segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Figurão(ABU): Williams

Rubens Barrichello só fez a boa corrida que fez devido a péssima fase que passa a Williams. A outrora equipe grande hoje luta desesperadamente para fugir das últimas posições personificadas nos times nanicos surgidos ano passado. Com mais de trinta anos nas costas, a Williams esá hoje em sua pior temporada na F1 com apenas cinco pontos conquistados, enquanto Force India tem mais de quarenta. Para aumentar o vexame que vem sendo a temporada 2011, o time de Grove atingiu outro recorde negativo ao ocupar a última fila do grid de largada em Marina de Yas, mesmo que por cirscunstâncias especias, mas meio que demonstrando o quão grande é a crise da Williams, outrora time gigante, que dominava temporadas seguidas por carros projetados de Adryan Newey (como a Red Bull hoje) agora está numa situação em que vive apenas do passado e temo um futuro cada vez mais sombrio.

domingo, 13 de novembro de 2011

À la Vettel

Quando Sebastian Vettel apareceu rodando, com o pneu traseiro direito furado, ainda nas primeiras curvas, houve a esperança de que a vitória seria bastante disputada e Abu Dhabi finalmente teria corrida disputada. Porém, Lewis Hamilton se transverteu em Vettel e dominou a corrida no emirado da mesma forma como Vettel fez ao longo do ano, jogando para escanteio sua crise dentro e fora da pista, dedicando o triunfo a sua mãe. Levando-se em conta a média das duas corridas realizadas em 2009 e 2010, a edição de 2011 da prova em Abu Dhabi foi disparada a melhor, com muitas ultrapassagens, trocos e disputas, mas não nos lembraremos da corrida realizada no crepúsculo como uma das melhores da temporada 2011, que vai chegando ao final de forma meio aborrecida.

Não restam dúvidas que Hamilton foi muito ajudado pelo problema de Vettel ainda nas primeiras curvas, já que o alemão da Red Bull já abria uma diferença considerável ainda na largada, antes de um problema ainda não identificado ter furado o pneu da Red Bull e provocado o abandono de Vettel, mas o inglês da McLaren foi sempre um dos mais rápidos no final de semana e não deu chance aos seus rivais, emulando as impecáveis corridas de Vettel. Claro que todos lembrarão os problemas que Hamilton teve ao longo do ano, mas o inglês mostrou hoje que é capaz de vencer corridas com categoria, mas sua falta de foco nos últimos tempos, principalmente devido a fatos extra-pista, fizeram com que Hamilton não nos emocionasse da mesma maneira como fez no começo de sua carreira na F1. Talvez essa vitória seja um indício de um 2012 melhor para Hamilton, o que garantiria o espetáculo das corridas no próximo ano. Jenson Button teve a corrida decidida quando foi ultrapassado de forma agressiva por Fernando Alonso ainda na primeira volta e não foi capaz de seguir o ritmo do espanhol. Apesar da ótima fase em 2011, Button não é capaz de enfrentar em nível de velocidade pura Hamilton (esse num bom dia) e Alonso, mas o inglês não perde oportunidades de fazer o máximo possível e ficou com o 11º pódio da temporada, vencendo uma disputa com Webber e Massa.

Mark Webber ficou de fora do pódio mais uma vez e não foi um pedaço de plástico no fundo do seu carro que o atrapalhou. A verdade é que após exatamente um ano de ter perdido a chance de sua vida, Webber nunca mais foi o mesmo e seu lento declínio deverá atingir o ápice no próximo ano, provavelmente sua última temporada na F1. Uma coisa que me chamou a atenção no abandono de Vettel foi o quanto ele é integrado a equipe e presta atenção nos mínimos detalhes. Primeiro, ele se irritou quando o mecânico fez aquele gesto característico de que a corrida havia terminado para ele. Depois, ao invés de trocar de roupa e ficar no seu quarto de hotel após dar um sorriso de despedida para a câmera, Vettel se agachou com os mecânicos para saber o porquê do seu abandono, procurou algo na telemetria e passou a resto da corrida no pit-wall, com os fones colocados e prestando atenção em tudo a sua volta. São pequenos gestos que mostram um piloto atrás de melhorar nos mínimos detalhes e de que podemos estar presenciando uma nova era de um piloto alemão no futuro. Alonso fez, como usual, mais do que sua Ferrari permitia e após ultrapassar Button na primeira volta, ficou sombreando Hamilton o resto da corrida, mas como o inglês não deu brechas, Alonso se conformou com o segundo lugar e se garantiu ficar numa briga mais próxima com Button pelo vice-campeonato. Pouco para o ego de Alonso, mas uma enormidade pelo carro que o espanhol tem em mãos. Já Felipe Massa brigou pelo terceiro lugar com Webber e Button, mas uma rodada já no fim da prova pôs tudo a perder e o Brasil corre o seriíssimo risco de terminar 2011 sem pódios.

A Mercedes ficou no seu lugar de sempre, mas por pouco seus pilotos põem tudo a perder com uma briga muito forte entre Rosberg e Schumacher na primeira volta, com vantagem do alemão mais jovem, que assim ficou a corrida inteira. Schumacher ainda ficou um bom tempo atrás de Sutil, mas o heptacampeão mundial conseguiu o sétimo lugar na base da estratégia. Assim como a Mercedes, a Force Índia se consolida como quinta força, mesmo que dificilmente tire a diferença de pontos para a Renault em Interlagos, com Sutil e Di Resta, este numa estratégia diferente, ficando na zona de pontos, da mesma forma que passaram pelo Q3 ontem. Já a Sauber começou a corrida tendo problemas, com seus dois carros indo aos boxes e caindo para as últimas posições, mas na base da estratégia, pôs seus dois carros logo atrás da Force Índia, com Kamui Kobayashi se utilizando melhor dos pneus e ficando com o último lugar pontuável da noite, ao superar Pérez já no final da prova. Após uma arrancada muito forte, a Toro Rosso parece ter estacionado e Buemi, coitado, parece cada vez mais próximo de ter seu lugado ejetado para a entrada de Daniel Ricciardo. A Renault é a grande decepção nesta segunda metade da temporada, com corridas sofríveis dos seus dois pilotos e nenhuma esperança de melhora para a corrida caseira de Bruno Senna, principal chamariz da corrida daqui a quinze dias. Rubens Barrichello fez uma bela corrida de recuperação e quase beliscou um pontinho, mas apesar de grande corrida hoje, sua insistência em ficar na F1 vem sendo cada vez mais injustificada. A Lotus já tem uma enorme vantagem sobre as demais equipes novatas e se prepara para chega ao pelotão intermediário, tendo a Williams como principal alvo. Porém, o time de Tony Fernandes precisa trocar de pilotos urgentemente, pois o abismo entre Kovalainen e o desmotivado Jarno Trulli já é grande demais para não se enxergar.

A corrida de hoje mostrou o quão a F1 está estanque, com as equipes ficando com seus pilotos juntos nas posições em que largaram. Após as três grandes, com Felipe Massa sempre em último lugar, vem sempre, na ordem, Mercedes, Force Índia e Sauber. Williams, Renault e Toro Rosso misturadas, bem à frente da Lotus, que também está bem na frente de Virgin e Hispania. O que resta para a prova de Interlagos é se Vettel realmente conseguirá quebrar o recorde de Mansell de poles e se a McLaren realmente já está no nível da Red Bull.

sábado, 12 de novembro de 2011

Rubinho e a Williams



Para quem cresceu vendo uma equipe vencendo tudo, é desanimador ver a situação atual da Williams, time de tantas glórias e tradição, mas fadado ao ostracismo e a lutar por posições intermediárias. Amanhã, a Williams largará na última fila do grid por situações circusntanciais, mas é um claro demonstrativo de quão grande é a crise da outrora grande Williams.


E é impossível desassociar a derrocada da Williams com a fase de Rubens Barrichello. Piloto experiente e de competência demonstrada, já passou da hora de Barrichello sair da F1, mas o brasileiro quer permanecer na F1 à forcéps e numa teimosia já irritante, Barrichello amargará a última posição neste domingo, sendo que a 24º posição será sua pior posição no grid desde sua estréia em 1993. Barrichello merecia um final de carreira mais digno, mas foi o próprio piloto que preferiu sair pelas portas dos fundos...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

É tetra!



Dezessete anos atrás, Galvão Bueno narrou assim a conquista do tetracampeonato mundial de futebol, emocionando a muitos que assistiam Roberto Baggio acertar o travessão de Taffarel. No acanhado circuito de VeloPark, Galvão deve ter gritado a mesma coisa, mas de uma forma diferente. Desta vez era seu filho, Cacá Bueno, quem garantia um merecido tetracampeonato neste domingo na Stock Car, coroando um domínio que o carioca vem exercendo desde 2006, quando conquistou seu primeiro título. Hoje o melhor piloto de turismo do Brasil, Cacá tem o direito de falar o que acha, ainda mais com as costas largas de ser filho do Galvão, a principal voz da Globo, que manda, desmanda e manda de novo na Stock. Após a corrida, Cacá soltou os cachorros em cima de Marcos Gomes, com quem teve um entrevero durante a corrida, mas no final o mais velho dos filhos do Galvão só tinha mesmo o que comemorar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Verdadeiro Dick Vigarista

Para quem chama Michael Schumacher de Dick Vigarista, deveriam conhecer Kyle Busch. O norte-americano é um dos maiores talentos da Nascar, mas seu ímpeto e presepadas o fazem não ganhar títulos, apesar de sempre estar brigando por vitórias. Neste final de semana, Kyle Busch aprontou uma na Truck Series que fez a Nascar, muito parecida com a Conmebol no quesito punições aos seus participantes, reslveu deixar Buschinho (como é conhecido pelos fãs brasileiros da Nascar) no estaleiro na Sprint Cup, a principal categoria. Mas pelo o que fez Kyle, ficar um dia trancado nos boxes ainda foi pouco...



domingo, 6 de novembro de 2011

Aos 45 do 2º tempo



Depois de corridas chatas e uma trágica e traumatizante morte, a MotoGP encerrou a temporada de 2011 com uma de suas melhores corridas nos últimos tempos, mas com o mesmo resultado que caracterizou esse ano: vitória de Casey Stoner. Como não poderia deixar de ser, muitas homenagens a Marco Simoncelli foram feitas por parte de todos os pilotos das três categorias que fizeram parte do final de semana em Valencia, mas o choro de Fausto Gresini, após a vitória do seu piloto Michele Pirro na Moto2, foi a cena mais comovente destes dias em que o Mundial de Motovelocidade se lembrou e sempre lembrará de Marco Simoncelli.

A corrida deste domingo sempre teve a chuva à espreita, mas tirando alguns pingos, o asfalto do circuito Ricardo Tormo não ficou molhado o suficiente para que os pilotos tivessem que usar pneus para chuva. Porém, a corrida começou com um grande susto quando Álvaro Bautista freou forte para não bater em Andrea Doviziozo na primeira curva e o espanhol da Suzuki acabou perdendo o controle da sua moto, levando consigo Valentino Rossi, Nicky Hayden e Randy de Puniet. Logo de cara, quatro motos a menos e apenas doze receberiam a bandeirada, mostrando o quão raquítico está o grid da MotoGP. Um fato chamou a atenção nesse incidente foi o quanto as corridas de moto podem ocasionar fatalidades como a de Simoncelli quinze dias atrás. Enquanto deslizava rumo a brita, Bautista escapou por pouco de ser atropelado por Toni Elias, com o espanhol tendo que frear forte para não acertar o compatriota. Um ou dois segundos antes, Elias não teria o que fazer...

Logo de cara Stoner disparou na ponta e parecia que não seria mais alcançado, repetindo suas vitórias ao longo de 2011. Ainda mais com Doviziozo, Daniel Pedrosa e Ben Spies brigando pela segunda posição. Faltando duas corridas por estar machucado, Spies andava claramente mais do que a moto, pois a vantagem das Hondas de Doviziozo e Pedrosa, principalmente nas retas, era gritante. Porém, Doviziozo queria acabar bem seu contrato com a Honda, enquanto Pedrosa queria fazer bonito em frente a sua torcida. E tome os dois companheiros de equipe brigarem, com Spies à espreita. Com pneus mais moles, Pedrosa perdeu rendimento e Spies se animou a atacar Doviziozo, ultrapassando-o quando faltavam poucas voltas. As câmeras focalizaram tanto a briga pela segunda posição que se ‘esqueceram’ de mostrar o quanto Stoner perdia rendimento e quando Spies despachou Doviziozo, já estava com o australiano na alça de mira. Correndo com muito cuidado, já que a neblina estava um pouco mais forte, Stoner acabou errando e Spies assumiu surpreendentemente a liderança. Porém, não abriu muito. Stoner permanecia à espreita e Spies parecia assustado, sempre que podia olhando para trás, vendo onde estava Stoner. Parecia estar adivinhando. Na reta final, Stoner usou a potência do motor Honda para ultrapassar Spies na bandeirada de chegada e conquistar uma bela vitória. Talvez a mais bela vitória de 2011!

O triunfo na última etapa coroou a temporada intocável que fez Stoner em 2011. O australiano chegou a Honda com a missão de reconquistar o título para a empresa que mais investe na MotoGP e mesmo tendo como adversário Daniel Pedrosa, cria da Honda desde adolescente, Stoner tomou as rédeas da equipe e foi o mais rápido dos pilotos Honda (e da MotoGP) desde os primeiros treinos, culminando com corridas sem erros e uma tocada espetacular, mas ao mesmo tempo consistente. Stoner jantou todos seus adversários e mereceu o bicampeonato. Com a força da Honda nos próximos anos, a MotoGP corre o risco de ver uma Era Stoner nos próximos anos. Pedrosa, mesmo com a queda em Le Mans, começa a ser questionado dentro da Honda, pois os títulos esperados pelo espanhol não vieram e Dani foi massacrado com certa facilidade por Stoner ao longo do ano. Parece faltar um algo a mais a Pedrosa, mas tendo completado seis temporadas na Repsol Honda, a paciência da montadora deve estar se acabando, como provou ao demitir Andrea Doviziozo, mesmo o italiano tendo mostrando muita velocidade ao longo do ano e ter terminado o campeonato em terceiro. A Yamaha tem mesmo dois ótimos pilotos, capazes de dar sempre o máximo potencial da moto, mas Jorge Lorenzo e Ben Spies ficaram sem um equipamento à altura em vários momentos, mesmo com o espanhol conseguindo duas vitórias e ter liderado o campeonato por alguns instantes, usando unicamente seu talento. A Ducati fracassou de forma retumbante e nem a genialidade de Valentino Rossi foi capaz de fazer a moto italiana enfrentar as rivais japonesas e o próprio Rossi não esteve num bom ano, com sua queda logo na primeira curva de hoje sendo um exemplo de quanto foi ruim seu ano. Como toda última corrida, sempre há despedidas e a de hoje foi de Lóris Capirossi. Veteraníssimo tricampeão mundial nas categorias menores da motovelocidade, Capirossi não repetiu o mesmo sucesso na categoria rainha (seja 500cc, seja MotoGP), mas conseguiu um terceiro lugar como melhor resultado e ao longo das últimas doze temporadas, sempre foi muito simpático e Capirossi deixará saudades.

E assim terminou mais uma temporada do Mundial de Motovelocidade. Ao contrário do ano passado, não houve um domínio espanhol. Apenas Nicolas Terol venceu nas 125cc, se tornando o último campeão da categoria, que será substituída em 2012 pela Moto3. Na Moto2, Bradl fez uma temporada regular, mas teve a sorte de Marc Márquez ter sofrido um acidente e não corrido as últimas provas, interrompendo uma sequencia sensacional do espanhol na metade final da temporada. E na MotoGP, Stoner nadou de braçada e mereceu o bicampeonato, mas para sempre 2011 será lembrado pela perda de Marco Simoncelli.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A mais curta



O que falar de uma corrida percorrida em apenas 14 voltas? Porém, o Grande Prêmio da Austrália de 1991 teve alguns fatos marcantes, que entrariam para a história da F1, além de ter sido a mais curta corrida da história da categoria. Primeiro, e mais importante, foi a despedida de Nelson Piquet da F1, com o brasileiro chegando a pontuar na curta corrida australiana. O tricampeão estava de saco cheio da F1 após a dispensa do seu amigo Roberto Moreno por parte de Flavio Briatore e tendo um novato como Michael Schumacher ao seu lado, Piquet parecia ainda mais desmotivado. Outro foi a demissão de Prost da Ferrari naquele final de semana. Já apalavrado com a Williams, Prost fez questão de criticar a Ferrari e sabendo do temperamento dos italianos, sabia da possibilidade de se livrar do contrato com os italianos e ir para a melhor equipe do momento. E por último, Ayrton Senna terminava uma Era de sonho para ele o para o Brasil. Em quatro temporadas, três títulos e a certeza que era mesmo o melhor piloto do momento. O que Senna não sabia ao comemorar a vitória em Adelaide, que essa Era estava terminando e estava prestes a iniciar outra, dos carros de outro planeta da Williams. Para se ter uma ideia, Senna só marcaria duas poles, sua marca registrada, nas próximas duas temporadas. Uma corrida tão curta e chuvosa, mas cheia de fatos históricos...