sábado, 2 de fevereiro de 2013

C32

Até o momento, um aspecto na F1 está bem melhor este ano do que em 2012: a beleza dos novos carros. A gradual saída dos degraus no bico dos carros melhoraram consideravelmente o aspecto visual dos bólidos, mas algumas equipes estão mudando seus lay-out para melhor. Se a Ferrari surpreendeu com um branco e preto na parte debaixo do carro, a Sauber foi ainda mais fundo e trocou o tradicional branco que a caracterizava desde 2006 quando foi comprada pela BMW por um cinza metálico muito bonito, lembrando um pouco a finada e pouco lembrada HRT.

Agora comandada por uma mulher, Monisha Katelborn, algo inédito na F1, a Sauber tenta manter o ótimo nível de 2012 quando conseguiu quatro pódios e consolidou Sérgio Pérez rumo a McLaren. Mas como a Sauber necessita de dinheiro e patrocínios, como 2/3 do grid atual, Kamui Kobayashi, em sua melhor temporada de então, teve que picar a mula e quem veio em seu lugar foi Esteban Gutíerrez, vindo do mesmo celeiro de Pérez: o dinheiro da Telmex de Carlos Slim. Se dois anos atrás todos estavam com um pé atrás com Sergio Pérez, o sucesso do mexicano faz da vinda de Gutierrez menos criticada, até pelas boas atuações do mexicano nas categorias de base, mesmo demonstrado algumas vezes alguns momentos afoitos que lhe custaram pontos e títulos. O piloto que não terá que pagar a conta será o alemão Nico Hülkenberg, para muitos, um talento do mesmo nível do compatriota Vettel, mas sem as chances do mesmo. Hulk já mostrou que tem condições de estar em equipes melhores e liderando a Sauber a outro bom campeonato, pode ser o passaporte para o alemão ir para um time top. Dizem que a Ferrari está muito interessada no que Nico irá fazer neste ano...

A Sauber continuará sua receita de sempre de ter jovens pilotos no seu plantel e usar a ambição deles para conseguir bons resultados. A receita funcionou otimamente em 2012 e com o mesmo tempero, espera fazer o mesmo em 2013.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

VJM06

A Force India teve uma apresentação bastante curiosa em 2013. Enquanto a maioria das equipes, até mesmo as nanicas, apresentam seus carros ao lados dos seus dois pilotos titulares e um ou mais suplentes, a Force India tinha apenas Paul di Resta para mostrar, sendo que o escocês, claramente querendo ir para um time grande, ainda nem anunciou a renovação de seu contrato com o time hindu!

Isso pode ser reflexos dos problemas que Vijay Mallya sofre em seu país natal, com a falência de sua empresa aérea, entre outras coisas. Muito se falou que a Force India pudesse ser vendida, o que seria uma pena para um time claramente em ascensão, vide a ótima corrida de Nico Hülkenberg na última etapa do ano em Interlagos, onde poderia ter vencido se não fosse um acidente com Hamilton. Hülkenberg nem está mais na equipe, que ficou com um Paul di Resta que claramente superestima sua capacidade, apesar de bom piloto, e está desesperado para ir para uma equipe grande. O time pode aproveitar essa ambição do escocês para conseguir outro bom ano, enquanto o segundo piloto da equipe é um incógnita. O já veterano Adrian Sutil é uma das apostas. O alemão já conhece a equipe e fez uma ótima temporada em 2011, mas uma garrafada na China pôs tudo a perder. Julien Bianchi se mostrou um piloto muito veloz, mas um pouco inconsequente nas categorias de base. Como a única vaga restante do grid é da Force India, Bruno Senna, e seus patrocínios, corre por fora. Por sinal, patrocínios que a Force India necessita bastante...

 E a Force India faz outra temporada para se manter forte no pelotão do meio, saindo das últimas posições onde se encontrava cinco anos atrás para até brigar pela vitória, mas a falta de dinheiro poderá atrapalhar a subida dos hindus.

F138

Podemos pensar que é pouco, mas seis anos para os padrões ferraristas é muita coisa, ainda mais contando com um fora-de-série chamado Fernando Alonso. Por isso, a pressão nos comandados de Stefano Domenicalli é enorme e o título é o que espera o presidente Luca di Monzemolo. Até mesmo para manter o emprego de Domenicalli.

O carro deste ano difere tanto em desenho como até mesmo nas quase intocáveis cores da Ferrari. Detalhes em branco e preto no fundo do carro, mais o fim do nariz ornitorrinco fez do F138, nome do novo modelo ferrarista, um carro muito bonito, mas como diria Enzo Ferrari, o carro só se torna realmente bonito se vencer. É tudo o que espera Alonso em sua quarta temporada pela Ferrari, onde o sonho do tricampeonato foi estragado por Vettel por duas vezes nos últimos três anos. Alonso fez uma temporada 2012 espetacular, talvez seu melhor ano, quando levou uma Ferrari claudicante, principalmente nas primeiras corridas, a disputa pelo título até o final do ano e ainda assim, perdendo por apenas três pontos para Vettel. Não restam dúvidas que Alonso é o líder da Ferrari e que o espanhol fará de tudo para repetir 2012, mas, melhor equipado, ter mais chances de derrotar Vettel e a Red Bull. Só o fato de permanecer mais um ano na Ferrari foi um bônus incrível para Felipe Massa num ano de 2012 muito ruim, particularmente na primeira metade, mas com um final de temporada forte, o paulistano espera ficar mais próximo de Alonso durante o ano todo. Título? Vitórias? Só se algo acontecer com Alonso!

E assim a Ferrari corre em busca de dar o terceiro título a Alonso e acabar com um jejum de seis anos, desde o título de Raikkonen em 2007. Para isso, basta dar um bom equipamento ao espanhol, pois atrás do volante, Alonso mostrou em 2012 do que é capaz de fazer.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MP4/28

Há uma piada de fim de ano em que se fala que o Show do Roberto Carlos é sempre o mesmo há vinte anos, com uma outra música entrando no repertório do famoso cantor. Pois está parecendo que as apresentações da McLaren são inspiradas no Rei. Um carro que praticamente não muda desde 2009 e uma ou outra novidade fazem parte do repertório mclariano de se apresentar seus carros.

Na sua suntuosa sede em Woking, a McLaren mostrou seu novo MP4/28, que se dissesse que era o MP4/27 de 2012, ninguém duvidaria. A cara nova foi o mexicano Sérgio Pérez, que parecia ter tudo encaminhado para seguir carreira na Ferrari, mas as circunstâncias o fizeram aportar na McLaren. O tempo dirá se a McLaren cometeu um erro grotesco de avaliação ou se a Ferrari comeu mosca ao desperdiçar um talento nato. Pelas boas exibições do ano passado, fico com a segunda opção! Quando venceu em Interlagos, Button ouviu mais uma das brincadeiras de Nelson Piquet, mas que fazem muito sentido. Com a saída de Lewis Hamilton, Jenson exercerá o papel de líder dentro da McLaren, podendo fazer com que Button, agora o piloto mais experiente do grid em 2013, um forte favorito. Button já é campeão mundial e parece ter melhorado desde que surpreendeu o mundo em 2009. Olho nele!

Contudo, se há algo a temer na McLaren é o ritmo de classificação. Hamilton era um diferencial e tanto em uma volta lançada e tanto Button como Pérez se mostraram muito fortes em ritmo de corrida, mas nem tanto nos sábados. Outro fator interessante será como irá ser a vida da McLaren pós-Hamilton com seus pós e contras. Os cinquenta anos da McLaren serão bem sortidos em 2013, com cara nova e apresentação velha.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

E21

E a F1 começa sua temporada de apresentações com uma equipe que surpreendeu não apenas com seu desempenho, como também com seus dois pilotos. A Lotus, antiga Renault (antiga Benetton, antiga Toleman...), mostrou seu modelo novo praticamente sem nenhuma grande diferença aparente para o modelo de 2012 e mostrando que o continuísmo é tudo, o time comandado por Eric Boullier manteve sua dupla de pilotos.

Kimi Raikkonen foi uma grata surpresa em sua reestreia na F1 após dois anos acidentados no WRC. Quem viu o finlandês saindo pelas portas do fundo da  F1 via Ferrari em 2009, nunca imaginaria o piloto vibrante e sólido de 2012, que garantiu o terceiro lugar no Mundial com apenas uma vitória e vários pódios. Para 2013, a tendência é o finlandês continuar em seu estilo, digamos, exótico fora das pistas e forte dentro delas, o que será ajudado se a Lotus manter o nível de 2012 para 2013, objetivo declarado dos seus chefes, que almejam um terceiro lugar no Mundial de Construtores, ou seja, superando ou Ferrari, ou Red Bull, ou McLaren. Missão bastante difícil, principalmente com um piloto com Romain Grosjean como segundo piloto. O francês é rápido e numa corrida sem problemas (principalmente na primeira volta), Grosjean se mostrou capaz de conseguir alguns pódios e até superou com alguma constância Raikkonen em ritmo de classificação, porém, seus erros até infantis arranharam sua boa temporada com dois pódios, mas vários pontos perdidos e uma suspensão, algo que não ocorria há 18 anos. A ponto da confirmação de Grosjean para 2013 ter demorado mais tempo do que o esperado.

Se Raikkonen manter o foco e Grosjean passar a correr como nos bons momentos em 2012, não restam dúvidas que a Lotus virá muito forte em 2013, mas para superar o atual trio de ferro (Ferrari, Red Bull e McLaren), somente muita força de Kimi e erros adversários para conseguir esse objetivo.