segunda-feira, 30 de junho de 2008

Euro 2008

Das últimas grandes competições de futebol, não restam dúvidas que a Euro 2008, que terminou no último domingo, foi o que apresentou o melhor nível técnico e que teve os jogos mais emocionantes. As duas últimas Copas do Mundo não foram muito legais, mas a edição de 2006 foi ainda melhor do que 2002, pois ao menos teve mais Clássicos. É bem melhor assistir Argentina x Alemanha, do que Senegal x Turquia...
A Espanha, que pensava que amarelaria como sempre, foi seguindo em frente e de repente estava na final. Seria contra a sempre temível Alemanha que os espanhóis fraquejariam? Que nada! Jogando muito melhor, Fernando Torres, Iker Casillas e cia. atropelaram os alemães e se o placar de 1 a 0 indica um certo equilíbrio, na verdade se revelou um certo preciosismo do espanhóis. O bicampeonato espanhol foi merecido e os grandes jogos deixarão saudades. O nível das seleções européias está incrivelmente superior as seleções sul-americanas, mas na Copa do Mundo vindoura isso pode virar. E isso deve até mesmo acontecer, mas Brasil e Argentina terão que se superar para se impor frente a Espanha, Alemanha, Holanda, Rússia e Itália daqui a dois anos. Por enquanto, a festa é toda vermelha e amarela. Com toda a justiça!

domingo, 29 de junho de 2008

Estão deixando Stoner chegar...


Apesar do massacre imposto por Stoner em Donington Park, achava difícil que o australiano conseguisse reverter a desvantagem que tinha para Rossi e Pedrosa. Não acho mais. Da mesma forma que Stoner teve alguns azares no começo do ano, o até então líder inconteste da temporada, Valentino Rossi, teve o seu dia de azar e beijou o chão sagrado de Assen ainda na primeira volta, entregando a liderança do campeonato para Dani Pedrosa, que pode não estar fazendo uma temporada espetacular, mas sua regularidade está fazendo a diferença.

A corrida deste sábado não foi caracterizado pela emoção, apesar da ameaça constante de chuva, que acabou caindo apenas na corridas das 125cc, mais cedo. Sorte de Stoner. Dominador no final de semana em Assen, o australiano só se sentiu levemente ameaçado na largada, quando foi ultrapassado por Pedrosa, mas Stoner tinha a corrida tão sob controle, que sua ultrapassagem ainda na primeira volta poderia ter acontecido mais tarde, pois era mais do que anunciada. Stoner venceu com uma diferença de 11s, enquanto Pedrosa corria sozinho, seguido de longe por seu companheiro de equipe Nicky Hayden. O americano campeão de 2006 sofreu o grande azar do final de semana, quando teve sua moto quebrada na última volta, perdendo o último degrau do pódio para o seu compatriota Colin Edwards. Em 2006, quando Hayden disputava o título com Rossi, o americano venceu a prova holandesa justamente quando Edwards, líder até a última curva, lhe entregou a vitória de bandeja na última volta.

Stoner, de um distante terceiro colocado no campeonato, agora se torna uma ameaça real e imediata e com uma moto incrivelmente mais rápida que as rivais, deverá lutar com Pedrosa e Rossi pelo título desse ano. Será de perder o fôlego!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Errata


Ninguém é obrigado a conhecer todos os modelos do mundo. Contudo, quando uma revista reconhecida como a Playboy, mesmo não sendo do ramo automobilístico, vai fazer uma reportagem sobre a mítica Porsche, deve-se tomar, no mínimo, alguns cuidados. Na edição desse mês, foi feita uma reportagem sobre os 60 anos da marca alemã e na 'capa' da reportagem, o ator-corredor Steve MacQueen junto a uma... Ferrari! Mesmo estando em frente ao box da Porsche, o carro vermelho e o símbolo da Ferrari estão bem aparentes. Que mico!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Enquanto isso, no domingo...


Após longo e tenebroso inverno, Casey Stoner finalmente deu o ar da sua graça e venceu novamente, no Grande Prêmio da Inglaterra da MotoGP. Por sinal, o australiano dominou todo o final de semana, seja na chuva ou no sol, e lembrou a temporada passada, quando venceu da mesma maneira deste domingo ou seja, de forma avassaladora. Stoner foi mais rápido na sexta-feira, com sol, fez a pole, com chuva e venceu a prova de ponta a ponta, sem ser atormentado por ninguém nem mesmo na largada. Contudo, será difícil o australiano repetir a façanha do ano passado e revalidar seu título, pois a desvantagem que tem para seus principais rivais, Valentino Rossi e Dani Pedrosa, já está grande demais para uma recuperação. Mas se repetir esse desempenho mais algumas vezes, nada será impossível...

Diga-se de passagem, Rossi e Pedrosa passaram a prova inteira brigando pela segunda posição, com vantagem para o italiano, que com isso aumentou sua vantagem sobre o espanhol na luta pelo título deste ano. Pedrosa parecia ter uma moto melhor, mas se o espanhol não disparar na frente ou ultrapassar de uma vez, dificilmente ele vence uma disputa. Isso foi comprovado mais uma vez em Donington Park. Nas demais categorias, Mika Kallio venceu nas 250 no que pareceu uma boa corrida (não assisti, afinal, foi na hora da F1) e nas 125, Scott Redding fez história ao ser o primeiro inglês a vencer o Grande Prêmio local depois de 22 anos. Para completar, ele tem apenas 15 anos de idade!

Na Stock, Cacá Bueno venceu uma prova decidida na largada e de onde não houve mais emoções. Por sinal, faz tempo que a Stock não tem uma corrida emocionante sem acidentes. Ou é muito acidentada, ou é muito chata. É o velho 8 ou 80. Por fim, a Nascar realizou sua primeira etapa de duas em um circuito misto, em Sonoma e a vitória ficou com Kyle Busch. O jovem americano parece saber bem mais do que fazer curvas para a esquerda, porém o meu destaque foi para os carros. Os Stocks americanos eram totalmente desengonçados nas zebras altas de Sonoma e por muitas vezes, o carro saía quicando quando batia forte numa zebra. Nem parecia carro de corrida...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Figura(FRA): Toyota

Na quinzena em que perdeu seu principal articulador, Ove Andersson, a Toyota voltou ao pódio depois de dois anos e meio e mostrou que apesar de todos os resultados dizerem o contrário, o forte investimento da maior produtora de carros do mundo pode dar resultado. Principalmente nas mãos do já veterano Jarno Trulli, a Toyota mostrou força em todo o final de semana e foi a terceira melhor equipe na França, com o italiano se metendo entre McLarens, BMWs e Renaults com muita categoria. Se Trulli aparecer bem nos treinos não chega a ser mais uma novidade, o que o italiano fez durante a prova merece aplausos. Largando muito bem, Trulli se apropriou da terceira posição e de lá não mais saiu, apesar da forte pressão de Robert Kubica e Heikki Kovalainen, mesmo com estes tendo carros bem melhores. Mais atrás, Timo Glock também fazia uma corrida para pontuar, mas problemas em sua estratégia o fez perder rendimento no final. Com os pontos acumulados nas duas últimas provas, a Toyota vai se consolidando como a quarta força do Mundial e finalmente recompensando os esforços de Andersson, que lutou tanto pela equipe de F1, mas infelizmente não verá algum sucesso de sua empreitada.

Figurão(FRA): Honda

Foram duas corridas seguidas na zona de pontos e a esperança de dias melhores... pura ilusão! Depois de Rubens Barrichello marcar seus primeiros pontos após um ano e meio, a Honda voltou aos seus piores dias e ficou nas profundezas da classificação em Magny-Cours. Desde a sexta-feira o modelo RA108 apresentou problemas crônicas de falta de velocidade em reta e problemas aerodinâmicos e praticamente definiu o destino de Rubens Barrichello e Jenson Button. Apenas mais rápidos que a raquítica Force India, a Honda continuou seu pesadelo durante a corrida, quando Button abandonou logo cedo e se tornou a única desistência de toda a corrida. O experiente Barrichello pouco pôde fazer com um carro que é simplesmente ruim e apenas se arrastou até o fim da prova, tentando se livrar das últimas posições e, por sinal, acabou conseguindo graças a estratégia de uma única parada. Pelo que mostrou neste final de semana, o bom desempenho da Honda em Monte Carlo e Montreal foi muito mais pelas alternativas dessas duas provas do que pela performance propriamente dita do carro. Totalmente perdida, a Honda já não sabe mais o que fazer e agora aponta o seu dedo para os pilotos, o ameaçando de não renovar seus contratos para 2009. Mas antes de acusar pilotos reconhecidamente bons, não seria melhor apontar para si e tentar encontrar os próprios erros?

domingo, 22 de junho de 2008

Na sorte!


Para um piloto se tornar realmente completo, muitos fatores tem que ser adicionados em seu pacote. Além da técnica, do talento, da velocidade, outro fator se faz muito presente: a sorte. Felipe Massa vem mostrando em 2008 que vem domando sua velocidade, afinando sua técnica e melhorando sua visão tática numa corrida e hoje foi borrifado pela sorte para vencer o Grande Prêmio da França. De quebra, Massa assume a liderança do campeonato pela primeira vez na carreira e quebrou dois longos tabus. Desde Ayrton Senna no começo de 1993 que um brazuca não liderava o Mundial de Pilotos e desde a última vitória de Nelson Piquet com um Brabham, um piloto tupiniquim não vencia na França.
Ao contrário do que normalmente acontece em Magny-Cours, a corrida de hoje foi até animada, com algumas pitadas de emoção. A chuva, que rondou o circuito durante toda a corrida, só apareceu, timidamente, no seu final e pouco alterou o status quo da prova. Pois somente uma tormenta poderia tirar a tranqüila vitória da Ferrari na França. Dominante desde a sexta-feira, a equipe de Maranello não deu chances aos seus adversários e a vitória seria decidida entre seus pilotos. E aí, Raikkonen voltou aos seus tempos de McLaren. O finlandês era o dono da corrida, sendo bem mais rápido que Massa e mais de 1s mais veloz do que qualquer outro que não-vermelho. A primeira parada foi perfeita e para melhorar, Massa foi atrapalhado por um atrapalhado Lewis Hamilton quando o brasileiro estava em sua volta voadora antes da sua parada programada. Com mais de 6s de vantagem (e subindo) sobre seu companheiro de equipe, Raikkonen se preparava para mais um delicioso gole de champanhe quando um estranho problema o afetou. Parte do escapamento voou da Ferrari número 1 e o triunfo de Kimi ia para as cucuias. Massa não se fez de rogado e deu um tchau para o finlandês, se consolidando numa tranqüila primeira posição. A vantagem técnica da Ferrari foi tão grande, que nem esse problema fez Kimi ser ameaçado pelo terceiro colocado, enquanto Massa imprimia um ritmo bem inferior ao potencial do seu carro. Após a corrida, ao contrário do que o Galvão gosta de alardear, a equipe Ferrari parecia até certo ponto incomodada por ter tirado essa vitória de Raikkonen. Mas ao menos Massa estava lá para se aproveitar de uma rara chance deixada por Kimi e assumiu a liderança do campeonato, numa briga que parece ser mesmo decidida dentro do seio ferrarista.
Mais atrás, a McLaren se perdia com a impaciência de Lewis Hamilton e vê o título de 2008 indo para o beleleú. O inglês foi extremamente agressivo nas primeiras voltas, tocando em seu companheiro de equipe na primeira volta e ultrapassando uma Toro Rosso fora da pista, manobra essa que lhe rendeu uma segunda punição nesse final de semana e o deixou numa situação bastante complicada não apenas na corrida de hoje, como também no campeonato, já que a diferença para o líder Felipe Massa já é de dez pontos, sendo que a McLaren não deu nenhum sinal que pode ameaçar o domínio ferrarista. Se serve de consolo, Heikki Kovalainen fez a melhor corrida dele no ano e mesmo tendo saído cinco posições atrasado devido a uma punição, o finlandês fez uma prova tática para chegar em quarto, brigando fortemente com Trulli.
A Toyota parece ter reencontrado o caminho certo em 2008 e Trulli provou que panela velha ainda faz comida boa. Após uma bela largada, o italiano foi fiel ao seu estilo de um dos pilotos mais largos da F1. Jarno segurou um faminto Fernando Alonso no início da prova e quando se livrou do espanhol, teve que lhe dar com Kubica no meio da prova e Kovalainen no seu final. A batalha com o finlandês foi o ponto alto da prova, inclusive com uma fechada de porta até mesmo perigosa, com Trulli jogando Kova para fora da pista. Porém, Trulli assegurou o primeiro pódio da Toyota no ano e se consolida com uma das forças do meio do pelotão. Timo Glock andou boa parte da prova na zona de pontuação, mas perdeu rendimento no final e acabou numa distante décima primeira posição.
Nem o talento de Robert Kubica foi capaz de levar a BMW mais para frente após uma perda de rendimento totalmente inexplicável, depois da dobradinha da semana retrasada. O polonês ainda largou bem, ultrapassou Alonso, mas seu atrapalhou quando tentou fazer o mesmo com Trulli ainda na primeira volta e foi ultrapassado por Alonso no hairpin. A partir daí, Kubica tentou apenas diminuir o prejuízo, participando da animada briga entre Trulli e Kovalainen no final da prova, mas o quinto lugar foi insuficiente para o manter na liderança do campeonato. Mesmo ainda na segunda posição no certame, apenas dois pontos atrás de Massa, Kubica dificilmente brigará mais seriamente pelo título, mas ele já pode pensar em deixar Hamilton para trás no final do ano, o que seria muito bom para a BMW, pois ficaria à frente da sua rival Mercedes nesse quesito. E se nem Kubica salvou, imagine então Heidfeld, que vive um verdadeiro inferno astral e já começa a sentir o seu lugar ameaçado.
Correndo em casa, a Renault só fez bonito quando teve oportunidade de andar com combustível diferente das demais e colocou seu carro na frente, mas o destaque da escuderia francesa foi a ótima atuação de Nelsinho Piquet. Foram várias corridas ruins, atuações pífias e seu lugar já estava sendo leiloado pelo cruel mundo do paddock da F1. Porém, Nelsinho deu a volta por cima e com uma corrida bem calculada e, ao mesmo tempo, agressiva, marcou seus primeiros pontos e provou que pode andar junto com os grandes da F1 atual. No início da prova, Piquet segurou um enlouquecido Lewis Hamilton com sua poderosa McLaren sem muitos arroubos e, principalmente, sem errar. Quando se livrou do inglês, segurou Kovalainen e se não fosse um provável erro de cálculo na saída dos boxes, sairia à frente do finlandês. Por fim, se aproximou de Fernando Alonso e quando o espanhol se empolgou com a briga com Mark Webber, Piquet estava se aproveitou do erro de Nano e chegou à frente do seu renomado companheiro de equipe. Com certeza, uma atuação para aliviar mais a barra do novato e com a confiança renovada, ele poderá alcançar vôos mais altos.
A Red Bull não estava tão bem na corrida como nos treinos e após largar mal com seus dois carros, apenas fez o possível para marcar pontos. Webber estava andando mais que o carro, chegou a rodar (e segurou muito bem!) e sustentou as duas Renaults no final da prova para marcar mais alguns pontinhos. David Coulthard foi para a corrida com a manjada tática de parar uma vez, mas desta vez isso não lhe possibilitou pontos, ficando apenas em nono. O novo carro da Toro Rosso deu um sopro de desempenho, mas apenas Vettel vem se aproveitando, pois Bourdais, mesmo correndo em casa, permaneceu com um rendimento que não condiz sua fama de campeão por onde passou. A Williams foi outra que virou o fio e nem de longe vem repetindo as boas performances do começo do ano, mas desta vez teve a desculpa da punição de Rosberg, que largou lá atrás e não podia fazer muita coisa. Já que a Force India sempre chega em último mesmo, a pior equipe desde final de semana foi a Honda. A equipe nipônica foi uma verdadeira tragédia em Magny-Cours, com Button sendo o único a abandonar a prova e Barrichello ficando num obscuro décimo quarto lugar. Dá pena de dois pilotos que tinham tudo para ter um cartel melhor, mas que perderam tempo numa equipe que não vai para frente e ainda os acusa de todos esses problemas.

A Ferrari teve a ajuda do mal desempenho de Lewis Hamilton e da péssima atuação da BMW neste final de semana, mas não restam dúvidas que a equipe vermelha está, novamente, um degrau acima das demais e que seus pilotos brigarão pelo título. Apesar da derrota, Raikkonen provou que ainda quer conquistar o título deste ano, mas ele terá que superar o seu azar e a sorte de Felipe Massa, que parece cada vez mais forte a medida que o ano passa.