sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Enquanto isso na Nascar... (2)

Após os 'Duels', Danica Patrick foi ter uma 'conversinha' com Denny Hamlin, após a dama de verde ser tocado pelo americano pela segunda vez em uma semana. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Busca da identidade

Parece clichê. E é. Mas como não desassociar Ayrton Senna e seu capacete amarelo? Mesmo com mudanças aqui e ali, principalmente em 1987, o eterno tricampeão manteve praticamente intacto o mesmo desenho do seu capacete. O mesmo vale para Piquet, Prost, Mansell, Berger, Alboreto... Contudo, nos últimos anos isso caiu em desuso e o maior exemplo disso foi Vettel, com um capacete novo a cada corrida, fazendo com que o alemão nunca tivesse uma identidade própria, uma marca registrada.

Nessa manhã surgiu uma notícia através da revista Autosport de que a FIA, bancada pelas equipes e pela FOM, estaria proibindo que os pilotos mudassem seus capacetes a cada corrida. Tenho duas visões para isso. A primeira, positiva, é que voltaremos a conhecer os pilotos pelos capacetes, que desde a F1 passou a utilizar capacetes fechados nos anos 60, sempre foi a melhor forma de identifica-los e também para que eles tivessem sua marca registrada. Agora a negativa é... a FIA tem que se meter nisso? Ela não teria outros assuntos mais importantes a tratar, como a perspectiva cada vez mais real de um grid com 18 carros ou menos na F1 em 2015? Além dos pilotos deverem estar preocupados com sua identidade, a FIA deveria começar a se preocupar com a sua também! 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Sete testemunhas

A Premier League acaba de anunciar um acordo bilionário de três anos com a TV. Os clubes ingleses receberão quantias estratosféricas nos próximos anos e o poder de negociar desses mesmos clubes, já considerados os mais ricos do mundo, irá aumentar ainda mais. Com a globalização, Chelsea, Manchester City e United, Arsenal e Liverpool não procurarão mais grandes jogadores na ilha, mas em todo mundo, incluindo aqui no Brasil.

Para tentar, pelo menos, competir com os britânicos, os clubes brasileiros deverão se 'virar nos 30' para segurar seus jogadores e uma mudança de gestão tem que acontecer para ontem. Porém, o que aconteceu sábado mostra que esse choque de gestão já está muitos anos atrasado. Perto do intervalo do jogo Ceará x Maranguape, na última rodada da primeira fase do Campeonato Cearense, na rádio  (sim, ainda escuto os jogos no estádio no rádio e nem celular eu levo!) anunciava o público e renda do jogo Quixadá x Icasa, realizado mais cedo. Sete pagantes deixaram 70 reais na bilheteria do Estádio Junco, em Sobral.

Apenas para contextualizar. Quixadá, a quem considero minha segunda cidade natal, tem um clube, mas este não joga na cidade, muito por causa da desastrosa administração do atual prefeito. Sem estádio, o 'Quixinha' tem que procurar estádios pelo interior do estado e na última rodada, com ambos os times classificados, escolheu Sobral, que fica bem distante de Quixadá e de Juazeiro do Norte, sede do Icasa. Juntando tudo isso a crise pelo qual o estado do Ceará passa pela longa estiagem e ser sábado de Carnaval, esse público ridículo ganhou as manchetes, só não sendo mais divulgado exatamente pelo carnaval.

Contudo, os campeonato estaduais de futebol precisam ser repensados ou até mesmo eliminados do calendário nacional. No campeonato cearense, não é preciso ser gênio para se saber que o título será disputado entre Ceará e Fortaleza, mas até lá, os dois clubes enfrentam clubes semi-amadores e prejuízos com jogos pouco atrativos, fazendo com que ambos passem três meses perdendo tempo e dinheiro, perdendo também a competitividade contra outras equipes nacionais, mas em todo o Brasil, clubes como Corinthians e Flamengo, os mais populares do Brasil, tem o mesmo problema, deixando-os fragilizados na hora de disputar no atual mercado global. Voltando ao Quixadá, como um clube sobrevive com 70 reais de renda? Acho que não paga nem os bilheteiros...


domingo, 15 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Aqui oh

- Daniel, o que você acha da traseira de Lewis Hamilton?, perguntou alguém da plateia à Daniel Ricciardo durante o afamado Top Gear.

Eis a resposta...

domingo, 1 de fevereiro de 2015

RB11

Como acontecia antigamente e de certa forma esquecida, a Red Bull mostrou um carro camuflado nessa manhã com o intuito de esconder as linhas aerodinâmicas do seu novo carro, o último com assinatura de Adryan Newey. E o cuidado não chega a ser exagerado. Mesmo a Mercedes tendo construído um ótimo carro em 2014, se falava abertamente que o chassi da Red Bull era o melhor da F1 no ano passado, mas o motor Renault era o grande calcanhar de Aquiles do conjunto vencedor entre 2010 e 2013.

Agora tendo praticamente a exclusividade da Renault para si, a Red Bull espera diminuir a diferença para a Mercedes e conquistar mais vitórias em 2015. Daniel Ricciardo, o responsável pelas três únicas vitórias não-Mercedes de 2014, virá agora como líder da Red Bull em 2015 com a saída de Vettel da equipe, após anos de dominância do alemão dentro do time. A chegada do simpático e talentoso Ricciardo conquistou rapidamente a Red Bull e Vettel, que não se achou com os novos regulamentos, preferiu mudar de ares e agora é o australiano o ponto de referência da equipe. Seguindo seu programa de contratar pilotos do seu celeiro, a Red Bull trouxe o jovem Daniil Kvyat, esperando que o russo repita o sucesso de Vettel e Ricciardo. Kvyat mostrou muita velocidade em 2014 na Toro Rosso, mas lhe faltou consistência e isso poderá ser fatal num time que, da mesma forma que revela jovens pilotos, também demonstra ter pouca paciência com eles. 

Será o primeiro ano sem Vettel desde que a Red Bull subiu o patamar de equipe simpática para equipe de ponta na F1, mas Ricciardo se mostrou capaz de substituir bem o alemão, mas agora o australiano terá bem mais pressão, pois hoje ele é a referência dentro da equipe, enquanto Kvyat terá que lutar para conquistar pontos para a Red Bull no Mundial de Construtores e empurrar Ricciardo, mas tudo dependerá do quão bom será o novo motor Renault, que mudou tudo para 2015 afim de ajudar a Red Bull retornar o caminho dos títulos.

W06

A história do 'sarrafo alto', tão comum no mundo corporativo e, literalmente, no esporte serve bem para o ano de 2015 da Mercedes. Não satisfeito em ter apenas o melhor motor da F1, a Mercedes também construiu o melhor carro e integrado com a sua unidade de potência, os tedescos dominaram a F1 em 2014 da mesma forma como fez a McLaren-Honda no final dos anos 1980 e a Ferrari na Era Schumacher. Porém, a Mercedes sabe que repetir outra temporada 2014 será bastante complicado e o 'sarrafo' da equipe já começa bem alto.

Assim como deverá ser alto a rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Considerado o maior talento da F1 atual (não o mais completo...), Lewis Hamilton vai para a temporada 2015 aliviado por ter finalmente conquistado o seu segundo título na F1 após uma luta fratricida com seu 'companheiro' de equipe. Hamilton venceu onze vezes em 2014 e mesmo derrotado no duelo das classificações com Rosberg, mostrou um amadurecimento enorme durante as corridas e se saiu muito bem frente aos obstáculos colocados no seu caminho. Mais forte e mais maduro (Lewis chegou aos 30 anos nesse mês), Hamilton surge ainda mais forte para 2015. Nico Rosberg sabe que perdeu uma grande chance de conquistar o Mundial de Pilotos quando liderou a maior parte do campeonato do ano passado e deu vários golpes psicológicos em Hamilton, mas como o inglês surpreendeu justamente no lado psicológico, Lewis deu a volta por cima e derrotou Rosberg com alguma sobra. Nico mostrou muita velocidade, talvez de forma surpreendente, mas vacilou em momentos decisivos, mas já tendo a experiência de ter disputado um campeonato, o alemão tende a vir também mais forte para a disputa com Hamilton.

Com seus pilotos mais calejados para esse ano, a Mercedes só terá que se preocupar em manter o ótimo carro que construiu em 2014 e 'domesticar' seus pilotos, talvez o grande desafio de Toto Wolff e Niki Lauda na temporada passada. Se manter a mesma gestão de pilotos do ano passado e o carro dominador de 2014, a Mercedes poderá ser o grande chamariz da F1 em 2015 novamente.