sábado, 28 de julho de 2012

Reação tardia

Que a McLaren faz grandes carros, isso não é segredo para ninguém. Os títulos falam por si só. Porém, nos últimos anos a equipe comandada por Martin Whitmarsh vem se destacando também por ter altos e baixos durante uma mesma temporada, com momentos ruins a ponto de pontuar com dificuldades e outros de domínio, como o de Lewis Hamilton na Classificação de hoje. Não faz muito tempo que Hamilton e Jenson Button pontuaram a duras penas em Silverstone, mas desde Hockenheim, como por encanto (na verdade, por causa de atualizações do carro), o time vem melhorando de rendimento e num circuito curto e travado como o de Hungaroring, o time prateado, capitaneado por Hamilton, vem dominando.

A Classificação húngara trouxe algumas surpresas que podem afetar o campeonato. Outro ponto de referência que tem a ver com Silverstone se abate sobre Mark Webber. Desde a vitória acachapante na Inglaterra e que o fez subir para o vice-campeonato, Webber entrou numa espiral negativa a ponto de não conseguir tempo para o Q3 e ter que largar, num circuito de poucos pontos de ultrapassagem, em 11º. Menos mal para o australiano que num circuito onde o downforce é tudo, a Ferrari se deu mal e Alonso largará apenas em sexto, com Massa logo atrás. Isso apenas realça o quão Fernando está levando a Ferrari nas costas em 2012. Hamilton conseguiu a pole como e quando quis. O inglês terá ao lado Romain Grosjean, outro que adora altos e baixos, com Vettel em terceiro. O alemão foi outro que tirou tudo e mais um pouco de seu carro.

O domínio de Hamilton pode ser tardio, pois está muito atrás no campeonato e brigar pelo título, só se algo de muito extraordinário ocorrer com Alonso, Webber e Vettel. Porém, há previsão de chuva amanhã (como tem chovido em Budapeste nos últimos anos. No passado, essa corrida era sinônimo de pista seca!) e tudo pode se embaralhar, mas pela forma como guiou, Hamilton é favorito amanhã. No seco.  

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Caroneiro

Hoje é difícil disso acontecer e acho que é até proibido, por motivos de segurança, no qual concordo plenamente. Ficam em pendurado em cima do carro depois das corridas, com o piloto se apoiando aonde dá, é passagem para a tragédia que, pelo menos na F1, nunca aconteceu. Há 25 anos atrás, Nelson Piquet vencia pela primeira vez em 1987, ano em que se sagraria tricampeão e que, mesmo mais lento do que Mansell, soube se aproveitar da fraqueza mental do inglês e o superou, já que o Williams-Honda tinha o melhor carro daquela temporada. Hockenheim e suas enormes retas era pródiga em destruir motores e por isso apenas seis carros receberam a bandeirada 25 anos atrás. Piquet não teve dificuldades em vencer, pois seus dois maiores rivais naquele dia, Mansell e Prost, tiveram seus respectivos motores quebrados. Para se ter ideia como foi complicado naquele dia quente em Hockenheim, Stefan Johansson chegou em segundo com o pneu furado e Senna completou o pódio mesmo enfrentando seríssimos problemas na suspensão ativa da Lotus. Enquanto comemorava sua vitória, Piquet parou seu Williams e deu uma caroninha à Prost, que ainda se lamentava o abandono após a Porsche ter feito um motor especial para a sua última corrida em casa. Cena história...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Enquanto isso no domingo...

Sempre tive a curiosidade de ver uma corrida sem bandeiras amarelas na Indy. Claro que isso já aconteceu, mas ainda não tinha assisto um prova por inteiro. Neste domingo, em Edmonton, tirei o cabaço com relação a isso. O que não deixa de ser surpreendente, por se tratar de um circuito de rua, onde o muro sempre está mais perto. Além dos alambrados, que fizeram com que Helio Castroneves se inspirasse e pulasse num alambrado após a bandeirada na sua surrada comemoração de spider-man após uma bela corrida no Canadá, mesmo local onde fora punido de forma polêmica em 2010 e quase saiu no tapa com todo mundo, após ter sua vitória cassada.

A experiência, claro que não planejada, de ter uma corrida sempre em bandeira verde foi interessante, pois a corrida não deixou de ser movimentada em nenhum momento e Helio Castroneves foi muito inteligente quando guardava seus 'push-to-pass' e ganhava posições dos pilotos à sua frente nas tática de boxe. Quando assumiu a ponta, Helinho teve que se preocupar com o sempre perigoso (para o bem e para o mal) Takuma Sato nas últimas voltas, mas com direito a usar o botãozinho mágico várias vezes, Castroneves só teve que administrar a aproximação do japonês e vencer pela primeira vez no ano. Outro grande destaque foi Will Power. Tendo que trocar o motor e com isso perder dez posições no grid, Power largou em 17º e numa corrida segura, mas sempre andando muito forte (ele chegou a encostar no muro), o australiano da Penske subiu ao terceiro posto no final, conseguindo um pódio bem improvável. O líder Ryan Hunter-Reay esteve longe de confirmar sua ótima fase após três vitórias consecutivas e foi bastante discreto, o mesmo acontecendo com a equipe Ganassi, mesmo com Franchitti largando na pole.

Para quem assistiu a corrida ao vivo, teve o imenso desprazer de aturar a transmissão da Bandsports. Claro que ver ao vivo pela TV a Cabo é melhor do que nada, mas o problema foi que colocaram um narrador muito ruim. Torcendo desesperadamente pelos brasileiros, o narrador, cujo nome não lembro, foi extremamente piegas e tirou toda a emoção da corrida, fora que seu parco conhecimento sobre a Indy o fez dizer abobrinhas, como Ryan Hunter-Reay (de 32 anos...) ser um garoto de futuro e que ganhará muitos títulos ainda...

A vitória de Castroneves o elevou ao segundo lugar do campeonato, inclusive superando seu companheiro de equipe Will Power, que mesmo chegando em terceiro, provou ser o melhor piloto em circuitos mistos da Indy na atualidade. Hunter-Reay terá que segurar os dois pilotos da Penske bastante motivados, sendo que a Andretti não estava numa boa posição no campeonato há anos. Pode faltar experiência tanto à equipe, como ao piloto. Coisa que não falta a Penske e Helio Castroneves.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Figura(ALE): Jenson Button

Após um longo e tenebroso inverno, parece que finalmente Jenson Button acordou de sua hibernação sem explicação e fez uma corrida digna de um campeão do mundo e de destaque nesta atual geração fortíssima da F1. A fase de Button era tão braba, que o inglês chegou a ficar no meio do caminho no Q1 e pontuou pouquíssimas vezes, sem muito destaque, nas últimas seis corridas, desde o seu segundo lugar na China, ainda no comecinho do campeonato. Em Hockenheim, Button começou se destacando logo nos treinos ao superar Lewis Hamilton no grid, algo raro até mesmo na boa fase de Button e na má fase do companheiro de equipe. Button largou bem ao subir para o quinto lugar e em poucas voltas, executou ultrapassagens cirúrgicas sobre Nico Hülkenberg e Michael Schumacher para entrar na briga pela vitória. Num ritmo consistente, Button chegou atrás do segundo colocado Vettel e o ultrapassou na segunda rodada de paradas, mas um erro do inglês fez com que travasse forte o pneu dianteiro direito, fazendo com que Button perdesse rendimento nas voltas finais, o que ocasionaria na ultrapassagem (irregular) de Vettel, mas ainda assim Jenson Button subiu ao pódio depois de muito tempo. Mesmo longe da briga pelo título, a volta de Button aos bons tempos garantirá outro piloto forte na briga pelas vitórias.

Figurão(ALE): Felipe Massa

Se Galvão Bueno tiver mesmo razão e a renovação de Felipe Massa com a Ferrari para 2013 depender de duas corridas boas ou uma ótima até o final do verão europeu, o paulistano terá que apostar tudo em Hungaroring, semana que vem, pois o segundo piloto da Ferrari perdeu a chance de fazer algo de bom em Hockenheim ao ter um final de semana daqueles. Primeiro, teve um treino classificatório problemático por causa da chuva, situação no qual Massa, apesar de negar, nunca se deu bem. Com a chuva aumentando, Massa necessitava de qualquer maneira conseguir um bom tempo logo na primeira volta, mas o brasileiro acabou errando e quase estragou também o treino do líder da equipe e do campeonato, Fernando Alonso. Com o treino prejudicado e largando no meio do pelotão, Massa estava a mercê de ter problemas na largada e, para infelicidade dele, realmente aconteceu. E por um erro dele. Antes da primeira curva, Massa achou a traseira de Daniel Ricciardo e teve sua asa dianteira quebrada, tendo que dar uma volta inteira bem devagar antes de ter seu carro consertado. A partir de então, foi tentar diminuir os prejuízos, o qual não conseguiu, ficando em 12º, longe dos pontos, enquanto Fernando Alonso vencia e disparava na ponta do campeonato. Apesar do bom ritmo, Massa precisa de pontos para ajudar não apenas Alonso na luta do espanhol pelo tricampeonato, como também para ajudar a Ferrari conseguir o Mundial de Construtores, já que sem os pontos do brasileiro, a Ferrari está nesse momento muito longe da Red Bull. Felipe Massa agora terá que jogar todas as suas fichas na Hungria e torcer que o azar, que o persegue faz tempo, o abandonar para conseguir se mostrar e se garantir em 2013. 

domingo, 22 de julho de 2012

Título à vista


Depois de um início espetacular de temporada, este ano de 2012 está cada vez mais parecido com 2005 no que tange a disputa pelo título. Para quem não se lembra, Fernando Alonso começou a disparar na liderança nas primeiras corridas e quando seu Renault foi superado pela McLaren de Kimi Raikkonen, o espanhol passou a administrar a diferença para o pé-frio finlandês, conquistando seu almejado primeiro título com antecipação. E assim Alonso está fazendo, com ainda mais maestria, este ano. Que a Ferrari não tinha o melhor carro no início do campeonato, isso é fato. Só que Alonso foi conquistando pontos preciosos e quando a Ferrari se encontrou, o espanhol começou a fazer a diferença num campeonato muito equilibrado, onde detalhes se tornam cada vez mais um diferencial rumo ao título. E Alonso está fazendo isso.

A corrida hoje em Hockenheim foi com muito sol, mas com clima agradável e não muito degradante aos pneus, ao contrário das chuvas que atrapalharam equipes e pilotos nos dois dias de treinos. Se não foi das corridas mais espetaculares no primeiro pelotão, o Grande Prêmio da Alemanha foi extremamente equilibrado, com Alonso sempre tendo que olhar bem no retrovisor para manter a ponta. Fernando foi perfeito de ponta a ponta e por isso conseguiu a terceira vitória em 2012. Sendo Vettel ou Button, Alonso sempre parecia ter a corrida sobre controle, mesmo com seus adversários muito próximos dele, particularmente no retão, melhor ponto de ultrapassagem do circuito. Com 35 pontos de vantagem no campeonato, Alonso passará a administrar a sua liderança a seu bel prazer, ainda mais com um carro que lhe foi capaz de dar duas vitórias e um segundo lugar nas últimas três provas. Se Galvão estiver certo e Massa precisar apenas de duas corridas boas ou uma ótima para renovar com a Ferrari, o brasileiro precisará apostar tudo em Hungaroring na semana que vem. Hoje, Massa fez uma corrida ruim, onde bateu com Daniel Ricciado logo na largada, fazendo-o trocar o bico e perder muito tempo nos boxes ainda nos estágios iniciais da corrida, estragando ainda mais seu final de semana.

Da mesma forma, McLaren e Red Bull viram diferenças enormes entres seus dois pilotos hoje. Vettel esteve na briga pela vitória o tempo todo, perdeu o segundo lugar para um ótimo Jenson Button nos pit-stops, mas recuperou a sua posição na penúltima volta, mas isso pode acabar saindo caro para o alemão, pois foi claro que Vettel passou Button por fora da pista, o que é proibido. Punição à vista! Jenson Button reviveu seus melhores momentos em Hockenheim e retornou ao pódio após longo e tenebroso inverno numa crise sem fim. Largando em sexto, Button passou com a maestria de sempre Hülkenberg e Schumacher para se juntar à briga pela ponta. O inglês chegou a assumir a segunda posição e pressionar Alonso, mas o espanhol esteve magistral e nem mesmo abrindo a asa, Button teve chances de ultrapassar. Conhecido pelo trato com os pneus, Button travou forte seu pneu logo após sua segunda parada e isso pode ter lhe custado um pouco de desempenho no final, permitindo não apenas a escapada de Alonso, como a aproximação e a ultrapassagem de Vettel. Porém, para quem lutava para marcar pontos, este terceiro (que pode virar segundo) lugar foi mais do que bem-vindo para o inglês. Já Hamilton passa por problemas parecidos que lhe atormentaram em 2011. Visto numa balada em Londres semana passada, seu namoro foi por água abaixo e sua performance ficou abaixo do esperado. Tendo um pneu furado logo no início da corrida, ainda por causa do toque de Massa em Ricciardo, Lewis só faltou chorar para abandonar a corrida, quando seu carro tinha um claro bom desempenho, a ponto de ultrapassar Vettel para tirar uma volta e pressionar Alonso logo em seguida. Porém, Hamilton acabaria sendo o único abandono da tarde. Forte no talento, Hamilton demonstra cada vez mais ser muito fraco psicologicamente, dando espaço para o crescimento de Button. Como em 2011. Fraco também foi o desempenho de Webber, que hoje teve dificuldade de ultrapassar até mesmo uma Caterham! O australiano não teve força para sair do pelotão intermediário e marcou poucos pontos com o oitavo lugar. Muito, muito pouco para quem sonha em conquistar o seu primeiro título, mesmo ainda estando em segundo no campeonato, mas cada vez mais longe de Alonso.

A Sauber fez uma ótima corrida em Hockenheim, circuito mais próximo de sua fábrica na Suíça. Kobayashi foi bem mais eficiente em suas brigas por posição e numa estratégia arriscada, o japonês conseguiu um longo stint com pneus macios e terminou a prova em quinto, tendo Pérez logo atrás, sendo que o mexicano conseguiu onze posições no processo! Pérez ainda é muito punido, como a que ganhou ontem, mas seu ritmo de corrida é impressionante e como seu futuro é claramente a Ferrari, a comparação com Massa é totalmente a seu favor. Falando em punição, Grosjean fez uma corrida medonha, tocando com Bruno Senna na primeira volta, tentou uma retaliação, mas sua corrida estava definitivamente estragada. Raikkonen ficou num solitário quarto lugar, mas com o crescimento de Ferrari, Red Bull e McLaren, ficou complicadíssimo a Lotus conquistar sua procurada primeira vitória, ficando um lugar no pódio já como um grande resultado. O melhor momento da equipe aurinegra passou e eles não aproveitaram. Da mesmo forma que a Force India não aproveitou as boas posições de largada dos seus dois pilotos e com um ritmo ruim, acabaram perdendo posições e Hulkenberg foi o único a pontuar, em nono. A Mercedes foi a única a tentar uma tática diferente na corrida. Tentando dar o pulo do gato, o mercedianos optaram por uma terceira parada, mas isso resultou apenas Schumacher perder o quinto lugar para as duas Sauber, mas Nico Rosberg, que largou na penúltima fila, teve pneus bons o suficiente para conseguir um lugar na zona de pontuação nas últimas voltas. Porém, mais uma vez, Schumacher superou Rosberg.

A Williams é outra que vem caindo pelas tabelas e após Maldonado andar nas primeiras posições nas primeiras voltas, o venezuelano foi perdendo rendimento a ponto de acabar a prova não apenas longe dos pontos, como um pouco à frente de Bruno Senna, que teve uma corrida complicada ao tocar-se com Grosjean e perder quase uma volta ao término da primeira passagem! Apesar de muitos negarem, Valtteri Bottas está cada dia mais próximo da vaga de Bruno em 2013. A Toro Rosso fez sua corrida opaca de sempre, enquanto Caterham, Marussia e HRT só apareceram mesmo levando volta ou brigando entre si, como na animada disputa entre Petrov e Kovalainen, com o russo levando vantagem. Se com Trulli Kova liderava soberano a equipe verde, com Petrov a briga está mais acirrada.

Com metade da temporada já cumprida, Alonso já vê seu terceiro título e o primeiro pela Ferrari bem mais próximo. O espanhol está guiando o fino e ele mesmo admite isso. A Red Bull não domina como antes e a forma como Vettel andou no limite hoje foi a prova disso. O campeonato que começou animado e prometendo brigas múltiplas pelo campeonato, está caindo nas habilidosas mãos de Fernando Alonso. O certame continua equilibrado e toda a diferença irá se sobressair. E a diferença em 2012 se chama Fernando Ruiz Alonso. 




sábado, 21 de julho de 2012

Patos

Aqui no Ceará, quem é chamado de pato em alguma coisa, normalmente é referente à algo pejorativo. Tipo, uma pessoa que não faz nada direito. Quem jogou video-game por aqui sabe do que estou falando. Já na F1, os 'patos' são os pilotos que se sobressaem em pista molhada e em Hockenheim, assim como há duas semanas em Silverstone, estes pilotos novamente fizeram um ótimo trabalho na chuva alemã e ficaram nas primeiras posições. Após um jejum de 31 corridas sem pole, a Ferrari conseguiu sua segunda pole consecutiva com Fernando Alonso, seguido de perto pelos alemães Sebastian Vettel, Michael Schumacher e Nico Hülkenberg, intercalados por Mark Webber, mas como o australiano receberá uma punição de cinco posições por ter trocado o câmbio, Alonso terá que lhe dar com um esquadrão alemão amanhã.

O treino em Hockenheim foi tão confuso como foi na Inglaterra, quando o Q1 foi com pista seca, mas já no final da sessão se via pingos nas câmeras on-board. E no início do Q2, a chuva veio com força e atrapalhou muita gente que normalmente anda entre os dez primeiros, como Nico Rosberg e Romain Grosjean, com o agravante de ambos terem recebido a mesma punição de Webber e largarão com cinco posições atrás do que conseguiram na pista. Felipe Massa só agora está andando mais à frente, mas sua má forma em pista molhada aflorou novamente, enquanto Bruno Senna, que normalmente anda forte em piso molhado, foi muito mal, pois Maldonado passou até com facilidade ao Q3 ele foi um dos últimos do Q2. A parte decisiva do treino, com a pista melhorando com a chuva diminuindo de intensidade, foi eletrizante, com vários pilotos brigando pela ponta, mas Alonso deu a cartada decisiva ao trocar seu pneu e voltar à pista bem mais rápido do que todos, confirmando outra pole. Vettel, que foi atrapalhado por Webber e reclamou com o companheiro de equipe, largará na primeira fila, com outros dois alemães no seu encalço. Se Schumacher dispensa apresentações na chuva, para quem não se lembra de como surgiu Hülkenberg, em 2006 o então jovem alemão de 19 anos conseguiu colocar mais 40s de vantagem sobre quem fosse na antiga A1 GP em Sepang numa pista encharcada, chamando a atenção de todos. Isso sem contar com a pole em Interlagos em 2010 em piso molhado. Hulk, definitivamente, é pato!

A McLaren está tão mal que seus dois pilotos, reconhecidamente patos, ficaram apenas em 7º e 8º (6º e 7º, com a punição a Webber), sendo que desta vez Button conseguiu superar Hamilton, que estranhamente estava nos boxes na melhor situação da pista. A previsão para amanhã é de pista seca e a Ferrari andou muito bem nessa condição, ao contrário da Red Bull e de Schumacher, que tiveram trabalho para passar ao Q2. Porém, há duas semanas atrás a metereologia errou feio em Silverstone e a previsão de chuva viu uma corrida em pista totalmente seca. Os alemães erraram como os ingleses amanhã?