Após a decepcionante corrida em Mônaco, todos estavam atentos de como iria se comportar Lewis Hamilton na corrida seguinte, em Montreal, local da primeira vitória do inglês na F1. Hamilton teria novamente um comportamento irritadiço e infantil, como no ano passado, quando na mesma corrida monegasca, teve um atrito com Nico Rosberg? Praticamente um ano depois, Lewis Hamilton demonstra que o seu segundo título na F1 lhe fez muito bem. Logo após a presepada da Mercedes em Monte Carlo, Hamilton evitou acusar a sua equipe, mesmo claramente contrariado a vitória perdida devido ao erro da Mercedes. Já em solo canadense, Lewis fez o que de um campeão como ele se espera, em momentos onde se espera respostas: foi mais rápido em todas as sessões, conseguiu uma pole numa volta espetacular e venceu a corrida de ponta a ponta, tendo que administrar o consumo de combustível do seu carro, permitindo a aproximação de Nico Rosberg na metade final da prova. Porém, como o próprio inglês afirmou após a corrida, estava tudo sob controle. Hamilton tinha um ás na manga se precisasse e venceu pela quarta vez em Montreal, se tornando o segundo piloto, isolado, com mais vitórias no tradicional Grande Prêmio canadense e na forma como está andando e, principalmente, como está se comportando fora das pistas, Hamilton ficará numa situação muito parecida com a de Schumacher anos atrás, quando cada vitória significava um recorde batido.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Figurão(CAN): McLaren-Honda
Já virou clichê na F1 atual: apesar do que está acontecendo, ninguém tem dúvidas de que a parceria entre McLaren e Honda dará frutos e que serão competitivos e blá, blá, blá. Porém, já estamos na metade do ano e até agora a premiada associação entre McLaren e Honda não deu nem um décimo dos frutos esperados. Tendo o motor menos potente da F1, a Honda usou seus primeiros 'tokens' para a corrida no Canadá, na tentativa de diminuir a constrangedora diferença que os japoneses tem para Ferrari e, principalmente, Mercedes. Contudo, o que se viu em Montreal foi outro final de semana esquecível para todos os envolvidos no ambicioso projeto anglo-japonês e já começam a se ouvir ruídos. Button novamente não conseguiu se classificar por causa de problemas em seu carro e por ter trocado o motor pela quinta vez, além de largar em último, ainda teve que pagar um drive-through na segunda volta. Com Fernando Alonso a coisa não foi muito diferente, pois o espanhol largou no pelotão intermediário e nas longas retas do circuito improvisado de Montreal, Fernando pouco pôde fazer para se defender dos ataques dos pilotos que tinham motores Ferrari e Mercedes. Em certo momento, Alonso reclamou que, se tivesse que economizar combustível, que era o desejo do se engenheiro, ele andaria como um amador. No final, o destino das corridas dos campeões de F1 foi o mesmo: abandono por problemas mecânicos quando estavam nas últimas posições. E mais um vexame para uma parceria que uniu dois nomes dos mais tradicionais da F1, mas que vai tendo um começo extremamente difícil. Era de se supor um início turbulento nessa parceria McLaren-Honda? Sim. Mas não se poderia adivinhar uma fase tão negativa e cheio de sobressaltos como o que estamos vendo.
domingo, 7 de junho de 2015
Se não fossem os freios...
No ano passado, a Mercedes só não fez dobradinha em Montreal e perdeu a corrida para a Red Bull de Daniel Ricciardo, por causa de problemas nos freios traseiros de seus dois carros. Temendo que o problema causasse outra decepção, desde cedo a equipe pediu a Hamilton e Rosberg cuidar das patadas com o pé esquerdo. Se não fosse isso e os cuidados com o combustível, Lewis Hamilton teria uma vitória ainda mais tranquila do que foi, onde administrou Nico Rosberg na metade final da corrida, mas assim como o inglês, Nico também se preocupava com freios e combustível. Hoje, Nico não teve a sorte ao seu lado. O mesmo não pode dizer Valtteri Bottas, que se aproveitou de uma bobeada monstro de Kimi Raikkonen para conseguir o seu primeiro pódio em 2015, além da Williams.
Como era de se imaginar, os dois carros da Mercedes dominaram, como dizem os ingleses, de 'bandeira a bandeira'. Hamilton e Rosberg tiveram largadas convencionais, mas mantiveram a ordem da largada, com leve vantagem do inglês no primeiro stint da corrida, com pneus supermacios, onde Hamilton chegou a colocar 4s de vantagem sobre Rosberg. Na única parada de ambos, a mudança para os pneus macios favoreceu Rosberg, que chegou a diminuir a diferença para 1s, mas em todo tempo Lewis e Nico tinham seus engenheiros chamando a atenção sobre os freios traseiros, problema que tirou a vitória da Mercedes em 2014, e também combustível. Nico tentou manter uma certa distância para dar o bote no fim, mas Hamilton manteve a corrida sobre controle e venceu de ponta a ponta, voltando a bater Nico Rosberg, algo que só não ocorreu em Mônaco por um erro da Mercedes, que pareceu bem tranquila nos pits, com Niki Lauda e Toto Wolff chegando a brincar na frente das câmeras. Com essa vitória, Lewis Hamilton volta a pôr ordem na casa da Mercedes. Após seu título em 2014, Hamilton voltou para essa temporada ainda mais confiante e batendo consecutivamente Nico Rosberg, sem muita resposta do alemão. Abrindo novamente diferença no campeonato, Lewis Hamilton parte impávido rumo ao tricampeonato.
Como também era de se imaginar, ver dois pilotos com ótimos carros largando nas últimas posições significaria uma sequencia boa de ultrapassagens e foi isso que Vettel e Massa demonstraram em toda a corrida, com destaque para o alemão, que fez uma parada a mais do que Felipe e saiu mais atrás no grid. Contudo, não se pode colocar uma única vírgula na prova de Massa, que fez várias ultrapassagens, algumas bem seguras, outras arrojadas, como no caso de Ericsson, para terminar em sexto. Bottas fez uma prova discreta, mas ao mesmo tempo muito sólida. O finlandês se manteve a maior parte do tempo em quarto, comboiando a distância Raikkonen, mas um erro do seu compatriota da Ferrari pôs Bottas tranquilamente no pódio, o primeiro da Williams nesse ano. Kimi teve outra corrida para esquecer em Montreal, pois uma rodada bisonha no grampo jogou um pódio certo no lixo e nem mesmo uma segunda parada, para colocar pneus supermacios e atacar Bottas, fez Raikkonen se aproximar do compatriota. Para piorar as coisas para Kimi, seu companheiro de equipe de um show. Vettel ficou pouco tempo com pneus supermacios, partindo para os macios quando ficou empacado atrás de Ericsson e Massa. Andando no mesmo ritmo da Mercedes, Vettel fez tantas ultrapassagens como Massa, chegando a ter um toque polêmico com Hulkenberg na última chicane. Assim como Raikkonen, Vettel fez uma segunda parada e mesmo largando quinze posições atrás do companheiro de equipe, o alemão chegou menos de 10s atrás de Raikkonen, na quinta posição. Ainda tem anta que diz que Sebastian Vettel não é um grande piloto...
A Lotus poderia ter completado sua melhor prova do ano, mas um erro besta de Romain Grosjean, quando o francês tocou no bico da Manor de Will Stevens e furou um pneu (menos mal que na entrada do boxe), fez os aurinegros só comemorarem mesmo os primeiros pontos de Maldonado. Sentindo a pressão de não ter marcado pontos ainda, Pastor fez uma corrida longe de mostrar a sua agressividade habitual, se deixando ultrapassar sem muita briga, mas o venezuelano pôde completar a prova em sétimo, enquanto Grosjean ainda salvou um décimo lugar, mesmo com uma punição pelo toque com Stevens. Mesmo rodando após um toque com Vettel, Hulkenberg fez uma prova sólida, como é de sua característica e terminou num bom oitavo lugar, enquanto Pérez decepcionou após sua bela exibição em Monte Carlo e ficou fora dos pontos. Foi um final de semana onde quem andou com motores Mercedes, se deu muito bem, mesmo equipes (Lotus e Force India) em fases não tão boas. Quem não estava com motor Mercedes, sofreu bastante...
Um ano após sua primeira vitória na F1, Daniel Ricciardo fez uma corrida medonha, fora dos pontos e até mesmo longe de Daniil Kvyat, que ainda salvou uns pontinhos para a Red Bull com um nono lugar. O raquitismo do motor Renault ficou clado em Montreal, lugar de retas longas e muita tração. Os meninos da Toro Rosso andaram no mesmo nível que o pessoal da Red Bull, com Verstappen sendo o último da turma dos touros vermelhos. A Sauber usa motores Ferrari, mas o problema da equipe suíça é da falta de desenvolvimento, mas chamou a atenção a péssima corrida de Felipe Nasr, só ficando à frente da Manor de Stevens e pela primeira vez superado por Ericsson. O acidente no terceiro treino livre, causado pelo brasiliense, o deixou com dores e talvez isso explique a má corrida de Nasr. A última (literalmente!) montadora, a Honda, teve outro dia para esquecer. A parceria McLaren-Honda até agora vem sendo um fiasco completo e nem Alonso, nem Button, puderam escapar de outro abandono após andarem sempre entre os últimos colocados. Era esperado dificuldades nos primeiros passos da Honda na F1, mas até o momento está muito complicado explicar o que está havendo com dois nomes (McLaren e Honda) tão tradicionais na F1.
Se não fossem os freios, a Mercedes teria uma vitória ainda mais tranquila do que hoje, com Hamilton podendo andar mais do que já o fez hoje. Se a Ferrari é conhecida por cuidar mais dos pneus do que a Mercedes, hoje se viu a equipe italiana sendo um das poucas a fazer duas paradas. A diferença da Mercedes para as demais já parece praticamente intransponível e com Hamilton andando do jeito que está, só se o avião cargueiro (toc, toc, toc) que irá levar os carros da Mercedes de volta á Europa sofrer um acidente.
sábado, 6 de junho de 2015
Luta particular
Desde a chegada do novo formato de classificação, com o objetivo de sempre termos ação na pista em uma hora de sessão, problemas de favoritos durante o Q1 ou Q2, que definem as posições intermediárias, normalmente significa emoção para a corrida, pois nos traz corridas de recuperação à vista. Hoje em Montreal, dois pilotos que normalmente estariam no Q3 ficaram pelo caminho, devido à problemas técnicos, ainda no Q1. Vettel e Massa terão um dia cheio amanhã, pois saindo das últimas posições, correrão contra o tempo para chegar às primeiras posições. No caso do alemão da Ferrari, deixa a briga pela vitória numa luta particular entre os dois pilotos da Mercedes.
Logo de cara, Jenson Button ficou de fora da classificação devido a um problema de câmbio da sua McLaren-Honda durante o treino livre. Quando foi a pista no começo do Q1, Vettel avisou à Ferrari que 'havia algo errado' com seu carro. Parecia um problema simples, pois não se viu correria, típica dos italianos, nos boxes da Ferrari. Porém, mesmo com os pneus supermacios, Vettel não conseguiu fazer um tempo melhor do que a 16º posição, ficando pelo caminho. Não muito diferente script teve Felipe Massa, que após sua primeira volta rápida no Q2, se queixou de falta de potência. Na segunda tentativa, Felipe parecia desesperado, sabendo que sua corrida estava irremediavelmente arruinada. Para Massa e Vettel, amanhã será dia de ultrapassagens e contar com a sorte de um safety-car na hora certa para conseguir subir no pelotão e conseguir uma posição coerente com o potencial dos carros que têm em mãos.
Com pneu macio ou supermacio, a Mercedes dominou a classificação, mas vendo o desempenho de Raikkonen, não seria impossível imaginar Vettel bem próximo da briga dos prateados. No Q1 e no Q2, a diferença entre Hamilton e Rosberg fora mínima, mas na hora para valer, Hamilton colocou três décimos em Nico, que reclamou pelo rádio e parecia enfadado na foto oficial dos três primeiros colocados da classificação. Raikkonen foi o mais rápido do resto, salvando um pouco a honra da Ferrari, porém, Kimi costuma se dar melhor durante as corridas e largando em terceiro, por que não?, poderá dar trabalho à duas Mercedes na prova de amanhã. Bottas fez o que pôde com sua Williams e ficou em quarto. Sem Vettel e Massa, respectivamente, Ferrari e Williams se contentaram com a segunda fila. A Lotus andou muito bem, principalmente Grosjean, o mais rápido do Q1, e ambos os Lotus largarão na terceira fila, superando a Force India, que também usa motores Mercedes e pareciam fortes. Porém, com Maldonado numa fase tão ruim e largando em sexto, prevejo uma largada com emoção amanhã. Nasr sofreu um acidente banal no terceiro treino livre, quando bateu sozinho em plena reta oposta, mas o incidente, o primeiro em sua carreira na F1, não mudou muito a situação do brasiliense frente a falta de evolução da Sauber.
Para amanhã, a Mercedes tende a reinar soberana sobre as demais, pois talvez o seu maior rival, Vettel, largará nas últimas posições. Contudo, nem Hamilton e nem Vettel tiveram um final de semana perfeito até aqui, com Lewis errando algumas vezes e Rosberg parecendo pouco confortável no seu carro. Assim como Mônaco, Montreal já foi palco de corridas surpreendentes e isso pode voltar a ocorrer amanhã!
quinta-feira, 4 de junho de 2015
História: 15 anos do Grande Prêmio de Mônaco de 2000
A temporada 2000 da F1 chegava à segunda casa da maioria dos pilotos, pois Monte Carlo proporciona um lugar agradável para viver, mas principalmente uma baixa tributação para os pilotos da F1. Mesmo os paddocks improvisados serem terríveis para as equipes, ninguém sequer pensava em tirar a famosa e tradicional corrida das ruas de Mônaco do calendário da F1. Schumacher chegava confiante à Monte Carlo após sua vitória convincente em Nürburgring, enquanto a Ferrari esperava usar as características únicas de Monte Carlo para andar na frente da McLaren, que após um começo de temporada muito ruim devido a falta de confiabilidade, vinha pressionando a Ferrari. Na Williams, a novidade vinha do outro lado do Atlântico. Juan Pablo Montoya dominava os treinos para as 500 Milhas de Indianápolis e mesmo Jenson Button fazendo um bom trabalho em sua primeira temporada, estava praticamente certo que o colombiano, que foi para a equipe de Chip Ganassi como contra peso para a Williams trazer Alessandro Zanardi de volta à F1, retornasse à Europa em 2001 pelo time de Frank Williams.
Após os treinos livres, a maioria do grid escolheu classificar e correr no domingo com pneus moles, porém, os pilotos de Ferrari e McLaren escolheram os pneus duros, pois, pensavam os estrategistas de ambas, a vantagem que tinham para as demais equipes iria eliminar a diferença de 1s entre os dois tipos de pneus. Ledo engano. Se Michael Schumacher confirmou a boa forma e ficou com a pole, Jarno Trulli conseguiu um impressionante segundo lugar, logo à frente de Coulthard. Faltando cinco minutos para o fim da sessão, Hakkinen estava apenas em 17º, mas numa última volta voadora, o finlandês conseguiu o quinto tempo, superando a segunda Ferrari de Barrichello, mas atrás da segunda Jordan de Frentzen. Após uma corrida em Nürburgring muito ruim, a Jordan voltava a brilhar. Outra grande surpresa do dia era o sétimo lugar de Jean Alesi em seu problemático Prost.
Grid:
1) M.Schumacher (Ferrari) - 1:19.475
2) Trulli (Jordan) - 1:19.746
3) Coulthard (McLaren) - 1:19.888
4) Frentzen (Jordan) - 1:19.961
5) Hakkinen (McLaren) - 1:20.241
6) Barrichello (Ferrari) - 1:20.416
7) Alesi (Prost) - 1:20.494
8) Fisichella (Benetton) - 1:20.703
9) R.Schumacher (Williams) - 1:20.742
10) Irvine (Jaguar) - 1:20.743
O dia 4 de junho de 2000 estava ensolarado e quente em Monte Carlo, propiciando um clima perfeito para o Grande Prêmio de Mônaco. A Ferrari mostrou seu potencial no warm-up, com Schumacher liderando uma dobradinha. Largando na pole e com o ritmo que vinha mostrando, o alemão estava com a faca e o queijo na mão para mais uma vitória na temporada. Bastava uma boa largada. Porém, os procedimentos de largada em Mônaco foram especialmente complicados quinze anos atrás. Primeiro, Pedro Paulo Diniz ficou parado no grid no começo da volta de apresentação, fazendo com que o brasileiro largasse na parte de trás do pelotão. Porém, antes mesmo da largada, o motor de Wurz quebrou e a partida foi abortada. Para piorar as coisas para Wurz (1,87m), o carro reserva da Benetton estava acertado para Fisichella (1,71m). Na segunda largada, Schumacher sai sem problemas, mas segundos após os pilotos passarem pela St. Devote, apareceu uma bandeira vermelha 'fantasma'. Não houve nenhum incidente na pista para trazer a bandeira vermelha, mas o problema foi um... erro de software! Porém, quando os pilotos chegaram no Hairpin Grand Hotel, Pedro de la Rosa tentou ultrapassar Button e os dois bateram, criando um grande engarrafamento. Agora sim, um incidente para trazer a bandeira vermelha. Button, Zonta, Heidfeld, Diniz e Gene correram de volta aos boxes para pegar o carro reserva, enquanto De la Rosa não acreditava no seu azar. O espanhol tinha largado com o carro reserva após bater o titular no warm-up. De la Rosa não tinha dado uma volta sequer na corrida, mas tinha destruído dois carros!
Após tantos problemas, a relargada aconteceu sem maiores dramas e Schumacher novamente largou bem, mantendo a ponta à frente de Trulli, Coulthard, Frentzen e Hakkinen. Ralf Schumacher consegue uma largada estupenda, pulando de nono para sexto, inverso fazendo Barrichello, que caiu de sexto para oitavo. Seria uma corrida de paciência para o brasileiro, pois mesmo tendo um bom carro nas mãos, Barrichello sabia que ultrapassar em Mônaco beirava o impossível. E ainda é! Em cinco voltas, Schumacher já abria 6s para Trulli, que segurava Coulthard, enquanto metros depois, Frentzen fazia o mesmo com Hakkinen. Era a situação perfeita para o alemão da Ferrari! Na volta 19, Wurz bate na curva St. Devote, lugar tradicional de acidentes, mas em 2000 os eficientes comissários monegascos cortariam um dobrado... Duas voltas depois, no mesmo local de Wurz, o argentino Mazzacane bate sua Minardi na St. Devote. Enquanto isso, Schumacher abria, em média, 1s por volta em cima de Trulli, que segurava Coulthard e Frentzen fazia o mesmo com a outra McLaren. Ron Dennis estava careca de saber que as ultrapassagens ocorreriam somente nos boxes. E esse momento se aproximava!
Porém, para tristeza da McLaren, a primeira visita de seus pilotos aos pits não fui para uma parada programada. Mika Hakkinen entrou nos boxes na volta 35 com um problema nos freios. Após uma inspeção, descobriu-se que cabos do rádio causaram um mau contato e após o problema ter sido resolvido, Mika retornou à pista apenas em 11º, na esperança que mais acidentes, como o de Diniz na volta anterior na St. Devote, acontecesse e o finlandês conseguisse algum ponto. Porém. nem tudo estava perdido para a McLaren, quando Jarno Trulli foi aos boxes na volta 36 com o câmbio quebrado e Coulthard assumia a segunda posição, mas 36s atrás de Schumacher. Se Michael liderava, Ralf passava por um drama. O alemão vinha na reta dos boxes quando encontrou a McLaren de Hakkinen, após este resolver seu problema. O piloto da Williams tentou não perder tempo, mas acabou como Wurz, Mazzacane e Diniz: no muro da St. Devote. Porém, o caso de Ralf foi mais grave. Uma parte da suspensão da Williams perfurou o monocoque e cortou a perna esquerda do irmão mais novo Schumacher. Foi um corte profundo e Ralf teve que ir ao hospital. Schumacher Senior foi aos boxes na volta 49 e retornou à pista ainda em primeiro. Coulthard estava andando no mesmo ritmo da Ferrari e estava apenas 7s atrás do alemão, mas o escocês estava prestes a fazer sua única parada. Contudo, num golpe de sorte para a McLaren, quando Schumacher abriu a 55º volta, o alemão diminuiu a velocidade na reta, sentindo o seu carro solto. Enquanto Coulthard fazia sua parada programada, Schumacher entrou nos boxes com a sua Ferrari toda torta e abandonava a corrida com a suspensão quebrada, mas a causa-raiz do problema foi uma quebra do escapamento, que cozinhou a suspensão até quebrar.
Com isso, Coulthard assumia a liderança da corrida com larga vantagem sobre Frentzen, que tinha Barrichello logo atrás. Mais atrás, uma briga revivia os tempos de F3 Inglesa no começo da década de 1990, com Hakkinen atacando Salo na batalha pela sexta posição. Era Mika x Mika! Porém, o guard-rail da St. Devote não tinha acabado o seu trabalho e após ter trazido Zonta, Frentzen foi a vítima final, contabilizando seis carros destruídos no local. Um verdadeiro ferro-velho de carros de corrida milionário! O acidente do alemão da Jordan foi praticamente a última coisa importante antes da bandeirada para o vencedor David Coulthard, o primeiro britânico a vencer em Monte Carlo desde Jackie Stewart em 1973. Barrichello terminou em segundo após uma corrida de muita paciência, onde sempre tinha um carro mais lento do que o seu à sua frente. Completando o pódio de uma corrida de sobreviventes, chegou Fisichella com a Benetton, sendo que o próprio italiano teve um pneu furado durante a corrida, mas 'Fisico' conseguiu seu objetivo de pontuar. Falando nisso, Irvine conseguiu os primeiros pontos da Jaguar, enquanto Salo conseguiu segurar Hakkinen nas voltas finais, mas se o Mika da Sauber estava feliz com os pontos, o Mika da McLaren estava chateado após um final de semana muito complicado em Mônaco. Foi uma corrida cheia de surpresas e acidentes, que proporcionou uma vitória de sorte para Coulthard, que se aproximava de Schumacher no campeonato.
Chegada:
1) Coulthard
2) Barrichelo
3) Fisichella
4) Irvine
5) Salo
6) Hakkinen
terça-feira, 2 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Panca da semana
Lance Stroll escapou ileso desse impressionante acidente em Monza, na disputa da F3 Europeia, mas o fato que mais chamou atenção ocorrido na Itália se deu na terceira corrida do final de semana da F3, onde a corrida foi interrompida devido as 'traquinagens' dos pilotos, que proporcionaram várias presepadas. Incluindo essa...
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