sexta-feira, 5 de março de 2021

FW43B

 


Na semana antecedente ao início dos treinos de pré-temporada da F1 dessa temporada, a Williams continuou o frenético momento de lançamentos, com o tradicional time mostrando seu novo carro para 2021, mesmo que sem muitas novidades, o que não deixa de ser perigoso.

Mesmo ainda chamando-se Williams e nomeando seu carro em homenagem à Frank Williams, essa nova Williams tem pouco da antiga equipe, com a saída da família Williams. A Dorilton Capital comprou o time, trouxe alguns nomes fortes na chefia, mas com todo o problema da pandemia, houveram poucas mudanças no carro do ano passado para esse, portanto, a Williams continuará com a mesma base de uma equipe que vem ladeira abaixo desde 2018 e que só marcou um mísero ponto nas últimas duas temporadas. 

O line-up de pilotos continua o mesmo. George Russell é a grande aposta da Williams para algum bom momento em 2021. O inglês é integrante do seleto grupo dos jovens pilotos candidatos à estrela no futuro da F1 e sua ligação com a Mercedes (que cede seus motores para a Williams tendo Russell como trunfo) faz de Russell um dos favoritos a sentarem no assento da Mercedes num futuro próximo. E o inglês está fazendo para conseguir isso, mesmo que ainda lhe falte melhorar em ritmo de corrida. Já Nicholas Latifi fica com o papel de pagar as contas da equipe, sendo o canadense também filho de um bilionário que comprou uma vaga para o filhão, mesmo ele não fazendo nada para estar na F1.

As novas cores duvidosas da Williams mostram que o time segue a tendência da continuidade, mesmo que olhando para um passado recente, isso não seja algo muito promissor para a tradicional equipe. 

quinta-feira, 4 de março de 2021

VF-21

 


Se a Mercedes já aparece como grande favorita ao título, a Haas já aparece com seu novo carro sendo favorita a uma posição menos nobre do grid: de estar na última fila de forma constante. Com um orçamento limitado, vindo de uma temporada muito ruim, com dois pilotos novatos e já avisando que não desenvolverá o carro desse ano, a Haas parte para ser a pior equipe da F1 em 2021.

Usando o know-how da Ferrari, a Haas sempre dependeu dos humores dos carros italianos e como a Ferrari decaiu vertiginosamente em 2020, o time americano foi para as profundezas do pelotão ano passado e nada indica uma melhora para esse ano. Steiner já avisou que a Haas irá investir no carro de 2022, quando ocorrerá uma grande mudança de regulamento, deixando essa temporada ao léu. 

A Haas mudou seus dois pilotos, saindo os desajeitados Kevin Magnussen e Romain Grosjean para a entrada de Mick Schumacher e Nikita Mazepin. O alemão terá muitos olhos em si para observar se Mick terá pelo menos um décimo do talento do pai, sem contar que trará de volta o nome Schumacher de volta à F1. Já Nikita Mazepin é um capítulo à parte. Com a Haas precisando de dinheiro, o russo entrou com uma verba milionária que fez até a Haas mudar seu lay-out para as cores da bandeira russa (por coincidência, também as cores americanas...), além do grande logotipo da empresa do seu pai. Nos tempos da F2, Mazepin se mostrou um piloto agressivo demais e sem resultados que o colocassem como um piloto que esteja na F1 apenas pelo seu talento. Fora das pistas o russo já se meteu em inúmeras confusões e polêmicas.

A perspectiva da Haas não são das melhores para 2021, com Steiner e sua trupe olhando apenas para 2022. Tomara que acertem, pois entrarão em 22 muito provavelmente após dois anos muito ruins.

quarta-feira, 3 de março de 2021

AMR21

 


Depois de sessenta anos o nome Aston Martin retornará à F1, após um longo hiato e graças a um pai bilionário que ama corridas e acredita piamente que seu filho é um bom piloto. Lawrence Stroll comprou os espólios da Force India e depois adquiriu parte da Aston Martin, trazendo a lendária montadora britânica de volta à F1 com altas expectativas.

Quando ainda se chamava Racing Point a equipe então pintada de rosa conseguiu ótimos resultados usando um artificio aparentemente simples, mas no limite do legal: copiou o carro da vencedora Mercedes. Mesmo com uma temporada cheia de percalços (os dois pilotos pegaram Covid), a Racing Point conseguiu sua primeira vitória, além de uma pole e alguns pódios. Mudando de nome para Aston Martin, é de se pensar que a filosofia copiadora da equipe continue, até porque o time mantém laços estreitos com a Mercedes e Toto Wolff.

Outra novidade será a chegada de Sebastian Vettel e qual será o comportamento do alemão. O período dominador de Vettel já se aproxima dos dez anos e sua passagem da Ferrari não foi exatamente um sucesso, com o último ano de Sebastian na equipe chegando próximo do medíocre. Chamou atenção a apatia de Vettel e falou-se abertamente em aposentadoria do alemão, mas Seb acabou resgatado pela Aston Martin e pela primeira vez correrá com um motor Mercedes, numa associação que muitos gostariam de ver. Com menos cabelo e sua reputação posta à prova, todos esperam ver como se sairá o tetracampeão, principalmente tendo como companheiro de equipe Lance Stroll. Não que Vettel tenha algum receio do canadense, mas é fato de que Lance teve muitas regalias como filho do chefe. Ainda nas categorias de base a família Stroll comprava equipe e pilotos experientes para ser coach de Lance. Vettel aceitará essa situação? Aceitará as novidades da equipe indo para Lance, mesmo sendo mais piloto que o companheiro de equipe? Isso será outro ponto a ser observado na Aston Martin em 2021.

O carro ganhou o tom verde do velho 'british racing green', ficando bem bonito e lembrando a antiga Jaguar, concorrente da Aston na Inglaterra. Tendo um piloto como Vettel, o melhor motor da F1 e copiando também o melhor carro, a Aston Martin poderá dar mais um passo e aumentar a fama de Lawrence Stroll de ser um midas.

terça-feira, 2 de março de 2021

A521


Se o carro da Mercedes deixou um pouco a desejar com relação ao lay-out desse ano, a Alpine compensou um pouco mais tarde. Mesmo tendo todas as restrições do mundo às cores escolhidas pelo time por motivos clubísticos, o primeiro carro da chamada Alpine é um dos mais belos dos últimos tempos e os franceses torcem para que o velho ditado de que carro bonito é carro rápido se concretize.

A antiga Renault mudou de nome e de cor, porém, houveram muito mais trocas. Após anos mostrando um trabalho abaixo do esperado, Cyril Abiteboul foi dispensado pela Renault e não assumirá o batente da nova Alpine, marca do grupo e ligado aos ralis nos anos 1960, que estreará na F1 nesse ano. Outra mudança importante foi a chegada de Fernando Alonso após dois anos fora da F1, experimentando de tudo no automobilismo com diferentes graus de sucesso. 

Novidades não faltaram na apresentação de hoje e a Alpine chamará a atenção não apenas pelo seu belo carro, mas como Fernando Alonso irá se comportar nesse seu retorno à F1. O espanhol ficou dois anos de fora, mas em ampla atividade, competindo no Endurance, na Indy e até mesmo no Dakar. Um piloto ficar tanto tempo fora da F1 muitas vezes lhe trazem problemas e não faltam exemplos recentes, sem contar que Alonso completará 40 anos em 2021. No entanto, estamos falando de um piloto excepcional e que esteve na ativa. Um pequeno acidente de bicicleta não alterou o ritmo de Alonso, que tentará mostrar que ainda é um dos grandes da F1 e muitos estarão de olho no que austuriano será capaz de fazer. A comparação óbvia será Esteban Ocon. Antigo darling da Mercedes, Ocon cansou de esperar uma chance com os alemães e vai para o seu segundo ano na Renault tentando recuperar a chama de ter sido um grande rival de Verstappen nas categorias de base, mas que até o momento não mostrou isso de forma clara na F1. Ocon terá um desafio e tanto pela frente. Se conseguir superar Alonso, Ocon fincará os pés na F1. Se apanhar, Ocon não passará de uma promessa que não se realizou...

A Alpine fala claramente em esperar pela aguardada grande mudança de regulamento de 2022, quando a expectativa é de que haja um achatamento nas forças da F1. Enquanto 2022 não vem, a equipe francesa brigará no pelotão intermediário e espera agradar Alonso. Para não levar patadas via rádio... 

W12

 


Se tudo ocorrer de acordo com o esperado, em condições normais de temperatura e pressão, hoje foi lançado o carro campeão mundial de 2021, continuando uma hegemonia poucas vezes vistas no esporte. Se em 2020 a Mercedes matou a pau seus concorrentes, com os regulamentos praticamente iguais com relação a temporada passada devido aos efeitos da pandemia, os germânicos partem serelepes como francos favoritos ao título de 2021.

E se a Mercedes é a grande favorita ao campeonato que se avizinha, logicamente Lewis Hamilton é o grande favorito ao octa-campeonato, se tornando solitariamente o maior campeão da história da F1. O melhor já são outros trezentos e com direito a muito discussão a respeito, porém, não se pode negar os feitos que Lewis Hamilton vem fazendo nos últimos anos, se destacando frente a sua geração e ainda se impondo frente à próxima, representada por Max Verstappen. O inglês só renovou o seu contrato até o final desse ano, mas somente se Lewis quiser fazer outra coisa na vida o seu vínculo não será renovado. O mesmo não acontece com Valtteri Bottas. O finlandês parte para a sua quinta temporada na Mercedes mais pressionado do que nunca. Os seguidos vice-campeonatos de Bottas não convencem a ninguém e sua vaga está a prêmio no final de 2021, além de candidatos não faltarem.

Muitos se perguntam o porquê de Toto Wolff ainda permanecer com Bottas, mas basta se colocar no lugar do dirigente austríaco para mostrar que a opção pelo nórdico é até óbvia. Bem ou mau, Bottas marca os pontos necessários para a Mercedes ganhar o Mundial de Construtores com ampla vantagem. Valtteri não incomoda Lewis e o ambiente dentro da equipe é harmonioso. Tendo o melhor piloto do grid no outro lado do boxes para garantir o campeonato de pilotos, porque trazer um piloto mais combativo e que possa acabar com toda essa benesse? Wolff, para desgosto de muitos fãs da F1, pensa exatamente assim e por isso, dificilmente haverá uma briga tão séria dentro da Mercedes como aconteceu nos tempos de Nico Rosberg e que Lewis Hamilton é o franco favorito ao título, inflando ainda mais seus superlativos números.

Por mais que a Mercedes fale de um probleminha aqui ou acolá, todos sabem que os tedescos tem tudo para continuar sua hegemonia na F1.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Que pena...

 


O mundo do rali está de luto. Nesta quinta-feira o ex-piloto e campeão do mundo em 1983 Hannu Mikkola faleceu aos 78 anos de idade. Estreando nos ralis nos anos 1960, Mikkola logo se destacaria em sua Finlândia natal e não demoraria a se tornar um piloto de ponta no recém-criado mundial, perdendo o título de 1979 por um ponto. Em 1981 Mikkola se mudou para a equipe Audi e participou de forma ativa do início da chamada Era de ouro do rali com a criação do Grupo B, onde se tornou campeão em 1983, sendo o primeiro piloto a se tornar campeão num carro 4x4. Mikkola participaria de apenas mais uma temporada completa, mas só sairia da Audi em 1987, quando conquistou sua 18º e última vitória no Mundial. Participando de etapas eventuais do Mundial até 1993, Mikkola nunca abandonou de vez os ralis, sempre correndo em eventos de carros de rali históricos. No dia 26 de fevereiro, vítima de um câncer, Mikkola se tornou mais uma estrela no céu do esporte a motor.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Que pena...

 


O alarme falso de ontem à noite já era um sinal de que as coisas não iam bem. Infelizmente nessa manhã se confirmou algo que todos no esporte a motor temiam: após uma luta de dois meses contra o terrível Coronavírus, Fausto Gresini faleceu em decorrência dessa peste aos 60 anos de idade. Gresini é o que chamamos de true racer. Mesmo sem condições financeiras Gresini ingressou no mundo da motovelocidade e no início dos anos 1980 estreou no Mundial nas 125cc, se tornando campeão em 1985 e 1987. Numa época em que os pilotos se especializavam nas categorias menores, Gresini ficou vários anos nas 125cc até se aposentar em 1994. Três anos depois Fausto começou sua equipe nas 125cc, que foi crescendo até chegar à categoria máxima, tendo contato com grandes pilotos, como Alexandre Barros, Sete Gibernau, Marco Melandri e Marco Simoncelli. Ele venceu o Mundial das 250cc com o saudoso Daijiro Kato em 2001, a Moto2 com Toni Elias em 2010 e com Jorge Martin na Moto3 em 2018. Gresini tinha uma equipe estruturada e marcava presença nas quatro categorias do Mundial, sendo o chefe da equipe oficial da Aprilia na MotoGP. Fausto viu morrer na sua equipe Simoncelli e Kato, que devem estar esperando por ele para dar uma volta na pista do céu.