domingo. Pérez andou forte o final de semana inteiro, mas no Q3 Max mostrou sua magia e ficou com a pole, com Sérgio ao seu lado na primeira fila. Terá ajuda? Não dá para cravar, mas Abu Dhabi verá outra corrida tensa, mais tensa que a Red Bull gostaria, o que não significa emocionante no histórico nada bom de Yas Marina.
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