sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Pausa
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Figura (HUN): Timo Glock
Figurão (HUN): BMW Sauber
domingo, 3 de agosto de 2008
Que pena!
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ro instante, Felipe Massa se vê, a três voltas do fim, com uma confortável vantagem sobre o segundo colocado, que nem era mais Hamilton. Quando aponta na reta dos boxes, o motor pára de funcionar. Quando Felipe olha no retrovisor, vê apenas uma densa fumaça branca. Depois o carro vai perdendo velocidade após deixar uma longa mancha de óleo. Agora vem as mãos na cabeça e as lágrimas debaixo do capacete. Esse segundo momento pode ter definido o campeonato.
foram carros encostados um ao outro sem chance de ultrapassar. Mas, seguindo roteiro de 2008, a corrida em Budapeste foi das mais imprevísiveis. Quem apostaria em Heikki Kovalainen antes da prova com seu companheiro (e queridinho) de equipe Lewis Hamilton na pole? Quem apostaria em Heikki Kovalainen a cinco voltas do fim, com 7s de desvantagem para um soberano Felipe Massa? Pois foi o piloto nórdico da McLaren que acabou vencendo esta corrida. Não dá nem para dizer que a renovação do seu contrato influiu em alguma coisa, pois Kovalainen vinha no mesmo ritmo das demais corridas. Ou seja, indo pro "vamos ver no que é que dá!". Deu uma vitória que caiu, literalmente, no seu colo, pois como o próprio finlandês admitiu, ele era mais lento do que Massa e Hamilton.
sorte, Timo igualou o melhor resultado da história da Toyota com um ótimo desempenho em toda o final de semana. Diferentemente da quinzena anterior, quando deixou o circuito numa ambulância, Glock foi rápido desde os treinos e quando todos pensaram que ele cairia em ritmo de corrida, o piloto da Toyota andou no mesmo ritmo da McLaren de Kovalainen, não dando chances aos pilotos que vinham atrás dele. Ainda para surpresa geral, o resultado conseguido por Glock na Classificação não se deveu a estratégia de combustível, pois ele parou no momento em que todos fizeram suas paradas. Apenas quando Timo colocou os pneus extra-macios, é que a Toyota perdeu, e muito, rendimento e o atual campeão da GP2 teve que segurar o outro campeão de 2007, Kimi Raikkonen, no finalzinho da prova. Foi um resultado encorajador para Glock, que superou um incógnito Jarno Trulli durante toda a prova. Só espero que o acidente em Hockenheim não tenha nada a ver com o desempenho de Glock na Hungria, pois já pensou se isso virasse algo a ser seguido?
ais do que no lucro para o atual campeão mundial, que ainda subiu para segundo no Mundial de Pilotos.Desta vez, Fernando Alonso não usou de táticas diferentes para colocar seu Renault no pelotão da frente e conseguiu sua melhor posição desde o Grande Prêmio da Austrália, que abriu a temporada. O espanhol ainda teve que suportar a Ferrari de Raikkonen colada em seu cangote toda a corrida e só foi ultrapasssado, nos boxes, é claro, na segunda rodada de paradas. Nelsinho Piquet conseguiu duas posições na largada, mas um errou ainda na primeira volta o fez perder essas mesmas dois posições. Mais pesado, Nelsinho rezava para uma repetição de Hockenheim, mas o safety-car não apareceu e ele teve que brigr a corrida toda com Trulli, seja na pista, seja voltando dos boxes, promovendo um dos raros momentos de emoção da corrida. A sexta posição de hoje mostra a real posição de Nelsinho na F1 atual. O que não deixa de ser bom, mas a Renault não aproveitou o péssimo dia da BMW para beliscar mais um pódio hoje.
Hamilton esteve irreconhecível hoje e fazia uma prova totalmente apática, até que a sorte, que parecia que o tinha abandonado quando o inglês teve um pneu furado logo após a reta dos boxes, lhe tirou um pouco do prejuízo com a quebra de Massa e Lewis ainda pôde permanecer na liderança do Campeonato. Porém, Hamilton nunca esteve em condições de lutar com Massa quando ambos ponteavam a corrida e sua pouca luta na primeira curva mostrou cautela, ao mesmo tempo que revelou fr
aqueza rente a um Massa lutador. Por isso, a frase de Cléber Machado na transmissão de hoje resume bem o que houve com Massa. Um pecado! Sua largada já disse tudo e a forma como liderou poderia lhe levar a decisão da Ferrari de lhe colocar como primeiro piloto da scuderia. Agora com Kimi a sua frente, essa decisão se tornará ainda mais complicada.
A BMW teve o pior final de semana de 2008 e nem o talento de Kubica impediu o seu desaparecimento depois da primeira parada dos boxes. O pontinho conquistado, graças as quebras alheias, ainda foi o consolo de um péssimo final de semana. Largando lá atrás, tudo o que Nick Heidfeld podia fazer era largar muito pesado e parar uma vez. E foi isso que o alemão fez, mas nem isso foi capaz de Heidfeld ficar, sequer, próximo de pontuar. Outra equipe que decepcionou foi a Red Bull, com Webber fazendo uma corrida discretíssima e Coulthard da mesma foram. A única coisa que chamou atenção para a equipe austríaca foi, como costuma acontecer, suas lindas garotas nos boxes. Já a Toro Rosso chamou a atenção de outra forma mais perigosa. Enquanto Vettel abandonou cedo, o carro de Sebastien Bourdais pegou fogo duas (!) vezes durante os dois reabastecimentos, deixando o francês na última posição. Mas a imagem foi espetacular e prova toda a segurança da F1 contra incêndios.
Incêndios esses que aconteceram também com a
Williams e com a Honda. No da equipe inglesa, nem o fogo foi capaz de parar Kazuki Nakajima, que andou mais forte do que Nico Rosberg mais uma vez. Já Rubens Barrichello perdeu tempo demais e ficou muito para trás, sendo que já tinha sido ultrapassado por Button no início da prova. Com o péssimo carro que tem em mãos, a décima segunda posição do inglês valeu muita coisa. Com tantos problemas com os rivais mais próximos, a Force India teve condições de brigar um pouquinho mais à frente e pôs Fisichella e Sutil misturados com Toro Rosso, Williams e Honda. Mesmo com Sutil abandonando, a Force India colocou Fisichella à frente de Barrichello e Bourdais.
Na transmissão de hoje, fica claro que Galvão faz falta a F1. Quando Massa quebrou, minha mãe logo afirmou. "Se hoje fosse o Galvão..." Além disso, o Cléber Machado cai meio que de pára-quedas na transmissão e as vezes parece meio perdido. Galvão tem seus defeitos, mas é muito mais bem-informado. Pena que não sabe usá-las muito bem... Por sinal, até o Massa quebrar, a transmissão estava horrível, com muito ufanismo barato. P
or essas e outras que conheço muita gente já ficando com raiva do Massa...
Porém, para se refazer de um baque como o de hoje, Massa terá que ter um lado psicológico muito forte, talvez tendo que mostrar mais tenacidade do que no início da temporada, quando ele errou duas vezes e foi espinafrado por todo lado. Quando tudo parecia certo a seu favor, inclusive com uma decisão da Ferrari a seu favor bem próximo, eis que essa quebra no motor põe tudo a perder. Mas acontece. Massa teve muita sorte na França, mas hoje foi seu dia de azar. Quem se aproveitou foi a Finlândia, pois Heikki Kovalainen entrou no rol dos vencedores e Raikkonen entrou novamente na luta pelo título. Não devemos nos esquecer do ano passado. Nessa mesma época do ano Kimi estava mortinho da silva para ressurgir feito uma furacão no final.
sábado, 2 de agosto de 2008
Lewis continua quente

Felipe Massa começa a dar indícios que será o piloto da Ferrari para 2008 na tentativa de impedir o título de Hamilton. O brasileiro foi o melhor do resto (
algo incomum em se tratando de Ferrari) e colocou três décimos em cima de um cada vez mais desmotivado Kimi Raikkonen. Pela velocidade de Massa e o desânimo de Kimi nesse atual momento, não demorará para a Ferrari escolher o brasileiro como o Number One. Com a BMW num momento de claro declínio, o quarto lugar de Kubica deve estar mais relacionado com a quantidade de combustível e o talento inerente do polonês do que a competitividade do carro. Numa clara demonstração disso, Nick Heidfeld ficou logo na Q1 e mesmo que tenha sido atrapalhado por Sebastien Bourdais em sua melhor volta, o alemão estava brigando para ficar entre quinze primeiros na Q2.Ainda é cedo para afirmar, mas a pa
ncada na Alemanha parece ter chacoalhado a cabeça de Timo Glock e o alemão andou muito na Classificação desta manhã. Não foi a quinta posição de hoje, à frente de Kimi Raikkonen, que mais impressionou a todos. Mas foi a segunda posição na Q2, quando os carros andam mais leves e, por isso, mais rápidos. Na Hungria, a Toyota é a terceira equipe na relação de forças e por isso foi decepcionante a nona posição de Trulli, que normalmente se classifica muito bem, sempre à frente de Glock. O pódio de Nelsinho deu forças para o novato brasileiro e ele se classificou para a Q3, logo atrás atrás de Alonso. A Renault cresceu, mas o crescimento de Nelsinho se deve muito mais ao psicológico do que ao técnico.As equipes da Red Bull não se encontraram na travada pista da Hungria e apenas Mark Webber, ainda assim a duras penas, se classificou para a Q3. Os outros três representantes da marca austríaca ficaram praticamente juntos, mas Bourdais pode sofrer punição por ter atrapalhado Heidfeld na Q1. A Williams continua seu longo declínio e por muito pouco os dois carros não ficaram na Q1, mas Rosberg sequer entrou na pista na Q2, preferi
ndo ficar em décimo quinto. A Honda é que permanece na mesma, apesar de Button ter superado Barrichello até com facilidade. Até quando irá a paciência dos japoneses em verem seus carros andando no pelotão de trás?Nas últimas provas o imponderável vem acontecendo nas corridas da F1 e uma zebra sempre pode acontecer. Em condições normais de temperatura e pressão, Hamilton é o favorito destacado para amanhã e a McLaren tem ótimas chances de conseguir uma dobradinha. Mas as condições não estão nada normais em 2008 para a F1!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Vídeo
Um mártir

ai, Donald, era um piloto de speedway, uma corrida de moto em pequenos circuitos ovais de terra. Quando tinha apenas oito anos, Williamson fez uma apresentação em um carro de corrida em miniatura no estádio de Leicester, na preliminar de uma corrida do seu pai. Com apenas doze anos ele fez sua estréia no kart e ganhava experiência na pequena pista de Narborough Road South, em Breunstone. Aos 14 anos, Williamson já tinha vencido tudo na categoria júnior de kart e quando passou para as categorias principais, seu domínio continuava, se tornando uma estrela do kartismo britânico. Em seu último no kart, em 1966, Roger venceu quatro títulos ingleses.
utomobilismo de competição. No final deste ano, Roger comprou um carro de F3, mas ele teve problemas mecânicos em uma prova e o carro pegou fogo, atrasando seu início nos monopostos. Sem muito dinheiro, Williamson resolveu permanecer mais algum tempo nos carros de turismo, mas desta vez andando com um Ford Anglia. Foi quando seu nome dentro do automobilismo inglês estourou de vez. Triunfando em várias provas, Roger venceu os campeonatos de turismo em 1969 e 1970.
um F3 em 1971 e o sucesso foi imediato, com Williamson vencendo o Lombard Championship e sendo vice na Shell series. Ele também participou da Copa Européia de F3, terminando o torneio em quinto. Em sua primeira temporada nos monopostos, Williamson venceu 14 corridas e foi escolhido o piloto jovem inglês do ano. Participando do Grande Prêmio de Mônaco de F3, ainda em 1971 Roger conhece o homem que o ajudaria pelo resto da sua vida: Tom Wheatcroft. Mesmo com tanto sucesso, Williamson permanece mais um ano na F3 e em 1972, venceu os dois campeonatos ingleses de F3. Foram três títulos em dois anos! E Williamson não bateu em bêbado, pois enfrentou pilotos do naipe de James Hunt, Jody Scheckter, Tom Pryce e outras feras. Wheatcroft prepara uma equipe de F2 especialmente para Williamson e o inglês participa das primeiras etapas do Campeonato Europeu de F2 1973, inclusive com uma vitória de ponta a ponta em Monza. O que Williamson não sabia era que esta seria a sua última vitória.
m para comprar uma vaga, a BRM cedeu a vaga para um jovem e desconhecido austríaco que não tinha se destacado nas categorias de base européias: Niki Lauda. Na verdade, Wheatcroft estava planejando fazer uma equipe de F1 em torno de Williamson e na metade da temporada ele comprou um March 731 para o seu pupilo. Mesmo conhecendo com a palma da mão o circuito de Silverstone, Williamson só conseguiu a vigésima segunda posição no grid. Largando lá atrás, Roger estava a mercê de confusões e logo na primeira volta, esta confusão ocorreu. E que confusão! Jody Scheckter estava em terceiro e rodou na última curva, provocando um dos maiores acidentes da história da F1, envolvendo 14 carros, inclusive Williamson, que não voltou para a relargada.
nizadores construíram uma nova torre de controle, novas barreiras de pneus e a pista foi inteiramente recapeada. Durante os treinos, Emerson Fittipaldi sofreu o seu pior acidente na F1 ao capotar seu carro e ficar preso nas ferragens do seu Lotus. O brasileiro ainda largou para a corrida, mas abandonou a prova ainda no início, com o tornozelo machucado. Por isso, o clima estava tenso naquele dia 29 de julho de 1973. Ainda se adaptando ao carro, Williamson larga apenas em décimo oitavo, mas para um novato em um carro competitivo, o inglês já começava a chamar atenção dos demais chefes de equipe.
equipe de Roger. Na sétima volta, o pneu do carro de Williamson estourou sem aviso, no mesmo local do acidente que tinha matado Piers Courage três anos antes. O carro bateu no muro de contenção e capotou, se arrastando por longos 275 metros. O March capotado atravessou a pista e parou no guard-rail do outro lado, ainda capotado. Williamson ficou prensado no muro e mesmo ileso, estava preso dentro do seu carro. A tragédia começou quando o seu tanque, que estourou enquanto se arrastava, começou a pegar fogo. Ao ver a cena à sua frente, David Purley encostou seu carro e saiu correndo para ajudar o seu amigo.
ntando diminuir o prejuízo da sua pequena equipe. Os “bombeiros” estavam mal equipados e mal treinados e somente um extintor foi usado por Purley para apagar o incêndio. Os comissários, que perceberam que o fogo estava aumentando, pediam para que Purley saísse de perto do carro e que esperasse pelo caminhão dos bombeiros. Os comissários usavam roupas comuns e não podiam encostar no carro por causa do calor, enquanto Purley, sozinho, pouco podia fazer. Graças aos chamados de Purley, alguns torcedores tentaram ir ao local do acidente, mas foram barrados pela organização e por policiais, que chegaram a usar cachorros para afugentar as pessoas. O caminhão de bombeiros só chegou oito minutos depois. Roger Williamson, de apenas 25 anos, morreu de asfixia.
erra, quando colocou seu nome no Guiness Book, como o homem a sobreviver a maior força-G já registrada. O funeral de Roger Williamson foi acompanhado por mais de 25.000 pessoas e a F1 em peso participou do rito. Jackie Stewart, que venceu a corrida, ficou tão triste, que muitas pessoas afirmam que foi nesse dia que Jackie decidiu abandonar a F1 no final de 1973.
tcroft ergueu uma estátua de bronze em tamanho natural para Roger no circuito de Donington Park, cujo dono é o velho chefe de equipe. "Aquele foi o dia mais triste da minha vida", falou Wheatcroft no dia da inauguração da estátua, junto com a irmã de Roger. Aquele foi um dia triste para o automobilismo em geral, pois se já tinha ocorrido várias mortes violentas nas corridas até então, pela primeira vez se viu uma cena tão dramática pela TV. As fotos tiradas pelo holandês Cor Mooij lhe renderam o prêmio World Press Photo para o esporte naquele ano. Da mesma forma que o talento de Roger Williamson nunca será esquecido, o heroísmo de Purley sempre será lembrado. Quando chegou aos boxes, após ajudar no resgate de Williamson, Purley ainda cedeu uma emocionante entrevista aos repórteres. Chorando, ele disse: “Eu não consegui desvirar o carro. Eu pude ver que ele estava vivo e pude ouvir ele gritando 'Pelo amor de Deus, tirem-me daqui!' , mas não consegui desvirar o carro. Eu tentei chamar outras pessoas para me ajudar e se eu conseguisse desvirar o carro, eu poderia tira-lo de lá.”