domingo, 17 de junho de 2012

Campeão?

Um piloto com 93,3% de aproveitamento no campeonato em seis rodadas se torna favorito absoluto para a temporada corrente, mesmo não tendo muito campeonato pela frente, podendo tudo ocorrer nesse processo. Porém, a fase atual de Jorge Lorenzo o faz favorito absoluto ao título deste ano, mesmo ainda faltando muitas corridas para o fim da MotoGP em 2012 e o título parece ser apenas questão de tempo. Se o talento de Lorenzo é inquestionável desde o ano passado, quando a Yamaha era inferior a Honda, com sua moto mais equilibrada com relação a Honda este ano, Lorenzo vem se sobressaindo claramente frente a Casey Stoner e Daniel Pedrosa, respectivamente segundo e terceiro na corrida de hoje e no campeonato.

Lorenzo teve um pouco mais de trabalho para vencer a prova de hoje. Como choveu no sábado, Lorenzo sequer largou na primeira fila e teve que escalar o pelotão para brigar com o líder Stoner. O espanhol da Yamaha deixou rapidamente seus adversário para trás até encontrar Casey Stoner, seu grande rival desde o ano passado, só que ao contrário de 2011, quem tem a melhor moto é Lorenzo, enquanto Stoner se virava com uma moto com muita vibração. O australiano ainda tentou se segurar, mas no melhor momento da prova, Lorenzo assumiu a ponta da corrida de forma definitiva, vencendo pela quarta vez em seis corridas, disparando na ponta do campeonato. Com esse resultado, Lorenzo tem uma folga tal, que mesmo abandonando a próxima prova e Stoner vencendo, ainda se mantém na ponta do campeonato.

Após ser ultrapassado por Lorenzo, Stoner perdeu rendimento e chegou a ser pressionado por Pedrosa e o pole-man Álvaro Bautista, mas o australiano se manteve em segundo. Quando chegou ao parque fechado, Stoner estava claramente insatisfeito e reclamou com sua equipe, principalmente apontando para a traseira de sua Honda. Pedrosa lutou a prova toda com Bautista e conseguiu o seu eterno lugar mais baixo no pódio. Talvez por isso a Honda esteja procurando um piloto realmente número um para 2013, com a aposentadoria de Stoner. Spies chegou a liderar a corrida no início, mas perdeu rendimento durante, porém, seu quinto lugar foi a melhor posição dele em 2012. Cal Crutchlow não treinou ontem por causa de um acidente e largou em último hoje, partindo para uma bela corrida de recuperação, subindo para sexto, incluindo uma ultrapassagem sobre Hayden na volta final. A Ducati continua mal, mas Rossi está ainda pior que Hayden, fechando os pilotos com motos realmente de MotoGP.

Lorenzo venceu a parte rumo ao seu segundo título na MotoGP a passos largos e firmes. A Yamaha renovou seu contrato por dois anos e a sua garra e talento demonstra bem o porquê do esforço dos japoneses.

sábado, 16 de junho de 2012

História: 15 anos do Grande Prêmio do Canadá de 1997


O emocionante campeonato de 1997 cruzava o Atlântico e aportava na aconchegante Montreal para o tradicional Grande Prêmio do Canadá, com algumas novidades. Jacques Villeneuve pintou seu cabelo de amarelo cheguei e chamou bastante atenção, mas criou um mal-estar com o marketing da Williams, que tinha feito toda a publicidade do time para o Canadá com Jacques Villeneuve com cabelos normais. Já na Benetton o problema era mais sério. Gerhard Berger vinha tendo problemas de sinusite desde o início do ano e resolveu operar após a corrida em Barcelona, mas o austríaco sofreu uma infecção durante uma viagem e ficaria de fora não apenas de Montreal, mas de outras corridas. Para o lugar de Berger, seu compatriota Alexander Wurz debutaria na F1. Wurz era um promissor piloto de testes da Benetton, além de piloto oficial da Mercedes no inesquecível FIA-GT daquele ano, quando a marca de três pontas disputava com a McLaren-BMW e a Porsche com lindos carros pela primazia de melhor carro de turismo.

Com a grande corrida de Panis em Barcelona graças aos pneus Bridgestone, a Goodyear resolveu reagir e trouxe pneus novos para o Canadá e isso ajudou Frentzen ser o mais rápido na sexta-feira, mas no sábado o alemão não estava na briga pela pole. Villeneuve liderou boa parte do treino, mas na sua tentativa final, o canadense acabou falhando, enquanto Schumacher foi à pista e conseguiu superar seu rival por meros, mas suficientes, 0.013s. A grande surpresa do dia foi Rubens Barrichello ao colocar seu novo Stewart em terceiro, enquanto seu companheiro de equipe Jan Magnussen era um opaco 21º lugar. Mesmo batendo na Classificação, Wurz conseguiu andar no mesmo ritmo de Alesi, o que não deixava de ser surpreendente, mas mostrava outro bom jovem piloto.

Grid:
1) M.Schumacher(Ferrari) - 1:18.095
2) Villeneuve(Williams) - 1:18.108
3) Barrichello(Stewart) - 1:18.388
4) Frentzen(Williams) - 1:18.464
5) Coulthard(McLaren) - 1:18.466
6) Fisichella(Jordan) - 1:18.750
7) R.Schumacher(Jordan) - 1:18.869
8) Alesi(Benetton) - 1:18.899
9) Hakkinen(McLaren) - 1:18.916
10) Panis(Prost) - 1:19.034

O dia 15 de junho de 1997 estava quente e ensolarado em Montreal, ao contrário do que indicava a previsão de tempo. O tempo quente parecia afetar mais os usuários da Goodyear, pois os pneus duros da marca americana eram bem piores do que os da Bridgestone. Na largada, Schummy e Villeneuve mantiveram suas posições, enquanto Barrichello e Frentzen largavam mal e fazia com que Fisichella subisse para um bom terceiro lugar. Famoso por proporcionar acidentes da primeira curva, Montreal vitimou três pilotos, entre eles Panis, a sensação de Barcelona quinze dias antes e que tinha uma previsão de outro bom resultado. Porém, pior ficou para Irvine, que abandonou ali mesmo.

Schumacher imediatamente abriu para Villeneuve, com o canadense querendo se aproximar do rival da Ferrari. No ano anterior, Jacques decepcionou seus fãs ao perder a vitória para Damon Hill, mas 1997 seria ainda pior. Ainda na segunda volta, o canadense errou na chicane que antecede a reta dos boxes e bateu no muro que até então não tinha nome. Anos mais tarde, seria conhecido como Muro dos Campeões, pelo apetite daquela parede branca em trazer para si pilotos campeões. Villeneuve ficou arrasado e iniciava uma espécie de maldição, onde nunca conseguia andar bem no circuito que leva o nome do seu pai. Porém, a corrida seria interrompida na sétima volta quando Ukyo Katayama bateu no muro e trouxe o safety-car, promovendo uma patacoada da Williams, que trouxe Frentzen, com pneus em frangalhos, para os boxes bem no momento da relargada, fazendo o alemão perder ainda mais tempo.

A gestão dos pneus seria crucial na quente tarde de Montreal. Schumacher liderava com boa vantagem sobre Fisichella, Alesi e Coulthard, enquanto seu companheiro de equipe Ralf Schumacher batia forte no final da reta dos boxes, mas sem problemas para o irmão mais novo do líder da prova no momento. Quando os pilotos procuraram os boxes para uma primeira parada a partir da volta 24, ficava claro que a grande maioria dos pilotos iria parar duas vezes, mas David Coulthard, até então em quarto, postergou sua parada por algumas voltas, sugerindo que pararia apenas uma vez. O escocês mantinha um bom ritmo após seu pit-stop e quando Schumacher fez sua segunda parada na volta 44, Coulthard assumia a ponta da corrida e parecia rumar para uma vitória tranquila e até mesmo surpreendente. Como cautela não faz mal a ninguém, a McLaren resolveu fazer uma parada de precaução, pois Coulthard teria vantagem suficiente para voltar à frente de Schumacher. Teria...

A parada ocorreu de forma perfeita, mas Coulthard deixou o motor morrer. Duas vezes. A corrida do piloto da McLaren estava praticamente terminada, mas o pior ainda estava por vir. Panis fazia uma ótima corrida vinda de trás. Após perder o bico do seu carro na primeira volta, o francês imprimia um ritmo similar aos ponteiros da prova, chegando a ultrapassar Schumacher para descontar uma volta. Todos imaginavam o que Panis seria capaz de fazer, quando seu carro apareceu enfiado numa parede de pneus. O impacto foi muito violento. Imediatamente o safety-car foi à pista e duas voltas depois a bandeira vermelha deu as caras, assustando ainda mais para quem assistia a prova. A última vez que o pano vermelho aparecera numa corrida de F1 fora no GP de San Marino de 1994, para a extração de Ayrton Senna. O clima ficou muito pesado entre todos e Schumacher não teve o mínimo ânimo de celebrar a vitória que lhe devolvia a liderança do campeonato, ao lado de Alesi e Fisichella. Olivier Panis foi resgatado e foi constatado que suas duas pernas estavam quebradas. O francês retornaria à F1 ainda em 1997, mas sua ótima fase mostrada até aquele momento nunca mais voltaria e Olivier Panis, mesmo correndo até 2004, não mais o mesmo.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Alesi
3) Fisichella
4) Frentzen
5) Herbert
6) Nakano

terça-feira, 12 de junho de 2012

Enquanto isso no sábado...

No sábado à noite, estava comemorando in loco a primeira (e tomara que muitas!) vitórias do Vozão na Série B e por isso perdi a corrida do Texas da Indy. Sinceramente não gosto dessa pista e do modo como correm nela, com carros andando colados e logo me vem a mente o acidente que matou Dan Wheldon. Aquele acidente poderia ter ocorrido muitos anos antes no Texas, mas o destino assim não o quis, pois tantos carros andando juntos, eram favas contadas um acidente daquela magnitude acontecer num oval de 1,5 milha. Porém, com as mudanças nos carros em 2012, a prova teve uma característica bem distinta dos outros anos e pelo o que li, foi muito boa. Quando cheguei do estádio, faltavam dez voltas e Graham Rahal vencia no momento. A imagem do seu pai Bobby acompanhando o final da prova foi muito legal, pois o americano era um dos meus ídolos no auge da Indy. Pensava que o velho Bobby suspirava: Esse é meu filho. Então, veio a penúltima volta...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Figura(CAN): F1

Sete vencedores diferentes nas primeiras sete corridas do ano. Corridas emocionantes e decididas nas voltas finais. Equipes médias conseguindo pódios com inédita frequência. Um campeonato espetacular, com cinco pilotos separados por uma vitória e um nível espetacular no seu grid. A Formula 1 vive um momento especial em 2012 com um equilíbrio nunca visto nos últimos trinta anos e para melhorar, um equilíbrio de altíssimo nível. Um exemplo aconteceu no Q2, com dezesseis carros separados por nove décimos de segundo e os dez primeiros da corrida separados por meros 25s. Ao invés de ficar se lamuriando por pilotos do passado que não iremos ver mais nas pistas, é muito melhor curtir esse campeonato com Hamilton, Alonso, Vettel, Webber e outros se digladiando pelas primeiras posições em todas as corridas do ano.

Figurão(CAN): Jenson Button

Pela segunda vez consecutiva se faz essa pergunta: O que passa com Jenson? O britânico saiu da aura de favorito ao título e de encantador de pneus no começo do ano, acessório esse fundamental para as corridas em 2012, a um triste coadjuvante e que é derrotado inapelavelmente pelo companheiro de equipe, que lhe colocou uma volta enquanto vencia a corrida em Montreal. A repentina má fase de Jenson Button não tem uma explicação aparente e o inglês parece já estar desesperado pelas declarações que deu a imprensa após outra corrida tenebrosa. A atuação de Button foi tão ridícula, que o inglês foi um dos primeiros a parar nos boxes para trocar seus pneus, mas o detalhe foi que o inglês da McLaren era um dos poucos a estar com pneus macios, enquanto seus adversários diretos utilizavam pneus super-macios! E ficaram na pista por muito mais tempo! Um ano após sua épica vitória em Montreal, Jenson Button necessita urgentemente de um outro resultado como aquele que faça sua auto-confiança aumentar novamente e fazer frente a um Lewis Hamilton super animado por sua vitória no Canadá.

domingo, 10 de junho de 2012

Valendo a pena


Para quem não sabe, entrei nessa de facebook no começo do ano e recentemente recebi uma foto com a pose histórica do Big-4 no pit-wall de Estoril em 1986 e embaixo tinha a legenda: Nessa época valia a pena acordar mais cedo. Desculpem os saudosistas, mas 2012 está no proporcionando uma temporada tão incrível como a de 26 anos atrás. Ou até melhor! O nível está altíssimo, o equilíbrio é ainda maior e as surpresas acontecem aos montes. Claro que Lewis Hamilton ser o sétimo piloto diferente a vencer nesta temporada este longe de ser zebra, mas quem poderia supor ver Romain Grosjean e Sérgio Pérez no pódio com Sebastian Vettel e Fernando Alonso na ponta a corrida inteira? Pois Grosjean ganhou seis posições e Pérez incríveis doze postos numa corrida normal, onde os jovens pilotos usaram a estratégia como se fossem pilotos experientes. E a F1 via outro pódio diferente e 25s separando os dez primeiros colocados na bandeirada.

E 2012 vem sendo tão incrível, que Montreal teve uma corrida normal, sem safety-car ou chuvas torrenciais que pudessem atrapalhar o andamento normal da corrida. Vettel, Hamilton e Alonso dominaram a corrida inteira e como disse Jacques Villeneuve, a corrida realmente estava chata até a estratégia definir a corrida nas voltas finais. Disparado na frente, Hamilton fez sua segunda parada nas voltas finais, ao contrário de Alonso e, inicialmente, Vettel. Quando parou nos boxes, o inglês retornou à pista em terceiro e andando 1s mais rápido do que os líderes, foi para cima como manda seu ímpeto e efetuou as ultrapassagens nas voltas finais, conseguindo a vitória que merecia ser sua desde o momento em que assumiu a ponta da prova na primeira rodada de paradas e dominou a prova. Lewis venceu e tirou a ponta do campeonato de Alonso, ultrapassado nas voltas finais completamente sem pneus. Porém, a McLaren deve estar perguntando nesse momento: O que passa com Jenson Button? Único piloto a largar com pneus macios dentre os dez primeiros, Button fez outra corrida ridícula, terminando a prova em 15º, à uma volta do companheiro de equipe. De postulante ao título, Button passou a ter exibições de Felipe Massa em seus piores momentos no começo desta temporada.

O pódio de Grosjean e Pérez serviu para responder aos críticos de ambos nas últimas provas. Parece haver certa má-vontade com Grosjean, pois mesmo campeão da GP2 e tendo conquistado outros bons resultados em 2012, os seus críticos preferem lembrar seus acidentes nas primeiras voltas e vira e mexe aparecem notícias sobre mudanças envolvendo Grosjean na Lotus. Porém, todos parecem esquecer (principalmente a transmissão Global, ainda chateada por Grosjean ter ‘tomado’ o lugar de Bruno Senna na Lotus) que Grosjean vem superando com regularidade Raikkonen em treinos e na corrida mais uma vez não tomou conhecimento do seu ilustre companheiro de equipe e fez uma prova cerebral, onde conseguiu resguardar seus pneus para fazer uma única parada e ainda assim não ficar sem pneus como outros que tentaram estratégia parecida. Foi um pódio redentou para Grosjean e também para a Lotus, pois a equipe não vinha exibindo a mesma performance de antes. Raikkonen marcou pontos e teve a mesma estratégia de Grosjean, mas a boa posição no grid do francês foi determinante no final. Após sua estupenda corrida em Sepang, Sérgio Pérez não marcou mais pontos e não faltou quem dissesse que ele teve apenas um deslumbre de um ótimo resultado na Malásia e pronto. Até mesmo Luca di Montezemolo havia declarado que Pérez ainda precisava mostrar melhores resultados se quisesse se tornar piloto Ferrari. Pois o mexicano fez isso hoje. Largando fora do top-10, Pérez fez outra corridaça e aproveitando o bom trato com os pneus da Sauber, Sérgio fez uma única parada e ainda assim era um dos mais rápidos no final da corrida com os pneus supermacios. Esse pódio pode mostrar que Pérez já pode, sim, requerer um lugar melhor que tem hoje. Kobayashi só apareceu brigando com Schumacher, marcou pontos em Montreal, mas foi totalmente ofuscado pelo companheiro de equipe. Chamado de mito, Koba precisa de resultados para compensar a espetacularidade de sua pilotagem.

Quando a F1 estava sem muitas emoções, Alain Prost, um dos que estava sentado no muro do Estoril 26 anos atrás, disse que a emoção dos anos 80 eram os erros que pilotos e equipes cometiam, proporcionando ultrapassagens, quebras e surpresas. O nível dos pilotos da atualidade é bem alto, mas as equipes ainda fazem apostas arriscadas e como dizia o treinador Oto Glória, se acertar é bestial, se errar é uma besta. Hoje, os estrategistas de Ferrari e Red Bull ficaram com a alcunha de bestas! Líderes junto com Hamilton a corrida toda, Alonso e Vettel resolveram arriscar e ficar na pista até o final, mesmo com os pneus desgastados e cada vez piores. A facilidade com que foi ultrapassado por Hamilton fez Vettel perceber a besteira que havia feito e tentou diminuir o prejuízo indo aos boxes nas voltas finais, enquanto Alonso investiu na aposta de sua equipe e acabou se dando mal, andando 3 ou 4s mais lento que os demais pilotos nas voltas finais, terminando em quinto, mas com Rosberg e Webber colados nele. Porém, a ultrapassagem de Vettel nas voltas finais lhe tirou a liderança do campeonato e mostrar que nem sempre uma aposta arriscada sempre vale a pena. Os segundos pilotos de Ferrari e Red Bull tiveram uma tarde para esquecer, com Webber muito abaixo da ótima exibição de Monte Carlo duas semanas atrás e ficando apenas em sétimo, enquanto Felipe Massa destruindo o que poderia ter sido seu melhor final de semana do ano ao rodar bisonhamente ainda no começo da corrida, após uma boa ultrapassagem sobre Nico Rosberg, ficando apenas em décimo, mas apenas 25s atrás do líder.

Nico Rosberg mais uma vez fez uma corrida decente, onde marcou pontos mais uma vez e por muito pouco não ultrapassou Alonso na volta final, enquanto Schumacher parece concentrar todo tipo de problema que pode afetar a Mercedes. Até mesmo falhas simplórias, como a asa traseira móvel travar e o alemão ter que abandonar por causa disso. Paul di Resta chegou a andar em quinto, mas perdeu muito rendimento durante a prova e ficou fora dos pontos, enquanto Hülkenberg fez uma corrida apagada e sempre fora dos pontos. Assim como fez a Toro Rosso com seus dois pilotos, mas é de impressionar como a Williams perdeu rendimento desde a vitória de Maldonado em Barcelona. O time entrou na descendente a tal ponto de Bruno Senna ter ficado boa parte da corrida atrás de um carro da Caterham! Claro que isso significou festa para o time malaio, enquanto a Marussia ficou em último, já que a HRT abandonou com seus dois carros ainda no início da prova.

Foi uma corrida que teve um final empolgante, mas de maneira geral, normal para os padrões loucos de Montreal. Por isso mesmo, é surpreendente ver um pódio contendo Grosjean e Pérez numa prova sem maiores problemas. Esse vem sendo o segredo dessa F1 equilibrada e cheia de surpresas. Tirando Sepang, todas as corridas foram normais e ainda assim equipes ditas médias conseguiram se sobressair e se colocar junto às grandes, fazendo desse campeonato de 2012 um dos melhores da história e fazendo valer a pena ficar na frente da TV e assistir a F1.

sábado, 9 de junho de 2012

Sem zebra


Após ver a Dinamarca marcar a primeira grande zebra da Eurocopa, Sebastian Vettel não quis saber de surpresas e após ser o mais rápido no terceiro treino livre de hoje pela manhã, dominou a Classificação como normalmente dominava no ano passado, quando foi bicampeão de forma esmagadora, colocando muito tempo no seu mais próximo perseguidor, o mais rápido da sexta-feira, Lewis Hamilton.

Numa F1 extremamente equilibrada como a desse ano, o tempo conseguido por Vettel em suas duas voltas voadoras no Q3 chegou a surpreender, deixando Hamilton e Fernando Alonso, com cara de filme repetido. A performance de Vettel em uma volta única e com o melhor carro é exuberante e o alemão voltou a ter um bom carro em mãos e Seb conquistou a 32º pole em sua carreira, um número incrível para alguém tão novo e com futuro ainda vasto como ele. Mark Webber, vencedor em Monte Carlo na quinzena passada, tomou meio segundo de Vettel e foi o quarto, à frente de Rosberg e Massa, que vem se recuperando de um início de temporada desastroso. Bruno Senna superou Maldonado, mas por que este provocou o único incidente no famoso Muro dos Campeões, local onde Bruno bateu ontem.

O treino foi sem muitas surpresas, com Vettel se tornando favorito absoluto para a corrida de amanhã, que tende a ter um clima parecido com o de hoje. E nessas condições, a combinação Vettel-Red Bull parece imbatível.