sábado, 14 de junho de 2008

História: 20 anos do Grande Prêmio do Canadá de 1988


Com quatro vitória em quatro corridas, o campeonato de 1988 estava praticamente definido a favor da McLaren, mas como Ron Dennis não gosta muito de definir quem era o primeiro piloto, Senna e Prost iriam duelar pelo campeonato de pilotos até o final do ano. E seria uma briga por vitórias. Tirando os Grandes Prêmios do Brasil e de Mônaco, onde havia abandonado, a McLaren tinha marcado dobradinhas e essa era a expectativa para o Grande Prêmio do Canadá.

Por causa de disputas contratuais, a corrida realizada na Ile de Notre Dame não foi realizada em 1987, mas quando as coisas ($) foram acertadas, Montreal tinha feito algumas modificações no belo Circuito Gilles Villeneuve. Os boxes foram trocados de lugar, indo para reta de chegada, que, por sinal, também veria a largada, já que o começo era sempre na reta oposta. Algumas curvas foram modificadas, mas o traçado ainda era praticamente o mesmo de 1978, quando foi realizada a primeira prova de F1 em Montreal. A Classificação tinha sido marcada pelo fortíssimo acidente de Derek Warwick, com seu Arrows quase capotando após atingir uma zebra mais alta. O inglês sofreu muito com sua aterrissagem forçada, mas ainda pôde correr. Lá na frente, os meninos da McLaren dominavam o cenário, com Prost liderando a Classificação de sábado até Senna entrar na pista nos minutos finais e conseguir sua quinta pole consecutiva. O brasileiro estava invicto no ano no quesito pole-positions.

Grid:
1) Senna (McLaren) - 1:21.681
2) Prost (McLaren) - 1:21.863
3) Berger (Ferrari) - 1:22.719
4) Alboreto (Ferrari) - 1:23.296
5) Nannini (Benetton) - 1:23.968
6) Piquet (Lotus) - 1:23.995
7) Boutsen (Benetton) - 1:24.115
8) Cheever (Arrows) - 1:24.679
9) Mansell (Williams) - 1:24.844
10) Streiff (AGS) - 1:24.968

O dia 12 de junho amanheceu com sol forte em Montreal e uma forte reclamação de Senna. O piloto da McLaren reclamou com os organizadores que a sua posição de pole-position estava no lado errado da pista e que teria que haver uma modificação. Essa seria a primeira de muitas das reclamações de Senna com relação ao local do pole-position no grid. Afinal, ele quase sempre largava lá mesmo...

Senna mostrou que sua teoria estava certa quando não tracionou tão bem sua McLaren no sinal verde e Prost emparelhou com o seu companheiro de equipe na freada para a primeira curva e obtendo vantagem na segunda. Atrás das duas Mclarens, vinham duas Ferraris e duas Benettons, seguidos pelos ex-companheiros de equipe na Williams, Nelson Piquet e Nigel Mansell. Enquanto os pilotos da McLaren começavam a disparar, as Ferraris eram superadas pelas Benettons, que logo ficou representada apenas com Thierry Boutsen, quando Nannini abandonou ainda no início.

Apesar do campeonato estar claramente sendo decidido entre Senna e Prost, ainda não havia tido uma briga direta entre os dois gênios. Uma ultrapassagem. Uma fechada de porta. Uma dipsuta na freada. Um toque de rodas. Até agora, nada. Os torcedores canadenses nas arquibancadas e todo o mundo na TV se preparava para o primeiro choque entre os dois titãs da F1. Senna parecia ter um melhor carro, mas não encontrava lugar para ultrapassar. O brasileiro tinha colocado um pouco de lado seu lado agressivo e estudava as linhas de Prost, esperando a menor das oportunidades para fazer a ultrapassagem. E ela veio exatamente quando o francês deu um pequeno, mas fatal vacilo. Na volta 19, na entrada do hairpin, Senna veio mais forte e freou o mais forte possível. Prost, talvez sendo um cavalheiro, talvez não esperando a manobra do seu vizinho de box, nem fechou a porta. Senna completou a ultrapassagem e foi embora, deixando Prost e todo mundo embasbacado com tamanha precisão numa ultrapassagem sobre um bicampeão mundial.

A corrida passou a ser uma constante preocupação com o combustível, já que Montreal costuma apresentar algumas surpresas no final de suas corridas, com carros encostando com pane seca. A corrida fica bem estática, sem nenhuma ultrapassagem entre os primeiros colocados. As únicas modificações foram as duas Ferraris quebrando na metade da prova. E Senna conquistando sua segunda vitória no ano, com apenas 5.9s de vantagem para Prost. Mas 51s na frente do primeiro carro não-McLaren, a Benetton de Thierry Boutsen. O Campeonato de Construtores estava mais do que decidido, mas o de piloto ainda nos daria bastante história para contar!

Chegada:
1) Senna
2) Prost
3) Boutsen
4) Piquet
5) Capelli
6) Palmer

quarta-feira, 11 de junho de 2008

F1 de luto


Morreu hoje o primeiro chefe da equipe Toyota de F1, o sueco Ove Andersson. Antes de passar para a parte organizacional do automobilismo, Andersson foi um dos grande pilotos de Rally nos anos 60 e 70. Por sinal, o rally parece ser uma boa escola, pois foi de lá que também saiu Jean Todt e David Richards. Após abandonar a carreira de piloto, Andersson comandou a Toyota em sua vitoriosa passagem no Mundial de Rally e também na aventura japonesa nas 24 horas de Le Mans. Sempre pensando alto, Andersson levou a Toyota para a F1 com um projeto de longo prazo, tanto que a equipe foi criada no final do ano 2000 e passou o ano seguinte inteiro somente testando, para estrear em 2002. Mesmo com tanto investimento, até agora a Toyota nunca mostrou resultados compatíveis com seu budget e Andersson só comandou a equipe em seu primeiro ano. Aos 70 anos, Andersson morreu onde era mais feliz: ao volante de um carro de Rally, na África do Sul.

Vá com Deus, Ove! McRae e Toivonen te esperam!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Figura (CAN): Robert Kubica

Não podia ser outro! No auge de uma belíssima temporada, Kubica coroou sua excelente fase com a sua primeira vitória na F1 e ainda teve a honra de dar a primeira vitória para a BMW Sauber. Exato um ano depois de ter sofrido um dos acidentes mais vistosos da história da F1, Kubica mostrou que não sofreu nenhum tipo de trauma e após o ocorrido, só evoluiu. A segunda temporada completa do polonês vem sendo impressionante e cuminou com sua vitória e a liderança no Mundial de Pilotos. Se não tem o melhor material em mãos, Kubica sabe como nunca se aproveitar dos erros dos seus adversários e já tinha conseguido vários pódios por erros de ferraristas e mclarianos. Domingo, Kubica era um seguro segundo colocado quando Hamilton cometeu a besteira do ano, mas o piloto da BMW ainda teve que andar forte para superar a estratégia do seu companheiro de equipe e venceu de forma categórica. Se dificilmente conquistará o campeonato, Kubica poderá ser um fator nesse ano, tirando pontos dos postulantes ao título e vencendo corridas. Mas se alguém der brecha...

Figurão(CAN): Lewis Hamilton

"Erro bobo", "manobra medonha", "motorista aprendendo a dirigir", foram os ácidos comentários que a então babona imprensa inglesa fez nesta segunda ao seu queridinho Lewis Hamilton. E não poderia ter sido mais merecido! O que Hamilton fez neste domingo entrou para os anais da F1 como uma das maiores asneiras de todos os tempos, ao acertar Kimi Raikkonen quando estavam parados no final do pit-lane, com a luz vermelha. Da mesma forma que foi totalmente inacreditável que Felipe Massa, exatamente um ano atrás no Canadá, e Rubens Barrichello na primeira etapa do ano, não viram a luz vermelha quando saíam dos boxes, Hamilton ainda teve o adicional de não ter visto dois carros parados bem à sua frente! Se desgraça pouca não fosse bastante, Hamilton estragou um final de semana que até então vinha sendo maravilhoso e sem erros, onde tinha todas as chances de aumentar sua vantagem na liderança do campeonato, mesmo sem ter o melhor carro. Ao invés disso, terá que lhe dar com uma merecida punição no próximo Grande Prêmio da França e uma incômoda vice-liderança do Mundial.

Problemas técnicos

Para quem acompanha este blog, percebeu que fiquei fora do ar por alguns dias. Isso aconteceu por dois motivos. O primeiro foi uma crise alérgica daquelas que me deixou de cama todo o final de semana. A segunda, e principal, foi a memória do meu PC, que me pregou uma peça e me deixou sem acesso a muita coisa durante todos esses dias. Mas com um PC praticamente novo e quase (quase!) bom, volto ao normal nos próximos dias!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

História: 25 anos do Grande Prêmio Estados Unidos-Leste de 1983


A disputa pelo campeonato de 1983 parecia que seria tão acirrada como nos últimos anos. Renault, Ferrari e Brabham-BMW dominavam a temporada com seus potentes motores turbo. Porém, Detroit era ainda mais travado do que Monte Carlo e os pilotos com motores aspirados poderiam ter uma nova chance, assim como tiveram em Long Beach e Mônaco. Keke Rosberg e os pilotos da McLaren, Lauda e Watson, esperavam repetir seus triunfos, como nas etapas em circuitos de rua.

Porém, o primeiro carro aspirado no grid para Detroit era a Arrows de Marc Surer na quinta posição, enquanto as duas primeiras filas eram dominadas por carros com motores turbo. René Arnoux começava a ser pressionado dentro da Ferrari e precisava mostrar serviço logo e a pole seria uma ótima resposta. Mesmo não gostando de circuitos de rua, Nelson Piquet largaria na primeira fila e poderia se aproximar ainda mais do líder do campeonato Alain Prost, que colocou seu Renault numa humilde décima terceira posição. Em quarto, Elio de Angelis levava seu Lotus 93T com o novo motor Renault turbo a melhor posição na temporada. Antes da F1 chegar em Detroit, a Lotus tinha anunciado a contratação de Gerard Ducarouge e o francês começava a mostrar trabalho.

Grid:
1) Arnoux (Ferrari) - 1:44.734
2) Piquet (Brabham) - 1:44.933
3) Tambay (Ferrari) - 1:45.991
4) De Angelis (Lotus) - 1:46.258
5) Surer (Arrows) - 1:46.745
6) Alboreto (Tyrrell) - 1:47.013
7) Cheever (Renault) - 1:47.334
8) De Cesaris (Alfa Romeo) - 1:47.453
9) Warwick (Toleman) - 1:47.534
10) Boutsen (Arrows) - 1:47.586

O dia 5 de junho de 1983 estava nublado, mas não havia possibilidade de chuva naquele momento. Porém, uma nuvemzinha negra estava em cima da cabeça de Patrick Tambay, que ficou parado durante a largada e mesmo tendo a sorte de não ter sido atingido por ninguém, o francês da Ferrari abandonou a corrida sem sequer ter feito um metro!

Nelson Piquet e René Arnoux largam muito bem, mas o brasileiro faz uma boa manobra por fora e assumia a liderança. Elio de Angelis queima a largada de forma descarada e fica em terceiro, enquanto Surer é atrasado pela Ferrari de Tambay e perde várias posições. Com um carro praticamente novo, De Angelis tem problemas ainda na quinta volta e abandona com a transmissão quebrada. Quem assumia a terceira posição era Andrea de Cesaris, mostrando o quanto o italiano se sentia à vontade em circuitos de rua. No entanto, Keke Rosberg vinha de uma obscura décima segunda posição no grid para as cabeças. Na sétima volta o finlandês ultrapassava Alboreto e assumia a quarta posição, enquanto Lauda e Watson vinham ganhando posições mais atrás.

Piquet e Arnoux impriam um ritmo muito forte e já tinha se destacado dos demais pilotos. O francês tinha claramente um carro mais rápido, mas Piquet resistia e os dois brigavam fortemente. Quando o piloto da Brabham sentiu que era inútil segurar Arnoux, praticamente deixou o piloto da Ferrari passar na nona volta. Mais atrás Rosberg ultrapassava De Cesaris e começava a se aproximar de Rosberg e realizaria a ultrapassagem na volta 19. Então a estratégia começou a entrar na corrida. A Brabham tinha sido a pioneira nos pit-stops modernos e todos esperavam por uma parada de Piquet durante as provas, porém o brasileiro não vinha num ritmo alucinante, como normalmente fazia nos inícios de prova e vinha num seguro terceiro lugar. Na volta 29, Rosberg foi aos boxes reabastecer, mostrando que seu ritmo inicial era mais por um carro bem mais leve.

Na volta 31, Arnoux começa a perder rendimento e abandona com problemas elétricos. Piquet liderava a corrida. E mais da metade da prova já tinha passado e nada do brasileiro parar. Depois de ter praticamente inventado as paradas programadas, Piquet daria o bote e não pararia? Parecia o caso e o final da corrida foi se aproximando com Piquet praticamente garantindo a vitória. Contudo, Michele Alboreto estava numa estratégia semelhante e começava a se aproximar de Piquet. E se aproximava rápido. Rápido demais! Logo o italiano estava colado na Brabham de Piquet e quando todos esperavam por uma grande batalha nas voltas finais, o pneu traseiro direito de Piquet baixou de vez e o brasileiro teve que ir aos boxes fazer sua parada. Com isso, Alboreto desfilou tranqüilo nas dez últimas voltas para conquistar sua segunda vitória na carreira. Rosberg conseguia uma boa segundo posição, enquanto Watson completava um pódio inteiro "aspirado". Piquet ainda voltou a tempo de conquistar um quarto lugar, que o deixava apenas um ponto atrás de Prost no campeonato.

O triunfo de Alboreto era tão inesperado, que até então o italiano não tinha marcado pontos no campeonato, mas esta prova teria um sentido ainda mais especial. Apesar de toda a festa da Tyrrel, o que ninguém sabia era que essa seria a última vitória da tradicional equipe, que quinze anos depois seria vendida para a BAR.

Chegada:
1) Alboreto
2) Rosberg
3) Watson
4) Piquet
5) Laffite
6) Mansell

História: 35 anos do Grande Prêmio de Mônaco de 1973


Após cinco etapas, o Campeonato Mundial de 1973 vinha sendo uma disputa reservada aos dois últimos campeões, Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart, que compartilharam as cinco primeiras vitórias, com vantagem para o brasileiro, que tinha três triunfos, frente a dois do escocês. Porém, o campeonato daquele ano não vivia unicamente das duas estrelas e os coadjuvantes das respectivas equipes também andavam no pelotão da frente junto com seus companheiros de equipe. François Cevert começava a dar o retorno do investimento feito nele pela Tyrrell, enquanto Ronnie Peterson mostrava todo o seu talento na Lotus. Emerson liderava o campeonato sete pontos à frente de Stewart, enquanto Cevert era um distante terceiro colocado e Peterson ainda não havia transformado suas espetaculares exibições em pontos.

O Grande Prêmio de Mônaco seria realizado um pouco mais tarde do que o habitual por causa de algumas mudanças ocorridas no circuito, como a nova sessão do Túnel e uma nova curva chamada La Rascasse. Essa foi a última grande reforma do traçado nas ruas de Monte Carlo e até hoje a pista segue sem praticamente nenhuma mudança. Na briga pela pole, Stewart mostrava a evolução da Tyrrell e assegurava mais uma pole, enquanto Peterson fazia mais uma das suas e acompanhava o escocês na primeira fila. Emerson era apenas quinto e ao seu lado teria uma das surpresas do dia: o austríaco Niki Lauda. O jovem austríaco pagava para ficar na equipe BRM corrida após corrida, mas desta vez Lauda mostrou o seu valor e largaria à frente do seu mais conhecido companheiro de equipe Clay Regazzoni. Mais atrás, à bordo de um March privado, um jovem inglês fazia sua estréia na F1 ao lado do seu rico chefe de equipe, Lord Hesketh. O seu nome era James Hunt!

Grid:
1) Stewart (Tyrrell) - 1:27.5
2) Peterson (Lotus) - 1:27.7
3) Hulme (McLaren) - 1:27.8
4) Cevert (Tyrrell) - 1:27.9
5) E.Fittipaldi (Lotus) - 1:28.1
6) Lauda (BRM) - 1:28.5
7) Ickx (Ferrari) - 1:28.7
8) Regazzoni (BRM) - 1:28.9
9) W.Fittipaldi (Brabham) - 1:28.9
10) Ganley (Iso-Marlboro) - 1:29.0

Ao contrário do ano anterior, o dia 3 de junho de 1973 amanheceu debaixo de sol forte no principado de Mônaco. Assim, uma zebra como a vitória de Beltoise era praticamente impossível, mas essa corrida seria marcada por algumas surpresas. Na luz verde, François Cevert consegue uma excepcional largada e pula de quarto para a liderança da prova, seguido por Peterson. Ou seja, os dois pilotos número 2 das duas principais equipes lideravam a prova. Atrás deles, Clay Regazzoni também surpreendia ao pular de oitavo para terceiro, ficando à frente de Stewart e Fittipaldi. Infelizmente para Cevert, sua liderança seria efêmera e o francês bateu num meio fio ainda na segunda volta, cortando seu pneu e caindo para a última posição.

Com isso, Peterson voltava a liderar um Grande Prêmio e com um bom acerto em seu Lotus, o sueco começa a abrir vantagem sobre os demais, enquanto Regazzoni segurava todos os pilotos atrás de si. Mesmo com um BRM longe de poder enfrentar Lotus e Tyrrell, o suíço era carne de pescoço e ninguém conseguia deixá-lo para trás. Contudo, Rega estava forçando demais, andando mais do que o próprio carro e na sexta volta ele acaba passando reto na chicane. Quando o suíço se recuperou de sua burrada, ele já estava atrás de Cevert na última posição.

Com pista livre, Stewart passa a atacar Peterson, com Emerson à espreita. Quando uma grande briga pela liderança parecia se iniciar, Peterson perde rendimento em sua Lotus. O sueco é ultrapassado por Stewart e Fittipaldi na oitava volta e depois perderia mais três lugares, para se alojar na sexta posição. Stewart liderava mais um Grande Prêmio em Mônaco, mas tinha Emerson Fittipaldi em seu encalço, pronto para se aproveitar de qualquer erro do escocês. Eles eram as estrelas de 1973, mas atrás deles uma outra grande estrela começava a desabrochar. Mesmo com um pequeno BRM, Lauda estava num impressionante terceiro lugar, à frente da Ferrari de Ickx e de um não menos impressionante Brabham de Wilson Fittipaldi. Até então, todos viam Lauda como um piloto-pagante e sem nenhuma expressão na F1, mas Mônaco seria um divisor de águas para o austríaco.

A corrida se mantém extática até Lauda abandonar na volta 25 com o câmbio quebrado. Ickx coloca sua Ferrari na terceira posição, mas aquele ano não seria vermelho e o belga abandonaria vinte voltas depois com o semi-eixo quebrado. Com essas quebras, Wilson Fittipaldi ocupava sua melhor posição na F1 e estava na terceira posição, mas muito atrás do seu irmão, que nesse momento estava mais preocupado em atacar Stewart. Porém, Jackie era conhecido como um dos pilotos mais largos da história da F1 e o escocês não deu chance ao azar, conquistando sua terceira vitória em 1973 e se igualando a Jim Clark como o maior vencedor da F1 até então, com 25 primeiros lugares. Com o segundo lugar, Emerson permanecia sem ganhar em Mônaco, mas continuava na liderança, mas agora com Stewart apenas quatro pontos atrás. Infelizmente para a família Fittipaldi, Wilson teve problemas no final da prova e abandonou faltando sete voltas para o fim da corrida. Peterson, que se acomodou após o seu problema, chegou na terceira posição e marcava seus primeiros pontos no ano, enquanto Cevert fazia uma grande prova de recuperação e chegava em quarto. Porém, Emerson e Jackie pareciam estar em outro mundo e colocou uma volta no piloto da Lotus. Na volta de desaceleração, os dois líderes do campeonato e amigos ficaram tão emocionados que tocaram seus carros, quase causando um acidente. Coisas de gênios!

Chegada:
1) Stewart
2) E.Fittipaldi
3) Peterson
4) Cevert
5) Revson
6) Hulme